Malandra Maria Preta

Essa é a linha dos malandros, com a coordenação de Maria Preta que representa nosso querido Zé Pilintra. Como todo mundo já sabe Zé Pilintra é Advogado, Baiano, Exú, resumindo é companheiro pra toda hora e assim também é Maria Preta.
Maria Preta não viveu numa época tão distante. Negra, moradora do Rio de Janeiro, acompanhada de uma cervejinha e um bom samba. Orgulha-se de ter sido integrante da escola de samba da Estação Primeira de Mangueira. Como boa benzedeira conhece muitos chás, ervas e rezas.
Maria Preta gosta de uma boa malandragem, ajuda a todos em qualquer ocasião. Para ela não tem tempo ruim. Não recusa trabalhos e adora ajudar os necessitados.
Anúncios

Malandra Maria do Morro

 

theredhatA Malandra Maria do Morro é uma malandra que desencarnou há bem pouco tempo, mas foi rapidamente aceita e tratada para ajudar as pessoas. Maria do Morro nasceu, viveu e morreu no morro. Nasceu de família simples e tinha muitos irmãos, porém o pai abandonou a família quando ainda era pequena. Sua mãe era lavadeira e ela a ajudava como podia arrumando a casa, cozinhando e cuidando dos irmãos.

Maria do Morro amava a favela, amava o jeito como as pessoas viviam ali, amava o samba e foi no samba que se apaixonou por um negro forte, alto, sambista, era um Malandro e levava uma vida bandida. Ele compôs muitos sambas em homenagem a ela e procurava sempre levá-la para as boemias, porém Maria do Morro era muito ciumenta e ele muito malandro e mesmo morando juntos a união não deu certo. Os dois brigavam muito e ele a deixava em casa para ir para as farras. Maria era muito esperta e não queria ser passada para trás e numa dessas brigas ela quebrou uma garrafa e partiu para cima do Malandrão que sacou uma arma e deu três tiros em Maria. Vieram pessoas de todos os lugares e a senhora lavadeira quando viu sua filha estirada no chão morta, se pôs a chorar.

O malandrão tentou pular o muro e ficou preso num beco sem saída e acabou preso. Maria desencarnada, sentia fortes dores na cabeça e ficou desesperada ao ver seu corpo sangrando e sua mãe debruçada chorando. Gritou. Gritou muito mas ninguém podia ouvi-la, foi assim que ela viu uma luz que vinha de longe e que tomava a forma de uma mulher e esta lhe disse:

Maria não temas, suas dores logo cessarão, sua mãe irá melhorar e você receberá ajuda. Esta mulher tirou Maria daquele lugar e a levou para um terreiro de Umbanda e a explicou sobre os trabalhos na linha da malandragem. Maria nunca havia sido religiosa, mas gostou do que ouvia a respeito da caridade e do amor ao próximo, atuando num trabalho como entidade na Linha das Malandras. Após meses e meses se preparando, Maria recebeu o nome de Maria do Morro. Ela perdoou o homem que a matou mas jurou nunca mais amar ninguém.clique aqui

Malandras e Malandrinhas

Maria Navalha

As malandras surgiram a partir dos anos 50, com o surgimentos de uma

entidade, que ninguém conhecia, chamada Maria Navalha.

Dona Navalha surgiu num terreiro de Umbanda Omolocô (Umbanda traçada

com Candomblé – Independente da Nação sendo ela, Ketu, Djeje Mahin, Angola)

e como até hoje, os Malandros infelizmente são tratados como Exus , ela foi

e ainda é em alguns lugares considerada ou tratada como Pombagira, pois

muitos terreiros, não fazem gira de Exu separada da de Malandros.

Ela incorporou numa jovem que estava a pouco tempo na religião, tinha características de malandro, ainda que com feminilidade, mais era encantadora,

uma entidade diferente, e que atraiu a curiosidade das pessoas da religião na

época.

Desde então alguns anos se passaram, e ela continua a brilhar nos terreiros de Umbanda, com todo seu charme e beleza exótica, depois conforme os anos foram passando surgiram outras Malandras, todas ligadas aos seus campos de atuação (trabalho).

Normalmente as Malandras fazem par com os Malandros de seus Médiuns, exemplo: Malandra do Morro e Malandro do Morro. Mas isso não é necessariamente uma regra, pode acontecer de serem de diferentes locais, isso depende da evolução do médium, da afinidade do mesmo com as entidades de luz e de como irão trabalhar, para evolução de si mesmos e do próprio médium.

