Lenda do uso da Ferradura para afastar o azar

A utilização da ferradura, para trazer boa sorte e manter o mal afastado, baseou-se em uma antiga e tradicional lenda cigana.
Diz a lenda que um dia surgiram 4 demônios que se chamavam Infelicidade, Azar, Doença e Morte. Certa noite um cigano estava cavalgando no seu cavalo predileto, retornando para casa em meio à escuridão, quando, no instante em que atravessava uma ponte, os 4 demônios saíram do mato e iniciaram uma perseguição a ele.
O cigano logo tratou de manter a dianteira, enquanto os 4 prosseguiram a caça, saltando as cercas e correndo velozmente pelas estradas. A perseguição era tanta que o Azar logo o alcançou. E a partir dai os dois cavaleiros, O Azar e o cigano, colocaram-se à frente dos outros 3 demônios até que, no momento exato em que ultrapassavam uma determinada estrada, a ferradura do cavalo do cigano se soltou. Acontece que a ferradura voou pelos ares e acabou atingindo a fronte do Azar, ferindo-o mortalmente. O cigano suspirou aliviado, parou para recolher a ferradura, e depois continuou a sua jornada de volta ao acampamento enquanto os outros 3 demônios agarravam o cadáver do irmão para o enterrarem.
Ao chegar ao acampamento, o cigano pregou a ferradura na porta do seu vardo e contou para toda a tribo a sua façanha de ter matado o Azar. No dia seguine, os 3 demônios restantes chegaram ao local, à procura do cigano; porém quando viram dependurada na porta do vagão aquela ferradura que havia matado o Azar, fugiram assustados com os rabos entre as pernas.
Toda vez que um cigano encontra no chão uma ferradura com a sua parte aberta voltada para ele, e com as suas chapinhas viradas para cima, ele a pega e lança de imediato para trás por cima do seu ombro esquerdo. Depois cospe e continua o seu caminho.
Contudo, se a parte aberta da ferradura estiver voltada para ele, tendo as duas chapinhas viradas para baixo, ele a dependura no galho de uma árvore das cercanias ou então a cerca com qualquer coisa para que a má sorte se afaste. Depois cospe e segue em frente.
Entretanto quando a fechadura está com a sua parte fechada voltada para ele (pouco importando se as chapinhas estão viradas para cima ou para baixo), é um sinal de boa sorte, e, caso seja o seu desejo, ele pode levá-la para casa e dependurá-la na sua porta. Mas, independente de a ter levado ou não para casa, a sorte lhe vai sorrir naquele dia.
Aliás, para que as ferraduras possam atrair a boa sorte, elas devem ser dependuradas com a sua parte aberta para o alto e a fechada para baixo.
-Extraído de “Magia e Feitiçaria dos Ciganos”, de Raymond Buckland
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Oração para os Orixás

ORAÇÃO PARA OS ORIXÁS

Que a irreverência e o desprendimento de Exu me animem a não encarar as coisas de forma como elas parecem à primeira vista e sim que eu aprenda que tudo na vida, por pior que seja, terá sempre o seu lado bom e proveitoso!
Laro Yê Exu!
Que a tenacidade de Ogum me inspire a viver com determinação, sem que eu me intimide com pedras, espinhos e trevas. Sua espada e sua lança desobstruam meu caminho e seu escudo me defenda.
Ogun Yê meu Pai!
Que o labor de Oxossi me estimule a conquistar sucesso e fartura à custa de meu próprio esforço. Suas flechas caiam à minha frente, às minhas costas, à minha direita e à minha esquerda, cercando-me para que nenhum mal me atinja.
Okê Aro Ode!!!!
Que as folhas de Ossain forneçam o bálsamo revitalizante que restaure minhas energias, mantendo minha mente e meu corpo são.
Ewe Ossain!!!!
Que Oxum me dê serenidade para agir de forma consciente e equilibrada. Tal como suas águas doces – que seguem desbravadoras no curso de um rio, entrecortando pedras e se precipitando numa cachoeira, sem parar nem ter como voltar atrás, apenas seguindo para encontrar o mar – assim seja que eu possa lutar por um objetivo sem arrependimentos.
Ora Ye Yêo Oxum!!!!
Que os raios de Iansã alumiem meu caminho e o turbilhão de seus ventos e tempestades limpem meu caminho e levem para bem longe aqueles que de mim se aproximam com o intuito de se aproveitarem de minhas fraquezas.
Êpa Hey Oyá!!!!
Que os raios de Xangô iluminem meus caminhos e suas pedreiras sejam a consolidação da Lei Divina em meu coração. Seu machado pese sobre minha cabeça agindo na consciência e sua balança me incuta o bom senso.
Caô Cabecilê!!!!
Que as ondas de Iemanjá me descarreguem levando para as profundezas do mar sagrado as aflições do dia-a-dia dando-me a oportunidade de sepultar definitivamente aquilo que me causa dor e que seu seio materno me acolha e me console.
Odoyá Iemanjá!!!!
Que as cabaças de Omolu/Obaluaiê tragam não a cura de minhas mazelas corporais, como também ajudem meu espírito a se despojar das vicissitudes.
Atotô Obaluayê!!!!
Que a vitalidade dos Ibejis me estimule a enfrentar os dissabores como aprendizado; que eu não perca a pureza mesmo que, ao meu redor, a tentação me envolva. Que a inocência não signifique fraqueza, mas sim refinamento moral. 
Onibeijada!!
Que o arco-íris de Oxumarê transporte para o infinito minhas orações, sonhos e anseios e que me traga as respostas divinas, de acordo com o meu merecimento. 
Arrobobo Oxumarê!!!!
Que a paz de Oxalá renove minhas esperanças de que, depois de erros e acertos; tristezas e alegrias; derrotas e vitórias; chegarei ao meu objetivo mais nobre; aos pés de Zambi maior!
Êpa Babá Oxalá!!!!
AXÉ.
Autor desconhecido.

