Feitiço contra o mal olhado.

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Seu Umbigo vale Ouro!

O umbigo é uma cicatriz que temos na barriga. Isso mesmo, uma cicatriz, e não um órgão.  Quando o nosso corpo ainda estava se formando no útero de nossa mãe, ele já precisava de alimento e oxigênio para se desenvolver. Então, entre o útero da sua mãe e a sua barriga formou-se uma espécie de canudinho, chamado de cordão umbilical. Esse canudinho continha principalmente vasos sanguíneos e é por meio dele que a sua mãe e todas as outras puderam passar nutrientes, oxigênio e retirar o que não era necessário para você e os outros bebês. Ou seja, o cordão umbilical que se forma durante a gravidez é essencial para que todo bebê cresça e possa nascer saudável.
Quando nascemos, logo após o parto, esse cordão umbilical é cortado pelo médico. E assim, o pedacinho que ficou ligado à nossa barriga vai morrer e o local onde tínhamos o cordão umbilical vai cicatrizar e originar o nosso umbigo.”
O chakra umbilical, quando equilibrado, traz autossuficiência, você se sente no controle e com boa autoestima. Quando lento, você tende a ser passivo, indeciso, tímido e não tem o que quer. Quando em excesso a pessoa pode se tornar dominadora e agressiva.

Aqui vai uma dica para você que sente muita energia negativa ao seu redor. Seja no trabalho, com intrigas ou seja em casa, com discussões e brigas.

 

 

Para se livrar dessas energias ruins, inveja, ciúmes, mau-olhado, olho gordo, raiva, ódio, é muito simples! Faça você mesma(o) o teste:

Quando alguém estiver brigando com você, te deixando pra baixo, triste, te jogando energias negativas… feche o seu umbigo com uma das mãos, discretamente, e perceba como as sensações ruins que essa pessoa estava lhe passando, cessaram!!!
O umbigo é a região onde está localizado o Plexo Solar, o chakra mais importante, responsável por captar as energias das pessoas ao seu redor. Fechando o umbigo você não receberá mais essas energias ruins.
A dica é a seguinte:
Feche o seu umbigo com um esparadrapo e tire para tomar banho depois coloque de novo. Você vai se sentir muito mais forte e as energias negativas das pessoas não chegarão a você!

Pedra Azurita

Assim como algumas outras pedras de cor azul intenso, a Azurita está muito relacionada à espiritualidade e expansão da mente. Entretanto, esse cristal tem uma das maiores capacidades para despertar nossos poderes psíquicos, como mediunidade, clarividência e intuição, por exemplo. Também chamada de Malaquita Azul, a Azurita é um mineral de cobre do grupo dos carbonatos, e geralmente apresenta as formas compacta, prisma ou tubular. Sua cor predominante é o azul, ainda que em diversas tonalidades. Ela é comumente minerada em países como os Estados Unidos e Brasil.

 

 

São muitos e variados os benefícios da Azurita. Podemos começar com os efeitos físicos, como auxílio no tratamento de problemas na garganta, labirinto, articulações, coluna, rins, vesícula, fígado, baço, tireoide, ossos (incluindo os dentes) e pele. Também é uma ótima ferramenta de desintoxicação do organismo e doenças de origem mental.
A Azurita é conhecida por aumentar nossa capacidade intuitiva, clarividente, expandir a consciência e reduzir os medos. Na mente, trabalha para que nossas dores e preocupações sejam amenizadas, faz com que a capacidade de comunicação seja aprimorada e os processos meditativos se tornem mais fáceis. Atua especialmente sobre o chakra frontal, despertando a visão interior. Sendo assim, permite que se enxergue com precisão os fatos que realmente devem lhe importar na vida futura.
Além dessa característica, a Azurita também confere ao seu portador a redução do estresse, da tristeza e uma maior facilidade em reter e propagar conhecimentos, estimulando o intelecto. Sendo assim, ganha também o título de pedra da sabedoria, das possibilidades e do estudo sobre a mente humana.
Por ser uma pedra que vibra constantemente em energias altíssimas, ela é capaz de desintegrar facilmente forças de origem negativa. Sendo assim, pode manter suas energias limpas e purificadas por muito tempo. Caso sinta a necessidade de purifica-la, lave a pedra em água corrente e só um pouquinho de sal. Seque muito bem após a limpeza. Essa purificação é recomendada caso sua Azurita tenha sido exposta a energias muito densas, por exemplo, basta deixar sob a luz do Sol por cerca de 1 hora, dando preferência para os raios da manhã, que são menos agressivos, ou sob a luz do luar entre 3 a 6 horas.
Ela pode ser utilizada de várias formas, dependendo da propriedade que se quer extrair. Para fins terapêuticos, basta deixar a pedra em contato com a pele, especialmente sobre o chakra frontal (espaço entre as sobrancelhas). Caso esteja sentindo dores, pode posicionar a Azurita sobre a área afetada. Quando a finalidade é despertar ou expandir suas capacidades psíquicas como mediunidade, intuição e clarividência, o indicado é meditar com a pedra na mão esquerda. Você também pode dormir com ela debaixo do travesseiro — isso pode facilitar viagens astrais e sonhos reveladores.
Se quiser usar a Azurita num pingente, anel ou outro acessório, seu efeito será de proteção, elevação espiritual e purificação do campo energético. Você pode usar no seu dia a dia, sem restrições. No ambiente, a Azurita atua para purificar os chakras das pessoas próximas e fazer com que a energia do local não fique baixa. Deixe uma pedra de bom tamanho exposta na sua casa sempre que pessoas negativas entrarem nela.

Exú bebe água?

É bom lembrar que um Exu, uma pombo gira, um caboclo ou um preto velho podem beber água quando incorporados no médium, ou a água de coco. Ficar cerca de 4 horas incorporados sem se hidratar é prejudicial a saúde do médium.
Muitos acham que Exu não bebe água. Sim Exu bebe água!
Água é elemento de trabalho. Na tronqueira de Exu também tem água. Água é fonte de vida. O médium não morre durante o processo de incorporação. Incorporação não é possessão.
O Uso do fumo e do álcool não são obrigatórios durante o processo de incorporação. Não há necessidade de um “exu” consumir 10 charutos. Assim como não há necessidade de uma “pombo gira” fumar 3 maços de cigarros e tomar 3 garrafas de cachaça. Como não há necessidade de um “preto velho” utilizar 1 garrafa de vinho. Tudo é equilíbrio. Todo excesso esconde uma falta. Seja de disciplina ou conhecimento.
O fumo é utilizado para o descarrego não por vício da entidade. Vale lembrar que ao invés de utilizar o cigarro comum que as pombo gira usam é recomendando utilizar cigarrilhas ou mini charutos. Pois eles são menos agressivos e não contém o excesso de substâncias químicas que o cigarro comum têm. O charuto quando feito de ervas específicas se torna menos agressivo que o tradicional. Importante falar que a entidade, não traga charuto, ou cigarro. Elas puxam e soltam a fumaça. É bom orientar que é totalmente errado a “entidade” jogar fumaça no rosto do consulente.
Também não é ético a “entidade” servir bebida alcoólica a assistência. O álcool é elemento de trabalho. Sobre o elemento álcool, existem entidades que apenas passam cachaça na mão do médium para descarregar, sem ao menos beber um gole do seu marafo. Assim também existem entidades que manipulam água junto com aguardente, tornando um elemento forte de trabalho.
Existem médiuns que não utilizam o fumo ou bebidas alcoólicas por escolha própria que é um direito ou por algum problema de saúde e durante a gira as entidades trabalham da mesma maneira respeitando sempre o seu médium. Pois incorporação é uma troca, uma parceria entre médium e guia.
A entidade trabalha com ou sem fumo ou alguma bebida. Quem sabe trabalhar espiritualmente, a entidade descarrega com um copo de água, com uma vela, com uma erva ou apenas com um passe magnético. Entidades não carregam vícios. Não caiam nessa ah meu malandro só vem se tiver a Brahma dele hum….. Será mesmo o malandro? Meu tranca Ruas só vem se tiver o Whisky dele…. Hum será mesmo o tranca Ruas?
Vamos buscar, aprender. Nossa religião caminha evoluindo, mas alguns médiuns insistem em regredir. Nunca um espírito de luz irá prejudicar seu médium por que ele não tem um charuto ou uma bebida ou por escolher não utilizar esses elementos em conjunto com sua entidade de trabalho.
Exú ou pombo gira, respeitam o médium e suas limitações, assim como o médium deve respeitar suas entidades. A incorporação é uma parceria entre médium e guia. Havendo sempre uma sintonia de lealdade é respeito.

