Angola Tumba Junçara

O Tumba Junçara foi fundado em 1919 em Acupe, na Rua Campo Grande, Santo Amaro da Purificação, Bahia, por dois irmãos de esteira cujos nomes eram: Manoel Rodrigues do Nascimento (dijina: Kambambe) e Manoel Ciriaco de Jesus (dijina: Ludyamungongo), ambos iniciados em 13 de junho de 1910 por Maria Genoveva do Bonfim, mais conhecida como Maria Nenem (Mam’etu Tuenda UnZambi, sua dijina), que era Mam’etu Riá N’Kisi do Terreiro Tumbensi, casa de Angola mais antiga da Bahia. 
Kambambe e Ludyamungongo tiveram Sinhá Badá como mãe-pequena e Tio Joaquim como pai-pequeno.
O Tumba Junçara foi transferido para Pitanga, no mesmo município, e depois para o Beiru. Após algum tempo, foi novamente transferido, para a Ladeira do Pepino nº 70, e finalmente para Ladeira da Vila América, nº 2, Travessa nº 30, Avenida Vasco da Gama (que hoje se chama Vila Colombina) nº 30 – Vasco da Gama, Salvador, Bahia.
Na época da fundação, os dois irmãos de esteira receberam de Sinhá Maria Nenem os cargos de Tata Kimbanda Kambambe e Tata Ludyamungongo. Manoel Ciriaco de Jesus fez muitas lideranças de várias casas, como Emiliana do Terreiro do Bogum, Mãe Menininha do Gantois, Ilê Babá Agboulá (Amoreiras), onde obteve cargos. Tata Nlundi ia Mungongo teve como seu primeiro filho de santo (rianga) Ricardino, cuja dijina era Angorense.
 
No primeiro barco (recolhimento) de Tata Nlundi ia Mungongo, foram iniciados 06 azenza (plural de muzenza). Em sendo o seu primeiro barco, ele chamou o pessoal do Bogum para ajudar. Os 03 primeiros azenza do barco foram iniciados segundo os fundamentos do Bogun: Angorense (Mukisi Hongolo), Nanansi (Mukisi Nzumba) e Jijau (Mukisi Kavungu), os 03 outros azenza foram iniciados segundo os fundamentos do Tumba Junçara.
 
No Rio de Janeiro, fundou, com o Sr. Deoclecio (dijina: Luemim), uma casa de culto em Vilar dos Teles (não se sabe a data da fundação nem a relação de pessoas iniciadas). Dentre as pessoas iniciadas, ainda existe, na Rua do Carmo, 34, Vilar dos Teles, uma delas, Tata Talagy, filho de Sr. Deoclecio .
 
Com a morte de Manoel Rodrigues do Nascimento (Kambambe), que assumira sozinho a direção do Tumba Junçara, Manoel Ciriaco de Jesus (Ludyamungongo) assumiu a direção até sua morte, a qual ocorreu em 4 de dezembro de 1965.
Com a morte de Manoel Ciriaco de Jesus (Ludyamungongo), assumiu a direção do Tumba Junçara a Sra. Maria José de Jesus (Deré Lubidí), que foi responsável pelo ritual denominado Ntambi de Ciriaco, juntamente com o sr. Narciso Oliveira (Tata Senzala) e o sr. Nilton Marofá.
Deré Lubidí era Mam’etu Riá N’Kisi do Ntumbensara, hoje situado à Rua Alto do Genipapeiro – Plataforma, Salvador, Bahia, e de responsabilidade do sr. Antonio Messias (Kajaungongo).
Em 13 de dezembro de 1965, após o ritual de Ntambi, Maria José de Jesus (Deré Lubidí) passa a direção do Ntumbensara para Benedito Duarte (Tata Nzambangô) e Gregório da Cruz (Tata Lemboracimbe), e em ato secreto é empossada Mam’etu Riá N’Kisi do Tumba Junçara.
Maria José de Jesus (Deré Lubidí), em 1924 recebeu o cargo de Kota Kamukenge do Tumba Junçara, e em 1932, o cargo de Mam’etu Riá N’Kisi. Em 1953 fundou o Ntumbensara, na Rua José Pititinga nº 10 – Cosme de Farias, Salvador, Bahia, que em 18 de outubro de 1964 foi transferido para o Alto do Genipapeiro.
Com o falecimento de Deré Lubidí, assumiu a direção do Tumba Junçara a Sra. Iraildes Maria da Cunha (Mesoeji), nascida aos 26 de junho de 1953 e iniciada em 15 de novembro de 1953, permanecendo no cargo até o presente momento.
Esta é uma síntese do histórico do Tumba Junçara, com agradecimento especial a Esmeraldo Emeterio de Santana Filho, “Tata Zingue Lunbondo”, pelo referente histórico, e também a “Tata Quandiamdembu”, Esmeraldo Emetério de Santana, o Sr. Benzinho, pois sem sua colaboração não poderíamos ter chegado a tais fatos.
 
