Ebó

 

Será que todos sabem o que é um Ebó e suas inúmeras finalidades, e aí pergunto: para que serve o Ebó? É importantíssimo esse entendimento para quem estuda, pratica e vive o Orixá.
Respondemos inúmeras perguntas sobre qualidades de Orixás, fundamentos, lendas, feituras, borís, axés, procuramos desmistificar e dar coragem ao leitor de interagir e familiarizar-se com essa cultura, porém, sem ebó não teremos religião e essa pergunta ninguém fez: Preciso fazer ebó para tomar um Obí? Eborí? Iniciação? Como saber qual ebó devo fazer? Por que tenho que fazer ebó?
Em primeiro lugar precisamos acreditar no Ebó e na pessoa que prescreveu o Ebó e principalmente entende-lo, pelo menos ter um caminho de entendimento. Ter a prova concreta de ter feito o ebó ter melhorado, ou ter se livrado de um perigo, amenizado um situação de queda geral, de acidente, de perigo, de perda, de injustiça, de doença, de mal agouro, de egun, de demanda, de negatividade principalmente.
Existem ebós positivos e negativos, aqueles que se dão caminho e os que não se dão caminho, ebós de odú, ebós que são presenteados, ebós Exú, Ikú, egun, Ebós de carrego, ebós de Axexe, ebós de Osé, ebós abikú, ebós omim, ebós de prosperidade, ebós de lua, sol, chuva, ebós da madrugada, ebós e ebós e tantos ebós de limpeza e preparação até para abrir um jogo de búzios. O ebó não espera um dia ser feito, se foi prescrito tem que fazer o mais rápido ou não faça mais.
O ebó existe permanentemente dentro de um Ilê Axé, no momento que entramos na casa, saudamos a entrada com água para esfriar o caminho, isso é um Ebó.
O Ebó é místico, essa é minha visão, ele tem influencias de Exú e Orunmilá. Na própria confecção do ebó tem a energia de quem está fazendo, arrumando, tem a energia de quem vai passar, de quem vai levar.
O banho de ervas é um ebó de pai Ossãe e é de suma importãncia tomá-lo após um ebó, é o sangue verde das folhas, a essência viva da natureza.
Se faz ebó com apenas um ovo, se faz ebó com apenas uma pedra de ofun ralado, com uma pimenta da costa, se faz ebó com a fé nas coisas simples que é a grande sabedoria Yorubá.
Os iniciados no Orixá tomam ebó sempre e para sempre pois, manter-se limpo é estar em sintonia com seu Orixá, é concebe-lo numa suavidade preponderante em seu axé individual.
Ebó é um procedimento realizado por um sacerdote com finalidades diversas, como saúde, prosperidade, ânimo, força, abertura de caminhos para o amor, abertura de caminhos profissionais, fortalecimento e distribuíção do Axé à pessoa que necessita de uma limpeza espiritual e energética.
Transfere-se para os alimentos e elementos usados na confecção de um específico ebó, a energia maléfica que está na pessoa ou no local, com a ajuda de Exú e dos Orixás.
Não adianta só oferecer as comidas, o segredo está nas cantigas, e na receita, algumas podem ser conhecidas mas a maioria faz parte do segredo do Candomblé. Pode-se fazer ebó para abrir os caminhos para emprego, ebó de saúde, ebó de prosperidade, o que varia é a receita. Existem vários tipos de ebós, mas sempre será feito de acordo com o determinação do jogo de búzios merindilogun.
No jogo de búzios define-se qual orixá será oferecido o ebó, sendo que cada um leva seus ingredientes especiais tais como: a canjica de Oxalá, a batata doce de Oxumaré ou o inhame de Ogun. Há ainda aqueles ebós para afastar espíritos desencarnados que ainda atrapalham a vida de alguns chamado de ebó de Egun, e outros para curar traumas e ajudar no esquecimento e superação de experiências ruins, o ebó de “susto” é para prevenir problemas no futuro.
Não são em todos eles que ocorre a sangria de animais, pois há os chamados ebós brancos ou secos, nos quais não é permitido qualquer sacrifício e os animais utilizados, geralmente neste caso os frangos e galos, são soltos na natureza com vida.
Após o ritual do ebó as folhas sagradas são usadas de forma ordenadas nos banhos liturgicos, podendo ser necessário o uso de água sagrada. Existe uma rígida cartilha a ser seguida para que se tenha resultados, e o sacrifício seja aceito. As proibições denominado de ewo são revelados, por exemplo: a não ingestão de qualquer tipo de carne vermelha nem tão pouco frutas vermelhas ou ácidas (incluindo seus sucos), a abstinência principalmente de praticas sexuais como também beijos e abraços, fica proibido a ida a velorios, hospitais, cemitérios ou mesmo a passagem sob arames farpados ou escadas, a bebida alcoolica é um verdadeiro tabu.
O ritual é largamente praticado em diversas casas e centros religiosos de candomblé e obtém elogios pelos resultados obtidos por seus praticantes
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O Sacrifício de animais nos Cultos Africanos

 

1º –  Fundamento da Ancestralidade:

Com certeza, o sacrifício de animais é herdado de forma hereditária dos fundamentos dos cultos praticados na África. Nos cultos aos Orixás, esta prática é desenvolvida, assim como nas inúmeras seitas e cultos africanos.
O que podemos tirar como sumo vital de tudo isto? O que é comum a todos? Os Orixás e a manifestação mediúnica. O resto se perde num emaranhado de ritos e doutrinas que muda de terreiro para terreiro e de Pai ou Mãe de Santo para Pai ou Mãe de Santo. O importante nisso tudo é que o trabalho dos Orixás estão sendo realizados. Dentro de um grande plano divino, os objetivos gerais que: são permitir a cada grau consciencial sua evolução e a difusão da assistência caritativa aos esperançosos que buscam os diversos terreiros, bem como a difusão do perdão, do bem do amor etc., estão claros com muitas restrições, caminhando. O que eu quero dizer, com estas colocações é que por tudo isso ninguém pode chegar com autoridade o suficiente para dizer: “Sacrifício de animais é algo primitivo e não possui mais razão de ser”.
Por isso, a ancestralidade deste rito é válida como fundamento. Se considerarmos do ponto de vista bíblico, o sacrifício de animais é algo que vem desde a história de Caim e Abel. Deus se agradou do sacrifício de Abel que imolou em oferenda os primogênitos de seu rebanho e recusou a oferta de Caim que tinha sido parte de sua colheita agrícola. Já antes do Dilúvio, os animais eram mortos a fim de prover roupa ao homem e para fins sacrificiais. (Gên 3:21; 4:4) Os animais são almas viventes que não são humanas. (Núm 31:28).
Dentro de uma ótica cristã – judaica, o sangue era o principal elemento catalisador de ofertas e oferendas a Deus. Havia apenas um uso do sangue aprovado por Deus, a saber, para sacrifícios. Ele mandou que os que estavam sob a Lei mosaica oferecessem sacrifícios de animais para expiar pecados. (Le 17:10, 11) Estava também em harmonia com a Sua vontade que Seu Filho, Jesus Cristo, oferecesse sua perfeita vida humana em sacrifício pelos pecados (He 10:5, 10).
A aplicação do sangue de Cristo, para salvar vidas, foi prefigurada de diversas maneiras nas Escrituras Hebraicas. Por ocasião da primeira Páscoa, no Egito, o sangue na parte superior das portas e nas ombreiras das casas israelitas protegeu o primogênito lá dentro de ser morto pela mão do anjo de Deus. (Êx 12:7, 22, 23; 1Co 5:7) O pacto da Lei, que tinha uma particularidade típica para a remoção dos pecados, foi validado pelo sangue de animais. (Êx 24:5–8) Os numerosos sacrifícios de sangue, especialmente os oferecidos no Dia da Expiação, eram para a típica expiação de pecados, apontando para a verdadeira remoção dos pecados por meio do sacrifício de Cristo (Le 16:11, 15-18).