Desvendando Logun Edé.

Muita coisa estranha ou inconclusiva é dita sobre Logun Edé, e ainda assim há pouca informação, seja séria ou não, sobre essa divindade. Esse texto tem o intuito de reunir algumas informações diferentes das que comumente circulam sobre esse Orixá.
Esta foto tirada por Verger mostra uma sacerdotisa de Logun que porta na mão direita uma espada cerimonial de bronze utilizada no século 19 por mulheres em suas danças. Na mão esquerda está o ofá/arco e flecha. Enquanto a relação entre Logun e Oxum é bastante clara (como será exposto adiante), a ligação com Erinlé, ou Ibualama, não parece tão justificável assim. Embora seja comum a afirmativa que seu pai seja Erinlé, um Oriki de Oxum afirma outra coisa:
“Orunto olufe li o bi Logun Ede. (Orunto Olufe gerou Logun Ede; tradução de Verger em Notas sobre o culto aos orixás e voduns, pág. 414).
A ligação literal com Erinlé que eu consegui encontrar foi num oriki Logun colhido por Verger na cidade de Ilexá, no qual consta um epíteto em comum com o de Erinlé, colhido em Ilobu pelo mesmo:
  • Para Logun: Ala opa fari (Ele mexe os braços fantasiosamente)
  • Para Erinle: Apa fari (Ele movimenta os braços com imaginação)

 

Quem é/foi Orunto Olufe que figura nessa cantiga de Oxum exposta por Verger?
Orunto Olufe, provavelmente o mesmo que OBALUFE ORUNTO. Segundo Bascom “Orunto também é conhecido como rei da cidade de Ife, Obalufe, Oba Ilu Ife” Neste sentido Orunto é considerado um governante de Ife pré-Odudua. (trecho de ‘African notes: Volume 8’, University of Ibadan. Institute of African Studies – 1979).
Ainda de acordo com Bascom, “(Orunto…) também conhecido como “Oni do exterior, de fora” (Oni ode) porque ele governa fora do palácio. Em Ifé havia chefes externos que eram responsáveis por cada distrito da cidade, Orunto em específico era primariamente responsável pelo distrito de Iremo, mas como nos tempos antigos o Oni só saía em público duas vezes ao ano durante festividades de Orisanla e Ogun, cabia a Orunto a responsabilidade pela cidade inteira no lugar do Oni (por isso era chamado de Obalufe, isto é Rei de Ife).
O porque do chefe desse distrito em particular (Iremo) ser escolhido para essa função justifica o porque Logun ser considerado um príncipe. A afirmação de que essa escolha aponta para uma linhagem anterior a Odudua que teria sido mantida dessa forma parece bem plausível já que o único contato pessoal entre o Oni e o Obalufe, que só ocorre uma vez por ano durante o festival de Edi, acontece na forma de uma batalha simulada.
Em Ijebu-Ife (local tido como a origem do Orunto, conhecido localmente como Balufo Ijaogun) ocorre uma cerimônia na qual os sacerdotes-chefe de Obalufe Orunto são identificados como pessoas que teriam possuído a terra anteriormente à ordem vigente e são eles, não o Oni ou algum sacerdote da linhagem de Odudua, que fazem as oferendas para apaziguar os deuses do solo. John Wyndham afirma em seu ‘Myths of Ife’, que o Obalufe clama ser descendente de Oxum.
A ligação entre Logun e Oxum é reforçada desde que é possível observar sua presença em mais Oriki de Oxum. Trechos de Oriki a Oxum (Verger, Notas sobre o culto aos orixás e voduns, pag. 415):
Yeye Ologun ede obinrin Pepe bi eni se osu (Mãe de Logun ede, mulher trivial como alguem que prepara o legume osu)
Ologunede o gb(e) èru kò s(e) ayo (Ologunede, aquele que tem medo não pode tornar-se uma pessoa importante)
Na página 418 há uma cantiga (cuja tradução que consta é bem rudimentar) proveniente de Ouidah listada entre as de Oxum, mas entre parênteses está escrito “para Logun Ede”, seguem os trechos que considerei interessantes:
Nigbo ti ko yeye mi (Onde que torna mostrar minha mãe)
Mo ko nigbo Ogun ode (Eu volto a mostrar onde Ogun ode)
Kabo ti ko yeye mi (Onde que encontrar mãe minha)
Akuko nlá a bi(i) di rodo (Galo grande ele com cauda desdobrada)
Se considerada uma correspondência entre as frases (as duas ultimas são referidas como refrão), então a frase ‘Akuko nlá a bii di rodo’ refere-se ao supracitado ‘Ogun ode’.
Algumas pessoas afirmam que Logun possui ligação com Ogun, de fato são Orixás caçadores, mas além disso há um Orixá que possui forte ligação com Oxum cultuado na cidade de Oxogbo chamado Owari, ele é tido como o artesão que fabrica as jóias de cobre que Oxum usa, e a tradição afirma que os filhos são as verdadeiras jóias de Oxum. Se as jóias são os filhos, e o fabricante dos filhos-jóias é Owari, então ele pode ser considerado o pai de Logun Edé. No Brasil existe uma divindade adorada sob o nome de Ogun Wari. Como Ogun, tanto Owari quanto Erinlé são considerados artífices metalúrgicos. A relação entre Erinle e Oxum se dá também quando o curso do rio Erinle atravessa o de Oxum em Ilobu.
Deste modo a paternidade de Logun pode variar de acordo com a região em que Oxum seja cultuada, afinal: Loogun-ede? Osun ni! (Loogun-ede? Ele é Oxum!). Tamanha a ligação entre os dois, é com essa frase que um antigo sacerdote de Oxum em Oxogbo respondeu quando indagado sobre Logun!
E quanto à característica infantil de Logun, cito duas passagens de Oriki:
Abikehin yeye tii yo gbogbo omo omi lenu (Filho mais novo da mãezinha (Oxum) que se diverte com os outros filhos das águas)
Tima l(i) ehin yeye (r)e (Encarapitado nas costas de sua mãe)
A fama de ser muito belo também consta em Oriki:
Okansoso gudugu (Ele é muito só e muito belo)
Oda d(i) ohun (Ele é belo até na voz)
Ajangolo okunrin (Homem esbelto)
Ati bitibi ilebe (Ele usa roupas finas)
O dara d(e) eyin oju (Ele é belo até nos olhos)
Okunrin sembeluju (Homem muito belo)
Com Oxossi também compartilha alguns epítetos:
Logun: Oda bi odundun (Ele é fresco como a folha de odundun)
Oxossi: A bi awo lolo (Que possui a pele fresca)
Seus animais parecem ser o leopardo e o falcão/gavião:
Ekun o b(i) awo fini (Leopardo que tem o pelo muito belo)
Rere gbe adie ti on ti iye (O gavião pega o frango com suas penas)
Panpa bi asa asode bi ologbo (Rápido como um falcão, aquele que caça como um gato)
Por fim duas frases de seu /oriki que citam nomes de outras divindades (Orumilá e Xapanã):
Okansoso Orunmila a(wa) kan ma dahun (Somente em Orunmila nós tocamos, mas ele não responde)
O je oruko bi Soponna sos pe on Soponna e nia hun (Ele tem um nome como Soponna, é difícil alguém mau chamar-se Soponna)
Concluo este texto com um trecho de uma tese de doutorado da PUC-SP de autoria de Maria das Graças de Santana Rodrigué, entitulada ‘Orí, na tradição dos Orixás – Um estudo nos rituais do Ile Ase Opo Afonja’, que contém uma informação que só tomei conhecimento muito recentemente:
O templo de Ifá encontra-se, na cidade de Ilé Ifé na Nigéria e no ápice do Monte Ijetí está cravado o sacrário de Ifá, e ao lado na mesma colina está o assentamento do Orixá Logun Edé. Colina encalorada devido a sua constituição rochosa a base de mica, mineral do grupo filosicato e o clima da região ser equatoriano. Lá o orixá Logun Edé é reverenciado e conhecido como o escrivão de Ifá. Durante a visita que fizemos à esse templo, perguntamos ao Sacerdote de Oxalá que nos acompanhava: __ quem é mesmo o orixá escrivão de Ifá? Ele respondeu é Logun Edé. Esse fato ocorreu em agosto de 1989.
Assim espero que esse texto sirva pra pessoas que, como eu, não se contentaram com os textos comumente veiculados na internet e até mesmo em livros sobre o Orixá Logun Ede.
Texto e pesquisa: LAURA SVORAZAROVSKI
Créditos: Baba Luiz d’Ayra

