AS ÁGUAS – ELIXIR ESPIRITUAL

A água é um dos elementos naturais mais receptivos, com uma energia altamente atratora e condutora, ela é utilizada principalmente pelos Guias Espirituais nos momentos onde há a necessidade de realizar grande limpeza, purificação e energização de nosso corpo astral e de nossa casa, afinal existem cargas e energias negativas, que somente esse elemento natural é capaz de desfazer, limpar e equilibrar.

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ÁGUA DO MAR

Ótima para descarrego e para energização, batida contra as rochas e as areias da praia, vibra energia, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas. A energia salina do mar “queima” as larvas e miasmas astrais, principalmente sob a vibração de Iemanjá. Podemos ir molhando os chakras à medida que vamos adentrando no mar, pedindo licença. No final, podemos dar um bom mergulho de cabeça, imaginando que estamos deixando todas as impurezas espirituais e recarregando nosso corpo de energias sutis. Ideal, se realizado em mar com ondas.

ÁGUA DA CACHOEIRA

Com a mesma função do banho de mar, só que executado em águas doces. A queda d’água provoca um excelente “choque” em nosso corpo, restituindo as energias, ao mesmo tempo em que limpamos toda a nossa alma, é água batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e nos livra de todas as impurezas. Ideal, se tomado em cachoeiras localizadas próximas de matas e sob o sol.

 

Água dos Rios e Lagoas

 

Tem também grande propriedade curadora e equilibradora. Se o rio tiver pouco movimento, quase parado, assim como a lagoa ou mangue, essa água tem uma energia decantadora e curadora.Se o rio for bem movimentado com corredeiras, a energia da água é energética, equilibradora e reparadora.

ÁGUA MINERAL 

Água da pureza, do equilíbrio, da harmonização e da paz. Envolve nossos chakras desobstruindo-os e equilibrando- os. Utilizada para a fixação de fluidos espirituais transmitido pelas Entidades de Luz. É uma água muito fácil de se encontrar, por isso aproveitem esse Axé.

 ÁGUA DE POÇO

É excelente nos casos de doenças, tanto no corpo espiritual como no corpo astral, pois tem uma grande energia transmutadora. Essa água está em contato com a terra, que é o agente mais poderoso de regeneração física absorvendo a energia ruim da área afetada, colocando em seu lugar uma energia boa. A cura se processa graças a uma troca de energia devido a interação entre os componentes físico, químico e energético que a terra oferece.

 ÁGUA DA CHUVA

 

É altamente energética e purificadora. É a água que entrou em estado de vaporização e absorve toda a energia do ar, quando novamente entra em outro estado de mudança e retorna ao estado liquido, caindo do céu sobre a terra. Por isso, é utilizada justamente nos momentos em que precisamos de mudança. A água da chuva é benéfica e pura, porém, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois atrai as vibrações negativas do local. sendo ótima também para banhos de descarrego e limpeza de ambientes.

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MAGIA CIGANA-CRAVO-DA-ÍNDIA




O cravo-da-índia tem o poder de limpar a aura, traz vigor para pessoas debilitadas por doenças,afasta o medo, combate infecções bucais, e bactericida, muito indicado também nas receitas de amor dos espíritos ciganos, pois é atrativo de boas energias.
 
 


PARA ATRAIR UM AMOR 
 


Para atrair um grande amor, coloque 3 cravos-da-índia dentro do seu perfume ou numa colônia, de preferência aquele que você mais usa no seu dia-a-dia.




PARA LIMPEZA ESPIRITUAL E FÍSICA DE AMBIENTES
 


  • 14 cravos-da-índia
  •   1 litro de álcool
  •   3 folhas de louro


Pegue os 14 cravos, o louro e deixe-os por 14 horas em contato com a terra (pode ser em um vaso qualquer planta que você tenha em casa). Faça seus pedidos aos espíritos ciganos para que energizem esses elementos, para que tragam o benefício desejado.No dia seguinte, coloque o louro e os cravos dentro do álcool e o embrulhe com um plástico escuro e deixe-o descansar por 9 dias, depois pode usá-lo para limpar sua mesa de trabalho, o chão do banheiro e da casa toda. Passe-o com o pano limpo. Poderá utilizá-lo em borrifador. Basta diluir 10 tampinhas para 2 litros de água.
 


