Curas Ciganas

O povo cigano é grande conhecedor da natureza: da noite, das nuvens, da chuva, das estrelas, da terra, ervas, banhos, chás, unguentos e pomadas, e cosméticos. 
A lua, em cada uma das suas fases, serve para algum encantamento. E mensalmente realizam rituais de agradecimento á “madrinha” lua! Eles respeitam o destino e dizem comumente frente a algum acontecimento sem explicação lógico: “Estava escrito nas estrelas”. 
Conhecer as ervas para curar é fundamental para o povo cigano, nômade, tão longe às vezes de médicos e farmácias.
Os ciganos acham que o homem é uma árvore e quando falam das pernas das suas mulheres se referem a elas como “as raízes da árvore que um dia trarão a vida”. 
Aprenda algumas antigas receitas de cura. 
  •  Cura com argila: a argila só pode ser colhida com colher de pau, na lua cheia. Deverá ser seca sobre treliças de madeira e nunca guardada em sacos plásticos ou recipientes com tampa, já que mesmo quando seca ela deverá respirar. A argila assim pode ser guardada por muito tempo e usada em forma de pó em máscaras para beleza; adstringente para pele com acne; e cicatrizante para ferimentos.
  • Coentro para a beleza da pele: Fazer um preparado com água fervendo e um bom punhado de coentro e algumas folhas de hortelã. Lavar com esta água o rosto três vezes ao dia. Pode fazer e guardar na geladeira.
  • Para a proteção do sol: Se estiver longe de lugares para comprar protetor solar e tiver que ir ao sol, faça como as ciganas, corte um pepino em rodelas e vá passando pelo rosto, colo e braços. E aproveite o sol! LEMBRE: “ter” que ir ao sol por necessidade, em viagens ou para colher alguma coisa, não é a mesma coisa que se “expor” ao sol. 

Ciganos dançando com a natureza

Para facilitar a interação Terra/Céu, os ciganos dançam descalços.
Há uma variedade de danças: do lenço, do punhal, da fogueira etc.
O que se pode verificar, porém, é que a cigana, embora tenha movimentos aparentemente sensuais,ela é pudica, e jamais veremos além de seus tornozelos nos seus rodopios e meneios.
Para evitar acidentes durante o bailado e coreografias,as ciganas usam sobre-saias até em número de sete.
Daí, ciganas estereotipadas como as das novelas e filmes nada têm a ver com a realidade.
Na dança, o cigano procura desenvolver uma relação telúrica, conectar-se com a natureza e deixar fluir para a superfície física do ser, todos os sentimentos mais íntimos.
Assim, nota-se perfeitamente o sinal de êxtase de uma cigana ao rodopiar e fazer seus movimentos gentis, ao sacudir seu pandeiro ou ao som do atrito das castanholas.
Para os ciganos, dançar é celebrar a vida e se ligar a Deus.

Os Ciganos que participaram na História Mundial

Charles Godfrey Leland

Nasceu na Filadélfia, Pensilvânia, em 15 de agosto de 1824. Poucos dias após o seu nascimento, uma velha ama holandesa levou-o ao sótão de sua casa e realizou um ritual. Ela colocou seu seio sobre uma Bíblia, uma chave e uma faca e, então, pôs velas acesas, dinheiro e um prato com sal sobre a cabeça. O propósito do rito era que o menino vencesse na vida e tivesse sorte para ser um escolástico e um sábio. Ele cresceu como uma criança fascinada pelo folclore e pela magia, e foi presenteado com histórias e contos de fantasmas, bruxas e fadas.
A família, sendo próspera, vivia em uma casa que possuía empregados e, com um deles – uma imigrante holandesa -, ele aprendeu a respeito de fadas, e com outro – uma negra que trabalhava na cozinha -, ele aprendeu a respeito de vodu. Mudando-se para a Inglaterra, em 1870, Leland começou seu estudo acerca de ciganos ingleses e era particularmente interessado no folclore deles. Com o decorrer do tempo, ganhou a confiança do “Rei dos Ciganos” na Inglaterra, Matty Cooper.
Com Cooper, Leland aprendeu a falar o romani, a língua dos ciganos, embora isso tenha ocorrido muitos anos antes de o povo cigano tê-lo aceito como um deles. Durante esse período, ele escreveu seus dois livros clássicos a respeito dos ciganos e estabeleceu-se como a autoridade máxima nesse assunto. Em 1888, tornou-se o primeiro presidente da Sociedade da Sabedoria Cigana.
Leland foi um escolástico, folclorista e autor que escreveu inúmeros livros clássicos a respeito de ciganos ingleses e bruxas italianas. Isso inclui Etruscan Roman Remains, Legends of Florence, The Gypsies, Gypsy Sorcery e, entre estes e outros, destaca-se Aradia: O Evangelho das Bruxas (lançado pela Madras Editora). Charles Godfrey Leland desencarnou em 2 de março de 1903.

Washington Luís Pereira de o Souza – Rio de Janeiro (1926-1957)

Presidente do Brasil (15/11/1926-24/10/1930), foi o último presidente democrático da República Velha. Ele pertenceu a uma família de ciganos Calon. Libertou os prisioneiros políticos e parou o toque de recolher que estava em vigor quando ele assumiu o governo. Era o escritor e historiador, e depois do retorno do exílio foi eleito membro da Academia Brasileira de Literatura.

Juscelino Kubitschek de Oliveira – Minas Gerais (1902-1976)

Presidente de Brasil (31/1/1956-31/1/1961), pelo Partido Democrático Social (esquerda moderada). Seu avô era um cigano Tcheco, Jan Kubícek, nascido em Trebon, Bohemia. Durante o governo dele não havia os prisioneiros de consciência. JK (como ele é normalmente conhecido) transformou o Brasil em um poder industrial, fundou a indústria do automóvel e desenvolveu a construção de estradas ao longo da nação. Sua melhor realização foi a fundação de Brasília.

Juan de Dios Ramírez Heredia y Montoya – Espanha – (1942)

O jornalista e escritor, foi o primeiro membro Cigano do Parlamento europeu (1994-1999), para o Partido Socialista. Em 1995 ele foi designado membro Honorário do Conselho da Vida Européia, depois de ter sido o membro da Assembléia de Parlamento desde 1983. Em 1996 ele fundou o Unión Romaní que é a principal associação cigana na Espanha. Ele é o autor de várias publicações que lidam com assuntos sociais como também idioma de Romany e gramática.

CHARLES CHAPLIN – Reino Unido
(1889 -1977)

Charles Spencer Chaplin, seus pais eram os artistas de música de saguão.
Ele se sentia fortemente identificado com os judeus e se manifestou em defesa das pessoas judias. Sua mãe chamava-se Hannah Smith, era cigana do clã Romanichel.

