Malandra Maria Preta

Essa é a linha dos malandros, com a coordenação de Maria Preta que representa nosso querido Zé Pilintra. Como todo mundo já sabe Zé Pilintra é Advogado, Baiano, Exú, resumindo é companheiro pra toda hora e assim também é Maria Preta.
Maria Preta não viveu numa época tão distante. Negra, moradora do Rio de Janeiro, acompanhada de uma cervejinha e um bom samba. Orgulha-se de ter sido integrante da escola de samba da Estação Primeira de Mangueira. Como boa benzedeira conhece muitos chás, ervas e rezas.
Maria Preta gosta de uma boa malandragem, ajuda a todos em qualquer ocasião. Para ela não tem tempo ruim. Não recusa trabalhos e adora ajudar os necessitados.

O Malandro


Zé

Quando se fala em “malandro”, na linguagem cotidiana, a primeira ideia que nos ocorre é a do boêmio, do jogador inveterado de cartas ou de dados, do amante da noite, da música e das rodas de danças, que vivia de expedientes, carregava navalha ou faca e fugia da polícia.   

O “malandro” carioca faz lembrar aquele que vivia na Lapa, que gostava de samba e passava as noites na gafieira, chegando a ser personagem de peças teatrais, de músicas e de muitas histórias. Já o “malandro” de Pernambuco vivia nas danças do coco e do xaxado, passando as noites no forró. O que eles têm em comum? Eram todos marginalizados pela sociedade, vistos como “gente à toa”. Porém, sobreviveram a esse clima adverso, vivendo sem acesso a uma boa instrução ou a bons empregos; nem sempre conseguiram, senão com muita dificuldade, dar alguma instrução aos filhos. Nem por isso perderam a alegria, o gosto pela música e pela dança, pelo carteado, pela conversa noite adentro, de alguma forma conseguindo manter suas raízes religiosas e tradições ancestrais, dando “um jeitinho” de ser felizes.  

Por trás dos arquétipos da Umbanda, vamos encontrar, no mais das vezes, a Mão da Espiritualidade Superior a corrigir grandes equívocos e injustiças sociais e a nos fazer refletir, enquanto nos auxilia nos problemas do cotidiano. E hoje temos, na presença da Linha de Malandros, uma excelente oportunidade de refletir sobre algumas questões, em especial: primeiro, que nem tudo que parece ruim de fato o é; e segundo, que de tudo se pode extrair algo de bom e de positivo. Do que poderia ter sido uma experiência de todo ruim, esses Espíritos extraíram uma lição de flexibilidade. E aquilo que para uma sociedade hipócrita parecia ser neles um mal era, muito ao contrário, a prova de valor de um povo que manteve fidelidade às suas raízes e não se deixou vencer pelo meio hostil.   

Os Malandros vêm até nós, pelas Mãos do Alto, para nos ensinar “a boa malandragem”: fazer limonada com os limões azedos que recebemos dos outros; escorregar e levantar rapidinho, sem perder a compostura e a elegância, e já sair dançando e cantando; aprender jogar “o jogo da vida” e ser um bom parceiro de jogo, aprendendo a rir das tristezas e de si mesmo; assumir ser o que se é, sem hipocrisias, e fazer todo o Bem que se possa; não se prender a padrões e valores externos, mas ficar centrado em si mesmo e na sua Fé, sem nunca desacreditar da Vida Maior, cujo amparo permeia todos os nossos caminhos diários.  

Pensar que os Malandros podem nos ensinar tudo isso brincando, de um jeito tão despojado, é o bastante para se quebrar velho ditado que dizia: ”de onde não se espera é que não sai nada”. Porque as aparências enganam!…   Então, não vamos viver de aparências e nem pelas aparências. Vamos viver a vida com Amor, Respeito e Fé.

Vamos acreditar em nosso poder interior, que é Deus em nós. Vamos aprender a nos centrar e a nos conhecer intimamente, despertando nossas capacidades e valores acumulados ao longo desta e de outras encarnações e que ainda dormem dentro de nós, mas que podem ser despertados pelo nosso querer, por nossa vontade de superar as dificuldades, por nossa firme determinação de curar nossos pensamentos menos felizes e de encontrar respostas para as nossas necessidades, para enfim chegarmos a um caminho de felicidade, aqui e agora.marketing digital

 

Malandra Maria do Morro

 

theredhatA Malandra Maria do Morro é uma malandra que desencarnou há bem pouco tempo, mas foi rapidamente aceita e tratada para ajudar as pessoas. Maria do Morro nasceu, viveu e morreu no morro. Nasceu de família simples e tinha muitos irmãos, porém o pai abandonou a família quando ainda era pequena. Sua mãe era lavadeira e ela a ajudava como podia arrumando a casa, cozinhando e cuidando dos irmãos.

Maria do Morro amava a favela, amava o jeito como as pessoas viviam ali, amava o samba e foi no samba que se apaixonou por um negro forte, alto, sambista, era um Malandro e levava uma vida bandida. Ele compôs muitos sambas em homenagem a ela e procurava sempre levá-la para as boemias, porém Maria do Morro era muito ciumenta e ele muito malandro e mesmo morando juntos a união não deu certo. Os dois brigavam muito e ele a deixava em casa para ir para as farras. Maria era muito esperta e não queria ser passada para trás e numa dessas brigas ela quebrou uma garrafa e partiu para cima do Malandrão que sacou uma arma e deu três tiros em Maria. Vieram pessoas de todos os lugares e a senhora lavadeira quando viu sua filha estirada no chão morta, se pôs a chorar.

O malandrão tentou pular o muro e ficou preso num beco sem saída e acabou preso. Maria desencarnada, sentia fortes dores na cabeça e ficou desesperada ao ver seu corpo sangrando e sua mãe debruçada chorando. Gritou. Gritou muito mas ninguém podia ouvi-la, foi assim que ela viu uma luz que vinha de longe e que tomava a forma de uma mulher e esta lhe disse:

Maria não temas, suas dores logo cessarão, sua mãe irá melhorar e você receberá ajuda. Esta mulher tirou Maria daquele lugar e a levou para um terreiro de Umbanda e a explicou sobre os trabalhos na linha da malandragem. Maria nunca havia sido religiosa, mas gostou do que ouvia a respeito da caridade e do amor ao próximo, atuando num trabalho como entidade na Linha das Malandras. Após meses e meses se preparando, Maria recebeu o nome de Maria do Morro. Ela perdoou o homem que a matou mas jurou nunca mais amar ninguém.clique aqui

Seja papagaio solto, não fale. Aja!

zé e o papagaio

zé e o papagaiozé e o papagaio

Histórias dos Malandros nos Morros

Zé no morro

Os barões da ralé

Waldir: a elegância em pessoa
Ele fez fama na Lapa, circulou pela Praça Onze e bateu ponto no Estácio. Brigou de navalha, andou de viés, carregou no trejeito. De terno branco de linho, chapéu de veludo e sapato couro de cobra, o malandro carioca atendia por nomes que impunham respeito – Madame Satã, Camisa Preta, Sete Coroas e João Cobra. Todos viraram sinônimo de bandidagem no Centro do Rio nos anos 10 e 20 do século passado. Com o surgimento das primeiras favelas, os malandros logo descobriram um novo território livre para impor suas leis.
Um dos primeiros jornalistas a subir os morros do Rio e escrever sobre seus personagens, Benjamim Costallat disse certa vez que “a Favela (atual Providência) era uma cidade dentro da cidade, onde a lei é a do mais forte e a do mais valente e a navalha liquida os casos”. Estava se referindo à Zé da Barra, nordestino bom de briga – e de lábia – que mandava e desmandava na Favela.
Aos poucos, no entanto, o termo foi sendo suavizado e virou sinônimo de manemolência, lábia e esperteza. Foi esse malandro sangue bom que fez a festa nos morros do Rio nos anos 50, 60 e 70 – a maioria deles ligada às escolas de samba.

