Maria Padilha Rainha das 7 encruzilhadas

 

 

 

 

 

 

 

O nome Maria Padilha significa Rainha do Fogo, Maria Padilha. Ela é conhecida por muitas variantes que revelam algumas qualidades ou característica desta mulher. Por receber outros apoios ao seu nome alguns podem pensar que se trata de outra Pomba gira, mas na realidade é ela: “Rainha dos Infernos”, “Rainha do Candomblé”, “Rainha das Marias”, “Rainha das Facas”, “Mulher de Lúcifer”, “Rainha da Malandragem”, “Rainha dos Ciganos”, etc. Em cada lugar lhe dão diferentes sobrenomes, que na realidade buscam elogiar essa entidade e transmitir uma maior intimidade. Porém só existe uma Maria Padilha com muitas características e que trabalha em vários lugares diferentes, como encruzilhadas, cemitérios, cabarés entre outras. Embora esse espírito possa ter tido varias encarnações e muitas histórias.

 

 Dentre suas inúmeras atribuições Pomba Gira Maria Padilha é conhecida por sua eficiência e rapidez, e está entre as mais populares das Pomba giras. Às vezes ela é chamada de “rainha sem coroa”, e isso certamente se refere à Maria histórica, que era a rainha do coração de D. Pedro. Seu arquétipo descreve certo tipo de mulher, aquele que exige respeito, e cujo comportamento é real, mesmo se ela é pobre ou da classe trabalhadora. Maria também é um exemplo perfeito de como “espíritos novos” nascem: lendas cresceram em torno da mulher real, que tinha uma reputação de feiticeira, e dentro de cem anos, as bruxas em Espanha e Portugal estavam usando seu nome e chamando seu espírito para ajudar los em suas magias.

 

Tem predileção – igual ao seu principal marido, Rei das Sete Liras (Lúcifer) – pelas navalhas e armas brancas em geral, especialmente aquelas que são afiadas e pequenas. Possui numerosos amantes ou parceiros, com os quais pode trabalhar, sendo essa parceira que protegerá a determinada pessoa.

 

Maria Padilha costuma se apresentar como uma mulher formosa, de longos cabelos negros, pele morena, sua idade e físico variam também de acordo com o tipo de caminho ou passagem desta Pomba Gira, pois existem passagens jovens e velhas, mas não importando a idade que apresentem têm o dom da sedução.

 

Ela gosta de luxo, dos homens, de dinheiro, das joias, da boa vida, dos jogos de azar, de baile e da música. É uma grande bailarina, cujos movimentos podem incluir passos das ciganas em alguns momentos, mexendo sensualmente seus braços, como quem desfruta plenamente de seduzir com o corpo em movimento. Seu porte é altivo e majestoso, possui características das mulheres que não tem medo de nada.

 

É muito requisitada para atrair amantes, abrir os caminhos, amarrar parceiras, mas principalmente é muito temida por sua frieza e seu implacável poder na questão de demandas. Algumas das principais Pomba Giras que estão dentro de sua falange, abaixo de sua ordem são: Maria Mulambo; Maria Quitéria; Maria Lixeira; Maria Mirongueira; Maria das Almas; Maria da Praia; Maria Cigana; Maria Tunica; Maria Rosa; Maria Colodina; Maria Farrapos; Maria Alagoana; Maria Bahiana e Maria Navalha.

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Seja papagaio solto, não fale. Aja!

zé e o papagaio

zé e o papagaiozé e o papagaio

MIRONGAS DA VOVÓ MARIA CONGA

 

 

            

O que é mironga?

 

Mironga é como chamamos a “magia” de preto-velho, a mandinga dos espíritos que se apresentam como negros idosos e sábios para ajudar os filhos que os procuram.

Aqui vão algumas mirongas que essa nega véia tem a ensinar para resolver as dificuldades do coração, muito comum nos queixumes e pedidos de auxílio dos filhos da Terra.
Leia tudo com muita atenção e principalmente, aplique isso no seu dia-dia.

