Lua Minguante: acabe com as energias negativas.

A fase minguante da lua é ideal para se resguardar um pouco, pensar sobre suas atitudes, vontades e relações. Se você se sente carregada, pode aproveitar para fazer uma limpeza em sua casa, jogando fora tudo o que você não usa mais e abrindo espaço para o novo. Para deixar o ambiente ainda mais equilibrado, faça a magia cigana da lua minguante e garanta que sua casa está livre de energias pesadas e negativas.
Magia da Lua Minguante: Esta faxina pode ser feita em qualquer dia, mas ela fica ainda mais potente nessa fase da lua. Separe os seguintes materiais:
  • 1 aspirador de pó (caso a sua casa tenha carpete)
  • 1 vassoura (se na sua casa tiver piso de madeira ou piso frio)
  • flores de lavanda
Como fazer a magia da Lua Minguante?
Jogue as flores de lavanda pela casa, começando pelo cômodo que sentir mais carregado. Durante o processo repita: Fora sofrimento, fora dor. Que fiquem apenas a alegria e a felicidade. Passe o aspirador ou a vassoura por cada cantinho, primeiro no sentido anti-horário e depois no sentido horário, sempre fazendo círculos e dizendo: Três vezes três, o poder que tenho de trazer comigo dias mais felizes a cada mês. Do pó ao pó, saia daqui e me traga uma nova vida. Esvazie o aspirador ou jogue o pó acumulado com a vassoura em um terreno baldio.
Para deixar a sua casa sempre protegida, faça essa magia da Lua Minguante todos os meses e tenha sempre por perto alguns itens que ajudam a equilibrar as energias:
  • Plantas vivas
  • Flores brancas
  • Ervas como arruda e espada de São Jorge
  • Amuletos como olho grego e pimenta
  • Animais vivos, como cachorros e gatos

 

Evite acumular coisas desnecessárias, tanto itens materiais, como objetos antigos e roupas que não usa mais, como sentimentos. A mágoa, por exemplo, nos deixa pesadas e piora a qualidade de nossa vida. Procure deixar o estresse do trabalho para fora de casa e faça dela seu santuário, onde apenas pensamentos positivos entram. Se surgirem conflitos na família, resolva-os logo e faça uma faxina breve com óleo essencial de lavanda para quebrar o clima. Dessa maneira não só sua residência, mas toda a sua vida vão estar blindadas de maldade e pessimismo.
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Folhas no Candomblé