O poder jurídico do sangue aos olhos de Deus, conforme aceito por ele para fins de expiação, foi ilustrado pelo derramamento de sangue à base, ou junto ao alicerce, do altar e de ser posto os chifres do animal imolado no altar. O arranjo de expiação tinha como base, ou alicerce, o sangue, e o poder (representado pelos chifres). (Le 9:9; He 9:22; 1Co 1:18).

Mas o sangue e o sacrifício de animais dentro do contexto bíblico, não era somente ligado a expiação dos pecados, mas também significava purificação. O lugar de moradia de Jeová ou qualquer lugar em que ele more de forma representativa é um lugar santificado ou santo, um santuário. O tabernáculo no ermo e os templos mais tarde construídos por Salomão e por Zorobabel (reconstruído e ampliado por Herodes, o Grande) eram chamados de “miq dásh” ou qó dhesh, lugares “postos à parte” ou “santos”. Situados no meio de um povo pecaminoso, estes lugares tinham de ser periodicamente purificados (em sentido típico ou pictórico) do aviltamento, por meio da aspersão de sangue de animais sacrificiais. (Le 16:16).

Nas festividades também, que sempre possuíam um caráter religioso, o sacrifício de animais era largamente utilizado. Como na Festividade dos Pães Não Fermentados ocorrida de 15 a 21 de abide (nisã) realizadas pelo Rei Ezequias, depois de ele ter limpado o templo. celebração que naquela ocasião, foi prolongada por mais sete dias. O relato diz que o próprio Ezequias contribui para o sacrifício de 1.000 novilhos e 7.000 ovelhas, e que os príncipes contribuíram com 1.000 novilhos e 10.000 ovelhas. (2Cr 30:21-24).

Na história bíblica as duas maiores alianças realizadas por Jeová uma com Abraão e a outra com Moisés foram firmadas através de sacrifícios de animais e sangue como elementos principais de confirmação. No caso de Abraão visto que Sara continuava estéril, parecia que Eliezer, o fiel mordomo doméstico, de Damasco, receberia a herança de Abraão. Todavia, Jeová de novo assegurou a Abraão que sua própria prole seria inumerável, como as estrelas do céu, e, assim, Abraão “depositou fé em Jeová; e este passou a imputar-lhe isso como justiça. (Gên 15:1-6; Ro 4:9, 10) Jeová concluiu então com Abraão um pacto formal, à base de sacrifícios de animais, e, ao mesmo tempo, revelou que a descendência seria afligida por um período de 400 anos, sendo até levada cativa em escravidão. (Gên 15:7-21).

O Pacto da Lei foi quando da transmissão da Tábuas, transmitida por meio de anjos, pela mão de um mediador, Moisés, e que entrou em vigor com o sacrifício de animais no Monte Sinai. (Gál 3:19; He 2:2; 9:16-20). Naquela oportunidade, Moisés aspergiu sobre o altar a metade dos sangue dos animais sacrificados, daí, leu o livro do pacto para o povo, que concordou em ser obediente. Depois disso, ele aspergiu o sangue sobre o livro e sobre o povo. (Êx 24:3-8).

E finalmente das dez pragas lançadas sobre o Egito duas envolveram o sangue e o sacrifício de animais. Uma foi a transformação de todas as águas em sangue e outra a, já relatada, da morte dos primogênitos. (Êx 7 a 13). O Antigo Testamento está, portanto permeado de sacrifícios de animais com derramamento de sangue. Sob a jurisdição cristã, a santidade do sangue foi enfatizada com vigor ainda maior no Novo Testamento, com a imolação do Cordeiro Divino Nosso Senhor Jesus Cristo que derramou o seu sangue para lavar os pecados da face da Terra. Até nos dias atuais o vinho simbolicamente significa o sangue de Jesus e é bebido e consagrado pelo Padre.

Partindo para as escolas iniciáticas dos grandes mistérios, vemos no berço da cerimônias de iniciação, o Egito, os famosos Mistérios de Ísis. Papus em seu livro “ABC do Ocultismo” revela toda a ritualística destes mistérios iniciáticos, com riqueza de detalhes. Na descrição do Templo existe o destaque para a OUSEKTH-KHA: A sala da elevação ou ofertório em que eram expostas as oferendas vegetais e animais feitas ao templo. Nessa sala, por meio da força vital dos animais sacrificados, os sacerdotes preparavam as aparições e as evocações das salas de mistério, localizadas no fundo do templo e construídas como grutas naturais. Nos sacrifícios de animais, considerados atualmente como primitivo e desnecessário estão séculos de ancestralidade e tradição.

2º Fundamento – Da Ética

A Ética está muito arraigada ao 5º Mandamento “Não Matarás”. Mas como vimos, ao receber as Tábuas da Lei, Jeová confirmou com Moisés um pacto a base de sacrifícios de animais, logo o sacrifício de animais não estava incluso no âmbito deste quinto mandamento. Percebe-se, que este sacrifício permitido esta ligado a práticas ritualísticas (ofertas, oferendas, purificação, pactos, alianças, expiação, misericórdia, etc.) e mesmo iniciáticas. (evocatória e invocatória). E por que o quinto mandamento não inclui a matança de animais como contrária a Lei de Deus ?

