Ciganos dançando com a natureza

Para facilitar a interação Terra/Céu, os ciganos dançam descalços.
Há uma variedade de danças: do lenço, do punhal, da fogueira etc.
O que se pode verificar, porém, é que a cigana, embora tenha movimentos aparentemente sensuais,ela é pudica, e jamais veremos além de seus tornozelos nos seus rodopios e meneios.
Para evitar acidentes durante o bailado e coreografias,as ciganas usam sobre-saias até em número de sete.
Daí, ciganas estereotipadas como as das novelas e filmes nada têm a ver com a realidade.
Na dança, o cigano procura desenvolver uma relação telúrica, conectar-se com a natureza e deixar fluir para a superfície física do ser, todos os sentimentos mais íntimos.
Assim, nota-se perfeitamente o sinal de êxtase de uma cigana ao rodopiar e fazer seus movimentos gentis, ao sacudir seu pandeiro ou ao som do atrito das castanholas.
Para os ciganos, dançar é celebrar a vida e se ligar a Deus.
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Os Ciganos que participaram na História Mundial

Charles Godfrey Leland

Nasceu na Filadélfia, Pensilvânia, em 15 de agosto de 1824. Poucos dias após o seu nascimento, uma velha ama holandesa levou-o ao sótão de sua casa e realizou um ritual. Ela colocou seu seio sobre uma Bíblia, uma chave e uma faca e, então, pôs velas acesas, dinheiro e um prato com sal sobre a cabeça. O propósito do rito era que o menino vencesse na vida e tivesse sorte para ser um escolástico e um sábio. Ele cresceu como uma criança fascinada pelo folclore e pela magia, e foi presenteado com histórias e contos de fantasmas, bruxas e fadas.
A família, sendo próspera, vivia em uma casa que possuía empregados e, com um deles – uma imigrante holandesa -, ele aprendeu a respeito de fadas, e com outro – uma negra que trabalhava na cozinha -, ele aprendeu a respeito de vodu. Mudando-se para a Inglaterra, em 1870, Leland começou seu estudo acerca de ciganos ingleses e era particularmente interessado no folclore deles. Com o decorrer do tempo, ganhou a confiança do “Rei dos Ciganos” na Inglaterra, Matty Cooper.
Com Cooper, Leland aprendeu a falar o romani, a língua dos ciganos, embora isso tenha ocorrido muitos anos antes de o povo cigano tê-lo aceito como um deles. Durante esse período, ele escreveu seus dois livros clássicos a respeito dos ciganos e estabeleceu-se como a autoridade máxima nesse assunto. Em 1888, tornou-se o primeiro presidente da Sociedade da Sabedoria Cigana.
Leland foi um escolástico, folclorista e autor que escreveu inúmeros livros clássicos a respeito de ciganos ingleses e bruxas italianas. Isso inclui Etruscan Roman Remains, Legends of Florence, The Gypsies, Gypsy Sorcery e, entre estes e outros, destaca-se Aradia: O Evangelho das Bruxas (lançado pela Madras Editora). Charles Godfrey Leland desencarnou em 2 de março de 1903.

Washington Luís Pereira de o Souza – Rio de Janeiro (1926-1957)

Presidente do Brasil (15/11/1926-24/10/1930), foi o último presidente democrático da República Velha. Ele pertenceu a uma família de ciganos Calon. Libertou os prisioneiros políticos e parou o toque de recolher que estava em vigor quando ele assumiu o governo. Era o escritor e historiador, e depois do retorno do exílio foi eleito membro da Academia Brasileira de Literatura.

Juscelino Kubitschek de Oliveira – Minas Gerais (1902-1976)

Presidente de Brasil (31/1/1956-31/1/1961), pelo Partido Democrático Social (esquerda moderada). Seu avô era um cigano Tcheco, Jan Kubícek, nascido em Trebon, Bohemia. Durante o governo dele não havia os prisioneiros de consciência. JK (como ele é normalmente conhecido) transformou o Brasil em um poder industrial, fundou a indústria do automóvel e desenvolveu a construção de estradas ao longo da nação. Sua melhor realização foi a fundação de Brasília.