Apesar do asé de todas as folhas pertencer a Ossaim, todos os orixás possuem
suas próprias folhas, algumas para usos iniciáticos, outras para banhos, outras para pós, algumas tão quentes ou tão frias, que seu uso não é recomendável, algumas somente para feitiços, etc. Cada tipo de folha pode pertencer a mais de um orixá.
CLASSIFICAÇÃO:
1) São divididas por elementos, a saber:
EWÉ AFÉEFÉ – folhas de ar
EWÉ INÓN – folhas de fogo
EWÉ OMIN – folhas de água
EWÉ ILÉ ou IGBÓ – folhas de terra
Essa divisão remonta à classificação dos orixás por elementos, apesar de sabermos que os orixás possuem, folhas pertencentes a todos os elementos. A chave é o equilíbrio. Só para lembrar, a divisão dos orixás por elementos é:
ORIXÁS DE FOGO: Exú, Ogum, Xangô, Oyá.
ORIXÁS DE TERRA: Ogum (o ferro), Oxóssi, Omulu/Obaluaiê, Nanã. (lama = terra + água), Oxumarê e Logun.
ORIXÁS DE ÁGUA: Iemanjá, Oxum, Nanã, Oxumarê, Logun, Obá, Ewá, Oxalá (nas chuvas finas).
ORIXÁS DE AR: Oyá, Oxalá (nas nuvens e no céu), Oxumarê (no arco íris).
Devemos ter em mente que esta classificação é genérica, pois não leva em consideração que, em seus caminhos específicos, os orixás se relacionam com outros orixás e, conseqüentemente, com outros elementos. Por exemplo, Oyá Onira (Vodun Djo) = fogo + ar + água = água fervente ou vapor d’água, etc. Por isso, é aconselhável o uso equilibrado dos quatro elementos num amaci/agbo/omieró, principalmente no que diz respeito aos rituais iniciáticos.
Outra classificação diz respeito à polaridade das folhas, determinada normalmente por seu formato, onde temos:
EWÉ APA ÒTÚN  X  EWÉ APA ÒSÍ
Folhas da direita Folhas da esquerda
Masculinas Femininas
Formas alongadas/fálicas Formas arredondadas/uterinas
Geralmente, de fogo ou ar Geralmente de água ou terra
Também se considera as condições de: excitação (gùn) ou calma (èrò) geradas pelas folhas, que é de extrema importância.
GÙN  X  ÈRÒ
Folhas de fogo ou terra, que Folhas de ar ou água, que facilitam a possessão e abrandam o transe e acalmam o orixá e a pessoa. Volta-se a frisar, o equilíbrio é fundamental.
Em banhos (amacis – banhos frescos, ou agbos – banhos de fundamento do asé) é
necessário analisar as condições da pessoa e de seu orixá. Se o banho é para pessoa/orixá muito calmo, usam-se algumas folhas GÙN, para equilibrar a energia. Se for ao contrário, usa-se algumas folhas ÈRÒ.
Geralmente, usam-se 7 folhas para banhos de Exú e 16 para os banhos de orixás,
mantendo-se sempre a harmonia e o equilíbrio dentre os elementos já descritos.
OBS: Todo banho (seja amaci ou abô) com fins rituais deve ser de erva fresca, colhida na parte da manhã com os devidos cuidados e rituais, quinado e devidamente rezado e imantado com uma vela acesa durante a sua preparação.
DIVISÃO DAS FOLHAS POR ORIXÁS
EXÚ: Picão, cambará, erva do diabo ou figueira do inferno, aroeira vermelha, dormideira, pimentas (quaisquer), arruda, olho de gato, carrapicho, tiririca, alfavacão, perpétua, sapê, cansanção, trombeta roxa, urtiga, maconha, branda-fogo ou folha de fogo, vassourinha ou mastruz, mamona vermelha, corredeira, coroa de cristo, cana de açúcar, arrebenta cavalo, bico de papagaio, azevinho, carurú ou bredo com espinho, tento de Exú, comigo ninguém pode, assa-fétida, erva de bicho, espinheiro, erva grossa, losna, hortelã pimenta, mandacaru, cacto, palmatória de Exú, pau d’alho, fortuna, patchuli, babosa, assa peixe, avinagueira,
barba de diabo, fedegoso, garra de diabo ou garra de Exú ou unha de Pombo Gira, jamelão, jurubeba, sempre viva, tinhorão roxo.
OGUM: Romã, milho, aroeira branca, akoko, alumã, visgo, sumaúma, cipó chumbo (Ogunjá), lírio do brejo, pinhão branco ou roxo, tiririca, sapê, capixaba, espada de São Jorge, lança de São Jorge, abre-caminho, guiné, guiné pipiu, cajazeiro, dendezeiro ou màriwò, babosa, oficial de sala, folhas de inhame cará, dandá da costa (capim e raiz), mangueira (principalmente espada), vence demanda ou vence tudo, peregum verde, agrião do brejo ou erva botão ou pimenta d’água), carurú sem espinho, araçá, costela de Adão, eucalipto, goiabeira, espinheira santa, São Gonçalinho, alfavaquinha, beldroega, camboatá, canela de macaco, capim limão, cordão de frade ou São Francisco, erva tostão, erva de bicho, língua de vaca, losna, mutamba, pé de pinto, mal me quer, coqueiro, carrapeteira.
OXÓSSI: Folhas de milho, folhas de coqueiro, murici, akoko, São Gonçalinho, visgo, pinhão branco e roxo, carrapicho, chifre de veado, dandá da costa, sapê, taioba, rama de leite, lágrima de Nossa Senhora, guiné, guiné pipiu, acácia ou chuva de ouro, folhas de guaximba ou língua de galinha, jasmim manga, carqueja, jurubeba, capim limão, cordão de frade ou São Francisco, caiçara, guapo, colônia, alecrim do mato ou do campo, araçá, cajueiro, cipó caboclo, erva curraleira, espinheira santa, juremeira, nicurizeiro, erva passarinho, chapéu de couro, assa peixe, alfavaca, carurú sem espinho, cana fita, capeba, groselha, ingá, língua de vaca, peregum verde, pitanga.
OSSAIM: Apesar de todo axé das folhas, e por conseqüência, todas as folhas, pertencerem a Ossaim, as folhas de fundamento do orixá e de uso mais comum para ele são: Baunilha de nicuri ou nicurizeiro, tira teima, umbaúba branca, aroeira, akoko, cipó milomi ou jarrinha, balainho de velho, aridan (folhas e favas), pimenta da costa, cipó chumbo, bejerecum (folhas e favas), dandá da costa, andará (folhas e favas), sapê, hibisco vermelho ou branco dobrado, trombeteira, quebra-pedra, erva pombinho, mamona, rama de leite, lágrima de Nossa Senhora, erva vintém, pitangueira, jurubeba, ingá, obi, guapo, orobô, patioba, peregum (verde ou rajado), barba de São Pedro ou sene, carrapicho, erva pita, araçá, jureminha, cacau, café, carobinha, chapéu de napoleão (folhas), erva andorinha, losna, olho de boi (folhas), louro, alecrim, alfavaquinha, amendoeira, beldroega, canela de macaco, erva tostão, folhas de ficus, folhas de fumo, mal me que, língua de galinha ou guaximba.
