Vela Vermelha na Magia Cigana

Uma das cores de velas mais usadas na magia cigana é a vermelha, isto porque a grande maioria das entidades espirituais manipula a energia que falta ao indivíduo que requer um encantamento, mesmo sem este saber a verdadeira raiz de seu problema.
O vermelho é salutarmente indicado para quem precisa de intensidade, dinamismo, energia e iniciativa para agir em determinadas circunstâncias. Como é a cor do vigor sexual, da paixão e da sensualidade, esta nuance potencializa tais práticas, ativando o magnetismo pessoal e, consequentemente a auto-estima. Ajuda na aproximação com outra pessoa, auxilia os encontros efêmeros, mas não é apropriada para velar o amor.
A vela pigmentada de vermelho anula a moleza, a apatia e a introspecção. Está muito ligada à matéria, ao físico. E por ser uma cor quente e forte, deve ser usada com moderação, sob o risco de emanar hostilidade, causando comportamentos adversos ao desejado. Este tom irradia autoridade, ou seja, faz com que uma pessoa exerça poder sobre outra, sendo assim, em qualquer relação a dois, pode causar desequilíbrio. Também é uma cor de proteção contra diversos feitiços, a exemplo da inveja e do mal-olhado. Quando usada pelos malfazejos exploram a vingança, a aversão e a ira por meio deste matiz.
Acender uma vela vermelha é ligar-se a manifestação de uma força atuante, ao movimento, ao comportamento viril e ao combate em vários níveis!
Anúncios

Quiabo

Quiabo (Abelmoschus esculentus) é uma planta da família da malva (Malvaceae). Seu fruto é uma cápsula fibrosa cheia de sementes brancas redondas, muito usado em culinária antes da maturação.
De origem controversa, no Brasil compõe pratos típicos regionais, como o caruru — quiabo cozido com camarão seco; na culinária mineira há o frango com quiabo e o refogado de carne com quiabo. Pode ser apreciado cozido, com tempero no óleo deixando bastante seco. É um fruto simples, que não libera as sementes quando está maduro.
Os quiabos são verdes e peludos e apresentam uma goma viscosa. Rico em vitamina A, é importante para a visão, pele e mucosas em geral, além de proteger o fígado. A vitamina B1 é decisiva para o bom funcionamento do sistema nervoso, a vitamina B2 é importante para o crescimento, principalmente na adolescência. 
Fruto de fácil digestão, é recomendado para pessoas que sofrem de problemas digestivos, sendo eficaz contra infecções dos intestinos, bexiga e rins. 

No Candomblé: Ilà: (quiabo)

 

Alimento do culto de Egungun, porém é muito utilizado no culto de vários Orixás: 
  •  Òrò (Baba-Ègun) para favorecimento em qualquer assunto, fazer justiça, exemplar os perversos e injustos. 
  • Quando ofertado à Esù sua função é acelerar uma melhoria financeira e com Ifá. 
  • Para Ogum sua finalidade é derrotar um inimigo em confronto manifesto.
  • Para Xangô sua finalidade é atacar ou apaziguar qualquer ameaça que ainda não tenha se manifestado. 
  • Para Obaluaiê é servido cru pilado a fim de acelerar o andamento de riqueza e prosperidade. 
  • Para Obatalá sua função é apaziguar qualquer força ou situação agressiva. Ou seja, o Ilà possui características que serem para adiantar algo, fazer deslizar, escorregar para dentro ou fora de uma situação.
Numa  magia quando sua seiva é colocada sob folha de bananeira tem a finalidade de causar a queda de um inimigo. Quando usado somente a seiva do Ilá provocada com a mistura de água, tem finalidade apaziguadora, refreadora, calmante diante de uma força agressiva, confusão na vida ou no Ori. Quando usado como Amalá é utilizado na forma de um molho cozido no Epò ofertado quente com Egbá (pirão) também bem quente, sua finalidade é acelerar a chegada ou o desfecho de algo que ambiciona, então se o Amalá for ofertado à Obaluaiê com peixe, búzios, pó de Osun e Efum, é para acelerar a prosperidade, dinheiro e abundancia. Ofertado à Xangô com peito de carne assada e Orogbô é para alguém obter coragem e enfrentar algo ou alguém complexo, já com pedras de raio ou fogo em brasa é para pedir defesa contra inimigos perigosos e injustos. Ofertado à Òrò (Baba-Eègun) com uma rabada de boi cozida sua finalidade é para acelerar o término de um sofrimento, doença, processo judicial, autoridade excessiva, abuso, tirania ou má intenção de pessoas.
Resumindo Quiabo é tudo de bom!