Juan de Dios Ramírez Heredia y Montoya – Espanha – (1942)

O jornalista e escritor, foi o primeiro membro Cigano do Parlamento europeu (1994-1999), para o Partido Socialista. Em 1995 ele foi designado membro Honorário do Conselho da Vida Européia, depois de ter sido o membro da Assembléia de Parlamento desde 1983. Em 1996 ele fundou o Unión Romaní que é a principal associação cigana na Espanha. Ele é o autor de várias publicações que lidam com assuntos sociais como também idioma de Romany e gramática.

CHARLES CHAPLIN – Reino Unido
(1889 -1977)

Charles Spencer Chaplin, seus pais eram os artistas de música de saguão.
Ele se sentia fortemente identificado com os judeus e se manifestou em defesa das pessoas judias. Sua mãe chamava-se Hannah Smith, era cigana do clã Romanichel.

Elvis Presley – USA – (1935-1977)

Não é necessário explicar quem foi Elvis Aaron Presley. Talvez o que é menos conhecido dele é que os antepassados entravam na Alemanha em princípios de o 18º século e o sobrenome original era Pressler. Eles eram ciganos do clã Sinto , também chamados de “Chicanere” ou “Melungeons”. Também sua mãe era do clã Romanichel, pois possuía o sobrenome Smith.

Texto de AMARANTHA THALVIL

Rituais Ciganos

                         Ritual Cigano para atrair dinheiro para sua casa

1 punhado de folhas de louro (seco)

1 punhado de erva-doce (seca)

1 recipiente para queimar as ervas

Como Fazer:

Faça uma defumação com as folhas de louro e erva-doce, dos fundos de sua casa, até a porta da frente, dizendo:
“Que esta casa tenha sempre dinheiro e fartura”.

Ritual Cigano para o trabalho

1 maçã vermelha
2 pregos novos

Como fazer:

Obs: Ideal fazer este encanto numa sexta-feira 13.
Pegue a maça vermelha e crave os dois pregos em pontos opostos da fruta. Vá até uma árvore, que poderá ser até em sua residência e enterre-a aos pés da árvore, mas não esqueça de marcar bem o local. É importante que durante este ritual você tenha o pensamento centralizado em seu desejo e necessidade de um emprego. Quando você conseguir o emprego, desenterre a maça, guarde os pregos, como um amuleto de proteção do seu trabalho e a fruta jogue no lixo.

Ritual cigano para o amor

1 maça vermelha
1 pires ou prato branco
1 rolinho de fita vermelha
2 colheres de mel de abelha

Como fazer:

Corte a maça no meio (de cima para baixo). Escreva num pedacinho de papel o nome de seu amor e coloque o papel no meio das duas partes da maça. Coloque o mel junto ao papel e feche a maça. Com a linha vermelha envolva toda a maça(envolva-a com a linha) e coloque num pires ou prato branco. Deixe num local escondido de sua casa durante 7 dias. No oitavo dia coloque a maça com o prato no jardim.
Se você ainda não tem um pretendente, coloque no papel um amor de verdade” assim com certeza você vai encontrar alguém muito especial.

Ritual Cigano para a saúde 

1 dente de alho
1 pedaço de papel com o nome das pessoas que moram em sua casa

Como fazer:

Enrole o dente de alho com o papel que tem o nome das pessoas que moram em sua casa, depois envolva tudo num plástico transparente, por fim, prenda com fita adesiva num quadro de sua casa. É muito importante que durante o ritual você peça a proteção de Santa Sara.

Ritual Cigano para esquecer um amor

1 pedaço de papel branco

Como fazer:

Numa noite de domingo, escreva em um papel branco o nome da pessoa que você quer esquecer, dobre o papel sete vezes, enterre-o em um jardim e jogue sete punhados de terra sobre ele, dizendo: “Que a força desta terra cubra os meus pensamentos e eu esqueça o fulano”. Em sete semanas a pessoa não fará mais parte dos seus pensamentos amorosos.

Os Ciganos e a Umbanda Divina

OS CIGANOS E A ESPIRITUALIDADE 

“Eu vi um formoso Cigano Sentado na beira do Rio Com seus cabelos negros E os olhos cor de anil Quando eu me aproximava o cigano me chamou Com seus dados nas mãos O cigano me falou Seus caminhos estão abertos Na saúde, na paz e amor, Foi se despedindo e me abençoou Eu não sou daqui, mas vou levar saudades, Eu sou o Cigano Pablo, lá das Três Trindades.”
 