OMULÚ/OBALUAIÊ: Pata de vaca branca, erva passarinho, sete sangrias, rabujo, sabugueiro, cipó chumbo, jenipapo, alfavaca, canela de velho, melão de São Caetano, quebra pedra, erva moura, gervão, mostarda, cipó cabeludo, tanchagem, juá de capote, fedegoso, maria preta, olhos de santa luzia ou marianinha, coreana, coroa de cristo, babosa, barba de velho, jequitirana, cordão de frade ou de São Francisco, vassourinha, barba de boi, erva pita, erva de Sta. Maria, carobinha, cinco chagas, copaíba, coqueiro de purga ou de catarro, erva andorinha, erva de bicho, erva grossa, pau d’alho, kitoko, velame, viuvinha, cana do brejo, alumã, beldroega vermelha, crisântemo, confrei.
OXUMARÊ: Erva passarinho, língua de galinha ou guaximba, dormideira ou sensitiva, amendoim, folha da riqueza (fortuna ou dólar ou dinheiro em penca), jiboia, folhas de batata doce, maria preta, bananeira, vitória régia ou oxibatá, tomateiro, trancinha de Oxumarê, melão de São Caetano, coqueiro de Vênus, mutamba, parietária, rama de leite, cipó milomi ou jarrinha, arrozinho, melancia, ojuorô, samambaia de poço ou pente de cobra, folhas trepadeiras, de um modo geral.
IROKO: Gameleira branca ou Iroko, abiu, barba de velho, cajueiro, colônia, jaqueira, mãe boa, cipó milomi, noz moscada, folhas de fruta pão, graviola, bananeira, mangueira, castanha do Pará, erva pita, árvores centenárias de grande porte.
XANGÔ: Fortuna, cambará, romã, umbaúba branca ou vermelha, tamarindo, jaqueira, erva de São João, alfavaca, xanan (aipim ou carurú sem espinho – para Barú), erva tostão, pimenta de macaco, carurú sem espinho ou Oyó, branda fogo ou folha de fogo, azedinha ou avinagueira, campainha, jaborandi, crista de galo, gerânio cheiroso, capim fino, flamboyant, carrapeteira, cinco chagas, capim limão, alibé de Xangô (folhas e favas), orobô, castanha do Pará, vence demanda, oxibatá vermelho, urucum, cascaveleira ou xiquexique, cajueiro, camboatá, cruzeirinho, manjerona, negra-mina, salsaparrilha, iroko ou gameleira branca, kitoko, lírio vermelho, lírio branco, elevante, aroeira, beijo vermelho, capeba, erva prata, jarrinha ou cipó milomi, malva, para-raio, panaceia, manjericão roxo,
pena de Xangô.
OYÁ: Pata de vaca rosa, fedegoso, aroeira, dormideira, pinhão branco e roxo, bambú (folhas), maravilha, trombeta rosa, erva tostão, erva prata, espada de Sta. Bárbara, lança de Sta. Bárbara, branda fogo ou folha de fogo, campainha, mutamba, gerânio cheiroso, taquari, fruta pão, para-raio, flamboyant, quiabo, amora, maracujá, cinco chagas, oxibatá rosa ou vermelho, crista de galo, erva santa, jaborandi, peregum rajado, língua de vaca, umbaúba vermelha, carurú sem espinho, canela de macaco, capeba, erva passarinho, cipó milomi ou jarrinha, malva rosa, negra mina, parietária, rama de leite, taioba branca.
OXUM: Erva capitão ou abebê d’Oxum, picão, melão d’água, cipó milomi ou jarrinha, lavanda, vassourinha de relógio, pimentinha d’água ou oripepê, bem me quer, manjericão branco, melão, aguapé, elevante, hibisco, beti cheiroso ou aperta ruão, beti branco, sândalo, carurú sem espinho, cana de jardim, brilhantina, trevo de quatro folhas, mal me quer ou calêndula, erva cidreira, pata de galinha, capim fino, jambeiro rosa, erva vintém, erva doce, pitangueira, mãe boa, macassá ou catinga de mulata, girassol (pétalas), erva de Sta. Luzia, oxibatá amarelo ou branco, oriri, vassourinha d’Oxum, canela, alface, assa peixe, cabelo de Vênus, flor de ouro ou botão de Orunmilá, cajueiro, cravo, dinheiro em penca, dólar, jasmim, tapete d’Oxum, poejo, colônia, lótus, melissa, flor de laranjeira, alfazema, lírio, agoniada, amor do campo, capeba, malva branca, parietária, rama de leite.
LOGUN: Combinação das folhas de Oxóssi e Oxum (verificar os caminhos para haver o equilíbrio) + Coqueiro de Vênus, chifre de veado, comigo ninguém pode verde, peregum rajado.
EWÁ: Maravilha, batata de purga, cana de jardim ou bananeira de jardim, oxibatá lilás, tomateiro, dormideira.
OBÁ: Vitória régia, oxibatá vermelho, tangerina, rosa vermelha.
IBEJI: Sapoti, flamboyant, quiabo, cana de açúcar, maracujá, bananeira, abacaxi, araruta, poejo, uva.
IEMANJÁ: Melão d’água, coqueiro, lírio do brejo, melancia, manjericão branco, elevante, maricotinha, beti branco, beti cheiroso, erva da jurema, erva prata, carurú sem espinho, capeba, pariparoba, taioba branca, mostarda, lágrima de Nossa Senhora, salsa de praia, azedinha do brejo ou erva saracura, mãe boa, macassá, emília, pandano (Iamacimalé), oxibatá branco, vassourinha, árvore da felicidade (Iamacimalé), colônia, agrião d’água, camboatá (Iamacimalé), rosa branca, uva, verbena, umbaúba branca, algas, panacéia, alfazema, macela, aguapé, condessa, dandá do brejo, malva branca, papo de peru, rama de
leite, araçá da praia.
NANÃ: Pata de vaca branca ou rosa ou lilás, erva passarinho, espelina falsa, língua de galinha ou guaximba, taioba, aguapé, melão de São Caetano, baronesa ou jacinto d’água, mostarda, cipó cabeludo, maria preta, balaio de velho, marianinha, xaxim, azedinha do brejo, mãe boa, batatinha, guacuri, oxibatá lilás, arnica do campo, manacá, quaresmeira, viuvinha, umbaúba branca e roxa, vassourinha, alfavaca roxa, avenca, broto de feijão, cana do brejo, capeba, cipreste, cipó milomi ou jarrinha, macaé, rama de leite.
OXALÁ: Fortuna, coqueiro, tamarindo, dama da noite, trombeta branca, oripepê, manjericão branco, erva de bicho ou folha de igbi, guando, boldo ou tapete d’Oxalá, beti branco, beti cheiroso ou aperta ruão, erva prata, mamona branca, brilhantina, parietária, mutamba, lágrima de Nossa Senhora, beldroega, trevo de quatro folhas, algodão, alecrim, fruta pão, mamoeiro, cabaceira, graviola, dendezeiro, sálvia, língua de galinha ou guaximba, erva vintém, azedinha do brejo, gameleira branca, folha de inhame cará, macaé, cinco chagas, ingá, macassá, saião, emília, bananeira, guapo, língua de vaca, oxibatá branco, oriri, chapéu de couro, carurú sem espinho, cana do brejo, amendoeira, bálsamo, espinheira santa, benjoim, erva doce, colônia, lírio branco, jasmim ou junquilho, mirra, noz moscada, pixurim, uva verde, maria sem vergonha branca, oliveira, elevante, beldroega, louro, malva branca, paineira.