Aonde estava Exú nessa hora?

Esses dia fomos questionados pelo fato de estarem acontecendo muitos homicidios
dentro das casas de Candomblé ou Umbanda, no nosso Brasil.
Respondemos assim: Será que não é a insatisfação dos males feitos por sacerdotes
e sacerdotizas? Será que os deuses começaram a fechar os olhos pelo desmando?
Bem, no nosso endender, se isso acontece em alguma casa , é simplesmente 
porque os proprietários, zeladores e zeladoras, dão caminho para a situação! 
Mas como?
Hoje, as  festas de exú são um caminho aonde as Pombo giras, e Exús, mesmo
sabendo dos clientes com seus passados ou vidas tortas, os atendem em
seus pedidos; e, muitas das vezes a ganância dos zeladores é tão grande,
que fecham os olhos para o certo e o errado, e cultivam uma amizade entre
laços por conta do dinheiro fácil, e se esquecem que certos tipos de pessoas
ilícitas procuram somente o Orixá para bens próprios,  muitas das vezes
para se livrarem de desafetos ou até mesmo da polícia/justiça.
O sacerdote ambicioso, se envolve, e muitas das vezes compactua com a
situação,  fechando os olhos para a real situação. Até que a mão não seja
mais um ponto de união entre o bem e o mal, daí o caminho para uma tragédia
já está próximo, e muitas vezes sem volta. 
Daí, quando acontece a tragédia, muitos perguntam: “cadê o Exu da casa que
não viu isso?” “Cadê o jogo do sacerdote que não lhe avisou do mal agouro,
ou seja, respondendo cade o Exu?” Ele estará aonde ele sempre esteve,  lá nos seus
acentamentos, somente observando, porque temos que fazer o correto, pois desde que a
gente compactua com coisas erradas, e sabemos que é errado, os Orixás e Exús não
tem nenhuma obrigação de nos defender, sendo que eles mesmos procuraram por
causa de suas ambiçoes, portanto, se a pessoa passar por um enredo de morte,
vai acontecer! Vai ver o que fizeram nesse meio tempo, clientes e sacerdotes:
TUDO ERRADO! 
Portanto, devemos sempre procurar a autorização de nossos Inkisses, Orixás ,
Voduns,  Exús e Pombos Giras. Se a pessoa realmente veio em sua porta pra somar,
e se não veio a somar, trate bem, dê conselhos, e ponto final.
Nem Exú, nem Pombo gira, vai lhe segurar, se você vive no erro.
Lembre-se também: tudo aquilo que é seu virá nas suas mãos no tempo
e hora marcada. Dinheiro fácil encurta a vida, afasta as boas energias trazendo
perigo à você, e aos seus clientes/seguidores.
Agora, dizer que um jogo não avisa o que vai acontecer, é ilógico.
As coisas negativas caem direto em nossa mesa de jogo, as vezes voce se livra,
e outras vezes você esta condenado aquilo, pois foi voce mesmo
quem procurou.

Então amigos, cuidado com a facilidade.

Orixá, Exú e Pombo Gira não são facilidades.
Procurem ser corretos para que sejam sempre bem visto e lembrados.

Kolofé a quem é de Kolofé,

Motumbá a quem é de Motumbá, 

Mukuiu a quem é de Mukuiu,

E a benção a quem é de benção.

Nota

Lua Minguante: acabe com as energias negativas.

