Baiana Sete Saias

A Baiana Sete Saias nasceu no norte da Bahia num vilarejo chamado Pilão Furado. Era de uma família muito pobre, até que um dia sua mãe, Baiana Dolores, vendeu sua filha para uma dona de cabaré, Dona Carlita, por alguns fardos de arroz, feijão, camarão seco e banha de porco, para alimentar seus outros filhos, Maria Baiana Sete Saias, Maria Saias, Zé Sete Facão, Baiana Sete Coco. 
Sua mãe chorava muito, pois Sete Saias era a mais velha dos filhos a quem ajudava muito nos trabalhos do lar e na pesca de camarão. Ela se despediu da família e foi morar com a dona do cabaré Carlita. 
Sete Saias conta que não era mulher de cabaré, mas sim ajudava a dona Carlita na cozinha, e com os fregueses. Fazia muitas comidas como bobó, acarajé, vatapá, e outras iguarias, até que certo dia um rapaz moreno claro, olhos castanhos, cabelos cacheados e muito belo , começou a frequentar o cabaré. 
Quando Baiana Sete Saias avistou ele, foi paixão na certa, ela nunca tinha namorado. A dona do cabaré tinha muito ciúmes dela com os clientes, por ela ser muito bonita, morena com cabelos até as costas, olhos castanhos claros, sábia, educada, recatada e não aceitava nem um namoro da baiana, mas eles foram se vendo cada vês mais. Ele muito apaixonado pediu sua mão em namoro para dona Carlita. Ela disse não “nem pensar tu tá doido cabra da peste” e proibiu Baiana Sete Saias, de servir o belo rapaz apaixonado. 
Eles não se aguentavam mais de saudades quando marcaram um encontro através de sua amiga Baiana Flor. Ela escreveu um bilhete para Baiana Sete Saias e entregou ao rapaz ela disse “meu amor não consigo ficar sem você quero fugir, vamos?” Então ele respondeu “vamos amorzinho hoje de madrugada”. Naquela noite ela se deitou para dormir, mas não dormiu então quando todos foram dormir sua amiga disse: “vamos, seu amor te espera”, Baiana Sete Saias saiu rapidamente. Lá fora com um burro na carroça esperava seu amor João do Cangaço, eles saíram em disparada com o burro, mas depois de mais ou menos 30 quilômetros, dona Carlita veio atrás de cavalo correndo em disparada chamando Baiana Sete Saias aos gritos. Ela olhava para trás e dizia “vamos ela esta perto de nós vamos, vamos!” 
Em desespero eles não viram um brejo muito fundo e caíram lá. Num piscar de olhos suas vidas se foram por amor, sua dona Carlita chegou até o brejo e não avistou nada. Gritava, chorava e dizia “agora eu te dou sua liberdade”. 
Baiana Sete Saias morreu com 27 anos, virgem. 
Hoje, na Umbanda em evolução fazer a caridade entre o bem e o mal. 
Seus filhos geralmente tem medo de acidente na estrada sem saber o porquê deste medo. 
 
Ponto de Baiana Sete Saias
 
Maria baiana tem sete saias,
Para trabalhar na Umbanda.
No meio das sete saias,
Tem uma que tem mironga.
Baiana faz e não manda,
Não tem medo de demanda,
Baiana feiticeira,
Filha de Nagô,
Trabalha com pó de pemba,
Pra ajudar Babalaô.
Baiana sim,
Baiana vem,
Quebra a mandinga com dendê.

Baianos

Saudação:  É da Bahia, meu Pai!
O Baiano representa a força do fragilizado, o que sofreu e aprendeu na “escola da vida” e, portanto, pode ajudar as pessoas. O reconhecido caráter de bravura e irreverência do nordestino migrante,  parece ser  responsável  pelo fato de   os baianos terem se tornado uma entidade de grande freqüência e importância nas giras de todo o país, nos últimos anos.

Os baianos da Umbanda são pouco presentes na literatura umbandista. Povo de fácil relacionamento, comumente aparece em giras de Caboclos e pretos velhos, sua fala é mais fácil de se entender que a fala dos caboclos. Conhecem de tudo um pouco, inclusive a Quimbanda, por isso podem trabalhar tanto na direita desfazendo feitiços, quanto na esquerda.