A Sexualidade Cigana

Um dos povos mais sensuais e estereotipados como grandes sedutores, é o povo cigano, os gitanos sempre envolventes em sua forma de tratar uma mulher, sorridentes, dançantes, as ciganas sempre muito sorridentes, alegres e vistosas atraem olhares por onde passam.
 
Contudo, mesmo que o povo cigano seja o maior defensor da liberdade em todos os aspectos, muito se engana quem pensa que por serem um povo sedutor não possuem regras quanto a questão sexual e que tudo é permitido. 
Para os ciganos o sexo é a concretização de um ato de amor, a chance da formação familiar e por isso é muito respeitado, não sendo nunca tratado de forma leviana, as ciganas, inclusive, precisavam casar virgem, mas depois de casados, o casal cigano podia curtir sua sexualidade de forma integral. 
Ainda é muito discutido se a questão das ciganas não poderem usar saias curtas tem a ver com a tendência das vestimentas de épocas mais remotas que reprimiam qualquer sensualidade maior ou se é porque alguns grupos ciganos que migraram do Oriente Médio também acreditavam que da cintura para baixo as ciganas eram “impuras” por causa da menstruação e não era positivo desejar o que é impuro. 
A sedução, a beleza do povo cigano podem ser muito tentadores, porque são naturais, intrínsecos e não forçado, mas nunca será direcionado ao sexo vil e a imoralidade.

Manual do Abian e do Iyawô.