 

tumblr_m6eop7nSKD1rn8h93o1_400

 Coisas de Malandra:

Cores : Vermelha, Branca e Preta
Guia: Vermelha e Branca
Indumentária: Roupas nessas cores ; Vermelha, Branca preta, muito raro o tom dourado.
Chapéis: Chapéu Panamá, com Fita vermelha, ou preta, também podem usar chapéu branco (sem fitas), podem usar lenços em seus chapéus ou para enfeitar seus cabelos antes de colocar o chapéu, podem colocar rosas ou cravos vermelhos ou branco no chapéu.

Algumas qualidades de malandra gostam de chapéu preto e outras gostam de cartola baixa. Raramente gostam de cartola alta, quando gostam são nas cores tradicionais (Branca e Vermelha)

Algumas usam Calça branca, vermelha ou estampada com estas cores.

Já outras usam Saias, com estampa vermelha e branca, saia branca, saia vermelha, saia com dados, naipes ou cartas de baralho.

Gostam de Blusa listrada (Vermelha e Branca), ou nas cores Preta, Vermelha, Branca. Também gostam de Roupas de seda (como algumas qualidades de Malandro). Também raramente, algumas Malandras, gostam de uma camisa branca (De botões) por cima da camisa listrada.

Flores: Rosas vermelhas, rosas brancas, cravos vermelhos e brancos, também gostam de flor de chuvisco.

Fumo: Cigarros de palha, Cigarros de filtro vermelho ou Cigarros com sabor. Existem ainda as raras exceções de Malandras que fumam Charuto.

Bebida: Cerveja Branca, Cerveja Preta, Batida, Pinga de Coquinho, Conhaque e raramente Whisky ou cachaça (pinga).

Objetos: Dados, Navalha, Punhal, Baralho.

Pontos de força: Lapa, Cabaré, Morro, Esquinas, Encruzilhada, Cais do Porto, Cruzeiro das Almas, Calunga (Pois como nossos amigos Malandros, trabalham também com as almas)

São boas amigas, trabalham ajudando as pessoas a largas vícios (Drogas e Álcool) também trabalham desmanchando magia negra, trabalham para assuntos financeiros, e as vezes até tiram seus protegidos e protegidas de enrascadas, também trabalham para amor

 

 

Malandragem

 

São gentis, simpáticas, as vezes sérias, sempre muito bem vestidas, elegantes, e bem arrumadas, são vaidosas, gostam de receber presentes e adoram perfumes e batons (Principalmente na cor vermelha)

As vezes surgem nomes de entidade, se denominando Malandra, mais nem sempre são, pois como é uma linha nova, existem pessoas que inventam de má fé, nomes que não existem.

 

tumblr_m6eop7nSKD1rn8h93o1_400

 Alguns nomes de Malandras e Malandrinhas.

Malandra Maria Navalha e sua Falange:

-Maria Rosa Navalha

– Maria Navalha do Cabaré

– Maria Navalha da Lapa

– Maria Navalha da Calunga

– Maria Navalha das Almas

– Maria Navalha da Estrada

– Maria Navalha do Cais

E outras Malandras…

– Malandra 7 Navalhadas

– Malandra 7 Navalhas

– Malandra Maria 7 Navalhas

– Malandra do Cabaré

– Malandra Rosa do Cabaré ou Rosa Malandra do Cabaré

– Malandrinha do Cabaré

– Malandra Maria do Baralho e Malandra do Baralho

– Malandra do Morro ou Malandrinha do Morro

– Malandra da Lapa ou Malandrinha da Lapa ; Malandra do Cabaré da Lapa

– Malandra Rosa da Lapa

– Malandra das Rosas Vermelhas dos Arcos da Lapa

– Malandra da Rosa Vermelha ; Malandra Rosa Vermelha ( Sendo ela da Lapa, Cabaré)

-Malandrinha das Rosas Vermelhas ; Malandrinha da Rosa Vermelha

– Malandra das Almas ou Malandrinha das Almas

– Malandra das 7 Encruzilhadas

– Malandra Maria do Cais ; Malandrinha do Cais ; Malandra da Beira do Cais

– Malandra 7 Saias do Cabaré

– Malandra da Estrada ; Malandrinha da Estrada

– Malandra da Bahia ; Malandrinha da Bahia

– Malandra Maria da Boêmia

– Malandra dos Arcos da Lapa

Salve as nossas Amadas Malandras na Umbanda, Salve a Malandragem!
Que Deus possa sempre Iluminar sempre essas falanges que tanto nos quer Bem!

 

 

Maria do Cais – quem conheceu não esquece jamais

Até parece música: “Oh, Maria do Cais, quem conheceu não esquece jamais,…”. Quem viveu em Itajaí na década de 60 com certeza sabe de quem estou falando. Não havia uma pessoa na beira do cais que não tivesse conhecido ou ouvido falar de Maria, mulher forte, valente, desbocada, prostituta e com um coração enorme.