Malunguinho

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No século XIX, parte das terras localizadas em Olinda, no estado de Pernambuco, eram improdutivas, fato que culminou na luta pelo desenvolvimento agrário. Um dos movimentos de maior representatividade foi o dos negros do Quilombo de Cacutá, localizado nas terras conhecidas atualmente, como Engenho Utinga, no município de Abreu e Lima. Entre os anos de 1814 a 1837, os revoltosos implementaram diversas ações contra o poder local constituído, que naquele momento estava fragilizado pelos conflitos internos pelo poder e soberania. Desenvolveram técnicas de guerrilha, conhecidas até hoje, como estrepes, um tipo de lança feita em madeira bem afiada, que ao ser enterrada em buracos escondidos na mata, continha os invasores dos quilombos.
De acordo com Mário de Andrade, em Música de Feitiçaria no Brasil, “Malunguinho é um negro africano feiticeiro malévolo. Só pratica o mal. Trabalha com a cabeça no chão à meia-noite com panos pretos. É capaz de tomar mais de uma garrafa de cauim duma vez e até duas. Serviço dele outro espírito não desmancha. É um espírito atrasado, convive em mundos inferiores, no geral, não é chamado. Manda enterrar sapos cururus na porta de quem a gente quer infelicitar”. A visão do autor de Macunaíma é bastante negativa em relação ao cultivo da entidade nos dias de hoje, tida como benevolente pelos praticantes.
De acordo com o pesquisador Hildo Leal da Rosa, no culto da Jurema, Malunguinho é uma entidade de grande poder, que se manifesta de três formas bastante distintas: Exu, caboclo e mestre. 
  • O primeiro representa o mensageiro, fazendo o elo de ligação da linha da Jurema com as pessoas. 
  • O segundo é a figura do guia, o principal protetor dos iniciados no culto. 
  • O terceiro representa alguém que teve existência real na terra. A Jurema, segundo o pesquisador, é um culto religioso de origem indígena (existe no Brasil desde o século 16), mas que também carrega elementos afros (negros) e cristãos (brancos). 

“Malunguinho é uma entidade que fala pouco e não demora muito quando incorpora. Suas palavras são meio truncadas, como uma criança falando, e a língua mistura português com outro idioma”. Durante o culto, as mensagens trazidas pela entidade são repassadas a um médium. “Quando a pessoa está com um problema sério e precisa de uma proteção grande, uma das primeiras entidades chamadas para ajudar é Malunguinho”. 

Traduzido como um Exu muito forte, Malunguinho também é invocado nas cerimônias para levar embora os outros exus. Antes de começar os rituais,  semprem pedem proteção a Malunguinho. 
“Isso é uma história muito bonita. O povo pega um herói popular que existiu de verdade, guerreiro, líder dos negros e o coloca no olimpo das divindades”, acrescenta o historiador Marcus Carvalho. Várias cantigas usadas no culto da Jurema citam a figura de Malunguinho.
“Subir ao panteão das divindades é talvez a maior homenagem que um povo pode prestar aos seus heróis”, destaca Marcus Carvalho na publicação O Quilombo de Malunguinho, o rei das matas de Pernambuco (Liberdade por um fio/História dos quilombos no Brasil, editado pela Companhia das Letras). Para Marcus Carvalho, a unidade entre a divindade e o guerreiro da floresta do Catucá é evidenciada em uma cantiga que cita um antigo aparato militar usados pelos quilombolas, os estrepes.
Marcus Carvalho explica que estrepes eram paus pontudos fincados no chão, em armadilhas ou expostos, para impedir os ataques dos soldados aos quilombos. “Muitos soldados caíam nas armadilhas ao perseguir os negros. Vem daí a expressão ‘se estrepar’, observa. “O Malunguinho da Jurema, que tem o poder de tirar os estrepes do caminho, é, portanto, a recriação simbólica do próprio Malunguinho do Catucá: o verdadeiro rei das matas de Pernambuco”.

Pedra Esmeralda

A Esmeralda vem da família do Berilo (a qual nos dá também a Água-Marinha) e é encontrada em tons de verde, variando do muito claro ao muito escuro. Apesar de sua origem não comprovada, a Esmeralda é uma importante pedra para todos aqueles que trabalham com ciência ou cura.
Ela provê inspiração e ajuda àqueles que necessitam de equilíbrio, cura e paciência infinita. Uma Esmeralda propicia ao usuário equilíbrio físico, emocional e mental. Uma pedra de inspiração e relaxamento, ela pode ser usada por qualquer pessoa sem efeitos danosos.
As Esmeraldas pálidas e transparentes têm valor em trabalhos meditativos assim como em curas. Alguns livros sugerem que a Esmeralda reforça os ossos das costas e alivia problemas de açúcar para os diabéticos. Apesar da Esmeralda ser muitas vezes combinada com outras pedras em joias, ela funciona melhor quando sozinha ou quando combinada com um Brilhante (Diamante Lapidado). É uma das poucas pedras preciosas que pode ser imperfeita e mesmo assim reter seu valor aos olhos dos apreciadores.
A Esmeralda dá sabedoria no plano mental, de modo que seu possuidor é motivado a dar amor e sapiência a outros. Como joia, a Esmeralda deve ser usada no dedo mínimo ou no anelar, num pingente sobre o centro do coração (no meio do peito), em uma pulseira no braço direito, entretanto não deve ser usada constantemente, apenas quando a pessoa sentir necessidade.
O campo de força dessa pedra é diferente em seu estado virgem do que quando ela é facetada para refletir a luz. Há uma exceção, a variedade opaca (a qual não deve ser usada para harmonizar a mente ou a emoção). Um desenho lapidado na superfície de uma Esmeralda envia pontos de energia a áreas específicas de referência que diferem de acordo com o símbolo inscrito. Ela manifestará a essência do símbolo no éter e emitirá suas emanações e contribuições.
As de cor verde clara são valiosas para meditação. As Esmeraldas são de especial valia para os atletas, quiropráticos, conferencistas, conselheiros matrimoniais, massagistas, optometristas, pessoas que trabalham em áreas radioativas ou em ambientes fechados. Uma Esmeralda melhora a capacidade psíquica, aumenta a consciência e ajuda o indivíduo a adquirir equilíbrio, além de reforçar o sistema imunológico.
Acreditava-se que as Esmeraldas serviam para adivinhar eventos futuros, mas não sabemos se as visões eram realmente observadas na pedra, como são em esferas de cristal ou Berilo, ou se uma Esmeralda dotava o usuário de conhecimentos sobrenaturais sobre o futuro. Como uma inimiga de todos os encantamentos e conjurações, as Esmeraldas eram temidas pelos mágicos, que não se consideravam aptos a atuar se uma pedra estivesse nas proximidades.
As Esmeraldas eram usadas para melhorar a memória, ajudar a eloquência e revelar a verdade ou a mentira das juras de amor (apesar de serem vistas como inimigas da paixão sexual). As Esmeraldas mais claras eram consideradas as melhores, pois tinham a reputação de ter vindo dos “ninhos de abutres”.
As Esmeraldas eram empregadas como antídotos para venenos e feridas venenosas, assim como contra possessões demoníacas. Usadas ao redor do pescoço, eram vistas como um fator de cura para a epilepsia.
No século III, a pedra preciosa mencionada por Theojratus no seu tratado sobre gemas era uma Esmeralda, sugerida para vista cansada. Esta teoria era tão prevalecente naquele tempo que os gravadores de pedra conservavam Esmeraldas em suas mesas de trabalho de modo a poder, de tempos em tempos, olhar para elas para aliviar a fadiga dos olhos.