1- Não retrucar o pai-de-santo. Você por acaso retruca seus pais?
2- Não retrucar seus irmãos mais velhos e egbomis; Você por acaso retruca seus avós?
3- Caso tenha algo para falar que não esteja concordando, discretamente peça um minuto da atenção do zelador/zeladora de santo e exponha a situação civilizadamente, sem precisar que a torcida do Flamengo esteja assistindo. Dar um escândalo no meio do barracão não é postura de um filho de santo, e você ainda corre o risco de tomar um coió na frente de todo mundo.
4- Quando tiver visita no barracão (egbomis, ekedes, ogãs, zeladores), seja em dia de festa ou em dia corriqueiro, é bom que os filhos se abaixem para dirigir a palavra ao zelador/zeladora de santo. Detalhe: Só atrapalhar a conversa caso seja EXTREMAMENTE necessário. Deve-se chegar junto à ele, mas não muito, e ficar abaixado esperando que ele pergunte o que deseja. Quando ele perguntar, comece sempre sua frase com “AGÔ”. “Agô, babá etc…
5- Nunca, jamais, em tempo ou hipótese alguma, seja no seu barracão ou no barracão do alheio, deve-se sentar na mesma altura que o zelador/zeladora de santo. Eles já passaram por vários sacrifícios para estar sentado confortavelmente ali. Você ainda está no meio do caminho. Portanto, pra que querer sentar aonde você não alcança?
6- Iyawô e abian não bebem nenhum líquido em copo de vidro dentro de seu barracão ou no barracão do alheio. Deve-se esperar o bom e velho copinho de plástico ou então a conhecida DILONGA, BAN ou CANEQUINHA DE ÁGHATA, como você preferir chamar. Copo de vidro só quem tem direito é egbomi, ekede, ogã e zelador/zeladora.
7- Iyawô e abian não come em prato de vidro ou louça. Apenas em pratinho de plástico ou ághata. Aliás, devemos lembrar que é de boa educação cada filho trazer seu devido pratinho de ághata e sua devida canequinha para seu uso pessoal no barracão. Ah! Garfo? Nem pensar! pode usar a colher, somente. Garfo, só com 7 anos de santo feito, ou então sendo ekede, ogã, zelador/zeladora.
8- Terminou seu ajeum? Pegue seu pratinho e sua canequinha, vá para cozinha e lave. Não cai a mão e não dói. Infelizmente ainda não possuímos uma empregada que possa cuidar da limpeza geral enquanto nós descansamos.
9- Como dissemos no ítem anterior, não temos uma empregada para limpar tudo. Portanto, cada um deve se conscientizar e fazer a sua parte. Ficar protelando, esperando que algum irmão de santo se encha da bagunça e vá arrumar por você não tem cabimento. Cada um fazendo um pouco fica mais fácil e rápido.
10- Resolveu visitar o/a zelador/zeladora? Que maravilha! Eles amarão sua visita, ainda mais se você vier com uma modesta colaboração para o ajeum, pois como é do conhecimento de todos, o/a zelador/zeladora não são ricos e nem tem obrigação de alimentar todo mundo. Madre Teresa de Calcutá já morreu, e definitivamente, ela não vira na cabeça do pai de santo.
11- Ao chegar ao barracão, o procedimento correto é: 
a) Amarrar um pano no peito (mulheres); 
b) Ir direto para a cozinha beber um copo d’água para esfriar o corpo da rua, sem fazer paradas para bater-papo e colocar a fofoca em dia; 
c) Tomar seu banho e ir trocar de roupa; 
d) Bater cabeça no axé, na porta do quarto de santo e para o zelador ou zeladora; e) Tomar a benção à TODOS os seus irmãos, sendo dos mais velhos aos mais novos, de acordo com a ordem iniciática. Agora sim, caso não haja nada em que se possa ajudar (muito embora seja impossível, pois em uma casa de santo sempre tem algo a ser feito), você pode ir colocar seu tricô em dia.
12- Você trabalhou feito uma escrava/escravo, e se cansou? Acabou de fazer todo o serviço? Bem, agora você pode pegar o seu maravilhoso APOTÍ e confortavelmente sentar-se nele. Como dissemos no item 5, cadeiras, sendo com ou sem braço, só ebomis, ekedes, ogãs ou zeladores que podem sentar. Existe uma variável do APOTI, que é a famosa ESTEIRA. Nela você pode se sentar, se espichar e até relaxar seus ossos. Ela é sua! Aproveite!  
 