Nascida em Timbó (SC), Olga da Silva Leutério, verdadeiro nome de Maria do Cais, é de origem pobre e foi adotada, ainda criança, por uma família de alemães. Ela sentiu na pele a violência, aos sete anos foi estuprada. Um pouco mais tarde, quando voltou a morar com a mãe sofreu o assédio do padrasto e então fugiu de casa.

Alguns anos depois, não se sabe ao certo, Maria veio para Itajaí e se instalou na região do cais. Entre pescadores e estivadores, não havia quem não conhecesse aquela mulher de estatura avantajada. “A Maria do Cais foi uma mulher que na beira do cais, ela rodava a baiana mesmo. O pessoal que fazia a linha da Argentina, que estava muito aqui, já conhecia ela”, relembra Mário Luiz da Luz, trabalhador do cais na década de 60.

 

Maria se instalou no antigo prédio da prefeitura de Itajaí, que ficava ao lado da Capitania dos Portos, hoje demolido. Em meados de 1950 o local estava em fase de construção, abrigaria a Alfândega, mas por problemas políticos ou financeiros a obra foi abandonada, sendo construído apenas o ‘esqueleto’, sem portas ou janelas. Mas  Maria não era a única a se instalar no prédio, outros que não tinham onde morar e dormiam próximos ao cais do porto, também se mudaram para lá. Maria era a líder, só morava no local quem ela permitisse e ai daquele que desobedecesse Maria.

Em um depoimento à historiadora Rita Cássia das Neves Nardes, a própria Maria falou sobre o assunto. “Eu dava um lugarzinho para eles, pode ficar lá em cima, não quero bagunça, se tiver bagunça, eu mando chamar ‘os homens’”, diz ela.

Maria do Cais recebeu este nome pelos seus serviços prestados na região portuária. Em depoimentos, Maria nunca se definiu como prostituta, mas falava que tinha errado demais, que fizera coisas que só o diabo fez e se arrependeu depois. Mas a valente e desbocada figura do cais também era conhecida pela sua solidariedade com aqueles que não tinham nada. Maria ia até os barcos de pesca e pedia ao mestre do barco peixe, se ele não dava, ela rogava uma praga, dizia que iam morrer no mar. Assim, Maria levava a vida, enfrentado polícia, delegado, pescador, tudo para se proteger e proteger aqueles que viviam com ela, e que de certa forma eram a sua família. Maria do Cais, mulher forte, valente, mal criada, desbocada, prostituta, amiga, solidária. Uma pessoa com o coração tão grande quanto a sua fama pela cidade. Oh, Maria do Cais, quem te conheceu não esquece jamais.

Quando Maria do Cais chegou em Itajaí, na década de 60, o Porto era pequeno e estava em expansão.

Mestra Júlia Galega

A Bela Filha do Capelão de Esquadra “Amantes dos Marinheiros” Era filha de um Capelão de Esquadra, por causa de seu pai que fixou resistente em Recife no Bairro de Casa Amarela, próximo a linha de Ferroviária, Onde ela nasceu e passou o início de sua adolescência. Mais seu Pai saiu para o alto mar e nunca mais retornando naufragando em batalhas com piratas. Júlia tinha seus atrativos pelos homens do Mar que os quais chega em terra loucos por um afago de uma bela mulher, no bairro onde morava próximo a linha ferroviária também tinha a sua vida Boemia mais o seu coração batia mais forte na Beira do Cais. Júlia Galega, ganhou esse apelido que é ate hoje utilizados para mulheres loiras no nordeste, No Bairro onde nasceu havia muitos negros e índios, e conheceu a cura das ervas, e o seu lado espiritual no afro-ameríndio. No decorrer de sua Vida pela paixão pelo mar mudou-se para Boa Viagem. A Mestra Júlia Galega, passou morar em Boa Viagem após a linha ferroviária em 1858, como observamos é um grande período da historiografia das Mestras e Mestre de Pernambucano com a chegada da linha ferroviária. Porem a Mestra Júlia Galega da Zona Sul, passeava pelo Cais dos Porto a procura dos marinheiro que a amava. Mestra que tem grande conhecimento de ervas pelos contatos que teve com os negros e índio quando viveu em Casa Amarela. criando um blog wordpress gratis

(Mestre Juremeiro Neto).