No século XIII, os médicos hindus consideravam que a Esmeralda tinha um efeito laxativo e além de curar disenteria, diminuía a secreção da bile e estimulava o apetite, promovendo a saúde do corpo e destruindo as influências demoníacas. Teifashi , já em 1242, acreditava que a esmeralda curava a hemoptise e a disenteria, se usada sobre o fígado da pessoa enferma. Para sanar problemas estomacais, deveria ser colocada sobre o próprio estômago.
Onde quer que as Esmeraldas fossem guardadas, seu usuário seria protegido contra criaturas venenosas e espíritos malignos. Talvez a luz refletida por muitas dessas gemas sugerisse a ideia de que elas irradiavam uma certa energia curativa. Acreditava-se, também, que uma serpente que olhasse uma Esmeralda perderia a visão.
Na primeira década de 1600, a cura para disenteria consistia em suspender uma Esmeralda de modo que ela tocasse o abdômen. Uma outra era então colocada na boca do paciente. Elas têm afinidades com Câncer, Touro, Libra, e, pedras de cor mais profunda, com Touro e Escorpião.
Utilização: – Use-a no dedo mínimo, no dedo anular, sobre o coração ou no braço direito. Posicione-a como for mais apropriado para a cura. Não a use constantemente, pois ela pode inspirar emoções negativas. As Esmeraldas opacas não são adequadas para a harmonização mental.
Efeitos Terapêuticos: 
  • Chakras: Sétimo Coronal
  • Saúde: Visão
  • Indicação: Diabetes

 

Usos e Aplicações: Pedra da profissão: Advogados, Ambientalistas,Atletas, Dançarinos, Donas de Casa, Enfermeiras, Escritor, Fazendeiros, Jardineiros e Médicos.
Pedra do signo de: Câncer, Touro, Libra e Escorpião.
Tipo de energia: Saúde e Cura
Procedência: Índia, Zimbábue, Tanzânia, Brasil, Egito, Áustria.

Cigano Baltazar, o Cigano das Magias e dos Punhais

Pelos meados do século XIX, viveu um Cigano de nome Baltazar, sétimo filho de um grupo de 10 irmãos, sendo 6 homens e 4 mulheres. Após seu irmão primogênito abandonar o clã cigano por ter se apaixonado por uma mulher, na qual conhecera em uma das vilas em que os Ciganos de sua tribo acampavam, e sendo esse irmão primogênito o que seria o herdeiro do comando e poderio sobre o clã no qual viviam, após a morte do pai. Contudo, com o abandono desse irmão ao seu povo, foi determinado que Baltazar seria o próximo chefe e responsável pelo clã. E a partir dai, ele foi preparado, como deveria. Passou a acompanhar os mais velhos do clã, foi lhe colocado o dom dos negócios, o valor do ouro, as magias ciganas, como manter viva as tradições de seu povo cigano.

 

 

Ele aprendia tudo com muito louvor e entusiasmo, pois não tem honra maior a um cigano que ser responsável pelo seu povo, tomar decisões, manter unido seu povo. Baltazar tinha uma grande paixão por armas brancas, tinha várias delas, entre punhais cravejado de diamantes e lâminas feitas em ouro, todas muito bem cuidadas e armazenadas na barraca na qual Baltazar residia.

 

 

Baltazar: Significa rei protegido pelo deus Baal e indica uma pessoa introvertida e até um pouco desconfiada, mas que nunca nega colaboração aqueles que recorrem a ele. Os amigos o admiram e o respeitam muito. O nome vem do Hebraico “Que o deus Baal proteja o rei”. E era assim mesmo o nosso Cigano Baltazar, introvertido, desconfiado e de coração grandioso. Baltazar não só gosta de punhais e espadas como em vida forjava estas armas com metais como: cobre, latão, ouro e prata. Ele era descendente de tribos do deserto e andou pela Namíbia, Turquia, Marrocos, Egito, Arábia. E em todos os lugares encantava a todos com suas melodias sublimes que saíam de seu violino negro, que o acompanhava em todos os momentos, principalmente nos momentos de solidão e silencio que ele tanto apreciava. Mas quando em meio de seu povo, nos festejos variados, a noite sobre a luz da Lua cheia, Baltazar tocava belas canções, alegrando e fazendo dançar todo seu povo.

 

 

 

 

Ao completar 19 anos, foi determinado a Baltazar que ele precisaria de uma esposa, e essa esposa já tinha sido escolhida pelo seu pai, e acertado com o pai da jovem. Como os ciganos tem a tradição de somente conhecerem a jovem desposada no dia do casamento, assim foi feito com Baltazar. Após ele fazer jus dessa honra, teve que então pagar o dote ao pai da jovem noiva, que por tradição seria 25 moedas de ouro. Contudo, o pai dessa jovem cigana, usando de má fé, já tinha acertado também o recebimento do dote e a entrega de sua filha para ser desposada por outro jovem cigano de outro clã. Os boatos correram rapidamente por entre os acampamentos ciganos, e foi quando que o pai de Baltazar foi ao encontro do pai da jovem para uma satisfação, pois a palavra dada dentre os ciganos tem que ser palavra cumprida. Ao chegarem ao acampamento do pai da futura noiva, Baltazar finalmente consegue olhar para a face de sua pretendida, era uma linda jovem no auge de seus 15 anos, de nome Nadja, que por entre olhares e pequenos sorrisos tímidos ficou demonstrado que ali estava nascendo um grande amor entre ambos.

 

 

 

Mas no acampamento também estava o outro jovem, um pouco mais velho que Baltazar, que estaria ali com seu pai com o mesmo objetivo, buscar a linda Nadja para desposar. Após alguns debates um tanto acalorados, o cigano um tanto espertalhão, pai de Nadja, promete devolver um dos dotes, mas para isso os dois rapazes deveriam duelar até a morte ou a desistência de um deles. E assim foi feito, mesmo a contra gosto do Cigano Baltazar, pois ele era um grande lutador da paz. O duelo começa sobre os olhares atentos dos pais dos rapazes, e de todo povo cigano dessa região. Duelavam com punhais nas mãos, e em dado momento o jovem rival de Baltazar consegue um ataque certeiro, ferindo um dos braços do jovem cigano. Ele cai, e sem piedade o outro jovem tenta cravar o punhal em seu coração, que por meio de gritos do povo e lágrimas da linda Nadja, consegue se desviar, dando-lhe um contra golpe, fazendo o outro jovem ir ao chão, e como um felino em ataque, leva o punhal a garganta do cigano.