Elvis Presley – USA – (1935-1977)

Não é necessário explicar quem foi Elvis Aaron Presley. Talvez o que é menos conhecido dele é que os antepassados entravam na Alemanha em princípios de o 18º século e o sobrenome original era Pressler. Eles eram ciganos do clã Sinto , também chamados de “Chicanere” ou “Melungeons”. Também sua mãe era do clã Romanichel, pois possuía o sobrenome Smith.

Texto de AMARANTHA THALVIL

Rituais Ciganos

                         Ritual Cigano para atrair dinheiro para sua casa

1 punhado de folhas de louro (seco)

1 punhado de erva-doce (seca)

1 recipiente para queimar as ervas

Como Fazer:

Faça uma defumação com as folhas de louro e erva-doce, dos fundos de sua casa, até a porta da frente, dizendo:
“Que esta casa tenha sempre dinheiro e fartura”.

Ritual Cigano para o trabalho

1 maçã vermelha
2 pregos novos

Como fazer:

Obs: Ideal fazer este encanto numa sexta-feira 13.
Pegue a maça vermelha e crave os dois pregos em pontos opostos da fruta. Vá até uma árvore, que poderá ser até em sua residência e enterre-a aos pés da árvore, mas não esqueça de marcar bem o local. É importante que durante este ritual você tenha o pensamento centralizado em seu desejo e necessidade de um emprego. Quando você conseguir o emprego, desenterre a maça, guarde os pregos, como um amuleto de proteção do seu trabalho e a fruta jogue no lixo.

Ritual cigano para o amor

1 maça vermelha
1 pires ou prato branco
1 rolinho de fita vermelha
2 colheres de mel de abelha

Como fazer:

Corte a maça no meio (de cima para baixo). Escreva num pedacinho de papel o nome de seu amor e coloque o papel no meio das duas partes da maça. Coloque o mel junto ao papel e feche a maça. Com a linha vermelha envolva toda a maça(envolva-a com a linha) e coloque num pires ou prato branco. Deixe num local escondido de sua casa durante 7 dias. No oitavo dia coloque a maça com o prato no jardim.
Se você ainda não tem um pretendente, coloque no papel um amor de verdade” assim com certeza você vai encontrar alguém muito especial.

Ritual Cigano para a saúde 

1 dente de alho
1 pedaço de papel com o nome das pessoas que moram em sua casa

Como fazer:

Enrole o dente de alho com o papel que tem o nome das pessoas que moram em sua casa, depois envolva tudo num plástico transparente, por fim, prenda com fita adesiva num quadro de sua casa. É muito importante que durante o ritual você peça a proteção de Santa Sara.

Ritual Cigano para esquecer um amor

1 pedaço de papel branco

Como fazer:

Numa noite de domingo, escreva em um papel branco o nome da pessoa que você quer esquecer, dobre o papel sete vezes, enterre-o em um jardim e jogue sete punhados de terra sobre ele, dizendo: “Que a força desta terra cubra os meus pensamentos e eu esqueça o fulano”. Em sete semanas a pessoa não fará mais parte dos seus pensamentos amorosos.

Como o Cigano expulsa fantasmas

Os fantasmas, aparições ou assombrações, estão entre os fenômenos insólitos mais antigos de que se tem notícia. Não há uma definição correta sobre eles. O mais comum é relacionar aparições, com assombrados, que surgem em cemitérios, casas velhas. Matas, castelos e tendas ciganas. É como uma pessoa já morta que surge com as roupas que morreu. Atravessam objetos sólidos, uivam, gemem e até podem conversar com os vivos.

 

Os ciganos acreditam em fantasmas e os chamam de mullos. Geralmente os ciganos os veem a noite, quando dançam em volta da fogueira. Eles aparecem fazendo barulhos horrendos, arrastando correntes ou chorando.
 
As velhas gitanas com tochas tentam afastá-los. As crianças correm. Os kakus jogam suas espadas, seus bastões e lutam com eles. Para eles, são pessoas que mataram gitanos e continuam com seu ódio.
 
Outras vezes são aparições religiosas, ou seja, santos que protegem ciganos como a Virgem de Macarenha.
 
Os fantasmas são corpos astrais, ou seja, uma espécie de cópia do corpo humano, porém feitos de energia não materializadas. Casas e castelos assombrados foram motivos de muitas histórias de terror. Há sussurros, gemidos e lamentos. 
 
Os ciganos fazem simpatias para afastar fantasmas há séculos. E em certa época, os ciganos entraram em locais sagrados dos templários, para aprender como defender a clã.
 
Uivos, gritos, gargalhadas se escutaram. Ciganos caíam. E um Baró armou um caldeirão de fogo e pediu que eles se afastassem. 
 
A simpatia foi assim: 
 
Pegue um caldeirão e jogue álcool e fósforo na caldeira. Acenda no quintal. Espere até o fogo se apagar e ordene que o fantasma vá para o fogo. Ele vai sumir nas cinzas.
Sempre que você ouvir coisas estranhas ou sentir mau cheiro, use a força cigana; ela é eterna e sempre será.

Usos e Costumes dos Ciganos

Ao longo do tempo, após sua chegada à Europa, os ciganos foram acusados de toda espécie de crime pelas populações sedentárias, que não entendiam como um povo poderia viver com tanta liberdade, sem apego a uma terra determinada.
Além disso, da admiração inicial, fomentada, principalmente pelos líderes religiosos, iniciando-se pelo Arcebispo de Paris, quem primeiro ligou os ciganos à bruxaria, os ciganos passaram a ser vistos como verdadeiros inimigos da fé cristã, que contra eles lançou um processo sistemático de perseguição e destruição.
As lendas que ligam os ciganos aos sofrimentos da Sagrada Família, da morte das crianças em Belém, da traição de Judas e do roubo do quarto cravo foram criadas com o fim específico de jogar contra esse povo a ira cristã, já que essas lendas não resistem à mais superficial análise histórica, tratada com a seriedade com que foi elaborada a pesquisa linguística que determinou a origem desse povo.
Assim, além dessas lendas infames e destinadas a desacreditar os ciganos, outras acusações foram sendo acrescentadas. Bruxaria, feitiçaria, canibalismo e outras barbaridades foram atribuídas aos ciganos, enquanto eram sistemática e metodicamente perseguidos.

Esse comportamento ainda hoje persiste. Os ciganos ainda são relacionados a tudo de ruim que possa acontecer numa comunidade e sua chegada muitas vezes é motivo de reações até violentas da parte de cidadãos menos esclarecidos.
Associam-nos ainda a roubos, desastres naturais, como ventanias e tempestades, além de toda sorte de trapaças e falsificações. Na raiz de tudo isso encontra-se o fato inegável de que ciganos e gadjos têm modos diferentes de encarar a vida. A ignorância é a principal causa desse tratamento dispensado
pelos sedentários aos ciganos, pois não conseguem compreender esse estilo de vida.

