Cigano Bóris

 

Cigano Bóris, é um Cigano nascido em Málaga na Espanha, desde pequeno já assumiu grandes responsabilidades dentro do acampamento. Filho mais velho, teve que cuidar de suas irmãs com a morte precoce de seus pais.
Moreno de olhos verdes, despertou a paixão de uma cigana de outra tribo, e com ela se casou juntando as duas famílias, transformando ali em um grande acampamento. Cigano justo, à ele cabia todas as decisões tomadas dentro da família. Tornando-se assim, um grande conselheiro. Fez sua passagem aos 62 anos, de uma forte pneumonia que não resistiu.
Cigano de cabelos grisalhos, corpo forte e barba cerrada, adora um bom charuto e um elegante cachimbo. Trabalha na Encantaria Cigana no campo da justiça. Seu dia é a quarta-feira e o domingo, sua cor de vela é a marrom. Em seus rituais, recebe feliz um bom vinho tinto seco, pão, uvas, ave assada, charuto de boa qualidade, um lenço vermelho e um chapéu, deixados dentro de uma cesta em um campo aberto ao entardecer.
O cigano Bóris é um cigano idoso e cheio de sabedoria. O seu nome, Bóris, significa grande conselheiro, guerreiro e forte nas batalhas – uma descrição que resume suas principais características. Ele é um homem grisalho, de pele morena, olhos verdes, barba e bigode bem cerrados. Costuma utilizar uma calça azul marinho e uma blusa branca, acompanhado de um colete de veludo vermelho e um chapéu branco na cabeça. Ele viveu muitos anos, e portanto foi o Kaku (grande sábio, mago) do seu grupo. Apesar de ser um homem muito importante, viveu os seus últimos dias na terra sozinho.
Quando o seu espírito cigano vem à Terra, ele sempre diz os mesmos versos:
“Já fui novo, hoje sou velho;
já fui vencido e já venci;
já caí e me levantei;
já tive fome e me alimentei;
já chorei e já sofri;
já fui triste, hoje sou alegre;
já tive corpo, hoje sou um espírito;
já tive mulher, e no fim da vida vivi só.
Hoje tenho todos vocês em um só ideal.
Venho para ajudar, para lutar e retirar
barreiras dos caminhos para vocês
passarem.
Sou um espírito cigano igual a outro qualquer,
não sou melhor nem pior;
sou o cigano Boris que acabou de chegar.”
Logo depois, ele pede uma taça de vinho e oferece um gole a cada um dos seus assistentes em terra dizendo:
“Que este gole seja o remédio para solucionar
seus problemas e que, ao se misturar com seu
sangue, o purifique e leve ao seu cérebro a
calma e a paz para seu dia-a-dia.”
Salve Cigano Bóris !! Salve o protetor da justiça, optchá !
Texto de autoria protegida pela Lei dos Direitos Autorais – Lei número 9610/98. Responsáveis pela página Templo Escola Casa de Magia Cigana
Foto – imagem Google
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As doenças e as causas conforme os Ciganos

Doenças e Causas:

AMIGDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.

ANOREXIA: Ódio ao extremo de si mesmo.

APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.

ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.

ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.

ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.

BRONQUITE: Ambiente família inflamado. Gritos, discussões.

CÂNCER: Magoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.

COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.

DERRAME: Resistência. Rejeição à vida.

DIABETES: Tristeza profunda.

DIARREIA: Medo, rejeição, fuga.

DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorização.

ENXAQUECA: Medos sexuais. Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.

FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.

FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.

GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.

HEMORROIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.

HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.

INSÔNIA: Medo, culpa.

LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.

MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.

NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.

PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.

PNEUMONIA: Desespero, Cansaço da vida.

PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.

PRESSÃO BAIXA: Falta de amor em criança. Derrotismo.

PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.

PULMÕES: Medo de absorver a vida.

QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.

RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.

REUMATISMO: Sentir-se vítima. Falta de amor. Amargura.

RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.

RINS: Crítica, desapontamento, fracasso.

SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.

TIREOIDE: Humilhação.

TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.

ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser bom o bastante.

VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.

Curioso não? Por isso vamos tomar cuidado com os nosso sentimentos, principalmente daqueles que escondemos de nós mesmos.”

Shuvani – Bruxa cigana

KI SHAN I ROMANI, ADOI SAN’ I CHOV’ BANI.

Aonde os Ciganos vão, eu sei que as Bruxas estão.

A palavra romani para designar “bruxa” é shuvihani (cujo masculino é shuvihano), mas algumas vezes ela é abreviada para shuvani e, em certas regiões, a sua referência é shu’ni. (Há também uma outra forma que é chuvihani.) O significado dessa palavra é “bruxa”, apesar de a sua significação mais antiga ser “uma pessoa sábia”: alguém que possui o conhecimento de todos os aspectos do oculto.

No interior da sociedade cigana, a importante função de abençoar e amaldiçoar, de curar e provocar doenças… a chuvihani é aquela pessoa que tanto é respeitada pela sua sabedoria como pelo seu entendimento das crenças e práticas mágicas. Ela também é quem detém todo o saber dos tabus sociais e dos ritos e rituais mágicos, tais como o batismo e o casamento. Não há cigano que a considere, seja la em que momento for, como uma pessoa maléfica ou repugnante. Para eles, ela é simplesmente aquela que possui um conhecimento singular, além de ter um poder que, de acordo com seus desejos, poderá ser usado para o bem ou para o mal.

“Os historiadores observaram que houve um súbito ressurgimento da bruxaria e feitiçaria ao século quinze, e não há a menor dúvida de que a chegada dos ciganos foi uma das causas para tal evento. Esse povo nômade chegou à Europa por volta do século catorze, provavelmente oriundo da Ásia. Trazendo com ele as práticas mágicas que estavam adormecidas na Inglaterra desde que a fé cristã se expandiu.”

 

Pois existe realmente uma possibilidade bem clara de que a chegada dos ciganos tenha sido a centelha que desencadeou o ressurgimento do paganismo e da prática da magia.

Eles podem ter sido charlatões sob diversos aspectos, mas não se tem como acusá-los de não possuírem certos poderes mágicos. Por isso que é afirmado que a fraude, o logro e a trapaça não foram a sua única bagagem ao longo de tantos séculos. Conforme nos diz o velho ditado, “onde a fumaça, há fogo”, talvez isto seja de alguma forma aplicado aqui. Mas apesar, de tudo, os ciganos também foram os Mantenedores dos Antigos Mistérios e vêm sendo, pelos séculos, um manancial do conhecimento mágico ao redor do mundo.

Existem muitas superstições no seio da tradição cigana. Assim, augúrios, tabus e profecias, tudo isso faz parte da vida desses nômades. Além disso, eles creem nos espíritos da terra, do ar, da floresta e do campo.

As shuvanis são justamente aquelas que conseguem comunicar-se com tais espíritos, e o fazem com certa regularidade. Entretanto, dentre os grupos de espíritos, três se destacam de modo especial:

 

 

Os do ar são bastante independentes e tanto podem ferir como ajudar os humanos. Parece que eles se sentem mais gratificados quando conduzem os humanos para o mau caminho!
Por outro lado, os da terra são reiteradamente descritos como “nobres”. São amigáveis e estão sempre dispostos a dar um bom conselho.
Já os espíritos da água constituem um caso à parte. Ao mesmo tempo que são gentis e ajudam os humanos, eles podem ser por demais vingativos e, se não forem completamente maléficos, não serão nem um pouco agradáveis.
“As mulheres se superam nas manifestações de certas qualidades associadas com os mistérios e as influências e poderes ocultos”.

De fato, a quantidade existente das shuvanis é bem maior do que a dos shuvanos apesar de estes últimos serem tão considerados quanto as primeiras. A magia dos ciganos não se reduz a trapaças, mesmo que também recorram a esse expediente. No fundo eles creem, com muita convicção, em si mesmos e nos seus encantamentos, e por isso exercitam a magia para uso próprio. Além disso, eles acham que inúmeras mulheres, e uns poucos homens, têm a posse genuína dos poderes sobrenaturais herdados e parcialmente adquiridos.