Todos gritam para que Baltazar termine o ataque, que mate seu oponente, que não tenha pena nem piedade. Mas olhando o rosto de Nadja, Baltazar diz que um amor não poderá se firmar se começar com a perda de uma vida. E assim deixou o seu rival vivo, e disse que mesmo já amando a bela Cigana Nadja, não poderia ceifar a vida de um semelhante em prol de seu amor e de sua felicidade. Ao ouvirem essas palavras, os pais dos jovens ciganos que duelavam, entenderam que Baltazar tinha toda razão, se abraçaram como amigos, e ficou decidido que Baltazar deveria desposar a jovem Nadja, e que o pai da jovem não deveria receber nenhum dote em favor disso. E assim foi feito, Baltazar casa-se com Nadja, e após alguns anos ele se torna o grande chefe de todo seu clã, que aumentou consideravelmente, pois tempos depois, após o desencarne do pai de Nadja, ele se torna o chefe desse clã também, pois Nadja tinha apenas irmãs, e sem um homem para conduzir o clã, ficou na responsabilidade do Cigano Baltazar.

 

 

 

 

Baltazar foi pai de 4 filhos sendo duas meninas e dois meninos, e a eles ensinara muitas coisas, desde a música sagrada entre os Ciganos até as magias guardadas a sete chaves. E dentre esses ensinamentos, Baltazar ensinara a sua prole a caridade entre os semelhantes, o valor da vida, do amor e da paz. Quando seu filho primogênito completou 14 anos de idade, Baltazar teve a trágica perda de sua amada e doce esposa Nadja, que fora picada por uma serpente venenosa, quando dormia em um acampamento em Marrocos. Ele desesperado pela perda de sua amada, passou o comando a seu filho primogênito, abandonando o acampamento e o clã. A partir daí, Baltazar se perdeu pelos caminhos de grandes desertos, andando sem destino apenas com sua dor amarga de uma perda irreparável, com o pensamento perdido, com o coração esmagado pela saudade de sua doce Nadja. Ficou assim por muitos meses, até que em certo momento desiste de sua fuga do destino, se fixando em um local com muito verde, e um pequeno lago de águas brilhantes. Nesse local Baltazar passou o resto de vida que lhe restava, com seu violino a tocar melodias com referência ao seu amor perdido e sua melancolia e dor da saudade de sua amada Nadja.

 

 

 

E assim ele ficou até que em dado momento cerram seus olhos, ainda com lágrimas de tristeza, deixando sua vida se ceifar e sua alma cigana se partir rumo aos braços de sua amada. Dentro dos trabalhos de Ciganos do Oriente, nos terreiros de Umbanda, Baltazar se apresenta com um sorriso largo, talvez por ter reencontrado a sua amada Nadja. Ele traz sempre palavras gentis, conselhos para fortalecimento de almas desesperadas, assim como ele mesmo já ficou, traz a magia cigana para bons negócios, saúde física e espiritual entre tantas outras formas de ajuda.

 

 

 

Trabalha com o elemento fogo, usa camisa dourada como a cor do ouro, pode usar uma túnica preta também, pode usar uma faixa vermelha ou branca na cintura, como todos os ciganos dançarinos e músicos gostavam de usar. Usava também um lenço negro ou vermelho sobre a cabeça, como uma “bandana”, que as vezes na amarração deixava a amostra os cabelos negros, que por vez o amarrava como um rabo de cavalo, pois os tinham longos na altura dos ombros.

 

 

 

 

Baltazar tem a pele morena (como a dos árabes e mouros), tem um magnetismo impressionante no olhar. Através do olhar ele pode lhe dizer muitas coisas, e saber muito sobre suas reais intenções. Ele não lê cartas, e sim, faz leitura com superfícies em pedras, como a hematita, a pedra do sangue e a obsidiana negra. Gosta de vinho tinto, bebidas a base de raízes, de anis, e também de café. Quando criança aprendeu com a mãe a leitura da borra de café, mas, segundo ele mesmo diz, o fazia em escondido, pois, isso era tido como coisas de mulheres. Com o passar do tempo, pelos lugares por onde passou aprendeu as artes mágicas de cada um deles.
É um Cigano que protege e cuida do espaço onde estiver,. do ambiente sagrado e dos Gongares ciganos. Que o Cigano Baltazar proteja nossas residências, nossos Terreiros e nossos caminhos.
Arriba meu povo Cigano!!!

Pedra do Sangue ou Sárdio

É uma pedra especial, descrita na Bíblia no livro do Apocalipse como uma das cinco pedras que compõem os céus dos escolhidos.
É uma pedra com fortes propriedades positivas relacionadas a saúde energética do nosso sangue e circulação. A Pedra do Sangue atua fortalecendo o coração, melhorando a circulação sanguínea e normalizando a pressão arterial.
O Sárdio é também um excelente ativador do Chakra do coração e atua ainda como uma forte pedra de proteção contra todos os tipos de energias negativas e más influencias.

Música Cigana

Quando os ciganos deixaram o Egito e a Índia, eles passaram pela Pérsia, Turquia, Armênia, chegando até a Grécia, onde permaneceram por vários séculos antes de se espalharem pelo resto da Europa.
A influência trazida do oriente é muito forte na música e na dança cigana. A música e a dança cigana possuem influência hindu, húngaro, russo, árabe e espanhol. Mas a maior influência na música e na dança cigana dos últimos séculos é sem dúvida espanhola, refletida no ritmo dos ciganos espanhóis que criaram um novo estilo baseado no flamenco.
Os instrumentos na música cigana:
Na música cigana usa-se violão, castanholas com ritmo flamenco, violino, e também usam batidas nas mãos e pés, simbolizando o sapateado.
A música mais tocada e dançada pelos ciganos é a música Kaldarash, própria para dançar com acompanhamento de ritmo das mãos e dos pés e sons emitidos sem significação para efeito de acompanhamento. Essa música é repetida várias vezes enquanto as moças ciganas dançam. Lovara e Kalderash: São compostos de improvisação orais sem qualquer instrumento musical.
A Música cigana brasileira:
No Brasil , são usados a dança de acampamento puro ritmos dos pés e sons dos pés, são musicas e danças originais de acampamento as vezes acompanhado de pandeiro e violão.
A música cigana é é produzida pelos seguintes instrumentos:
* Guitarra
* Viola
* Violinos
* Contrabaixo
* Balalaica
* Alaúde
* Acordeões
* Címbalos
* Castanholas
* Pandeiros
* Bandolim
Opchá!

Comigo ninguém pode

Entre as maiores recomendações para quem deseja proteger seu lar contra visitas indesejadas, invasores ou cobiça, está a Comigo Ninguém Pode, presente logo ao pé da porta de entrada ou adornando quintais.

 

Através dela, são atribuídos efeitos como a proteção contra o mau-olhado e a inveja, contribuindo ainda no auxílio para uma maior atração de boas energias. Como efeitos secundários, a Comigo Ninguém Pode possibilita a limpeza e o fortalecimento energético, tanto de pessoas quanto do ambiente em que está inserida.

 

Em seu modo de atuação, a planta absorve as energias negativas de pessoas mal-intencionadas, evitando que tais malefícios cheguem ao morador da residência em que se encontra ou demais locais. Como resultado, temos indivíduos felizes e que deverão atrair para si próprios e para seu lar apenas positividades, livrando-se de qualquer aura pesada, intrigas familiares, tristeza e seres obsessores que possam estar rondando o ambiente, prestes a entrar em sua casa.

 

Geralmente, muitas pessoas fazem seu uso em conjunto com outra planta deste mesmo segmento, a Espada de São Jorge, pode potencializar todos os efeitos citados, sendo juntas capazes de quebrar feitiços, magias e livrar quem a possui do mau-olhado. Na Umbanda, ambas as plantas são associadas ao poderoso Orixá Ogum, enquanto a Comigo Ninguém Pode também possui relação com Exú.

 

Outras possibilidade de associação da Comigo Ninguém  Pode é planta-la ao lado ou em um mesmo espaço de terra juntamente à Pimenteiras, Arruda e, claramente, a Espada de São Jorge.