13- Em sua casa, quando você faz uma comemoração qualquer e é servida uma refeição, você sai atacando o ajeum na frente de seus convidados? Acreditamos que não, né? Portanto, na casa de santo é igual. Antes os mais velhos devem se servir, para só depois os abians e iyawôs se servirem. Isso é mais que uma regra, é etiqueta. E você não vai querer ser um deselegante, não é? Lembre-se: Estão sempre observando você.
14- Você gosta que fiquem pegando suas roupas emprestadas? Pois é, o zelador e zeladora também não gosta. Portanto, que tal ir no Varejão das Fábricas e comprar um belíssimo tecido de lençol a R$ 4,50 e fazer uma baiana de ração básica pro dia-a-dia? Não sai caro e fica uma gracinha. E você finalmente pára de pegar a roupa do alheio emprestada. Não é maravilhoso? Todos na casa contentes e felizes com suas devidas roupas.
15- Quem traz dinheiro para o sustento da casa? Você é que não é. Portanto, trate muito bem os clientes que vão para jogar ou se consultar, pois é deles que vem boa parte do dinheiro. Sorrir sempre e servir um copinho de café ou de água gelada não mata ninguém. Que tal tentar?
16- E vai rolar a festa! O povo do ketu, do Jeje, da Angola e até da Umbanda já mandou convidar. Mas, e o dinheiro para comprar o ajeum e o otí do povo? Com certeza o Carrefour não irá mandar as coisas de graça para o barracão, nem o Mercadão de Madureira tão pouco irá dar os bichos e todo o material restante. Portanto, que tal se todos tirarem do bolso um pouco e ajudarem?
17- Você acha que só por este local ser uma casa de santo, a Light, a CEG e a CEDAE irão fornecer água, luz e gás de graça? É claro que não. Portanto, contribua sempre com a sua módica mensalidade. Economizar um pouco na Skol e no cigarro no final de semana já irá ajudar muito no barracão.
18- O mundo está em guerra, existe muita gente por aí passando fome. Portanto, por que desperdiçar comida? Fazer a quantidade exata só para quem trabalhou dignamente e contribuiu com este maravilhoso ajeum é o coerente, pois você não está no programa da Ana Maria Braga para comer de graça. Por falar em Ana Maria Braga, lembre-se que você não é o Louro José para dar palpites no barracão. Se você tem alguma sugestão, leve-a antes ao zelador/zeladora.
19- Ficou cansado depois da festa? Nada de ir pegando sua bolsa e ir saindo de fininho. Lembre-se da limpeza do barracão.
20- Roda de candomblé, seja em sua casa ou na casa do alheio, não é lugar de ficar de cochicho e risinhos irônicos. Se você quer fuxicar, vá para a rua.
21- Anáguas encardidas, só se for depois da festa do candomblé. Antes, NUNCA, JAMAIS, NEM PENSAR! Devem ser brancas como a neve, salve anáguas de ráfia ou entre-tela.
22- Você, irmãozinho, que vê o mundo cor de rosa, deve deixar esta sua visão progressiva e moderna do lado de fora do barracão. Ali dentro você tem que ver tudo branco. O mesmo vale para as coleguinhas que vêem tudo azulzinho. Casa de orixá é para louvar e cuidar do Orixá, e não para arrumar casório.
23- Vai rolar um churrasquinho de gato na casa do seu coleguinha no meio da semana, no mesmo dia de função do barracão? Então, peça para ele guardar uma garrinha de carne para você e venha cumprir suas obrigações junto a seus irmãos.
24- Se sua irmã de santo tem uma baiana mais humilde do que a sua, nada de ficar xoxando. Lembre-se, o mundo dá voltas e o feitiço pode virar contra o feiticeiro. Amanhã pode ser você com uma baiana de chita e ela com uma belíssima saia de rechilieu.
25- Caso assista fora do seu barracão a algo diferente do que ocorre em sua casa, nada de ficar xoxando e chamando de marmoteiro. Você não é o dono da verdade e nem ninguém o é. O que pode parecer maluquice pra você, pode não ser para o próximo. Além do mais, comentários sempre são feitos depois. Vai que tem alguém conhecido escutando?
26- Ninguém tem mais ou menos santo que ninguém. Isso é regra. Sempre.
27- Respeito é bom e conserva os dentes. Portanto, deve-se pensar duas vezes antes de envolver o zelador/a zeladora e irmãos mais velhos em determinadas brincadeiras de mau-gosto. Apelidos e avacalhações são da porta do barracão pra fora. Além do mais, a próxima vítima pode ser você.
28- Roupa de barracão é saia comprida, camisú e pano da costa. Shortinhos e top’s devem ser usados somente pra ir ao baile funk.
29- Sempre que for servir algum mais velho de santo, deve-se levar numa bandeja ou prato, e abaixar-se para servir. Nunca olhar no rosto da pessoa. Responder somente “sim” ou “não”.
30- Benção foi feita para ser trocada. Sempre que você pede a benção, você está na realidade pedindo a bênção ao Orixá da pessoa, e não à ela própria. Portanto, todos devem trocar a benção, mais velhos com mais novos e vice-versa.
APOTÍ: A casa constantemente precisa de apotís. Nos grandes supermercados vendem higiênicos banquinhos de plástico baratinhos. Coopere com a casa e leve o seu.
Eu peguei essa época!
  • Gente de Iyabá não come bico de pão.
  • Gente de Iyabá não cruza conta.
  • Gente de Iyabá come na roça com colher. 
  • Não se passa faca com as mãos.
  • Não se bebe no gargalo.
  • Pessoas de Oxalá não usam cor dentro da roça.
  • Iaô não tem posto.
  • As mulheres Iaô se abaixavam no xirê entre um Orixá e outro.
  • Buchada só pessoa de Iyabá que vira.
  • Quem vira buchada prepara o chinchin.
  • Oxalá só come bicho fêmea e branco.
  • Homem não entra em cozinha de santo.
  • Você só assiste a obrigação que tem.
  • Peso na roça são com os homens.
  • Organização na roça é de todos.
  • Gente de Oxum não quebra ovo.
  • Gente de Oyá não come abóbora.
  • Iniciado não come caranguejo.
  • Quiabo se corta calado, na enin com vela e água ao lado.
  • Acará para santo se bate com a mesma água que descansou o feijão fradinho.
  • Em águas de Oxalá não entra carne vermelha, nada preto e tudo é feito no maior silêncio que possa.
  • Mulher não desfia mariô.
  • Santo homem não usa pano com abas, orelhas e afins, só rodilha.
  • Iaô passa o primeiro Carnaval e ano novo na roça.
  • Iaô chega na roça, e quem dá banho de ervas é um mais velho de santo. 
  • Troca de bênção é para todos.
  • Quem chega pede a bênção.
  • Salvar todos os quartos depois do banho.
  • Esfriar o corpo para falar com alguém.
  • Salvar só depois do banho de ervas e água limpa.
  • Mais novo não dança com santo mais velho.
  • Mais novo não canta folha na frente de mais velho.
  • Candomblé tem que ter aloá para Orixá.
  • Idade que conta é o dia do nome sempre.
  • Feito não come arroz queimado.
  • Feito não rói osso de alimentos.
  • O único que se veste igual a Iyabás é Oxalufan, suas vestes sempre foi diferente dos outros Oborós.

Era muito legal, apesar de exigência pacas. O que fez mudar tanto minha gente nos dias atuais? Muita internet? Comercialização absurdas do culto?