A fase minguante da lua é ideal para se resguardar um pouco, pensar sobre suas atitudes, vontades e relações. Se você se sente carregada, pode aproveitar para fazer uma limpeza em sua casa, jogando fora tudo o que você não usa mais e abrindo espaço para o novo. Para deixar o ambiente ainda mais equilibrado, faça a magia cigana da lua minguante e garanta que sua casa está livre de energias pesadas e negativas.
Magia da Lua Minguante: Esta faxina pode ser feita em qualquer dia, mas ela fica ainda mais potente nessa fase da lua. Separe os seguintes materiais:
  • 1 aspirador de pó (caso a sua casa tenha carpete)
  • 1 vassoura (se na sua casa tiver piso de madeira ou piso frio)
  • flores de lavanda
Como fazer a magia da Lua Minguante?
Jogue as flores de lavanda pela casa, começando pelo cômodo que sentir mais carregado. Durante o processo repita: Fora sofrimento, fora dor. Que fiquem apenas a alegria e a felicidade. Passe o aspirador ou a vassoura por cada cantinho, primeiro no sentido anti-horário e depois no sentido horário, sempre fazendo círculos e dizendo: Três vezes três, o poder que tenho de trazer comigo dias mais felizes a cada mês. Do pó ao pó, saia daqui e me traga uma nova vida. Esvazie o aspirador ou jogue o pó acumulado com a vassoura em um terreno baldio.
Para deixar a sua casa sempre protegida, faça essa magia da Lua Minguante todos os meses e tenha sempre por perto alguns itens que ajudam a equilibrar as energias:
  • Plantas vivas
  • Flores brancas
  • Ervas como arruda e espada de São Jorge
  • Amuletos como olho grego e pimenta
  • Animais vivos, como cachorros e gatos

 

Evite acumular coisas desnecessárias, tanto itens materiais, como objetos antigos e roupas que não usa mais, como sentimentos. A mágoa, por exemplo, nos deixa pesadas e piora a qualidade de nossa vida. Procure deixar o estresse do trabalho para fora de casa e faça dela seu santuário, onde apenas pensamentos positivos entram. Se surgirem conflitos na família, resolva-os logo e faça uma faxina breve com óleo essencial de lavanda para quebrar o clima. Dessa maneira não só sua residência, mas toda a sua vida vão estar blindadas de maldade e pessimismo.