 

Quando se referem aos Exús usam o termo “Meu Cumpadre”, com quem tem grande afinidade e proximidade, costumam trazer recados do povo da rua, alguns costumam adentrar na Tronqueira para algum “trabalho”.
Enfrentam os invasores (kiumbas, obsessores) de frente, chamando para si toda a carga com falas do gênero “venha me enfrentar, vamos vê se tu pode comigo”.
Buscam sempre o encaminhamento e doutrina, mas quando o zombeteiro não aceita e insiste em perturbar algum médium ou consulente, então o Baiano se encarrega de “amarrá-lo” para que não mais perturbe ou até o dia que tenha se redimido e queira realmente ser ajudado.
Costumam dizer que se estão ali “trabalhando” é porque não foram santos em seu tempo na terra, e também estão ali para passarem um pouco do que sabem e principalmente aprenderem com o povo da terra. São amigos e gostam de conversar e contar causos, mas também sabem dar broncas quando vêem alguma coisa errada.
Nas giras eles se apresentam com forte traço regionalista, principalmente em seu modo de falar cantado, diferente, eles são “do tipo que não levam desaforo pra casa”, possuem uma capacidade de ouvir e aconselhar, conversando bastante, falando baixo e mansamente, são carinhosos e passam segurança ao consulente que tem fé.
Os Baianos na Umbanda são “doutrinados”, se assim podemos dizer, apresentando um comportamento comedido, não xingam, nem provocam ninguém. Os trabalhos com a corrente dos Baianos, trazem muita paz, passando perseverança, para vencermos as dificuldades de nossa jornada terrena.
A Entidade pode vir na linha de Baianos e não ser necessariamente da Bahia, da mesma forma que na linha das crianças nem todas as entidades são realmente crianças.
Os Baianos são das mais humanas entidades dentro do terreiro, por falar e sentir a maioria dos sentimentos dos seus consulentes. Talvez por sua forma fervorosa de se apresentar em seus trabalhados no terreiro, aparentem ser uma das entidades, mais fortes ou dotadas de grande energia (e na verdade são), mas na umbanda não existe o mais forte ou fraco são todos iguais, só a forma do trabalho é que muda. Adoram trabalhar com outras entidades como Erês, Caboclos, Marinheiros, Exús, etc.
São grande admiradores da disciplina e organização dos trabalhos. São consoladores por natureza e adoram dar a disciplina de forma brusca e direta diferente de qualquer entidade.

Características dos Baianos

Comidas:  Coco, cocada, farofa com carne seca.
Bebem:  Água de coco, cachaça, batida de coco.
Fumam:  Cigarro de palha.
Trabalham:  Desmanchando trabalhos de magia negra, dando passes, etc,. São portadores de fortes orações e rezas.
Alguns trabalham benzendo com água e dendê.
Cor: laranja ou qual for definida pela entidade
Apresentação: Usam chapéu de palha ou de couro e falam com sotaque característico nordestino. geralmente usam roupas de couro.
Nomes de Alguns Baianos: Severino, Zé do Coco, Sete Ponteiros, Mané Baiano, Zé do Berimbau, Maria do Alto do Morro, Zé do Trilho Verde, Maria Bonita, Gentilero, Maria do Balaio, Maria Baiana, Maria dos Remédios, Zé do Prado, Chiquinho Cangaceiro, Zé Pelintra (que trabalham também na linha de Malandros).
Na linha dos baianos usam sempre muita mandinga para ajudar os zeladores da casa e os médiuns que respeitem o seu terreiro fazem e não são espalhafatosos, é aí, que aqueles médiuns que se acham os donos da verdade e acham que o terreiro foi feito pra eles, se dão mal.
Me admiro muito das pessoas que dizem que tem tanto tempo no santo e pouco conhecem essa linha que trabalham com muitas ligações com os “compadres”, é como eles chamam os “ Exús”.
Os que pensam que são muitos espertos saem do terreiro sem entender nada e nem reparam que os baianos os afastam sem maior problemas e ainda fazem que eles levem os seus piores pensamentos e seus orgulhos.
Salve! o povo baiano, salve! Zé do Coco.
Linha dos Baianos

A Linha dos Baianos é formada por Espíritos alegres, brincalhões e descontraídos. Gostam muito de desmanchar demandas. São conselheiros e orientadores e gostam muito dos rituais em que trabalham, girando e dançando com passos próprios.

Agradecem às festas que lhe são oferecidas; bebem batida de coco e comem comidas típicas da cozinha baiana.

O Povo Baiano vem ao Terreiro para trazer seu Axé, sua Energia Positiva. A gira é sempre muito animada. São Entidades que tem muito a nos ensinar, sempre com uma resposta certeira e rápida para nossas questões.

Com seus cocos  azeite de dendê, comidas e cantigas típicas da região, realizam trabalhos em prol da evolução espiritual de todos. Por terem vivido em épocas mais recentes, são Espíritos mais próximos de nós.

Baiana do Balaio

Nas giras eles se apresentam com forte traço regionalista, com sotaque característico. Gostam de conversar e contar causos, mas também dão broncas.
São “do tipo que não levam desaforo pra casa”, possuem uma capacidade de ouvir e aconselhar, conversam bastante, falam baixo e manso, são carinhosos e passam segurança ao consulente.

Entre os nomes mais populares de baianos estão:

 
Severino da Bahia, Zé do Coco, Zé da Lua, Simão do Bonfim, João do Coqueiro, Maria das Graças, Maria das Candeias, Sete Ponteiros, Mané Baiano, Zé do Berimbau, Maria do Alto Do Morro, Zé do Trilho Verde, Maria do Balaio, Maria Baiana, Maria dos Remédios e Zé do Prado.