MESTRA PAULINA UMAS DAS PRINCESAS DA JUREMA

 A MESTRA MUITO AFAMADA PELO SEU PODER, E GLORIA DENTRO DA JUREMA
 Mestra Paulina filha de ciganos, que sua família morreu no caminho antes de desembarcar no porto no bairro Jaraguá (O Porto de Jaraguá impulsionou o crescimento da Cidade que tornou-se Vila em 1815, e Capital da Província de Alagoas em 1839.)
 Aonde os primeiros grupos de ciganos veio tentar a sorte no novo continente, muitos não chega ao seu destino, doença fome, sede, frio dentro dos navios.
 
 A menina cigana foi vendida para uma Dona de Prostíbulo, que morava no Bairro Vergel, já que tentava a vida também no porto vendendo frutas e para ganhar mais um pouco, entre as arvores durante a coleta, pois queria a sua liberdade, Mais Paulina não perdeu o contato com a sua tribo cigana.
 Esta senhora costumava dizer-lhe que ela havia sido deixada ali por uma cigana que esteve de passagem pela cidade, não havendo nenhuma referência de seu pai.
 Talvez pelo fato desta menção, Paulina desde muito cedo se interessou pelo místico, pelo espiritual, aprendendo a colocar cartas e sendo depois, reconhecida como boa feiticeira, estando a sua história repleta de ligação com o povo cigano, apesar de que não haja nada que o prove, mais quem conhece Paulina vê que ela tem o seu mistérios místico cigano.
 Os nomes dos locais eram dados de acordo com as ações e pessoas que ali existiam, a Aldeia do Índio, por exemplo, surgiu com esse nome porque havia índios no local.
 Já a Grota do Cigano, (que passou a se chamar depois de Bairro do Jacinto) deve-se a existência de um grupo de ciganos que, vindo de São Luiz do Quitunde, (O povoado de São Luís do Quitunde foi originado de uma pequena aldeia indígena, descoberta em 1624 pelo holândes Albert Sourth.
 Os holandeses, quando estiveram em São Luís do Quitunde, ergueram um forte à margem do Rio Sauassuí (atual Rio Paripueira) e ainda um canal revestido de ladrilhos, para escoar a madeira.)
O Jacintinha, não passava de um imenso sítio com predominância da Mata Atlântica, e, em alguns trechos, pequenas casas de moradores. O nome é uma alusão ao rico proprietário Jacinto Athayde, descendente de portugueses, que construiu seu casarão no Poço (ainda hoje preservado) e a ladeira de pedra que dava acesso ao sítio.
Já na década de 50, atraídos pelas possibilidades de emprego na capital, foram aparecendo os primeiros modos do novo bairro, que surgia com o nome de Jacintinho. A madeira da mata acabou sendo usada para construção de casas.
A figura de paulina na terra de Maceió na época e ligada à bela moça do cais do Porto de Jaraguá com a cesta de frutas.
E como ainda era menina, se prostituiria por trocados e escondia de sua tutora Dona Zefa 6 dedos, mestra esquerdeira, que quando descobria que as suas menina escondia dinheiro, batia e maltratava, sendo a sua protegida era Jovina, e Jovina entregava por maldade as companheiras, e a sua protetora era paulina por isso que ganhou o título de protetora das mulheres.
Cansada do trato abusivo recebido pela “senhora” (Zefa 6 Dedos, também mestra do catimbó e dona do prostíbulo), Paulina foge (literalmente) para Recife, que neste então era o centro financeiro da região, achando que ali teria melhor vida, instalando-se, como não podia ser diferente no Cais do Apolo / Rua da Guia, centro de prostituição, neste então, em pleno apogeu dado enorme fluxo de entrada e saída de barcos, pela condição da cidade nesta época de capital industrial e econômica da região.
 Paulina antes de fugir para Recife ganhou muito dinheiro no cais e nas boates, e a primeira caravana de retirantes para recife La foi ela no meio de homens que ia se alistar na marinha para e a procura de novos rumos, tal como o Zé da Proa, que se tornou mais tarde boêmio pelas ruas.
Paulina com o dinheiro escondido comprou a sua casa de função e nos fundos a sua magia e na grota dos ciganos os índios remanescente a jurememou.
 
Lembremos das Mestras Paulina e Jovina, inimigas desde as “bandas de Maceió”, Onde uma mestra esta a outra não vem e se chegar e só demanda.
Paulina, apesar da maturidade que transmite em seus diálogos, talvez adquirido por sua larguíssima trajetória dentro da Jurema, morreu bastante jovem.
 