Folhas no Candomblé

Apesar do asé de todas as folhas pertencer a Ossaim, todos os orixás possuem
suas próprias folhas, algumas para usos iniciáticos, outras para banhos, outras para pós, algumas tão quentes ou tão frias, que seu uso não é recomendável, algumas somente para feitiços, etc. Cada tipo de folha pode pertencer a mais de um orixá.
CLASSIFICAÇÃO:
1) São divididas por elementos, a saber:
EWÉ AFÉEFÉ – folhas de ar
EWÉ INÓN – folhas de fogo
EWÉ OMIN – folhas de água
EWÉ ILÉ ou IGBÓ – folhas de terra
Essa divisão remonta à classificação dos orixás por elementos, apesar de sabermos que os orixás possuem, folhas pertencentes a todos os elementos. A chave é o equilíbrio. Só para lembrar, a divisão dos orixás por elementos é:
ORIXÁS DE FOGO: Exú, Ogum, Xangô, Oyá.
ORIXÁS DE TERRA: Ogum (o ferro), Oxóssi, Omulu/Obaluaiê, Nanã. (lama = terra + água), Oxumarê e Logun.
ORIXÁS DE ÁGUA: Iemanjá, Oxum, Nanã, Oxumarê, Logun, Obá, Ewá, Oxalá (nas chuvas finas).
ORIXÁS DE AR: Oyá, Oxalá (nas nuvens e no céu), Oxumarê (no arco íris).
Devemos ter em mente que esta classificação é genérica, pois não leva em consideração que, em seus caminhos específicos, os orixás se relacionam com outros orixás e, conseqüentemente, com outros elementos. Por exemplo, Oyá Onira (Vodun Djo) = fogo + ar + água = água fervente ou vapor d’água, etc. Por isso, é aconselhável o uso equilibrado dos quatro elementos num amaci/agbo/omieró, principalmente no que diz respeito aos rituais iniciáticos.
Outra classificação diz respeito à polaridade das folhas, determinada normalmente por seu formato, onde temos:
EWÉ APA ÒTÚN  X  EWÉ APA ÒSÍ
Folhas da direita Folhas da esquerda
Masculinas Femininas
Formas alongadas/fálicas Formas arredondadas/uterinas
Geralmente, de fogo ou ar Geralmente de água ou terra
Também se considera as condições de: excitação (gùn) ou calma (èrò) geradas pelas folhas, que é de extrema importância.
GÙN  X  ÈRÒ
Folhas de fogo ou terra, que Folhas de ar ou água, que facilitam a possessão e abrandam o transe e acalmam o orixá e a pessoa. Volta-se a frisar, o equilíbrio é fundamental.
Em banhos (amacis – banhos frescos, ou agbos – banhos de fundamento do asé) é
necessário analisar as condições da pessoa e de seu orixá. Se o banho é para pessoa/orixá muito calmo, usam-se algumas folhas GÙN, para equilibrar a energia. Se for ao contrário, usa-se algumas folhas ÈRÒ.
Geralmente, usam-se 7 folhas para banhos de Exú e 16 para os banhos de orixás,
mantendo-se sempre a harmonia e o equilíbrio dentre os elementos já descritos.
OBS: Todo banho (seja amaci ou abô) com fins rituais deve ser de erva fresca, colhida na parte da manhã com os devidos cuidados e rituais, quinado e devidamente rezado e imantado com uma vela acesa durante a sua preparação.
DIVISÃO DAS FOLHAS POR ORIXÁS
EXÚ: Picão, cambará, erva do diabo ou figueira do inferno, aroeira vermelha, dormideira, pimentas (quaisquer), arruda, olho de gato, carrapicho, tiririca, alfavacão, perpétua, sapê, cansanção, trombeta roxa, urtiga, maconha, branda-fogo ou folha de fogo, vassourinha ou mastruz, mamona vermelha, corredeira, coroa de cristo, cana de açúcar, arrebenta cavalo, bico de papagaio, azevinho, carurú ou bredo com espinho, tento de Exú, comigo ninguém pode, assa-fétida, erva de bicho, espinheiro, erva grossa, losna, hortelã pimenta, mandacaru, cacto, palmatória de Exú, pau d’alho, fortuna, patchuli, babosa, assa peixe, avinagueira,
barba de diabo, fedegoso, garra de diabo ou garra de Exú ou unha de Pombo Gira, jamelão, jurubeba, sempre viva, tinhorão roxo.
OGUM: Romã, milho, aroeira branca, akoko, alumã, visgo, sumaúma, cipó chumbo (Ogunjá), lírio do brejo, pinhão branco ou roxo, tiririca, sapê, capixaba, espada de São Jorge, lança de São Jorge, abre-caminho, guiné, guiné pipiu, cajazeiro, dendezeiro ou màriwò, babosa, oficial de sala, folhas de inhame cará, dandá da costa (capim e raiz), mangueira (principalmente espada), vence demanda ou vence tudo, peregum verde, agrião do brejo ou erva botão ou pimenta d’água), carurú sem espinho, araçá, costela de Adão, eucalipto, goiabeira, espinheira santa, São Gonçalinho, alfavaquinha, beldroega, camboatá, canela de macaco, capim limão, cordão de frade ou São Francisco, erva tostão, erva de bicho, língua de vaca, losna, mutamba, pé de pinto, mal me quer, coqueiro, carrapeteira.
OXÓSSI: Folhas de milho, folhas de coqueiro, murici, akoko, São Gonçalinho, visgo, pinhão branco e roxo, carrapicho, chifre de veado, dandá da costa, sapê, taioba, rama de leite, lágrima de Nossa Senhora, guiné, guiné pipiu, acácia ou chuva de ouro, folhas de guaximba ou língua de galinha, jasmim manga, carqueja, jurubeba, capim limão, cordão de frade ou São Francisco, caiçara, guapo, colônia, alecrim do mato ou do campo, araçá, cajueiro, cipó caboclo, erva curraleira, espinheira santa, juremeira, nicurizeiro, erva passarinho, chapéu de couro, assa peixe, alfavaca, carurú sem espinho, cana fita, capeba, groselha, ingá, língua de vaca, peregum verde, pitanga.
OSSAIM: Apesar de todo axé das folhas, e por conseqüência, todas as folhas, pertencerem a Ossaim, as folhas de fundamento do orixá e de uso mais comum para ele são: Baunilha de nicuri ou nicurizeiro, tira teima, umbaúba branca, aroeira, akoko, cipó milomi ou jarrinha, balainho de velho, aridan (folhas e favas), pimenta da costa, cipó chumbo, bejerecum (folhas e favas), dandá da costa, andará (folhas e favas), sapê, hibisco vermelho ou branco dobrado, trombeteira, quebra-pedra, erva pombinho, mamona, rama de leite, lágrima de Nossa Senhora, erva vintém, pitangueira, jurubeba, ingá, obi, guapo, orobô, patioba, peregum (verde ou rajado), barba de São Pedro ou sene, carrapicho, erva pita, araçá, jureminha, cacau, café, carobinha, chapéu de napoleão (folhas), erva andorinha, losna, olho de boi (folhas), louro, alecrim, alfavaquinha, amendoeira, beldroega, canela de macaco, erva tostão, folhas de ficus, folhas de fumo, mal me que, língua de galinha ou guaximba.
