A Importância da Galinha d’Angola no Culto aos Orixás

Naquele tempo a galinha d’angola era inteiramente preta e vivia só e infeliz dentro da mata. Para resolver seus problemas de solidão, foi consultar o adivinho de Obatalá para que lhe indicasse um ebó que lhe permitisse conseguir uma companheira como todos os demais bichos possuíam. Chegando à casa do adivinho, o pobre animal não foi por ele recebido porque, sendo completamente preto, não poderia entrar numa casa onde o Orixá do Branco era cultuado, pois a cor preta era considerada como uma grande ofensa.
Desolado, o bicho que apesar de viver só era muito rico, reuniu uma grande quantidade de alimentos e saiu sem rumo, na esperança de encontrar em outro lugar qualquer, alguém que lhe fizesse companhia.
Depois de muito caminhar encontrou, numa clareira, um velho muito estropiado que gemendo, estendeu-lhe as mãos dizendo:
– “DÁ-ME UM POUCO DE COMIDA E DE ÁGUA, POIS ESTOU EXAUSTO E JÁ NÃO POSSO CONSEGUIR ALIMENTO PARA MINHA PRÓPRIA SOBREVIVÊNCIA”.
Condoído, Etú serviu de seu próprio alimento ao velho e saciou-lhe a sede com a água que trazia dentro de uma cabaça.
Logo que acabou de comer, o pobre velho, de tão enfraquecido, caiu em sono profundo e, ao despertar muitas horas depois, deparou com Etú que preocupado, velava por seu sono.
Já refeito, o velho perguntou:
– “que fazes sozinho no interior desta floresta? não sabes que ela é sagrada e que só os iniciados podem adentrá-la?”.
– “ando sem destino. nasci só e sempre vivi só. minha aparência é muito repugnante e minha feiura impede que as pessoas permitam que me aproxime delas”. Replicou a ave.
– “tua feiura exterior nada é, comparada com tua beleza interior. aproxima-te mais e, como recompensa pela tua bondade, modificarei um pouco a tua aparência”.
Ordenou o velho.
Pegando pó de efun o velho, que outro não era que o próprio OBATALÁ, soprou sobre o corpo de Etú deixando-o, a partir de então, todo pintalgado. Reunindo alguns elementos sagrados, modelou um cone que colocou no alto de sua cabeça dizendo:
– “A PARTIR DE HOJE, SERÁS O ANIMAL MAIS IMPORTANTE NA RELIGIÃO DOS ORIXÁS, NADA PODERÁ SER FEITO SEM A TUA COLABORAÇÃO E, COMO SINAL DESTA IMPORTÂNCIA, SERÁS O ÚNICO DENTRE OS SERES VIVOS A PORTAR O OXÚ, SÍMBOLO DA ALIANÇA FORMALIZADA ENTRE O INICIADO E SEU ORIXÁ. POSSUIRÁS, ALEM DISTO, TANTAS FÊMEAS QUANTAS QUISERES E TUA PROLE SERÁ NUMEROSA E SE ESPALHARÁ SOBRE A TERRA”.
Por este motivo a galinha d’angola possui o corpo coberto de pintas e carrega sobre a cabeça uma crista cônica, assemelhando-se ao neófito durante o ritual da iniciação. Sua presença em todas as cerimônias iniciáticas é indispensável e todos os Orixás a exigem em seus rituais.

Vestir preto no culto aos Orixás

No candomblé dos anos 50, 60 e até 70, uma pessoa que chegava à porta de um candomblé vestida de preto, era sempre repudiada por aquela comunidade, e pedia-se para a pessoa se retirar. Quando a pessoa se negava a sair era entendido como uma afronta a Oxalá Pai de todas as cabeças por antecipação.
Vestir preto em uma saída de Iyawo é mesma coisa que dizer que o dono casa não sabe fazer o que esta fazendo.
Vestir preto em uma festa de 7 anos é a mesma coisa que dizer; não estou de acordo com esse titulo (oye).
Vestir preto em um funeral é desejar que aquela alma não tenha paz pela eternidade…
Vestir preto em um Ikomojade é desejar má sorte para criança
Vestir preto no dia a dia é afirmar-se intimo de Iyami Osorongá!
Vestir vermelho é dizer em alto e bom som! Não tenho medo das mães feiticeiras, por isso uso sua cor.
No itan de Bábà Ofuru, onde conta se que ele foi praguejado por Iyami, e é por isso que entre uma saia branca e outra é obrigado a usar um faixa preta de tecido. Para lembra-lo de sua vergonha!
Igual a Sango que usa um conta branca no pescoço para lembra-lo de um desrespeito a Oxalá!
Nos dias de hoje isso tudo esta sendo desrespeitado pelo mais novos, que acreditam estarem sendo desrespeitados pelos mais velhos.

