Cigano Valter

Este cigano tem sido erroneamente propagado com outros nomes, e em seu afável contato comigo, manifestou sua profunda tristeza e decepção com aqueles que o chamam de Igor, Pablo, Vladimir e outras falsas designações. Na verdade seu nome é Valter e é um doce cigano que gosta de fazer suas magias em noite de Lua Cheia. Em seus trabalhos espirituais o Cigano Valter abre os caminhos fechados de quem o solicita; limpa a aura de toda inveja e mal-olhado, carregando de boas energias e dando sua proteção a quem por ele clamar. No campo amoroso, este Cigano faz magias com ervas para unir casais que se separaram e devem continuar juntos. Também defende as pessoas que são humilhadas e ofendidas injustamente nesta passagem pela Terra.

 

No caso de duas pessoas ou mais se juntarem para lhe render homenagens, o resultado de seu empenho é ainda mais rápido. Valter é um cigano sensível e amoroso, mas fica uma fera quando seus protegidos são caluniados. Jamais deve ser solicitado sem que haja uma causa verdadeira para ele defender. Recebe as suas oferendas tanto por águas como por terra, que podem ser entregues nos mares, rios, bosques ou jardins. Para agradá-lo deve-se ofertar rosas e velas vermelhas, vinho branco e frutas diversas, além de um par de alianças douradas quando seu encantamento for pro amor. Nunca se deve acender vela para o Cigano Valter dentro de casa, nunca! Em casos de urgência a vela pode ser acesa no quintal, na varanda ou no jardim, mas com a condição que tenha uma rosa vermelha à esquerda e um copo ou uma taça de água potável à direita.

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Sou Cigano

Sou Cigano do Sol e da Lua
Companheiro das estrelas
Viajante do tempo
nas asas do vento
pelas infinitas moradas da casa do Pai.
Sou Cigano dos campos e colinas
das Terras e dos mares
trago a liberdade no brilho do olhar
Livre pelas estradas da vida alegre a cantar
Pelas dimensões que se entrecruzam
e permite os encontros e reencontros
das caravanas que viajam sem parar.
Sou Cigano, sou livre
e livre pelos campos de luz ecoa meu canto
preenchendo a vida de encanto
e em qualquer lugar debaixo do céu azul
encontro meu sagrado recanto
um reinado de beleza
nos braços da Natureza.
Sou Cigano,
o caminhante do tempo e do espaço
sem destino, sem paradeiro
mas com objetivo:
LEVAR O AMOR E ALEGRIA
E À VIDA CELEBRAR.
sou livre, não me prendo a crenças, religiões, templos ou lugares
Chego onde encontro um coração aberto
para celebrar a maravilha do viver.
Um andarilho semeador
que desconhece a dor
que reconhece em cada partícula viva
a centelha do amor.
caminhando semeio
minha semente é meu canto
que germina e vira uma flor
a flor é a dança
que gira, movimenta
que celebra e agradece.
Sou Cigano há eons
mesmo antes de chegar aqui
Cigano das estrelas
vindo de mundos longínquos
andarilho do universo
que faz dos passos do caminho uma nota, um verso
semeador cósmico
trazendo a beleza de onde passei
vivendo os sonhos que um dia sonhei
celebrando a vida que um dia ganhei.
Sou Cigano, Sou Luz
Sou filho, sou pai
Sou criatura, sou criador
sou irmão das estrelas
viajante do eterno
instrumento do Amor.

Cigano Wladimir

Este cigano é “do mundo”!
É protetor do trabalho, consola e ajuda à todos os que estão momentaneamente sem ele. Cigano imperioso e trabalhador, gosta das coisas boas da vida, que depois do trabalho seriam: mulher, mulher e mulher, depois música e comida.
Responsável, falante e guerreiro, os que não tem medo de lutar podem ir até ele.
Vladimir, um cigano que tem seu nome respeitado e talvez ao lado de Santa Sarah seja a entidade mais cultuada dentro da chamada Linha do Oriente ou Povo do Oriente. Por essa sua popularidade e mais que tudo como gratidão ao seu bondoso espírito, sempre protetor e amigo em nossa vida pessoal, é que resolvi falar um pouco dele aqui.

Escolhi duas das histórias mais correntes:

A primeira versão, muito antiga por sinal e que corre de boca em boca, diz que Vladimir apaixonou-se perdidamente por uma cigana de sua tribo, só que esse sentimento pela cigana também surgiu dentro do coração de seu irmão.
Para decidir a questão, o irmão de Vladimir propôs um duelo em que ambos disputariam a amada. Para não fugir à tradição, conta-se que Vladimir aceitou a proposta e dirigiu-se então para o tal duelo, porém, na hora exata de desfechar o golpe, percebeu ele que levaria vantagem, só que essa vantagem significava a possibilidade de matar o próprio irmão.
Aí então, Vladimir tem uma reação totalmente surpreendente para todos que assistiam o duelo, ou seja, não agrediu, ao contrário, não esboçou qualquer reação e assim então, acabou sendo apunhalado pelo próprio irmão, caindo morto em seguida.
A continuidade da história tem um desfecho um tanto quanto trágico, pois a tal cigana vendo seu amado caído no chão, morto com um punhal cravado no peito, caiu por sobre seu corpo e chorando retirou o punhal do peito de Vladimir, cravando-o em seguida em seu próprio peito, ato este que culminou também em sua morte.

A outra versão, conta-se que o Cigano Vladimir era de origem eslava (Indo-Européia) e que se apaixonou perdidamente por Esmeralda, que assim a chamavam por gostar de trabalhar em magia de cura com pedras verdes (a pedra Esmeralda é verde e também utilizada em cura!) e também gostava desta pedra para o seu uso pessoal, por isto esse apelido; mas ela se casou com outro, pois já estava prometida.
Vladimir se desesperou e começou a beber descontroladamente. Mais tarde, um pouco conformado, mas ainda apaixonado, passa a trabalhar com magia para unir os casais. Muitos anos depois, com eles já um pouco idosos, eles se unem, mas ficam pouco tempo juntos, pois ela logo morre.
Seja de que forma for queridos leitores, o fato é que Vladimir é hoje uma entidade de muita luz, sempre evocada com muito carinho por todos os amantes da Cultura Cigana, principalmente por aqueles que mantém algum tipo de ligação, com as gloriosas Entidades Espirituais Ciganas, hoje brilhando como pontos luminosos, na Estrada de Estrelas do Espaço Infinito.

Era moreno-claro, de olhos e cabelos pretos.

SUAS ROUPAS

Wladimir usava roupas diferentes, conforme a fase da lua. O detalhe constante nessas roupas é que a calça era sempre da mesma cor do colete de veludo que ele vestia por cima da blusa.

Na Lua cheia, ele usava blusão vermelho com colete e calça azul-turquesa;

na Lua crescente, blusão branco, colete e calça brancos rebordados com fios de prata;

na Lua nova, blusão azul-turquesa, colete e calça vermelhos rebordados com pedras coloridas;

na Lua minguante, blusão branco de mangas compridas, colete e calça marrons e uma faixa branca na cintura. Em todas as fases da Lua ele usava na cintura uma faixa branca, na qual trazia o seu punhal de prata.

 

SEUS ADEREÇOS

O lenço que Wladimir usava na cabeça era de cores diferentes, conforme a fase da Lua. Era azul na Lua cheia, branco no quarto crescente e vermelho na Lua nova.
Na orelha esquerda ele trazia uma argola de ouro e, no pescoço, um cordão de ouro com um medalhão antigo de seu clã.

SUA MAGIA

O Cigano Wladimir aprendeu a tocar violino com seis anos de idade.
Hoje, quando chega à Terra como espírito, pede logo o seu violino e começa a tocar antigas músicas eslavas.
Um detalhe importante: quem tem esse Cigano na aura não precisa saber tocar violino, pois, ao chegar, ele traz a essência da música. Esse é o mistério de Wladimir.

Cigano Hiago

Esse cigano é um rapaz que fez a passagem com 21 anos.
Gosta da planta chamada gálbano, que é da família do funcho e tem um aroma muito agradável.
Diz Hiago que esse perfume estimula a confiança, a harmonia, a paciência e favorece a cura.
Hiago esclarece que o gálbano é indispensavel na iniciação espiritual e no conhecimento do interior.
Hiago trabalha trazendo na mão um cristal de granada ou de jaspe sanguíneo.
Ele tem uma reza que é o poder da sua cura:
Kseroi ni pesi naisi
Knerela esi te nori
Kdiseni
Ksi ai le delerai oi
Bel-Karrano.
Tradução:
A paz para o seu espírito, a saúde,
a harmonia têm de vir de dentro de você.
Deus céu.

CIGANO ARTEMIO

É misterioso, poucos sabem sobre sua passagem na Terra.

Trabalha com um punhal, uma turmalina-verde, um espelho, um maracujá pequeno, um tacho de cobre, uma moeda antiga, folha de sândalo, folha de tabaco, muitas fitas coloridas e um lenço de quatro cores, verde-claro, verde-escuro, verde-água, e verde-folha, com uma estrela de seis pontas dourada no meio, com que cobre o tacho.

É com isso que ele faz suas magias, faz amarração e desamarra casos difíceis.
Quando termina o trabalho, manda colocar tudo isso no mato fechado.
Salve esse cigano.
Que Bela-Karrano lhe dê permissão para fazer mais e mais suas magias

Cigano Juan

Este cigano é de origem espanhola, protetor da família, e abranda brigas e mágoas entre entes queridos, viajou por todo o mundo e faz suas magias na água limpa, trás para seus médiuns a vidência, da moeda na bacia de água de chuva.
Kaku poderoso conhece ervas e dita leis, determinado e compreensivo, não deixa que pessoas guardem em seus corações ódio e rancor, porque diz que envenena a alma e o corpo.
É fisicamente grande, e quando na aura dos encarnados, estes passam a parecerem maiores do que são, carrega um diklé (uma bolsa, guaiaca) e não gosta dos garandons (vadios ou preguiçosos), pita o pafeito (cachimbo) com muita classe, enquanto observa. Fala pouco, mas quando diz algo é lei. 
Seus protegidos têm, o dom da vidência na água de chuva, jogam dados imantados e predizem o futuro de seus clientes, sua magia principal é para desmanchar brigas. 

Juan adora comer pimenta; sua preferida é a pimenta-do-reino. A esse respeito, ele diz:

– É de coisa quente que se faz magia.
Esse cigano é perigoso. É muito difícil engana-lo, pois é muito desconfiado. Ele nunca olha nos olhos dos outros. Sua roupa é toda vermelha. Ele é moreno, tem cabelos e olhos pretos e usa 21 punhais de prata.

Cigano Damiani

Pietro Damiani era o seu nome. Filho de saqueador espanhol, que numa de suas estadas pelo Brasil, conheceu uma brasileira muito bela e a levou para a Espanha. Seu pai era devoto de San Martín, que tirava dos ricos e dava aos pobres. Num desses saqui atingido por uma flecha que paralisou o lado direito de seu corpo.
 
Envergonhado, por ter sido um grande e respeitado saqueador, trabalhando inclusive para a Coroa Espanhola, resolveu se refugiar para não mais ser encontrado. Foi para o campo ficar em contato da natureza para tentar se redimir de seus pecados, segundo ele através de uma mensagem de San Martín.
Lá chegando fundou uma aldeia, composta por mutilados de guerra, presos, refugiados, e suas famílias. Passaram a acreditar nos ensinamentos de seu pai, e numa assembléia definiram os afazeres da aldeia, de acordo com as habilidades de cada um.
 
Uns lidavam com cobre, outros com ervas, outros com cristais, etc. Após alguns anos seu pai recuperou parcialmente os movimentos, e sua mãe engravidou. Damiani nasceu em uma linda noite de lua cheia.
 
Seu pai, tomando-o pelos braços, dizendo que ele não teria o mesmo destino de outros ciganos (pois era assim que passaram a ser chamados), que eram normalmente decapitados, ou mortos por punhaladas.
 
Seria ele um chefe de aldeia e morreria de velhice. Damiani cresceu, aprendendo todos os fundamentos com seu pai. A esse tempo, todos na aldeia já tinham adquirido alma cigana. Em uma de suas viagens seu pai encontrou verdadeiros ciganos, de alma e sangue, que resolveram unir-se a eles, formando assim um grande clã. Nessa aldeia conheceu Carmem, e se interessou por ela.
 
Seu pai veio a falecer em uma emboscada armada por um homem, cuja esposa havia presenteado-o (seu pai era um homem atraente e atraía a atenção das mulheres), e um cigano da mesma aldeia de Damiani, que foi pago para executar o serviço.
 
Ele, por ser o primogênito, assumiu a chefia da aldeia, gerando a insatisfação do cigano que era chefe da outra aldeia que juntou-se a de Damiani.
Por respeito a esse homem, Damiani nominou-o como Pablo, não sendo, porém, seu verdadeiro nome.
 
Pablo era bem mais velho e começou a criar intrigas na aldeia. Em um dia de festa na aldeia, com muito vinho, frango, danças, Damiani pediu autorização à sua mãe para casar-se com Carmem, e ela concedeu. Realizaram então, a cerimônia de noivado, que entre o povo cigano é um pacto de sangue feito na palma das mãos (no casamento o pacto de sangue é feito nos pulsos).
 
Revoltado por Carmem não ter escolhido seu filho e ter se entregado de corpo e alma a Damiani, Pablo tomou o cálice de vinho das mãos de Damiani e lhe disse que assim como cigano não pede, ganha, seu filho seria um dia o chefe daquele clã. Damiani não tomou como ofensa. Já havido todos bebido demais, resolveu encerrar festa. Sabendo ele que só poderia casar-se com Carmem quando ela atingisse a maioridade, que era aos 21 anos, resolveu esperar essa data, em respeito aos costumes da aldeia de onde ela provinha. Ela contava na época com 15 anos, e ele com 21. Deveriam esperar então 6 anos.
 
Durante esse período a sua aldeia foi acumulando muitas riquezas, e isso gerou intrigas entre os ciganos. Usava os ensinamentos de seu pai para tentar manter a ordem. Durante esse período, Damiani notou que uma cigana da aldeia que o observava desde pequenino, havia sumido. Em um de seus passeios, Carmem foi banhar-se em um rio próximo da aldeia, quando não percebeu que a correnteza a levava. Damiani pulou no rio para salvá-la, e ao sair, viu o rosto da cigana que sempre lhe observava, e que havia sumido da aldeia. Retornando à aldeia Pablo disse a todos que aquele acontecimento fora um aviso de que algo ruim aconteceria a Damiani, o que lhe deixou pensativo, pois algumas vezes Pablo acertava em sua premonições.
 
Passaram-se então mais alguns anos (em que Damiani aprendeu a ler mãos, cartas, enxergar através da água, ter intuições), Carmem já quase atingindo a maioridade resolveu, em um dia de primavera, ir buscar flores no rio.
Novamente, ao tentar alcançar uma flor, caiu no rio. Damiani salvou-a e a levou para a aldeia.
 
Porém, lá chegando, teve um pressentimento que se voltasse para pegar a cesta de flores que ela havia recolhido, seu casamento não daria certo. No caminho sentiu que alguém lhe observava. Chegando no rio, resolveu apanhar também a flor que Carmem tentara pegar, sem sucesso. Caiu ele também ao rio, e ao se escorar para salvar-se, sentiu uma ardência em sua perna. Percebeu que tinha sido picado por uma das cobras mais venenosas que havia na região. Sentiu que duas pessoas o observavam e gritou por socorro, quando começou a pensar que seu pai estava errado no que falara ao seu nascimento.
 
Foi quando apareceu Pablo e lhe estendeu a mão para salvá-lo, tirando-o da água. Vendo que já estava fraco e não conseguiria andar, pois já estava sob o efeito do veneno, colocou-o de pé, segurou suas mãos, tirou-lhe o anel e o medalhão que eram de seu pai e disse-lhe que seria novamente o chefe da aldeia. Deu uma gargalhada e empurrou-o para dentro do rio, quando então, Damiani sentiu uma mão que o tirara do rio. Meio desfalecido e com muita dificuldade, abriu seus olhos e viu aquela cigana que lhe observou durante anos.
Ela era na verdade uma feiticeira que por opção própria se ausentara da aldeia, auxiliando-os porém de longe, em casos de doenças. Mas nunca aparecia diante de ninguém. Se de seus remédios necessitavam iam à floresta, faziam seus pedidos em voz alta, e retornavam no dia seguinte para apanhar o remédio, que era sempre colocado em uma pedra.
 
Essa cigana tratou de Damiani durante 3 meses, os quais manteve-o entorpecido e sob tratamento do veneno da cobra. Após sua recuperação, ele voltou à aldeia.
 
É importante salientar que durante esse período ele não manteve contato com a cigana. Nem ao menos teve a certeza de que alguém cuidou dele.
Chegando na aldeia descobriu que Carmem havia se envenenado, pois Pablo, que assumira a chefia da aldeia, queria obrigá-la a casar-se com seu filho, e ela não aceitando isso, resolvera fugir. Foi capturada e levada de volta para a aldeia, mas “se não podia ter Damiani, preferia a morte”. Damiani reassumiu a chefia da aldeia, e nunca casou-se. Morreu aos 70 anos de idade, quando inacreditavelmente, o veneno da cobra fez efeito em seu organismo.
Sua missão havia findado.

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