OMULÚ/OBALUAIÊ: Pata de vaca branca, erva passarinho, sete sangrias, rabujo, sabugueiro, cipó chumbo, jenipapo, alfavaca, canela de velho, melão de São Caetano, quebra pedra, erva moura, gervão, mostarda, cipó cabeludo, tanchagem, juá de capote, fedegoso, maria preta, olhos de santa luzia ou marianinha, coreana, coroa de cristo, babosa, barba de velho, jequitirana, cordão de frade ou de São Francisco, vassourinha, barba de boi, erva pita, erva de Sta. Maria, carobinha, cinco chagas, copaíba, coqueiro de purga ou de catarro, erva andorinha, erva de bicho, erva grossa, pau d’alho, kitoko, velame, viuvinha, cana do brejo, alumã, beldroega vermelha, crisântemo, confrei.
OXUMARÊ: Erva passarinho, língua de galinha ou guaximba, dormideira ou sensitiva, amendoim, folha da riqueza (fortuna ou dólar ou dinheiro em penca), jiboia, folhas de batata doce, maria preta, bananeira, vitória régia ou oxibatá, tomateiro, trancinha de Oxumarê, melão de São Caetano, coqueiro de Vênus, mutamba, parietária, rama de leite, cipó milomi ou jarrinha, arrozinho, melancia, ojuorô, samambaia de poço ou pente de cobra, folhas trepadeiras, de um modo geral.
IROKO: Gameleira branca ou Iroko, abiu, barba de velho, cajueiro, colônia, jaqueira, mãe boa, cipó milomi, noz moscada, folhas de fruta pão, graviola, bananeira, mangueira, castanha do Pará, erva pita, árvores centenárias de grande porte.
XANGÔ: Fortuna, cambará, romã, umbaúba branca ou vermelha, tamarindo, jaqueira, erva de São João, alfavaca, xanan (aipim ou carurú sem espinho – para Barú), erva tostão, pimenta de macaco, carurú sem espinho ou Oyó, branda fogo ou folha de fogo, azedinha ou avinagueira, campainha, jaborandi, crista de galo, gerânio cheiroso, capim fino, flamboyant, carrapeteira, cinco chagas, capim limão, alibé de Xangô (folhas e favas), orobô, castanha do Pará, vence demanda, oxibatá vermelho, urucum, cascaveleira ou xiquexique, cajueiro, camboatá, cruzeirinho, manjerona, negra-mina, salsaparrilha, iroko ou gameleira branca, kitoko, lírio vermelho, lírio branco, elevante, aroeira, beijo vermelho, capeba, erva prata, jarrinha ou cipó milomi, malva, para-raio, panaceia, manjericão roxo,
pena de Xangô.
OYÁ: Pata de vaca rosa, fedegoso, aroeira, dormideira, pinhão branco e roxo, bambú (folhas), maravilha, trombeta rosa, erva tostão, erva prata, espada de Sta. Bárbara, lança de Sta. Bárbara, branda fogo ou folha de fogo, campainha, mutamba, gerânio cheiroso, taquari, fruta pão, para-raio, flamboyant, quiabo, amora, maracujá, cinco chagas, oxibatá rosa ou vermelho, crista de galo, erva santa, jaborandi, peregum rajado, língua de vaca, umbaúba vermelha, carurú sem espinho, canela de macaco, capeba, erva passarinho, cipó milomi ou jarrinha, malva rosa, negra mina, parietária, rama de leite, taioba branca.
OXUM: Erva capitão ou abebê d’Oxum, picão, melão d’água, cipó milomi ou jarrinha, lavanda, vassourinha de relógio, pimentinha d’água ou oripepê, bem me quer, manjericão branco, melão, aguapé, elevante, hibisco, beti cheiroso ou aperta ruão, beti branco, sândalo, carurú sem espinho, cana de jardim, brilhantina, trevo de quatro folhas, mal me quer ou calêndula, erva cidreira, pata de galinha, capim fino, jambeiro rosa, erva vintém, erva doce, pitangueira, mãe boa, macassá ou catinga de mulata, girassol (pétalas), erva de Sta. Luzia, oxibatá amarelo ou branco, oriri, vassourinha d’Oxum, canela, alface, assa peixe, cabelo de Vênus, flor de ouro ou botão de Orunmilá, cajueiro, cravo, dinheiro em penca, dólar, jasmim, tapete d’Oxum, poejo, colônia, lótus, melissa, flor de laranjeira, alfazema, lírio, agoniada, amor do campo, capeba, malva branca, parietária, rama de leite.
LOGUN: Combinação das folhas de Oxóssi e Oxum (verificar os caminhos para haver o equilíbrio) + Coqueiro de Vênus, chifre de veado, comigo ninguém pode verde, peregum rajado.
EWÁ: Maravilha, batata de purga, cana de jardim ou bananeira de jardim, oxibatá lilás, tomateiro, dormideira.
OBÁ: Vitória régia, oxibatá vermelho, tangerina, rosa vermelha.
IBEJI: Sapoti, flamboyant, quiabo, cana de açúcar, maracujá, bananeira, abacaxi, araruta, poejo, uva.
IEMANJÁ: Melão d’água, coqueiro, lírio do brejo, melancia, manjericão branco, elevante, maricotinha, beti branco, beti cheiroso, erva da jurema, erva prata, carurú sem espinho, capeba, pariparoba, taioba branca, mostarda, lágrima de Nossa Senhora, salsa de praia, azedinha do brejo ou erva saracura, mãe boa, macassá, emília, pandano (Iamacimalé), oxibatá branco, vassourinha, árvore da felicidade (Iamacimalé), colônia, agrião d’água, camboatá (Iamacimalé), rosa branca, uva, verbena, umbaúba branca, algas, panacéia, alfazema, macela, aguapé, condessa, dandá do brejo, malva branca, papo de peru, rama de
leite, araçá da praia.
NANÃ: Pata de vaca branca ou rosa ou lilás, erva passarinho, espelina falsa, língua de galinha ou guaximba, taioba, aguapé, melão de São Caetano, baronesa ou jacinto d’água, mostarda, cipó cabeludo, maria preta, balaio de velho, marianinha, xaxim, azedinha do brejo, mãe boa, batatinha, guacuri, oxibatá lilás, arnica do campo, manacá, quaresmeira, viuvinha, umbaúba branca e roxa, vassourinha, alfavaca roxa, avenca, broto de feijão, cana do brejo, capeba, cipreste, cipó milomi ou jarrinha, macaé, rama de leite.
OXALÁ: Fortuna, coqueiro, tamarindo, dama da noite, trombeta branca, oripepê, manjericão branco, erva de bicho ou folha de igbi, guando, boldo ou tapete d’Oxalá, beti branco, beti cheiroso ou aperta ruão, erva prata, mamona branca, brilhantina, parietária, mutamba, lágrima de Nossa Senhora, beldroega, trevo de quatro folhas, algodão, alecrim, fruta pão, mamoeiro, cabaceira, graviola, dendezeiro, sálvia, língua de galinha ou guaximba, erva vintém, azedinha do brejo, gameleira branca, folha de inhame cará, macaé, cinco chagas, ingá, macassá, saião, emília, bananeira, guapo, língua de vaca, oxibatá branco, oriri, chapéu de couro, carurú sem espinho, cana do brejo, amendoeira, bálsamo, espinheira santa, benjoim, erva doce, colônia, lírio branco, jasmim ou junquilho, mirra, noz moscada, pixurim, uva verde, maria sem vergonha branca, oliveira, elevante, beldroega, louro, malva branca, paineira.