Adôxú

Adòsú — pronúncia correta Adôxú, porém alguns pronunciam Adocho, — pessoas que serão raspadas. O Osù é o axé com o qual se firma o Orixá no alto da cabeça. É a marca que distingue o iniciado. Na África, para determinados Orixás, ele é simplesmente um tufo de cabelos deixado no alto da cabeça raspada. Aqui, compõe-se de elementos diversos que podem ser alterados de acordo com o Orixá, como aridan, pichulin, préa e pós diversos. É moldado com as águas das folhas do (a) Ìyàwó em formato cônico, constituindo-se em um fragmento do Axé coletivo da Casa. Ou seja, o Osù é uma massa feita de diversos elementos, tem um formato cônico e é colocado no alto e centro da cabeça, exatamente onde foi feito o pequeno corte (O GBÉRÉ no momento da iniciação do Ìyàwó.. A partir daí, a iniciada poderá ser chamada Adòsú. O Adósù é o equivalente à Ìyàwó, por ela usar o Osù e ser raspada.. Ele é usado na feitura e na morte, quando simbolicamente ele é retirado do corpo morto, através de um ritual muito reservado. Quando a morte se dá por um acidente difícil de se usar o corpo, os preceitos são feitos numa cabaça, que representará a cabeça do falecido.
Na iniciação Òsù (adoxé) é um amalgamado de substâncias secretas, algumas in-natura, outras secas, algumas torradas mas tudo isto reduzidos a pó, este conhecido como iye. Ele serve de veículo para transmitir o àse do Òrìsà a ser consagrado no futuro iniciado. O òsù será formado pelos elementos constitutivos e carrega não somente o àse mas a individualização de cada Òrìsà, sendo assim há uma expressiva diferença entre os òsù, cada qual leva suas substâncias distintas e específicas, ou seja, um diferente do outro. É a preparação mística de uma base apta a receber o Òrìsà. Tutelar quando ele manifestar-se no iniciado. Para que possa veicular o àse pretendido, deve ser consagrado ritualisticamente em um odo (almofariz/pilão) devidamente preparado para este tipo de cerimônia. O almofariz, onde os remédios e elementos sagrados são triturados é considerado um objeto sagrado feito apenas com determinados tipos de madeira. Simboliza as duas forças fundamentais: o almofariz representa o pólo feminino , enquanto o pilão representa o pólo masculino. O que se obtém destes dois é o terceiro elemento “O elemento criado, o elemento procriado”. 
O ritual para o preparo do òsù, onde são recitados a cerimônia adúrà (rezas) são de competência única e exclusiva dos Babalòrìsà, Ìyálòrìsà , Ìyálàse e Òsùpin. Em determinado estágio da iniciação, a Ìyálàse transfere esta massa do almofariz e a fixa em formato cônico, sobre o crânio raspado do noviço, mais especificamente em um pequeno corte ritualístico denominado de gb éré, por intermédio de um ciclo ritual que culmina quando esta profere algumas palavras, afim de consagrar o òsù. Estas palavras são conhecidas como ofò. Uma vez sacralizado corretamente e por quem de direito, o òsù fortalece o àse do Òrì sà consagrado no iniciado e este passa ser chamado de Adòsù. O denominação A’d’òsù , resulta na forma contraída das palavras: A – dá – òsù, o que poderíamos interpretar como: “Aquele que carrega o òsù” ou “O Portador do òsù “.De suma importante lembrar, que a gramática Yoruba na prática de sua linguagem é comum usar o sinal diacrítico o “apóstrofo”. Consiste em que, se numa mesma frase a palavra termina com uma vogal e a palavra seguinte começa com uma vogal, uma destas duas vogais sofre supressão, então duas ou mais palavras tornam-se apenas uma.
O Adósù é um símbolo de submissão ao grande Aláàfin (o soberano da cidade de Òyó). Os seus seguidores, portam este tufo de cabelo, que situa-se no alto da cabeça para que todos possam visualizar, o mesmo ocorre com os iniciados que carregam este símbolo para que sejam reconhecidos como os seguidores e submissos de Sàngó em território Yorùbá, sabe-se que é um dos símbolos mais importantes e sagrados para os iniciados desta divindade, origem Yorùbá. O mesmo simbolo é usado em algumas religiões da cultura Afro-brasileira.
A galinha de Angola, chamada Etun ou Konkém no Candomblé; ela é o maior símbolo de individualização e representa a própria iniciação. A Etun é adôxú, ou seja, é feita nos mistérios do Orixá. Ela já nasce com Esù, por isso se relaciona com o começo e com o fim, com a vida e a morte, por isso está no Bori e no Asésê.