Falsa Mediunidade

Falsa Mediunidade

Falsa mediunidade é quando ocorre uma mistificação, ou seja, uma ação mentirosa consciente, onde alguém simula um fenômeno mediúnico e, na realidade, não é. É algo deliberado, pensado, criado para enganar. A identificação de uma mistificação mediúnica passa, primeiramente, pelo conhecimento dos conceitos acima do que é e do que não é mediunidade, embora sejam fenômenos autênticos do psiquismo. Eliminadas estas hipóteses, parte-se, então, para se testar a contradição do impostor.
Há, porém, a necessidade de se distinguir entre o médium mistificador do médium mistificado. O médium mistificador é aquele que age conscientemente para enganar, enquanto que o médium mistificado é quando o espírito que o médium recebe promove a trapaça. No médium mistificador não existe espírito algum, no médium mistificado, há espírito no médium, mas é ele que gera o equívoco.

A falsa mediunidade pode ocorrer por dois mecanismos:

Animismo –  No qual o médium pensa que está incorporado com uma entidade, mas na realidade está vazio: ele está apenas sugestionando. Isso acontece com médium mal preparado, com aqueles que não cumprem as suas obrigações de desenvolvimento: não se concentram, não mentalizam, não renovam as suas imantações, não se preparam. Para evitar o animismo, basta cumprir todos os passos da preparação correta.

 

 

Mistificação – Existe mas, felizmente, é uma minoria dos casos. Ela pode se apresentar de forma direta ou indireta:

 

 

  •  A Mistificação Direta ocorre quando o médium, com má fé e propositalmente, mistifica, finge, engana propositadamente; esta é uma das condições mais baixas de um médium, e é inadmissível.
  • A Mistificação Indireta ocorre quando é o espírito que mistifica, embora o médium esteja agindo corretamente. Pode acontecer, por exemplo, que um espírito de pouca vibração se apresente como uma alta entidade do astral e comece a dar conselhos errados. 

 

O espírito mistificador pode ser identificado porque o trabalho mediúnico ocorre de forma diferente da habitual; para evita-lo o médium deve ser bem preparado, de modo a poder identificar os sintomas de aproximação das várias entidades.

 

 

Toda e qualquer expressão de mediunidade exige disciplina educação, correspondente conduta moral e social do seu portador, a fim de facultar-lhe a sintonia com Espíritos Superiores.

 

 

O médium irresponsável, não é apenas aquele que, ignorando os recursos de que se encontra investido, gera embaraços e perturbações, tombando nas malhas da própria fraqueza, mas também, aqueles outros que, esclarecidos da gravidade do compromisso, se permitem deslizes morais, vontades típicas do caráter doentio, terminando vitimados pelas obsessões cruéis e ganhar dinheiro em casa.

Encantamento Cigano para todos os Signos.

