OS FILHOS DE OBÁ

As mulheres de Obá são valorosas e incompreendidas, cujo sofrimento acabam sendo parte de suas vidas. Essas pessoas têm a impressão que tudo para elas é mais difícil, exigindo grande capacidade de luta e resistência e acabam se entregando ao trabalho duro com afinco. 
 
 
Os filhos de Obá não têm muito jeito para se comunicar com as pessoas, chegam a ser duros e flexíveis, tem dificuldade para serem gentis, estabelecer um canal de comunicação efetiva com os outros. Às vezes são brutas e rudes afastando as pessoas de si. Isso deve ao fato dos filhos de Obá na maioria das vezes sofrerem de um certo complexo de inferioridade achando que as pessoas se aproximam e querem lhe tirar alguma coisa e de fato esse tipo de situação pode ocorrer normalmente com os filhos de Obá. Sua sinceridade chega a ferir, expressam suas opiniões, fazem críticas e acabam magoando as pessoas, pois não se preocupam em ser agradáveis, mas essa agressividade é puramente um instinto de defesa.
 
 
As filhas de Obá, não são atraentes, são desajeitadas e não tem elegância no trajar. Tem corpo estreito e pouco busto; o rosto é anguloso. Parecem mais velhas do que realmente são. São valorosas e incompreendidas. Decididas, agressivas e atuantes, tem sucesso nos negócios e nos ganhos, indo até as últimas conseqüências para alcançar seus objetivos. Gostam de acumular bens. São voltadas para o feminismo ativo e tem posições bem definidas. Dotadas de ciúmes mórbidos, são implacáveis quando traídas por amigos. São grandes sacerdotisas, comerciantes, militares, militantes sociais e donas de casa.
 
 
Os filhos de Obá trazem um fundamento de grande força, de tenacidade, de vontade de lutar pelas coisas e batalhar pelo que desejam. São pessoas com força de vontade extremas, podendo até ser violentas para alcançar os seus objetivos. São mulheres de sentimentos muito intensos, são pessoas bastante apaixonadas e que apegam muito facilmente aos seus casos, aos seus relacionamentos e tem também uma carência muito grande.
 
 
Os filhos de Obá são bons companheiros, amigos e fiéis. São ciumentos, possessivos no amor, por isso não tem muita sorte. Quando apaixonados nunca são os senhores da relação, cedem tudo, abdicam de suas convicções, vontades e direitos. Infelizmente nessa vida, filhos de Obá sofrem por esses caminhos. Caminhos infelizes no amor. Investem todas as suas cartas em suas carreiras e dentre as mulheres que se destacam profissionalmente numa sociedade machista podem se encontrar muitas filhas e filhos de Obá. Muitas vezes despertam as invejas de seus inimigos e podem sofrer algumas emboscadas, por isso devem vencer a tendência que possuem para a ingenuidade sobre a força, sobre a cultura de Obá é que existe o Candomblé.

Obá

Obá
 
É a princesa guerreira, Orixá feminino de Nagô (Iorubá), nascida de Orungá e do ventre de Yemanjá, depois de um incesto de Orugan. Em toda a África Obá era cultuada como a grande deusa protetora do poder feminino, por isso também é saudada como Iyá Agbá, e mantém estreitas relações com as Iyá Mi. Era uma mulher forte, que comandava as demais e desafiava o poder masculino. Terceira mulher de Xangô, depois de Oyá e Oxum. Considerada por alguns como a irmã de Iansã. Ela desafiou e venceu as lutas, sucessivamente contra Oxalá, Xangô e Orunmilá. Obá era uma mulher vigorosa e cheia de coragem. Faltava-lhe, talvez, um pouco de charme e refinamento. Mas ela não temia ninguém no mundo. Seu maior prazer era lutar. Seu vigor era tal que ela escolheu a luta e o pugilato como profissão. Obá saiu vencedora de todas as disputas que foram organizadas entre ela e diversos orixás. Ela derrotou Obatalá, tirou Oxossi de combate, deixou no chão Orunmilá. Oxumaré não resistiu à sua força. Ela desafiou Obaluaê e botou Exú prá correr. Guerreira, veste vermelho e branco, usa escudo e lança. Altiva, sombria e muito respeitada.
Obá é a representação dos ancestrais femininos, anciã e guardiã da sociedade Eleekô. Está associada à água e à cor vermelha. Representa o mais antigo e arcaico. Símbolo genitor, capaz de grandes sacrifícios próprios, lutadora, guerreira e companheira inseparável de L’Oya.
– Obasy, rio revolto 
– Obasy, mística e idosa, com bons costumes, porém, grosseira. 
– Obasy, mulher valente, orixá de uma orelha só. 
– Obasy, quando em fúria transborda, agita-se.

 

Obasy é a senhora da sociedade elekoo, porém no Brasil esta sociedade está muito restrita, sendo assim, esta sociedade passou a cultuar egungun. Deste modo, obasy é a senhora da sociedade lesse-orixa.
Tudo relacionado a Obasy é envolto em um clima de mistérios, e poucos são os que entendem seus atos aqui no Brasil. Certas pessoas a cultuam como se fosse da família ji, ao passo que outras a cultuam como se fosse um Xangô fêmea. Obasy e Ewá são semelhante, são primas e ambas possuem oro omi osun. Ela usa ofá (arco e flecha) assim como Ewá e ambas são identificadas também com Odé. Obasy usa a festa da fogueira de xangô para poder levar suas brasas para seu reino, desta forma é considerada uma das esposas de xangô mais fieis a ele.
OBÁ é ORIXÁ ligado a água, guerreira e pouco feminina. Suas roupas são vermelhas e brancas, leva um escudo, uma espada, uma coroa de cobre. Usa um pano na cabeça para esconder a orelha cortada. Conta e lenda que OBÁ, repudiada por XANGÔ. vivia sempre rondando o palácio para voltar.
 
… Obá versus Ogum
Seu maior prazer era lutar. Seu vigor era tal que ela escolheu a luta e o pugilato como profissão. Obá saiu vencedora de todas as disputas que foram organizadas entre ela e diversos orixás. Ela derrotou Obatalá, tirou Oxossi de combate, deixou no chão Orunmilá. Oxumaré não resistiu à sua força. Ela desafiou Obaluaê e botou Exú prá correr. Chegou a vez de Ogum! Ogum teve o cuidado de consultar Ifá, antes da luta. Os adivinhos lhe disseram para fazer oferendas, compostas de duzentas espigas de milho e muitos quiabos. Tudo pisado num pilão para se obter uma massa viscosa e escorregadia. Esta substância deveria ser depositada num canto do terreno onde eles lutariam. Ogum seguiu, fielmente, estas instruções. Na hora da luta, Obá chegou dizendo: “O dia do encontro é chegado”. Ogum confirmou: “Nós lutaremos, então, um contra o outro”. A luta começou. No início, Obá parecia dominar a situação. Ogum recuou em direção ao lugar onde ele derramara a oferenda. Obá pisou na pasta viscosa e escorregou. Ogum aproveitou para derrubá-la. Rapidamente, libertou-se do seu pano e a possuiu ali mesmo, tornou-se, dessa maneira, seu primeiro marido.
 
… Obá enganada por amor
Mais tarde, Obá tornou-se a terceira mulher de Xangô, pois ela era forte e corajosa. A primeira mulher de Xangô foi Oiá-Iansã que era bela e fascinante. A segunda foi Oxum, que era coquete e vaidosa. Uma rivalidade logo se estabeleceu entre Obá e Oxum. Ambas disputavam a preferência do amor de Xangô. Obá procurava, sempre, surpreender o segredo das receitas utilizadas por Oxum quando esta preparava as refeições de Xangô. Esta era jovem e elegante Obá era mais velha e usava roupas fora de moda. Nem chegava a se dar conta disto, pois pretendia monopolizar o amor de Xangô. Com este objetivo, sabendo o quanto Xangô era guloso, procurava surpreender os segredos das receitas na cozinha, utilizadas por Oxum quando preparava as comidas de Xangô. Oxum, irritada, decidiu pregar-lhe uma peça.
 
Um belo dia pediu-lhe que viesse assistir um pouco mais tarde a preparação de um determinado prato, que segundo ela disse maliciosamente, realizava maravilhas junto a Xangô, o esposo comum. Obá apareceu na hora indicada. Oxum tendo a cabeça atada por um pano que lhe escondia as orelhas, cozinhava uma sopa, na qual boiava dois cogumelos. Oxum mostrou-os a sua rival, dizendo-lhe que havia cortado as próprias orelhas e colocando-as para ferver na panela, a fim de preparar o prato predileto de Xangô. Este chegando logo depois tomou a sopa com apetite e deleite e retirou-se gentil e apressado na companhia de Oxum.
 
Na semana seguinte era a vez de Obá cuidar de Xangô e ela decidiu por em prática receita maravilhosa. Cortou uma das orelhas e a cozinhou em uma sopa destinada a seu marido. Este não demonstrou nenhum prazer em vê-la com a orelha decepada e achou repugnante o prato que lhe serviu. Oxum apareceu neste momento, retirou seu lenço e mostrou que as suas orelhas jamais haviam sido cortadas, nem devoradas, por Xangô. Começou então a caçoar da pobre Obá, que, furiosa, precipitou-se sobre sua rival. Seguiu-se uma luta corporal entre elas. Xangô, irritado, fez explodir seu furor. Oxum e Obá, apavoradas, fugiram e transformaram-se nos rios que levam seus nomes. No lugar da confluência dos dois cursos de água as ondas tornam-se muito agitadas em consequência da disputa das duas divindades pelo amor de Xangô.

 

 
…Obá provoca a morte do cavalo de Xangô
Xangô era um conquistador de terras e de mulheres, vivia sempre de um lugar para o outro. Em Cossô fez-se rei e casou-se com Obá. Obá era sua primeira e mais importante esposa, Obá passava o dia cuidando da casa de Xangô, moía a pimenta, cozinhava e deixava tudo limpo.
Xangô era um conquistador de terras e de mulheres. Uma vez Xangô viu Oyá lavando roupa na beira do rio e dela se enamorou perdidamente. Com Oiá se casou, mas Xangô era um conquistador de terra e de mulheres e logo se casou de novo.
Oxum foi a terceira mulher. As três viviam às turras pelo amor do rei, para deixar Xangô feliz, Obá presenteou-lhe um cavalo branco, Xangô gostou muito do cavalo, Tempos depois Xangô saiu para guerrear levando Oiá consigo, seis meses se passaram e Xangô continuava longe, Obá estava desesperada e foi consultar Orunmilá, Orunmilá aconselhou Obá a oferecer em sacrifício um iruquerê, espanta-mosca feito com rabo de um cavalo, mandou pôr o iruquerê no teto da casa.
Para fazer a oferta prescrita pelo oráculo, Obá encomendou a Eleguá um rabo de cavalo, e Eleguá induzido por Oxum, mais que depressa cortou o rabo do cavalo branco de Xangô, mas não cortou somente os pêlos e sim a cauda toda e o cavalo sangrou até morrer.
Quando Xangô voltou da guerra, procurou o cavalo e não encontrou, deparou então com o iruquerê amarrado no teto da casa e reconheceu o rabo do cavalo desaparecido, soube pelas outras mulheres da oferenda feita pela primeira esposa.
Xangô ficou irado e mais uma vez repudiou Obá.
 

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