Oração para os Orixás

ORAÇÃO PARA OS ORIXÁS

Que a irreverência e o desprendimento de Exu me animem a não encarar as coisas de forma como elas parecem à primeira vista e sim que eu aprenda que tudo na vida, por pior que seja, terá sempre o seu lado bom e proveitoso!
Laro Yê Exu!
Que a tenacidade de Ogum me inspire a viver com determinação, sem que eu me intimide com pedras, espinhos e trevas. Sua espada e sua lança desobstruam meu caminho e seu escudo me defenda.
Ogun Yê meu Pai!
Que o labor de Oxossi me estimule a conquistar sucesso e fartura à custa de meu próprio esforço. Suas flechas caiam à minha frente, às minhas costas, à minha direita e à minha esquerda, cercando-me para que nenhum mal me atinja.
Okê Aro Ode!!!!
Que as folhas de Ossain forneçam o bálsamo revitalizante que restaure minhas energias, mantendo minha mente e meu corpo são.
Ewe Ossain!!!!
Que Oxum me dê serenidade para agir de forma consciente e equilibrada. Tal como suas águas doces – que seguem desbravadoras no curso de um rio, entrecortando pedras e se precipitando numa cachoeira, sem parar nem ter como voltar atrás, apenas seguindo para encontrar o mar – assim seja que eu possa lutar por um objetivo sem arrependimentos.
Ora Ye Yêo Oxum!!!!
Que os raios de Iansã alumiem meu caminho e o turbilhão de seus ventos e tempestades limpem meu caminho e levem para bem longe aqueles que de mim se aproximam com o intuito de se aproveitarem de minhas fraquezas.
Êpa Hey Oyá!!!!
Que os raios de Xangô iluminem meus caminhos e suas pedreiras sejam a consolidação da Lei Divina em meu coração. Seu machado pese sobre minha cabeça agindo na consciência e sua balança me incuta o bom senso.
Caô Cabecilê!!!!
Que as ondas de Iemanjá me descarreguem levando para as profundezas do mar sagrado as aflições do dia-a-dia dando-me a oportunidade de sepultar definitivamente aquilo que me causa dor e que seu seio materno me acolha e me console.
Odoyá Iemanjá!!!!
Que as cabaças de Omolu/Obaluaiê tragam não a cura de minhas mazelas corporais, como também ajudem meu espírito a se despojar das vicissitudes.
Atotô Obaluayê!!!!
Que a vitalidade dos Ibejis me estimule a enfrentar os dissabores como aprendizado; que eu não perca a pureza mesmo que, ao meu redor, a tentação me envolva. Que a inocência não signifique fraqueza, mas sim refinamento moral. 
Onibeijada!!
Que o arco-íris de Oxumarê transporte para o infinito minhas orações, sonhos e anseios e que me traga as respostas divinas, de acordo com o meu merecimento. 
Arrobobo Oxumarê!!!!
Que a paz de Oxalá renove minhas esperanças de que, depois de erros e acertos; tristezas e alegrias; derrotas e vitórias; chegarei ao meu objetivo mais nobre; aos pés de Zambi maior!
Êpa Babá Oxalá!!!!
AXÉ.
Autor desconhecido.
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Aonde estava Exú nessa hora?

Esses dia fomos questionados pelo fato de estarem acontecendo muitos homicidios
dentro das casas de Candomblé ou Umbanda, no nosso Brasil.
Respondemos assim: Será que não é a insatisfação dos males feitos por sacerdotes
e sacerdotizas? Será que os deuses começaram a fechar os olhos pelo desmando?
Bem, no nosso endender, se isso acontece em alguma casa , é simplesmente 
porque os proprietários, zeladores e zeladoras, dão caminho para a situação! 
Mas como?
Hoje, as  festas de exú são um caminho aonde as Pombo giras, e Exús, mesmo
sabendo dos clientes com seus passados ou vidas tortas, os atendem em
seus pedidos; e, muitas das vezes a ganância dos zeladores é tão grande,
que fecham os olhos para o certo e o errado, e cultivam uma amizade entre
laços por conta do dinheiro fácil, e se esquecem que certos tipos de pessoas
ilícitas procuram somente o Orixá para bens próprios,  muitas das vezes
para se livrarem de desafetos ou até mesmo da polícia/justiça.
O sacerdote ambicioso, se envolve, e muitas das vezes compactua com a
situação,  fechando os olhos para a real situação. Até que a mão não seja
mais um ponto de união entre o bem e o mal, daí o caminho para uma tragédia
já está próximo, e muitas vezes sem volta. 
Daí, quando acontece a tragédia, muitos perguntam: “cadê o Exu da casa que
não viu isso?” “Cadê o jogo do sacerdote que não lhe avisou do mal agouro,
ou seja, respondendo cade o Exu?” Ele estará aonde ele sempre esteve,  lá nos seus
acentamentos, somente observando, porque temos que fazer o correto, pois desde que a
gente compactua com coisas erradas, e sabemos que é errado, os Orixás e Exús não
tem nenhuma obrigação de nos defender, sendo que eles mesmos procuraram por
causa de suas ambiçoes, portanto, se a pessoa passar por um enredo de morte,
vai acontecer! Vai ver o que fizeram nesse meio tempo, clientes e sacerdotes:
TUDO ERRADO! 
Portanto, devemos sempre procurar a autorização de nossos Inkisses, Orixás ,
Voduns,  Exús e Pombos Giras. Se a pessoa realmente veio em sua porta pra somar,
e se não veio a somar, trate bem, dê conselhos, e ponto final.
Nem Exú, nem Pombo gira, vai lhe segurar, se você vive no erro.
Lembre-se também: tudo aquilo que é seu virá nas suas mãos no tempo
e hora marcada. Dinheiro fácil encurta a vida, afasta as boas energias trazendo
perigo à você, e aos seus clientes/seguidores.
Agora, dizer que um jogo não avisa o que vai acontecer, é ilógico.
As coisas negativas caem direto em nossa mesa de jogo, as vezes voce se livra,
e outras vezes você esta condenado aquilo, pois foi voce mesmo
quem procurou.

Então amigos, cuidado com a facilidade.

Orixá, Exú e Pombo Gira não são facilidades.
Procurem ser corretos para que sejam sempre bem visto e lembrados.

Kolofé a quem é de Kolofé,

Motumbá a quem é de Motumbá, 

Mukuiu a quem é de Mukuiu,

E a benção a quem é de benção.

Nota

Lua Minguante: acabe com as energias negativas.

A fase minguante da lua é ideal para se resguardar um pouco, pensar sobre suas atitudes, vontades e relações. Se você se sente carregada, pode aproveitar para fazer uma limpeza em sua casa, jogando fora tudo o que você não usa mais e abrindo espaço para o novo. Para deixar o ambiente ainda mais equilibrado, faça a magia cigana da lua minguante e garanta que sua casa está livre de energias pesadas e negativas.
Magia da Lua Minguante: Esta faxina pode ser feita em qualquer dia, mas ela fica ainda mais potente nessa fase da lua. Separe os seguintes materiais:
  • 1 aspirador de pó (caso a sua casa tenha carpete)
  • 1 vassoura (se na sua casa tiver piso de madeira ou piso frio)
  • flores de lavanda
Como fazer a magia da Lua Minguante?
Jogue as flores de lavanda pela casa, começando pelo cômodo que sentir mais carregado. Durante o processo repita: Fora sofrimento, fora dor. Que fiquem apenas a alegria e a felicidade. Passe o aspirador ou a vassoura por cada cantinho, primeiro no sentido anti-horário e depois no sentido horário, sempre fazendo círculos e dizendo: Três vezes três, o poder que tenho de trazer comigo dias mais felizes a cada mês. Do pó ao pó, saia daqui e me traga uma nova vida. Esvazie o aspirador ou jogue o pó acumulado com a vassoura em um terreno baldio.
Para deixar a sua casa sempre protegida, faça essa magia da Lua Minguante todos os meses e tenha sempre por perto alguns itens que ajudam a equilibrar as energias:
  • Plantas vivas
  • Flores brancas
  • Ervas como arruda e espada de São Jorge
  • Amuletos como olho grego e pimenta
  • Animais vivos, como cachorros e gatos

 

Evite acumular coisas desnecessárias, tanto itens materiais, como objetos antigos e roupas que não usa mais, como sentimentos. A mágoa, por exemplo, nos deixa pesadas e piora a qualidade de nossa vida. Procure deixar o estresse do trabalho para fora de casa e faça dela seu santuário, onde apenas pensamentos positivos entram. Se surgirem conflitos na família, resolva-os logo e faça uma faxina breve com óleo essencial de lavanda para quebrar o clima. Dessa maneira não só sua residência, mas toda a sua vida vão estar blindadas de maldade e pessimismo.

Folhas no Candomblé

Apesar do asé de todas as folhas pertencer a Ossaim, todos os orixás possuem
suas próprias folhas, algumas para usos iniciáticos, outras para banhos, outras para pós, algumas tão quentes ou tão frias, que seu uso não é recomendável, algumas somente para feitiços, etc. Cada tipo de folha pode pertencer a mais de um orixá.
CLASSIFICAÇÃO:
1) São divididas por elementos, a saber:
EWÉ AFÉEFÉ – folhas de ar
EWÉ INÓN – folhas de fogo
EWÉ OMIN – folhas de água
EWÉ ILÉ ou IGBÓ – folhas de terra
Essa divisão remonta à classificação dos orixás por elementos, apesar de sabermos que os orixás possuem, folhas pertencentes a todos os elementos. A chave é o equilíbrio. Só para lembrar, a divisão dos orixás por elementos é:
ORIXÁS DE FOGO: Exú, Ogum, Xangô, Oyá.
ORIXÁS DE TERRA: Ogum (o ferro), Oxóssi, Omulu/Obaluaiê, Nanã. (lama = terra + água), Oxumarê e Logun.
ORIXÁS DE ÁGUA: Iemanjá, Oxum, Nanã, Oxumarê, Logun, Obá, Ewá, Oxalá (nas chuvas finas).
ORIXÁS DE AR: Oyá, Oxalá (nas nuvens e no céu), Oxumarê (no arco íris).
Devemos ter em mente que esta classificação é genérica, pois não leva em consideração que, em seus caminhos específicos, os orixás se relacionam com outros orixás e, conseqüentemente, com outros elementos. Por exemplo, Oyá Onira (Vodun Djo) = fogo + ar + água = água fervente ou vapor d’água, etc. Por isso, é aconselhável o uso equilibrado dos quatro elementos num amaci/agbo/omieró, principalmente no que diz respeito aos rituais iniciáticos.
Outra classificação diz respeito à polaridade das folhas, determinada normalmente por seu formato, onde temos:
EWÉ APA ÒTÚN  X  EWÉ APA ÒSÍ
Folhas da direita Folhas da esquerda
Masculinas Femininas
Formas alongadas/fálicas Formas arredondadas/uterinas
Geralmente, de fogo ou ar Geralmente de água ou terra
Também se considera as condições de: excitação (gùn) ou calma (èrò) geradas pelas folhas, que é de extrema importância.
GÙN  X  ÈRÒ
Folhas de fogo ou terra, que Folhas de ar ou água, que facilitam a possessão e abrandam o transe e acalmam o orixá e a pessoa. Volta-se a frisar, o equilíbrio é fundamental.
Em banhos (amacis – banhos frescos, ou agbos – banhos de fundamento do asé) é
necessário analisar as condições da pessoa e de seu orixá. Se o banho é para pessoa/orixá muito calmo, usam-se algumas folhas GÙN, para equilibrar a energia. Se for ao contrário, usa-se algumas folhas ÈRÒ.
Geralmente, usam-se 7 folhas para banhos de Exú e 16 para os banhos de orixás,
mantendo-se sempre a harmonia e o equilíbrio dentre os elementos já descritos.
OBS: Todo banho (seja amaci ou abô) com fins rituais deve ser de erva fresca, colhida na parte da manhã com os devidos cuidados e rituais, quinado e devidamente rezado e imantado com uma vela acesa durante a sua preparação.
DIVISÃO DAS FOLHAS POR ORIXÁS
EXÚ: Picão, cambará, erva do diabo ou figueira do inferno, aroeira vermelha, dormideira, pimentas (quaisquer), arruda, olho de gato, carrapicho, tiririca, alfavacão, perpétua, sapê, cansanção, trombeta roxa, urtiga, maconha, branda-fogo ou folha de fogo, vassourinha ou mastruz, mamona vermelha, corredeira, coroa de cristo, cana de açúcar, arrebenta cavalo, bico de papagaio, azevinho, carurú ou bredo com espinho, tento de Exú, comigo ninguém pode, assa-fétida, erva de bicho, espinheiro, erva grossa, losna, hortelã pimenta, mandacaru, cacto, palmatória de Exú, pau d’alho, fortuna, patchuli, babosa, assa peixe, avinagueira,
barba de diabo, fedegoso, garra de diabo ou garra de Exú ou unha de Pombo Gira, jamelão, jurubeba, sempre viva, tinhorão roxo.
OGUM: Romã, milho, aroeira branca, akoko, alumã, visgo, sumaúma, cipó chumbo (Ogunjá), lírio do brejo, pinhão branco ou roxo, tiririca, sapê, capixaba, espada de São Jorge, lança de São Jorge, abre-caminho, guiné, guiné pipiu, cajazeiro, dendezeiro ou màriwò, babosa, oficial de sala, folhas de inhame cará, dandá da costa (capim e raiz), mangueira (principalmente espada), vence demanda ou vence tudo, peregum verde, agrião do brejo ou erva botão ou pimenta d’água), carurú sem espinho, araçá, costela de Adão, eucalipto, goiabeira, espinheira santa, São Gonçalinho, alfavaquinha, beldroega, camboatá, canela de macaco, capim limão, cordão de frade ou São Francisco, erva tostão, erva de bicho, língua de vaca, losna, mutamba, pé de pinto, mal me quer, coqueiro, carrapeteira.
OXÓSSI: Folhas de milho, folhas de coqueiro, murici, akoko, São Gonçalinho, visgo, pinhão branco e roxo, carrapicho, chifre de veado, dandá da costa, sapê, taioba, rama de leite, lágrima de Nossa Senhora, guiné, guiné pipiu, acácia ou chuva de ouro, folhas de guaximba ou língua de galinha, jasmim manga, carqueja, jurubeba, capim limão, cordão de frade ou São Francisco, caiçara, guapo, colônia, alecrim do mato ou do campo, araçá, cajueiro, cipó caboclo, erva curraleira, espinheira santa, juremeira, nicurizeiro, erva passarinho, chapéu de couro, assa peixe, alfavaca, carurú sem espinho, cana fita, capeba, groselha, ingá, língua de vaca, peregum verde, pitanga.
OSSAIM: Apesar de todo axé das folhas, e por conseqüência, todas as folhas, pertencerem a Ossaim, as folhas de fundamento do orixá e de uso mais comum para ele são: Baunilha de nicuri ou nicurizeiro, tira teima, umbaúba branca, aroeira, akoko, cipó milomi ou jarrinha, balainho de velho, aridan (folhas e favas), pimenta da costa, cipó chumbo, bejerecum (folhas e favas), dandá da costa, andará (folhas e favas), sapê, hibisco vermelho ou branco dobrado, trombeteira, quebra-pedra, erva pombinho, mamona, rama de leite, lágrima de Nossa Senhora, erva vintém, pitangueira, jurubeba, ingá, obi, guapo, orobô, patioba, peregum (verde ou rajado), barba de São Pedro ou sene, carrapicho, erva pita, araçá, jureminha, cacau, café, carobinha, chapéu de napoleão (folhas), erva andorinha, losna, olho de boi (folhas), louro, alecrim, alfavaquinha, amendoeira, beldroega, canela de macaco, erva tostão, folhas de ficus, folhas de fumo, mal me que, língua de galinha ou guaximba.
OMULÚ/OBALUAIÊ: Pata de vaca branca, erva passarinho, sete sangrias, rabujo, sabugueiro, cipó chumbo, jenipapo, alfavaca, canela de velho, melão de São Caetano, quebra pedra, erva moura, gervão, mostarda, cipó cabeludo, tanchagem, juá de capote, fedegoso, maria preta, olhos de santa luzia ou marianinha, coreana, coroa de cristo, babosa, barba de velho, jequitirana, cordão de frade ou de São Francisco, vassourinha, barba de boi, erva pita, erva de Sta. Maria, carobinha, cinco chagas, copaíba, coqueiro de purga ou de catarro, erva andorinha, erva de bicho, erva grossa, pau d’alho, kitoko, velame, viuvinha, cana do brejo, alumã, beldroega vermelha, crisântemo, confrei.
OXUMARÊ: Erva passarinho, língua de galinha ou guaximba, dormideira ou sensitiva, amendoim, folha da riqueza (fortuna ou dólar ou dinheiro em penca), jiboia, folhas de batata doce, maria preta, bananeira, vitória régia ou oxibatá, tomateiro, trancinha de Oxumarê, melão de São Caetano, coqueiro de Vênus, mutamba, parietária, rama de leite, cipó milomi ou jarrinha, arrozinho, melancia, ojuorô, samambaia de poço ou pente de cobra, folhas trepadeiras, de um modo geral.
IROKO: Gameleira branca ou Iroko, abiu, barba de velho, cajueiro, colônia, jaqueira, mãe boa, cipó milomi, noz moscada, folhas de fruta pão, graviola, bananeira, mangueira, castanha do Pará, erva pita, árvores centenárias de grande porte.
XANGÔ: Fortuna, cambará, romã, umbaúba branca ou vermelha, tamarindo, jaqueira, erva de São João, alfavaca, xanan (aipim ou carurú sem espinho – para Barú), erva tostão, pimenta de macaco, carurú sem espinho ou Oyó, branda fogo ou folha de fogo, azedinha ou avinagueira, campainha, jaborandi, crista de galo, gerânio cheiroso, capim fino, flamboyant, carrapeteira, cinco chagas, capim limão, alibé de Xangô (folhas e favas), orobô, castanha do Pará, vence demanda, oxibatá vermelho, urucum, cascaveleira ou xiquexique, cajueiro, camboatá, cruzeirinho, manjerona, negra-mina, salsaparrilha, iroko ou gameleira branca, kitoko, lírio vermelho, lírio branco, elevante, aroeira, beijo vermelho, capeba, erva prata, jarrinha ou cipó milomi, malva, para-raio, panaceia, manjericão roxo,
pena de Xangô.
OYÁ: Pata de vaca rosa, fedegoso, aroeira, dormideira, pinhão branco e roxo, bambú (folhas), maravilha, trombeta rosa, erva tostão, erva prata, espada de Sta. Bárbara, lança de Sta. Bárbara, branda fogo ou folha de fogo, campainha, mutamba, gerânio cheiroso, taquari, fruta pão, para-raio, flamboyant, quiabo, amora, maracujá, cinco chagas, oxibatá rosa ou vermelho, crista de galo, erva santa, jaborandi, peregum rajado, língua de vaca, umbaúba vermelha, carurú sem espinho, canela de macaco, capeba, erva passarinho, cipó milomi ou jarrinha, malva rosa, negra mina, parietária, rama de leite, taioba branca.
OXUM: Erva capitão ou abebê d’Oxum, picão, melão d’água, cipó milomi ou jarrinha, lavanda, vassourinha de relógio, pimentinha d’água ou oripepê, bem me quer, manjericão branco, melão, aguapé, elevante, hibisco, beti cheiroso ou aperta ruão, beti branco, sândalo, carurú sem espinho, cana de jardim, brilhantina, trevo de quatro folhas, mal me quer ou calêndula, erva cidreira, pata de galinha, capim fino, jambeiro rosa, erva vintém, erva doce, pitangueira, mãe boa, macassá ou catinga de mulata, girassol (pétalas), erva de Sta. Luzia, oxibatá amarelo ou branco, oriri, vassourinha d’Oxum, canela, alface, assa peixe, cabelo de Vênus, flor de ouro ou botão de Orunmilá, cajueiro, cravo, dinheiro em penca, dólar, jasmim, tapete d’Oxum, poejo, colônia, lótus, melissa, flor de laranjeira, alfazema, lírio, agoniada, amor do campo, capeba, malva branca, parietária, rama de leite.
LOGUN: Combinação das folhas de Oxóssi e Oxum (verificar os caminhos para haver o equilíbrio) + Coqueiro de Vênus, chifre de veado, comigo ninguém pode verde, peregum rajado.
EWÁ: Maravilha, batata de purga, cana de jardim ou bananeira de jardim, oxibatá lilás, tomateiro, dormideira.
OBÁ: Vitória régia, oxibatá vermelho, tangerina, rosa vermelha.
IBEJI: Sapoti, flamboyant, quiabo, cana de açúcar, maracujá, bananeira, abacaxi, araruta, poejo, uva.
IEMANJÁ: Melão d’água, coqueiro, lírio do brejo, melancia, manjericão branco, elevante, maricotinha, beti branco, beti cheiroso, erva da jurema, erva prata, carurú sem espinho, capeba, pariparoba, taioba branca, mostarda, lágrima de Nossa Senhora, salsa de praia, azedinha do brejo ou erva saracura, mãe boa, macassá, emília, pandano (Iamacimalé), oxibatá branco, vassourinha, árvore da felicidade (Iamacimalé), colônia, agrião d’água, camboatá (Iamacimalé), rosa branca, uva, verbena, umbaúba branca, algas, panacéia, alfazema, macela, aguapé, condessa, dandá do brejo, malva branca, papo de peru, rama de
leite, araçá da praia.
NANÃ: Pata de vaca branca ou rosa ou lilás, erva passarinho, espelina falsa, língua de galinha ou guaximba, taioba, aguapé, melão de São Caetano, baronesa ou jacinto d’água, mostarda, cipó cabeludo, maria preta, balaio de velho, marianinha, xaxim, azedinha do brejo, mãe boa, batatinha, guacuri, oxibatá lilás, arnica do campo, manacá, quaresmeira, viuvinha, umbaúba branca e roxa, vassourinha, alfavaca roxa, avenca, broto de feijão, cana do brejo, capeba, cipreste, cipó milomi ou jarrinha, macaé, rama de leite.
OXALÁ: Fortuna, coqueiro, tamarindo, dama da noite, trombeta branca, oripepê, manjericão branco, erva de bicho ou folha de igbi, guando, boldo ou tapete d’Oxalá, beti branco, beti cheiroso ou aperta ruão, erva prata, mamona branca, brilhantina, parietária, mutamba, lágrima de Nossa Senhora, beldroega, trevo de quatro folhas, algodão, alecrim, fruta pão, mamoeiro, cabaceira, graviola, dendezeiro, sálvia, língua de galinha ou guaximba, erva vintém, azedinha do brejo, gameleira branca, folha de inhame cará, macaé, cinco chagas, ingá, macassá, saião, emília, bananeira, guapo, língua de vaca, oxibatá branco, oriri, chapéu de couro, carurú sem espinho, cana do brejo, amendoeira, bálsamo, espinheira santa, benjoim, erva doce, colônia, lírio branco, jasmim ou junquilho, mirra, noz moscada, pixurim, uva verde, maria sem vergonha branca, oliveira, elevante, beldroega, louro, malva branca, paineira.

A Magia dos Banhos

Desde épocas remotas é conhecida a forma mágica das plantas e ervas medicinais. Daí os banhos serem considerados veículos de purificação do corpo e da mente.
O banho não deve ser jogado brutalmente pelo corpo, e sim suavemente, com o pensamento voltado para coisas boas e sentimentos nobres, com respiração pausada e a mente tranquila.
Não se deve também deixar que outras pessoas coloquem a mão no seu banho, ou seja, que preparem para você. A cada ato no preparo ele vai ganhando vibrações e energias, que a pessoa pode direcionar de forma positiva para o objetivo que almeja. Todos os banhos de descarga devem ser tomados do pescoço pra baixo.
As folhas que caem dos banhos de ervas devem ser recolhidas e lançadas em vasos grandes de plantas, jardins, num rio ou mata, mas nunca no lixo e nem nas ruas. A dica é relaxar, chamar os elementais, rezar qualquer oração que seja positiva e que mexa com suas emoções.
No chuveiro, encha uma jarra com água quente, coloque um punhado de ervas, folhas ou pétalas, secas ou frescas, tampe e deixe descansar. No final do banho, despeje o líquido do pescoço para baixo, nas costas, na frente e nas laterais do corpo e, se possível, deixe secar naturalmente.
Na banheira, as plantas devem ser postas direto na água, um punhado é o suficiente, ou dentro de uma trouxinha de pano, para evitar a volatização. Se a intenção for relaxar, a imersão pode durar vinte minutos. Já para revigorar, permaneça imerso no máximo dez minutos. Exagerar no tempo pode deixar você derrubado.
Assim como você faz quando prepara um chá, as ervas usadas nos banhos também não devem ser fervidas. Proceda da mesma maneira: Ferva a água, desligue o fogo, coloque as ervas com todo o carinho em um recipiente, despeje a água, tampe por alguns minutos, coe, espere esfriar um pouco e faça o banho, jogando a água sobre o pescoço para baixo. Procure secar-se naturalmente, evitando usar toalha, para que a energia das ervas fique em seu corpo por mais tempo. Os banhos devem ser sempre tomados depois do banho normal de higiene.
 
AÇÚCAR: Jogue um pouquinho de açúcar mascavo na água e tome um banho para renovar a energia da sua áurea, fazendo com que as outras pessoas que também tenham uma energia positiva se sintonizem com você.
ALECRIM: É excelente para nos livrar de sensação de fadiga, cansaço e desânimo; é ótimo para quem estuda.
BICARBONATO DE SÓDIO: Auxilia o sono, diminuindo a irritabilidade e o descontrole. Misturado ao sal marinho, em partes iguais, é um excelente banho para ser tomado á noite, antes de dormir. Fica melhor ainda se você conseguir intercalar este banho com outro de camomila (um dia para cada um).
CAFÉ: Para acabar com os pesadelos e com aquela horrível sensação de que estamos sendo observados, coloque duas xícaras de chá de café bem forte em cinco litros de água e banhe-se da cabeça aos pés.
CANELA: A canela tem fama de ser especiaria da prosperidade e do dinheiro, mas nunca falta, também, em uma boa poção de amor. Quando usada junto com outras ervas, atrai a positividade em todos os sentidos. Experimente combiná-la co noz moscada ralada, erva-doce, louro ou cravo da índia.
CASCA DA LARANJA FRESCA: Excelente para as pessoas mais tímidas, pois ajuda a fazer aflorar os sentimentos. Usa-se no banho a casca de uma laranja média para três litros de água fervida.
CRAVO-DA-ÍNDIA: Proteja-se contra a inveja tomando um banho de cravo-da-índia, de preferência moído. Basta uma colher de sopa para cada litro de água. Não se esqueça de coar.
EUCALIPTO: Macere algumas folhas frescas numa vasilha com água em temperatura ambiente e tome o banho da cabeça aos pés, sentindo a alegria surgir dentro de você, ao mesmo tempo em que a sua força de vontade se renova. Não há apatia que resista!
FLORES DE MURTA: Também conhecidas como “Dama da Noite”, pois só a noite elas se abrem e exalam seu delicioso perfume forte e adocicado, as Flores de Murta são excelentes para atrair energia positiva. Devem ser colocadas de molho em água fria e aí permanecer por uma noite, de preferência de lua cheia. Deixe-as tomar o sol da manhã também e, antes do meio-dia, você poderá usá-las para o seu banho.
NOZ-MOSCADA: Prepare um banho a cada lua crescente, combinando-a com salsa desidratada e erva-doce para recarregar as energias. Não se esqueça de que a noz-moscada deve ser ralada.
SAL MARINHO: Este sal sem iodo é um excelente aliado no combate à energia ruim do mau-olhado, que costuma deixar a pessoa desanimada e sem energia.
Bastam três punhados de sal em cinco litros de água para um banho antes de dormir. Na manhã seguinte, tome um banho de eucalipto ou alecrim, para reenergizar o corpo e aumentar a força.
VINAGRE: Excelente contra o mau-olhado, é também usado como tônico para a pele, e brilho aos cabelos.
BANHO DE ALHO: Contra a energia gerada por situações difíceis e constrangedoras, nada melhor do que este banho:
2 litros de água
2 colheres de sopa de tomilho
7 dentes de alho frescos e inteiros
2 colheres de sopa de sálvia seca
2 colheres de sopa de manjericão
1 colher de sopa de sal marinho
MODO DE FAZER:
Ponha a água no fogo e desligue-o assim que ela levantar fervura. Coloque os ingredientes na água, tampe por alguns minutos, espere esfriar, coe e tome o seu banho.