Charme pelos becos

Os nomes variavam mas a fama de espertos e mulherengos era a mesma. Alguns viraram lenda e são quase heróis nas histórias contadas até hoje. Poucos ainda continuam na ativa arrastando charme e desfilando elegância pelos becos das favelas. Como Waldir Carolino, de 74 anos.
“Me considero um cidadão esperto, que sabe viver a vida”, resume seu Waldir, fundador e presidente do Bloco Unidos do Cantagalo de 1963 até 1983.
“Sempre fiz questão de andar na linha. Quando entrava na quadra o pessoal logo falava: ‘lá vem o presidente!’ Até hoje só compro sapato por encomenda e terno sob medida”, brinca seu Waldir, que – como diz o poeta Chico Buarque, “hoje tem mulher e filho e tralha e tal” – é sócio da própria esposa num quiosque de flores em Copacabana.
Dono de quiosque de flores em Copacabana, Waldir sempre fez questão de andar na linha

Sapato de couro de cobra

“Eu vivi de perto a época de ouro do Waldir no Cantagalo e ficava lá ouvindo ele contar as suas histórias. Esse aproveitou bem a vida. A gente brincava que ele era o último malandro”, conta Eidibal Neves, de 63 anos, amigo de infância e também fundador e compositor de sambas clássicos do bloco do Cantagalo.
No Salgueiro, berço do samba na Tijuca, Zona Norte carioca, os malandros faziam o tipo granfino. Filho de Casemiro Calça Larga, outra figura lendária dos morros do Rio, seu Jorge Casemiro, de 70 anos, não pensa duas vezes na hora de citar o ban-ban-ban da favela na década de 60.
“Jorge Louro, esse era o cara! Um negão forte, bonito, se vestia só de linho, chapéu de veludo e sapato couro de cobra. Dançava muito e tinha as cabrochas dele espalhadas pelo morro todo. Era malandrão mesmo, mas no bom sentido”, frisa seu Jorge. “E modéstia à parte eu também sempre andei na linha. Para ir no samba até hoje só se for de blusão de linho e calça branca. E comigo é tudo sob medida. Faço questão.”

                                            Lábia e jogo de cintura

Jorge Casimiro, filho de Calça Larga
Autor da tese de doutorado “Malandros, marginais e vagabundos”, o sociólogo Michel Misse estudou a evolução da palavra ‘malandro’ ao longo do século 20 e diz que a transformação mais radical aconteceu na década de 50.

“Foi quando o malandro deixou de ser bandido e virou o cara esperto, cheio de lábia e com jogo de cintura. Esse era o malandro estilizado que inspirou Walt Disney a criar o Zé Carioca. O Bando da Lua que tocava com a Carmem Miranda também só se vestia de chapéu e camisa listrada”, explica.

Mas bem antes o fenômeno da suavização do malandro já era detectado por Noel Rosa. Em entrevista à revista O Debate, em 1935, o compositor já havia dado uma pista sobre o paradeiro desse novo malandro do bem: “O morro do Castelo foi abaixo e a polícia ‘espantou’ os malandros inveterados e ‘escrachou as cabrochas’. Mas o malandro não desapareceu. Transformou-se, simplesmente, com a sua cabrocha, para tapear a polícia. Ele já está de gravata e chapéu de palha e ela usa meias de seda”.

Nos anos 60, o malandro sofre nova transformação e de novo desce para o asfalto. Michel Misse explica: “Todo mundo podia ser malandro, o comerciante, o político, o cara esperto na esquina. E aí surge o nome marginal para substituir o malandro”, diz. “Mas a grande novidade nos últimos anos foi o surgimento da palavra vagabundo nos anos 80, que é uma mistura de malandro com marginal”, diz.

Ai de quem não respeitasse

Desde os tempos de Brancura do Estácio que a malandragem na favela esteve próxima ao mundo do samba. No Morro da Babilônia, no Leme, Zona Sul carioca, quem reinava nas noites de baile dos anos 60 era um passista famoso conhecido apenas por Ieié.
“Só dava ele no baile do Lair e no Seu Justino. Esse era um cara da noite, super dançarino e vivia cercado de mulher. Quase sempre uma loira! Aquele era malandro. E figuraço”, conta João Carlos Filho, de 57 anos, o Joãozinho, do bloco Aventureiros do Leme.
Outra característica marcante do malandro da favela era o jeito de se vestir. Em entrevista ao Favela tem Memória meses antes de sua morte, aos 83 anos, Dona Maria falou sobre como era a malandragem no Morro do Cantagalo dos anos 50: “Os malandros do morro pareciam até doutor, só andavam na linha e eram extremamente educados com os moradores. Só a presença deles já era sinal de respeito. E ai de quem não respeitasse”.
Na Cidade de Deus, conjunto habitacional construído nos anos 60 na Zona Oeste do Rio, o malandro era um sujeito que não chamava a atenção. “O Caetano não era extrovertido, fazia mais o tipo misterioso. Ele foi diretor de bateria da escola de samba e era super querido. Mas também tinha seus inimigos”, lembra Vera Regina Barros.

                       Farra, mulher e bebida

Dicró: boemia e samba
Com a morte de Bezerra da Silva e Moreira da Silva, um dos poucos malandros que permanecem acima de qualquer suspeita – e ele faz questão de assumir isso – é o sambista Carlos Roberto Oliveira, de 58 anos, o Dicró, nascido e criado na Baixada Fluminense mas freqüentador assíduo da Praia de Ramos (Zona Norte) desde os anos 60. Fala aí Dicró:
“Malandro é o cara que está de bem com a vida, que leva tudo na gozação e que não rouba ninguém. Porque malandro na prisão vai aproveitar a vida como?”, brinca Dicró, que gravou em 1995, junto com Bezerra da Silva e Moreira da Silva, o disco “Os Três Malandros”, uma sátira à pompa dos tenores Plácido Domingo, José Carreras e Luciano Pavarotti. “Sempre fui boêmio e sambista. Até em velório a gente dá um jeito de se divertir”, brinca.

E para fechar esse papo de malandragem, nada como as palavras de Cartola, um bamba do samba de favela: “Malandro é quem gosta de briga, farra, mulher e bebida. Isso é natural. Ladrão, maconheiro ou jogador é bandido. Disso eu tenho vergonha”. E ponto final.