A Magia dos Banhos

Desde épocas remotas é conhecida a forma mágica das plantas e ervas medicinais. Daí os banhos serem considerados veículos de purificação do corpo e da mente.
O banho não deve ser jogado brutalmente pelo corpo, e sim suavemente, com o pensamento voltado para coisas boas e sentimentos nobres, com respiração pausada e a mente tranquila.
Não se deve também deixar que outras pessoas coloquem a mão no seu banho, ou seja, que preparem para você. A cada ato no preparo ele vai ganhando vibrações e energias, que a pessoa pode direcionar de forma positiva para o objetivo que almeja. Todos os banhos de descarga devem ser tomados do pescoço pra baixo.
As folhas que caem dos banhos de ervas devem ser recolhidas e lançadas em vasos grandes de plantas, jardins, num rio ou mata, mas nunca no lixo e nem nas ruas. A dica é relaxar, chamar os elementais, rezar qualquer oração que seja positiva e que mexa com suas emoções.
No chuveiro, encha uma jarra com água quente, coloque um punhado de ervas, folhas ou pétalas, secas ou frescas, tampe e deixe descansar. No final do banho, despeje o líquido do pescoço para baixo, nas costas, na frente e nas laterais do corpo e, se possível, deixe secar naturalmente.
Na banheira, as plantas devem ser postas direto na água, um punhado é o suficiente, ou dentro de uma trouxinha de pano, para evitar a volatização. Se a intenção for relaxar, a imersão pode durar vinte minutos. Já para revigorar, permaneça imerso no máximo dez minutos. Exagerar no tempo pode deixar você derrubado.
Assim como você faz quando prepara um chá, as ervas usadas nos banhos também não devem ser fervidas. Proceda da mesma maneira: Ferva a água, desligue o fogo, coloque as ervas com todo o carinho em um recipiente, despeje a água, tampe por alguns minutos, coe, espere esfriar um pouco e faça o banho, jogando a água sobre o pescoço para baixo. Procure secar-se naturalmente, evitando usar toalha, para que a energia das ervas fique em seu corpo por mais tempo. Os banhos devem ser sempre tomados depois do banho normal de higiene.
 
AÇÚCAR: Jogue um pouquinho de açúcar mascavo na água e tome um banho para renovar a energia da sua áurea, fazendo com que as outras pessoas que também tenham uma energia positiva se sintonizem com você.
ALECRIM: É excelente para nos livrar de sensação de fadiga, cansaço e desânimo; é ótimo para quem estuda.
BICARBONATO DE SÓDIO: Auxilia o sono, diminuindo a irritabilidade e o descontrole. Misturado ao sal marinho, em partes iguais, é um excelente banho para ser tomado á noite, antes de dormir. Fica melhor ainda se você conseguir intercalar este banho com outro de camomila (um dia para cada um).
CAFÉ: Para acabar com os pesadelos e com aquela horrível sensação de que estamos sendo observados, coloque duas xícaras de chá de café bem forte em cinco litros de água e banhe-se da cabeça aos pés.
CANELA: A canela tem fama de ser especiaria da prosperidade e do dinheiro, mas nunca falta, também, em uma boa poção de amor. Quando usada junto com outras ervas, atrai a positividade em todos os sentidos. Experimente combiná-la co noz moscada ralada, erva-doce, louro ou cravo da índia.
CASCA DA LARANJA FRESCA: Excelente para as pessoas mais tímidas, pois ajuda a fazer aflorar os sentimentos. Usa-se no banho a casca de uma laranja média para três litros de água fervida.
CRAVO-DA-ÍNDIA: Proteja-se contra a inveja tomando um banho de cravo-da-índia, de preferência moído. Basta uma colher de sopa para cada litro de água. Não se esqueça de coar.
EUCALIPTO: Macere algumas folhas frescas numa vasilha com água em temperatura ambiente e tome o banho da cabeça aos pés, sentindo a alegria surgir dentro de você, ao mesmo tempo em que a sua força de vontade se renova. Não há apatia que resista!
FLORES DE MURTA: Também conhecidas como “Dama da Noite”, pois só a noite elas se abrem e exalam seu delicioso perfume forte e adocicado, as Flores de Murta são excelentes para atrair energia positiva. Devem ser colocadas de molho em água fria e aí permanecer por uma noite, de preferência de lua cheia. Deixe-as tomar o sol da manhã também e, antes do meio-dia, você poderá usá-las para o seu banho.
NOZ-MOSCADA: Prepare um banho a cada lua crescente, combinando-a com salsa desidratada e erva-doce para recarregar as energias. Não se esqueça de que a noz-moscada deve ser ralada.
SAL MARINHO: Este sal sem iodo é um excelente aliado no combate à energia ruim do mau-olhado, que costuma deixar a pessoa desanimada e sem energia.
Bastam três punhados de sal em cinco litros de água para um banho antes de dormir. Na manhã seguinte, tome um banho de eucalipto ou alecrim, para reenergizar o corpo e aumentar a força.
VINAGRE: Excelente contra o mau-olhado, é também usado como tônico para a pele, e brilho aos cabelos.
BANHO DE ALHO: Contra a energia gerada por situações difíceis e constrangedoras, nada melhor do que este banho:
2 litros de água
2 colheres de sopa de tomilho
7 dentes de alho frescos e inteiros
2 colheres de sopa de sálvia seca
2 colheres de sopa de manjericão
1 colher de sopa de sal marinho
MODO DE FAZER:
Ponha a água no fogo e desligue-o assim que ela levantar fervura. Coloque os ingredientes na água, tampe por alguns minutos, espere esfriar, coe e tome o seu banho.