Os Itans

O Candomblé. Cultura digna. Digna de um povo. Digna de uma fé. Cultura que traz a história de cada um através dos Ifás, através dos Caoris, através da metodologia adivinhatória variada, mas que com certeza buscam os caminhos, os horizontes e buscam principalmente enaltecer, enriquecer a vida de cada um, porque com o candomblé, foi inventado os itans, as histórias de cada orixá, histórias variadas, mas que na realidade são sinônimos de problemas que anos e anos vem acontecendo na vida de cada um, vem acontecendo na vida de cada ser humano, histórias que apesar de pertencer a Orixás, pertencem também aos caminhos de cada um de nós, com seus exemplos, ensinamentos e principalmente trazendo soluções para que sejam solucionados os problemas individuais ou até mesmo coletivos de cada pessoa, de cada grupo que procuram fazer parte da formação da estrutura básica de uma religião chamada Candomblé.

 

 

Conta-se que todo esse saber foi dado a um adivinho de nome Orumilá, também chamado Ifá, que o transmitiu aos seus seguidores, aos sacerdotes do oráculo de Ifá que são chamados Babalaôs ou os pais de santo do segredo. Durante a iniciação que é submetido para exercício da atividade oracular, o Babalaô aprende essas histórias primordiais que relatam fatos do passado que se repetem a cada dia dos homens e mulheres.
Para Os Iorubás antigos, nada é novidade. Tudo o que acontece hoje, já teria acontecido antes. Identificar no passado mítico o acontecimento que ocorre no presente é a chave da decifração oracular. Os mitos dessa tradição oral estão organizados em vários capítulos, vários itans organizados na mente de cada sacerdote, cada um subdivididos em partes, tudo paciente e meticulosamente decorado na memória do zelador, é que vem a experiência, é que vem a resposta.
Acredita-se, que nos caminhos dos itans, o zelador, o Babalaô, o conselheiro que seja, busca um exemplo do passado nas estórias do passado, estórias que com certeza remetem ao presente e sucessivamente ao futuro:
 
Se Obá cortou uma orelha por amor a Xangô, uma mulher corta os pulsos por amor a um homem.
 
Se Ogum decepou cabeças pelo silêncio e pela falta de respostas, muitos massacres podem acontecer muitas vezes por povos, por líderes de estado defendendo um ideal, um objetivo, defendendo principalmente uma posição.
 
Se Xangô, segundo os itans, abriu um buraco na terra e entrou por ele adentro, reis, rainhas, presidentes, renunciam, suicidam-se, são com certeza banido às vezes do seu poder.
 
Se Oyá experimentou através da curiosidade a força do fogo, quantas pessoas também pela força da curiosidade acabam morrendo queimadas e assim os itans revelam o cansaço das estórias de oxalá, revelam também os truques, a malícia, a irreverência nos itans de Exú, nos itans de Bara e que com certeza formam os itans da nossa cultura, as estórias que montam o caminho, que montam o convívio de cada sacerdote, que montam a verdade de cada um.
 
Muitas vezes, uma estória simples, uma estória comum, uma estória básica, se encontra a solução para livrar um cliente, livrar um filho de santo, livrar até futuros problemas que um filho de santo, que um cliente possa vir a ter no futuro, daí a demarcação dos ebós, onde se tira os ebós de caminho, os ebós de Odu, trata-se também com certeza, explicando para cada caminho que se é dado a um filho de santo, porque nos itans, nas estórias que são reveladas através do conhecimento da evolução espiritual de cada sacerdote, extrai-se também a solução para o futuro onde muitas vezes convivemos com a ganância, convivemos com a inveja, convivemos de várias formas diferentes com situações diferentes que levam um filho, um cliente, muitas vezes ao pantanal da tragédia, muitas vezes levam ao caminho da perda, ao caminho da discórdia, da desavença, da separação. 
Mas nada que se fale nada que se pregue nada que se professe nos caminhos dos Orixás através dos itans, não quer dizer, que seja novo, não quer dizer que seja novidade para cada um, pelo contrário, para os Orixás tudo é antigo, tudo já foi feito, tudo já foi visto, cabendo a cada um, cabendo a cada sacerdote buscar nos itans o caminho certo, buscar nos itans a esperança, a explicação, o exemplo que cada Orixá, que cada um itan revelou para a cultura, para a mente, e através dessa estória, da cultura, das lendas que muitas vezes são ignoradas por muitos, que muitas vezes são vítimas de chacotas até por muitos, mas delas são extraídas a solução para todos que com certeza buscam a prosperidade, buscam o caminho da felicidade através de nossos orixás e com certeza sem os itans, sem a verdade não seria possível descobrir como foi descoberta a inveja e foi detectado também o meio de acabar com ela, como também foi descoberta a ganância, até mesmo o castigo que nós buscamos nos caminhos de queimação, nos caminhos de ebós, do troco, da resposta. Dos itans que revelam a ambição que cobra de cada um o preço mais alto possível quando se deve aos Orixás.
 
A partir da próxima edição, estarei colocando vários exemplos de itans e seus significados na vida atual.