Sabão da Costa, (òsé dudu)

Sabão da Costa, (òsé dudu) em Yorùbá, literalmente sabão negro. Òsé dudu é um sabão negro consistente, de origem africana, comum em todos os mercados populares em diversos países africanos. Os originais são feitos de forma artesanal, com gordura animal; é pastoso e faz bastante espuma. No início do século XVI, navegadores ibéricos, por falta de conhecimento geográfico, passaram a designar genericamente toda a costa atlântica africana e seu interior imediato, como “da Costa”, e naturalmente, tudo o que dali procedesse possuía a mesma denominação, ou seja, seria “da Costa”, e isso não serviu apenas para o sabão, mas também outros artigos tais como: pano (da Costa), pimenta (da Costa), limo (da Costa), esteira (da Costa), etc.
Segundo estudos, de diversos historiadores, o sabão da Costa era importado pelo Brasil desde o ano de 1620. Nessa época ele era procedente de países como Gana e Camarões e, principalmente da Nigéria, grande produtor. O antigo Daomé (atual República do Benin) e Togo, também produziam sabão, o dito da Costa, que era trazido por escravos e seus algozes, os traficantes de escravos. Pode ser associado a ervas secas, especiarias, azeites, óleos, pós de vegetais, minerais, ossos de diversos animais, sangue de animais, enfim, uma infinidade de elementos que os Babalaô utilizam para as mais distintas finalidades. Como toda a arte mágica, ao preparar o òsé dudu temos que ter cuidado ao misturar os ingredientes para que possamos alcançar os melhores resultados, devemos com atenção conhecer previamente a potência de cada elemento, para então sabermos que reunidas produzirão os efeitos desejados. 
Para esses resultados que esperamos, não é suficiente apenas misturar os elementos. Todo sabão preparado só atingirá seus objetivos for, após a sua finalização, imantado pela poderosa energia do Òrisá que você deseja, o Asé. A observância da luz solar e da energia lunar fazem a diferença. Ao prepararmos o òsé dudu, devemos seguir as indicações como dia, hora, etc, pois ao obedecermos ás indicações estaremos contribuindo e muito com o sucesso da realização da finalidade a que se destina !
No livro «Casa Grande e Senzala», o clássico estudo de Gilberto Freyre, este grande erudito nos informa que o sabão da Costa, passou a ser vendido ao povo em geral, no Brasil, notadamente nas ruas do Rio de Janeiro, por escravos libertos logo após a Abolição da Escravatura. No Rio de Janeiro, já no século XX e principalmente a partir dos anos 70, com a chegada massiva de estudantes nigerianos que aqui vieram para estudar em diversas Universidades, iniciou-se um intenso comércio, não só do sabão da Costa, como também de muitos outros artigos religiosos.  No Brasil no início dos anos 70, poucas eram as lojas que o tinham para venda. Devido ás suas propriedades medicinais, terapêuticas religiosas, seu uso tornou-se mais intenso.
Alguns africanos em conluio com alguns comerciantes inescrupulosos misturaram sabão da Costa legitimo com um outro, que é tido como sabão da Costa, porém é inferior ao original, embora também seja vendido em larga escala. Nos grandes mercados africanos podemos encontrá-lo geralmente envolto em folhas de bananeira ou até em pequenas bolas de 100g envoltas em plástico. É o mesmo e velho sabão da Costa!