Postado por centro de cultura afro-brasileira caminho das águas 

Olóòkun ou Olokun

Na Mitologia Ioruba: Olóòkun ou Olokun – No Benin é considerado como do sexo masculino e em Ifé como sendo do sexo feminino, divindade do mar. Proprietário/a (Olo) dos Oceanos (Okun).
Olokun é o Orixá Senhor do mar, é andrógino, metade homem e metade-peixe, de caráter compulsivo, misterioso e violento. Tem a capacidade de transformar. É assustador quando irritado. Na natureza é simbolizado pelo mar profundo e é o verdadeiro dono das profundezas do presente, onde ninguém jamais esteve. 
Representa os segredos do fundo do mar, como ninguém sabe o que está no fundo do mar, apenas Olokun. Também representa a riqueza do fundo do mar e da saúde. Olokun é um dos Orixás mais perigoso e poderoso do culto aos Orixás.
Diz-se que ele foi acorrentado ao fundo do oceano, quando ele tentou matar a humanidade com o dilúvio. Sempre retratado com escudo. Seu culto é na cidade de Lagos, Benin e Ile Ifé. Seu nome vem do ioruba Olokun (Olo: proprietário – Okun: Mar). Representa a riqueza dos fundos marinhos e a saúde. 
Todos os Babalaôs devem cultuá-lo e sempre deve ser assentado com suas 18 ninfas que são suas esposas, as 9 Olossás e as 9 Olonas. Elas são ninfas da água, representa os rios, córregos, lagoas, cachoeiras, nascentes, lagoas, extensões marinhos e de águas pluviais.
No Brasil é cultuada como mãe de Iemanjá e dona do mar (Olokun). 
É cultuada nas casas de candomblé tradicionais, mas não toma parte nas festas, não são entoados cânticos no “xirê”, assim como acontece com outros orixás (Orunmila, Oduduwa). São assentados mas não são “iniciados” iawos para estes orixás.
Com a vinda de sacerdotes africanos para o Brasil, hoje tenta-se resgatar o culto, porém sem identificação pelos fiéis. Talvez por não se ter conhecimento e sincretismo. É homenageada durante a Festa de Iemanjá. 
OLOKUN, orixá de grande importância, ainda pouco conhecido no Brasil, porém muito difundido e cultuado em Cuba e na Nigéria.
As crenças, em geral, são fundamentadas em algo original ou histórico; na África existem inúmeras. Diz-se que Olodumaré vagava pelo espaço, quando somente havia pedras e fogo. Em função do vapor produzido pelas chamas, grande quantidade de nuvens se acumulou no espaço, precipitando sob a forma de chuva. Onde o fogo havia queimado mais, o terreno ficou mais profundo, dando origem aos grandes oceanos que cercam a terra. Neste momento, nascem todas as Iemanjás do mar, desde Ocuté até Olokun, que é a mais alta representação dos orixás, depois de Oduduwa.
Quando o mundo se formou, existia maior quantidade de água do que de terra e, por isso, Olokun ocupa o segundo lugar no panteão yorubá. Esta divindade, também, é conhecida pelo nome de AAGANA-EKUN IJÁ MOAJÉ, que significa “a profundidade dos oceanos, mãe dos peixes e dos caracóis do mundo”. Ninguém sabe o que há no fundo do mar, isto é tratado no signo Iroso Meji (4-4 Meji), um dos signos do meridilogun; daí vindo a reza: OMI TUTO, ANA TUTO, TUTO ILÊ, TUTO ARIKU BABAWA (água fresca em minha vida, água fresca em minha casa, água fresca para todos os espíritos bons desta vida).
Com Olokun vivem dois espíritos: Samugagawa, que simboliza a vida e Acaro, que simboliza a morte. Ambos estão representados nas ferramentas de Olokun.
Este orixá não fala diretamente por sua boca, mas se comunica através de Iemanjá, já que esta foi o primeiro caminho que veio à terra e que, também, se denominou YEMBÓ. 
Gostaria de chamar-lhes a atenção quando digo “caminho de orixá”, pois muitos interpretam mal o que isto significa. 
Por exemplo, Iemanjá possui oito caminhos: 
  1. –  YEMBÓ, 
  2. –  OLOKUN, 
  3. –  MAYELEWÓ, 
  4. –  ASHABÁ, 
  5. –  OCUTÉ, 
  6. –  OCOTÓ, 
  7. –  IBU-ARU 
  8. –  IBU AYEE. 
Estes caminhos estão representados nos sete mares que rodeiam a terra e nas sete reencarnações deste orixá em sua trajetória. 
As ferramentas de OLOKUN são assentadas dentro de um porrão grande, com cerca de sessenta centímetros de altura (significando a superfície e a profundeza do mar). Elas são feitas de chumbo, já que este metal não sofre oxidação pela ação do salitre do mar e é mais barato. Entre as ferramentas, há uma boneca, medindo aproximadamente vinte centímetros, em cujos braços está a representação dos dois espíritos de que falei anteriormente: o da vida e o da morte. No braço direito se pendura um cobra, representado ACARO e no braço esquerdo uma máscara, representando SAMUGAGAWA.