A Volta do Malandro (Chico Buarque)

Eis o malandro na praça outra vez
Caminhando na ponta dos pés
Como quem pisa nos corações
Que rolaram nos cabarés
Entre deusas e bofetões
Entre dados e coronéis
Entre parangolés e patrões
O malandro anda assim de viés
Deixa balançar a maré
E a poeira assentar no chão
Deixa a praça virar um salão
Que o malandro é o barão da ralé

Homenagem ao malandro (Chico Buarque)

Eu fui fazer um samba em homenagem
À nata da malandragem
Que conheço de outros carnavais
Eu fui à Lapa e perdi a viagem
Que aquela tal malandragem
Não existe mais
Agora já não é normal
O que dá de malandro regular, profissional
Malandro com aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro com contrato, com gravata e capital
Que nunca se dá mal
Mas o malandro pra valer
– não espalha
Aposentou a navalha
Tem mulher e filho e tralha e tal
Dizem as más línguas que ele até trabalha
Mora lá longe e chacoalha
Num trem da Central

Praça 11, Berço do Samba (Zé Ketti)

Favela do Camisa Preta
Do Sete Coroas
Cadê o teu samba, Favela?
Era criança na Praça Onze
Eu corria pra te ver desfilar
Favela, queremos teu samba
Teu samba era quente
Fazia meu povo vibrar
Até a lua, a lua cheia
Sorria, sorria
Milhões de estrelas brigavam
Por um lugar melhor
Queriam ver a Portela
Mangueira, Estácio de Sá
E a Favela com suas baianas tradicionais
Brilhava mais
Que a luz do antigo lampião a gás
Fragmentos de brilhantes
Como fogos de artifícios
Desprendiam lá do céu
E caíam como flores
Na cabeça das pastoras
E dos sambas de Noel
Correrias, empurrões
Gritarias e aplausos
E o sino da capela
Não parava de bater
Os malandros vinham ver
Meu samba estava certo, sim
Enquanto as cabrochas gingavam
No seu rebolado
No ritmo da batucada
De olho comprido, que nem bobinho
Eu terminava dormindo na calçada
De olho comprido, que nem bobinho
Eu acabava dormindo na calçada

Malandros, Salve a Malandragem!

MALANDROOs malandros têm como principal característica de identificação, a malandragem, o amor pela noite, pela música, pelo jogo, pela boemia e uma atração pelas mulheres. Isso quer dizer que em vários lugares de culturas e características regionais completamente diferentes, sempre haverá um malandro. O malandro de Pernambuco, dança côco, xaxado, passa a noite inteira no forró; no Rio de Janeiro ele vive na Lapa, gosta de samba e passa suas noites na gafieira. Atitudes regionais bem diferentes, mas que marcam exatamente a figura do malandro.

No Rio de Janeiro aproximou-se do arquétipo do antigo malandro da Lapa, contado em histórias, músicas e peças de teatro. Alguns quando se manifestam se vestem a caráter. Terno e gravata brancos. Mas a maioria, gosta mesmo é de roupas leves, camisas de seda, e justificam o gosto lembrando que: “a seda, a navalha não corta”. Navalha esta que levavam no bolso, e quando brigavam, jogavam capoeira (rabos-de-arraia, pernadas), às vezes arrancavam os sapatos e prendiam a navalha entre os dedos do pé, visando atingir o inimigo. Bebem de tudo, da Cachaça ao Whisky, fumam na maioria das vezes cigarros, mas utilizam também o charuto.

São cordiais, alegres, dançam a maior parte do tempo quando se apresentam, usam chapéus ao estilo Panamá. Podem se envolver com qualquer tipo de assunto e têm capacidade espiritual bastante elevada para resolvê-los, podem curar, desamarrar, desmanchar, como podem proteger e abrir caminhos. Têm sempre grandes amigos entre os que os vão visitar em suas sessões ou festas. Existem também as manifestações femininas da malandragem.

Manifesta-se como características semelhantes aos malandros, dança, samba, bebe e fuma da mesma maneira. Apesar do aspecto, demonstram sempre muita feminilidade, são vaidosas, gostam de presentes bonitos, de flores principalmente vermelhas e vestem-se sempre muito bem. Ainda que tratado muitas vezes como Exu, os Malandros não são Exus. Essa idéia existe porque quando não desenvolvimento de pessoas são homenageados em festas ou sessões particulares, manifestam-se tranqüilamente nas sessões de Exu e parecem um deles.

Os Malandros são espíritos em evolução, que após um determinado tempo podem (caso o desejem) se tornarem Exus. Mas, desde o início trabalham dentro da linha dos Exus. Pode-se notar o apelo popular e a simplicidade das palavras e dos termos com os quais são compostos os pontos e cantigas dessas entidades. Assim é o malandro, simples, amigo, leal, verdadeiro. Se você pensa que pode enganá-lo, ele o desmascara sem a menor cerimônia na frente de todos. Apesar da figura do malandro, do jogador, do arruaceiro, detesta que façam mal ou enganem aos mais fracos. Salve a Malandragem!

Na Umbanda o malandro vem na linha dos Exus, com sua tradicional vestimenta: Calça Branca, sapato branco(ou branco e vermelho), seu terno branco, sua gravata vermelha, seu chapéu branco com uma fita vermelha ou chapéu de palha e finalmente sua bengala. Gosta muito de ser agradado com presentes, festas, ter sua roupa completa, é muito vaidoso, tem duas características marcantes: Uma é de ser muito brincalhão, gosta muito de dançar, gosta muito da presença de mulheres, gosta de elogiá-las ,etc… Outra é ficar mais sério, parado num canto assim como sua imagem, gosta de observar o movimento ao seu redor mas sem perder suas características.

Às vezes muda um pouco, pede uma outra roupa, um terno preto, calças e sapatos também pretos, gravata vermelha e às vezes até cartola. Em alguns terreiros ele usa até uma capa preta. E outra característica dele é continuar com a mesma roupa da direita, com um sapato de cor diferente, fuma cigarros, cigarilhas ou até charutos, bebe batidas, pinga de coquinho, marafo, conhaque e uísque, rabo-de-galo; é sempre muito brincalhão, extrovertido.

Seu ponto de força é na subida de morros, esquinas, encruzilhadas e até em cemitérios, pois eles trabalham muito com as almas… Salve a Malandragem!

Malandras e Malandrinhas

Maria Navalha

As malandras surgiram a partir dos anos 50, com o surgimentos de uma

entidade, que ninguém conhecia, chamada Maria Navalha.

Dona Navalha surgiu num terreiro de Umbanda Omolocô (Umbanda traçada

com Candomblé – Independente da Nação sendo ela, Ketu, Djeje Mahin, Angola)

e como até hoje, os Malandros infelizmente são tratados como Exus , ela foi

e ainda é em alguns lugares considerada ou tratada como Pombagira, pois

muitos terreiros, não fazem gira de Exu separada da de Malandros.

Ela incorporou numa jovem que estava a pouco tempo na religião, tinha características de malandro, ainda que com feminilidade, mais era encantadora,

uma entidade diferente, e que atraiu a curiosidade das pessoas da religião na

época.

Desde então alguns anos se passaram, e ela continua a brilhar nos terreiros de Umbanda, com todo seu charme e beleza exótica, depois conforme os anos foram passando surgiram outras Malandras, todas ligadas aos seus campos de atuação (trabalho).

Normalmente as Malandras fazem par com os Malandros de seus Médiuns, exemplo: Malandra do Morro e Malandro do Morro. Mas isso não é necessariamente uma regra, pode acontecer de serem de diferentes locais, isso depende da evolução do médium, da afinidade do mesmo com as entidades de luz e de como irão trabalhar, para evolução de si mesmos e do próprio médium.