 

Na verdade, não existe qualquer tipo de “cerimônia de iniciação” para fazer com que uma pessoa se torne uma shuvani ou um shuvano. Pois essa condição é alcançada a partir de um treinamento gradual, que seja ele monitorado ou solidário. Ou seja, o aprendizado só vem com o decorrer do tempo.

Em se tratando de magia, nunca se apresse! Pois são vários os atos mágicos que precisam ser realizados no tempo certo, que seja numa determinada hora do dia ou da noite, ou mesmo num certo período do mês. Portanto, não deixe de planejar com esmero tudo aquilo que deverá se feito.

Jamais tente trabalhar com a magia, movido apenas pelo impulso momentâneo, uma vez que raramente se consegue o sucesso quando se age assim. A magia- ou melhor, a magia bem-sucedida- vai sempre depender da energia, especialmente da energia da pessoal de quem a esta realizando. Porque essa energia (ou “poder”, ou qualquer nome que se queira dar a ela) é absorvida pelos instrumentos que são fabricados e manipulados, pelas palavras que são enunciadas, pelas ações que são representadas , e ainda pelo direcionamento dado no sentido de se obter o resultado.
Procure realizar apenas a magia positiva. Certifique-se com cuidado, de que aquilo que você irá fazer não causará dano a nenhum ser. Aliás, faça mais do que isso; assegure-se de que o seu ato mágico não irá interferir no livre-arbítrio de ninguém.

 

Como já mencionei aqui, os Ciganos têm sido identificados com as Bruxas e Feiticeiros, pelo menos desde o século quinze. Pois, para se sustentarem vivos, eles se viram obrigados a fomentar a crença de que retinham certo tipo de conhecimento arcano e de que realmente eram adeptos das artes ocultas. Mais tarde, essa fama implicou com fogueira para os ROM , uma vez que as pessoas de várias regiões presumiam que eles mantinham tratos com o demônio. E a prova disso esta numa cena comum daquela época, na qual a população, ao assistir ao ciganos adestrando os animais e vendo, por exemplo, um cachorro andando sobre duas patas, concluía que isso só podia ser fruto de algum tratado firmado com o Diabo!
Os ciganos eram confundidos com as bruxas, em razão de sua concepção sobre sabás que, na época, eram bastante populares. Toda população sabia que as bruxas realizavam os sábas nas florestas ou nas encruzilhadas das estradas. E talvez acontecessem situações em que os moradores da cidade, passando tarde da noite por uma estrada, tenham se deparado com algum grupo de ciganos tocando as suas canções, comendo, bebendo, e que estivesse acampado na floresta ou em alguma encruzilhada depois de ter viajado o dia todo.
Aos olhos do cidadão comum, que normalmente morria de medo das bruxas, aquilo que ele via nada mais era senão um dos seus sabás! Também é expressado a opinião de que as músicas e danças dos ciganos aproximavam-se bastante daquelas que as bruxas realizavam.
O seu estilo de vida nômade dos ciganos fez com que eles fossem tendo uma proximidade estreita com as ervas e flores selvagens, que iam encontrando pelos caminhos. Produziram remédios, a base de ervas, para os médicos das tribos, além de vendê-los para os habitantes dos vilarejos, dizendo que eram elixires mágicos. E, se estabeleciam um contato íntimo com a natureza, de igual modo como as bruxas, é bem provável que tenham cultuado divindades idênticas com nomes diferentes. As bruxas possuíam um vasto conhecimento a respeito das ervas.
A ligação estabelecida entre ciganos, bruxas e feiticeiros durante o período da Idade Média não foi inteiramente incorreta, já que os ciganos possuem um conhecimento que, apesar da tradição própria dos romani, poderia ser classificado como “Antiga Feitiçaria”,ou seja, a feitiçaria praticada pelos antigos pagãos.
Em suma, o conhecimento das ervas para o emprego na cozinha, na cura e nos incensos; a utilização dos oráculos e dos augúrios para auxiliar nas decisões, a feitura de feitiços e encantamentos para direcionar os acontecimentos: tudo isso compõe a bagagem dos mistérios dos ciganos.
Eles acreditam piamente em coisas tais como mau-olhado, maldição, magia negra e muito mais. E, em função dessas crenças, detêm vários modos de limpeza espiritual e exorcismo.
Entretanto, os ciganos não tem o hábito de lançar feitiços e maldições sobre outros,mas certamente nunca hesitarão em mandar de volta a negatividade que por exemplo um gadjo lhes tenha enviado.
Ao perceberem que algum mal lhes foi direcionado, sem que consigam identificar quem assim o fez, não são poucas as maneiras que eles têm para se livrar disso. E é exatamente a shuvani, a bruxa cigana, que é especialista nesses assuntos.
Os ROM levam em consideração o “ mau-olhado “. Para eles, é perfeitamente possível que uma pessoa possa fazer o mal à outra apenas com o olhar, apesar de esse tipo de mal nem sempre ser liberado, já que muita gente carrega o mau-olhado sem dar conta disso.