A Sexualidade Cigana

Um dos povos mais sensuais e estereotipados como grandes sedutores, é o povo cigano, os gitanos sempre envolventes em sua forma de tratar uma mulher, sorridentes, dançantes, as ciganas sempre muito sorridentes, alegres e vistosas atraem olhares por onde passam.
 
Contudo, mesmo que o povo cigano seja o maior defensor da liberdade em todos os aspectos, muito se engana quem pensa que por serem um povo sedutor não possuem regras quanto a questão sexual e que tudo é permitido. 
Para os ciganos o sexo é a concretização de um ato de amor, a chance da formação familiar e por isso é muito respeitado, não sendo nunca tratado de forma leviana, as ciganas, inclusive, precisavam casar virgem, mas depois de casados, o casal cigano podia curtir sua sexualidade de forma integral. 
Ainda é muito discutido se a questão das ciganas não poderem usar saias curtas tem a ver com a tendência das vestimentas de épocas mais remotas que reprimiam qualquer sensualidade maior ou se é porque alguns grupos ciganos que migraram do Oriente Médio também acreditavam que da cintura para baixo as ciganas eram “impuras” por causa da menstruação e não era positivo desejar o que é impuro. 
A sedução, a beleza do povo cigano podem ser muito tentadores, porque são naturais, intrínsecos e não forçado, mas nunca será direcionado ao sexo vil e a imoralidade.

Manual do Abian e do Iyawô.