As demais ferramentas são:

 

  •  uma lua cheia, simbolizando a procriação deste orixá;
  •  uma meia lua, representado a alegria contagiante deste orixá na vida;
  •  um sol, indicando que o poder deste orixá é tão grande que tem domínio   sobre aquele;
  •  um timão de barco, significando a boa mãe que é, conduzindo os humanos  pelo caminho correto;
  •  um par de remos, que é a balança entre o bem e o mal do que realizamos   na vida;
  •  uma pequena sereia, a beleza misteriosa;
  •  sete pulseiras ou aros, denotando a procriação de seus sete filhos preferidos: Oyá, Elewara, Ogum, Oxóssi, Asawano, OrishaokóRISHAOKÓ e SHANGO. O nascimento de todos os sete orixás está descrito nos signos desde de Okana até Odi.

Em Cuba, existe a tradição de assentar OLOKUN para todos aqueles que irão fazer YEMANJÁ. OLOKUN só se assenta, ou seja, não se faz na cabeça de ninguém; aos filhos de OLOKUN se faz YEMANJÁ.

Deve-se trocar a água de OLOKUN a cada seis ou sete meses e o assentamento deve ser mantido em um lugar oculto, onde ninguém possa tocá-lo. OLOKUN assentado dentro de um porrão escuro simboliza a escuridão existente no fundo do mar.