Significado das Frutas e Flores para os Ciganos

As flores e frutas sempre estiveram presentes na vida do homem acompanhando-o durante toda a história. Dessa forma, tem fascinado povos e nações durante séculos, seja pelo encanto e delicadeza ou pela sua eficácia na expansão de energia.
Para o Feng Shui, tanto as frutas quanto as plantas são consideradas “geradores de energia”. A sua presença, em qualquer local de uma residência, deixa o ambiente mais alegre, decorado, perfumado, bonito, agradável, romântico, próspero, suave e “limpa” o local das energias mais pesadas, pois, as flores e frutas têm a capacidade de absorver as energias negativas. Por isso, escolha aquelas que você mais gosta e não deixe de enfeitar o seu lar com elas.

Veja o significado que cada uma delas pode trazer para o ambiente:

 

FLORES

  • Tulipa – Beleza e prosperidade. A amarela significa amor com esperança, reconciliação, enquanto a vermelha remete à declaração de amor.
 
  • Rosa – Eterna paixão, romantismo. A amarela significa alegria, saúde e sucesso. A branca: pureza, paz, amor espiritual. Vermelha: admiração, desejo, paixão. Champanhe: admiração, recordação. Laranja: entusiasmo, encanto. 
 
  • Cor-de-rosa: amizade, gratidão, carinho.
 
  • Orquídea – Beleza, luxúria, perfeição, pureza espiritual.
 
  • Margarida – Inocência, amor leal.
 
  • Lisianthus – Sofisticação.
 
  • Lírio – Casamento, pureza, nobreza, proteção.
 
  • Girassol – Glória, dignidade.
 
  • Gérbera – Alegria, energia, amor nobre.
 
  • Cravo – Inocência, amor leal.
 
  • Bromélias – Inspiração, resistência.
 
  • Azaleia – Elegância, felicidade.
 
  • Copo de Leite – Inocência, pureza, sagrado, paz.
 
  • Flores do Campo – Equilíbrio, ponderação.
 
  • Amor-perfeito – Amor eterno.
 

FRUTAS

  • Melão: Simboliza o sol, energia vital e a prosperidade.
  • Laranja: Afasta as energias negativas
  • Melancia: Fartura e prosperidade
  • Romã: Espiritualidade, fertilidade.
  • Morango: Amor
  • Uva Verde: Saúde, prosperidade
  • Uva Rubi: Prosperidade
  • Uva Passa ou ameixa: Progresso, sucesso
  • Manga: Sexualidade e amor incondicional
  • Pêssego: Equilíbrio, harmonia
  • Maçã: Representa a mulher e o amor, portanto sempre que oferecer maçã  ofereça também a pera.
  • Pera: Boa saúde e prosperidade. Representa o homem. Portanto, sempre que oferecer uma pera, ofereça também a maçã.
 

Significado das Frutas para os ciganos:

 

Maçã:  Aparece em todos os rituais ciganos e é usada como base de perfumes, banhos, óleos e poções. Nas festas de casamento, as mesas com toalhas vermelhas e enfeites dourados também devem ser forradas com essa fruta, pois ela simboliza o amor e a paixão. 
Casamentos sem maçãs significam que o amor não durará para sempre.
Peras: São as frutas preferidas dos ciganos, junto com as maçãs. Entre os persas, acreditava-se que o seu sabor perdurava até depois da morte. Por isso a pêra também está ligada à imortalidade e à boa saúde, além, é claro, da prosperidade, pelo tom amarelo da fruta.
Melancia: Muito presente na decoração das festas, significa prosperidade (pela abundância de sementes) e fertilidade (pela cor vermelha do seu interior).
Morango: Mais uma fruta vermelha empregada em poções de amor. A cor vermelha e o sabor da fruta dão a energia necessária para conquistar o ser amado. É utilizada também para curar desilusões amorosas, em chás e poções.
Abacates: Os ciganos não têm dúvida em adoptar frutas de outros países, desde que sejam doces. É o caso do abacate, originário do México.
Uvas: Se um cigano lhe der um cacho de uvas rosadas bem doces, saiba que ele quer se aproximar de você e ser seu amigo – ou talvez algo mais do que isso. Para eles, uvas e amizade andam sempre junto. Como em outras culturas, elas também são sinónimo de prosperidade. Os ciganos afirmam, convictos, que o costume de comer doze uvas no reveillon – uma para cada mês – é uma tradição originada entre eles, assim como o hábito de ter frutas secas na mesa de Natal.
Figo: Outro estimulante sexual (aberto, assemelha-se ao órgão genital feminino). Usado também como remédio para combater a depressão, a ansiedade e a falta de memória.´
Romã: Uma fruta muito antiga. É empregada em chás e essências, como atrativo de dinheiro e felicidade. Em banhos ou talismãs, é garantia de fertilidade.
Damasco: É a fruta afrodisíaca por excelência, vinda dos países mediterrâneos. A sua cor, o laranja, traz vitalidade, fortalecendo a energia sexual. Os ciganos transformam os damascos em óleos aromatizantes, para envolver o casal apaixonado com o seu perfume.
Amoras e framboesas: Pela cor, significam paixões arrebatadoras. As folhas de framboesa são usadas sobre o corpo da mulher, para proporcionar um bom parto. Essas frutinhas também são utilizadas como ingredientes em poções afrodisíacas.
Cereja: É uma das frutas fundamentais na decoração das mesas de noivado e casamento, pois significa o amor. Em poções e banhos, tem a função de atrair um parceiro. Os ciganos afirmam que as cerejas são diuréticas e calmantes.

Melão: Pode significar prosperidade e um casamento rico pela frente. A fruta veio da Ásia e faz parte da cultura cigana há muito tempo, muitas vezes substituindo a pêra. É usada na magia cigana para garantir a união da família.

 

Amêndoas e castanhas: No ano-novo, as amêndoas são colocadas na carteira para atrair dinheiro. As castanhas são comidas para garantir o vigor sexual.
 
 
Sempre ofereça ao povo do oriente, pedindo amor, saúde, prosperidade, fartura.Porque o povo Cigano, adora riqueza e ouro.
OPTCHÁ!!

Comida Cigana

Para os Ciganos cozinhar é um ato maravilhoso, e é através da comida que podem encantar uma pessoa com mais facilidade. E depositar todos os objetivos nos ingredientes. Também cuida muito as fazes da lua, pois é muito importante.

 

Na Lua Nova: é uma boa energia para terminar trabalhos inacabados ou começar projetos que queremos que deem resultados imediatos.

 

 

Na Lua Crescente: Os Ciganos cozinham para aqueles que devem tomar conhecimento de seus projetos, trabalhos e também para o casamento, noivados. E é nesta lua que são colhidas as ervas e especiarias, caso seja cultivadas em horta doméstica.