 

1 – Como você poderá levar felicidade e alegria para outra pessoa? Primeiro relacione-se com seu eu interior. Depois busque alguém.

2 – Assuma a responsabilidade pelo seu relacionamento. Não é magia, inveja, ciúmes de terceiros, etc, que irá separar aquilo que o amor uniu.

3 – É claro que também nenhuma simpatia, reza ou trabalho irá unir ou “amarrar” aquilo que a falta de carinho desuniu.

4 – Simplificando: quem procura as coisas ocultas para resolver problemas sentimentais é imaturo. Ruim do juízo e doente do coração.

5 – Desapegue-se! Porque o amor é um sentimento livre. Um eterno querer bem. Um carinho incondicional. Quase um sentimento de devoção. Se vc “gosta” tanto de alguém, que prefere ele “morto” do que feliz com outra pessoa, escute: Isso não é amor! Simples ilusão disfarçando o egoísmo…

6 – Aprenda que ninguém irá te completar. Você já é completo! Mas quando um relacionamento é calcado no mais puro amor, muito do amado vive no amante, e muito do amante pra sempre viverá no amado. Quer milagre maior que esse?

 

 

7 – Às vazes é melhor sozinho do que mal acompanhado! Sabedoria popular…, mas o que têm de doutor e doutora que não consegue entender isso.

8 – Ponha o pé no chão, se não é o momento de encontrar sua alma gêmea nesta vida, pare de enfeitar suas próprias desilusões com devaneios. Encare a realidade de frente.

9 – A vida vai passando, com ele/a, ou sem ele/a. E a morte se aproximando…

10 – Por isso, vão viver a vida meus filhos! Quem sabe ela não está guardando um presente para vocês? Não existe mironga maior que essa!

Ass: Preta, véia Conga que só ama suncês tudo…

Não se deve assoviar dentro de casa ou no Ilê. Por que?

assovio

 

Esù é o Dono do Assovio e assoviar é provocá-lo. 

Seus assovios são intempestivos e penetrantes de tal maneira que assustam os velhos, e estes não se atrevem jamais a assoviar, com medo que Esù responda.  É ele quem assovia nas paragens desertas e nas casas abandonadas, a noite é o domínio de “entidades” de todos os tipos, mas durante o dia há horas perigosas que convém levar em conta: o meio-dia e às seis da tarde, quando vagam algumas “entidades” durante alguns momentos e nestes horários Esù abandona as portas e as casa ficam sem defesa, e se assoviarem durante este período, qualquer um destes poderá entrar na casa… 

Esta é a razão pela qual se verte água na porta da rua e ninguém deve entrar ou sair de uma casa nestes horários. A meia-noite a pior de todas as horas, já transitam Egungun, Èsù e Àjés com toda liberdade, então em hipótese alguma assovie, sobre tudo em altas horas da noite…

Esù está difundido por todas as partes “em uma rede numerosa”, todos se comunicam entre si, se enganam mutuamente – “o Esù da porta, quando recebe a oferenda de um animal destinado, somente ele, dá um jeito de afastar o Esú da esquina” – ou se solidarizam uns com os outros por vingança. 

O que guarda a porta confabula com o da esquina, o da esquina com o dos quatro caminhos, o dos quatro caminhos com o da floresta e assim sucessivamente… Desta forma é necessário que o da porta esteja satisfeito, “que seja ofertado antes de todos” conforme dispôs Olófin, segundo certas versões de Ifá e de acordo com outras, para que não atrapalhe a trajetória normal da vida e para que este Esù não assovie para o Esù da esquina, o encrenqueiro e revoltado, o qual, por sua vez, não assoviará para o Esù dos quatro caminhos e este, para o Esù da Floresta e assim por diante… 