Orixás: Deuses africanos

Os orixás são deuses africanos que correspondem a pontos de força da Natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. As características de cada Orixá os aproximam dos seres humanos, pois eles se manifestam através de emoções como nós. Sentem raiva, ciúmes, amam em excesso, são passionais. Cada Orixá tem ainda seu sistema simbólico particular, composto de cores, comidas, cantigas, rezas, ambientes, espaços físicos e até horários. Como resultado do sincretismo que se deu durante o período da escravidão, cada Orixá foi também associado a um santo católico, devido à imposição do catolicismo aos negros. Para manterem seus deuses vivos, viram-se obrigados a disfarçá-los na roupagem dos santos católicos, aos quais cultuavam apenas aparentemente. 

Estes deuses da Natureza são divididos em 4 elementos – água, terra, fogo e ar.

Alguns estudiosos ainda vão mais longe e afirmam que são 400 o número de Orixás básicos divididos em 100 do Fogo, 100 da Terra, 100 do Ar e 100 da Água, enquanto que, na Astrologia, são 3 do Fogo, 3 da Terra, 3 do Ar e 3 da Água. Porém os tipos mais conhecidos entre nós formam um grupo de 16 deuses. Eles também estão associados à corrente energética de alguma força da natureza. Assim, Iansã é a dona dos ventos, Oxum é a mãe da água doce, Xangô domina raios e trovões, e outras analogias.

Na Umbanda e no Candomblé se cultuam muitos outros orixás, desconhecidos por leigos, por serem menos populares do que Xangô, Iansã, Oxóssi e outros, mas com um significado muito forte para os adeptos dos cultos afro-brasileiros. Alguns são necessariamente cultuados, devido à ligação com trabalhos específicos que regem, para a saúde, morte, prosperidade e diversos assuntos que afligem o dia-a-dia das pessoas. Estes deuses africanos são considerados intermediários entre os homens e Deus, e por possuírem emoções tão próximas dos seres humanos, conseguem reconhecer nossos caprichos, nossos amores, nossos desejos. É muito comum, alguns dizerem que suas personalidades são consequências dos Orixás que regem suas cabeças, desenvolvendo características iguais às destes deuses africanos.

Apresentamos à seguir as descrições dos 16 Orixás mais cultuados no Brasil.

Lembramos que existem diversas correntes no Candomblé e na Umbanda, por essa razão as informações poderão ser diferentes de acordo com a tradição ou região.

O PANTEÃO DOS ORIXÁS AFRO-BRASILEIROS

  • EXU – Senhor dos caminhos, Orixá mensageiro e vencedor de demandas. Por estar mais próximo da realidade humana é considerado o Orixá das causas materiais. Veste-se de vermelho e preto e seu elemento é o fogo. Seu dia é a Segunda-feira e sua saudação é “Laroiê !”. Seus filhos são pessoas críticas e originais, não ligam para opiniões alheias. Adeptos da lei do menor esforço, preferem concentrar suas energias no lazer. De hábitos noturnos, tendem a ser egoístas e tornam-se tristes quando não se encaixam em determinados ambientes.
 
  • OGUM –  é o Orixá guerreiro. Deus do ferro e da guerra. Seu domínio são as retas dos caminhos, as lutas e o trabalho. Veste-se de azul escuro, verde ou vermelho. Traz sempre sua espada pronta para o ataque. Seu dia é terça-feira e sua saudação é “Ogunhê !” Seus filhos, são pessoas com um apurado senso de honra e incapazes de perdoar uma ofensa. São fisicamente muito resistentes, curiosos por natureza, possuem muita capacidade de concentração e perseguem seus objetivos com determinação.
 
  • OXÓSSI –  Orixá caçador, protetor das matas, dos animais da floresta e dos caçadores. Veste-se de verde, azul turquesa e vermelho. Traz sempre o seu Ofá (arco e flecha). Seu dia é a Quinta-feira e sua saudação é “Okê Arô Oxóssi !” Seus filhos, são pessoas muito exigentes no cumprimento das obrigações, de atitudes firmes e até um pouco duras. Não têm “papas na língua” e costumam falar tudo o que pensam. Dão muito valor aos acordos e não faltam com sua palavra. Com tendência à timidez, não gostam de demonstrar suas emoções.
 
  • OSSAIM –  Orixá das ervas medicinais e das plantas em geral, presentes em todos os rituais de iniciação no Candomblé. É representado por um pássaro pousado num ramo e seu domínio é a mata virgem. Veste-se de verde e rosa. Seu dia é Quinta-feira e sua saudação é “Ewé ô – Ewe assá !”. Seus filhos, são pessoas com forte tendência à religiosidade, tolerantes e de bom coração. De personalidade instável, costumam controlar seus sentimentos e emoções. Valorizam a liberdade e não se apegam aos bens materiais.
 
  • OBALUAIÊ –  (ou OMOLU). O deus das pestes e das doenças de pele. Por ser o deus da peste conhece a cura de todos os males. Veste-se de branco e preto e usa um capuz de palha-da-costa que encobre todo o corpo. Dança com o Xaxará. Seu dia é segunda-feira e sua saudação é “Atotô !” Seus filhos, são pessoas que se preocupam demais com os outros, esquecendo de seus próprios interesses. Podem até ter uma boa situação financeira, porém não se apegam aos bens materiais. São inquietos e não apreciam a monotonia.
 