Ao contrário dos sabões comerciais, que são feitos de produtos químicos sintéticos, o verdadeiro sabão da costa é muito hidratante para a pele. A receita básica é secular, das antigas tradições, tendo sido transmitida ao longo de gerações.
É feito de forma artesanal, não sendo encontrado em farmácias, somente em lojas específicas de produtos africanos, normalmente na forma bruta. O Sabão preto é conhecido na África Ocidental por vários nomes, mas o mais comum é Ose Dudu, que é derivado do Anago ou línguas yorubá da Nigéria, Benin e Togo. Significando, literalmente, sabão (ose) Preto (Dudu). Embora conhecido como “negro”, o sabão preto Africano varia de um marrom claro ao preto profundo, dependendo dos ingredientes e modo de preparação. As cascas, folhas e vagens do cacau também são utilizadas para dar a cor característica.
O óleo usado para fazer o sabão varia de região para região, e inclui óleo de palma, óleo de palmaste, manteiga de cacau e manteiga de karité. Qualquer combinação destes ingredientes é possível, e é determinado como base. Além disso, o cloreto de potássio, que é usado para fazer sabão preto africano, pode ser derivado a partir das cinzas de várias fontes vegetais, incluindo frutos do cacau, cascas de karité, folhas de bananeira e os subprodutos da produção de manteiga de karité. O cloreto de potássio utilizado provém das cinzas de folhas de bananeira, resíduos de manteiga de karité e da casca de uma árvore local chamada Agow. A casca é colhida de forma a não prejudicar a árvore.
O processo de elaboração do sabão é altamente sofisticado e exige a agitação das mãos, por pelo menos um dia inteiro, e um estágio de maturação (cura), por duas semanas. O sabão pode ser processado por fusão, em fogo direto, com uma pequena quantidade de água. Durante esta fase de fusão, a textura do sabão se torna mais suave e há uma mudança de cor para um marrom chocolate. O sabão derretido é então prensado em blocos, que podem ser cortados em barras para facilidade de uso.
O sabão preto é comumente feito pelas mãos de mulheres das aldeias africanas, que fazem o sabão para si e para sustentar suas famílias. As mesmas mulheres que fazem sabão preto optam por usar apenas sabão preto em seus bebês, pois a pureza do sabão faz com que não resseque a pele. Na verdade, o sabão preto é geralmente o único sabão utilizado na maioria dos países do oeste Africano. É uma fonte natural de vitaminas A, e ferro, ajudando a fortalecer a pele e cabelo.
Por séculos, os ganenses e nigerianos têm usado sabão preto para ajudar a aliviar a oleosidade da pele, a psoríase, a acne, as manchas claras e vários outros problemas de pele. As mulheres africanas usam-no durante a gravidez, para mantê-las sem estrias.
Sua utilização dentro do Culto Tradicional Yorubá:
Banhos de limpeza espiritual, Afoxé (encantamento usado em um chifre), bem como no preparo de outras Oògùn (medicina/remédio/magia).
As magias serão preparadas da seguinte forma:
Através de uma consulta a Ifá, o Sacerdote irá identificar as causas do transtorno, e sobre ela irá intervir com tratamentos que irão atuar a nível espiritual e/ou biológico. Após identificar quais elementos utilizar, como: ervas e/ou plantas específicas; cascas, rezina ou favas de árvores; Minerais; Fósseis, Pele e Sangue de animais; entre outros… Ele irá misturá-los a massa base do sabão e fará, então, um encantamento, utilizando palavras mágicas que darão poder ao sabão (Ofó), transformando-o assim num elemento mítico, com poderes de cura.