1- Não retrucar o pai-de-santo. Você por acaso retruca seus pais?
2- Não retrucar seus irmãos mais velhos e egbomis; Você por acaso retruca seus avós?
3- Caso tenha algo para falar que não esteja concordando, discretamente peça um minuto da atenção do zelador/zeladora de santo e exponha a situação civilizadamente, sem precisar que a torcida do Flamengo esteja assistindo. Dar um escândalo no meio do barracão não é postura de um filho de santo, e você ainda corre o risco de tomar um coió na frente de todo mundo.
4- Quando tiver visita no barracão (egbomis, ekedes, ogãs, zeladores), seja em dia de festa ou em dia corriqueiro, é bom que os filhos se abaixem para dirigir a palavra ao zelador/zeladora de santo. Detalhe: Só atrapalhar a conversa caso seja EXTREMAMENTE necessário. Deve-se chegar junto à ele, mas não muito, e ficar abaixado esperando que ele pergunte o que deseja. Quando ele perguntar, comece sempre sua frase com “AGÔ”. “Agô, babá etc…
5- Nunca, jamais, em tempo ou hipótese alguma, seja no seu barracão ou no barracão do alheio, deve-se sentar na mesma altura que o zelador/zeladora de santo. Eles já passaram por vários sacrifícios para estar sentado confortavelmente ali. Você ainda está no meio do caminho. Portanto, pra que querer sentar aonde você não alcança?
6- Iyawô e abian não bebem nenhum líquido em copo de vidro dentro de seu barracão ou no barracão do alheio. Deve-se esperar o bom e velho copinho de plástico ou então a conhecida DILONGA, BAN ou CANEQUINHA DE ÁGHATA, como você preferir chamar. Copo de vidro só quem tem direito é egbomi, ekede, ogã e zelador/zeladora.
7- Iyawô e abian não come em prato de vidro ou louça. Apenas em pratinho de plástico ou ághata. Aliás, devemos lembrar que é de boa educação cada filho trazer seu devido pratinho de ághata e sua devida canequinha para seu uso pessoal no barracão. Ah! Garfo? Nem pensar! pode usar a colher, somente. Garfo, só com 7 anos de santo feito, ou então sendo ekede, ogã, zelador/zeladora.
8- Terminou seu ajeum? Pegue seu pratinho e sua canequinha, vá para cozinha e lave. Não cai a mão e não dói. Infelizmente ainda não possuímos uma empregada que possa cuidar da limpeza geral enquanto nós descansamos.
9- Como dissemos no ítem anterior, não temos uma empregada para limpar tudo. Portanto, cada um deve se conscientizar e fazer a sua parte. Ficar protelando, esperando que algum irmão de santo se encha da bagunça e vá arrumar por você não tem cabimento. Cada um fazendo um pouco fica mais fácil e rápido.
10- Resolveu visitar o/a zelador/zeladora? Que maravilha! Eles amarão sua visita, ainda mais se você vier com uma modesta colaboração para o ajeum, pois como é do conhecimento de todos, o/a zelador/zeladora não são ricos e nem tem obrigação de alimentar todo mundo. Madre Teresa de Calcutá já morreu, e definitivamente, ela não vira na cabeça do pai de santo.
11- Ao chegar ao barracão, o procedimento correto é: 
a) Amarrar um pano no peito (mulheres); 
b) Ir direto para a cozinha beber um copo d’água para esfriar o corpo da rua, sem fazer paradas para bater-papo e colocar a fofoca em dia; 
c) Tomar seu banho e ir trocar de roupa; 
d) Bater cabeça no axé, na porta do quarto de santo e para o zelador ou zeladora; e) Tomar a benção à TODOS os seus irmãos, sendo dos mais velhos aos mais novos, de acordo com a ordem iniciática. Agora sim, caso não haja nada em que se possa ajudar (muito embora seja impossível, pois em uma casa de santo sempre tem algo a ser feito), você pode ir colocar seu tricô em dia.
12- Você trabalhou feito uma escrava/escravo, e se cansou? Acabou de fazer todo o serviço? Bem, agora você pode pegar o seu maravilhoso APOTÍ e confortavelmente sentar-se nele. Como dissemos no item 5, cadeiras, sendo com ou sem braço, só ebomis, ekedes, ogãs ou zeladores que podem sentar. Existe uma variável do APOTI, que é a famosa ESTEIRA. Nela você pode se sentar, se espichar e até relaxar seus ossos. Ela é sua! Aproveite!  
 