  • OXUMARÊ – Orixá da sorte, fartura e fertilidade. Protetor das mulheres grávidas. Seu domínio são os poços e fontes da mata. Veste-se de verde e amarelo ou com as sete cores do arco-íris e é representado por uma serpente. Seu dia é Terça-feira e sua saudação é “Àrobô bô yi !”. Seus filhos são pessoas orgulhosas e exibicionistas. Periodicamente mudam tudo em sua vida: casa, emprego, amigos, sempre buscando novidades. Costumam desenvolver o dom da vidência e possuem intuição aguçada, que normalmente lhes revelam os melhores caminhos.
 
  • EWÁ – Orixá das chuvas, rainha dos mistérios e da magia, jovem virgem que recebeu de Orunmilá o poder de ler os Búzios (o Oráculo de Ifá). Comanda os astros e está ligada às mudanças e transformações das águas. Veste-se de vermelho e branco. Seu dia é Sábado e sua saudação é “Ri-rò!”. Seus filhos são pessoas extremamente metódicas e racionais. Costumam traçar metas para tudo. Conservadoras, acabam sofrendo com o excesso de rotina que conseguem estabelecer em suas vidas.
 
  • XANGÔ – O Orixá da justiça, do trovão e da pedreira. Veste-se de vermelho e branco. Usa uma coroa, e traz o Oxé (machado duplo) e o Xerê (instrumento musical) Seu dia é Quarta-feira e sua saudação é “Kawó-Kabyesilé!”. Seus filhos são pessoas fisicamente fortes, atrevidos e prepotentes. Com um senso de justiça muito próprio, não suportam desaforos. As vezes agem como se fossem os donos da verdade. Porém, quando a situação complica, sempre buscam um meio termo, para não sair perdendo.
  • OXUM –  é a rainha dos rios e das cachoeiras (todas as águas doces), do ouro e do amor. Veste-se de amarelo, dourado, azul claro e rosa. Traz em suas mãos o Abebê (espelho-leque) e uma espada se for guerreira. É a segunda esposa de Xangô. Seu dia é Sábado e sua saudação é “Ora Ieiê Ô !”. Seus filhos são pessoas graciosas e elegantes, adoram jóias, perfumes e roupas caras. Voluptuosas, sensuais, esbanjam charme e beleza. Possuidoras de muita força de vontade e um grande desejo de ascensão social.
 
  • IANSÃ – É a deusa guerreira, senhora dos ventos, das tempestades e dona dos raios. É a dona dos eguns, por isso seus filhos são os mais indicados para a entrega de ebós. É a mulher principal de Xangô. Veste-se de vermelho, marrom escuro, e branco. Seu dia é Quarta-feira e sua saudação é “Eparrei Oiá !”. Seus filhos, são pessoas alegres, audaciosas, intrigantes, autoritárias e sensuais. Adoram usar jóias e bijuterias. Extrovertidas, francas e amantes da natureza. Ambiciosas e de temperamento forte. São guerreiras e comunicativas.
 
  • LOGUN-EDÉ – Filho de Oxum com Oxóssi. Seus domínios são os leitos de rios e mares. Veste-se com uma pele de leopardo, leva em uma mão o espelho de Oxum e na outra as armas de Oxóssi. Suas cores são amarelo e azul. É representado por um pavão ou um papagaio. Seu dia é Quinta-feira e sua saudação é “Olu A Ô Ioriki !”. Seus filhos são pessoas bonitas, atraentes e sedutoras. Carinhosos, amorosos e sensuais. Orgulhosos e vaidosos. Inconstantes, indecisos, frios e calculistas. Reservados e um tanto calados. Ciumentos, solitários e discretos.
  • OBÁ – Uma das esposas de Xangô, Orixá do equilíbrio e da justiça. Seu domínio são as águas revoltas. Veste-se de laranja e amarelo, portando espada e protegendo a orelha com um escudo. Seu dia é Quarta-feira e sua saudação é “Obá xirê !”. Os filhos de Obá são pessoas pouco atraentes, desajeitadas e de temperamento forte. Agressivas e objetivas. Aparentam ser mais velhas do que realmente são. Costumam ser bem sucedidas nos negócios e gostam de acumular bens.
  • IEMANJÁ – Orixá da harmonia em família, é considerada a Rainha dos mares e a mãe dos Orixás. Veste-se de azul e branco ou verde claro, portando seu Abebê (espelho-leque)decorado com uma sereia ou uma concha. Seu dia é Sábado e sua saudação é “Odô iyá !” Seus filhos, são autoritários, persistentes, preocupados, responsáveis e decididos. Amigos, protetores, faladores e não suportam a solidão. As mulheres, se comportam como super mães. Quando a segurança dos filhos e da família está em jogo, são agressivos e até traiçoeiros.
 
  • NANÃ – É o Orixá feminino mais velho do Panteão. É a mãe de Oxumarê e Obaluaiê. Em sua mão traz seu cetro o Ibiri. Veste-se de lilás, branco e azul. É a protetora dos doentes desenganados. Seu dia é Terça-feira e sua saudação é “Salubá !” Seus filhos são conservadores e apegados às convenções. Calmos, mas às vezes tornam se agressivos e guerreiros. As mães, são apegadas aos filhos e muito protetoras. Ciumentas e possessivas, exigem atenção e respeito. Não costumam ser muito alegres e não gostam de brincadeiras.
 
  • IBEJI –  Orixás Gêmeos protetores das crianças e da família. Vestem-se de azul, rosa e verde. São representados por dois bonecos gêmeos ou duas cabacinhas. Seu dia é domingo e sua saudação é “Oni Beijada!” Embora possa ocorrer, são raros os filhos de Ibeji. Essa energia infantil, geralmente se manifesta com o orixá do iniciado. Mesmo sendo adulto, quando em “estado de erê”, o iniciado torna-se brincalhão, irreverente, cheio de energia e aparenta ser mais jovem. Adoram festas, música e dança.
 
  • OXALÁ, é considerado o Pai de todos os orixás. É o mais velho e o primeiro a ser criado. É responsável pela criação do mundo e dos seres humanos. É o Orixá dos inhames novos e da agricultura, que traz as chuvas e que fecunda os campos, Sua festa ligada ao início do ano agrícola costuma ser em agosto e setembro, e inclui a renovação da água do templo e a lavagem dos objetos de culto. Está associado à justiça e ao equilíbrio. É cultuado nas seguintes formas: Oxalufã = Oxalá Velho e Oxaguiã = Oxalá Moço.
 
  • OXALUFÃ é o Orixá da paz, veste-se de branco portando sempre seu opaxorô (cajado). É representado por uma pomba branca. Seu dia é Sexta-feira e sua saudação é “Eepaá babá !”. Os filhos de Oxalufã (oxalá velho), em geral são pessoas calmas e dignas de confiança. Dotados de grande sabedoria, estão sempre buscando os significados de tudo o que ocorre ao seu redor. Não cansam de estudar e buscar o conhecimento. Também são teimosos orgulhosos e inteligentes e com tendência à serem preguiçosos.
 

 

  • OXAGUIÃ é um Orixá valente e guerreiro, considerado filho de Oxalufã. Também veste-se de branco, dança com muita energia carregando uma “mão de pilão”. Seu dia é Sexta-feira e sua saudação é “Exê êêê !Os filhos de Oxaguiã (oxalá moço), são pessoas joviais e viris. Ativos, guerreiros, alegres e generosos. Não se deixam influenciar por opiniões alheias. São organizados e metódicos em seus ofícios e projetos. Trabalhadores incansáveis e por essa razão, suscetíveis à crises de estresse.

Ogun Já

Uma das qualidades mais polêmicas de Ogum,  é Ogum Já, ou Ogum Ajá, Aquele que come cão. O próprio nome já diz um pouco sobre o porque da discussão. Algumas itans nos contam que ele seria filho de Iemanjá e Oxaguiã, desde cedo demonstrava temperamento forte e explosivo e na África é oferecido a esse orixá o cão como sacrifício, porém devemos entender que é o cão selvagem, que apesar de ser da família do nosso cão doméstico, não é a mesma coisa e não critico quem fique horrorizado com isso, afinal o “cãozinho” é o animal de estimação mais comum no Brasil, aliás em quase todos os países de origem européia. E cultura é cultura, não podemos discutir isso.
Existe dois pontos de vista sobre essa questão, muitos zeladores, dizem que não se deve iniciar ninguém nesse orixá, pois não temos material para fazê-lo, e que isso acarreta uma espécie de cobrança dessa energia, pois quando invocamos um determinado orixá, devemos ter ciência de como ele é cultuado originalmente, porém se pensarmos por esse ponto de vista, não iniciaríamos ninguém, pois como você inicia alguém de Iemanjá  sem a água do rio Ogum  Ou alguém de Xangô sem um otá de Oyó? É complicado quando falamos desse assunto, hoje temos como comprar produtos importados da África, mas e a trinta anos? Como eram feitas. Mas continuando falando sobre Ogum Já, sua cor é o azul e o verde, que representação o ferro e o mariwó. Seu espaço é caracterizado pelas estradas de terra estreitas e retas e tem relações estreitas com Oxaguiã Ajagunã.