PARA BANHO (PARA  O VIGOR FÍSICO E ESPIRITUAL E ATRATIVO DE BOAS ENERGIAS)
 


  • 3 cravos
  • 1 colher (chá) de mel
  • 1 colher (chá) de sementes de erva-doce 
  • 2 litros de água
  • 1 rosa vermelha



Tire a cabeça dos cravos-da-índia (não esqueça de deixar tudo por 24 horas em contato com a terra, como dito anteriormente). Esfregue a erva-doce nas mãos para ativar o óleo essencial, quando a água levantar fervura, desligue o fogo e acrescente as ervas , tampe e deixe até esfriar, após tomar seu banho normal, acrescente água do chuveiro a seu banho de ervas, até amorná-lo e jogue devagar do pescoço para baixo. As ervas usadas devem ser descartadas na terra.
 



Esse banho pode ser usado por gatos e cães debilitados. Basta retirar da receita o mel. Com a ajuda de um borrifador, borrife seu bichinho 2x por semana, um pouquinho já é o suficiente.

A Inveja

A inveja é a arma dos incompetentes, está presente em nosso cotidiano, nos rondando e não dependa da crença para existir. Ser alvo de inveja ou cobiça nos incomoda muito e algumas vezes até nos faz sentir culpa por nossas conquistas.
Sempre haverá com alguém com inveja do seu carisma, do seu trabalho, de seus amigos e até dos seus bens. É um dos piores sentimentos do comportamento humano.
A pessoa invejosa tem aquela vontade frustada de querer algo que você possui e que ela não tem ou até mesmo querer que você não tenha nada daquilo que possui. 

Quando o invejoso se depara com alguém admirável, seu primeiro impulso é denegrir a imagem daquela pessoa, pois ele não suporta a ideia de que o invejado foi mais agraciado que ele.Ele está sempre preocupado com a vida alheia do que com a sua e não desfruta o que a vida lhe oferece.

A Inveja e a Cobiça

São sentimentos bem semelhantes, no dicionário do Aurélio, a inveja é o desgosto ou o pesar pelo bem ou a felicidade de outrem; desprezar diante do bem de alguém, é o desejo violento de possuir o bem alheio. E a cobiça é o desejo sôfrego, veemente, de possuir bens materiais; é avidez, é cupidez, é ambição desmedida de riqueza.
A inveja é um dos sentimentos mais destrutivos que existem e é um dos mais perigosos pecados capitais, é a tristeza frente ao sucesso do outro. Na verdade, esse sentimento é mais nocivo para quem sente, do que a quem é invejado, é uma enfermidade da alma.
Sentimento torpe e difícil de ser eliminado e que não deixa de ser um vício. A inveja é originada pelo medo, insegurança, orgulho e egoísmo.
Há uma passagem Bíblica que nos revela que por inveja e ciúme Caim matou Abel. E existem muitos com os mesmos sentimentos de Caim, espalhados pelo mundo, precedendo inclusive no mundo corporativo, por ser um espaço competitivo acaba proliferando a inveja.

A Inveja é sempre igual?

Existe a inveja autodestrutiva que é a mais nociva e a criativa, que é a mais moderada, a que encara o outro como um exemplo a ser seguido. Não que a inveja seja algo positivo, mas ela também pode ter o seu lado bom, como uma fonte de motivação onde surge um processo de superação dando estímulo para que a pessoa trabalhe com as suas potencialidades.
Há um pensamento árabe que diz: ” Há dois tipos de inveja: a boa e a condenável. A boa, consiste em, quando encontrares alguém superior a ti, desejares ser como ele: a condenável  consiste em desejar a sua queda”.
Será que “somos condenados viver na escuridão, porque a luz cega os invejosos”?

Esse sentimento mesquinho destruidor da paz tem um efeito devastador. O invejoso pensa: “já que não tenho o que o outro tem, então vou destruí-lo”. A inveja é a mãe do ódio, que causa a alegria com a desgraça do próximo.

Como desarmar um invejoso?

Uma dica é elogiá-lo, é uma atitude simples e eficiente, comente sobre seus pontos fortes, assim você estará neutralizando a pessoa invejosa.

E quando é você o invejoso?