Alguns dos baianos supostamente foram cangaceiros do bando de Lampião, associados no imaginário popular à luta contra as injustiças sociais. Incluem, além do próprio Lampião, Corisco, Maria Bonita, Jacinto, Raimundo, Cabeleira, Zé do Sertão, Sinhô Pereira, Chumbinho e Sabino.

Têm sido associados aos baianos também os “malandros”, inspirados no tipo tradicional do malandro carioca, possivelmente as entidades mais ambivalentes da Umbanda, visto aparecerem também como exus. O mais conhecido é Zé Pelintra, ao qual se associam Zé Navalha, Sete-Facadas, Zé-da-Madrugada, Sete-Navalhadas, Zé da Lapa e Nego da Lapa, entre outros.

Baianos

Uma das linhas mais vistas nos terreiros de umbanda. A linha de baianos se mostra com espíritos que sabemos que são verdadeiros trabalhadores. Cada baiano é um pau pra toda obra mesmo. Prestativos e sempre prontos para auxiliar as pessoas que lhes pedem ajuda. São regidos pela Orixá da Coroa do Médium ou pai ou mãe de cabeça e sempre estão dispostos a nos tirar do sufoco.
São espíritos muito “vividos” e por isso sempre têm bons conselhos a nos dar quando nos encontramos perdidos e sem saber que rumo tomar. Lembremos que têm como regente a Mãe Iansã, por isso são ótimos movimentadores, e quando estamos parados ou estagnados eles nos dão “aquele empurrãozinho” que logo nos colocam em movimento. Apesar de alguns demonstrarem um arquétipo brando, não gostam de ver nada parado e por isso são muito requisitados para arrumarem empregos pelos consulentes, seja para o próprio consulente ou para algum familiar dele.
Trabalham a favor da luz desmanchando feitiços, quebrando magias negativas, desatando amarrações e desfazendo todo e qualquer tipo de trabalho feito contra os seus filhos de fé. Bem como diz este conhecido ponto:
 

“Se ele é baiano agora que eu quero ver,

dançar catira no azeite de dendê…

Eu quero ver os baianos de aruanda trabalhando na Umbanda pra Quimbanda não vencer!”

 

Lembrando, a referência à Quimbanda se deve ao fato de que, provavelmente, na época que este ponto foi passado ser esta a denominação dada a uma seita que praticava magia negativa. Nesta época tinha-se Umbanda como “Magia Branca” e Quimbanda como “Magia Negra”.
Voltando aos baianos, estes espíritos são muito requisitados nos templos Umbandistas e sempre atendem aos pedidos que lhes são feitos. É claro que dentro do possível e de seus limites divinos, mas até mesmo algumas coisas que parecem ser impossíveis eles conseguem.
Alguns baianos trabalham com a cura e através de suas poderosas rezas, orações e trabalhos magísticos eles conseguem livrar os consulentes de doenças já diagnosticadas e algumas até mesmo “incuráveis”, mas é como dizemos: “O que não curam os médicos do plano material, curam os do plano espiritual e o que não curam os médicos do plano espiritual, curam os do plano material.”
 
E tenham certeza, muitos baianos, assim como espíritos de outras linhas da Umbanda, são verdadeiros médicos. Mesmo apresentando um arquétipo típico de um povo sem “cultura”, simples e humilde, saibam que estes espíritos trabalhadores na linha da cura estudaram cerca de cinco vezes mais do que estudam os médicos do plano material. Isto se deve ao fato deles estudarem a ciência espiritual, e esta ciência é muito mais complexa e delicada do que a do plano material.
No plano espiritual existem verdadeiras universidades de ensino e o espírito que se apresenta como “espírito da linha da cura” é um espírito que já passou por todos os níveis destas universidades e hoje ostenta o este grau. E isso se aplica a todas as linhas do ritual de Umbanda com exceção das infantis (Crianças e Exus-Mirins), pois estes se encontram em outro plano da vida e realizam curas através de outro processo, mas sabemos que existem Caboclos, Boiadeiros, Marinheiros, Exus, Baianos e principalmente Preto-Velhos que atuam na linha da cura. Estes últimos (Preto-Velhos) são os que têm maiores numero de espíritos que atuam nesta linha, pois todos os preto-velhos são grandes curadores.
Em uma matéria posterior comentaremos mais a respeito da linha da cura.
Na linha dos baianos encontramos além de espíritos em intermediação, espíritos que em vida foram cultuadores dos sagrados Orixás. Alguns deles encarnaram no nordeste brasileiro e outros em outras regiões do mundo para onde também os negros africanos foram migrados. Assim como alguns baianos foram babalaôs africanos que por feição e grau evolutivo preferem atuar na linha de baianos ao invés de adentrar em uma das linhas de Preto-Velhos. salve a Bahia senhor …

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