13- Em sua casa, quando você faz uma comemoração qualquer e é servida uma refeição, você sai atacando o ajeum na frente de seus convidados? Acreditamos que não, né? Portanto, na casa de santo é igual. Antes os mais velhos devem se servir, para só depois os abians e iyawôs se servirem. Isso é mais que uma regra, é etiqueta. E você não vai querer ser um deselegante, não é? Lembre-se: Estão sempre observando você.
14- Você gosta que fiquem pegando suas roupas emprestadas? Pois é, o zelador e zeladora também não gosta. Portanto, que tal ir no Varejão das Fábricas e comprar um belíssimo tecido de lençol a R$ 4,50 e fazer uma baiana de ração básica pro dia-a-dia? Não sai caro e fica uma gracinha. E você finalmente pára de pegar a roupa do alheio emprestada. Não é maravilhoso? Todos na casa contentes e felizes com suas devidas roupas.
15- Quem traz dinheiro para o sustento da casa? Você é que não é. Portanto, trate muito bem os clientes que vão para jogar ou se consultar, pois é deles que vem boa parte do dinheiro. Sorrir sempre e servir um copinho de café ou de água gelada não mata ninguém. Que tal tentar?
16- E vai rolar a festa! O povo do ketu, do Jeje, da Angola e até da Umbanda já mandou convidar. Mas, e o dinheiro para comprar o ajeum e o otí do povo? Com certeza o Carrefour não irá mandar as coisas de graça para o barracão, nem o Mercadão de Madureira tão pouco irá dar os bichos e todo o material restante. Portanto, que tal se todos tirarem do bolso um pouco e ajudarem?
17- Você acha que só por este local ser uma casa de santo, a Light, a CEG e a CEDAE irão fornecer água, luz e gás de graça? É claro que não. Portanto, contribua sempre com a sua módica mensalidade. Economizar um pouco na Skol e no cigarro no final de semana já irá ajudar muito no barracão.
18- O mundo está em guerra, existe muita gente por aí passando fome. Portanto, por que desperdiçar comida? Fazer a quantidade exata só para quem trabalhou dignamente e contribuiu com este maravilhoso ajeum é o coerente, pois você não está no programa da Ana Maria Braga para comer de graça. Por falar em Ana Maria Braga, lembre-se que você não é o Louro José para dar palpites no barracão. Se você tem alguma sugestão, leve-a antes ao zelador/zeladora.
19- Ficou cansado depois da festa? Nada de ir pegando sua bolsa e ir saindo de fininho. Lembre-se da limpeza do barracão.
20- Roda de candomblé, seja em sua casa ou na casa do alheio, não é lugar de ficar de cochicho e risinhos irônicos. Se você quer fuxicar, vá para a rua.
21- Anáguas encardidas, só se for depois da festa do candomblé. Antes, NUNCA, JAMAIS, NEM PENSAR! Devem ser brancas como a neve, salve anáguas de ráfia ou entre-tela.
22- Você, irmãozinho, que vê o mundo cor de rosa, deve deixar esta sua visão progressiva e moderna do lado de fora do barracão. Ali dentro você tem que ver tudo branco. O mesmo vale para as coleguinhas que vêem tudo azulzinho. Casa de orixá é para louvar e cuidar do Orixá, e não para arrumar casório.
23- Vai rolar um churrasquinho de gato na casa do seu coleguinha no meio da semana, no mesmo dia de função do barracão? Então, peça para ele guardar uma garrinha de carne para você e venha cumprir suas obrigações junto a seus irmãos.
24- Se sua irmã de santo tem uma baiana mais humilde do que a sua, nada de ficar xoxando. Lembre-se, o mundo dá voltas e o feitiço pode virar contra o feiticeiro. Amanhã pode ser você com uma baiana de chita e ela com uma belíssima saia de rechilieu.
25- Caso assista fora do seu barracão a algo diferente do que ocorre em sua casa, nada de ficar xoxando e chamando de marmoteiro. Você não é o dono da verdade e nem ninguém o é. O que pode parecer maluquice pra você, pode não ser para o próximo. Além do mais, comentários sempre são feitos depois. Vai que tem alguém conhecido escutando?
26- Ninguém tem mais ou menos santo que ninguém. Isso é regra. Sempre.
27- Respeito é bom e conserva os dentes. Portanto, deve-se pensar duas vezes antes de envolver o zelador/a zeladora e irmãos mais velhos em determinadas brincadeiras de mau-gosto. Apelidos e avacalhações são da porta do barracão pra fora. Além do mais, a próxima vítima pode ser você.
28- Roupa de barracão é saia comprida, camisú e pano da costa. Shortinhos e top’s devem ser usados somente pra ir ao baile funk.
29- Sempre que for servir algum mais velho de santo, deve-se levar numa bandeja ou prato, e abaixar-se para servir. Nunca olhar no rosto da pessoa. Responder somente “sim” ou “não”.
30- Benção foi feita para ser trocada. Sempre que você pede a benção, você está na realidade pedindo a bênção ao Orixá da pessoa, e não à ela própria. Portanto, todos devem trocar a benção, mais velhos com mais novos e vice-versa.
APOTÍ: A casa constantemente precisa de apotís. Nos grandes supermercados vendem higiênicos banquinhos de plástico baratinhos. Coopere com a casa e leve o seu.
Eu peguei essa época!
  • Gente de Iyabá não come bico de pão.
  • Gente de Iyabá não cruza conta.
  • Gente de Iyabá come na roça com colher. 
  • Não se passa faca com as mãos.
  • Não se bebe no gargalo.
  • Pessoas de Oxalá não usam cor dentro da roça.
  • Iaô não tem posto.
  • As mulheres Iaô se abaixavam no xirê entre um Orixá e outro.
  • Buchada só pessoa de Iyabá que vira.
  • Quem vira buchada prepara o chinchin.
  • Oxalá só come bicho fêmea e branco.
  • Homem não entra em cozinha de santo.
  • Você só assiste a obrigação que tem.
  • Peso na roça são com os homens.
  • Organização na roça é de todos.
  • Gente de Oxum não quebra ovo.
  • Gente de Oyá não come abóbora.
  • Iniciado não come caranguejo.
  • Quiabo se corta calado, na enin com vela e água ao lado.
  • Acará para santo se bate com a mesma água que descansou o feijão fradinho.
  • Em águas de Oxalá não entra carne vermelha, nada preto e tudo é feito no maior silêncio que possa.
  • Mulher não desfia mariô.
  • Santo homem não usa pano com abas, orelhas e afins, só rodilha.
  • Iaô passa o primeiro Carnaval e ano novo na roça.
  • Iaô chega na roça, e quem dá banho de ervas é um mais velho de santo. 
  • Troca de bênção é para todos.
  • Quem chega pede a bênção.
  • Salvar todos os quartos depois do banho.
  • Esfriar o corpo para falar com alguém.
  • Salvar só depois do banho de ervas e água limpa.
  • Mais novo não dança com santo mais velho.
  • Mais novo não canta folha na frente de mais velho.
  • Candomblé tem que ter aloá para Orixá.
  • Idade que conta é o dia do nome sempre.
  • Feito não come arroz queimado.
  • Feito não rói osso de alimentos.
  • O único que se veste igual a Iyabás é Oxalufan, suas vestes sempre foi diferente dos outros Oborós.

Era muito legal, apesar de exigência pacas. O que fez mudar tanto minha gente nos dias atuais? Muita internet? Comercialização absurdas do culto?

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