ENCANTAMENTO CIGANO PARA O SIGNO DE ÁRIES:
Arranje um papel dourado novo e recorte-o na forma de um triângulo. Faça o mesmo com um papel de cor branca. No triângulo dourado,escreva o seu nome completo e a sua data de nascimento. No triângulo branco, anote o nome e a data de nascimento da pessoa que você ama. Em seguida, junte e cole as duas formas geométricas, formando uma Estrela de Davi, que simboliza o equilíbrio. Passe esta estrela na fumaça de um incenso de canela, pedindo, em voz alta, que você e essa pessoa tão especial sejam unidas pelo amor. Guarde a estrela num pote cheio de arroz branco(símbolo da felicidade, da fartura e do casamento) pelo período de 13 dias. Depois, enterre-a perto de uma árvore frondosa, regue o local com um copo de vinho branco doce e vá embora sem olhar para trás.
ENCANTAMENTO CIGANO PARA O SIGNO DE TOURO:
Numa noite de Lua cheia, faça um lindo ramalhete contendo sete rosas vermelhas, sete rosas amarelas e sete rosas brancas. Amarre as flores com uma fita dourada, salpique sobre elas o seu perfume favorito e leve-as para uma igreja, depositando-as ao lado de uma imagem de Nossa Senhora (o ideal seria uma imagem de Santa Sara, mas é muito raro encontrar alguma nas igrejas brasileiras). Ore com fé, pedindo que a pessoa certa cruze o seu caminho; se já estiver um par, suplique pela estabilização do relacionamento e a solução dos eventuais impasses. Os efeitos da magia vão aparecer no primeiro mês. Mas, para ser duradouro, o ideal é repetir o ritual durante sete meses seguidos.
ENCANTAMENTO CIGANO PARA O SIGNO DE GÊMEOS:
Numa folha de papel virgem, escreva a lápis tudo o que você espera de um relacionamento amoroso. Talvez seja difícil você lembrar de tudo uma só vez; por isso, a melhor coisa é ir fazendo essa lista aos poucos, ao longo de alguns dias. Quando terminar as anotações, aguarde a chagada da Lua crescente. Durma com esse papel debaixo do travesseiro até a primeira noite de Lua cheia. Tente não pular nenhuma noite. Quando a Lua cheia finalmente chegar, leve esse papel para um lugar bonito, arborizado. Deixe-o perto de árvore, junto com 21 moedas de qualquer valor e uma taça pequena, contendo vinho branco e uma colher de mel.Concentre-se e peça mentalmente para os guias ciganos facilitarem a conquista dos seus objetivos na vida a dois. Vá embora sem olhar para trás.
ENCANTAMENTO CIGANO PARA O SIGNO DE CÂNCER:
Faça uma espécie de arca do tesouro com objetos que tenham valor afetivo para você, ou que, de alguma forma, o façam pensar em amor, união, romance.Exemplos: o papel de um bombom que você ganhou do seu amor, o ingresso de um show ao qual vocês foram juntos, um velho convite de casamento. Guarde tudo numa caixa, recubra com pétalas de rosa cor-de-rosa e feche bem. Amarre com uma fita dourada. Mantenha essa caixa num lugar seguro, longe de olhares curiosos. E, sempre que a Lua entrar na fase cheia, abra-a e acrescente alguma coisa: um fio de cabelo do seu amor, um buquê de noiva, uma foto bonita que transmita felicidade. Proceda assim durante um ano. Quando o ciclo terminar, escolha três itens da caixa e deixe cada um deles em uma igreja diferente.Os restantes dos seus “tesouros” poderão continuar guardados como lembranças.
ENCANTAMENTO PARA O SIGNO DE LEÃO:
Se você já tem um amor e deseja manter o relacionamento em harmonia, pegue duas velas brancas e, com a ponta de um punhal, escreva sete vezes o nome da pessoa amada em uma delas. Na outra, escreva o seu nome. Unte as duas velas com óleo de amêndoas e açúcar, seguindo sempre o sentido do pavio para baixo. Acenda-as bem juntinhas, ao lado de um copo com água. Peça para a corrente dos Ciganos do Oriente cuidar da sua felicidade. Se você ainda não tem um amor, o procedimento é outro: cozinhe sete batatas-doces e amasse-as com bastante açúcar. Quando essa mistura virar um purê bem consistente, faça duas bolas: uma simboliza você, e a outra a sua alma gêmea. Envolva-as em óleo de amêndoas doce e encaixe dentro delas uma moeda R$ 1. Leve a oferenda para um campo aberto e entregue para os Ciganos do Oriente.
ENCANTAMENTO CIGANO PARA O SIGNO DE VIRGEM:
Para atrair amor e felicidade, realize a Novena de Santa Sara Kali. Todos os dias, no mesmo horário, acenda uma vela branca em um lugar que fique acima da sua altura. Depois, ajoelhe-se e recite a oração a Santa Sara Kali, a padroeira do povo cigano:”Santa Sara, pelas forças das águas. Santa Sara, pelos teus mistérios. Tu possas estar sempre ao meu lado. Eu, devota dos filhos dos ventos, das Estrelas e da Lua Cheia, peço que a Senhora esteja sempre ao meu lado. E que, pelas fitas do Povo Cigano, a Estrela de Cinco Pontas, os Incensos, pelo meu altar, pela minha Cigana, eu posso ter sabedoria e amor para ajudar a toda criatura que vier a mim em busca de auxílio. Santa Sara, me abençoe e acompanhe todos os meus amigos e familiares, e que todos que tenham sempre uma palavra de amor e carinho para dar àqueles que baterem à minha porta. E que o meu desprendimento e a minha dedicação sirvam para trazer a minha alma gêmea para a minha vida. Assim seja!” Atenção: a novena só pode ser realizada durante o dia. E, se você tiver que pular um dia da novena, comece tudo de novo.
ENCANTAMENTO CIGANO PARA O SIGNO DE LIBRA:
Numa noite de Lua Cheia, pegue duas velas cor-de-rosa, um prato branco que nunca tenha sido usado, sete rosas cor-de-rosa, óleo de sândalo, um alfinete novo, sete bastões de incenso de sândalo e uma maçã vermelha cortada em duas partes. Sobre o prato, espalhe as pétalas das rosas. Em seguida, usando a ponta do alfinete, escreva o seu nome em uma das velas, e, na outra, o nome da pessoa amada. Caso esteja só e queira justamente encontrar um novo amor, coloque o seu próprio nome nas duas velas. Unte as velas com óleo de sândalo posicione-as bem juntinhas no prato. Coloque também a maçã dividida, encaixando nas duas metades as varetas de incenso. Acenda tudo em um lugar elevado (acima da sua altura). Depois, descarte os restos bem longe da sua casa.
ENCANTAMENTO CIGANO PARA O SIGNO DE ESCORPIÃO:
Leve ao fogo dois litros de leite com duas lascas de canela em casca. Assim que levantar fervura, retire a panela do fogo e adicione quatro colheres (de sopa) bem cheias de mel e uma maçã vermelha raspada. Coe e deixe esfriar. Depois do seu banho habitual, despeje essa mistura da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha (de preferência branca) e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão. Acenda uma vela branca para Santa Sara Kali, a protetora do Povo Cigano, e diga para ela, em voz alta, aquilo que deseja: manter, recuperar ou encontrar um amor; reacender o desejo do ser amado; acabar com os conflitos. Depois, banhe-se novamente apenas com água. Repita o ritual durante sete domingos.
ENCANTAMENTO CIGANO PARA O SIGNO DE SAGITÁRIO:
Numa noite de Lua crescente, pegue uma vasilha bem grande e, dentro dela, coloque: quatro litros de água, duas colheres (de sopa) de óleo amêndoa doce, dez gotas de essência de rosas, pétalas de uma rosa branca, um lírio branco, três ramos de alecrim, um cristal de quartzo branco, um quartzo cor-de-rosa, um citrino e uma ametista. É importante que todos os cristais utilizados sejam pequenos. Deixe a vasilha ao ar livre. Na manhã seguinte, coe tudo e, se quiser, dê uma leve aquecida no líquido. Depois de tomar o seu banho habitual, despeje essa poção da cabeça aos pés. Enquanto realiza esse procedimento, fale em voz alta o que você deseja: conquistar uma pessoa, afastar uma rival, acabar com as brigas… Pegue as pétalas que você coou e esfregue sobre o corpo. Não se enxugue. Vista-se com roupas claras e guarde os cristais na sua gaveta de roupas íntimas.
ENCANTAMENTO CIGANO PARA O SIGNO DE CAPRICÓRNIO:
Ferva dois litros de água mineral. Assim que entrar em ebulição, adicione dez ramos de alecrim fresco, sem os galhos, e um punhado de sal grosso. Tampe a panela e deixe em infusão por 30 minutos. Adicione 30 gotas de essência de verbena e três pitadas de canela em pó. Em voz alta, peça para o Povo Cigano levar a negatividade para longe de você, e para trazer, nem que seja das terras mais longínquas, o par perfeito que tornará a sua vida mais feliz!
ENCANTAMENTO CIGANO PARA O SIGNO DE AQUÁRIO:
O banho que ensinaremos a seguir poderá ser tomado todos os dias, exceto na Lua minguante e na sexta-feira da Paixão. Compre sete girassóis e deixe-os enfeitando a sua casa durante três dias. Passado esse período, retire as pétalas das flores e mergulhe-as em três litros de água morna. Vá espremendo as pétalas, de modo a extrair o seu sumo. Acrescente três colheres (de café) de mel. Coe bem. Tome um bom banho e despeje essa poção do pescoço para baixo. Não se enxugue, apenas vista um roupão após o banho e deixe o corpo secar naturalmente. Essa magia é bastante versátil, pois abre os caminhos para um novo amor, caso você esteja só; afasta os obstáculos, no caso do seu relacionamento estar em crise; e ajuda a manter a harmonia entre os casais felizes.
ENCANTAMENTO CIGANO PARA O SIGNO DE PEIXES:
Leve ao fogo uma panela contendo dois litros de água. Depois que levantar fervura, desligue e adicione sete gotas da essência de cravo, sete gotas de essência de jasmim e três folhas de louro. Deixe amornar até o líquido ficar numa temperatura agradável. Então, coe, tome o seu banho habitual e, em seguida, despeje essa poção da cabeça aos pés, dizendo: “Louro, cravo, jasmim, preciso de um amor sem fim! Louro, cravo, jasmim! São João, traz um amor para mim! Pelo universo, que seja assim! Pelo universo, quero um amor sem fim!” Ao sair do banho, pegue uma vela cor-de-rosa e unte-a com óleo de rosas. Com a ponta de um alfinete, escreva o seu nome na vela. Coloque-a em um pratinho branco de louça, espalhe um pouco de açúcar cristal em volta e acende-a, deixando-a queimar até o fim, em um lugar alto (acima da altura da sua cabeça).

A magia das fitas ciganas.

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Quando falamos em ciganos, falamos em cores, alegria, encanto, magia, sedução. 

E todo o misticismo que envolve essa cultura maravilhosa, e que ainda é vítima de preconceitos bobos. Pois bem, vamos falar sobre a magia das fitas, e como elas são usadas pelos ciganos e ciganas. 

 

 

Fita Amarela: Traz prosperidade, equilibra a mente, traz inovação de idéias. 

 

 

Fita Azul Clara: Proporciona serenidade, segurança e confiança, equilíbrio emocional e proteção. 

 

 

Fita Vermelha: Desperta a coragem, a determinação, o entusiasmo e a paixão. Equilibra os relacionamentos. 

 

 

Fita Verde: Cura física e espiritual. 

 

 

Fita Dourada: Usada em trabalhos de prosperidade, traz a riqueza. 

 

 

Fita Azul Royal: Proteção. 

 

 

Fita Rosa: Promove a auto-estima, a aceitação de si, promove o amor universal. Equilibra as emoções. 

 

 

Fita Laranja: Entusiasmo e alegria. 

 

 

Fita Violeta: Transmutação 

 

 

Fita Marrom: Traz a realidade prática da vida. Promove aterramento. 

 

 

Da próxima vez que vir uma cigana faceira dançar com seu pandeiro, e ver as fitas. Saiba que ela naquele momento ativa todas as forças da natureza para que a magia se realize no agitar do pandeiro e das fitas. 

 

 

 

Magia com fitas: 

 

 

Essa é uma magia simples que você pode fazer para atrair proteção, coragem e força no propósito que deseja. Pegue duas velas, uma vermelha e uma azul Royal. Amarre ambas com uma fita de cetim vermelho (daquelas fininhas). Coloque ambas em um pires ou no seu tacho cigano, desembainhe seu punhal e coloque próximo a elas. Consagre aos ciganos de luz e peça que Santa Sara te proteja para que você alcance o que deseja. Reze 03 ave marias e acenda as velas. Se quiser, embaixo delas coloque escrito num papel branco e sem pauta o seu pedido. 

Abian, Iyawô, Egbomi – A importância de cada fase no Axé.