 

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 Coisas de Malandra:

Cores : Vermelha, Branca e Preta
Guia: Vermelha e Branca
Indumentária: Roupas nessas cores ; Vermelha, Branca preta, muito raro o tom dourado.
Chapéis: Chapéu Panamá, com Fita vermelha, ou preta, também podem usar chapéu branco (sem fitas), podem usar lenços em seus chapéus ou para enfeitar seus cabelos antes de colocar o chapéu, podem colocar rosas ou cravos vermelhos ou branco no chapéu.

Algumas qualidades de malandra gostam de chapéu preto e outras gostam de cartola baixa. Raramente gostam de cartola alta, quando gostam são nas cores tradicionais (Branca e Vermelha)

Algumas usam Calça branca, vermelha ou estampada com estas cores.

Já outras usam Saias, com estampa vermelha e branca, saia branca, saia vermelha, saia com dados, naipes ou cartas de baralho.

Gostam de Blusa listrada (Vermelha e Branca), ou nas cores Preta, Vermelha, Branca. Também gostam de Roupas de seda (como algumas qualidades de Malandro). Também raramente, algumas Malandras, gostam de uma camisa branca (De botões) por cima da camisa listrada.

Flores: Rosas vermelhas, rosas brancas, cravos vermelhos e brancos, também gostam de flor de chuvisco.

Fumo: Cigarros de palha, Cigarros de filtro vermelho ou Cigarros com sabor. Existem ainda as raras exceções de Malandras que fumam Charuto.

Bebida: Cerveja Branca, Cerveja Preta, Batida, Pinga de Coquinho, Conhaque e raramente Whisky ou cachaça (pinga).

Objetos: Dados, Navalha, Punhal, Baralho.

Pontos de força: Lapa, Cabaré, Morro, Esquinas, Encruzilhada, Cais do Porto, Cruzeiro das Almas, Calunga (Pois como nossos amigos Malandros, trabalham também com as almas)

São boas amigas, trabalham ajudando as pessoas a largas vícios (Drogas e Álcool) também trabalham desmanchando magia negra, trabalham para assuntos financeiros, e as vezes até tiram seus protegidos e protegidas de enrascadas, também trabalham para amor

 

 

Malandragem

 

São gentis, simpáticas, as vezes sérias, sempre muito bem vestidas, elegantes, e bem arrumadas, são vaidosas, gostam de receber presentes e adoram perfumes e batons (Principalmente na cor vermelha)

As vezes surgem nomes de entidade, se denominando Malandra, mais nem sempre são, pois como é uma linha nova, existem pessoas que inventam de má fé, nomes que não existem.

 

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 Alguns nomes de Malandras e Malandrinhas.

Malandra Maria Navalha e sua Falange:

-Maria Rosa Navalha

– Maria Navalha do Cabaré

– Maria Navalha da Lapa

– Maria Navalha da Calunga

– Maria Navalha das Almas

– Maria Navalha da Estrada

– Maria Navalha do Cais

E outras Malandras…

– Malandra 7 Navalhadas

– Malandra 7 Navalhas

– Malandra Maria 7 Navalhas

– Malandra do Cabaré

– Malandra Rosa do Cabaré ou Rosa Malandra do Cabaré

– Malandrinha do Cabaré

– Malandra Maria do Baralho e Malandra do Baralho

– Malandra do Morro ou Malandrinha do Morro

– Malandra da Lapa ou Malandrinha da Lapa ; Malandra do Cabaré da Lapa

– Malandra Rosa da Lapa

– Malandra das Rosas Vermelhas dos Arcos da Lapa

– Malandra da Rosa Vermelha ; Malandra Rosa Vermelha ( Sendo ela da Lapa, Cabaré)

-Malandrinha das Rosas Vermelhas ; Malandrinha da Rosa Vermelha

– Malandra das Almas ou Malandrinha das Almas

– Malandra das 7 Encruzilhadas

– Malandra Maria do Cais ; Malandrinha do Cais ; Malandra da Beira do Cais

– Malandra 7 Saias do Cabaré

– Malandra da Estrada ; Malandrinha da Estrada

– Malandra da Bahia ; Malandrinha da Bahia

– Malandra Maria da Boêmia

– Malandra dos Arcos da Lapa

Salve as nossas Amadas Malandras na Umbanda, Salve a Malandragem!
Que Deus possa sempre Iluminar sempre essas falanges que tanto nos quer Bem!

 

 

Malandro da Calunga


MALANDRO

São raríssimos os médiuns que trabalham com esse malandro. Eles costumam ser sérios durante seus trabalhos e gosta muito de trabalhar para ajudar os humildes e necessitados, fazendo justiça e não gosta de pessoas ambiciosas e arrogantes.

Em vida foi muito amigo das pessoas da alta sociedade, mas só se sentia feliz quando estava nos bares bebendo, onde conquistava todos os tipos de mulheres, mas não se apaixonava por nenhuma. Foi um homem de classe média e todos gostavam muito dele. Infelizmente se perdeu na bebida e nos vícios.

Se apresenta muito elegante, porém é de uma simplicidade muito grande. Morreu muito jovem, mas quando vem para trabalhar é de uma sabedoria muito grande e uma postura de quem viveu muitos anos.melhores franquias brasileiras

Malandros

Os Malandros podem ser considerados entidades regionais, já que grande parte de suas manifestações se dá no Rio de Janeiro. 
Malandros são entidades de Umbanda cultuada nesse estado e cujo maior representante é Zé Pelintra.
 
Em geral, os Malandros quando lhes é dada essa possibilidade, vestem-se de branco, com o sapato e chapéu combinando, adornados com detalhes em vermelho e raramente preto.
Existem algumas exceções e essa regra como é o caso do Malandro Zé Pretinho, que veste terno preto e bengala, e por isso é facilmente confundido com Exu. 
Ha também muitos Malandros que encarnam a figura do sambista, com camisa listrada e chapéu panamá.
 
Ha também mulatas, figuras femininas dos malandros, e as “Marias” entidades de nome mais populares. Muitas delas com histórias divulgadas além da Umbanda, como no caso da Rosa Palmeirão, citada em alguns livros de Jorge Amado, que hoje são entidades da linha dos malandros. 
Outras entidades que hoje também são tidas como malandros são provenientes da jurema e do catimbó, onde são mestres e encantados. 
 
Texto retirado do livro “Esquerda na Umbanda”, de Janaina Azevedo Corral. 

Salve a Malandragem!

Malandro bom, trabalha em qualquer lugar,
Vem na Linha de Exú, porque sabe se comportar,
Também vem com a dos Baianos, Catimbó e Juremá,
Malandro bom, sabe se relacionar.
Não nasci para Umbanda, nasci para lhe ajudar, 
Se chamar por mim na igreja, te encontro no altar,
Se na roda de amigos, um vier a precisar,
Tenha fé que apareço, ajudo em qualquer lugar.
 
Já baixei em centro espírita, falando como doutor, 
Por que ali um certo dia, um amigo precisou,
Já baixei como poeta, repentista, trovador,
Sou malandro, sou esperto, só Deus é meu detentor.
 