Oríkì ÒGÚN

Ògún pèlé o !
Ogum, eu te saúdo !
Ògún alákáyé,
Ogum, senhor do universo,
Osìn ímolè.
Poder dos orixás.
Ògún alada méjì.
Ogum, dono de dois facões,
O fi òkan sán oko.
Usou um deles para preparar a horta
O fi òkan ye ona.
e o outro para abrir caminho.
Ojó Ògún ntòkè bò.
No dia em que Ogum vinha da montanha
Aso iná ló mu bora,
ao invés de roupa usou fogo para se cobrir.
Ewu ejè lówò.
E vestiu roupa de sangue.
Ògún edun olú irin.
Ogum, a divindade do ferro
Awònye òrìsà tií bura re sán wònyìnwònyìn.
Orixá poderoso, que se morde inúmeras vezes.
Ògún onire alagbara.
Ògún Onire, o poderoso.
A mu wodò,
O levamos para dentro do rio
Ògún si la omi Logboogba.
e ele, com seu facão, partiu as águas em duas partes iguais.
Ògún lo ni aja oun ni a pa aja fun.
Ogum é o dono dos cães e para ele sacrificamos.
Onílí ikú,
Ogum, senhor da morada da morte.
Olódèdè màríwò.
o interior de sua casa é enfeitado com màríwò.
Ògún olónà ola.
Ogum, senhor do caminho da prosperidade.
Ògún a gbeni ju oko riro lo,
Ogum, é mais proveitoso ao homem cultuá-lo do que sair para plantar
Ògún gbemi o.
Ogum, apoie-me
Bi o se gbe Akinoro.
do mesmo modo que apoiou Akinoro.

 

Olóòkun ou Olokun

Na Mitologia Ioruba: Olóòkun ou Olokun – No Benin é considerado como do sexo masculino e em Ifé como sendo do sexo feminino, divindade do mar. Proprietário/a (Olo) dos Oceanos (Okun).
Olokun é o Orixá Senhor do mar, é andrógino, metade homem e metade-peixe, de caráter compulsivo, misterioso e violento. Tem a capacidade de transformar. É assustador quando irritado. Na natureza é simbolizado pelo mar profundo e é o verdadeiro dono das profundezas do presente, onde ninguém jamais esteve. 
Representa os segredos do fundo do mar, como ninguém sabe o que está no fundo do mar, apenas Olokun. Também representa a riqueza do fundo do mar e da saúde. Olokun é um dos Orixás mais perigoso e poderoso do culto aos Orixás.
Diz-se que ele foi acorrentado ao fundo do oceano, quando ele tentou matar a humanidade com o dilúvio. Sempre retratado com escudo. Seu culto é na cidade de Lagos, Benin e Ile Ifé. Seu nome vem do ioruba Olokun (Olo: proprietário – Okun: Mar). Representa a riqueza dos fundos marinhos e a saúde. 
Todos os Babalaôs devem cultuá-lo e sempre deve ser assentado com suas 18 ninfas que são suas esposas, as 9 Olossás e as 9 Olonas. Elas são ninfas da água, representa os rios, córregos, lagoas, cachoeiras, nascentes, lagoas, extensões marinhos e de águas pluviais.
No Brasil é cultuada como mãe de Iemanjá e dona do mar (Olokun). 
É cultuada nas casas de candomblé tradicionais, mas não toma parte nas festas, não são entoados cânticos no “xirê”, assim como acontece com outros orixás (Orunmila, Oduduwa). São assentados mas não são “iniciados” iawos para estes orixás.
Com a vinda de sacerdotes africanos para o Brasil, hoje tenta-se resgatar o culto, porém sem identificação pelos fiéis. Talvez por não se ter conhecimento e sincretismo. É homenageada durante a Festa de Iemanjá. 
OLOKUN, orixá de grande importância, ainda pouco conhecido no Brasil, porém muito difundido e cultuado em Cuba e na Nigéria.
As crenças, em geral, são fundamentadas em algo original ou histórico; na África existem inúmeras. Diz-se que Olodumaré vagava pelo espaço, quando somente havia pedras e fogo. Em função do vapor produzido pelas chamas, grande quantidade de nuvens se acumulou no espaço, precipitando sob a forma de chuva. Onde o fogo havia queimado mais, o terreno ficou mais profundo, dando origem aos grandes oceanos que cercam a terra. Neste momento, nascem todas as Iemanjás do mar, desde Ocuté até Olokun, que é a mais alta representação dos orixás, depois de Oduduwa.
Quando o mundo se formou, existia maior quantidade de água do que de terra e, por isso, Olokun ocupa o segundo lugar no panteão yorubá. Esta divindade, também, é conhecida pelo nome de AAGANA-EKUN IJÁ MOAJÉ, que significa “a profundidade dos oceanos, mãe dos peixes e dos caracóis do mundo”. Ninguém sabe o que há no fundo do mar, isto é tratado no signo Iroso Meji (4-4 Meji), um dos signos do meridilogun; daí vindo a reza: OMI TUTO, ANA TUTO, TUTO ILÊ, TUTO ARIKU BABAWA (água fresca em minha vida, água fresca em minha casa, água fresca para todos os espíritos bons desta vida).
Com Olokun vivem dois espíritos: Samugagawa, que simboliza a vida e Acaro, que simboliza a morte. Ambos estão representados nas ferramentas de Olokun.
Este orixá não fala diretamente por sua boca, mas se comunica através de Iemanjá, já que esta foi o primeiro caminho que veio à terra e que, também, se denominou YEMBÓ. 
Gostaria de chamar-lhes a atenção quando digo “caminho de orixá”, pois muitos interpretam mal o que isto significa. 
Por exemplo, Iemanjá possui oito caminhos: 
  1. –  YEMBÓ, 
  2. –  OLOKUN, 
  3. –  MAYELEWÓ, 
  4. –  ASHABÁ, 
  5. –  OCUTÉ, 
  6. –  OCOTÓ, 
  7. –  IBU-ARU 
  8. –  IBU AYEE. 
Estes caminhos estão representados nos sete mares que rodeiam a terra e nas sete reencarnações deste orixá em sua trajetória. 
As ferramentas de OLOKUN são assentadas dentro de um porrão grande, com cerca de sessenta centímetros de altura (significando a superfície e a profundeza do mar). Elas são feitas de chumbo, já que este metal não sofre oxidação pela ação do salitre do mar e é mais barato. Entre as ferramentas, há uma boneca, medindo aproximadamente vinte centímetros, em cujos braços está a representação dos dois espíritos de que falei anteriormente: o da vida e o da morte. No braço direito se pendura um cobra, representado ACARO e no braço esquerdo uma máscara, representando SAMUGAGAWA.