Ataré

O Ataré também conhecido como Pimenta da Costa, Grãos do Paraíso e cujo nome científico é Aframomum melegueta roscoe K. Schum pertence à família Zingiberacea e a mesma do gengibre. Encontrada na região costeira da África, é uma erva perene com porte de uma “mini palmeira” podendo atingir cerca de 1,0 a 1,5m de altura, seus frutos quando secos apresentam uma casca de coloração marrom, as sementinhas de ataré são encontradas dentro do fruto envolvidas por uma película bem fina. O seu cultivo é essencialmente pela sua valiosa semente, que possui uma picância não muito acentuada (tipo o amargo da mostarda), que lhe valeu o nome de “grão do paraíso”, indicando seu alto valor como especiaria e na medicina. A semente é usada extensivamente em etno medicina para uma variedade de doenças, possuem ativos para diversas atividades biológicas, especialmente contra inflamações e doenças infecciosas. 
Além de propriedades medicinais o Ataré é utilizado em rituais de Candomblé. Seu uso acontece em cerimonias que fazem alusão ao Orixá Exú. Este é utilizado com o significado de limpar o hálito e retirar todas as más intenções que as palavras podem conter. Outra cultura que utiliza o Ataré é a Cultura Iorubá, que o usa como forma de dote, onde o noivo oferta ataré à família da noiva e este significa fecundidade.
Os Grãos do Paraíso ou ataré tem sido a planta nativa favorita para curandeiros africanos, que usam suas sementes para tratar doenças de tosse, dor de dente e para sarampo. Suas sementes são utilizadas na África Ocidental como um remédio para uma variedade de doenças como dor de estômago, diarreia e até mesmo picada de cobra. As sementes do ataré contêm gingeróis e compostos relacionados que podem ser úteis contra as doenças cardiovasculares, diabetes, e inflamações.
O ataré ou pimenta da Costa, é um elemento bastante utilizado em inúmeros rituais do candomblé. Seu simbolismo provém da força que produz ao ser mastigada, e também pelo fato de ela dá força à palavra da pessoa que a mastiga, aumentando o dom de profetização, tanto para coisas positivas quanto para negativas, assim como protege o corpo físico e espiritual da pessoa que a oferece.
É um elemento de predileção de Exu, mas inúmeros outros orixás a aceitam, ela vai em ebós, boris, na produção de atins, nos igbás e em inúmeras outras funções dentro da religião. Costuma-se soprar grãos de ataré mastigados com gim na porta da rua pra despachar e ter voz de comando junto a Exú, assim como se mastigar pimenta da Costa cedo ao acordar sem escovar os dentes, para ser reconhecido por Exu e Orixá.
Alguns chegam até a cuspir no igbá Exu, ataré com gim, fazer seus orikis e seus pedidos com a “força na palavra”.
Quando se acorda pela manhã, sem lavar a boca se esta com seu emi, seu halito, seu cheiro natural. O Orixá e Exú sentem e reconhecem nosso cheiro natural. Esse costume de se levantar e antes de fazer qualquer coisa mascar ataré é um costume que provêm do povo de Ifá.

Aridan

Aridan, Àrìdan é o nome de uma árvore de origem africana, cultivada no Brasil, que produz frutos com o mesmo nome, seu nome científico é TETREPLEURA.
Fava de Aridan como é chamado no candomblé é um fruto sagrado que entra na maioria dos rituais do candomblé, principalmente nos rituais do ODUN EJÊ, SASANHA, ABÔ e ASSENTAMENTO DE ORISÁS. No sentido de proteger o barracão e os filhos de santo contra os feitiços.
Segundo Verger, este mesmo vegetal tem o mesmo nome na África e um vasto uso nos rituais, principalmente em trabalhos benéficos para combates de bruxaria praticadas pelas feiticeiras(IYÁMI’S).
A fava consiste em um envólucro que protege as sementes e em algumas espécies, são usadas ainda verde como leguminosas, em outros espera-se q amadureçam e sequem para serem trituradas ou delas serem retiradas suas sementes.
Seu uso é exatamente no sentido de proteção, que vai efetuar ao iniciado quando mistirada nos preparos de pó sagrado.
Nos rituais de Orisás, nada se faz sem o uso dessa poderosa fava, que é utilizada desde os tempos remotos, por sacerdotes das diversas regiões da África.
A Aridan é muito conhecida pelo povo do candomblé, por ser talvez a mais sagrada de todas as favas utilizadas. Até mesmo ESÚ leva essa fava em seu assentamento e jamais se faz nada, sem que ela esteja dentro do IGBÁ ORISÁ.
Sua utilização dentro do Candomblé é universal, sendo que todas as nações a utilizam e praticamente da mesma forma. Apenas ressalto que somente um sacerdote devidamente preparado pode utilizar essa ou qualquer outra fava nos rituais litúrgicos.
A Aridan protege desde os IGBÁS, as pessoas e a Casa de candomblé.
ASÉ!

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