Quando falamos em inveja, sempre mencionamos o fato de estar sendo invejado, o invejoso é sempre o outro, mas e quando a situação se inverte torna-se delicada, pois é um grande desafio eliminá-la. É difícil admitir que sentimos inveja, é algo que camuflamos debaixo de sete chaves, mas quando admitimos, sem culpa, é mais fácil de gerenciá-la. É bom observarmos em nós esse tipo de sentimento para não praticarmos inconscientemente ou conscientemente atos hostis.

Fique alerta quando a felicidade do outro causar desconforto, tristeza ou raiva, porque esses sentimentos vão sendo instalados em nós de forma gradativa. Não é bom compararmos obsessivamente a nossa vida com as conquistas e sucessos dos outros. Temos que crer em nosso potencial, nas nossas virtudes. E principalmente: seja você mesmo! O nosso autoconhecimento ainda é a melhor arma.
O invejoso sente-se inferiorizado mediante a vitória ou conquista do outro, não suportando as diferenças. Há uma frade de Vera Loyola que confirma: “O verdadeiro amigo não é aquele que é solidário na nossa desgraça, mas sim aquele que suporta o nosso sucesso”.
 Para os invejosos, não se deixe contaminar por energias de baixa vibração, pode até espelhar-se nos melhores, mas não supervalorizando-os demais. Bom mesmo é focar-se nos seus próprios objetivos e desejos, desapegando-se da ilusão que o ego impõe. Supere-se!
“Nós existimos não para sermos melhores que os outros, mas para sermos melhores que nós mesmos”.

Oração da Prosperidade

Oração da Prosperidade

Pela Infinita Bondade de Deus,

Eu Sou um ser sadio, rico e feliz!

Minha mente, pensamento e emoções são perfeitos e sadios.

A harmonia e a riqueza fazem parte de todas as células e átomos do meu corpo.

Desintegram-se agora todos os medos, conflitos e crenças anteriores,

Fortalecendo o meu merecimento de receber saúde, riqueza e felicidade.

A riqueza está presente em minha vida todos os dias, de forma natural e positiva:

Riqueza física, mental, espiritual, emocional e material.

A riqueza, como tudo que existe no Universo, também é uma energia.

Essa energia tem a cor dourada.

Respiro essa energia dourada e sinto-a invadindo todo o meu Ser.

Sou próspero, bem sucedido nos negócios, tranquilo e sereno.

Conscientizo-me da Lei da Riqueza.

A Natureza é um altar de servir e dela participo ativamente.

Eu Sou um Ser da Prosperidade.

Eu Sou realmente um ser sadio, rico e feliz!

Assim é em minha mente,

Assim passa a ser em minha vida agora!

Zé Pilintra – Por que não?

Em tempos de mudanças, é comum que a gente sinta alguma insegurança pelo que há de vir. Toda mudança, antes de mostrar seus benefícios, provoca desconforto. Numa mudança de casa, por exemplo, tudo fica revirado e fora do lugar, e a gente não sabe quando e nem como vai fazer pra terminar a arrumação…

Mudar dá trabalho, é o que se costuma dizer. Mas sem trabalho, o que se há de ganhar? Pra tudo que se queira alcançar, é preciso algum empenho da nossa parte e isto é bom, porque depois vem a satisfação pelo bom resultado… Estamos passando por um período de muitas mudanças, em termos globais e pessoais. Os valores da sociedade atual estão sendo questionados. Hoje, mais do que nunca, levantam-se discussões sobre a aplicação da Ética nos vários setores da vida humana: nos relacionamentos, inclusive na política e no meio religioso; nas ciências, nas artes e em todas as produções do conhecimento e da inteligência; no aproveitamento e preservação das riquezas naturais; nos cuidados com a nossa saúde emocional, mental e física etc.

Há um movimento generalizado pela busca de mais respeito ao Planeta que nos acolheu, de modo que um maior número de pessoas tenha acesso a melhores condições de vida, inclusive em termos de futuro. Para que isso aconteça, a médio e longo prazo, a nossa forma de pensar precisa mudar.   Não é mais possível “empurrar a vida com a barriga”, fechando os olhos para atitudes e coisas que não deram certo no passado e que agora também estão falhando, justamente porque se baseiam em conceitos equivocados sobre o significado maior da nossa existência.  

Somos “inquilinos” do planeta Terra, de todo o sistema que sustenta a Vida planetária, e também “inquilinos” do corpo que abriga a nossa alma. Dependemos uns dos outros para viver e precisamos agir com responsabilidade em relação a tudo o que nos rodeia. Precisamos respeitar nossos semelhantes e todas as formas de vida existentes, inclusive os recursos naturais disponibilizados pelo Criador para a sobrevivência e evolução da nossa espécie e das demais.

Tudo o que fazemos, sentimos e pensamos individualmente repercute no todo da Criação. A qualidade das nossas energias reflete no meio em que vivemos e também em outras esferas. Aquilo que pensamos e sentimos, e não apenas as nossas ações, tem a capacidade de criar energias que vão interferir no todo. Por isso, é importante e urgente que se procure melhorar a qualidade das nossas emoções, sentimentos e pensamentos. Tudo o que existe provém da Energia Criadora, tudo é energia. Melhorar a qualidade das nossas energias é uma forma essencial de melhorarmos o ambiente, nossa própria vida e a de todos. Não podemos esperar que os outros façam o Bem para também fazê-lo.

Cada um de nós tem uma parte dessa tarefa para executar. Alguém já disse que para mudar o mundo é preciso, primeiro, que cada um mude a si mesmo. Realmente, é assim. Quando passamos a falar e a nos ocupar de coisas boas com mais habitualidade, alimentamos as células do nosso pensamento com energias positivas, melhorando nossa frequência e atraindo mais positividades. Sintonizamos melhor com a Mente Criadora.

Nosso corpo físico também é beneficiado e o nosso desempenho geral melhora. Pensamos com mais clareza e enxergamos a vida de um modo mais leve e saudável, então desenvolvendo um pouco mais a nossa capacidade intuitiva e a nossa percepção geral das coisas.  Para se entender isto, basta lembrar um momento em que nos sentíamos de bem com a Vida. Tudo nos parecia mais leve, mais fácil de resolver…

Já quando ficamos aborrecidos ou de mau humor, tudo parece pesado e difícil… A mudança da nossa frequência vibratória é que provoca essas alterações, por sintonia. Semelhante atrai semelhante… Nem sempre conseguimos entender e aceitar as desigualdades sociais, as mentiras e traições, o absurdo da exploração do homem pelo homem, as maldades etc. Olhamos para isso e nos perguntamos o porquê, sem obter respostas satisfatórias. Daí, muita gente se deixa abater e passa a duvidar do Bem, querendo andar na contramão da Vida…

Porém, essa postura só causa mais sofrimento… Ao invés de perdermos tempo contando e recontando notícias ruins e tragédias, precisamos manter uma linha de pensamento elevada. Construir energeticamente um mundo melhor. Idealizar um mundo com menos desigualdades, mais fraterno. Sonhar com coisas que ainda não existem, mas que podem vir a existir para a nossa humanidade. Por que não? Tudo o que existe, primeiro foi pensado e idealizado por alguém! Não é que a gente passe a viver fora da realidade, só imaginando e sem nada fazer, isso não!

Mas precisamos construir uma boa base energética, começando por melhorar a qualidade dos nossos pensamentos, emoções e sentimentos, para que eles venham a dar frutos melhores. Bons pensamentos inspiram bons sentimentos, boas emoções e boas ações, e vice-versa. Simples aplicação da lei de causa e efeito, das afinidades… Se nós desejamos um mundo melhor, precisamos dar o primeiro passo. Não importa se o vizinho, o patrão, o parente ou o amigo ainda não é capaz de entender isso. A nossa crença não depende da crença alheia!

Cada pessoa que se modifica internamente para melhor acaba por agir melhor e também passa a irradiar esse padrão mais elevado de energias por onde passar. Cada mudança individual gera mudanças no coletivo. E é deste ponto que nós precisamos partir. Dar o primeiro passo, e não ficar esperando que o outro se modifique… Por acaso, numa classe, a aprovação de um aluno depende do aproveitamento dos demais? Não!

Cada um recebe o mérito pela própria aplicação, ou seja, a prova de cada aluno recebe a nota que merece. Mas um bom aluno pode auxiliar os colegas, se e quando isso for permitido e possível pela direção da escola. Assim também é na Vida: não podemos mudar o outro, não podemos fazer pelo outro, mas podemos melhorar nosso desempenho e colaborar para o bem comum.

Quanto maior o número de pessoas convictas do Bem e voltadas para a prática do Bem, mais intensa e potente será a irradiação e propagação do Bem para o meio. Daí a importância das boas leituras, de frequentarmos bons ambientes, de cultivarmos bons pensamentos e sentimentos, de procurarmos boas companhias. Plantar o Bem em nós, para irradiá-lo e assim atrair, cada vez mais, coisas boas pra nossa vida.

Nada de perder tempo comentando maldades e notícias ruins, de repetir fofocas e intrigas, nem de criticar as fraquezas e quedas alheias… Precisamos iluminar a nossa mente. Precisamos melhorar nosso padrão vibratório. Antes de reclamar que o outro não faz as coisas direito, que a gente cuide de fazer o Bem. Antes de dizer que “falar é fácil, mas fazer é difícil”, que a gente cuide de alimentar pensamentos mais elevados.

Primeiro, é preciso sonhar, idealizar, para depois concretizar. Então, mãos à obra! Estamos num tempo de preciosas mudanças, a nossa humanidade está às portas de ganhar mais consciência e de passar a viver num mundo mais elevado. O tempo é agora, não vamos desperdiçá-lo!

O SIGNIFICADO DO QUELÊ

O  Quelê
Ele é o símbolo de aliança com o orixá. Suas contas e firmas tem todo um significado. Geralmente são 21 contas e 7 “pernas”. as 21 contas são referentes aos 21 dias que o yaô carregará e 7 “pernas” ou fios, fazem simbologia aos 7 anos que o yaô estará em estado de aprendizagem. O quelê também dizia os antigos protegia e acompanhava o resguardo desse filho e caso ele quebrasse algum fio ou estourasse, poderia ser porque o filho quebrou alguma ewó (quizila) ou alguma energia muito ruim pelo qual o yaô passou e foi protegido.

O Branco

A cor branca no candomblé, é marcante, ela representa a paz, a mudança e principalmente a transformação. Pois segundo as lendas, ser iniciado no orixá, é ganhar um novo destino. Eu já vi casos de zeladores que quebram o branco, para que o filho possa trabalhar. Não é mais mistério para ninguém, pois eu mesmo já vi na rua, yaôs de roupa colorida e de quelê, se errado? não sei. A minha opinião é que o período de yaô é pequeno, então porque não se dedicar inteiramente? Caso o yaô trabalhe em um lugar que tenha uniforme ou algo assim, acho que o zelador tem que ter o bom senso, mas saindo dali, o yaô deve colocar a sua roupa branca, cobrir sua cabeça e colocar seus fios de conta sim. E hoje como tantas lojas de departamento, temos uma variedade enorme de roupas brancas, assim não tem como ficar mal vestido ou não encontrar roupa.

              Paó

 

Paó é a repetição de palmas coordenadas de 3 para 7 palmas em 3 vezes. Eu já ouvi vários significados, porém o que acho mais prudente, é que o paó é uma reverência ao orixá, usada para não só reverenciar,  mas afastar o mal e trazer uma energia positiva. É usado, antes de todas refeições, e quando vamos dar adobá para nossos mais velhos e nos axés da casa.

                           A Alimentação

Essa questão é outra importante, os condimentos como pimenta e seus derivados, alho e carne vermelha, são ewós (quizilas) do orixá. Assim como as frutas cítricas.  Durante o recolhimento a alimentação é bem especifica, e quando seguimos para continuar nosso preceito algumas coisas também se mantém. Por isso converse bem com seu zelador e liste aquilo que você pode ou não. Como eu digo ser do orixá é vestir a camisa. Então mesmo que algo não faça sentido para você, siga, pois temos uma cultura muito rica e com o tempo, começamos a entender.

O Banho

A higiene pessoal é à base de água e sabão da costa, ou em alguns casos, sabão de coco. E durante o período de yaô não tomamos banho de água corrente. É para muitos é sacrifício, para quando estamos alinhados com o orixá, entendemos que passar por isso é maravilhoso, nos damos conta que acabamos criando uma importância tão grande a coisas que conseguimos tranquilamente viver sem, é quando damos conta que o orixá quer nos ensinar exatamente isso. Que nós criamos tantas coisas que não precisamos, enquanto esquecemos das verdadeiras coisas que importam, que é o amor ao orixá e ao próximo.

A Postura do Yaô

 

Como já disse em outras postagens, o período de quelê, nos ensina muito, e humildade é a maior das lições. A postura do yaô deve ser sempre de cabeça baixa, não passar das 21h na rua, sempre calmo, sereno, falar baixo. Pois temos que entender que ele ou até mesmo nós, estamos dedicados e voltados ao orixá. Que humildade é essa se o yaô está de cabeça alta, falando besteira ou rindo alto, e o respeito pela aquela aliança que está em seu pescoço. Não é tortura nem muito menos escravidão, é DEDICAÇÃO. Tendo em vista que ninguém está ali obrigado.

Os lugares onde o yaô não deve ir

Durante esse período ficam vetados:

 

  • Matadouros : Pois neles, tiram-se elementos da natureza sem que haja nenhum ritual, nenhum pedido de licença a natureza.

 

  • Hospitais : Lá existe todo tipo de pessoas, e a presença forte de Ikú (a morte), e essas energias não são apropriadas a esse período
  • Cemitério : a mesma coisa que a anterior.

 

E também lugares onde haja muita movimentação de bebida, cigarro e bagunça.

Um conselho que posso dar, é que você aproveite ao máximo a época de quelê e mesmo os 7 anos de yaô, eles não voltam. Faça tudo para aprender para que um dia possa ensinar. Quem não é um bom yaô, nunca vai ser um bom egbomi ou um bom zelador. Essa vivência é importantíssima para o crescimento espiritual e material também, afinal quando estamos alinhados com o orixá, com o universo, tudo dá certo, mesmo que você passe por problemas, tenho certeza que o orixá traçará caminhos para você. E tenho certeza que sua vida fisicamente e espiritual
Mudará!
axé! A todos!

Dança do Ventre

A dança do ventre é uma famosa dança praticada originalmente em diversas regiões do Oriente Médio e da Ásia Meridional. De origem primitiva e nebulosa, datada entre 7000 e 5000 a.C, seus movimentos aliados a música e sinuosidade semelhante a uma serpente foram registrados no Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, e tinham como objetivo preparar a mulher através de ritos religiosos dedicados a deusas para se tornarem mães. Com a invasão dos árabes, a dança foi propagada por todo o mundo. A expressão dança do ventre surgiu na França, em 1893. No Oriente é conhecida pelo nome em árabe raqṣ sharqī (رقص شرقي, literalmente “dança oriental”), ou raqṣ bládi (رقص بلدي, literalmente “dança da região”, e, por extensão, “dança popular”), ou pelo termo turco çiftetelli (ou τσιφτετέλι, em grego).
É composta por uma série de movimentos vibrações, impacto, ondulações e rotações que envolvem o corpo como um todo. Na atualidade ganhou aspectos sensuais exóticos, sendo excluída de alguns países árabes de atitude conservadora.
A origem é controversa. É comum atribuir a origem a rituais oferecidos em templos dedicados à deusa Ísis, em agradecimento à fertilidade feminina e às cheias do rio Nilo, as quais representavam fartura de alimentos para a região; embora a Egiptologia afirme que não há registros desta modalidade de dança nos papiros – as danças egípcias possuíam natureza acrobática. É possível que alguns dos movimentos, como as ondulações abdominais, já fossem conhecidos no Antigo Egito, com o objetivo de ensinar às mulheres os movimentos de contração do parto. Com o tempo, foi incorporada ao folclore árabe durante a invasão moura no país, na Idade Média. Não há, contudo, registros em abundância da evolução na Antiguidade.
Por possuir elementos corporais e sensuais femininos, acredita-se que sua origem remonta ao Período Matriarcal, desde o Neolítico, cujos movimentos revelam sensualidade, de modo que a forma primitiva era considerada um ritual sagrado. A origem está relacionada aos cultos primitivos da Deusa Mãe, Grande Deusa ou Mãe Cósmica: provavelmente por este motivo, os homens eram excluídos do cerimonial (Portinari, 1989). As mais antigas noções de criação se originavam da ideia básica do nascimento, que consistia na única origem possível das coisas e esta condição prévia do caos primordial foi extraída diretamente da teoria arcaica de que o útero cheio de sangue era capaz de criar magicamente a prole. Acreditava-se que a partir do sangue divino do útero e através de um movimento, dança ou ritmo cardíaco, que agitasse este sangue, surgissem os “frutos”, a própria maternidade. Essa é uma das razões pelas quais as danças das mulheres primitivas eram repletas em movimentos pélvicos e abdominais.
As manifestações primitivas, cujos movimentos eram bem diferentes dos atualmente executados, tiveram passagem pelo Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, tendo como objetivo através ritos religiosos, o preparo de mulheres para se tornarem mães.

Tecnicamente, os movimentos são marcados pelas ondulações abdominais, de quadril e tronco isoladas ou combinadas, ondulações de braços e mãos, tremidos (shimmies) e batidas de quadril , entre outros. Segundo a pesquisadora norte-americana Morroco, as ondulações abdominais consistem na imitação das contrações do parto: tribos do interior do Marrocos realizam ainda hoje, rituais de nascimento, em que as mulheres se reúnem em torno da parturiente com as mãos unidas, e cantando, realizam as ondulações abdominais a fim de estimular e apoiar a futura mãe a ter um parto saudável, sendo que a futura mãe fica de pé, e realiza também os movimentos das ondulações com a coluna. Estas mulheres são assim treinadas desde pequenas, através de danças muito semelhantes à Dança do Ventre.

Ao longo dos anos, sofreu modificações diversas, inclusive com a inclusão dos movimentos do ballet clássico russo em 1930.
Dentre os estilos mais estudados estão os estilos das escolas:
  • Egípcia: manifestações sutis de quadril, domínio de tremidos, deslocamentos simplificados adaptados do Ballet Clássico, movimentos de braços e mãos simplificados;
  • Norte-americana: manifestações mais intensas de quadril, deslocamentos amplamente elaborados, movimentos do Jazz, utilização de véus em profusão, movimentos de mãos e braços mais bem explorados;
  • Libanesa: com shimmies mais amplos e informais, seguidos de deslocamentos muito simplificados.
  • No Brasil a prática revela uma tendência de copiar os detalhes de cada cultura, para fins de estudo e aumento de repertório. O estilo brasileiro tem se revelado ousado, comunicativo, bem-humorado, rico e claro no repertório de movimentos, assim como na Argentina, onde a dança do ventre é muito apreciada, estudada e praticada.

Tendo sido influenciada por diversos grupos étnicos do Oriente, absorveu os regionalismos locais, que lhe atribuíam interpretações com significados regionais. Surgiam desta forma, elementos etnográficos bastante característicos, como nomes diferenciados, geralmente associados à região geográfica em que se encontrava; trajes e acessórios adaptados; regras sobre celebrações e casamentos; elementos musicais criados especialmente para a nova forma; movimentos básicos que modificaram a postura corporal e variações da dança. Nasce então, a Dança Folclórica Árabe.

A dança começou a adquirir o formato atual, a partir de maio de 1798, com a invasão de Napoleão Bonaparte ao Egito, quando recebeu a alcunha Danse du Ventre pelos orientalistas que acompanhavam Napoleão. Porém, durante a ocupação francesa no Cairo, muitas dançarinas fogem para o Ocidente, pois a dança era considerada indecente, o que leva à conclusão de que conforme as manifestações políticas e religiosas de cada época, era reprimida ou cultuada: o Islamismo, o Cristianismo e conquistadores como Napoleão Bonaparte reprimiram a expressão artística da dança por ser considerada provocante e impura.
Neste período, os franceses encontraram duas castas de dançarinas:
  • As Awalim (plural de Almeh), consideradas cultas demais para a época, poetizas, instrumentistas, compositoras e cantoras, cortesãs de luxo da elite dominante, e que fugiram do Cairo assim que os estrangeiros chegaram;

 

  • As Ghawazee (plural de Ghazeya), dançarinas populares, ciganas – descendentes dos grupos de ciganos dumi (دومي) (ou nawar) e helebi (os mais comuns no Egipto e na região do Levante), que passavam o tempo entretendo os soldados. Entre os ciganos do Médio Oriente, a dança não é considerada vergonhosa, e as suas mulheres cantam e dançam para animar festas de casamento e eventos em geral, o que é aceite pela sociedade mais ampla, mas contribui ainda mais para manter os ciganos com status inferior. As Ghawazee descobriram nos estrangeiros, clientes em potencial e foram proibidas de se aproximarem das barracas do exército. No entanto, a maioria não respeitava as novas normas estabelecidas, e como conseqüência, quatrocentas Ghawazee foram decapitadas e as cabeças foram lançadas ao Nilo. Originalmente a dança possuía um aspecto religioso nos cultos à deusa mãe, não se sabe ao certo como foi a ligação com a ideia da prostituição, mas acredita-se que tudo tenha começado no período de transição do matriarcado para o patriarcado, quando as danças femininas passam a ser vistas como ameaça ao novo domínio político.

 

A história dá um salto, e em 1834, o governador Mohamed Ali, proíbe as performances femininas no Cairo, por pressões religiosas. Em 1866, a proibição é suspensa e as Ghawazee retornam ao Cairo, pagando taxas ao governo pelas performances.

No início da ocupação britânica em 1882, clubes noturnos com teatros, restaurantes e music halls, já ofereciam os mais diversos tipos de entretenimento.

A Dança do Ventre, por não ter sido, em origem, uma dança moldada para o palco, não apresenta regulações quanto ao aprendizado. Os critérios de profissionalismo são subjetivos, tanto no ocidente quanto nos países árabes, embora já comecem a ser discutidos no Brasil.

Alusão às posições dos papiros egípcios

Na passagem para o formato de palco, determinados elementos cênicos foram incorporados, principalmente no Ocidente:
  • Espada: A origem é nebulosa e não necessariamente atribuída á cultura egípcia ou árabe, sendo explicada por várias lendas e suposições. O que é certo, porém, é que a bailarina que deseja dançar com a espada, precisa demonstrar calma e confiança ao equilibra-la em diversas partes do corpo;

 

Pontos de equilíbrio mais comuns: cabeça, queixo, ombro, quadril e coxa;
Também é considerado um sinal de técnica executar movimentos de solo durante a música;
  • Punhal: Variação da dança com a espada, também sem registro de uso nos países árabes. O desafio para a bailarina nesta dança não é a demonstração de técnica, mas sim a de sentimentos;
  • Véus: Ao contrário do que se pensa, é uma dança de origem ocidental norte-americana, tendo sido, portanto, criada há pouco tempo, ao contrário das danças folclóricas. Hoje é uma dança extremamente popular, e mesmo os leigos na Dança do Ventre costumam entende-la e apreciá-la.

DANÇAS FOLCLÓRICAS

  • Candelabro (shamadan): Elemento original egípcio, o candelabro era utilizado no cortejo de casamento, para iluminar a passagem dos noivos e dos convidados. Dança-se, atualmente, como uma representação deste rito social, utilizando o ritmo zaffa.
  • Taças: Variação ocidental da dança com candelabro.
  • Khaligi: Dança genérica dos países do golfo pérsico. É caracterizada pelo uso de uma bata longa e fluida e por intenso uso dos cabelos. Caracteriza-se por uma atmosfera de união familiar, ou simplesmente fraterna entre as mulheres presentes. Dança-se com ritmos do golfo, principalmente o soudi.
  • Jarro: Representa o trajeto das mulheres em busca da água. Marcada também pelo equilíbrio.
  • Säidi: Dança do sul do Egito, podendo ser dançada com o bastão (no ocidente, bengala).
  • Hagallah: Originária de Marsa Matruh, na fronteira com o deserto líbio.
  • Meleah laff: representação do cotidiano portuário egípcio de Alexandria. As mulheres trajam um pano (meleah) enrolado (laff) no corpo.
As danças folclóricas normalmente retratam os costumes ou rituais de certa região de e por isso são utilizadas roupas diferentes das de dança do ventre clássica.
A dança com a cobra é considerada ato circense – a cobra era considerada sagrada no Antigo Egito e por isso algumas bailarinas fazem alusão nas performances – mas não é considerada representativa da dança.
 

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