Uns me chamam de Caboclo, de Baiano, Exú, Mestre e Doutor, 
Sou no mundo dos espíritos, mais um trabalhador,
Não escolho lado fixo, pois em movimento estou,
Não há certo ou errado, no aprendizado que dou.
Uso branco, uso vermelho e uso preto também, 
Sou malandro brasileiro, vivo a fazer o bem,
Eu trabalho pra meu Pai, não trabalho pra ninguém,
Faço uso do que posso e não excluo ninguém.
 
Salve a Malandragem!
 
Por José Roberto

A Malandragem

  
Malandragem define-se como um conjunto de artimanhas utilizadas para se obter vantagem em determinada situação (vantagens estas muitas vezes ilícitas). Caracteriza-se pela engenhosidade e sutileza. Sua execução exige destreza, carisma, lábia e quaisquer características que permitam a manipulação de pessoas ou resultados, de forma a obter o melhor destes, e da maneira mais fácil possível. Contradiz a argumentação lógica, o labor e a honestidade, pois a malandragem pressupõe que tais métodos são incapazes de gerar bons resultados. Aquele que pratica a malandragem (o “malandro”) age como no popular adágio brasileiro, imortalizado pelo nome de Lei do Gerson: “gosto de levar vantagem em tudo”.
 
Junto ao jeitinho, a malandragem pode ser considerado outro modo de navegação social tipicamente (mas não unicamente) brasileiro; porém, diferente do jeitinho, neste a integridade de instituições e de indivíduos é efetivamente lesada, e de forma juridicamente definível como dolosa. No entanto, a malandragem bem-sucedida pressupõe que se obtenham vantagens sem que sua ação se faça perceber. Em termos mais populares, o “malandro” “engana” o “otário” (vítima) sem que este perceba ter sido enganado.
 
A malandragem é descrita no imaginário popular brasileiro como uma ferramenta de justiça individual. Perante a força das instituições necessariamente opressoras, o indivíduo “malandro” e o curupira que só faz gol de calcanhar e sai comemorando de moon Walker . Tal como o jeitinho, a malandragem é um recurso de esperteza, utilizado por indivíduos de pouca influência social, ou socialmente desfavorecidos. Isso não impede a malandragem de ser igualmente utilizada por indivíduos mais bem posicionados socialmente. Através da malandragem, obtêm-se vantagens ilícitas em jogos de azar, nos negócios e na vida social em sua totalidade. Pode-se considerar “malandro” o adúltero que convence a mulher de sua falsa fidelidade; o patrão que “dá um jeito” de não pagar os funcionários tal como deveria; o “jogador” que manipula as cartas e leva para si toda uma rodada de apostas.
 
 
Chapéu-palheta, um acessório indispensável para o malandro brasileiro da década de 30.
O estereótipo do típico malandro brasileiro surgiu na primeira metade do século XX. Carregado de um certo romantismo, foi principalmente imortalizado pelas letras de samba. 
De acordo com este estereótipo, o malandro é carioca e habita os guetos; usa chapéu-palheta ou panamá e calça sapatos de cores branco e preta. Veste camisa preta com listras brancas (é sua identidade), detalhes vermelhos ou regata listrada, calças brancas e leva sempre uma navalha no bolso do paletó (e vai para a Barão de Mauá). É boêmio, vive de pequenos golpes, aprecia rodas de samba e não acredita no trabalho como um modo de vida confiável; no entanto, é sensível e sentimental, além de galante, cavalheiro e um amante invejável.
Obviamente, não existe uma “teoria da malandragem” que sustente e justifique ideologicamente esse comportamento típico. A postura, atitude e cotidiano do malandro é retratado principalmente pelas artes. 
 
O samba “Lenço no Pescoço”, escrito por Wilson Batista e gravado por Sílvio Caldas em 1933, tornou-se um “hino” da “malandragem brasileira”. Suas estrofes descrevem com precisão o modo de vida de um típico malandro:”Meu chapéu do lado / Tamanco arrastando / Lenço no pescoço / Navalha no bolso / Eu passo gingando / Provoco e desafio / Eu tenho orgulho / Em ser tão vadio. / Sei que eles falam / Deste meu proceder / Eu vejo quem trabalha / Andar no miserê / Eu sou vadio / Porque tive inclinação / Eu me lembro, era criança / Tirava samba-canção”.
O jeito de ser e vestir do malandros, como estereótipos, também bebe na fonte do personagem folclórico Zé Pelintra, personalidade emblemática do Catimbó. A Umbanda posteriormente incorporou o antigo mestre de mesa, com a figura de malandro, quando do translado de levas de migrantes do Nordeste para o Centro-Sul do Brasil. Zé Pelintra seria um boêmio de modos selvagens em suas lides, mas de coração bom e prestimoso, sendo, inclusive, considerado “padrinho dos pobres”. A mais marcante diferença entre o estereótipo do malandro e a representação de Zé Pelintra é que este último veste-se em caxemira e gravata vermelha, enquanto que o malandro típico prefere camisas listradas, sem gravata.
No Brasil, muitos indivíduos que poderiam ser considerados como “malandros típicos” fizeram fortunas ilícitas como empresários do jogo do bicho. Estes malandros praticaram caridade e investiram nas escolas de samba, o que lhes conferiu uma imagem romântica de benfeitores. Tal imagem fora severamente prejudicada com o episódio conhecido como “CPI do jogo do bicho”, onde se investigou o envolvimento deste tipo de empresário (o “bicheiro”) com corrupção. De fato, a linha que separa a malandragem romântica do crime explícito é imprecisa.
A coleção de contos “Pastores da Noite”, de Jorge Amado, fornece um costumeiro retrato romântico dos pequenos malandros: arruaceiros, amigos e de bom coração. A bem-humorada “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque de Hollanda, descreve com mais precisão o malandro: contrabandista, bonachão, bon vivant e com certeza criminoso. Mais sóbria, a peça teatral “Boca de Ouro”, escrita por Nelson Rodrigues, oferece um perfil realista do malandro bicheiro: temível, orgulhoso, vaidoso, generoso por demagogia e psicótico.
 
A malandragem configura-se quando o sujeito abdica e mesmo escarnece de suas funções e obrigações sociais, tais como obediência às autoridades, respeito à propriedade alheia, altruísmo, etc., preferindo viver o dia-a-dia da forma mais hedonista possível. O malandro não toma esta atitude por ímpeto revolucionário, convicção ideológica ou qualquer conclusão intelectual. Ainda que sua atitude possa ser desencadeada por ressentimento social, o propósito do malandro não é o de mudar o status quo, e uma discussão dessa ordem simplesmente não faria diferença para ele. A verdade é que a diligência do trabalho quotidiano não possui aplicação prática em sua vida, e a realização de pequenos delitos furtivos e independentes dão-lhe vívida impressão de sucesso, causando-lhe sensação de satisfação e mesmo superioridade.
 