Se o da porta assoviar e se eles acudirem a seu chamado, todos se introduzirão numa casa e nela ocorrerá alguma tragédia lamentável. “Para aquele que assovia, todos os Esù entendem que lhe estão chamando para adentrar a casa e a pessoa padece as consequências…  É essencial contentar Esù e não provocá-lo com assovios ou com qualquer outro tabu… Emboscados em cada caminho, dispões de nossa vida em todos os momentos, pode jogar com ela como bem entender. Dono das chaves que “abrem e fecham os caminhos e portas”, do Além e da Terra, aos Deuses e Mortais… e as abre e fecha à sorte e à desgraça, segundo seus caprichos… embora pequeno, temos de considerar Esù, sem discussão, o mais temível dos Òrìsà… 

 

Então porque Òsányín assovia? Este direito lhe é concedido porque Òsányín pertence à família de Esù. Embora parente não seja e de forma alguma um “caminho de Èsù” e sim uma Divindade totalmente distinta, assim como Ale “o inventor da aguardente” também pertence a esta família, mas não é Esù. Se por um descuido você assoviar na mata se apresentarão Òsányín e Esù e a eles você deverá prestar conta do chamado… deixe esta prática de assoviar na floresta para os caçadores e admiradores de pássaros silvestres.

Cafeomancia (Leitura da Borra do Café)

 

 

 


“O café inspira e aproxima as pessoas, estimula o cérebro, alegra o espírito e revela o futuro”


Antes de falarmos dos Atendimentos de Cafeomancia, precisamos conhecer um pouco da história da descoberta do café.

Não há evidência real sobre a descoberta do café, mas há muitas lendas que relatam sua possível origem. Segundo a lenda, há muito tempo atrás, um jovem pastor chamado Kaldi, tomando conta do seu rebanho de cabras em uma montanha árida e ressecada em Kaffa, na Absínia, hoje Etiópia – onde somente algumas pobres moitas esqueléticas conseguiam incrustar suas raízes nas rochas, observou que, durante a noite, alguns de seus animais desapareciam atrás da montanha durante algumas horas, e voltavam saltitantes. Kaldi ficou irrequieto, pois estava convencido que suas cabras estavam possuídas pelo diabo. Uma noite ele seguiu os seus animais e os viu pastarem com um notável prazer pelos pequenos grãos vermelhos que se encontravam sob o arbusto que nunca tinha visto.

No final de alguns minutos desta refeição imprevista, as cabras e o “velho bode” começaram a dançar à luz da lua. Kaldi recolheu alguns grãos e os comeu com tanto prazer que ficou na sua boca uma agradável sensação de frescor. O resultado foi inesperado: assim como os carneiros, Kaldi começou a dançar. Nunca houve na Terra um pastor Tão alegre.

Kaldi comentou sobre os frutos com um monge da região, que decidiu experimentá-los. O monge apanhou um pouco das frutas e levou consigo até o monastério. Ele começou a utilizar os frutos na forma de infusão, percebendo que a bebida o ajudava a resistir ao sono enquanto orava ou em suas longas horas de leitura do breviário. Esta descoberta se espalhou rapidamente entre os monastérios, criando uma demanda pela bebida.

As evidências mostram que o café foi cultivado pela primeira vez in natura, nos monastérios islâmicos no Yêmen por volta de 575. O conhecimento dos efeitos da bebida disseminou-se pela África do Norte e chegou a Arábia que manteve o monopólio. Em 1000 d.C., os árabes começaram a preparar uma infusão com as cerejas, fervendo-as em água.

Somente no século XIV, o processo de torrefação foi desenvolvido pela primeira vez na Pérsia e finalmente a bebida adquiriu um aspecto mais parecido com o dos dias de hoje.

O café teve inimigos mesmo entre os árabes, que consideravam suas propriedades contrárias às leis do profeta Mohammad. No entanto logo o café venceu essas resistências e até os doutores maometanos aderiram à bebida para favorecer a digestão, alegrar o espírito e afastar o sono, segundo os escritores da época.