As demais ferramentas são:

 

  •  uma lua cheia, simbolizando a procriação deste orixá;
  •  uma meia lua, representado a alegria contagiante deste orixá na vida;
  •  um sol, indicando que o poder deste orixá é tão grande que tem domínio   sobre aquele;
  •  um timão de barco, significando a boa mãe que é, conduzindo os humanos  pelo caminho correto;
  •  um par de remos, que é a balança entre o bem e o mal do que realizamos   na vida;
  •  uma pequena sereia, a beleza misteriosa;
  •  sete pulseiras ou aros, denotando a procriação de seus sete filhos preferidos: Oyá, Elewara, Ogum, Oxóssi, Asawano, OrishaokóRISHAOKÓ e SHANGO. O nascimento de todos os sete orixás está descrito nos signos desde de Okana até Odi.

Em Cuba, existe a tradição de assentar OLOKUN para todos aqueles que irão fazer YEMANJÁ. OLOKUN só se assenta, ou seja, não se faz na cabeça de ninguém; aos filhos de OLOKUN se faz YEMANJÁ.

Deve-se trocar a água de OLOKUN a cada seis ou sete meses e o assentamento deve ser mantido em um lugar oculto, onde ninguém possa tocá-lo. OLOKUN assentado dentro de um porrão escuro simboliza a escuridão existente no fundo do mar.

OS FILHOS DE OXALÁ

Os filhos de Oxalá são pessoas literalmente tranquilas, literalmente equilibradas. O psicológico dos filhos de Oxalá é que são pessoas calmas e reinantes, mas devemos observar que pelo menos no Brasil, Oxalá está subdividido em Oxaguian, que é o Oxalá novo e  Oxalufan que é o Oxalá velho e as características de um e de outro são geralmente bem diferentes. Entretanto, ambos são respeitados e cultuados como Oxalá, e conseqüentemente tem algo em comum em seus temperamentos, a formação da personalidade dos filhos de Oxaguian e de Oxalufan, na verdade começa na infância e da mesma maneira e diversificando, se fixando com o passar do tempo.
Algumas formas de comportamento dos filhos destes dois tipos de Oxalá são muitíssimas parecidas, mas se analisarmos, mas ao fundo, verificamos que é até mesmo antagônico exemplo disso, é que em algumas demarcações são fundamentadas com Ogum, Oxóssi, Logum Edé, Oxum, fazendo destes que são regidos, pessoas mais ativas, animadas, extrovertidas e outras são fundamentadas normalmente com Orixás mais idosos como Omulu, Nanã, Iemanjá, fazendo dos regidos por esse orixá, pessoas mais calmas, introvertidas, pensativas e até mesmo mais lentas.
 
 
Oxalufan no sentido geral são pessoas mais compenetradas, introspectivas, de forte poder de liderança e capacidade de decidir, de resolver, de aconselhar. São muito parecidos com os filhos de Xangô, com certeza trazem consigo o equilíbrio da justiça, do exato, do correto. São pessoas severas, pois gostam de um trabalho limpo e bem feito, normalmente são pessoas muito sérias e de riso difícil, pois entendem a vida como uma missão que deve ser bem cumprida.
Como amantes são ternos e inconstantes, porém são os melhores líderes de família, os melhores chefes de família que existem, pela forma de conduzir-se e com certeza o equilíbrio emocional é o ponto referencial dos filhos de Oxalá. Negativamente são indivíduos de grande impaciência, lentos, vagarosos, meticulosos, reacionários, metódicos e exclusivistas.
 