Um primeiro motivo é óbvio, a alimentação carnívora faz parte da nutrição do ser humano desde que o mundo é mundo. O segundo motivo, já largamente explicado nos argumentos é revisado agora dentro do contexto bíblico. O Nephesh, que anima o reino animal e por todo Gênese, quando esta palavra é citada, indica a Criação do Reino animal, sendo assim totalmente diferenciado de Neshamah o fôlego de Deus nas narinas de Adão.

Ora, muitos neste momento deve estar estranhando as minhas diversas comparações, citações bíblicas e digressões principalmente no tocante a Gênese, Moisés e o Pentateuco (os cinco livros atribuídos a Moisés). A questão é que Moisés como é sabido, era príncipe egípcio, iniciado nos Mistérios de Ísis por Jehtro, seu sogro e sumo-sacerdote da Escolas Iniciáticas.
Portanto, conhecia Moisés todos os segredos e mistérios Mágicos e Cabalísticos.

E como conhecedor destes mistérios, podia como o fez, transmitir para o povo judeu a verdade só que sobre uma capa velada. Velada ou não as verdades apreendidas por Moisés de fonte fidedigna pode não estar clara na Bíblia, ter sido alterada, adulterada, manipulada, suprimida e muito mais, mas estão ali. “Buscais a verdade e ela vos revelará a sua face”.

Logo, ao sacrificarmos animais, dentro de uma ritualística própria, organizada e dirigida a um determinado fim, não estamos matando um ser vivo com alma individualizada, um ser que possui um direcionamento kármico definido e que a morte através do sacrifício esteja brutalmente sendo interrompida. O segredo dessa história está em que na morte do ser humano não existe transformação da energia, já que somente o corpo material se desagrega, o espírito não.

No caso dos animais o seu Nephesh retorna ao seu lócus original, sendo absorvida pela Alma Grupo e devidamente transformado em experiência e outros atributos em benefício da mesma.
Matar um ser humano sim, fere gravemente as Leis de Deus, pois destrói ou interrompe todo um processo reencarnatório, arquitetado, planejado pelos responsáveis dos processos kármicos, além de impedir um espírito de continuar o seu processo evolutivo.

3º Fundamento – Da Magia

No sacrifício dos animais encontramos todas as Leis da Magia em ação. Antes de mais nada, a mente e a dinâmica de pensamento são os motores básicos do direcionamento magístico e este movimento provocado pela emissão do pensamento produz energia que pode ser positiva ou negativa conforme o direcionamento dado ao sacrifício. Estudemos a composição do ritual mágico do sacrifício de animais, vulgarmente chamado de matança para podemos compreender toda a sua amplitude.

Embora exista diferenças de ritual e direcionamento nos diversos cultos que praticam o sacrifício de animais, a mecânica não muda muito.
A utilização dos sacrifícios de animais são apenas relacionados aos Orixás e Exús e pelos os seguintes motivos: oferendas, obrigações com os mesmos, evocação e invocação.

Em todas as situações existem a presença do emissor (Pai de Santo ou Mãe de Santo), objetos físicos (alguidar, velas e demais elementos inerentes aos Orixás ou Exús, os seus axés) e a presença ou não do consulente, filho(a) de santo ou de pessoas que formam a corrente vibratória e ajudam no ritual.

Quizilas dos Orixás (Kizila ou Èèwò)

Quizila é tudo aquilo que provoca uma reação contrária ao axé, dá-se o nome de kizila ou èèwò, ou seja, são as energias contrárias a energia positiva do orixá. Estas energias negativas podem estar em alimentos, cores, situações, animais e até mesmo na própria natureza.
Como algumas kizilas ou èèwò dos orixás, tem-se:
  • Exu – água e mel em excesso
  • Ogum – quiabo
  • Oxóssi – mel de abelha
  • Iansã – abóbora
  • Oxalá – dendê, vinho da palma
A quizila é uma forma de reação negativa que atinge as pessoas, quer seja fisicamente, causando algum mal estar ou gerando algum transtorno na vida pessoal. Acontece quando comemos ou fazemos algo que não devemos; todos os orixás tem suas quizilas e seus filhos devem respeitá-las.
A quizila, em alguns casos, é como se fosse uma alergia natural, a qual se manifestará imediatamente. No entanto, a mais perigosa é aquela reação alérgica que não é imediata.
Os iniciados sabem o que devem respeitar, embora existam casos de desconhecimento decorrente de uma iniciação mal feita. As proibições mais comuns são determinadas comidas, temperos, folhas, bebidas, cores, etc.
Todo iniciado (feito no santo) convive com as quizilas (èèwó), que são certas proibições determinadas pelo orixá, “dono da cabeça” do filho ou filha-de-santo.

Quizilas de Iansã
Abóbora (Na verdade o que Iansã tem pela abóbora não é bem quizila, a quizila é para os filhos desta, Iansã tem pela abóbora GRATIDÃO.
Conforme uma determinada lenda, normalmente contada nos candomblés, Iansã quase foi morta por um carneiro que a traiu chamando inimigos de Oyá para que a matassem, e para fugir destes, Iansã precisou se esconder no meio de uma plantação de abóboras por toda uma noite disfarçada como tal, e por gratidão de ter escapado da morte jurou nunca mais comer abóbora, carneiro, lagartixa)

MAIS QUIZILAS:

Tudo aquilo que o nosso anjo da guarda rejeita, por qualquer motivo peculiar, que por vezes desconhecemos. Existem as quizilas da própria Nação e as de cada Orixá. As principais delas são:

  •  Não passar atrás de corda de animal
  • Não deixar passar com fogo nas nossas  costas
  • Não pagar nem receber dinheiro em jejum
  •  Não passar embaixo de escadas
  •  Não comer abóbora
  • Não comer peixe de pele (só comer peixe de escamas)
  •  Não comer caranguejos
  •  Não comer siri
  •  Não comer muçum ou arraia (quizila de Oxum)
  •  Não comer cajá
  •  Não comer carambola (pertence à Egum)
  •  Não comer fruta-do-conde ou sapoti
  •  Evitar abacaxi (quizila de Omolu)
  •  Evitar comer carne de porco (quizila de Omulu)
  •  Evitar manga-espada (quizila de Ogum)
  •  Evitar manga-rosa (quizila de Iansã)
  •  Evitar tangerina (quizila de Oxóssi)
  •  Não comer caça (quizila de Oxóssi)
  • Não comer carne nas segundas e sexta-feira
  •  Usar roupa branca nas segundas e sextas-feiras
  •  Evitar carne de pato (quizila de Iemanjá)
  • Evitar carne de ganso (quizila de Oxumarê)
  • Não comer carne de pombo ou galinha D’angola 
  •  Não ter em casa penas de pavão (tiram a sorte)
  •  Não varrer casa à noite
  •  Evitar coco (quizila de Oxóssi)
  •  Evitar melancia (quizila de Oxum)
  •  Evitar fubá de milho (quizila de Oxóssi)
  •  Não pregar botão em roupa no corpo
  •  Não usar roupas pretas ou vermelhas
  •  Evitar cemitérios
  •  Não comer a comida queimada do fundo das panelas
  •  Evitar aipim ou mandioca (pertencente à Egum)
  •  Não comer bertália
  • Não comer taioba (quizila de Nanã)
  •  Não comer pepino
  •  Não comer das folhas do jambo
  •  Não comer jaca
  •  Evitar ovos (quizila de Oxum)
  •  Não comer as pontas: cabeças, pés e asas de aves
  •  Não jurar pelo santo, nem pedir mal aos outros
  •  Nunca se fala cuscuzeiro nem cuscuz, para não revoltar Obaluaiê e Omulu fala-se agerê e bolo branco. 
  • Filho de Oxóssi não come milho vermelho, nem milho verde.
  •  Evitar comer uva itália (quizila de Ogum)
  •  Evitar mostarda (quizila de Nanã)
  • Oxalá tem quizila a todas as comidas preparadas no azeite de dendê, portanto os filhos de Oxalá não podem comer delas.
  • Não comer amoras e evitar passar embaixo do pé de amora (pertence a Babá Egum).

Horóscopo Cigano

1 – SIGNO DO PUNHAL

Período: de 21 de março a 20 de abril
Signo Zodiacal: Áries
Signo Chinês: Dragão
Metal regente: Ferro
Perfume: Lavanda
Dia da Sorte: Terça-feira
Pedras: Jaspe Verde e Esmeralda
Cor:  Verde
SIMBOLISMO- O Punhal é a imagem da luta e vontade de vencer. Representa honra, vitória e êxitos. Os ciganos também usavam o punhal para abrir matas, sendo então, símbolo de superação e pioneirismo. A pessoa sob esta influência é uma pessoa irrequieta, firme e dona de si mesma. Ousada, tem uma personalidade forte e odeia ser subestimada. Quando isso ocorre, torna-se agressiva. Ama demais, é fiel e adora sexo. Não é econômica, mas sabe controlar o dinheiro. Se sai bem em esportes, artes marciais e cargos de chefia e liderança. São pessoas plenas de energia, vitalidade, determinação e coragem. Capazes de superar os mais difíceis
obstáculos. São espontâneas e dinâmicas.
CIGANO PROTETOR – Wladimir do Oriente

2 – SIGNO DA COROA

Período: de 21 de abril a 20 de maio
Signo Zodiacal: Touro
Signo Chinês: Serpente
Metal regente: Cobre
Perfume: Rosa
Dia da Sorte: Sexta-feira
Pedras: Safira Azul e/ou Esmeralda
Cores: Verde claro e Rosa.
SIMBOLISMO- Relaciona-se ao ouro e a nobreza. É símbolo de amor puro,força,poder e elegância, o que torna a pessoa desse elemento valorizada e importante. A pessoa sob esta influência luta pelo que quer, pois a estabilidade financeira lhe é fundamental. Nasceu para administrar e querer ser dona de seu próprio trabalho. É fiel no amor, sensível e não suporta que brinquem com seus sentimentos. Gosta das artes e tem grande criatividade artística. Possuem enorme capacidade de amar, é romântica e emotiva. É objetiva e firme nas suas intensões; gostam de conforto.
CIGANO PROTETOR – Ramiro

3 – SIGNO DAS CANDEIAS

Período: de 21 de maio a 20 de junho.
Signo Zodiacal: Gêmeos
Signo Chinês: Cavalo
Metal regente: Níquel
Perfume: Floral
Dia da Sorte: Quarta-feira
Pedras: Topázio e/ou Magnetita
Cores: Amarelo e Ocre.
SIMBOLISMO- Representa as luzes e a verdade, portanto a sabedoria e a clareza de idéias. As candeias eram usadas para iluminar os acampamentos. Também simbolizam a esperteza e a vivacidade. A pessoa sob esta influência é comunicativa e tem uma inteligência brilhante, fazendo muitos amigos. Adora estudar e pesquisar, principalmente, o que se relaciona a ela mesma. É romântica e nunca desiste de uma conquista, mesmo que não se envolva por completo. Quando quer algo, consegue. São comunicativas e inquietos. Criam boas coisas. São habilidosos e com rapidez de raciocínio. Não se prendem a nada.
CIGANO PROTETOR – Clarita.

4 – SIGNO DA RODA

Período: de 21 de junho a 21 de julho.
Signo Zodiacal: Câncer
Signo Chinês: Cabra
Metal regente: Prata
Perfume: Rosa
Dia da Sorte: Segunda-feira
Pedra: Esmeralda
Cores: Branco e Prateado.
SIMBOLISMO- Por representar o ir e vir e estar relacionada à Lua, pela sua forma arredondada, as pessoas regidas por esse signo tem urna forte ligação com as mulheres e gestantes em geral. A emoção é a palavra que traduz seu jeito. A Roda move sua vida na alegria e na tristeza. É dócil e tranquila, mas, quando se irrita, sai de baixo. É um pouco insegura e tem uma certa tendência à nostalgia. Ama com intensidade e sente muito ciúme. Pessoas extremamente emocionais e intuitivas. Eternos românticos. Tem grande capacidade de observação e boa vontade para ajudar os outros.
CIGANO PROTETOR – Esmeralda.

5 – SIGNO DA ESTRELA

Período: de 22 de julho a 22 de agosto.
Signo Zodiacal: Leão
Signo Chinês: Macaco
Metal regente: Ouro
Perfume: Sândalo
Dia da Sorte: Domingo
Pedra: Rubi
Cores: Amarelo, Laranja e Dourado.
SIMBOLISMO- A estrela cigana possui seis pontas, formando dois triângulos iguais, que indicam a igualdade entre o que está a cima e o que está a baixo. Representa sucesso e evolução interior. A pessoa que nasce sob esta influência é otimista e alto astral, nasceu para brilhar. Curte a vida intensamente e tem um talento especial para atrair as pessoas. Vive rodeada de amigos, mas tem mania de querer que tudo seja como você deseja. Conseguirá ótimas oportunidades nas artes cênicas. Possuem irresistível atração pelo poder. São pessoas determinadas, creem leais e sempre em boa sorte e quase sempre generosas e positivas.
CIGANO PROTETOR – Yordana dos Ventos.

6 – SIGNO DO SINO

Período: de 23 de agosto a 22 de setembro.
Signo Zodiacal: Virgem
Signo Chinês: Galo
Metal regente: Níquel
Perfume: Gardênia
Dia da Sorte: Quarta-feira
Pedras: Ágata e Turmalina
Cores: Azul marinho e Verde.
SIMBOLISMO- Exatidão e perfeição. Nos séculos passados, era usado como relógio, e os ciganos o associaram à pontualidade, à disciplina e à firmeza. A pessoa sob esta influência é bastante organizada, ambiciosa, que supera sempre suas próprias expectativas. Acha que a vida é para ser aproveitada nos mínimos detalhes, porém, com consciência e sem exageros. Muito inteligente, analisa e critica tudo o que está ao seu redor. Se sai bem trabalhando com administração. Pessoas altamente supersticiosas e místicas, apreciam a ordem e gostam de planejar suas atividades. São tímidas e desconfiadas.
CIGANO PROTETOR – Letícia del Ouro.

7 – SIGNO DA MOEDA

Período: de 23 de setembro a 22 de outubro.
Signo Zodiacal: Libra
Signo Chinês: Cão
Metal regente: Cobre
Perfume: Alfazema
Pedra: Diamante rosa
Dia da Sorte: Sexta-feira
Cores: Rosa e Azul.
SIMBOLISMO- A moeda é associada ao equilíbrio e à justiça e relacionada à riqueza material e espiritual, que é representada pela cara e coroa. Para os ciganos, cara é o ouro físico, e coroa, o espiritual. A pessoa sob esta influência é sensível, charmosa, vive de amores e sentimentos. Tem que estar apaixonada sempre. As atenções se voltam para você facilmente. Tem talentos artísticos e decorativos. Adora ajudar as pessoas e vive para isso. Razão pela qual está sempre cercada de amigos e companheiros. Pessoas de sensibilidade e e dedicação, força progresso. Corajoso, quase sempre bem sucedidas no amor.
CIGANO PROTETOR – Rugero Malvasquez.

8 – SIGNO DA ADAGA

Período: de 23 de outubro a 21 de novembro.
Signo Zodiacal: Escorpião
Signo Chinês: Javali
Metal regente: Ferro
Perfume: Almíscar
Pedras: Opala e Topázio
Dia de Sorte: Terça-feira
Cores: Púrpura e Marrom.
SIMBOLISMO- A adaga é entregue ao cigano quando ele sai da adolescência e ingressa na vida adulta. Por isso, é associada também à morte, ou seja, às mudanças necessárias que a vida nos oferece para crescermos. A pessoa sob esta influência tem um temperamento forte e enigmático, se torna irresistível e respeitada. Possui uma mente analítica, percebendo tudo o que está ao seu redor. Sempre procura se aprofundar no que está à sua volta, seja no amor ou no trabalho. Ama de maneira sensual e arrebatadora. Pessoas de coração bom. Possuem temperamento for- te, apaixonado e sedutor; crítico e observador. São muitos radicais.
CIGANO PROTETOR – Urdela.

9 – SIGNO DO MACHADO

Período: de 22 de novembro a 21 de dezembro.
Signo Zodiacal: Sagitário
Signo Chinês: Rato
Metal regente: Estanho
Perfume: Jasmim
Pedras: Safira e Turquesa
Dia de Sorte: Quinta-feira
Cores: Púrpura e Violeta.
SIMBOLISMO- O machado é o destruidor de bloqueios e barreiras. Ele simboliza a liberdade, pois rompe com todas os obstáculos que a natureza impõem. A pessoa sob esta influência tem a liberdade como a palavra que mais gosta de falar e curtir. Aventureira, jamais permanece parada em um só lugar. É como o vento, que tudo toca, em tudo está, mas em nada fica. Otimista, até as dores para você são sinais de alegria. Apaixona-se e se desapaixona facilmente. Se dá bem com trabalhos sem rotinas em que possa aprender sempre. Pessoas de personalidade forte, possuem auto disciplina. Trabalhadoras e dedicadas. Conseguem superar os obstáculos.
CIGANO PROTETOR – Zoraya de Louvraria.

10 – SIGNO DA FERRADURA

Período: de 22 de dezembro a 20 de janeiro.
Signo Zodiacal: Capricórnio
Signo Chinês: Boi
Metal regente: Chumbo
Perfume: Cítrico
Pedras: Ônix e Quartzo
Dia de Sorte: Sábado
Cores: Preto, Cinza e Verde-escuro.
SIMBOLISMO- A ferradura representa o esforço e o trabalho. Os ciganos têm a ferradura como um poderoso talismã, que atrai a boa sorte, a fortuna e afasta o azar. A pessoa sob esta influência tem seu bom senso, às vezes se torna séria demais. Tem, então, que se soltar um pouco mais. Raramente, confia em alguém. Busca amores estáveis e concretos. Pretende casar e ter filhos. É completamente familiar, ama os poucos amigos e se dedica à profissão. Pessoas fortes, lutadoras, benevolentes, comunicativas e otimistas.
CIGANO PROTETOR – Rochele da Bréscia.

11 – SIGNO DA TAÇA

Período: de 21 de janeiro a 19 de fevereiro.
Signo Zodiacal: Aquário
Signo Chinês: Tigre
Metal regente: Alumínio
Perfume: Canela
Pedra: Água marinha
Dia de Sorte: Sábado
Cores: Laranja e Marrom claro.
SIMBOLISMO- União e receptividade, pois qualquer líquido cabe nela e adquire sua forma. Tanto que, no casamento cigano, os noivos tomam vinho em uma única taça, que representa valor e comunhão. A pessoa sob esta influência sente uma grande preocupação com os assuntos à sua volta. Inteligente, humana, inquieta, tem vários amigos sinceros. Original, está sempre inovando. Vive atrás da felicidade. No amor, aprecia a sinceridade e a fidelidade. Pessoas que gostam da verdade; idealistas e cordiais. De temperamento variável, pensam num amanhã melhor.
CIGANO PROTETOR – Cigana da Praia Yajuri.

12 – SIGNO DA CAPELA

Período: de 20 de fevereiro a 20 de março corresponde ao signo de Peixes.
Signo Zodiacal: Peixes
Signo Chinês: Coelho
Metal regente: Platina
Perfume: Glicínia
Pedra: Ametista
Dia de Sorte: Quinta-feira
Cores: Violeta e Azul.
SIMBOLISMO- Representa o grande Deus. É sinal de religiosidade e fé. É o local em que todos entram em contato com seu Deus interno e desperta a força e o amor. A pessoa sob esta influência é emotiva, sensível, leal, justa, espiritualizada e sonhadora, é o próprio amor encamado. Tem muita força espiritual e dons para a clarividência. Ama cegamente e, às vezes, se desilude. É romântica e carinhosa. Quanto ao trabalho, gosta de tudo o que se relaciona a ajudar ao próximo. Pessoas ligadas ao misticismo; sensíveis e sentimentais. Confiam na vida e em mudanças positivas.
CIGANO PROTETOR – Tiziano Vesquilaz e Zandra Vesquilaz.

O Poder das Velas

As velas sempre foram utilizadas para dar luz e claridade, não apenas em lugares, mas principalmente com finalidades mágicas ou espirituais. A luz de uma vela carrega em si todas as forças do Universo, tanto que sempre cumpre a missão de agregar luz e força a qualquer situação. A chama da vela é a conexão direta com o mundo espiritual superior, sendo que a parafina atua como a parte física da vela ou símbolo da vontade, e o pavio a direção.
A vela que se acende para a meditação e a magia é uma valiosa ferramenta para quem trabalha com energias superiores. A luz da vela é hipnótica, ajuda a concentrar a atenção na chama e a fundir nossa vontade com a força do fogo. 
As velas perfumadas servem como uma força extra a qualquer encantamento, daí a importância de escolher muito bem, não só as cores, mas também o aroma que envolve qualquer momento mágico.
Nas velas tudo é mágico, tanto que só com o simples ato de acender uma vela já nos sentimos dentro de um ambiente místico, romântico e espiritual. Entretanto é bom lembrar que forças poderosas estão presentes atraídas pela luz das velas, razão pela qual é desaconselhável acender velas para os mortos dentro de casa, pois estaremos chamando seu espírito para a luz que está dentro de nossa casa. Existem cuidados básicos a tomar antes de acender velas que invoquem forças espirituais poderosas como os anjos, por exemplo. Uma casa espiritualmente desordenada, com pessoas que praticam ações perversas ou consomem drogas necessita uma limpeza energética antes de qualquer ritual mágico. Uma casa que sofreu luto ou onde aconteceu algum tipo de agressão física abrigou um morador com doença terminal também necessita de uma boa limpeza energética.
Nada impede que acenda velas decorativas ou apenas para distender-se, mas tratando-se de magia com velas ou pedidos a entidades ou espíritos superiores é aconselhável “despoluir” a comunicação antes para obter uma sintonia de qualidade.

O significado das velas

As cores vibram em diferentes frequências energéticas, e têm significados simbólicos que podem mudar de acordo com a religião, a cultura, o país e as crenças pessoais. Listamos aqui alguns dos significados associados às cores:

A vela azul deve ser acesa quando se deseja adquirir calma, serenidade, sabedoria, desenvolver e trabalhar poderes paranormais, sensitividade, intuição e ter expansão nos projetos.

A vela amarela deve ser acesa quando há necessidade de cura energética, clarear a mente, abrir o intelecto, firmar os pensamentos, desenvolver a espiritualidade e ocorrer mudanças rápidas das situações.

A vela branca representa a pureza e sinceridade. É utilizada para obtermos paz de espírito, harmonia, equilíbrio em nossas casas. Acende-se quando se deseja paz, limpeza, cura, reconciliação, harmonia e iluminação

.

A vela laranja deve ser acesa para ter força mental, aumentar a confiança, a criatividade, o entusiasmo, o poder de atração e obter sucesso nos empreendimentos.

A vela violeta ou lilás deve ser acesa quando há necessidade de transmutar as energias, transformar negatividade, ter inspirações, aumentar a intuição, c combater o stress e acalmar-se.


A vela rosa representa a beleza, o amor, a moralidade. Deve ser usada em assuntos amorosos para fortificar relacionamentos afetivos. Boa cor para realizar os desejos do campo emocional e afetivo.

A vela verde simboliza a calma, a tranqüilidade e o equilíbrio. Deve ser acesa quando se desejar a cura física e espiritual, fertilidade, estabilidade e abundância.

A vela vermelha deve ser acesa quando se precisa de coragem, ânimo, determinação, força, ação, dinamismo, vigor, proteção, conquistar e liderar assuntos relacionados à matéria, trabalho e dinheiro, para que se tenha triunfo e evolução rápida dos acontecimentos.

Mensagens das Velas

Ao acender uma vela, é possível identificar algumas mensagens:
  • Vela que não acende prontamente – Indica que o anjo pode estar tendo dificuldades para ancorar. O astral ao seu redor pode estar “poluído ou carregado”.
  • Vela queimando com chama azulada – O anjo demonstra que, devido às circunstancias, seu pedido terá algumas mudanças. Está lhe pedindo paciência, pois a realização de seu desejo já está à caminho.
  • Vela queimando com chama amarelada – A sua felicidade está próxima.
  • Vela queimando com chama vermelha – O seu pedido está sendo realizado.
  • Vela queimando com chama brilhante – Você está tendo êxito no seu pedido.
  • Chama que levanta e abaixa – Você está pensando em várias coisas ao mesmo tempo. Sua mente pode estar um pouco tumultuada. Alerta para firmar o seu pedido.
  • Chama que solta fagulhas no ar – O anjo colocará alguém no seu caminho para comunicar o que você deseja. Poderá ter algum tipo de desapontamento antes do seu pedido ser realizado. Antes do seu pedido se realizar, você sofrerá algum pequeno aborrecimento.
  • Chama que parece uma espiral – Seus pedidos serão alcançados, o anjo já está levando sua mensagem. Mas, cuidado, não faça comentários de seus desejos, pois tem gente por perto querendo atrapalhar os seus pedidos.
  • Pavio que se divide em dois – Seu pedido foi feito de forma duvidosa, tente novamente.
  • Ponta de pavio brilhante – Sorte e sucesso no seu pedido.
  • Vela que chora muito – O anjo sente dificuldades em realizar o seu pedido. Pois, você está muito emotiva, e sem forças.
  • Sobra um pouco de pavio e a cera fica em volta – O anjo pede mais oração.
  • Se a vela apaga, depois de acesa (sem vento por perto) – O anjo ajudará na parte mais difícil do pedido, o resto cabe à você resolver. Acenda mais duas velas, para reforçar o pedido.
  • Chama enfraquecida – É preciso reforçar o seu pedido.
  • Chama que permanece baixa – De tempo ao tempo, pois esta não é a hora certa para receber o que tanto deseja. Indica que você não está bem, e há necessidade de elevar rapidamente o seu astral.
  • Chama que vacila – Indica que o pedido se realizará, mas antes ocorrerá alguma transformação necessária.
  • Quando se acende mais de uma vela e uma das chamas está mais brilhante do que as outras – Indica boa sorte.
  • Quando se acende mais de uma vela e, todas as chamas estão altas e brilhantes – Erga as mãos para o céu e agradeça pela benção que está recebendo em seu pedido.Quando a vela queima por inteiro: seu pedido foi plenamente aceito.
  • Quando a vela forma uma ESPÉCIE de escada ao lado – indica que seu pedido está se concretizando.
  • Quando a vela termina de queimar e sobra cera esparramada no prato, sem queimar – É sinal que você precisa acender novamente o que sobrou, pois existe energias negativas atrapalhando. Quando terminar de queimar, então acenda outra e agradeça ao seu Anjo.

As velas segundo sua forma

Velas quadradas – Mobilizam energias e propostas de teor material. Quando buscamos cimentar algo prático e objetivo. Agrega solidez e força.
Velas cilíndricas: São elementos de força que promovem a elevação, geram a sensação de superação. Usadas para crescimento e orientação. Ideais para superar limites e purificação espiritual.
Velas redondas – Ativam e facilitam as mudanças. Acender uma vela redonda serve para dar uma injeção de vigor a uma situação que se encontra adormecida. Uma carga de energia.
Velas triangulares ou hexagonais – Quando apresentam ângulos muito marcados geram uma energia de luta e combate. Pode-se usar para vencer uma concorrência ou para superar o outro em uma disputa comercial ou judicial.
Velas espiraladas – Quando se busca maior objetividade em assunto em que a fantasia está mesclada com a realidade. As que apresentam a forma de caracol são usadas para claridade mental e sabedoria interior.
Velas de mel – Sugerem doçura e harmonia. Indicadas para cumprir desejos de sintonia de casal e para criar bons laços de trabalho.
Velas com símbolos orientais – Quase todos eles são indicados para a prosperidade, sabedoria, saúde, paz e amor. Enquanto se queima vão ativando distintos símbolos ou setores de nossa vida.
Velas animal-print – As que são estampadas com texturas de animais selvagens são indicadas para sexualidade e potenciam a libido.
Velas frutais – São ótimas para indicar a melhor solução ante problemas de trabalho ou de resolução profissional.
Velas Flutuantes – Somente se utilizam para propósitos sentimentais. Devem ser acesas entre as 12hs e 18hs, durante o dia, enquanto rege o elemento sol para receber toda a força e energia. Se desejar fazer um jantar à luz de velas pela noite, basta colocar o recipiente com a água em pleno sol por cerca de duas horas.
Velas perfumadas – Os aromas permitem que a cor some-se à força que imprime cada essência. Os aromas atuam sobre nosso sistema nervoso, inclusive estimulam as distintas funções do organismo a nível sensorial e extra-sensorial.
Velas em gel – Não são as mais indicadas para pedidos, porém servem para tudo que seja a busca do equilíbrio energético ou em trabalhos com a aura humana, desde que se saiba onde deve buscar o equilíbrio.

As Velas segundo sua cor

Velas amarelas – Se usam para atrair dinheiro ou propósitos materiais. Estão relacionadas com atividade, criatividade e comunicação. Feitiços que envolvem confidência, atração, charme, persuasão, aprendizagem ou para quebrar bloqueios mentais. Dia da semana: domingo.

Velas verdes – Feitiços que envolvem fertilidade, sucesso, sorte, prosperidade, dinheiro, rejuvenescimento, ambição, saúde, finanças, cura, crescimento e abundância. Também são muito eficazes para eliminar os efeitos de inveja ou outras energias nocivas que tenha sido alvo. Em geral para desejos de cura e sorte. Sexta-feira.

Velas vermelhas – Servem para potencializar a paixão e o poder sexual. Usa-se para a energia, fertilidade, vitalidade, força, coragem, poder e para atingir metas. Incrementam o magnetismo dos rituais, atraem a energia de Marte. Adequada para desejos que exijam urgência. Nunca usar esta cor para problemas de saúde. Terça-feira.

Velas rosadas – Adequadas para tudo que se refere ao amor e os sentimentos. Promovem o romance, a amizade, novos amores, ternura e harmonia. Pode-se usar qualquer dia.

Velas azuis: Usa-se em rituais para obter sabedoria, devoção inspiração, harmonia, luz interior, calma e tranqüilidade no lar. Também nos estados em que se requer de profunda meditação ou em rituais que demandam a energia de Júpiter ou Saturno. Quinta-feira e sábado.

Velas brancas – Utilizam-se para purificar ou limpar ambientes. A cor branca é a união de todas as cores; confere lucidez espiritual, é símbolo de pureza, devoção, clarividência, saúde, busca da verdade, sinceridade e meditação. Segunda-feira.

Velas violetas: Ideal para aumentar seu poder e força espiritual. Usam-se na quarta-feira.

Velas alaranjadas – Estão relacionadas com a criatividade, a atração, motivação, energia mental, claridade de pensamento, harmonia, expansão, felicidade e adaptabilidade. Usam-se na quarta-feira.

Velas negras – Abre os profundos níveis do inconsciente, usa-se em rituais para induzir a um estado de meditação profunda, para afastar as energias negativas, a discórdia, confusão e perdas. Atrai a energia de Saturno. Usam-se aos sábados.

Velas Flocadas – Quando são de sete ou oito cores servem para harmonizar todos os chacras, atuando como um limpador e energizante de todos os centros de energia.

Velas Combinadas: São velas que foram realizadas para um determinado propósito e já possuem uma força extra.

Prateada ou Cinza Claro – Remove a negatividade encoraja a estabilidade, ajuda a desenvolver as habilidades psíquicas. Atrai a Energia da Grande Mãe, Vitória, Meditação, Poderes Divinos Femininos.

Os 9 Oruns

Òrun Afééfé – Espaço da aragem; local de correção e onde os espíritos permanecem até serem reencarnados.

Òrun Ìsálú – Também denominado Asálú, onde são realizados os julgamentos dos espíritos.

Òrun Àpáàdí – O local dos erros impossíveis de reparar.

Òrun Rere – Lugar para aqueles que foram bons em vida.

Òrun Burúkú – O espaço destinado às pessoas más.

Òrun Àlàáfíà – O local de paz e tranquilidade.

Òrun Bàbá Eni – O òrun do pai das pessoas.

Òrun Àkasò – Espaço destinado à passagem dos espíritos do òrun ao àiyé, no momento de sua reencarnação.

Òrun Oké Ora – Local do òrun, de onde partiu Odùdúwà para o àiyé. Ora é também o nome de um lugar perto de Ilé Ifé onde Odùdúwá e seus amigos teriam vivido por várias gerações antes de invadir as terras Yoruba.

ESPAÇOS ESPIRITUAIS POR ONDE CIRCULA NOSSA ALMA

AQUI SE ENCONTRA O MISTÉRIO, POR ONDE A ALMA DE TODOS SERES HUMANOS CIRCULAM, PARA ALCANÇAR A PERFEIÇÃO:

1- ORI IPAKO (PARTE OCCIPITAL) DA CABEÇA, IGUAL A TRASEIRA.

2- ORI IWA (PONTO DE CONVERGÊNCIA DOS PALIENTAIS DIREITO E ESQUERDO, DE ONDE SE ADOXAM OS IYAWOS) E ONDE CONVIVEM 3 ENERGIAS: ELEDÁ, ORI E ODU

3- ORI OTUN – PARTE DIREITA DA CABEÇA, ONDE ESTA LOCALIZADA A MASCULINIDADE  DO SER HUMANO, AQUI TAMBÉM  ENCONTRAM – SE  O ODU: POSITIVO OU NEGATIVO

4- ORI OSI – PARTE ESQUERDA DA CABEÇA ,ONDE SE ENCONTRA A FORÇA FEMININA DO SER HUMANO

5- 5 ESPAÇOS DE ORUN

Ifaatogun relado no livro de Juana Elbein, destacou os 9 òrun e os separou da seguinte forma: 4 em cima que seria a paz de Orun, a parte destinada a Obatalá Alaabalase, a indicação do seu poder ao Cetro, em quatro em baixo, indicação destina por Odùduà.

O 5 espaço é destinado a gente que ainda não soube saber indicar o local que fica, até mesmo porque é só detalhar as semelhas dos 9 òrun com o Arco Íris de Bessem. São nove espaços, 9 significados diferentes, 9 estilos de cores, 9 nove maneira de “manipulações” no àiyé.

No Bara (corpo) temos 4 odus que representam a dinâmica do Bara, fazendo um total de 9 espaços de orun e de 9 odu em nosso corpo, sendo 5 na cabeça (ori) e 4 no corpo.

1 – Odu que comanda nossa mão, apao tun e apao osi, que conduz nossa personalidade e nossa forma de atuar positiva ou negativa em nossa vida

2 – Odu que comanda os órgãos vitais de nosso corpo, mantendo 1 boa saúde ou enfraquecendo a mesma.

3 – Odu que comanda nossas pernas, que possa nos levar aos bons ou maus caminhos.

4 – E o último odu muito importante em nossa vidas, o odu que rege o sexo, sendo esse positivo ou negativo ou neutro, pois o sexo tem como principio perpetuar a raça humana, e o outro como sexualidade e afeição a um parceiro. Devido isso, todos babalorixás e ialorixás, deveriam conhecer seus odus, dessa maneira poderia manter seu equilíbrio espiritual, emocional, econômico, e material, sabendo como através dos igbos de odus, equilibrar os 9 odus do corpo, para quando tiverem negativo passarem a positivos. 

Zangbeto

Zangbeto é um Culto do povo Badagry, sendo altamente respeitado pelos membros da sua comunidade – Os “Guardiões da Noite ( Policiais Vodoo no Benin)”, são espíritos que gostam de dançar e falar sob folhas de palmeira (ráfia). 

Desaparecem e reaparecem à sua vontade e giram trazendo boa sorte. Conta à legenda, que Zangbetos inicialmente eram os guardas noturnos na cidade de Hogbonou, Benin. Sua roupa exterior é feita das folhas da palma arranjadas em camadas, e coberta por fora com uma espécie de chapéu. E eram eles os responsáveis pela segurança noturna das vilas e aldeias, mantendo afastados os ladrões e malfeitores. Nesse sentido, podemos notar alguma semelhança com o termo Olopá ( que além de Senhor da Roupa, também significa Policial). 

Hoje os Grupos locais de Zangbeto realizam competições, no sentido de ver os melhores pés de dança e magia durante todo Benin e Togo.

Sua aparição publica é acompanhada de alguns instrumentos musicais, dentre eles há uma espécie de sino duplo denominado “Gankeke”, os Zangbeto utilizam também o Gangbo. Quanto ao ritmo produzido, denomina-se Gangbo, possuindo este nome, devido ao instrumento “gangbo” do qual lhe emprestaram o nome.

Hoje o Zangbeto ainda aparece em ocasiões especiais ou quando existe uma situação de urgência na comunidade. No ritual público de dança, percebe-se uma frenética rotação, em seguida, sentam-se na terra e ficam quietos, quando então os membros do grupo, batem neles com as suas varas rituais, e são entoadas orins pela comunidade Zangbeto. 



O culto de Zangbeto encontra-se, presentemente, espalhado por todo o Sul do Benim. Zan significa noite. Zangbeto é, de fato, um espírito noturno. No meio da escuridão, o mascarado sai do seu convento, semeando terror à sua volta. Vai a casa dos ladrões, dos adúlteros, dos caloteiros, impondo-lhes que ponham cobro às suas safadezas. As suas formas parecem ter sido estudadas para meterem medo: Zangbeto é uma grande máscara coberta de palha colorida da cabeça aos pés, dando saltos acrobáticos e emitindo sons guturais.

A sua origem é mítica. Diz-se que três irmãos andavam em guerra entre si; os dois mais velhos opunham-se ao mais jovem; este, na noite antes da derradeira batalha, teve um sonho: uma figura sobrenatural aconselhou-o a cobrir-se de palha e, com os seus homens, correr de encontro aos inimigos, fazendo-lhes acreditar que eram fantasmas. O embuste funcionou, os irmãos fugiram e o jovem ficou senhor do reino. A máscara de Zangbeto é um tributo a essa vitória e, como tal, se tornou objeto de veneração.

As apresentações públicas dos Zangbeto têm por finalidade a purificação do povo, o afugentamento dos males para longe e o pedido de proteção. Prova disso são os prodígios que ele efetua durante as danças, como, por exemplo: homens esmigalham garrafas de cerveja e engolem os pedacinhos juntamente com o líquido sem ter qualquer corte; outros lambem uma barra de fero em brasa sem se queimarem e há mesmo quem espete plantas espinhosas no peito sem derramar uma gota de sangue.

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