Na Lua Cheia: Os Ciganos reúnem as pessoas mais queridas para servi-lhes os alimentos encantados esperando os melhores comentários. Também é a lua melhor para lançar um produto e também iniciar um projeto que desejamos que se torne público.

Na Lua Minguante: Dedicam a cozinha para a cura. Fazem os remédios caseiros utilizando as ervas, raízes, sementes, frutas e flores. Na cozinha cigana estão inclusos. As carnes de porco, frango e boi que são as mais utilizadas.

Utilizam também muito as especiarias e temperos de diversas partes do mundo.

Frutas, nozes e amêndoas estão sempre presentes em diversos doces. Também são utilizados o ovo, manteiga, queijo e frios.
As massas são de fabricação caseira e os pães são feitos ritualisticamente para ser oferecidos como alimento do corpo e do espírito.

O Poderoso Pêndulo Cigano

A imagem do Cigano Wladimir, rei das tribos gitanas, coberto de joias, regado com perfumes, atrai o visitante.
O cheiro bom de jasmim, queimando no defumador antigo, as peças de um dominó de marfim, as cartas do baralho mágico, tudo nos conduz ao mundo misterioso dos romis.
Rapidamente, as ciganas sacodem as folhas da lua, arruda e unge quem está por perto com óleo santo. E, na mão certeira do assistente, o pêndulo começa a girar. É a festa das gentes nômades, dos filhos do vento, dos irmãos da lua.
O povo cigano crê que descenda da mãe de longos cabelos negros, de olhos puxados, de braços morenos enfeitados de pulseiras, Santa Macarenha, mãe dos adivinhos.
 
Em um tempo muito antigo, os bárbaros invadiam tudo, e com seus cavalos, pisavam nas pedras brilhantes da cidade. Eles, os hunos, povo bárbaro, quebravam os templos onde ouro brilhava, onde o aloé queimava.
 
A Virgem de Macarenha estava em um destes templos, lendo a sorte pelo pêndulo, quando um huno coberto de cicatrizes, musculoso e ardente a atacou. Com o poder de sua magia, ela o fez manso como um cordeiro. E quando os romis saíram deixando a Núbia e ganhando as estradas, ela os conduziu. Foi a mãe da tribo até a sua morte. E desde então é reverenciada como santa pelos gitanos do mundo inteiro. Sua Igreja está na Espanha, em Cadiz, onde os ciganos viveram por muitos séculos.
O Poder maravilhoso dos pêndulos. Encontram dinheiro e atraem o amor.
Nas mãos de uma pessoa de boa vontade e interesse, o pêndulo lê os níveis exatos de energia, o que aliás é, em última análise, a única verdade que sabemos sobre nós mesmos. Quando se trata de seu mundo interior e das coisas que o afetam, a verdadeira autoridade é você mesmo. O pêndulo funciona na sua mãe, com a sua energia e modifica as coisas em seu favor. É um instrumento perfeito de análise do seu íntimo, de conhecimento do seu dia a dia.
Os ciganos usam o pêndulo para saber que caminhos devem seguir, que estrada tomar, qual o local que eles podem ganhar mais dinheiro e etc.
Trabalhar com um pêndulo não é um ato de magia apenas, é ciência. Segure o pêndulo no alto de sua cabeça e o faça girar apenas com o poder de sua mente, de sua energia. Se o pêndulo girar no sentido dos ponteiros do relógio, significa que a pergunta que fizemos a ele é afirmativa. Caso contrário, negativa.
Se você quiser também pode trabalhar com este instrumento tão antigo e atual ao mesmo tempo. Use o mistério que você desvendará e a força que vai sentir, tão mansa e ao mesmo tempo tão grande que traçará rumos para o seu futuro…

 

Os Ciganos adoradores de Serpentes


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No deserto pedregoso de Marrocos, os ciganos capturam, encantam e fazem adorações com serpentes. Eles não sentem medo. Já faziam isso na Índia e fazem até hoje.

 
Toda a população marroquina respeita esses encantadores de víboras. E com isso eles ganham moedas e sobrevivem. Há séculos, os ciganos são caçadores de serpente e sabem como a fazer sair dos cestos. Tudo começou em sua terra, no Sind e Punjab.
Mas, os de Marrocos ficam nas praças e os turistas se encantam, e eles chegam de todo o mundo.
Em Rabat (Marrocos), há videntes, jogadores de pedra para adivinhação e tocadores de tambores. Os ciganos com suas cobras dançando sobre o lenço do gitano.
Mulheres Marroquinas dançam a dança do ventre e os encantadores de cobras ficam a afagar algumas najas. Como as cobras ficam calmas e se deixam ser até acariciadas?
Um velho cigano certa vez disse que seu povo conseguiu usar a magia de suas mãos e de seus olhos. É assim que eles aprendem desde cedo. A imposição das mãos requer que as mãos estejam limpas, pois sem água elas morderiam. Eles tocam nas najas com cuidado e com  carinho, desde que elas sejam pequenas.
O treino dura meses, e é necessário que o gitano sinta uma sensação particular na ponta dos dedos. Eles sentem isso, e dizem: “Calibre o grau da suavidade de suas mãos. Habitue-se a ficar perto das cobras. Elas são centrais de energia psíquica. Toque sua flauta sempre, ela
 reconhecerá o som, e a hora de imposição das mãos é o meio-dia. Você deve ser cordial com elas, olhar profundamente para seus olhos sempre. Dar passes nas cobras. Ela sentirá a energia de seu dono”.
 
Só ciganos são bons adestradores, eles tem esse dom natural e quando a noite chega, esses rons (ciganos) vão à feira. E lá reúnem mulheres, jovens, chuvanis, homens, e começam a preparar o ritual “a magia, une as forças psíquicas para promover a força”. No meio eles colocam uma panela de fogo. E os ciganos fazem um círculo e elevam as mãos. As cobras começam a sair dos cestos, ao som das flautas. Neste momento, os ciganos formaram o cone do poder. O alvo do cone são as serpentes. Todos olham para elas e elas se movem como se dançassem. É uma celebração de vida. Eles abençoam as cobras, início da vida e espíritos da terra, agradecem sua presença e ganham o pão com elas.
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A Roda da Vida
Os Ciganos falam que o ano é uma roda. Seu calendário é a natureza. E o feitiço é um círculo, uma mandala. Para melhorar as finanças, faça a roda da fortuna.

 

 
Risque um círculo e divida-o em oito partes. 
No centro, risque a estrela de cinco pontas (que é a da magia). 
Ponha em cada uma das oito partes, oferendas: Velas abóbora, flores, lenços, vinho, cebolas, trigo, um boneco em forma de cobra e doces.
Acenda as velas. 

 

A roda da vida vai girar. 
A cobra dança no cesto. 
A vida vai melhorar!
 