Lenda do uso da Ferradura para afastar o azar

A utilização da ferradura, para trazer boa sorte e manter o mal afastado, baseou-se em uma antiga e tradicional lenda cigana.
Diz a lenda que um dia surgiram 4 demônios que se chamavam Infelicidade, Azar, Doença e Morte. Certa noite um cigano estava cavalgando no seu cavalo predileto, retornando para casa em meio à escuridão, quando, no instante em que atravessava uma ponte, os 4 demônios saíram do mato e iniciaram uma perseguição a ele.
O cigano logo tratou de manter a dianteira, enquanto os 4 prosseguiram a caça, saltando as cercas e correndo velozmente pelas estradas. A perseguição era tanta que o Azar logo o alcançou. E a partir dai os dois cavaleiros, O Azar e o cigano, colocaram-se à frente dos outros 3 demônios até que, no momento exato em que ultrapassavam uma determinada estrada, a ferradura do cavalo do cigano se soltou. Acontece que a ferradura voou pelos ares e acabou atingindo a fronte do Azar, ferindo-o mortalmente. O cigano suspirou aliviado, parou para recolher a ferradura, e depois continuou a sua jornada de volta ao acampamento enquanto os outros 3 demônios agarravam o cadáver do irmão para o enterrarem.
Ao chegar ao acampamento, o cigano pregou a ferradura na porta do seu vardo e contou para toda a tribo a sua façanha de ter matado o Azar. No dia seguine, os 3 demônios restantes chegaram ao local, à procura do cigano; porém quando viram dependurada na porta do vagão aquela ferradura que havia matado o Azar, fugiram assustados com os rabos entre as pernas.
Toda vez que um cigano encontra no chão uma ferradura com a sua parte aberta voltada para ele, e com as suas chapinhas viradas para cima, ele a pega e lança de imediato para trás por cima do seu ombro esquerdo. Depois cospe e continua o seu caminho.
Contudo, se a parte aberta da ferradura estiver voltada para ele, tendo as duas chapinhas viradas para baixo, ele a dependura no galho de uma árvore das cercanias ou então a cerca com qualquer coisa para que a má sorte se afaste. Depois cospe e segue em frente.
Entretanto quando a fechadura está com a sua parte fechada voltada para ele (pouco importando se as chapinhas estão viradas para cima ou para baixo), é um sinal de boa sorte, e, caso seja o seu desejo, ele pode levá-la para casa e dependurá-la na sua porta. Mas, independente de a ter levado ou não para casa, a sorte lhe vai sorrir naquele dia.
Aliás, para que as ferraduras possam atrair a boa sorte, elas devem ser dependuradas com a sua parte aberta para o alto e a fechada para baixo.
-Extraído de “Magia e Feitiçaria dos Ciganos”, de Raymond Buckland

Oração para os Orixás

ORAÇÃO PARA OS ORIXÁS

Que a irreverência e o desprendimento de Exu me animem a não encarar as coisas de forma como elas parecem à primeira vista e sim que eu aprenda que tudo na vida, por pior que seja, terá sempre o seu lado bom e proveitoso!
Laro Yê Exu!
Que a tenacidade de Ogum me inspire a viver com determinação, sem que eu me intimide com pedras, espinhos e trevas. Sua espada e sua lança desobstruam meu caminho e seu escudo me defenda.
Ogun Yê meu Pai!
Que o labor de Oxossi me estimule a conquistar sucesso e fartura à custa de meu próprio esforço. Suas flechas caiam à minha frente, às minhas costas, à minha direita e à minha esquerda, cercando-me para que nenhum mal me atinja.
Okê Aro Ode!!!!
Que as folhas de Ossain forneçam o bálsamo revitalizante que restaure minhas energias, mantendo minha mente e meu corpo são.
Ewe Ossain!!!!
Que Oxum me dê serenidade para agir de forma consciente e equilibrada. Tal como suas águas doces – que seguem desbravadoras no curso de um rio, entrecortando pedras e se precipitando numa cachoeira, sem parar nem ter como voltar atrás, apenas seguindo para encontrar o mar – assim seja que eu possa lutar por um objetivo sem arrependimentos.
Ora Ye Yêo Oxum!!!!
Que os raios de Iansã alumiem meu caminho e o turbilhão de seus ventos e tempestades limpem meu caminho e levem para bem longe aqueles que de mim se aproximam com o intuito de se aproveitarem de minhas fraquezas.
Êpa Hey Oyá!!!!
Que os raios de Xangô iluminem meus caminhos e suas pedreiras sejam a consolidação da Lei Divina em meu coração. Seu machado pese sobre minha cabeça agindo na consciência e sua balança me incuta o bom senso.
Caô Cabecilê!!!!
Que as ondas de Iemanjá me descarreguem levando para as profundezas do mar sagrado as aflições do dia-a-dia dando-me a oportunidade de sepultar definitivamente aquilo que me causa dor e que seu seio materno me acolha e me console.
Odoyá Iemanjá!!!!
Que as cabaças de Omolu/Obaluaiê tragam não a cura de minhas mazelas corporais, como também ajudem meu espírito a se despojar das vicissitudes.
Atotô Obaluayê!!!!
Que a vitalidade dos Ibejis me estimule a enfrentar os dissabores como aprendizado; que eu não perca a pureza mesmo que, ao meu redor, a tentação me envolva. Que a inocência não signifique fraqueza, mas sim refinamento moral. 
Onibeijada!!
Que o arco-íris de Oxumarê transporte para o infinito minhas orações, sonhos e anseios e que me traga as respostas divinas, de acordo com o meu merecimento. 
Arrobobo Oxumarê!!!!
Que a paz de Oxalá renove minhas esperanças de que, depois de erros e acertos; tristezas e alegrias; derrotas e vitórias; chegarei ao meu objetivo mais nobre; aos pés de Zambi maior!
Êpa Babá Oxalá!!!!
AXÉ.
Autor desconhecido.