 
Os regidos por Oxalá são pessoas que reclamam muito, pois acreditam cegamente que são os donos da verdade e da pura sabedoria. São também um pouco egocêntricos e normalmente donos de um grande ciúme, mesmo daquilo que não lhes pertence. Negativamente apesar de ser considerado um Orixá velho, os filhos de Oxalá são pessoas muito ativas e participantes, pessoas que se apegam facilmente a tudo e a todos e espera num sonho dourado resolver os problemas do mundo. São interessadas, amigas, sonhadoras e até mesmo arrojadas, calmas e serenas, escrupulosas e muito honestas.
Como amantes são ardentes apesar de não serem muito felizes no campo sentimental, fazem o possível para se acender sexualmente, o que dificilmente acontece, pois devido a forte carga de energia positiva de pacificação, de pureza, acabam muitas vezes fugindo dos hábitos normais do sexo. Como profissionais são destacados pelo enorme senso de responsabilidade e a liderança que carregam dentro do culto sempre se destacam pela seriedade, pela dedicação. Negativamente são volúveis, fúteis e de sensibilidade exagerada.
 
 
Os filhos de Oxalá não se contentam nunca com aquilo que tem e com certeza estão sempre entrando em choque com as pessoas, vivem reclamando da vida, gostam de um disse me disse e tem um forte poder de feitiço. Normalmente quando amigos tiram-se tudo dele, entretanto, se inimigos, tomem cuidado, pois são impiedosos e implacáveis nos desejos, na vingança, amadurecem pouco a pouco uma vingança e quando menos se espera a casa cai.
 
 
Mas o lado positivo dos filhos de Oxalá é que no geral seus filhos são pessoas muitas bem quistas dentro das casas de axé, dentro da cultura africanista. São pessoas sempre bem vindas, pois estão sempre prontas a participar de fundamentação, de orôs, por estarem sempre mesmo que não queiram, em estado de pureza, em estado de coração aberto. Pessoas que são incapazes às vezes de criticar, de colocar defeito naquilo que eles participam. Quando eles não podem ajudar também não atrapalham, por isso essas pessoas são muito bem vindas às casas de axé, são muito bem vindas para cargos de santo, muito bem vindas para ajudar qualquer casa de axé.
 
 
Os filhos de Oxalá são pessoas que se destacam por serem calmos, pacientes e uns tanto diplomáticos. Sabem como lidar com todo tipo de gente e com jeitinho consegue tirar sempre o melhor das pessoas. Não suportam injustiças e, para ver uma pessoa recebendo    o que lhe é direito, luta como se o problema fosse seu. Não costumam ter inimigos e nem serem invejadas, porque são pessoas humildes que fazem questão de viver de maneira simples, independemente de suas condições financeiras. É difícil vê-los nervosos, mas quando perdem a cabeça, o mundo se abala. Não olham para onde atiram os dardos envenenados, querem a verdade e a solução. Desculpas e tentativas de conciliação não tem espaço.
 
 
No amor são tímidos e sofrem por isso. Até encontrar alguém que esteja disposto a mergulhar nos mistérios de seu coração, sofrem com a solidão. Não namoram muito e, quando se apaixonam, agem como se fosse para sempre. Ainda cedo, acabam encontrando seu amor verdadeiro e costumam viver com ele até o fim da sua vida. Como poucos, sabem usar os seus poderes de sedução e seu romantismo para manter acesa a chama da paixão. Todas as vezes que surgem problemas, usam o diálogo como uma forma de reconciliação. Jamais usam palavras ásperas ou vulgares por mais nervosas que estejam e sabem que sua sinceridade é o seu ponto forte. Quando tem filhos, se transformam numa pessoa melhor ainda.
 
 
Costumam ser bem sucedidos em trabalhos que visam o bem de muitas pessoas. Não conseguem apenas ganhar dinheiro. Quando isso acontece em idade madura, costumam largar tudo por uma causa social. 
 
 
Influenciados por Oxalá, geralmente, torna-se grandes educadores, capaz de levar um grupo  a transformar a vida para melhor. Podem acabar em cargos do governo como diplomata, por saber lidar com o diferente. Como também possuem grande talento artístico, podem se destacar e se realizar como escritores. A inteligência é sempre muito requisitada, o que a força estar sempre fazendo novos cursos e assumindo cargos cada vez maiores onde trabalha. Precisa  analisar  sempre se é o que deseja, porque corre o risco de se estressar, cair doente e descobrir que tudo o que viveu não valeu a pena. Com calma, saberá como vencer na vida sem maiores problemas e chegar muito além do que imaginou.
 
 
A saúde não é das melhores, principalmente porque, muitas vezes, não consegue compreender as injustiças sociais e que nada pode fazer. Isso acaba fazendo com que sofram de gastrite e até desenvolva uma úlcera. Tem tendências à circulação deficiente e problemas nos rins e problemas de visão também são comuns. É preciso buscar maneiras de relaxar não apenas o corpo.
 
 
Os filhos de Oxalá tem uma grande tendência para a teimosia, mas que jamais resulta em violência – que Oxalá detesta, e quando estão na fase serena, relacionam-se em seu meio com responsabilidade, equilíbrio e respeito. Amáveis, prestimosos e espiritualistas, são capazes de resolver os maiores problemas com grande sabedoria, porém algumas vezes tornam-se calados, temperamentais e capazes de uma agilidade sobre-humana. Ainda assim, ostentam uma personalidade majestática e altiva. São aglutinadores e centralizadores, embora pareçam velhos desde a mais tenra idade.

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