Orixá Boromu

Boromu é um orixá do deserto, desconhecido no Brasil, mas considerado em Cuba como esposo de Euá. Muito sábio, é o segredo de Euá e também seu mensageiro. Veste-se de roupas esvoaçantes, da cor da areia. Representa o esqueleto, o que é deixado de um ser humano após a morte.
Seu receptáculo é uma sopeira ou tigela de porcelana vermelha que contém 8 otás e uma mão-cheia de búzios. Seus elekes (colares) são todos vermelhos, mas fecham com uma conta preta e uma branca. Recebe sacrifícios de galos bancos, pombas e porquinhos-da-índia.
Mitos de Boromu
Obatalá teve uma filha muito bonita, virtuosa e inteligente, Euá, que apesar de todos os seus dotes, nunca tinha demonstrado interesse por nenhum homem. Assim foi até que um forasteiro chamado Boromu chegou à cidade e ela mudou de comportamento. Tornou-se arredia, tristonha, desinteressada de tudo. Seu pai, embora sábio, não acreditava – como diziam – que ela estivesse apaixonada. E, mesmo que estivesse, nada a impediria de ser feliz ao lado do forasteiro, que, aos olhos de Obatalá, era merecedor de seu carinho. Contudo, Euá estava grávida e guardava o segredo a sete chaves e Boromu deixara a cidade. Uma noite, sentido as dores do parto, Euá fugiu da casa do pai e embrenhou-se na mata, onde deu à luz um menino. Obatalá, ante o desaparecimento da filha, mobilizou todas as forças possíveis para encontrá-la. O mesmo fez Boromu que, sem saber da gravidez de Euá, deixara a cidade por causa de uma missão que ela lhe confiara. Depois de alguns dias, Boromu encontrou Euá desfalecida na floresta, com o filho dormindo a seu lado. Como temiam a reação de Obatalá, resolveram voltar a seu palácio sem lhe revelar a existência da criança, que esconderam na mata. No dia seguinte, ânimos serenados, Boromu voltou para cuidar do filho e não o encontrou. Ele havia sido levado por Iemanjá, que ouvira o choro da criança e a tomara a seus cuidados. Euá e Boromu nunca mais viram o filho. Diante disso e envergonhados perante Obatalá, os dois foram viver no cemitério. Hoje, Boromu representa os ossos, o que restou de um ser humano. Euá, triste e amargurada, cumpre o papel de entregar a Oiá os cadáveres que Obaluaiê conduz a Orixá Okô, para serem devorados e se transformarem de novo na lama inicial.

Lenda: Assim nasceu o Candomblé

ASSIM NASCEU O CANDOMBLÉ

No começo não havia separação entre o Orum, o Céu dos orixás, e o Aiê, a Terra dos humanos.

 

Homens e divindades iam e vinham, coabitando e dividindo vidas e aventuras.
Conta-se que, quando o Orum fazia limite com o Aiê, um ser humano tocou o Orum com as mãos sujas.
O céu imaculado do Orixá fora conspurcado.
O branco imaculado de Obatalá se perdera.
Oxalá foi reclamar a Olorum.
Olorum, Senhor do Céu, Deus Supremo, irado com a sujeira, o desperdício e a displicência dos mortais, soprou enfurecido seu sopro divino e separou para sempre o Céu da Terra.
Assim, o Orum separou-se do mundo dos homens e nenhum homem poderia ir ao Orum e retornar de lá com vida. E os orixás também não podiam vir à Terra com seus corpos. Agora havia o mundo dos homens e o dos orixás, separados. Isoladas dos humanos habitantes do Aiê, as divindades entristeceram.
Os orixás tinham saudades de suas peripécias entre os humanos e andavam tristes e amuados.
Foram queixar-se com Olodumare, que acabou consentindo que os orixás pudessem vez por outra retornar à Terra.
Para isso, entretanto, teriam que tomar o corpo material de seus devotos.
Foi a condição imposta por Olodumare.
Oxum, que antes gostava de vir à Terra brincar com as mulheres, dividindo com elas sua formosura e vaidade, ensinando-lhes feitiços de adorável sedução e irresistível encanto, recebeu de Olorum um novo encargo: preparar os mortais para receberem em seus corpos os orixás.
Oxum fez oferendas a Exu para propiciar sua delicada missão.
De seu sucesso dependia a alegria dos seus irmãos e amigos orixás.
Veio ao Aiê e juntou as mulheres à sua volta, banhou seus corpos com ervas preciosas, cortou seus cabelos, raspou suas cabeças, pintou seus corpos.
Pintou suas cabeças com pintinhas brancas, como as pintas das penas da conquém, como as penas da galinha-d’angola. Vestiu-as com belíssimos panos e fartos laços, enfeitou-as com jóias e coroas.
O ori, a cabeça, ela adornou ainda com a pena ecodidé, pluma vermelha, rara e misteriosa do papagaio-da-costa. Nas mãos as fez levar abebés, espadas, cetros, e nos pulsos, dúzias de dourados indés.
O colo cobriu com voltas e voltas de coloridas contas e múltiplas fieiras de búzios, cerâmicas e corais.
Na cabeça pôs um cone feito de manteiga de ori, finas ervas e obi mascado, com todo condimento de que gostam os orixás.
Esse oxo atrairia o orixá ao ori da iniciada e o orixá não tinha como se enganar em seu retorno ao Aiê.
Finalmente as pequenas esposas estavam feitas, estavam prontas, e estavam odara.
As iaôs eram as noivas mais bonitas que a vaidade de Oxum conseguia imaginar. Estavam prontas para os deuses. 
Os orixás agora tinham seus cavalos, podiam retornar com segurança ao Aiê, podiam cavalgar o corpo das devotas.
Os humanos faziam oferendas aos orixás, convidando-os à Terra, aos corpos das iaôs.
Então os orixás vinham e tomavam seus cavalos.
E, enquanto os homens tocavam seus tambores, vibrando os batás e agogôs, soando os xequerês e adjás, enquanto os homens cantavam e davam vivas e aplaudiam, convidando todos os humanos iniciados para a roda do xirê, os orixás dançavam e dançavam e dançavam.
Os orixás podiam de novo conviver com os mortais.
Os orixás estavam felizes.
Na roda das feitas, no corpo das iaôs,
eles dançavam e dançavam e dançavam.
Estava inventado o candomblé.

 

O Poder das 7 Ervas

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Arruda: é umas das ervas mais poderosas para combater inveja e olho-gordo. A arruda já era conhecida e usada na antiga Grécia e Roma. Foi popularizada no Brasil pelas escravas na época na colonização. Quando colocada num ambiente, além de proteger, emite vibrações de prosperidade e entusiasmo. Podemos ter sempre um galho de arruda junto ao corpo para reter as energias negativas.

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Guiné: em um ambiente tem o poder de criar um “campo de força” de proteção, bloqueando as energias negativas e emitindo vibrações otimistas. Atrai sorte e felicidade. Cria uma energia de bem-estar nos ambientes.

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Alecrim: é uma erva que tonifica as pessoas e os ambientes. É considerado também um poderoso estimulante natural, favorecendo as atividades mentais, estudos e trabalho. Favorece e fortifica o ânimo e vitalidade das pessoas. Agindo em conjunto com arruda, “segura” as energias de inveja, mau-olhado e fofocas.

 

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Comigo-ninguém-pode: o nome da erva já diz tudo. Afasta e quebra todas as energias negativas dos ambientes. Em uso conjunto com espada de São Jorge quebra feitiços, magia e mau-olhado. Além deste super poderes é uma planta muito bonita para qualquer ambiente.

 

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Espada de São Jorge: por causa de suas folhas pontudas é facilmente associada ao poder de cortar as energias negativas, a inveja, olho-gordo, magia, etc. Alguns dizem que espanta os maus espíritos. Ao cortar as energias negativas, a erva atrai coragem e prosperidade.

 

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Manjericão: Além do delicioso sabor que passa como tempero da cozinha italiana, o manjericão, quando exposto num ambiente, tem a propriedade de acalmar e trazer paz de espírito a todos. Ao acalmar as tensões, afastamos os pensamentos negativos e nuvens negras.

 

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Pimenteira: esta planta combate as energias pesadas e ariscas. É uma planta de vibração estimulante, afrodisíaca, tonificante e atrai boas energias para o amor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Candomblé e a Sexualidade!

 Hoje eu vou falar sobre um assunto muito polêmico, posso até está indo longe demais. Bom não sei, acho que Sexo, é uma necessidade básica como comer, beber ou ir ao banheiro, e porque esse tabu tão grande, em pleno século 21?
Durante a iniciação e as obrigações, ficamos em resguardo de diversas coisas, mas no nosso imaginário o sexo é a maior deles. Bom seria por nossa educação “católica” e hipócrita? Acho que sim.
Lendo diversos artigos sobre a sexualidade nas tribos africanas, podemos notar que não existe essa preocupação tão grande, onde fazer sexo não é pecado. Alias a religião dos orixás não tem pecado.
No meu entendimento, o fato de nos resguardarmos do sexo é como os demais preceitos. São lições de humildade e do afastamento do individuo dos prazeres da carne, para estar mais próximo ao divino, além de demonstração de dedicação. Então baseado nisso eu vou tentar, no meu ponto de vista, responder algumas perguntas que sempre ouço:

O Orixá condena o sexo?

Não, o orixá é natureza, e partindo desse principio a reprodução é super importante. Porém devemos, segundo os ensinamentos do orixá, nos resguardar durante as obrigações, pois estamos dedicados diretamente ao orixá.

O que é corpo sujo?

Bom essa é uma expressão antiga, que explica o seguinte: Quantos temos envolvimento sexual acabamos tendo uma troca de energia. É como se você estivesse com a mente presa ao sexo e por isso que após o ato sexual para que possamos ter contato com o orixá, temos que tomar nosso banho de erva (omim eró), e segundo os antigos o ideal é ficar de 12 à 24hs sem ter contato com nada do orixá. Tendo em vista também outra explicação: O orixá desposa nosso corpo, ou seja, nós entramos em transe onde recebemos a energia do orixá, então para que possamos estar inteiramente dedicados e concentrados, temos que está em resguardo, ou seja corpo limpo, não só de sexo, mas de bebidas, bagunças e etc.

Por que existe tantos homossexuais no candomblé?

 

A casa de santo, não distingue ninguém, nem pela cor, raça ou condição sexual. Então homossexuais encontram no candomblé, uma família, que muitas vezes não tem em casa, e o mais importante a compreensão. Ele ou ela, entende que no candomblé, as pessoas crescem por merecimento, não por estarem no padrão que é imposto pela sociedade, e assim ganham um objetivo pelo qual lutar.

O Candomblé é contra o uso de preservativos?

Esse é um ponto que é muito discutido, afinal não existe nenhuma itã (lenda) ou Orikí (poema). Onde o orixá se diz contra. Na minha opinião, se Olodumare deu inteligência ao homem para criar mecanismos que ajudem a controlar a natalidade e assim evitar tantos filhos indesejados e o aumento da pobreza, é por que o homem tem que usar isso para o bem. Lógico que usar disso como pretexto para sair por aí mostrando seu corpo e tendo vários parceiros é errado.

Existe alguma explicação para a bissexualidade na religião dos orixás?

Algumas pessoas usam algumas lendas dos orixás, para explicar a bissexualidade. Só que tanto a bissexualidade quanto a homossexualidade existe na natureza. Animais muitas vezes tem extinto homo ou bi, como a religião dos orixás, é totalmente baseada na natureza e no comportamento humano, acredito que daí tenha surgido algumas itãs, que são citadas, como as de Logun e de Odé. Odé que teria morado um tempo com Ossaim, sendo por ele mantido sobre feitiços.
Quero deixar claro que o candomblé, é uma religião que foi muito massacrada e não está aqui para fazer o mesmo com ninguém. Outras religiões, jogam para baixo do tapete aquilo que julgam o lixo da sociedade. Nós, povo do santo, estamos aqui para orientar, guiar e tentar fazer com que o outro sinta bem. Deixamos claro que não apoiamos a poligamia nem a prostituição e achamos a pedofilia um crime imperdoável, pois pessoas que passam por abusos, tanto crianças como adultos, carregam isso para sempre. É como se algo dentro delas morressem. 
Então você que está sofrendo por não se aceitar como homossexual ou bissexual, ou sofreu algum abuso, procure uma casa de candomblé, e busque orientação.  E que Ogum sempre nos proteja. 