Aonde estava Exú nessa hora?

Esses dia fomos questionados pelo fato de estarem acontecendo muitos homicidios
dentro das casas de Candomblé ou Umbanda, no nosso Brasil.
Respondemos assim: Será que não é a insatisfação dos males feitos por sacerdotes
e sacerdotizas? Será que os deuses começaram a fechar os olhos pelo desmando?
Bem, no nosso endender, se isso acontece em alguma casa , é simplesmente 
porque os proprietários, zeladores e zeladoras, dão caminho para a situação! 
Mas como?
Hoje, as  festas de exú são um caminho aonde as Pombo giras, e Exús, mesmo
sabendo dos clientes com seus passados ou vidas tortas, os atendem em
seus pedidos; e, muitas das vezes a ganância dos zeladores é tão grande,
que fecham os olhos para o certo e o errado, e cultivam uma amizade entre
laços por conta do dinheiro fácil, e se esquecem que certos tipos de pessoas
ilícitas procuram somente o Orixá para bens próprios,  muitas das vezes
para se livrarem de desafetos ou até mesmo da polícia/justiça.
O sacerdote ambicioso, se envolve, e muitas das vezes compactua com a
situação,  fechando os olhos para a real situação. Até que a mão não seja
mais um ponto de união entre o bem e o mal, daí o caminho para uma tragédia
já está próximo, e muitas vezes sem volta. 
Daí, quando acontece a tragédia, muitos perguntam: “cadê o Exu da casa que
não viu isso?” “Cadê o jogo do sacerdote que não lhe avisou do mal agouro,
ou seja, respondendo cade o Exu?” Ele estará aonde ele sempre esteve,  lá nos seus
acentamentos, somente observando, porque temos que fazer o correto, pois desde que a
gente compactua com coisas erradas, e sabemos que é errado, os Orixás e Exús não
tem nenhuma obrigação de nos defender, sendo que eles mesmos procuraram por
causa de suas ambiçoes, portanto, se a pessoa passar por um enredo de morte,
vai acontecer! Vai ver o que fizeram nesse meio tempo, clientes e sacerdotes:
TUDO ERRADO! 
Portanto, devemos sempre procurar a autorização de nossos Inkisses, Orixás ,
Voduns,  Exús e Pombos Giras. Se a pessoa realmente veio em sua porta pra somar,
e se não veio a somar, trate bem, dê conselhos, e ponto final.
Nem Exú, nem Pombo gira, vai lhe segurar, se você vive no erro.
Lembre-se também: tudo aquilo que é seu virá nas suas mãos no tempo
e hora marcada. Dinheiro fácil encurta a vida, afasta as boas energias trazendo
perigo à você, e aos seus clientes/seguidores.
Agora, dizer que um jogo não avisa o que vai acontecer, é ilógico.
As coisas negativas caem direto em nossa mesa de jogo, as vezes voce se livra,
e outras vezes você esta condenado aquilo, pois foi voce mesmo
quem procurou.

Então amigos, cuidado com a facilidade.

Orixá, Exú e Pombo Gira não são facilidades.
Procurem ser corretos para que sejam sempre bem visto e lembrados.

Kolofé a quem é de Kolofé,

Motumbá a quem é de Motumbá, 

Mukuiu a quem é de Mukuiu,

E a benção a quem é de benção.

Nota

Previous Older Entries

Orixás e entidades da Umbanda e do Candomblé.

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

Umbanda de Caboclos, Boiadeiros, Pretos Velhos, Marinheiros e todo o seu mistério

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

Ciganos, suas origens e seus mistérios.

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

Mestre Zé Pilintra

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

Rainha Maria Padilha, Exús e Pombo Giras

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

Lendas, Mistérios e Curiosidades da Religião Afro

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

%d bloggers like this: