Santo Antonio

Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, e desencarnou em Pádua, na Itália. Foi discípulo de São Francisco, e como ele, desfez-se de todos os seus bens e viveu para ajudar aos pobres e desamparados.
Seu nome na verdade, era Fernando, mas ao entrar na Ordem dos Franciscanos, em 1208, trocou seu nome para Antônio ( que significa “Defensor da Verdade”) e deixando as coisas mundanas, foi viver no mosteiro de São Vicente. Desencarnou precocemente, aos 39 anos, devido às privações e jejuns prolongados. Sempre defendeu a igualdade de todos e defendia os desamparados, lutando pela igualdade de todos.
Um dos poucos encarnados onde comprovou-se o fenômeno de bilocação, e salvou o próprio pai da prisão. Estava ele pregando numa praça de Milão, quando soube que naquele momento estava o pai diante dos juízes. Encostou-se no púlpito e naquela mesma hora apareceu em Lisboa, diante do tribunal. Saudou os juízes e depois, com ar severo censurou os mentirosos que negavam ter recebido o dinheiro: “Vós desafiais a Deus, negando que recebestes o dinheiro de meu pai. Ele confiou em vós, e vós lhe retribuís arrastando-o para a desonra, juntamente com sua família! Vós, em tal dia (e foi dizendo a cada um), em tal hora, em tal lugar, recebestes tanto, vós tanto, vós, tanto… Confessai a verdade, se não quereis que Deus vos mande um terrível castigo”. Os culpados confessaram que haviam mentido e o Santo ainda conseguiu dos juízes que fossem perdoados. Depois abraçou o pai, beijou-lhe respeitosamente a mão e no mesmo instante recomeçava em Milão o sermão interrompido.
Como todos os que seguem os desígnios simples e puros, muitas vezes os homens não lhes davam ouvidos, então isolava-se na Natureza, conversando com as aves e os pássaros.
Quando no Brasil, os escravos foram obrigados a professar a religião católica, dedicavam o culto a Santo Antônio, acendendo grandes fogueiras. Como na crença africana, o dono do fogo é Exu, Santo Antônio tornou-se o agente de Exu e esta crença foi absorvida pela Umbanda, de modo que para nós ele se chama Santo Antônio de Pemba ou de Ouro Fino, e rendemos nossas homenagens a ele , com a crença que é o mensageiro das palavras do Bem e de Jesus, e o agente das forças mágicas da Umbanda desamarrando as demandas,nos trabalhos de desobsessão, protegendo as pessoas dos espíritos malignos e também trazendo de volta o que estava perdido. A ele dirigimos nossas preces, acreditando que ele auxilia no destino dos encarnados, ao lado destas entidades amigas que tanto nos ajudam que são os Exus da Umbanda.
A falange de Zé Pelintra trabalha junto de Santo Antônio, e é o santo em que Zé Pelintra deposita seus pedidos. Nos terreiros e tendas onde desce Zé Pelintra, no dia 13 de junho, ele chega para benzer os pães de Santo Antônio e os distribui aos filhos de fé, para serem guardados com açúcar e durante o ano inteiro o pão permanece sem estragar, para que traga fartura a cada um. Em uma das suas cantigas, pergunta-se: – Zé Pelintra, cadê Santo Antonio: “Estava rezando e fazendo oração; Santo Antonio que gira e retira que quebra as demandas de toda a nação”. E assim, Zé Pelintra invoca ao Santo, trazendo sua força, inspiração e proteção à Umbanda e aos seus filhos de fé.
Santo Antônio faz parte da primeira linha que é de Oxalá. Os chefes-guia de suas falanges são: Santo.Antônio, São Cosme e Damião, Santa.Rita, Santa.Catarina, Santo.Expedito, São Benedito e São Francisco de Assis. Os santos da linha de Oxalá, penetram nas linhas de quimbanda para desmanchar “trabalhos” feitos para prejudicar as pessoas.
“Santo Antônio é de Ouro Fino,suspende a bandeira e vamos trabalhar”
Salve Santo Antônio!
Alex de Oxóssi
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Escrava Anastácia. (martir e escrava)

Cultuada no Brasil como santa e heroína, considerada uma das mais importantes figuras femininas da história negra, a saga da escrava Anastácia ainda tem o poder de nos emocionar. Muito bonita, tornou-se objeto de desejo e obsessão do feitor de sua fazenda. Por nunca ter aceitado o assédio do rapaz, foi violentada e condenada a viver com uma máscara no rosto, que era retirada apenas durante as refeições. 
Morreu no Rio de Janeiro depois de anos de agonia. Os restos mortais estavam na Igreja do Rosário e sumiram após um incêndio, fazendo com que a crença popular tornasse a moça um mito religioso, capaz de realizar, ainda nos dias de hoje, verdadeiros milagres. Por isso, muitas entidades, ligadas não somente às lideranças negras, femininas ou masculinas, como as comunidades religiosas afro-brasileiras, particularmente as ligadas à religião católica, estão unidas no propósito de solicitar ao Papa, a beatificação da escrava Anastácia. 

A verdade é que pouco se tem comprovado da vida desta mulher. Alguns autores colocam em dúvida a sua existência real, atribuindo a criação de um mito com sua imagem, a partir do desenho do artista Etienne Victor Arago, representando escravos mineiros que eram obrigados a usar a máscara de ferro para que não ingerissem pepitas de ouro durante o trabalho forçado na mineração. Outros afirmam que ela era filha de Delminda, negra da tribo Bantú, mais precisamente da família real Galanga, trazida para o Brasil em 1740, junto a um carregamento de 112 escravos. Delminda, que era uma jovem muito formosa, ainda no cais do porto foi arrematada por mil réis, pelo feitor Antônio Rodrigues Velho. Como era comum à condição das escravas negras, foi também violentada, ficando grávida de um homem branco, motivo pelo qual Anastácia, sua filha, possuía olhos azuis.

Vendida grávida para Joaquina Pompeu, a mãe de Anastácia deu a luz à menina, ainda no mesmo ano, no dia 12 de maio. Crescida, tornou-se objeto de adoração do filho de sua dona, Joaquim Antônio. O rapaz fazia de tudo para ter a moça, inclusive ofereceu dinheiro para ela deitar-se com ele, mas ela recusou-se terminantemente. Por nunca ter permitido a aproximação de Joaquim, foi perseguida, violentada e obrigada a usar a máscara. Dizem que as mulheres e as filhas dos senhores de escravos eram as que mais incentivavam a manutenção de tal máscara, porque morriam de inveja e de ciúmes da beleza da negra. Durante alguns anos viveu desta maneira, morrendo no Rio de Janeiro em data incerta. 
Sua história foi recuperada em 1968, quando a Igreja do Rosário, no Rio de Janeiro, fez uma exposição em homenagem aos 90 anos da Abolição e nela estava o retrato pintado de Arago. Neste momento, começou a ser considerada milagreira e hoje tem cerca de 28 milhões de fiéis. Existe um santuário em sua homenagem, em Vaz Lobo, um bairro no Rio. A imagem com a máscara de ferro ficou famosa no mundo inteiro, inspirando até o diretor americano Jonathan Demme no seu filme “A Amada”, realizado em 1999 e estrelado pela apresentadora Ophray Winfrey. 
Resumindo: 
Anastácia princesa bantu da angola que cresceu em Abaeté na Bahia foi castigada e suplicada por afirmar que era livre ate morrer vitimada pela gangrena produzida pela gargantilha de ferro que lhe impulseram no pescoço . Foi enterrada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos no Rio de Janeiro e alforriada apos sua morte. 
O espírito de Anastácia é dotado de pujante LUZ e EQUILÍBRIO, com seu coração doce e iluminado, distribui o perdão, o amor ao criador, encontrando em corações presos pelo egoísmo, pela cegueira espiritual, o campo mais profícuo de trabalho e bênçãos. 
Libertando dos aguilhões da ilusão ela segue em nome de Jesus como estrela solitária e incansável iluminando os caminhos de quem busca a libertação. 
A humildade e a aura de amor são a marca de sua presença. 
Socorrendo aos corações cansados, humilhados e doentes. 
É mais uma benção de DEUS ao mundo, que trabalha incógnita por onde a LUZ se faça necessária.
A história
A Escrava Anastácia era dotada de rara beleza, tinha os olhos azuis, era muito inteligente e tinha o dom da cura, ela apenas impunha as mãos, e as doenças desapareciam. Foi perseguida e contestada pela igreja católica. 
A beleza e a inteligência de Anastácia incomodavam a mulheres das Minas Gerais que também a perseguiam por inveja. Os homens a perseguiam querendo dela tirar proveitos sexuais. Mas Anastácia era protegida pelo senhor Joaquim Antônio, o filho da dona do Engenho, a Srª Joaquina Pompeu, e então, este não lhe permitia qualquer tipo de maldade. Mas Joaquim Antônio estava há muito apaixonado por Anastácia, e começou a assediá-la, rogando o seu amor que é negado. A escrava dizia: “Nenhum homem branco será capaz de amar Anastácia!” Então, o senhor movido pelo ódio diz: “Negra maldita! Ninguém mais verá a tua beleza!”. E manda que se coloque em Anastácia uma máscara em sua boca (máscara de flandes – utilizada nos escravos nas minas de carvão para que não engolissem as pepitas de ouro) e também o colar de ferro dos negros fujões. Anastácia vive assim durante anos, só sendo permitida a retirada da máscara para sua alimentação. 
Os anos passam e a escrava adoece gravemente, e mesmo antes de morrer ela é capaz de curar o filho do senhor de engenho que tem uma doença pulmonar grave. A seguir a Escrava Anastácia morre tomada pela gangrena em seu pescoço e boca. Então a partir desta data se espalha por quase todo o país os fatos que ocorreram, permanecendo até os dias de hoje os relatos de promessas e curas alcançadas.
Hoje Escrava Anastácia é um misto de mártir, heroína e santidade que permeia o imaginário popular no país. Além de sua representatividade para o povo negro brasileiro é também seguida por 28 milhões de devotos.

História de uma princesa Bantu (a sua história)

Versão extraída do livro “Anastácia – escrava e mártir negra”, de António Alves Teixeira (neto) da editora Eco.
Descoberto que foi o Brasil, em 1500 vieram logo os primeiros colonizadores e os primeiros governantes, necessário se fazia, desde então o desenvolvimento da terra, especialmente a lavoura. Daí o terem vindo os célebres Navios Negreiros aprisionando os pobres negros africanos, para aqui serem entregues como escravos e vendidos.
Eram os infelizes negros oriundos da Guine, Congo e Angola. Entre eles veio Anastácia uma princesa Bantu, destacando-se pelo seu porte altivo, pela perfeição dos traços fisionómicos e a sua juventude.
Era bonita de dentes brancos e lábios sensuais, olhos azuis onde se notava sempre uma lágrima a rolar silenciosa. Pelos seus dotes físicos, presume-se tenha sido aia de uma família nobre que ao regressar a Portugal, a teria vendido a um rico senhor de Engenho. Pelo seu novo dono, foi ela levada para uma fazenda perto da Corte, onde sua vida sofreu uma brutal transformação.
Cobiçada pelos homens, invejada pelas mulheres, foi amada e respeitada por seus irmãos na dor, escravos como ela própria bem como pelos velhos que nela sempre encontraram a conselheira amiga e alguém que tinha “poderes” de cura para os males da alma e corpo.
Estóica, serena, submissa aos algozes até morrer, sempre viveu ela. Chamavam-na Anastácia pois não tinha documentos de identificação, por ela deixados na pátria distante. Trabalhava durante o dia na lavoura, certo dia veio a vontade de provar um torrão de açúcar. Foi vista pelo malvado do feitor que, chamando-a de ladra, colocou-lhe uma mordaça na boca. Esse castigo era infame e chamara a atenção da Sinhá Moça, vaidosa e ciumenta que ao notar a beleza da escrava, teve receio que seu esposo por ela se apaixonasse, mandou colocar uma gargantilha de ferro sem consultar o esposo.
Coisas do destino o filho do fazendeiro cai doente sem que ninguém consiga curar, em desespero recorrem a escrava Anastácia e pedem a sua cura, o qual se realiza para o espanto de todos. Não resistindo por muito tempo a tortura que lhe fora imposta tão selvaticamente, pouco depois a escrava falecia, com gangrena, muito embora trazida para o Rio de Janeiro para ser tratada.
O feitor e a Sinhá Moça se sentiram arrependidos por um sentimento tão forte, que lhe foi permitido o velório na capelinha da fazenda. Seu senhor, também levado pelo remorso, providenciou-lhe um enterro como escrava liberta depois de morta. Foi sepultada na Igreja construída pelos seus irmãos de dor e acompanhada por dezenas de escravos. 

Oração a Escrava Anastácia.

Anastácia, tu que sofrestes a maldade dos senhores de Engenho e foste uma das Mártires do Cativeiro; Sede-nos benfeitora nos momentos de Aflição e de Angustia .
Em Que nossos Corações sofrem as Amarguras da Má Sorte e dos rudes golpes do nosso destino.
Tu que és venerada por uma legião de devotos pelos milagres que realizastes , ajuda-me neste instante de desespeiro e de afliçãoe de aperto,tirando-me desta situação desagradável por que passo .
Lembra-te da tua última existência terrena e saberás sentir e reconhecer minhas desventuras , Tu agora na arruanda Celeste , ainda estás muito próxima de nós e ante a tua condição de Anjo-Martir tens mais Facilidade de prestar-me o socorro que tanto necessito e aliviar essa carga de sofrimento e apartar-me quais grilhões , Libertando-me a liberdade de pensar e de Agir para sair desta posição incomoda que me encontro.
Eiá! Anjo-Martir de Luz e Brilho, ajudai-me a afastar da mente e do coração as sombras da infelicidade que me abatem e me tiram as forças para reagir por meus próprios esforços a libertação do julgo severo das adversividade que oferece aqueles que nasceram disprovidos da sorte e da fortuna.
Sede nosso Anjo-Guia dando-nos esperança no futuro,lenindo nossas dores , solucionando os nossos problemas e aliviando-nos transes difíceis.
Acendendo esta Vela para ti símbolo da minha FÉ e da minha Confiança permita-me fazer um pedido; trata-se do seguinte:

(Expõem o problema , de saúde , financeiro, má situação; desajuste amoroso etc….)

Se me Atenderes, prometo lembrar de ti com todo o respeito , veneração e carinho.
Assim Espero .
Assim Seja…..

Acender 1 Vela Branca , rezar 1 Pai-nosso, 1 Ave-maria e 1 Glória ao Pai.

Os Ciganos que participaram na História Mundial

Charles Godfrey Leland

Nasceu na Filadélfia, Pensilvânia, em 15 de agosto de 1824. Poucos dias após o seu nascimento, uma velha ama holandesa levou-o ao sótão de sua casa e realizou um ritual. Ela colocou seu seio sobre uma Bíblia, uma chave e uma faca e, então, pôs velas acesas, dinheiro e um prato com sal sobre a cabeça. O propósito do rito era que o menino vencesse na vida e tivesse sorte para ser um escolástico e um sábio. Ele cresceu como uma criança fascinada pelo folclore e pela magia, e foi presenteado com histórias e contos de fantasmas, bruxas e fadas.
A família, sendo próspera, vivia em uma casa que possuía empregados e, com um deles – uma imigrante holandesa -, ele aprendeu a respeito de fadas, e com outro – uma negra que trabalhava na cozinha -, ele aprendeu a respeito de vodu. Mudando-se para a Inglaterra, em 1870, Leland começou seu estudo acerca de ciganos ingleses e era particularmente interessado no folclore deles. Com o decorrer do tempo, ganhou a confiança do “Rei dos Ciganos” na Inglaterra, Matty Cooper.
Com Cooper, Leland aprendeu a falar o romani, a língua dos ciganos, embora isso tenha ocorrido muitos anos antes de o povo cigano tê-lo aceito como um deles. Durante esse período, ele escreveu seus dois livros clássicos a respeito dos ciganos e estabeleceu-se como a autoridade máxima nesse assunto. Em 1888, tornou-se o primeiro presidente da Sociedade da Sabedoria Cigana.
Leland foi um escolástico, folclorista e autor que escreveu inúmeros livros clássicos a respeito de ciganos ingleses e bruxas italianas. Isso inclui Etruscan Roman Remains, Legends of Florence, The Gypsies, Gypsy Sorcery e, entre estes e outros, destaca-se Aradia: O Evangelho das Bruxas (lançado pela Madras Editora). Charles Godfrey Leland desencarnou em 2 de março de 1903.

Washington Luís Pereira de o Souza – Rio de Janeiro (1926-1957)

Presidente do Brasil (15/11/1926-24/10/1930), foi o último presidente democrático da República Velha. Ele pertenceu a uma família de ciganos Calon. Libertou os prisioneiros políticos e parou o toque de recolher que estava em vigor quando ele assumiu o governo. Era o escritor e historiador, e depois do retorno do exílio foi eleito membro da Academia Brasileira de Literatura.

Juscelino Kubitschek de Oliveira – Minas Gerais (1902-1976)

Presidente de Brasil (31/1/1956-31/1/1961), pelo Partido Democrático Social (esquerda moderada). Seu avô era um cigano Tcheco, Jan Kubícek, nascido em Trebon, Bohemia. Durante o governo dele não havia os prisioneiros de consciência. JK (como ele é normalmente conhecido) transformou o Brasil em um poder industrial, fundou a indústria do automóvel e desenvolveu a construção de estradas ao longo da nação. Sua melhor realização foi a fundação de Brasília.

Juan de Dios Ramírez Heredia y Montoya – Espanha – (1942)

O jornalista e escritor, foi o primeiro membro Cigano do Parlamento europeu (1994-1999), para o Partido Socialista. Em 1995 ele foi designado membro Honorário do Conselho da Vida Européia, depois de ter sido o membro da Assembléia de Parlamento desde 1983. Em 1996 ele fundou o Unión Romaní que é a principal associação cigana na Espanha. Ele é o autor de várias publicações que lidam com assuntos sociais como também idioma de Romany e gramática.

CHARLES CHAPLIN – Reino Unido
(1889 -1977)

Charles Spencer Chaplin, seus pais eram os artistas de música de saguão.
Ele se sentia fortemente identificado com os judeus e se manifestou em defesa das pessoas judias. Sua mãe chamava-se Hannah Smith, era cigana do clã Romanichel.

Elvis Presley – USA – (1935-1977)

Não é necessário explicar quem foi Elvis Aaron Presley. Talvez o que é menos conhecido dele é que os antepassados entravam na Alemanha em princípios de o 18º século e o sobrenome original era Pressler. Eles eram ciganos do clã Sinto , também chamados de “Chicanere” ou “Melungeons”. Também sua mãe era do clã Romanichel, pois possuía o sobrenome Smith.

Texto de AMARANTHA THALVIL

Ogam Suspenso e Ogam Confirmado

ogan

 

Pode ocorrer durante uma festa de Candomblé, alguém possa ser escolhido para ser Ogam, um cargo masculino de pessoa que não se manifesta com nenhuma divindade, e que somente galga o posto, mediante a escolha direta de um Orixá. Se for Iansã, ele será um Ogam de Iansã, independente do Orixá que ele possua. O Orixá o pegará pelo braço e dará um breve passeio pelo salão, apresentando-o a todos, com um cântico que costuma ser modificado conforme a casa.

“Jí olóyé Ióloyè

A ta taròde”

Suspendemos o titular

Que terá a riqueza do título

Uma cadeirinha formada com os braços, por dois Ogãns mais velhos, o conduzirá a uma cadeira, sentando-o após três tentativas obrigatórias. A partir daí será considerado um Ogam Suspenso, merecedor de honrarias, até que seja iniciado e tenha o seu Orixá assentado. Se for Ogum, fará as obrigações para este Orixá, juntamente com um ritual para o Orixá que o apontou.

 

Todo Ogam deve passar pelo ritual do bólónàn, para verificar a sua condição de ter apenas o santo assentado, ou se houver alguma manifestação, ser recolhido como adósù, o equivalente a Iyawo. A intenção é confirmar a impossibilidade de uma manifestação com o objetivo de evitar que no futuro ele venha a se aventurar como pai de santo, sendo este o momento de comprovação. Neste caso, não há necessidade das mesmas obrigações de um Iyawo, e varia de acordo com os preceitos de cada casa, como por exemplo, cortar os cabelos e raspar a cabeça, entre outros atos.

 

 

Alguns Ogãns, devido ao conhecimento que adquirem, passam a agir como zeladores de santo, fazendo coisas para os quais não foram destinados.

Sob o ponto de vista iniciático, os Ogãns se tornam fiéis à Casa que os iniciou, pelo fato de não poderem mais ser novamente confirmados em outra Casa, no caso de alguma futura insatisfação. É uma situação contrária a dos Adósù, que tem a liberdade de mudar de Candomblé diante de alguma divergência, e fazer suas obrigações com outros dirigentes. Aos Ogãns, é apenas dado o direito de serem homenageados por outros Candomblés, com algum título de reconhecimento pela sua competência religiosa.

 

O recolhimento tem a duração de tempo menor do que a de um Iyawo, o que demonstra ritos menos complexos. Em sua apresentação pública, será conduzido pelo próprio Orixá que o escolheu, que dirá o seu novo nome, terá sua cadeira exclusiva sendo chamado de Pai e todos lhe tomarão a benção. Passará a usar um boné branco, Filà ou Àketè, símbolo de sua posição, embora muitos não tenham o hábito de usá-lo. Terá um Oyè, um título especificando sua real função e será sempre uma pessoa a quem todos poderão recorrer para sugestões e ajuda, de acordo com sua competência e dignidade moral.

 

Alguns títulos que definem as reais funções de um Ogam:

  • Candomblé Ketu: Alágbé, Aràmefà, Apogan, Bàbá Egbé, Ajimudà, Sárépégbè, Asògún, Apótún, Sobalojú, Asógbá, Afikode, Ojú Oba, Elémòsó, Oji Ode, Balógun, Balè.
  • Candomblé Jeje: Pejigan, Bajigan, Hunto, Gan, Gainpe, Oganvi
  • Candomblé Angola: Tata Utala, Tata Kambondo, Kinsaba, Kivonda ou Kixikaramgome Pokó, entre outros.

O grupo de tocadores é dirigido pelo Alágbè, que se ocupa de tocar o maior dos três atabaques, comandando o ritmo e impondo uma variedade enorme de toques e efeitos como um autêntico regente. Os outros o acompanham, um deles utilizando o Agogô, uma campânula de ferro para fazer a marcação, sem qualquer forma de diálogo que não seja através do ritmo. Ao Alágbè compete “dar rum ao santo”, ou seja, homenagear o Orixá com cantigas que ressaltam seus atributos.

 

 

A expressão vem do Iorubá, Dáhún, responder (pronuncia-se darrum). Nos Candomblés Jeje, os Voduns costumam cantar alguns cânticos junto aos atabaques. Quando isto acontece, o Ogam responde com outros cânticos. Este ato de responder justificou a expressão Dáhún ao santo.

 

 

Os cânticos possuem a parte cantada pelo Alágbé, que é o solista, e a parte cantada pelo coro composto pelas pessoas que dançam na Roda. Às vezes cantigas suaves como as de Oxum, outras mais vibrantes como as de Xangô ou Iansã. Todos os momentos do Candomblé têm relação com a musicalidade sagrada.

 

 

Nos Candomblés da Nação Angola, os atabaques são denominados de Ngoma, e são percutidos com as mãos. Somente no ritual fúnebre do Sihun, são usadas varetas, talvez por influência jeje. Os toques são denominados de Cabula, Congo e Barravento.

Orixás e entidades da Umbanda e do Candomblé.

O conhecimento da religião dos Orixás, mostrando lendas, curiosidades e mistérios da nossa religião.

Umbanda de Caboclos, Boiadeiros, Pretos Velhos, Marinheiros e todo o seu mistério

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Ciganos, suas origens e seus mistérios.

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Mestre Zé Pilintra

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Rainha Maria Padilha, Exús e Pombo Giras

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Lendas, Mistérios e Curiosidades da Religião Afro

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