Os Ciganos e a Umbanda Divina

OS CIGANOS E A ESPIRITUALIDADE 

“Eu vi um formoso Cigano Sentado na beira do Rio Com seus cabelos negros E os olhos cor de anil Quando eu me aproximava o cigano me chamou Com seus dados nas mãos O cigano me falou Seus caminhos estão abertos Na saúde, na paz e amor, Foi se despedindo e me abençoou Eu não sou daqui, mas vou levar saudades, Eu sou o Cigano Pablo, lá das Três Trindades.”
 
Esta linha de trabalhos espirituais já é muito antiga dentro da  Umbanda, e “carregam as falanges ciganas juntamente com as falanges orientais uma importância muito elevada, sendo cultuadas por todo um seguimento espírita e que se explica por suas próprias razões, elegendo a prioridade de trabalho dentro da ordem natural das coisas em suas próprias tendências e especialidades.
 
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Assim, numerosas correntes ciganas estão a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores e dirigentes aqueles espíritos mais evoluídos e antigos dentro da ordem de aprendizado, confundindo-se muitas vezes pela repetição dos nomes comuns apresentados para melhor reconhecimento, preservando os costumes como forma de trabalho e respeito, facilitando a possibilidade de ampliar suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam no universo astral seu paradeiro, como ocorre com todas as outras correntes do espaço.
 
 
O povo cigano designado ao encarne na Terra, através dos tempos e de todo o trabalho desenvolvido até então, conseguiu conquistar um lugar de razoável importância dentro deste contexto espiritual, tendo muitos deles alçado a graça de seguirem para outros espaços de maior evolução espiritual, juntamente com outros grupos de espíritos, também de longa data de reencarnações repetidas na Terra e de grande contribuição, caridade e aprendizado no plano imaterial.

A argumentação de que espíritos ciganos não deveriam falar por não ciganos ou por médiuns não ciganos e que se assim o fizessem deveriam faze-lo no idioma próprio de seu povo, é totalmente descabida e está em desarranjo total com os ensinamentos da espiritualidade sua doutrina evangélica, até as impossíveis limitações que se pretende implantar com essa afirmação na evolução do espírito humano e na lei de causa e efeito, pretendendo alterar a obra divina do Criador e da justiça divina como se possível fosse, pretendendo questionar os desígnios da criação e carregar para o universo espiritual nossas diminutas limitações e desinformação, fato que nos levaria a inviabilização doutrinária.

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Bem como a eleger nossa estada na Terra como mera passagem e de grande prepotência discriminatória, destituindo lamentavelmente de legitimidade as obras divinas.
 
Outrossim, mantêm-se as falanges ciganas, tanto quanto todas as outras, organizadas dentro dos quadros ocidentais e dos mistérios que não nos é possível relatar. Obras existem, que dão conta de suas atuações dentro de seu plano de trabalho, chegando mesmo a divulgar passagens de suas encarnações terrenas.
 
Agem no plano da saúde, do amor e do conhecimento, suportam princípios magísticos e tem um tratamento todo especial e diferenciado de outras correntes e falanges.
Ao contrário do que se pensa os espíritos ciganos reinam em suas correntes preferencialmente dentro do plano da luz e positivo, não trabalhando a serviço do mau e trazendo uma contribuição inesgotável aos homens e aos seus pares, claro que dentro do critério de merecimento, tanto quanto qualquer outro espírito teremos aqueles que não agem dentro desse contexto e se encontram espalhados pela escuridão e a seus serviços, por não serem diferentes de nenhum outro espírito humano.
 
Trabalham preferencialmente na vibração da direita e aqueles que trabalham na vibração da esquerda, não são os mesmo espíritos de ex ciganos, que mantêm-se na direita, como não poderia deixar de ser, e, ostentam a condição de Guardiões e Guardiãs.
O que existe são os Exús Ciganos e as Moças Ciganas, que são verdadeiros Guardiões à serviço da luz nas trevas, como todo Guardião e Guardiã dentro de seus reinos de atuação, cada um com seu próprio nome de identificação dentro do nome de força coletivo, trabalhando na atuação do plano negativo à serviço da justiça divina, com suas falanges e trabalhadores, levando seus nomes de mistérios coletivos e individuais de identificação, assunto este que levaria uma obra inteira para se abordar e não se esgotaria.
Contudo, encontramos no plano positivo falanges diversas chefiadas por ciganos diversos em planos de atuação diversos, porém, o tratamento religioso não se difere muito e se mantêm dentro de algumas características gerais.
Imenso é o número de espíritos ciganos que alcançaram lugar de destaque no plano espiritual e são responsáveis pela regência e atuação em mistérios do plano de luz e seus serviços, carregando a mística de seu povo como característica e identificação.

Dentro os mais conhecidos, podemos citar os ciganos Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros, da mesma forma as ciganas, como Esmeralda, Carme, Salomé, Carmensita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também.

É imprescindível que se afirme que na ordem elencada dos nomes não existe hierarquia, apenas lembrança e critério de notoriedade, sem contudo, contrariar a notoriedade de todos os outros ciganos e ciganas, que são muitos e com o mesmo valor e importância.
 
Por sua própria razão diferenciada, também diferenciado como dissemos é a forma de cultuá-los, sem pretender em tempo algum estabelecer regras ou esgotar o assunto, o que jamais foi nossa pretensão, mesmo porque não possuímos conhecimento de para tanto. A razão é que a respeito sofremos de uma carência muito grande de informação sobre o assunto e a intenção é dividir o que conseguimos aprender a respeito deste seguimento e tratamento.
Somos sabedores que muitas outras forças também existem e o que passamos neste trabalho são maneiras simples a respeito, sem entrar em fundamentos mais aprofundados, o que é bom deixar induvidosamente claro.
É importante que se esclareça, que a vinculação vibratória é de axé dos espíritos ciganos, tem relação estreita com as cores estilizadas no culto e também com os incensos, pratica muito utilizada entre ciganos.
Os ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada cigano tem  sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação é utilizada para velas em seu louvor. Uma das cores, a de vinculação raramente se torna conhecida, mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc. Os incensos são sempre utilizados em seus trabalhos e de acordo com o que se pretende fazer ou alcançar.
 
 
Para o cigano de trabalho se possível deve-se manter um altar separado do altar geral, o que não quer dizer que não se possa cultua-lo no altar normal.
Devendo esse altar manter sua imagem, o incenso apropriado, uma taça com água e outra com vinho, mantendo a pedra da cor de preferencia do cigano em um suporte de alumínio, fazendo oferendas periódicas para ciganos, mantendo-o iluminado sempre com vela branca e outra da cor referenciada. Da mesma forma quando se tratar de ciganas, apenas alterando a bebida para licor doce.
 
 
E sempre que possível derramar algumas gotas de azeite doce na pedra, deixando por três dias e depois limpá-la.
Os espíritos ciganos gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante fruta, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, podendo se encher jarras de vinho tinto com um pouco de mel.
 
Podendo ainda fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal e leva-los ao forno, por alguns minutos, muitas flores silvestres, rosas, velas de todas as cores e se possível incenso de lótus. 
As saias das ciganas são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o punhal, os dados, os cristais, a dança e a música, moedas, medalhas, são sempre instrumentos magísticos de trabalho dos ciganos em geral.
 
Os ciganos trabalham com seus encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, olhando por dentro das pessoas e dos seus olhos. Uma das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza.
 
Um dia alguém resolveu sair e ousou subir às alturas e descobriu o mundo da luz e suas belezas. Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo, retornou à escuridão e contou o que aconteceu.
Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também. Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza.
 
Deus então, preocupado em atende-los, concedeu e concordou com o pedido, determinando então, que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder e em troca concedia-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselha-las para o bem.
É muito comum usar-se em trabalhos ciganos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes e escolher datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua…”
 
Trecho extraído do livro “Rituais e Mistérios do povo Cigano” de Nelson Pires Filho Ed.Madras

Cigana Dalila

*Em passagem por este plano, a Cigana Dalila gozou de vida breve, partiu por volta de seus 19 ou 20 anos. Desde criança a meiga Cigana havia sido prometida para um cigano conforme os costumes de seu povo, entretanto, pouco antes de seu casamento, foi picada por uma cobra próximo ao seu acampamento e agonizou por longas horas. Ao ser encontrada desfalecida, todo seu clã se reuniu para tentar salvá-la, mas não houve kakus (feiticeiros), benzeduras ou rezas que conseguissem mudar tão triste sina, era sua hora.

 

 

Quem trabalha com esta Cigana sabe o valor da luz, alegria e espontaneidade que a mesma transmite. É leve, gosta de dançar e saltitar quando incorporada, apresenta-se com ares juvenil. Tem preferência por cores suaves, mas não dispensa o colorido. É faceira, porém deixa os médiuns à vontade quanto aos acessórios e vestimentas. Não costuma pedir bebida, contudo, se a oferecem vinho, ela toma com prazer. Ao ser solicitada para fazer magias a Cigana Dalila chama pelo espírito de seu amor para que trabalhem juntos. 
 
Diz gostar de ler cartas, mãos e de tocar banjo para harmonizar os ambientes em que ela aporta. Em consulta, ensina banhos de limpeza espiritual e dá dicas de simpatias para o amor, apregoando a fé em Santa Sara Kali. Quando ouvida a respeito de sua encarnação passada, Dalila conta que seu prometido fazia-lhe serenatas ao som de violinos à beira de uma fogueira, e em retribuição ela mostrava a banjoísta que era, dedilhando suavemente pelas cordas de seu instrumento que somente ela tocava em todo seu grupo.
 
As cores de velas da Cigana Dalila podem ser rosa ou amarela. Satisfaz-se quando recebe baralhos em oferendas ou alguma peça de valor afetivo da pessoa que está pedindo seu auxílio. Da mesma forma fica contente quando ganha fitas coloridas e pandeiro em forma de lua.
 
Valéria Fernandes
Pintura Cigana de Egron Lundgren

 

Cigano Wladimir

Este cigano é “do mundo”!
É protetor do trabalho, consola e ajuda à todos os que estão momentaneamente sem ele. Cigano imperioso e trabalhador, gosta das coisas boas da vida, que depois do trabalho seriam: mulher, mulher e mulher, depois música e comida.
Responsável, falante e guerreiro, os que não tem medo de lutar podem ir até ele.
Vladimir, um cigano que tem seu nome respeitado e talvez ao lado de Santa Sarah seja a entidade mais cultuada dentro da chamada Linha do Oriente ou Povo do Oriente. Por essa sua popularidade e mais que tudo como gratidão ao seu bondoso espírito, sempre protetor e amigo em nossa vida pessoal, é que resolvi falar um pouco dele aqui.

Escolhi duas das histórias mais correntes:

A primeira versão, muito antiga por sinal e que corre de boca em boca, diz que Vladimir apaixonou-se perdidamente por uma cigana de sua tribo, só que esse sentimento pela cigana também surgiu dentro do coração de seu irmão.
Para decidir a questão, o irmão de Vladimir propôs um duelo em que ambos disputariam a amada. Para não fugir à tradição, conta-se que Vladimir aceitou a proposta e dirigiu-se então para o tal duelo, porém, na hora exata de desfechar o golpe, percebeu ele que levaria vantagem, só que essa vantagem significava a possibilidade de matar o próprio irmão.
Aí então, Vladimir tem uma reação totalmente surpreendente para todos que assistiam o duelo, ou seja, não agrediu, ao contrário, não esboçou qualquer reação e assim então, acabou sendo apunhalado pelo próprio irmão, caindo morto em seguida.
A continuidade da história tem um desfecho um tanto quanto trágico, pois a tal cigana vendo seu amado caído no chão, morto com um punhal cravado no peito, caiu por sobre seu corpo e chorando retirou o punhal do peito de Vladimir, cravando-o em seguida em seu próprio peito, ato este que culminou também em sua morte.

A outra versão, conta-se que o Cigano Vladimir era de origem eslava (Indo-Européia) e que se apaixonou perdidamente por Esmeralda, que assim a chamavam por gostar de trabalhar em magia de cura com pedras verdes (a pedra Esmeralda é verde e também utilizada em cura!) e também gostava desta pedra para o seu uso pessoal, por isto esse apelido; mas ela se casou com outro, pois já estava prometida.
Vladimir se desesperou e começou a beber descontroladamente. Mais tarde, um pouco conformado, mas ainda apaixonado, passa a trabalhar com magia para unir os casais. Muitos anos depois, com eles já um pouco idosos, eles se unem, mas ficam pouco tempo juntos, pois ela logo morre.
Seja de que forma for queridos leitores, o fato é que Vladimir é hoje uma entidade de muita luz, sempre evocada com muito carinho por todos os amantes da Cultura Cigana, principalmente por aqueles que mantém algum tipo de ligação, com as gloriosas Entidades Espirituais Ciganas, hoje brilhando como pontos luminosos, na Estrada de Estrelas do Espaço Infinito.

Era moreno-claro, de olhos e cabelos pretos.

SUAS ROUPAS

Wladimir usava roupas diferentes, conforme a fase da lua. O detalhe constante nessas roupas é que a calça era sempre da mesma cor do colete de veludo que ele vestia por cima da blusa.

Na Lua cheia, ele usava blusão vermelho com colete e calça azul-turquesa;

na Lua crescente, blusão branco, colete e calça brancos rebordados com fios de prata;

na Lua nova, blusão azul-turquesa, colete e calça vermelhos rebordados com pedras coloridas;

na Lua minguante, blusão branco de mangas compridas, colete e calça marrons e uma faixa branca na cintura. Em todas as fases da Lua ele usava na cintura uma faixa branca, na qual trazia o seu punhal de prata.

 

SEUS ADEREÇOS

O lenço que Wladimir usava na cabeça era de cores diferentes, conforme a fase da Lua. Era azul na Lua cheia, branco no quarto crescente e vermelho na Lua nova.
Na orelha esquerda ele trazia uma argola de ouro e, no pescoço, um cordão de ouro com um medalhão antigo de seu clã.

SUA MAGIA

O Cigano Wladimir aprendeu a tocar violino com seis anos de idade.
Hoje, quando chega à Terra como espírito, pede logo o seu violino e começa a tocar antigas músicas eslavas.
Um detalhe importante: quem tem esse Cigano na aura não precisa saber tocar violino, pois, ao chegar, ele traz a essência da música. Esse é o mistério de Wladimir.

MAGIA CIGANA-CRAVO-DA-ÍNDIA




O cravo-da-índia tem o poder de limpar a aura, traz vigor para pessoas debilitadas por doenças,afasta o medo, combate infecções bucais, e bactericida, muito indicado também nas receitas de amor dos espíritos ciganos, pois é atrativo de boas energias.
 
 


PARA ATRAIR UM AMOR 
 


Para atrair um grande amor, coloque 3 cravos-da-índia dentro do seu perfume ou numa colônia, de preferência aquele que você mais usa no seu dia-a-dia.




PARA LIMPEZA ESPIRITUAL E FÍSICA DE AMBIENTES
 


  • 14 cravos-da-índia
  •   1 litro de álcool
  •   3 folhas de louro


Pegue os 14 cravos, o louro e deixe-os por 14 horas em contato com a terra (pode ser em um vaso qualquer planta que você tenha em casa). Faça seus pedidos aos espíritos ciganos para que energizem esses elementos, para que tragam o benefício desejado.No dia seguinte, coloque o louro e os cravos dentro do álcool e o embrulhe com um plástico escuro e deixe-o descansar por 9 dias, depois pode usá-lo para limpar sua mesa de trabalho, o chão do banheiro e da casa toda. Passe-o com o pano limpo. Poderá utilizá-lo em borrifador. Basta diluir 10 tampinhas para 2 litros de água.
 


PARA BANHO (PARA  O VIGOR FÍSICO E ESPIRITUAL E ATRATIVO DE BOAS ENERGIAS)
 


  • 3 cravos
  • 1 colher (chá) de mel
  • 1 colher (chá) de sementes de erva-doce 
  • 2 litros de água
  • 1 rosa vermelha



Tire a cabeça dos cravos-da-índia (não esqueça de deixar tudo por 24 horas em contato com a terra, como dito anteriormente). Esfregue a erva-doce nas mãos para ativar o óleo essencial, quando a água levantar fervura, desligue o fogo e acrescente as ervas , tampe e deixe até esfriar, após tomar seu banho normal, acrescente água do chuveiro a seu banho de ervas, até amorná-lo e jogue devagar do pescoço para baixo. As ervas usadas devem ser descartadas na terra.
 



Esse banho pode ser usado por gatos e cães debilitados. Basta retirar da receita o mel. Com a ajuda de um borrifador, borrife seu bichinho 2x por semana, um pouquinho já é o suficiente.

Dança do Ventre

A dança do ventre é uma famosa dança praticada originalmente em diversas regiões do Oriente Médio e da Ásia Meridional. De origem primitiva e nebulosa, datada entre 7000 e 5000 a.C, seus movimentos aliados a música e sinuosidade semelhante a uma serpente foram registrados no Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, e tinham como objetivo preparar a mulher através de ritos religiosos dedicados a deusas para se tornarem mães. Com a invasão dos árabes, a dança foi propagada por todo o mundo. A expressão dança do ventre surgiu na França, em 1893. No Oriente é conhecida pelo nome em árabe raqṣ sharqī (رقص شرقي, literalmente “dança oriental”), ou raqṣ bládi (رقص بلدي, literalmente “dança da região”, e, por extensão, “dança popular”), ou pelo termo turco çiftetelli (ou τσιφτετέλι, em grego).
É composta por uma série de movimentos vibrações, impacto, ondulações e rotações que envolvem o corpo como um todo. Na atualidade ganhou aspectos sensuais exóticos, sendo excluída de alguns países árabes de atitude conservadora.
A origem é controversa. É comum atribuir a origem a rituais oferecidos em templos dedicados à deusa Ísis, em agradecimento à fertilidade feminina e às cheias do rio Nilo, as quais representavam fartura de alimentos para a região; embora a Egiptologia afirme que não há registros desta modalidade de dança nos papiros – as danças egípcias possuíam natureza acrobática. É possível que alguns dos movimentos, como as ondulações abdominais, já fossem conhecidos no Antigo Egito, com o objetivo de ensinar às mulheres os movimentos de contração do parto. Com o tempo, foi incorporada ao folclore árabe durante a invasão moura no país, na Idade Média. Não há, contudo, registros em abundância da evolução na Antiguidade.
Por possuir elementos corporais e sensuais femininos, acredita-se que sua origem remonta ao Período Matriarcal, desde o Neolítico, cujos movimentos revelam sensualidade, de modo que a forma primitiva era considerada um ritual sagrado. A origem está relacionada aos cultos primitivos da Deusa Mãe, Grande Deusa ou Mãe Cósmica: provavelmente por este motivo, os homens eram excluídos do cerimonial (Portinari, 1989). As mais antigas noções de criação se originavam da ideia básica do nascimento, que consistia na única origem possível das coisas e esta condição prévia do caos primordial foi extraída diretamente da teoria arcaica de que o útero cheio de sangue era capaz de criar magicamente a prole. Acreditava-se que a partir do sangue divino do útero e através de um movimento, dança ou ritmo cardíaco, que agitasse este sangue, surgissem os “frutos”, a própria maternidade. Essa é uma das razões pelas quais as danças das mulheres primitivas eram repletas em movimentos pélvicos e abdominais.
As manifestações primitivas, cujos movimentos eram bem diferentes dos atualmente executados, tiveram passagem pelo Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, tendo como objetivo através ritos religiosos, o preparo de mulheres para se tornarem mães.

Tecnicamente, os movimentos são marcados pelas ondulações abdominais, de quadril e tronco isoladas ou combinadas, ondulações de braços e mãos, tremidos (shimmies) e batidas de quadril , entre outros. Segundo a pesquisadora norte-americana Morroco, as ondulações abdominais consistem na imitação das contrações do parto: tribos do interior do Marrocos realizam ainda hoje, rituais de nascimento, em que as mulheres se reúnem em torno da parturiente com as mãos unidas, e cantando, realizam as ondulações abdominais a fim de estimular e apoiar a futura mãe a ter um parto saudável, sendo que a futura mãe fica de pé, e realiza também os movimentos das ondulações com a coluna. Estas mulheres são assim treinadas desde pequenas, através de danças muito semelhantes à Dança do Ventre.

Ao longo dos anos, sofreu modificações diversas, inclusive com a inclusão dos movimentos do ballet clássico russo em 1930.
Dentre os estilos mais estudados estão os estilos das escolas:
  • Egípcia: manifestações sutis de quadril, domínio de tremidos, deslocamentos simplificados adaptados do Ballet Clássico, movimentos de braços e mãos simplificados;
  • Norte-americana: manifestações mais intensas de quadril, deslocamentos amplamente elaborados, movimentos do Jazz, utilização de véus em profusão, movimentos de mãos e braços mais bem explorados;
  • Libanesa: com shimmies mais amplos e informais, seguidos de deslocamentos muito simplificados.
  • No Brasil a prática revela uma tendência de copiar os detalhes de cada cultura, para fins de estudo e aumento de repertório. O estilo brasileiro tem se revelado ousado, comunicativo, bem-humorado, rico e claro no repertório de movimentos, assim como na Argentina, onde a dança do ventre é muito apreciada, estudada e praticada.

Tendo sido influenciada por diversos grupos étnicos do Oriente, absorveu os regionalismos locais, que lhe atribuíam interpretações com significados regionais. Surgiam desta forma, elementos etnográficos bastante característicos, como nomes diferenciados, geralmente associados à região geográfica em que se encontrava; trajes e acessórios adaptados; regras sobre celebrações e casamentos; elementos musicais criados especialmente para a nova forma; movimentos básicos que modificaram a postura corporal e variações da dança. Nasce então, a Dança Folclórica Árabe.

A dança começou a adquirir o formato atual, a partir de maio de 1798, com a invasão de Napoleão Bonaparte ao Egito, quando recebeu a alcunha Danse du Ventre pelos orientalistas que acompanhavam Napoleão. Porém, durante a ocupação francesa no Cairo, muitas dançarinas fogem para o Ocidente, pois a dança era considerada indecente, o que leva à conclusão de que conforme as manifestações políticas e religiosas de cada época, era reprimida ou cultuada: o Islamismo, o Cristianismo e conquistadores como Napoleão Bonaparte reprimiram a expressão artística da dança por ser considerada provocante e impura.
Neste período, os franceses encontraram duas castas de dançarinas:
  • As Awalim (plural de Almeh), consideradas cultas demais para a época, poetizas, instrumentistas, compositoras e cantoras, cortesãs de luxo da elite dominante, e que fugiram do Cairo assim que os estrangeiros chegaram;

 

  • As Ghawazee (plural de Ghazeya), dançarinas populares, ciganas – descendentes dos grupos de ciganos dumi (دومي) (ou nawar) e helebi (os mais comuns no Egipto e na região do Levante), que passavam o tempo entretendo os soldados. Entre os ciganos do Médio Oriente, a dança não é considerada vergonhosa, e as suas mulheres cantam e dançam para animar festas de casamento e eventos em geral, o que é aceite pela sociedade mais ampla, mas contribui ainda mais para manter os ciganos com status inferior. As Ghawazee descobriram nos estrangeiros, clientes em potencial e foram proibidas de se aproximarem das barracas do exército. No entanto, a maioria não respeitava as novas normas estabelecidas, e como conseqüência, quatrocentas Ghawazee foram decapitadas e as cabeças foram lançadas ao Nilo. Originalmente a dança possuía um aspecto religioso nos cultos à deusa mãe, não se sabe ao certo como foi a ligação com a ideia da prostituição, mas acredita-se que tudo tenha começado no período de transição do matriarcado para o patriarcado, quando as danças femininas passam a ser vistas como ameaça ao novo domínio político.

 

A história dá um salto, e em 1834, o governador Mohamed Ali, proíbe as performances femininas no Cairo, por pressões religiosas. Em 1866, a proibição é suspensa e as Ghawazee retornam ao Cairo, pagando taxas ao governo pelas performances.

No início da ocupação britânica em 1882, clubes noturnos com teatros, restaurantes e music halls, já ofereciam os mais diversos tipos de entretenimento.

A Dança do Ventre, por não ter sido, em origem, uma dança moldada para o palco, não apresenta regulações quanto ao aprendizado. Os critérios de profissionalismo são subjetivos, tanto no ocidente quanto nos países árabes, embora já comecem a ser discutidos no Brasil.

Alusão às posições dos papiros egípcios

Na passagem para o formato de palco, determinados elementos cênicos foram incorporados, principalmente no Ocidente:
  • Espada: A origem é nebulosa e não necessariamente atribuída á cultura egípcia ou árabe, sendo explicada por várias lendas e suposições. O que é certo, porém, é que a bailarina que deseja dançar com a espada, precisa demonstrar calma e confiança ao equilibra-la em diversas partes do corpo;

 

Pontos de equilíbrio mais comuns: cabeça, queixo, ombro, quadril e coxa;
Também é considerado um sinal de técnica executar movimentos de solo durante a música;
  • Punhal: Variação da dança com a espada, também sem registro de uso nos países árabes. O desafio para a bailarina nesta dança não é a demonstração de técnica, mas sim a de sentimentos;
  • Véus: Ao contrário do que se pensa, é uma dança de origem ocidental norte-americana, tendo sido, portanto, criada há pouco tempo, ao contrário das danças folclóricas. Hoje é uma dança extremamente popular, e mesmo os leigos na Dança do Ventre costumam entende-la e apreciá-la.

DANÇAS FOLCLÓRICAS

  • Candelabro (shamadan): Elemento original egípcio, o candelabro era utilizado no cortejo de casamento, para iluminar a passagem dos noivos e dos convidados. Dança-se, atualmente, como uma representação deste rito social, utilizando o ritmo zaffa.
  • Taças: Variação ocidental da dança com candelabro.
  • Khaligi: Dança genérica dos países do golfo pérsico. É caracterizada pelo uso de uma bata longa e fluida e por intenso uso dos cabelos. Caracteriza-se por uma atmosfera de união familiar, ou simplesmente fraterna entre as mulheres presentes. Dança-se com ritmos do golfo, principalmente o soudi.
  • Jarro: Representa o trajeto das mulheres em busca da água. Marcada também pelo equilíbrio.
  • Säidi: Dança do sul do Egito, podendo ser dançada com o bastão (no ocidente, bengala).
  • Hagallah: Originária de Marsa Matruh, na fronteira com o deserto líbio.
  • Meleah laff: representação do cotidiano portuário egípcio de Alexandria. As mulheres trajam um pano (meleah) enrolado (laff) no corpo.
As danças folclóricas normalmente retratam os costumes ou rituais de certa região de e por isso são utilizadas roupas diferentes das de dança do ventre clássica.
A dança com a cobra é considerada ato circense – a cobra era considerada sagrada no Antigo Egito e por isso algumas bailarinas fazem alusão nas performances – mas não é considerada representativa da dança.
 

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