Axé é a energia, a força. Ela se fortalece, se enfraquece, é positivo e também pode se tornar uma força negativa (ajé). Isso depende somente de nós e de nosso babalorixá.  Tudo começa com o abian:

 

 

 

ABIAN

 

 

O começo. Abian é aquela pessoa que se interessou pelo culto, mas ainda não cumpriu os rituais de iniciação. É uma fase importante, pois nesse momento que começa a busca por uma boa casa, e um bom babalorixá. O que o abian tem que ter em mente é que a escolha pertence a ele, e não ao seu orixá. Se fosse o contrário, não existiriam tantas pessoas iniciando em casas ruins.
Tenha em mente que você precisa procurar uma casa que tenha história, que seja séria. Tenha em mente também que orixá veio da África, e que as palavras mais fortes no culto são humildade, ancestralidade, tradição e hierarquia.
Então se você tem problemas em acatar ordens, em se abaixar para os mais velhos e receber broncas, espere um pouco mais pra se iniciar. No culto vemos os abians e iyawos como crianças; então se você fizer algo errado, vai ter puxão de orelha. Assim como na vida, tem alguns pais que são mais severos que os outros.
Pais muito permissivos tendem a ter uma família desorganizada e desregrada. Pais muito abusivos tendem a ter uma família desunida. Procure o meio termo.
Nesse período de abian dentro de um axé, lhe serão atribuídas tarefas menores, como organização e limpeza. Isso serve para ver se a pessoa irá se adequar a casa, se acostumar com as regras e a hierarquia.
Ele está sempre sendo observado pelos mais velhos, que sempre estão em busca de seu potencial. O que não pode acontecer também é ter abians de mais de 10 anos na casa. Ai tem algo errado. Ou o pai de santo cobra muito caro pela iniciação, ou a pessoa tem medo de compromisso. De qualquer maneira, tem que sair de cima do muro.
Se no seu período de abian você viu coisas que te desagradaram dentro da casa, analise. Se isso aconteceu com você abian ainda, imagine o que pode acontecer depois de anos dentro da casa?
Iyawô – A primeira fase.
Iyawôs são todos aqueles que se iniciaram e não cumpriram o fechamento do ciclo iniciático, ou seja, a obrigação de 7 anos. Um iyawô de 30 anos de santo que não tomou obrigação de 7, ainda é um iyawô. Esse período é crucial para o futuro de uma pessoa do axé.
Na iniciação, através de ritos e cantigas, é evocado o orixá. O orixá no orum, nesse momento é invocado, e cede uma parte de seu axé, que é colocado dentro do iniciado. É um axé direto do próprio orixá (olha a responsabilidade do pai de santo! Pense que ele deve fazer a evocação correta, e deve estar tudo de acordo, pois o orixá (em sua real presença) naquele momento irá se agradar ou se desagradar do que irá presenciar). Esse axé deve ser cuidado com zelo, com o intuito de se fortificar. Esse axé é um recém-nascido. As vezes não incorpora tão bem, não tem características próprias ainda. O babalorixá, ekédis e egbomis irão auxiliar nesse período de aprendizagem, do iyawô e do próprio orixá. Por isso, os mais velhos se intrometem tanto na maneira como o orixá se porta, pois ele e o iyawô não viveram o suficiente pra ter características. As características devem ser acompanhadas pelos mais velhos, tanto pra incentivar, quanto pra se coibir.
Tem que ter em mente que esse axé é cedido pelo orixá, uma parte sua. Por isso vemos vários Oguns, Oxuns em um mesmo barracão, cada um com características próprias.
Então o iyawô foi abençoado com um axé direto do próprio orixá. A benção vem acompanhada de muita responsabilidade. Cada obrigação, cada orô, cada culto, cada banho de folha, fortifica seu orixá, para quando virar adulto (obrigação de 7 anos), ele será um adulto forte e saudável, sem sequelas.
Pense nesse orixá como um bebê, que precisa crescer saudável e com força. Quanto mais você cultuar, mas força ele vai ter. Santo com axé e com força incorpora mais, se comunica com o filho através de sonhos e consegue ter forças para poder modificar os caminhos sua vida. Um santo não cultuado não tem axé suficiente para fazer algo por seu filho. Não é castigo.
Toda essa descrição, tem por finalidade ressaltar as responsabilidades que acompanham essa etapa. Nesse período, aprenda os nomes dos orixás, suas saudações, cantigas. Aprenda a fazer um acaçá, a cozinhar para seu próprio santo e aprenda as comidas básicas. Aprenda a se portar. Como diz um ditado:
“Quando pequeno, sente-se onde mandam, para quando grande, sentar onde quiser” .
 
Seja humilde, seja respeitador. Obedeça seus mais velhos, e não discuta. Se acha que se comportaram de maneira errada, converse somente com seu babá (Yá).
Ninguém respeita um egbomi que não sabe cozinhar comida de santo, que não sabe o suficiente para ensinar seus mais novos com carinho. Tenha orgulho dessa fase, tenha orgulho de seu mukan e de seu pé no chão. Os orixás abençoam mais os humildes, que cumprem as regras.
Um bom iyawô com certeza será um ótimo egbomi, e será respeitado. Pois respeito se conquista, e não se impõe.
Egbomi – A fase adulta
Hoje em dia vemos que ser egbomi anda perdendo seu valor. Isso porque os egbomis não se dão ao respeito, e muitos não sabem nada, pois quiseram pular a fase de aprendizado do iyawô. É lamentável um egbomi que não sabe nada, que não sabe ensinar e só sabe mandar, que não cultua seu santo regularmente. Eles gritam, esbravejam, ordenam e são arrogantes. Tentam impor o respeito que não conquistaram.
Um bom egbomi tomou suas obrigações no período certo, ou se esforçou pra isso. Pois a obrigação se chama Obrigação e não Opção. O santo a partir desse momento passa a ser adulto, e pode exercer suas características de maneira livre, pois aprendeu o bom senso durante seu período de aprendizagem.
A partir desse momento, caso haja interesse, e caso o egbomi tenha cargo, o egbomi está apto a aprender a ser um babalorixá. Ao contrário do que se acredita, ele quando toma 7 anos não está apto a ser um babalorixá logo de cara, mas sim, preparado a se aprofundar pra ser um. Ainda há muito a aprender!
Candomblé é um mar de informações.
Também tem aqueles que não se interessam em ser um babalorixá. Afinal, nem todo católico vira padre. Mas mesmo assim, se quer ser respeitado, tem de saber todo o básico sobre a religião e sua casa.
Seu santo já incorpora melhor, dança e comporta-se melhor. Sabe o que fazer, conhece as dobras do atabaque sem ajuda de ekedis. Nessa fase, se bem cultuado, o orixá já tem força o suficiente para alterar os caminhos de sua vida. O orixá já tem autonomia e pensa por sí próprio. (Quando digo “incorpora” melhor, é porque ao contrário de guias, que “invadem” nosso corpo, o orixá é uma força interna que cresce até tomar nosso corpo por completo. Isso leva um tempo, depende muito do iyawô, que tem que ter a mente aberta pra poder sentir o orixá, e tem que estar cultuando bem pra força (axé) crescer, expandir e se expressar. Alguns levam mais tempo que os outros).
O egbomi não deve ser só respeitado pelos seus mais novos. Ele passa a ser responsável por eles. Deve ensinar, proteger e cuidar de seus irmãos caçulas. Um erro cometido por um mais novo na frente de um mais velho, do ponto de vista espiritual, faz o egbomi ser responsável por aquilo.
Orixá vê iyawô como uma criança. Vê o egbomi como responsável por ensinar, educar e dar broncas, assim como corrigir as falhas cometidas. Quanto mais o tempo passa, mais axé se conquista, mais força e autonomia se tem. Tanto para abençoar, quanto para educar seu filho. Cada fase é importante e crucial para o futuro. Pular etapas é sacrificar o santo e seu axé.
Um dia, todos nós prestaremos conta ao orixá sobre o que fizemos, e de como cuidamos do axé que nos foi confiado por ele.

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