Axexê

Sem o axexê não existe o começou, não há existência, ele é a a passagem da existência individual de cada um, pois o corpo aqui no aiê, a terra, é apenas um duble, um instrumento. E o fim dessa passagem que dá inicio a um dos rituais mais emocionantes do candomblé.

A Origem

Diz uma lenda yorubá, que quando o pai de Oyá morreu, ela dançou durante 7 dias em homenagem a seu saudoso pai, então vendo esse ato de amor, Olodumare teria dado a Oyá o poder sobre os mortos e ela se tornaria patrona do culto a Egungun. Sendo assim estava criado o axexê.

Os iniciados e a morte

Quando iniciamos no candomblé, fica bem claro que estaremos ligados a nossos orixás enquanto tivermos vida, e que após nossa morte, retornamos para o mesmo barro primordial que vinhemos. Mas para que isso seja feito, e para que nosso encontro com Olorun seja completo, é feito o axexê, afinal somos ligados a nosso axé individual, o adoxu, além dos outro símbolos, como o ibá, nosso assentamento. Na maioria dos casas de candomblé tradicionais, nós partimos mas nossos assentamentos, que seriam nossos axés, ficam no egbé, na sociedade do candomblé, principalmente se essa pessoa já for um babá ou uma yá, somente se a pessoa tiver Bara assentado, que seria o exú que rege o corpo, esse sim é quebrado como significado do rompimento da filho com o material. Para muitos zeladores, é um erro “despachar” as coisas, porém na maior parte das vezes, quando o filho ainda é um iaô, os ibás são entregues a natureza assim como seu quelê e outros objetos, lembrando que é durante do ritual, através do jogo de búzios que o egum, o espirito, destina o seus pertences.

Como é o ritual?

O ritual dura 7 dias a partir da morte e é cheio de etapas, e geralmente feito a noite, porém existe um grande preparo que antecede tudo isso, afinal o xirê é apenas a parte publica do axexê, e não é o meu objetivo revelar aqui, mas existem certos pontos que devem ser lembrando como, todos cobrem a cabeça,  as mulheres cobrem o pescoço com o ojá, o uso do branco é imprescindível  em hipótese alguma se fala o nome de qualquer individuo presente, pois acredita-se que caso você chame pelo nome Ikú, a morte, pode ouvir. E então são entoados cantigas a Egungun, onde os iniciados cantam e dançam e então os orixás diretamente ligados a Egungun chegam, como Oyá, Ogum, Omolu. O papel de Exú também é muito importante e ele está presente em muitos rituais que acontecem para o preparo do axexê, principalmente Babá Sakuerã, o exú dos ancestrais.

E após o falecimento de meu zelador, o que fazer?

 

Essa é uma questão difícil de lidar, porque para nós do candomblé o nosso zelador, é muito mais que um pai, o laço emocional é muito forte. Para mim não existe esse negócio que morreu não é mais meu pai ou mãe. O que me foi ensinado é que após isso acontecer, tomamos um ebó e um bori, com o herdeiro do axé, porém entramos também na questão politica. O ideal é esperar e deixar que o próprio orixá encontre seu novo zelador.
Eu espero ter falado um pouco sobre esse assunto, o axexê é algo muito complexo, mas meu objetivo aqui é ressaltar que é um ritual muito importante, e nós que nosso iniciados, devemos deixar tudo escrito para nossa família, caso ela não seja do candomblé, falando que está confiado a seu zelador que cuide de todos os preceitos após sua partida, pois isso é importante para que você descanse em paz, mesmo sendo um assunto difícil, é a única certeza que temos é que um dia, voltaremos para perto de Olodumare. 

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