Devido a essas características, o malandro muitas vezes é rotulado como “preguiçoso”, “vagabundo”, “escória”, “inútil”. Sua atitude é claramente criminosa, enquadrando-se inclusive em termos penais. No entanto, sendo uma atitude típica de indivíduos desfavorecidos, a malandragem muitas vezes é vista com simpatia. Ao malandro cabe muitas vezes o papel de herói, ainda que se aproxime mais de um anti-herói. O malandro é idealmente representado como o sujeito que, privado de instituições que o representem, precisa utilizar da própria inteligência e artimanha para lidar com os mais fortes. Além do que, o malandro ideal carrega em si o carisma que lhe rende simpatia, mesmo diante daqueles que teriam motivos para não aprovar sua atitude. Nesse sentido, a malandragem possui alguma concomitância com o jeitinho.
 
A malandragem é profundamente arraigada no imaginário popular. Em seu livro “O Grande Massacre de Gatos”, Robert Darnton expõe como, durante a Alta Idade Média, a malandragem fora imortalizada pelas classes populares como um modo de justiça individual. Em uma época de pouca comida e abismos sociais, os personagens que hoje compõem as histórias da “Mamãe Ganso” usavam de artimanhas e espertezas para enganar as pessoas mais abastadas e favorecidas, obtendo assim fortunas ou ao menos garantindo a própria sobrevivência. Essas artimanhas e espertezas eram denominados “cartesianismos”, uma referência a René Descartes, cujas idéias eram vistas com alguma desconfiança pelas classes populares.
O Pica-pau, personagem-título do desenho animado, representa muito bem a essência do caráter do malandro: carismático e faz de tudo para levar vantagem.
Esses cartesianismos envolviam manipulação de pessoas, pequenas fraudes e até mesmo o uso de artimanhas mágicas. Ora, esta é precisamente a atitude típica da malandragem: buscar formas mais “acessíveis” de usufruir de confortos e vantagens, a maior parte relacionada com o simples desfrute dos prazeres sensoriais da existência (ter, beber, jogar, namorar, etc.). Para isso, o malandro utilizará a lábia e a destreza, bem como outras características que o habilitem a manipular pessoas; o malandro eventualmente contará também com a sorte, principalmente porque este indivíduo não acredita na ideia de se realizar grandes esforços no sentido de obter algo para si (daí sua tendência aos jogos de azar, ainda que sempre busque manipular o resultado destes). É preciso ressaltar que a sutileza e a individualidade são as principais características da malandragem. Nesse sentido, um corsário, um assaltante, um líder de gangue ou um saqueador comum não podem ser vistos como malandros.
 
O estereótipo da malandragem foi capaz de influenciar não apenas a cultura brasileira, como também a de outros países, em diferentes épocas. Durante a primeira metade do século XX, os Estados Unidos da América viram imortalizada a figura do típico malandro do Bronx: negro, pobre, conhecedor das “manhas” das ruas; fala gírias e possui um sotaque “cantado”, parecido com o de um cantor de rap. Usa ternos quadriculados coloridos, acompanhados de um chapéu de abas largas. É bem-humorado, bonachão e muitas vezes de bom coração. Nas concepções mais românticas, é uma pessoa de “boa paz”, negando-se a realizar crimes “pesados”, preferindo “pequenos” delitos como fraudes e furtos.

EXEMPLOS DE MALANDROS E (ANTI)HERÓIS

  • Aladim: personagem das “Mil e uma Noites”, Aladin era um jovem árabe que viveu no Oriente Médio. Era vadio, arruaceiro e causava profundo desgosto à mãe. De posse sobre uma “lâmpada mágica”, consegue fortunas da noite para o dia.
 
  • Azambuja: típico malandro carioca interpretado por Chico Anísio.
 
  • Bender: personagem do desenho Futurama, é um robô dotado de personalidade, cujo caráter é caracterizado por pensamentos maliciosos e um prazer contínuo em driblar as normas.
 
  • Gastão: personagem de Walt Disney, Gastão (no inglês original, Gladstone Gander) é primo do Pato Donald. Diferente de Zé Carioca, é baseado no estereótipo do malandro estadunidense, com as devidas amenizações. Como modo de vida, conta unicamente com a sorte. Jamais se preocupa em conseguir emprego ou sustento, porque sempre é amparado pelo destino, fato que causa inveja ao primo Donald.
 
  • João Grilo: personagem típico de anedotas oriundas da região Nordeste brasileira. Imortalizado e popularizado por todo o Brasil através da peça teatral “O Auto da Compadecida”, escrita por Ariano Suassuna. A exemplo de Pedro Malasarte, é um matuto de origem desprivilegiada; porém, é dotado de esperteza e carisma, que usa para sobreviver.
 
  • Manda-Chuva: personagem da Hanna-Barbera. É gato de rua que lidera uma guangue dos becos de Nova York.
 
  • Pedro Malasarte: personagem originário do folclore popular medieval português, terminou arraigando-se profundamente ao imaginário brasileiro. É um matuto de origem desprivilegiada. Conta apenas com sua própria malandragem para manipular gente mais privilegiada, de forma a obter dela o que necessita para viver com algum conforto.
 
  • Pernalonga: Coelho malandro e carismático da Warner, é o principal personagem da série animada Looney Tunes.
 
  • Pica-pau: personagem do desenho animado de mesmo nome, possui muito carisma e vive querendo levar vantagem.
 
  • Robin Hood: É um herói mítico inglês, um fora-da-lei que roubava dos ricos para dar aos pobres, aos tempos do Rei Ricardo Coração de Leão. Era hábil no arco e flecha e vivia na floresta de Sherwood. Era ajudado por seus amigos “João Pequeno” e “Frei Tuck”, entre outros moradores.Teria vivido no século XIII, gostava de vaguear pela floresta e prezava a liberdade. Ficou imortalizado como “Príncipe dos ladrões”. Tenha ou não existido tal como o conhecemos, “Robin Hood” é, para muitos, um dos maiores heróis de Inglaterra.
 
  • Zé Carioca: personagem de Walt Disney, inspirado no estereótipo do malandro carioca. É um papagaio bem-humorado que vive de pequenas espertezas.

A Origem de Zé Pelintra

Mas afinal, qual a origem de nosso personagem? Seu Zé torna-se famoso primeiramente no Nordeste seja como frequentador dos catimbós ou já como entidade dessa religião. O Catimbó está inserido no quadro das religiões populares do Norte e Nordeste e traz consigo a relação com a pajelança indígena e os candomblés de caboclo muito difundidos na Bahia.

Conta-se que ainda jovem era um caboclo violento que brigava por qualquer coisa mesmo sem ter razão. Sua fama de “erveiro” vem também do Nordeste. Seria capaz de receitar chás medicinais para a cura de qualquer male, benzer e quebrar feitiços dos seus consulentes. Já no Nordeste a figura de Zé Pelintra é identificada também pela sua preocupação com a elegância. No Catimbó, usa chapéu de palha e um lenço vermelho no pescoço.

Fuma cachimbo, ao invés do charuto ou cigarro, como viria a ser na Umbanda, e gosta de trabalhar com os pés descalços no chão. De acordo com Ligiéro (2004), Seu Zé migra para o Rio de janeiro onde se torna nas primeiras três décadas do século XX um famoso malandro na zona boêmia carioca, a região da Lapa, Estácio, Gamboa e zona portuária. Segundo relatos históricos Seu Zé era grande jogador, amante das prostitutas e inveterado boêmio. Quanto a sua morte, autores descordam sobre como esta teria acontecido. Afirma-se que ele poderia ter sido assassinado por uma mulher, um antigo desafeto, ou por outro malandro igualmente perigoso.

Porém, o consenso entre todas essas hipóteses é de que fora atacado pelas costas, uma vez que pela frente, afirmam, o homem era imbatível. Para Zé Pelintra a morte representou um momento de transição e de continuidade”, afirma Ligiéro, e passa a ser assim, incorporado à Umbanda e ao Catimbó como entidade “baixando” em médiuns em cidades e Países diversos que nem mesmo teriam sido visitadas pelo malandro em vida como Porto Alegre ou Nova York, Japão ou Portugal, por exemplo. Todo esse relato em última instância não tem comprovação histórica garantida e o importante para nós nesse momento é o mito contado a respeito dessa figura.

Seu Zé é a única entidade da Umbanda que é aceita em dois rituais diferentes e opostos: a “Linha das Almas” (caboclos e pretos-velhos) e o ritual do “Povo de Rua” (Exus e Pombas-Giras). A Umbanda de Zé Pelintra é voltada para a prática da caridade – fora da caridade não há salvação -, tanto espiritual quanto material – ajuda entre irmãos – , propagando que o respeito ao ser humano, é a base fundamental para o progresso de qualquer sociedade.

Zé Pelintra também prega a TOLERÂNCIA RELIGIOSA, sem a qual o homem viverá constantemente em guerras. Para Zé Pelintra, todas as religiões são boas, e o princípio delas é fazer o homem se tornar espiritualizado, se aproximando cada vez mais dos valores reais, que são Deus e as obras espirituais.  Na humildade que lhe é peculiar, Zé Pelintra, afirma que todos são sempre aprendizes, mesmo que estejam em graus evolutórios superiores, pois quem sabe mais, deve ensinar a quem ainda não apreendeu e compreender aquele que não consegui saber.

Zé Pelintra, espírito da Umbanda e mestre catimbozeiro, faz suas orações pelo povo do mundo, independente de suas religiões. Prega que cada um colhe aquilo que planta, e que o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória. Zé Pelintra faz da Umbanda, o local de encontro para todos os necessitados, procurando solução para o problema das pessoas que lhe procuram. Ajudando e auxiliando os demais espíritos.

Zé Pelintra é o médico dos pobres e advogado dos injustiçados, é devoto de Santo Antonio, e protetor dos comerciantes, principalmente Bares, Lanchonetes, Restaurantes e Boates, e sempre recorre a Jesus, fonte inesgotável de amor e vida. Na gira em que Zé Pelintra participa são invocados os caboclos, pretos velhos, baianos, marinheiros e exus. A gira de Zé Pelintra é muito alegre e com excelente vibração, e também disciplina é o que não falta.

Sempre Zé pelintra procura trabalhar com seus camaradas, e às vezes, por ser muito festeiro, gosta de uma roda de amigos para conversar, e ensinar o que traz do astral. Zé Pelintra atende a todos sem distinção, seja pobre ou rico, branco ou negro, idoso ou jovem. Seu Zé Pelintra tem várias estórias da sua vida, desde a Lapa do Rio de Janeiro até o Nordeste.

Todavia, a principal história que seu Zé Pelintra quer escrever, é a da CARIDADE, e que ela seja praticada e que passemos os bons exemplos, de Pai para filho, de amigo para amigo, de parente para parente, a fim de que possa existir uma corrente inesgotável de Amor ao Próximo.

Zé Pelintra prega o amparo aos idosos e às crianças desamparadas por esse mundo de Deus. Se você, ajudar com pelo menos um sorriso, a um desamparado, estarás, não importa sua religião ou credo, fazendo com que Deus também Sorria e que o Amor Fraterno triunfe sobre o egoísmo.

ZÉ PELINTRA pede que os filhos de fé achem uma creche ou um asilo e ajudem no que puder as pessoas e crianças jogadas ao descaso. Não devemos esquecer que a Fé sem as obras boas é morta.

Zé Pelintra nasceu no nordeste, há controvérsias se o mesmo tivesse nascido no Recife ou em Pernambuco e veio para o Rio de Janeiro, onde se malandreou na Lapa e um certo dia foi assassinado a navalhadas em uma briga de bar. Assim, Zé Pelintra formou uma bela Falange de malandros de luz, que vêm ajudar aqueles que necessitam, os malandros são entidades amigas e de muito respeito, sendo assim não aceitamos que pessoas que não respeitam as entidades e a umbanda, digam que estão incorporados com seu Zé ou qualquer outro malandro e que eles fumam maconha ou tóxicos; entidades usam cigarros e charutos, pois a fumaça funciona como defumador astral.

Podemos citar além de Seu Zé Pelintra, Seu Chico Pelintra, Cibamba, Zé da Virada, Seu Zé Malandrinho, Seu Malandro, Malandro das Almas, Zé da Brilhantina, João Malandro, Malandro da Madrugada, Zé Malandro, Zé Pretinho, Zé da Navalha, Zé do Morro, Maria Navalhada, etc.

Os malandros vêm na linha de Exú, mas malandros não são exús! Ao contrário dos exús que estão nas encruzilhadas, encontramos os malandros em bares, subidas de morros, festas e muito mais.

Salve seu Zé Pelintra!

Salve os Malandros!

Salve a Malandragem! criação e hospedagem de sites

Seu Zé Pretinho, menino de Zé…

Seu Zé Pretinho é um guia com uma forte ligação com seu Zé Pilintra, digamos que foi acolhido por Seu Zé Pilintra e na espiritualidade carrega um grande respeito por ele, gratidão e muito afeto. No princípio de suas manifestações na Umbanda, este guia era muito confundido com Seu Zé Pilintra, chamado de forma errônea por ‘’Zé Pilintra moço’’, isso ocorria muito, porque este guia se trajava igual ao Seu Zé Pilintra, é uma forma de gratidão e admiração da parte dele para com o guia no qual ele respeita muito, Zé Pretinho teve autorização pra isso, e como ao chegar aos terreiros já era imediatamente chamado de ‘’Zé Pilintra’’, assim foi deixando, sem se sentir incomodado, pelo contrário, sentia-se até mesmo honrado em ser referido pelo nome de um guia do qual o acolheu na espiritualidade. 

Embora se perceba todo este contato entre ambas as entidades espirituais, a personalidade e individualidade de cada um é bem diferente, principalmente na manifestação. Zé Pretinho não traz a essência da Jurema, dos antigos cultos de catimbó como traz seu Zé Pilintra, e em sua última encarnação, Zé Pretinho era moço, viveu em épocas diferentes, não teve a mesma juventude e nem o desfrute de viver mais tempo, desencarnou ainda rapaz, com seus vinte e poucos anos.

Toda essa essência do galanteador moço, o malandro nordestino que encanta com seu gingado e com o seu dançar são características de seu Zé Pretinho, modo de suas manifestações, trazendo aquele preceito da boa prosa, da ‘’brincadeira’’ ou da alegria pairando no ar, um guia que se manifesta com mais frequência, fala com todos e pra todos, conhecedor das quizilas, aquele bom malandro da noite entendedor dos mistérios, ele não é Exu e nem baiano, embora nascesse e vivesse nesta terra, Zé Pretinho é Zé Pretinho, gosta da encruzilhada e da alegria do povo da Bahia, Zé Pretinho é conhecido pela sua ousadia.  Foi assim que sua manifestação foi ficando conhecida em todos os cantos do Brasil, porém, levando a frente o nome de seu Zé Pilintra, pouco sendo chamado pelo seu próprio nome de Aruanda.

E assim, surgiram muitas confusões com a verdadeira imagem de seu Zé Pilintra, pessoas foram tomando conhecimento de boca em boca de quem era seu ‘’Zé Pilintra’’ pela essência que trazia seu Zé Pretinho, e infelizmente isso foi sendo acrescentado pelas mentes fantasiosas que transformaram todos esses fatos em inverdades e nas controvérsias mais profundas com a denominação de ‘’malandro’’ e ‘’Zé Pilintra’’, distorcendo tudo, desde a origem da palavra ‘’malandro’’ até outros elementos que envolvem diferentes guias espirituais.

A confusão que fizeram é até considerada compreensível, já que seu Zé Pretinho deixou ser chamado pelo nome de seu Zé Pilintra e se trajava igual ao mesmo (se traja ainda), mas um templo que se aprofunda um pouco mais nas origens das entidades espirituais, acaba descobrindo as incógnitas por trás das cortinas da espiritualidade, com isso fazendo por onde se livrar das confusões e obter muitas respostas.

Zé Pretinho tem este gosto do traje de seu Zé Pilintra e seu Zé Pilintra faz questão dele trajar-se como ele, como um pai que se orgulha do filho por ele admirá-lo e respeitá-lo tanto, mas em muitos locais, onde seu Zé Pretinho é tratado por seu nome, sua vestimenta segue a cor preta ao substituir à vermelha, sendo assim veste-se com o preto e o branco, para não deixar margens a futuras confusões ou controversas, embora, Zé Pretinho como havia dito, não dá importância para as controvérsias  justamente por ser um guia de luz e estar longe dos conceitos humanos.

Zé Pretinho é o menino de Zé Pilintra que o zela como um filho na Aruanda, um guia de confiança que Seu Zé Pilintra acolheu e o colocou em seu caminho para somar essências espirituais. 

‘’Menino cheiroso onde você mora?  

O seu Zé Pretinho vem, por Nossa Senhora!’’ melhor hospedagem

Carlos Pavão (Pai Carlos’Ogum)

Maria do Cais – quem conheceu não esquece jamais

Até parece música: “Oh, Maria do Cais, quem conheceu não esquece jamais,…”. Quem viveu em Itajaí na década de 60 com certeza sabe de quem estou falando. Não havia uma pessoa na beira do cais que não tivesse conhecido ou ouvido falar de Maria, mulher forte, valente, desbocada, prostituta e com um coração enorme.

Nascida em Timbó (SC), Olga da Silva Leutério, verdadeiro nome de Maria do Cais, é de origem pobre e foi adotada, ainda criança, por uma família de alemães. Ela sentiu na pele a violência, aos sete anos foi estuprada. Um pouco mais tarde, quando voltou a morar com a mãe sofreu o assédio do padrasto e então fugiu de casa.

Alguns anos depois, não se sabe ao certo, Maria veio para Itajaí e se instalou na região do cais. Entre pescadores e estivadores, não havia quem não conhecesse aquela mulher de estatura avantajada. “A Maria do Cais foi uma mulher que na beira do cais, ela rodava a baiana mesmo. O pessoal que fazia a linha da Argentina, que estava muito aqui, já conhecia ela”, relembra Mário Luiz da Luz, trabalhador do cais na década de 60.

 

Maria se instalou no antigo prédio da prefeitura de Itajaí, que ficava ao lado da Capitania dos Portos, hoje demolido. Em meados de 1950 o local estava em fase de construção, abrigaria a Alfândega, mas por problemas políticos ou financeiros a obra foi abandonada, sendo construído apenas o ‘esqueleto’, sem portas ou janelas. Mas  Maria não era a única a se instalar no prédio, outros que não tinham onde morar e dormiam próximos ao cais do porto, também se mudaram para lá. Maria era a líder, só morava no local quem ela permitisse e ai daquele que desobedecesse Maria.

Em um depoimento à historiadora Rita Cássia das Neves Nardes, a própria Maria falou sobre o assunto. “Eu dava um lugarzinho para eles, pode ficar lá em cima, não quero bagunça, se tiver bagunça, eu mando chamar ‘os homens’”, diz ela.

Maria do Cais recebeu este nome pelos seus serviços prestados na região portuária. Em depoimentos, Maria nunca se definiu como prostituta, mas falava que tinha errado demais, que fizera coisas que só o diabo fez e se arrependeu depois. Mas a valente e desbocada figura do cais também era conhecida pela sua solidariedade com aqueles que não tinham nada. Maria ia até os barcos de pesca e pedia ao mestre do barco peixe, se ele não dava, ela rogava uma praga, dizia que iam morrer no mar. Assim, Maria levava a vida, enfrentado polícia, delegado, pescador, tudo para se proteger e proteger aqueles que viviam com ela, e que de certa forma eram a sua família. Maria do Cais, mulher forte, valente, mal criada, desbocada, prostituta, amiga, solidária. Uma pessoa com o coração tão grande quanto a sua fama pela cidade. Oh, Maria do Cais, quem te conheceu não esquece jamais.

Quando Maria do Cais chegou em Itajaí, na década de 60, o Porto era pequeno e estava em expansão.

Malandragem

Quando lhe chamam de malandro, logo pensamos de uma forma pejorativa, ou seja, naquele que engana, rouba, etc. A grande maioria direciona para o cenário ruim, mas quando falamos da linha de Malandros dentro da Umbanda não entendemos direito o que acontece, mas sentimos conforto, satisfação e segurança.

Vou expressar meu sentimento do que entendo por Malandragem, quando ocorre a manifestação desta linha e o sentido de seus trabalhos, estou amparado por meu irmão de luz, Seu Camisa Listrada, guia este que vem me acompanhando nos caminhos e sempre ensinando o que é VIVER. Fiz o seguinte questionamento:

“O que é ser Malandro?”

Aguardei a resposta por alguns instantes, até que…

“É majestade!…

Questionamento complexo, mas tentarei esclarecer a nossa essência e entenderá que ser Malandro é muito fácil.”

Ser Malandro ou viver a Malandragem nada mais é do que:

Respeitar a sua Vida e a dos outros.

Gingar conforme a música.

Ter a mesma flexibilidade de um bambu em dias de vendavais, onde enverga, mas não quebra.

Respeitar seus limites, onde cada passo dado deve ser bem analisado.

Ser o responsável pelos seus atos. 

Ter tudo e não ser dono de nada.

Valorizar tudo o que conquistar e ainda mais o que ganhar.

Saber dizer o SIM, NÃO, TALVEZ e principalmente QUEM SABE?

Não achar que sabe tudo, mas conhecer aquele que SABE.

Reconhecer seus verdadeiros amigos e principalmente os seus inimigos.

Enxergar um futuro promissor reconhecendo os fracassos do passado.

Saber RIR de verdade, com gosto e com vontade.

Aproveitar cada instante que a vida lhe dá.

Ter honestidade no olhar, sinceridade em suas palavras e amar com o coração.

Resumindo majestade ser Malandro nada mais é do que saber VIVER.

VIVER E NÃO TER A VERGONHA DE SER FELIZ!

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