 “Paulina morreu ainda bastante jovem, vitimada por uma série de peixeiradas (facadas) que lhes foram dadas pela mulher de um dos muitos amantes que teve, enquanto estava em um dos “locais de diversão” de mesmo Cais do Apolo.”
 A Presença da Mestra Paulina nas salas de jurema, e de uma mulher conselheira, que sabe a hora de se levantar e cantar e encantar os que ali foi para pedir os seus bons conselhos e ajuda, mestra paulina e uma mestre de amor, e de causas impossíveis, e uma boa mestra e uma grande madrinha para com os seus discípulos luta por eles sempre. 
E consagrada uma Princesa dentro da Jurema sagrada Princesa do Cruzeiro de Luz.
 Cruzeiro mestre Divino,  No trono estais sentadas, Eu to chamando eu to Paulina da Rede rasgada.
(Mestre Juremeiro Neto)

Malandra do Cabaré

A Malandra do Cabaré nasceu na Gamboa, Zona Portuária do Rio de Janeiro. Porém ainda em sua adolescência, começou a frequentar a Lapa e em busca de diversão, começou a se misturar com os Malandros que lá frequentavam e consequentemente com eles aprendeu a jogar seu baralho e passou a conhecer os vícios do cigarro, da bebida e da prostituição.

Com o passar dos tempos, começou a se envolver com homens a troco de dinheiro e diversão e eles gostavam de sua boa companhia, pois ela era alegre, festiva, amiga, paciente, o que fazia com que as mulheres a invejasse muito, mas apesar de tudo conseguiu a amizade de uma Malandra que conhecemos como Maria Navalha.

A Lapa era sua família. Não casou, não teve filhos, não teve amores verdadeiros e apesar da grande amizade que tinha com os malandros, com o seu percurso naqueles cabarés, naquelas ruas, naqueles arcos, não resistiu e se entregou aos vícios, que acabaram prejudicando seu corpo, sua vida, sua alma. Cabaré não resistiu por muito tempo, seu corpo não aguentava mais tantos vícios e acabou morrendo.

Após a sua morte, recebeu a missão de voltar à terra para prestar a caridade e ajudar as pessoas que assim como ela, estavam passando pelos problemas dos vícios, da boêmia, dos amores e do dinheiro. Recebeu seu nome de “Malandra do Cabaré”, por ter vivido sua vida no meio da Malandragem e nos Cabarés. Hoje, ajuda a todos que a procuram e nunca ouvi dizer que ela tenha deixado alguém na mão.

Muitos a confundem com a Pombo Gira Maria Padilha do Cabaré, por sua generosidade, e elegância, mas não tem nada a ver uma com a outra.

Malandra do Cabaré gosta de ser amiga, de dar conselhos e de resolver os problemas de seus clientes. Senhora da boêmia, que levanta a todos que a procuram, pois é uma mulher guerreira, de muita fibra e que nunca se deixou abater pelas dificuldades.

A Malandra do Cabaré gosta de trabalhar com seu baralho, gosta de cravos vermelhos e brancos e tem admiração pelas rosas vermelhas. Gosta de beber sua cerveja, fumar seu cigarro com filtro vermelho, usando piteiras pequenas. Suas cores preferidas são o branco, vermelho e dourado. Suas guias possuem as cores vermelhas e brancas e sua roupa possui as cores vermelhas, douradas e brancas, sendo que na sua saia tem naipes de baralho. Usa chapéu panamá branco com uma fita vermelha. Sua comida preferida é o salaminho temperado com limão e seus pontos de força são o cabaré e a Lapa.

Abaixo, letra da música composta e gravada por Noel Rosa sob o título A Dama do Cabaré

Foi num cabaré na Lapa

Que eu conheci você

Fumando cigarro,

Entornando champanhe no seu soirée

Dançamos um samba,

Trocamos um tango por uma palestra

Só saímos de lá meia hora Depois de descer a orquestra

Em frente à porta um bom carro nos esperava

Mas você se despediu e foi pra casa a pé No outro dia lá nos Arcos eu andava

À procura da Dama do Cabaré

Eu não sei bem se chorei no momento em que lia

A carta que recebi não me lembro de quem

Você nela me dizia que quem é da boemia

Usa e abusa da diplomacia

Mas não gosta de ninguém

Foi num cabaré na Lapa…

Salve Seu Zé Pilintra, Salve todos os Malandros, Salve Malandra do Cabaré.perfume fantasy

Previous Older Entries

Orixás e entidades da Umbanda e do Candomblé.

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

Umbanda de Caboclos, Boiadeiros, Pretos Velhos, Marinheiros e todo o seu mistério

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

Ciganos, suas origens e seus mistérios.

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

Mestre Zé Pilintra

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

Rainha Maria Padilha, Exús e Pombo Giras

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

Lendas, Mistérios e Curiosidades da Religião Afro

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

%d bloggers like this: