A magia das fitas ciganas.

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Quando falamos em ciganos, falamos em cores, alegria, encanto, magia, sedução. 

E todo o misticismo que envolve essa cultura maravilhosa, e que ainda é vítima de preconceitos bobos. Pois bem, vamos falar sobre a magia das fitas, e como elas são usadas pelos ciganos e ciganas. 

 

 

Fita Amarela: Traz prosperidade, equilibra a mente, traz inovação de idéias. 

 

 

Fita Azul Clara: Proporciona serenidade, segurança e confiança, equilíbrio emocional e proteção. 

 

 

Fita Vermelha: Desperta a coragem, a determinação, o entusiasmo e a paixão. Equilibra os relacionamentos. 

 

 

Fita Verde: Cura física e espiritual. 

 

 

Fita Dourada: Usada em trabalhos de prosperidade, traz a riqueza. 

 

 

Fita Azul Royal: Proteção. 

 

 

Fita Rosa: Promove a auto-estima, a aceitação de si, promove o amor universal. Equilibra as emoções. 

 

 

Fita Laranja: Entusiasmo e alegria. 

 

 

Fita Violeta: Transmutação 

 

 

Fita Marrom: Traz a realidade prática da vida. Promove aterramento. 

 

 

Da próxima vez que vir uma cigana faceira dançar com seu pandeiro, e ver as fitas. Saiba que ela naquele momento ativa todas as forças da natureza para que a magia se realize no agitar do pandeiro e das fitas. 

 

 

 

Magia com fitas: 

 

 

Essa é uma magia simples que você pode fazer para atrair proteção, coragem e força no propósito que deseja. Pegue duas velas, uma vermelha e uma azul Royal. Amarre ambas com uma fita de cetim vermelho (daquelas fininhas). Coloque ambas em um pires ou no seu tacho cigano, desembainhe seu punhal e coloque próximo a elas. Consagre aos ciganos de luz e peça que Santa Sara te proteja para que você alcance o que deseja. Reze 03 ave marias e acenda as velas. Se quiser, embaixo delas coloque escrito num papel branco e sem pauta o seu pedido. 

Abian, Iyawô, Egbomi – A importância de cada fase no Axé.

Axé é a energia, a força. Ela se fortalece, se enfraquece, é positivo e também pode se tornar uma força negativa (ajé). Isso depende somente de nós e de nosso babalorixá.  Tudo começa com o abian:

 

 

 

ABIAN

 

 

O começo. Abian é aquela pessoa que se interessou pelo culto, mas ainda não cumpriu os rituais de iniciação. É uma fase importante, pois nesse momento que começa a busca por uma boa casa, e um bom babalorixá. O que o abian tem que ter em mente é que a escolha pertence a ele, e não ao seu orixá. Se fosse o contrário, não existiriam tantas pessoas iniciando em casas ruins.
Tenha em mente que você precisa procurar uma casa que tenha história, que seja séria. Tenha em mente também que orixá veio da África, e que as palavras mais fortes no culto são humildade, ancestralidade, tradição e hierarquia.
Então se você tem problemas em acatar ordens, em se abaixar para os mais velhos e receber broncas, espere um pouco mais pra se iniciar. No culto vemos os abians e iyawos como crianças; então se você fizer algo errado, vai ter puxão de orelha. Assim como na vida, tem alguns pais que são mais severos que os outros.
Pais muito permissivos tendem a ter uma família desorganizada e desregrada. Pais muito abusivos tendem a ter uma família desunida. Procure o meio termo.
Nesse período de abian dentro de um axé, lhe serão atribuídas tarefas menores, como organização e limpeza. Isso serve para ver se a pessoa irá se adequar a casa, se acostumar com as regras e a hierarquia.
Ele está sempre sendo observado pelos mais velhos, que sempre estão em busca de seu potencial. O que não pode acontecer também é ter abians de mais de 10 anos na casa. Ai tem algo errado. Ou o pai de santo cobra muito caro pela iniciação, ou a pessoa tem medo de compromisso. De qualquer maneira, tem que sair de cima do muro.
Se no seu período de abian você viu coisas que te desagradaram dentro da casa, analise. Se isso aconteceu com você abian ainda, imagine o que pode acontecer depois de anos dentro da casa?
Iyawô – A primeira fase.
Iyawôs são todos aqueles que se iniciaram e não cumpriram o fechamento do ciclo iniciático, ou seja, a obrigação de 7 anos. Um iyawô de 30 anos de santo que não tomou obrigação de 7, ainda é um iyawô. Esse período é crucial para o futuro de uma pessoa do axé.
Na iniciação, através de ritos e cantigas, é evocado o orixá. O orixá no orum, nesse momento é invocado, e cede uma parte de seu axé, que é colocado dentro do iniciado. É um axé direto do próprio orixá (olha a responsabilidade do pai de santo! Pense que ele deve fazer a evocação correta, e deve estar tudo de acordo, pois o orixá (em sua real presença) naquele momento irá se agradar ou se desagradar do que irá presenciar). Esse axé deve ser cuidado com zelo, com o intuito de se fortificar. Esse axé é um recém-nascido. As vezes não incorpora tão bem, não tem características próprias ainda. O babalorixá, ekédis e egbomis irão auxiliar nesse período de aprendizagem, do iyawô e do próprio orixá. Por isso, os mais velhos se intrometem tanto na maneira como o orixá se porta, pois ele e o iyawô não viveram o suficiente pra ter características. As características devem ser acompanhadas pelos mais velhos, tanto pra incentivar, quanto pra se coibir.
Tem que ter em mente que esse axé é cedido pelo orixá, uma parte sua. Por isso vemos vários Oguns, Oxuns em um mesmo barracão, cada um com características próprias.
Então o iyawô foi abençoado com um axé direto do próprio orixá. A benção vem acompanhada de muita responsabilidade. Cada obrigação, cada orô, cada culto, cada banho de folha, fortifica seu orixá, para quando virar adulto (obrigação de 7 anos), ele será um adulto forte e saudável, sem sequelas.
Pense nesse orixá como um bebê, que precisa crescer saudável e com força. Quanto mais você cultuar, mas força ele vai ter. Santo com axé e com força incorpora mais, se comunica com o filho através de sonhos e consegue ter forças para poder modificar os caminhos sua vida. Um santo não cultuado não tem axé suficiente para fazer algo por seu filho. Não é castigo.
Toda essa descrição, tem por finalidade ressaltar as responsabilidades que acompanham essa etapa. Nesse período, aprenda os nomes dos orixás, suas saudações, cantigas. Aprenda a fazer um acaçá, a cozinhar para seu próprio santo e aprenda as comidas básicas. Aprenda a se portar. Como diz um ditado:
“Quando pequeno, sente-se onde mandam, para quando grande, sentar onde quiser” .
 
Seja humilde, seja respeitador. Obedeça seus mais velhos, e não discuta. Se acha que se comportaram de maneira errada, converse somente com seu babá (Yá).
Ninguém respeita um egbomi que não sabe cozinhar comida de santo, que não sabe o suficiente para ensinar seus mais novos com carinho. Tenha orgulho dessa fase, tenha orgulho de seu mukan e de seu pé no chão. Os orixás abençoam mais os humildes, que cumprem as regras.
Um bom iyawô com certeza será um ótimo egbomi, e será respeitado. Pois respeito se conquista, e não se impõe.
Egbomi – A fase adulta
Hoje em dia vemos que ser egbomi anda perdendo seu valor. Isso porque os egbomis não se dão ao respeito, e muitos não sabem nada, pois quiseram pular a fase de aprendizado do iyawô. É lamentável um egbomi que não sabe nada, que não sabe ensinar e só sabe mandar, que não cultua seu santo regularmente. Eles gritam, esbravejam, ordenam e são arrogantes. Tentam impor o respeito que não conquistaram.
Um bom egbomi tomou suas obrigações no período certo, ou se esforçou pra isso. Pois a obrigação se chama Obrigação e não Opção. O santo a partir desse momento passa a ser adulto, e pode exercer suas características de maneira livre, pois aprendeu o bom senso durante seu período de aprendizagem.
A partir desse momento, caso haja interesse, e caso o egbomi tenha cargo, o egbomi está apto a aprender a ser um babalorixá. Ao contrário do que se acredita, ele quando toma 7 anos não está apto a ser um babalorixá logo de cara, mas sim, preparado a se aprofundar pra ser um. Ainda há muito a aprender!
Candomblé é um mar de informações.
Também tem aqueles que não se interessam em ser um babalorixá. Afinal, nem todo católico vira padre. Mas mesmo assim, se quer ser respeitado, tem de saber todo o básico sobre a religião e sua casa.
Seu santo já incorpora melhor, dança e comporta-se melhor. Sabe o que fazer, conhece as dobras do atabaque sem ajuda de ekedis. Nessa fase, se bem cultuado, o orixá já tem força o suficiente para alterar os caminhos de sua vida. O orixá já tem autonomia e pensa por sí próprio. (Quando digo “incorpora” melhor, é porque ao contrário de guias, que “invadem” nosso corpo, o orixá é uma força interna que cresce até tomar nosso corpo por completo. Isso leva um tempo, depende muito do iyawô, que tem que ter a mente aberta pra poder sentir o orixá, e tem que estar cultuando bem pra força (axé) crescer, expandir e se expressar. Alguns levam mais tempo que os outros).
O egbomi não deve ser só respeitado pelos seus mais novos. Ele passa a ser responsável por eles. Deve ensinar, proteger e cuidar de seus irmãos caçulas. Um erro cometido por um mais novo na frente de um mais velho, do ponto de vista espiritual, faz o egbomi ser responsável por aquilo.
Orixá vê iyawô como uma criança. Vê o egbomi como responsável por ensinar, educar e dar broncas, assim como corrigir as falhas cometidas. Quanto mais o tempo passa, mais axé se conquista, mais força e autonomia se tem. Tanto para abençoar, quanto para educar seu filho. Cada fase é importante e crucial para o futuro. Pular etapas é sacrificar o santo e seu axé.
Um dia, todos nós prestaremos conta ao orixá sobre o que fizemos, e de como cuidamos do axé que nos foi confiado por ele.

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