Jogo de Búzios e Cartas

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Diferenças entre “Odú e Odun

Odú = é signo de Ifá..Obedece a uma cronologia dentro do sistema de Ifá/Òrúnmílá.

1. OKANRAN-MEJI – a disciplina e teimosia. Regente: Exú

2. EJIOKO-MEJI – a incerteza e a indecisão. Regente: Ogum/Ibejis

3. ETAOGUNDÁ-MEJI – a perseverança e a obstinação. Regente: Obaluaiê

4. IOROSSUN-MEJI – a tranqüilidade Regente: Iemanjá

5. OXÊ-MEJI – a fama. Regente: Oxum

6. OBARÁ-MEJI – a riqueza e o brilho. Regente: Xangô/Oxóssi/Logun-Edé

7. ODI MEJI – o rancor e a violência. Regente: Obaluaiê/Omulu/Oxóssi

8. EJONILÊ-MEJI – a impaciência e a agitação.Regente: Oxaguiã

9. OSSÁ MEJI – a desconcentração.Regente: Iansã

10. OFUN-MEJI/OGIOFUN – os problemas de saúde.Regente: Oxalufã

11. OWARYN-MEJI – a ansiedade.Regente: Iansã/Exú/Ogum

12. EJILOSEBORÁ – a justiça e o discernimento.Regente: Xangô

13. EJIOLIGIBAN MEJI – a tranqüilidade e a concentração. Regente: Nanã

14. IKÁ MEJI – o conhecimento e a sabedoria. Regente: Oxumarê/Ossaim/Ewá

15. OGBEOGUNDÁ MEJI – o discerminio total. Regente: Obá/Ewá/Oxumarê

16. ALÁFIA-ONAN – a paz. Regente: Ifá (Orixás funfun)

Ódún = quer dizer Ano – Sendo assim, o etmo da palavra designa o tempo de um calendário, aniversários, e comemorações de eventos durante os ciclos específicos. Logo não existe “Odú Ijè” e sim Òdún Ejè – Literalmente sete anos- (Ejè corruptela de “meje” o numero sete) Ainda existem aqueles que para designar quatorze anos, adotaram o termo “Odú Iká” em uma alusão totalmente fora de contexto numérico, e associada a caída do Odu Iká,cuja aparência no Eríndílògun (Jogo de Búzios) corresponde a quatorze búzios abertos e dois fechados..As questões relacionadas aos Odu /Ifá nada tem relação com a contagem dos ciclos iniciáticos.

Sendo assim a saber dentro de uma cronologia,contadas a partir da iniciação:

Òdun Bí – Iawò, relacionado ao verbo nascer
Òdun Kán- Literalmente um ano
Òdún Êji – Dois anos
Òdun Etá ou Metá- Tres anos
Òdún Erin – quatro anos
Òdún Árun – cinco anos
Òdún Éfá – seis anos
Òdún Ejè -Sete anos
Òdún Ejó – oito anos
Òdún Ésan – nove anos
Òdún Éwá – dez anos
Òdún Ókanlá – onze anos
Òdún êjilá – doze anos
Òdún Étalá – treze anos
Òdún Èrínlá- Quatorze anos
Òdún Édogun – quinze anos
Òdún Érindi lógun – dezesseis anos
Òdún Étadilogun – dezesete anos
Òdún Egidilogun – dezoito anos
Òdún Ókandilogun – dezenove anos
Òdún Ôgun – vinte anos
Ódún Okánlélogún -Vinte e um anos
Ódún Ògbón- Designa antiguidade de uma pessoa dentro do culto.

Abíadan

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A vida embalada por Dan

 

São crianças que contam com grande proteção do Vodum Dan Bessem, já que nasceram com o cordão umbilical enrolado no pescoço. O cordão umbilical é uma representação da ligação da mãe com o filho. Uma pessoa Abíadan pode ser rodante, Ogam, Ekedí, podem receber cargos. Se rodantes podem abrir suas casas e iniciar pessoas normalmente.
Enquadram-se perfeitamente nos casos especiais dentro de uma casa de Axé, porém não necessitam de fundamentações diferenciadas. Independente da nação deve agradar sempre a Dan Bessem, com balaios periódicos, devendo ter a mesma obrigação com Frekuen e Iyewá.
Se uma pessoa Abíadan for iniciada em uma casa de Djeje, toda obrigação que for dada deve-se agradar a família de Dan. O ibá de Bessem, não pode faltar na composição de carrego dessa cabeça. O Abíadan em uma casa de Djeje tem uma função importante, ele deve ser o responsável por todo o processo de preparo e entrega do balaio de Azanadô. Sendo responsável ainda pela cultuação da árvore de Azanadô e toda vez que for posta alguma comida seca aos pés de Azanadô para Adangbé deve ser entregue por um Abíadan.

 

Um Abíadan por ser raspado tranquilamente, a não ser que além de Abíadan a pessoa seja Abíkú ou Òrísà seja algum que não aceita a raspagem de seus filhos.

A Personalidade da Criança conforme seu Orixá.

A cultura yorubá, influencia em nossas características, e temperamentos pessoais.  Abaixo a personalidade de cada criança, segundo o arquétipo de cada Orixá.
ÒGÚN – OGUM: Por ser líder nata a criança de Ogum faz sempre sucesso quando chega a qualquer lugar. Conquistadora e solidária, essa criança é independente, e sabe bem o quer. Amiga verdadeira. Deve ter cautela com o seu destemor, franqueza em excesso e impulsividade.
ÒSÓÒSÍ – OXÓSSI: A criança de Oxóssi é alegre, espontânea e habilidosa. Muito curiosa, esta criança precisa de atenção dobrada, pois adora mexer em tudo. Determinada em atingir seus objetivos. Deve ter cautela pela ingenuidade e instabilidade quanto às opiniões.
LÓGUN ÈDE – LOGUM EDÉ: Muito sensível, a criança de Logum Edé, mostra cedo sua tendência para as artes. Bastante sociável, essa criança faz amizade com rapidez e encanta seus amiguinhos com seu bom humor. Deve ter cautela com a insegurança e dependência de opinião dos outros.
ÒSÁNYÌN – OSSAIM: A criança de Ossaim é muito observadora. Dotada de grande imaginação, ela é capaz de brincar e se divertir sozinha. Em grupo, interage bem sendo a mentora das brincadeiras de maior gosto do grupo. Reservada e tímida, deve ter cautela para não se isolar demais.
ÒSÙMÀRÈ – OXUMARÊ: Bastante sensível, a criança de Oxumarê sabe quando um amigo precisa de apoio. Dotada de criatividade, surpreende a todos com suas invenções. Escreve muito bem. Deve ter cautela com a falta de controle ao ser contrariada ou ao ser submetida às regras.
OMOLU, OBALUAIÊ: Esta criança é agradável, educada e boa de papo. É mais madura do que as outras crianças. Gosta de organizar seu pequeno mundo a uma certa rotina. Deve ter cautela pelo jeito autoritário e crítico ao lidar com opiniões divergentes da sua.
NÀNÁ – NANÃ: Sossegada e calma, a criança de Nanã não gosta de brincadeiras violentas. Organizada e metódica, não gosta que mexam nas suas coisas sem permissão. Paciente, gosta de ensinar aos menores. Deve ter cautela pela dependência sentimental dos pais e pelo lado inflexível.
YEMOJÁ – IEMANJÁ: Encantadora e extrovertida, a criança de Iemanjá esbanja simpatia. Arteira, adora brincar até não aguentar. Gosta de estar rodeada por muitos amiguinhos. Muito inteligente e esperta. Deve ter cautela com o ciúme em excesso e o nervosismo que acabam gerando briguinhas bobas. Sua indecisão a deixa vulnerável.
ÒSUN – OXUM: A criança de Oxum encanta a todos com seu jeito gracioso, meigo, doce e muito charmoso. Muito comilona, adora experimentar incrementar seus lanches. A cautela com esta criança está em não melindrá-la, pois quando ela sente-se magoada torna-se arredia e de pouca conversa.
YÁNSÀN – IANSÃ:  A criança de Iansã é sempre alegre, conquistando a todos rapidamente. Ela é alto-astral, divertida e criativa. Intuitiva, consegue descobrir os segredos mais bem guardados. A cautela com esta criança está em não desafiá-la, pois quando isso acontece, ela se transforma em uma criança agitada e combativa.
SÀNGÓ – XANGÔ: A criança de Xangô é tão popular e irradia tanta energia, que todo mundo quer se aproximar dela. Não gostam de cumprir algumas tarefas, aliás prefere inspecioná-las. Ela gosta de ser o centro das atenções, por isso a cautela com ela está em mostrar-lhe que todos são importantes como pessoas.
IYEWA – EWÁ: Muito sensível e delicada a criança de Ewá tem uma grande necessidade de aprovação para suas atitudes. Tranquila, sempre busca a harmonia entre os amigos. Boa confidente. Gosta de ajudar e proteger outras crianças, porém deve-se ter cautela com a instabilidade emocional.
OBÀ – OBÁ: A criança de Obá é atenta e competitiva. É amiga e gosta de compartilhar seus brinquedos com outras crianças. Expansiva, esta criança tem um grande senso de solidariedade. Deve se ter cautela com brincadeiras barulhentas para não despertar a ansiedade e a agitação.
IBÉJÌ – IBEJ: Ibéji protege as crianças, e em particular os gêmeos. As crianças sob sua proteção são alegres e falantes, é a criança mais popular da turma. Por isso, consegue fazer com que todos gostem de sua companhia. Por ser muito emotiva, a criança protegida por Ibéjì tende a desequilibrar o sistema nervoso.
ÒSÀGIYÁN – OXAGUIAN: A criança de Oxaguian é divertida e cheia de ideias inovadoras, porém por ser muito ativa quer fazer várias coisas ao mesmo tempo de forma apressada. Tendência a poucos amigos. É importante ajudá-la a focar-se em objetivos que lhe tragam benefícios.
ÒSÀLÚFÓN – OXALUFAN: A criança de Oxalufan é calma e inteligente passando a impressão de ser madura e decidida. Com personalidade muito forte, este pequenino já demonstra seu senso critico com seus amiguinhos. A cautela está em controlar a sua teimosia excessiva.
Báwo wá dára jé omodé (Como é bom ser criança!)
Salve a força transformadora das crianças!
Axé!

Orixás e entidades da Umbanda e do Candomblé.

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

Umbanda de Caboclos, Boiadeiros, Pretos Velhos, Marinheiros e todo o seu mistério

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

Ciganos, suas origens e seus mistérios.

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

Mestre Zé Pilintra

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

Rainha Maria Padilha, Exús e Pombo Giras

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

Lendas, Mistérios e Curiosidades da Religião Afro

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

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