O Poder dos Grãos.

Se você deseja ter mais abundância em sua vida, opte pelos galhos de trigo, milho, grão de bico ou lentilha. Árvores adornadas com réstias de alho também são utilizadas para barrar a entrada de energias negativas no seu lar. O alho é um poderoso “escudo” contra a inveja e a má sorte, além de ajudar no trânsito energético no local onde você mora, melhorando inclusive o convívio familiar.A função dos grãos e sementes.

  • Amendoim – traz prosperidade, abre o caminho para os  negócios

 

  • Avelã – colocada em uma loja ou escritório chama clientes

 

  • Café – afasta inveja, combate as más energias e atrai dinheiro

 

  • Feijão – estimula a fertilidade e melhora a saúde

 

  • Girassol – atrai fartura e transforma os sonhos em realidade

 

  • Milho – melhora as finanças, limpa o ambiente carregado, abre os caminhos

 

  • Pimenta do reino – multiplica o dinheiro e aumenta a percepção

 

  • Lentilha / Grão de bico – atrai prosperidade

 

  • Trigo (sementes e ramas) ajuda nas conquistas materiais

 

  • GRÃOS –  tem tudo a ver com a nossa magia de prosperidade

A Importância do Mokan

O Mokan será colocado na iniciação juntamente com os fios de contas devidamente lavados e deverá acompanhá-lo até o odu ijê. Após se dar esta obrigação (a de sete anos), deve o mesmo ser depositado no Igbá do Orixá, pois se trata de uma joia que, mesmo depois de seu tempo obrigatório de uso, deve ser guardada.
Para entender a aplicação espiritual do uso do Mokan , que é feito, da palha da costa, Ìkó. Palha da costa é a fibra de ráfia, extraída de uma palmeira chamada Igí-Ògòrò pelo povo africano. Seu uso é indispensável na iniciação de uma pessoa ao culto do Orixá , no sentido de proteger a vulnerabilidade dos neófitos.
É um grande fundamento da família dos Orixás.
A íntima ligação da palha da costa com a prevenção de contaminações por energias negativas. Neste sentido, podemos afirmar que o Ìkó é uma palha que nos protege dos Eguns. Daí se confeccionar o Ikán (contra-egum), a umbigueira e o xaorô de palha da costa.
Seria a aplicação espiritual do Mokãn também uma forma de prevenção? O Mokan é uma proteção do Ori e do Umbigo. Por isso ele vai invariavelmente do pescoço (do fim da cabeça) até o umbigo. Estes são os símbolos de nossa vida espiritual.
Ori é o receptáculo de nossa individualidade, e o umbigo o símbolo de nosso nascimento para a vida espiritual enquanto omo Orixá. O Mokan é um símbolo dos neófitos com os demais ikans e o seu delògún, trata-se de um conjunto símbolo representativo inseparáveis.
Mais que os delògúns (fios de conta), o Mokãn é o símbolo da etapa de formação do filho de Orixá. Usar o Mokan é externar este lindo momento em que todo o Axé, toda a tradição afro-brasileira, se faz em continuidade, configura-se o adôxu, aquele que é iniciado.

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