O café foi considerado o vinho do islã uma vez que a religião mulçumana não permitia a bebida alcoólica. A difusão da bebida no mundo árabe foi bastante rápida.

O café era servido nas mesquitas, nos lares, fazendo parte da alimentação árabe. Em 1475, foi promulgada uma lei permitindo à mulher pedir o divórcio, se o marido fosse incapaz de lhe prover uma quantidade diária da bebida.

O café tornou-se de grande importância para os Árabes, que tinham completo controle sobre o cultivo e preparação da bebida. Na época, o café era um produto guardado a sete chaves. A partir de 1615 o café começou a ser saboreado no Continente Europeu, contrabandeado por viajantes holandeses, em suas frequentes viagens ao oriente. Em 1675, o café foi levado para a Turquia e para a Itália, mas a bebida, considerada maometana, era proibida aos cristãos e somente foi liberado após o Papa Clemente VIII provar a bebida, gostar e abençoar o café, pondo por terra a perseguição do café por alguns cristãos fanáticos.

No mundo árabe, a cerimônia de preparar e servir o café faz parte da tão conhecida hospitalidade árabe, é sinal de que a visita é bem-vinda e honrada por seu anfitrião. No dia a dia, o café é preparado em pequenas quantidades também em um bule especial sem tampa. O café depois de pronto é servido em outro bule especial limpo acompanhado de pequenas xícaras sem alça. O café árabe não é coado, espera-se a borra sentar no fundo para servir.

 

A Cafeomancia veio logo após a Chegada do café ao mundo árabe.

 

Muito difundida nos países árabes, tornando-se uma de suas mais ricas tradições, principalmente no Irã, na Turquia e no Sul da Rússia, onde era praticada pelas cortes dos grandes czares e responsável por decisões importantes para a Humanidade.

Posteriormente, foi introduzida na Europa, no século XVIII, sendo a França o primeiro país a adotá-la. Mais tarde, foi a vez da Itália, na cidade de Veneza, partindo para o resto do mundo. Essa prática divinatória árabe era usada pelas odaliscas dos sultões antigos que, através da Borra do café, previa qual odalisca seria escolhida para aquela noite.

Atualmente a prática da Cafeomancia é muito difundida pelos ciganos e utilizada na Turquia e nos países do norte da África, que conservam essa prática há vários séculos, passando-a de geração a geração.

Nas famílias árabes mais tradicionais, ainda hoje as mães leem as xícaras “sujas” dos filhos e dos maridos depois do almoço.

Para os árabes, a borra de café revela segredos e indica caminhos.


Antes da arte divinatória da cafeomancia já existia a Teimancia (leitura nas folhas do chá), praticada na Ásia pelos chineses e japoneses e muito utilizadas pelos ciganos que já ganhavam respeito entre os nobres da antiguidade.

A Cafeomancia é uma arte divinatória usada para analisar e orientar o futuro

através da leitura da borra de café, que aparece na parede e fundo de uma xícara, depois de bebê-lo. A cafeomancia mostrará o presente e o futuro próximo. O passado, será mostrado apenas se tiver relação com o presente ou com o futuro.

Ler a Borra de Café é uma arte assim como ler os Hieroglifos.

A energia da pessoa que degusta o café influencia e se mostra através da xícara e do pires, nos resíduos de café, mostrando conceitos e caminhos. Essa leitura é extremamente eficiente, pois o café teve contato direto com a “porta da vida” ou com a “porta da respiração” — a boca. A boca é um órgão especial, no qual se comunicam o corpo, o espírito e a alma, com o mundo exterior que é simbolizado pelo ar. É o local no qual o corpo, o corpo etérico e o corpo astral se unem.

O café é um fruto da terra, que precisa de água para se transformar em bebida, de fogo para ferver a água, e da passagem pela “porta do ar”, para ser sentido. Ou seja, são quatro as bases que tomam parte do processo — terra, água, fogo e ar (espírito). Portanto, esta leitura da borra do café, a boca que representará o elemento ar, poderá ser substituída pelo pensamento focado que também se utiliza, do elemento ar – a mente.

 

Dentro dos costumes da época, acreditava-se que quando havia uma previsão de maus presságios, devia-se quebrar a xícara para evitar o mal. E quando desejava-se realizar o que o presságio dizia, guardava-se a xícara até o acontecimento. A xícara era guardada em um pano preto.

 

 

 “O Café conquistou os Árabes, foi abençoado pelo Papa, conquistou o mundo e trouxe riquezas para muitos “



Perfume Cigano

Cada aroma é direcionado para uma finalidade, despertando as melhores sensações em quem os usa. Seja você tocado também por toda magia do Povo Cigano!

 

 

Mistério Cigano Aroma – Incenso Toda a magia e mistério do povo cigano. Atrai bons fluídos e afasta toda energia negativa, age como um protetor dos chacras. Usado também para energização e limpeza do ambiente. Indicado para Dia e Noite.

 

Rosa Gitana Aroma – Rosas Vermelhas Ajudam a desenvolver a sensualidade, e despertam a libido. Ajuda a desbloquear os chacras e livrar a aura de miasmas espirituais, deixando a pessoa descarregada de energias negativas. É ótimo contra depressão. Indicado para a Noite.

 

Juan Miguel Aroma – Ervas Finas.  Aroma meio-cítrico. Direcionado para proporcionar bem estar, criando um campo de força energético afastando energias negativas.  Direcionado para proporcionar bem estar, criando um campo de força energético afastando energias negativas. Indicado para o Dia e Noite.

 

Cheiro de Maria Aroma –  Trás paz de espírito, tranqüilidade e harmonia. Usado Também como proteção energética. Indicado para Dia e Noite.

 

Kelimaske Aroma – Melancia Kelimaske em Romani significa Alegria. Nada mais apropriado para esta fragrância, direcionada para o bem estar, trazendo sensação de alegria a todo o momento. Aroma cítrico, doce e marcante. Indicado para o dia.

 

Pecado Cigano Aroma – Indefinido Fragrância Cítrica, recorda o aroma de maçã. Direcionado totalmente para o erotismo. Desperta os desejos e segredos mais intensos. Deixe a paixão cigana te envolver!

 

Ganesha Aroma – Flor de Lótus Fragrância doce, inspirado no grande Lorde Ganesha, é direcionado para atração e realização de bens materiais. Elevando a auto- estima, melhorando o astral e assim auxiliando na conquista do que se almeja. Indicado para Dia e Noite.

 

Sedução Aroma – Morango com Champanhe Aroma doce, delicado e sensível… Tem poderes afrodisíacos despertando a sensualidade, atração, desejo e o amor. A mais pura Magia Cigana. Indicado para a noite.

 

Cáffa Aroma – Café A palavra “Café” Vem do árabe Kahoua ou Qahwa (o Excitante). Perfume sensual, direcionado para momentos marcantes, ativa o libido sexual, atua também como antidepressivo e eleva a auto-estima. Indicado para Noite.

 

Porque Choram os Homens Aroma – Chocolate com Pimenta Aroma ousado, envolvente e afrodisíaco, contém pimentas desidratadas (não ardem em contato com a pele). Adocicado e amadeirado. Direcionado para estimular libido, proporcionando o único e verdadeiro fogo cigano. Indicado para a Noite.

Amor – romã Aroma – Vinho trás consigo toda magia cigana, de nossas festas, paixões e sentimentos mais intensos… O verdadeiro aroma do Vinho Cigano. Desperta atração, estimula desejos e elevar o ego de quem o usa.

Albinos, as Pessoas Abençoadas por Òsàlá

    • ALBINOOKOK
Com efeito, podemos afirmar que a religião dos Òrìsàs, por meio das suas histórias, dogmas e costumes, consegue esclarecer tudo o que existe no mundo. Nessa oportunidade, vamos transcrever uma antiga história Nàgó, que nos explica o surgimento de pessoas albinas, que são consagradas à Òsàlá, mas que são dessa forma, por conta de uma magia inicialmente desenvolvida e praticada por Èsù, que a perdeu após uma disputa insensata com a grande Divindade Funfun.
 
Essa história nos ensina igualmente, que jamais devemos querer ser mais que os nossos mais velhos, que devemos respeitar a sua antiguidade, que não podemos aumentar a nossa idade de iniciação e que sempre devemos seguir as orientações dos nossos sacerdotes. Como costuma-se dizer  na Casa de Òsùmàrè: “orelha não passa cabeça”.
 
Naquela época, Èsù queria ganhar notoriedade e, para isso, queria convencer a todos que ele era mais antigo que Òsàlá. Ao longo de muito tempo eles discutiram com o objetivo de provar qual dos dois era o mais antigo. Òsàlá afirmava que quando Èsù surgiu, ele já estava no mundo há muito tempo.
 
Diante desse cenário, as demais Divindades se reuniram, propondo que Èsù e Òsàlá se confrontassem, com o objetivo de provar qual era o mais antigo. Ambos foram consultar Ifá, o Deus da Adivinhação, para saber o que deveria ser feito. Òsàlá seguiu todas as recomendações de Ifá, por outro lado, Èsù as negligenciou.
 
Quando chegou a data do confronto, todas as Divindades se reuniram para presenciar Èsù e Òsàlá disputarem o posto de mais antigo. Òsàlá inicialmente tocou Èsù que imediatamente caiu, fazendo com que as Divindades exclamassem: “Epa Baba”. Èsù, insatisfeito, levantou-se e tocou a cabeça de Òsàlá, tornando-o um anão. As Divindades ficaram impressionadas e, também, exclamaram “Epa Èsù”. Ao longo de um grande espaço de tempo, Èsù e Ósàlá ficaram disputando, tentando mostrar quem tinha mais poder, quem tinha mais magia e, por consequência, quem era o mais antigo.
 
Num dado momento, Èsù tirou de sua cabeça uma pequena cabaça (Ado), na qual tinha uma poderosa magia. Èsù pegou a magia existente dentro dessa cabaça e soprou em direção de Òsàlá, fazendo surgir uma grande nuvem branca de fumaça. Quando essa nuvem se desfez, Òsàlá não era mais um homem negro, ele havia si tornado totalmente branco (albino). Èsù começou a dizer: “Eu sou o mais velho, Eu sou o mais antigo, Eu tenho mais poder que Òsàlá”.
 
Òsàlá de forma muito serena e calma, retirou do seu Filá, um grande poder, impregnado de Asè. Ele pegou essa magia (Afose), tocando-lhe a boca, dando força às suas palavras. Feito isso, ele disse: “Èsù, eu ordeno que venha até mim e me entregue a sua cabaça com a magia que existe nela”. Èsù, hipnotizado pela força da palavra de Òsàlá, foi em direção do mesmo, entregando-lhe a cabaça com a magia. Todos exclamaram: “Epa Baba”. Òsàlá pegou a cabaça e mostrou a todos que estavam presentes, afirmando que, a partir daquele dia, somente ele, Òsàlá, teria o poder de tornar as pessoas albinas e que essa magia, que outrora pertencia a Èsù, era agora de sua propriedade, que ele era mais velho que Èsù.
 
Todas as Divindades ficaram espantadas com a forma com que Èsù obedeceu à Òsàlá e, começaram a exclamar: “Alabalaasè” (ele é o senhor da força, do poder). As Divindades falaram: “Òsàlá é mais antigo que Èsù, Òsàlá tomou o poder de Èsù”.
 
 
Òsàlá disse que, todas as pessoas albinas que surgissem no mundo, seriam fruto da sua vontade e que, seriam consagradas à ele e abençoadas por ele.
 

Texto copiado da Casa de Òsùmàrè

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