Esta linha de trabalhos espirituais já é muito antiga dentro da  Umbanda, e “carregam as falanges ciganas juntamente com as falanges orientais uma importância muito elevada, sendo cultuadas por todo um seguimento espírita e que se explica por suas próprias razões, elegendo a prioridade de trabalho dentro da ordem natural das coisas em suas próprias tendências e especialidades.
 
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Assim, numerosas correntes ciganas estão a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores e dirigentes aqueles espíritos mais evoluídos e antigos dentro da ordem de aprendizado, confundindo-se muitas vezes pela repetição dos nomes comuns apresentados para melhor reconhecimento, preservando os costumes como forma de trabalho e respeito, facilitando a possibilidade de ampliar suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam no universo astral seu paradeiro, como ocorre com todas as outras correntes do espaço.
 
 
O povo cigano designado ao encarne na Terra, através dos tempos e de todo o trabalho desenvolvido até então, conseguiu conquistar um lugar de razoável importância dentro deste contexto espiritual, tendo muitos deles alçado a graça de seguirem para outros espaços de maior evolução espiritual, juntamente com outros grupos de espíritos, também de longa data de reencarnações repetidas na Terra e de grande contribuição, caridade e aprendizado no plano imaterial.

A argumentação de que espíritos ciganos não deveriam falar por não ciganos ou por médiuns não ciganos e que se assim o fizessem deveriam faze-lo no idioma próprio de seu povo, é totalmente descabida e está em desarranjo total com os ensinamentos da espiritualidade sua doutrina evangélica, até as impossíveis limitações que se pretende implantar com essa afirmação na evolução do espírito humano e na lei de causa e efeito, pretendendo alterar a obra divina do Criador e da justiça divina como se possível fosse, pretendendo questionar os desígnios da criação e carregar para o universo espiritual nossas diminutas limitações e desinformação, fato que nos levaria a inviabilização doutrinária.

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Bem como a eleger nossa estada na Terra como mera passagem e de grande prepotência discriminatória, destituindo lamentavelmente de legitimidade as obras divinas.
 
Outrossim, mantêm-se as falanges ciganas, tanto quanto todas as outras, organizadas dentro dos quadros ocidentais e dos mistérios que não nos é possível relatar. Obras existem, que dão conta de suas atuações dentro de seu plano de trabalho, chegando mesmo a divulgar passagens de suas encarnações terrenas.
 
Agem no plano da saúde, do amor e do conhecimento, suportam princípios magísticos e tem um tratamento todo especial e diferenciado de outras correntes e falanges.
Ao contrário do que se pensa os espíritos ciganos reinam em suas correntes preferencialmente dentro do plano da luz e positivo, não trabalhando a serviço do mau e trazendo uma contribuição inesgotável aos homens e aos seus pares, claro que dentro do critério de merecimento, tanto quanto qualquer outro espírito teremos aqueles que não agem dentro desse contexto e se encontram espalhados pela escuridão e a seus serviços, por não serem diferentes de nenhum outro espírito humano.
 
Trabalham preferencialmente na vibração da direita e aqueles que trabalham na vibração da esquerda, não são os mesmo espíritos de ex ciganos, que mantêm-se na direita, como não poderia deixar de ser, e, ostentam a condição de Guardiões e Guardiãs.
O que existe são os Exús Ciganos e as Moças Ciganas, que são verdadeiros Guardiões à serviço da luz nas trevas, como todo Guardião e Guardiã dentro de seus reinos de atuação, cada um com seu próprio nome de identificação dentro do nome de força coletivo, trabalhando na atuação do plano negativo à serviço da justiça divina, com suas falanges e trabalhadores, levando seus nomes de mistérios coletivos e individuais de identificação, assunto este que levaria uma obra inteira para se abordar e não se esgotaria.
Contudo, encontramos no plano positivo falanges diversas chefiadas por ciganos diversos em planos de atuação diversos, porém, o tratamento religioso não se difere muito e se mantêm dentro de algumas características gerais.
Imenso é o número de espíritos ciganos que alcançaram lugar de destaque no plano espiritual e são responsáveis pela regência e atuação em mistérios do plano de luz e seus serviços, carregando a mística de seu povo como característica e identificação.

Dentro os mais conhecidos, podemos citar os ciganos Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros, da mesma forma as ciganas, como Esmeralda, Carme, Salomé, Carmensita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também.

É imprescindível que se afirme que na ordem elencada dos nomes não existe hierarquia, apenas lembrança e critério de notoriedade, sem contudo, contrariar a notoriedade de todos os outros ciganos e ciganas, que são muitos e com o mesmo valor e importância.
 
Por sua própria razão diferenciada, também diferenciado como dissemos é a forma de cultuá-los, sem pretender em tempo algum estabelecer regras ou esgotar o assunto, o que jamais foi nossa pretensão, mesmo porque não possuímos conhecimento de para tanto. A razão é que a respeito sofremos de uma carência muito grande de informação sobre o assunto e a intenção é dividir o que conseguimos aprender a respeito deste seguimento e tratamento.
Somos sabedores que muitas outras forças também existem e o que passamos neste trabalho são maneiras simples a respeito, sem entrar em fundamentos mais aprofundados, o que é bom deixar induvidosamente claro.
É importante que se esclareça, que a vinculação vibratória é de axé dos espíritos ciganos, tem relação estreita com as cores estilizadas no culto e também com os incensos, pratica muito utilizada entre ciganos.
Os ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada cigano tem  sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação é utilizada para velas em seu louvor. Uma das cores, a de vinculação raramente se torna conhecida, mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc. Os incensos são sempre utilizados em seus trabalhos e de acordo com o que se pretende fazer ou alcançar.
 
 
Para o cigano de trabalho se possível deve-se manter um altar separado do altar geral, o que não quer dizer que não se possa cultua-lo no altar normal.
Devendo esse altar manter sua imagem, o incenso apropriado, uma taça com água e outra com vinho, mantendo a pedra da cor de preferencia do cigano em um suporte de alumínio, fazendo oferendas periódicas para ciganos, mantendo-o iluminado sempre com vela branca e outra da cor referenciada. Da mesma forma quando se tratar de ciganas, apenas alterando a bebida para licor doce.
 
 
E sempre que possível derramar algumas gotas de azeite doce na pedra, deixando por três dias e depois limpá-la.
Os espíritos ciganos gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante fruta, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, podendo se encher jarras de vinho tinto com um pouco de mel.
 
Podendo ainda fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal e leva-los ao forno, por alguns minutos, muitas flores silvestres, rosas, velas de todas as cores e se possível incenso de lótus. 
As saias das ciganas são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o punhal, os dados, os cristais, a dança e a música, moedas, medalhas, são sempre instrumentos magísticos de trabalho dos ciganos em geral.
 
Os ciganos trabalham com seus encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, olhando por dentro das pessoas e dos seus olhos. Uma das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza.
 
Um dia alguém resolveu sair e ousou subir às alturas e descobriu o mundo da luz e suas belezas. Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo, retornou à escuridão e contou o que aconteceu.
Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também. Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza.
 
Deus então, preocupado em atende-los, concedeu e concordou com o pedido, determinando então, que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder e em troca concedia-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselha-las para o bem.
É muito comum usar-se em trabalhos ciganos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes e escolher datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua…”
 
Trecho extraído do livro “Rituais e Mistérios do povo Cigano” de Nelson Pires Filho Ed.Madras

O LENÇO PARA OS CIGANOS

O LENÇO É UM SIMBOLISMO FORTE ENTRE OS CIGANOS.

 

 

Significa a aliança da mulher casada em sinal de respeito e fidelidade. Santa Sara Kali protege as mulheres que querem ser mães e sentem dificuldades em engravidar. Protege, também, os partos difíceis. Basta ter fé na sua energia.
 
Peça mais importante do vestuário dos ciganos. Quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz:”Dalto chucar diklô” (Te darei um bonito lenço).
 
Oferecer um lenço para Santa Sara Kali, é uma forma de agradecer uma graça ou reforçar um pedido. Muitas que não conseguiam ter filhos faziam promessas para ela, no sentido de que, se concebessem, iriam para Saintes-Maries-de-La-Mer no Sul da França onde existe a cripta de Santa Sara Kali, na qual existem muitos lenços em sinal de graças de mulheres que engravidaram e tiveram seus filhos sadios.
 
O lenço pode ser oferecido em nome de qualquer pedido,não apenas com relação a fertilidade, Santa Sara Kali protege o povo cigano e atende os pedidos de qualquer natureza de quem tem fé.
 

Amarelo ou Dourado: Louvores Agradecimento por Vitória Alcançada

Azul: Proteção, Luz Espiritual poder Intuitivo, Filhos.

Branco: Paz de Espírito, Casamento Agradecimentos em Geral.

Lilás: Carinho Amor Correspondido

Púrpura: Prestigio e Vantagens Profissionais

Prateado: Benefícios em geral

Rosa: Amor, Compaixão e Maternidade.

Verde: Saúde, Bens Adquiridos e Vitalidade.

A maneira mais indicada é colocar o lenço sobre a cabeça da Imagem de Santa Sara Kali e Deixar por 21 dias consecutivos.

CIGANA THAYLA, E CIGANA THYALA

 (CIGANAS INDIANAS)

São Ciganas irmãs gêmeas , tendo cabelos negros, bem escuros , nariz fino, rosto fino, pele quase morena, diferente das demais pessoas dessa etnia, olhos azuis , com vestimentas indianas de cor azul, quase da cor azul da caneta bic.
 
Ambas são gêmeas idênticas , trabalhando juntas, apesar de cigana Thyala ser mais magra e um pouco menor de estatura , pouca coisa, em relação a sua irmã cigana Thayla.
 
As mesmas, trabalham em uma vibração para os negócios, em especial aqueles onde se trabalha “atrás do balcão” , comerciantes fixos, pois seu pai era um negociante Indiano dos negócios dos tecidos.
 
Ambas o ajudavam nos seus negócios, sendo filhas únicas, tendo sua mãe falecido logo após seu nascimento.
 
São ciganas de um semblante mais sério, denotam serem mulheres independentes, do tipo daquelas administradoras, porém também vibram em uma energia da área dos negócios em geral.
 
Ambas gostam de damasco, uma fruta de origem da china , Rússia e árabe.

Costumes das mulheres ciganas

 O povo cigano une diversas culturas. Mesmo apresentando semelhanças, homens e mulheres de diferentes lugares e condições sociais vivenciam desafios igualmente diferentes. Nesse sentido, a situação da mulher cigana não pode ser simplesmente classificada dentro de estereótipos já tão conhecidos. Dentro de uma cultura que parece muito machista aos não ciganos, é preciso avançar com respeito. Quem é a mulher cigana? Ou melhor, quem são as mulheres ciganas? São perguntas que não nos atrevemos a responder.

 

A mulher cigana se casa cedo, em geral antes dos 20 anos. Os filhos são muito bem-vindos, já que a família é o valor mais importante para o cigano, seja ele de qualquer condição social. Os casamentos ainda são acertados entre as famílias, mas hoje existe uma flexibilidade maior no sentido de ouvir os noivos, saber se eles desejam a união. Há ciganas que se casam por volta dos 14 anos. Tranquilamente, elas explicam que dentro da comunidade cigana o casamento acertado não tem nada de estranho, é cultural. Elas contam que as ciganas   em sua maioria são donas de casa.

“Tem muitas mulheres com pouco estudo, não têm experiência quase nenhuma. Muitas são costureiras, fazem bordado, mas é somente para a família. Ninguém também se interessa, acham que as ciganas vão roubar. As pessoas nem se interessam, porque as pessoas olham para eles de outro jeito, diferente de quem não é cigano”.

A educação é uma questão delicada para a mulher cigana. Mas há grandes diferenças entre os grupos itinerantes e as comunidades que fixaram residência. A cigana nômade tem muito mais dificuldade de acesso à educação e aos serviços de saúde do que as mulheres que vivem nas cidades, onde a convivência com os não ciganos é mais próxima. Já se encontram ciganas com formação universitária, que avaliam que a educação não interfere no orgulho que elas têm de pertencer ao povo cigano. Mas algumas vezes essa caminhada tem um preço. Existem até ciganas que já rompeu com a família para continuar os estudos. Ciganas registradas no Brasil,  que foram nômades e passaram por diversos países sul-americanos. Apesar de estarem distanciadas da comunidade cigana, elas trabalham na tentativa de diminuir os estereótipos que envolvem o povo cigano, e que apresentam a mulher apenas como alguém que lê a mão, dança de forma sedutora e com olhares de mistério. Elas destacam que o analfabetismo entre as mulheres pode se relacionar de forma direta com a violação dos direitos.

Quase ninguém sabe que muitas mulheres ciganas foram esterilizadas forçadamente no leste europeu e na Espanha, recentemente elas apareceram e falaram sobre essas questões. E elas foram, entre outros motivos, porque não sabiam ler. Os médicos no leste europeu faziam as ciganas firmar um papel que dizia que elas queriam ser esterilizadas, e elas assinavam. É uma coisa simples, uma questão pragmática do que é ter seus direitos violados por nem saber ler”.

A primeira cigana brasileira a se graduar em 1976 foi Mirian Stanescon ela é advogada e confirma que não foi fácil seguir estudando, e segue trabalhando desde então pelo resgate da cidadadania do povo cigano. Mirian integra o Conselho de Promoção da Igualdade Racial e aponta que a situação das ciganas nômades é realmente mais complicada no que diz respeito à educação e aos serviços de saúde. Mirian explica que um dos costumes ciganos é que a mulher não seja tocada por outro homem que não seja o seu marido.

“A mulher cigana às vezes não vai a um ginecologista. Não estou falando dos ciganos que já estão sedentarizados não. Aqueles ciganos mais arraigados, mais tradicionais, eles ficam meio assim de deixar a mulher ir a um ginecologista homem. O ideal é que quando uma cigana visita um hospital, que tenha uma ginecologista mulher, ela ficaria mais à vontade e o marido não teria aquela história de que a mulher foi tocada por outro homem. Aí as pessoas falam que é cafona, é careta, mas é uma tradição do povo cigano que a mulher não seja tocada por outro homem, e há que respeitar, não é verdade?”.

Mas essa não é a única questão relacionada com a saúde que afeta as mulheres ciganas. A doença vem como uma humilhação para a mulher cigana, sendo que muitas vezes elas abandonam o tratamento assim que experimentam uma pequena melhora. As ciganas analfabetas chegam a fugir do hospital sem esperar a alta. Além disso, como a cultura cigana é bastante permissiva ao homem, ela conta que estão acontecendo casos em que os maridos passam doenças sexualmente transmissíveis para suas esposas.

“Elas não conhecem métodos contraceptivos, não usam camisinha. Estão acontecendo algumas coisas ruins, principalmente nos acampamentos, porque alguns ciganos dão um pulinho fora e alguns ciganos já andaram infectando suas esposas pelo HIV e com moléstias sexualmente transmissíveis”.

Em andanças pelos acampamentos, tem sido constatado também muitos casos de consumo excessivo de álcool e depressão entre as mulheres ciganas. Uma certa tristeza e um incorformismo são vistos, e têm origem em razões culturais e sociais. A televisão apresenta uma realidade muito diferente do que é vivenciado entre os ciganos itinerantes, que se percebem sem escolaridade e sem condições de adquirir os produtos mostrados a todo momento na tela da TV. Aliás, esse é um problema social que não atinge apenas à parcela mais pobre do povo cigano, mas se coloca também para grande parte da população brasileira. Mas os conflitos culturais também têm se mostrado com mais força. Conta-se o caso de uma jovem cigana que queria ir ao cinema de minissaia e foi rechaçada pelos pais e pela comunidade.

“E a menina saiu de calça jeans, de minissaia não podia, porque segundo as nossas regras, mulher cigana não mostra as pernas. Esse conflito vai começar a acontecer. Aquela menina de 14 anos, que já disse que não vai casar tão cedo porque ela quer terminar os estudos, ela já queria usar a minissaia. Isso vai ser normal acontecer, e acontece com os ciganos acampados, porque os ciganos não acampados, que estão em suas casas e já estão estudando, eles são mais amenos”.

O mundo cigano se mostra assim, como um universo com muitas facetas, onde tradição e modernidade se encaram todo o tempo. Os ciganos seguem trilhando seus caminhos e desafios, pedindo respeito por seus costumes. Como essas tradições irão permanecer dentro das comunidades, é algo que apenas o tempo dirá.

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