OS FILHOS DE OBÁ

As mulheres de Obá são valorosas e incompreendidas, cujo sofrimento acabam sendo parte de suas vidas. Essas pessoas têm a impressão que tudo para elas é mais difícil, exigindo grande capacidade de luta e resistência e acabam se entregando ao trabalho duro com afinco. 
 
 
Os filhos de Obá não têm muito jeito para se comunicar com as pessoas, chegam a ser duros e flexíveis, tem dificuldade para serem gentis, estabelecer um canal de comunicação efetiva com os outros. Às vezes são brutas e rudes afastando as pessoas de si. Isso deve ao fato dos filhos de Obá na maioria das vezes sofrerem de um certo complexo de inferioridade achando que as pessoas se aproximam e querem lhe tirar alguma coisa e de fato esse tipo de situação pode ocorrer normalmente com os filhos de Obá. Sua sinceridade chega a ferir, expressam suas opiniões, fazem críticas e acabam magoando as pessoas, pois não se preocupam em ser agradáveis, mas essa agressividade é puramente um instinto de defesa.
 
 
As filhas de Obá, não são atraentes, são desajeitadas e não tem elegância no trajar. Tem corpo estreito e pouco busto; o rosto é anguloso. Parecem mais velhas do que realmente são. São valorosas e incompreendidas. Decididas, agressivas e atuantes, tem sucesso nos negócios e nos ganhos, indo até as últimas conseqüências para alcançar seus objetivos. Gostam de acumular bens. São voltadas para o feminismo ativo e tem posições bem definidas. Dotadas de ciúmes mórbidos, são implacáveis quando traídas por amigos. São grandes sacerdotisas, comerciantes, militares, militantes sociais e donas de casa.
 
 
Os filhos de Obá trazem um fundamento de grande força, de tenacidade, de vontade de lutar pelas coisas e batalhar pelo que desejam. São pessoas com força de vontade extremas, podendo até ser violentas para alcançar os seus objetivos. São mulheres de sentimentos muito intensos, são pessoas bastante apaixonadas e que apegam muito facilmente aos seus casos, aos seus relacionamentos e tem também uma carência muito grande.
 
 
Os filhos de Obá são bons companheiros, amigos e fiéis. São ciumentos, possessivos no amor, por isso não tem muita sorte. Quando apaixonados nunca são os senhores da relação, cedem tudo, abdicam de suas convicções, vontades e direitos. Infelizmente nessa vida, filhos de Obá sofrem por esses caminhos. Caminhos infelizes no amor. Investem todas as suas cartas em suas carreiras e dentre as mulheres que se destacam profissionalmente numa sociedade machista podem se encontrar muitas filhas e filhos de Obá. Muitas vezes despertam as invejas de seus inimigos e podem sofrer algumas emboscadas, por isso devem vencer a tendência que possuem para a ingenuidade sobre a força, sobre a cultura de Obá é que existe o Candomblé.

OS FILHOS DE OSSAIM

Os filhos de Ossaim são tidos como pessoas introvertidas, misteriosas e discretas. Não gostam muito de opinar em assuntos que não lhe digam respeito. Além do mais, falam muito pouco sobre sua vida particular e do passado. Dão muito valor à sua liberdade e são pessoas pacientes. Também são apegados aos animais. O equilíbrio das emoções é outra característica marcante, ou seja: são do tipo voltado ao racional, e isso lhes confere um certo afastamento das questões sociais e da vida familiar.
 
Os filhos de Ossaim são sempre muito independentes, desde muito cedo, são bastante racionais e equilibrados, não gostam de badalações e preferem o isolamento. Gostam da terra, da mata, da vida e são muito dedicados à religião.
Os filhos de Ossaim não toleram enganações. O lado positivo é que são pessoas reservadas, estudiosas, sinceras, obedientes, são introspectivos e ao mesmo tempo alegres, cientistas de mão cheia, capazes de desvendar qualquer mistério. São corajosos, são pessoas que se entregam às pesquisas, a arte de curar, e desenvolvem poderes para benzeduras, chás, banhos e encantamentos, por conta de sua facilidade em aprender o domínio sobre as ervas. Como amantes são de veneta, às vezes são impossíveis, insaciáveis e às vezes se entregam por longo tempo à abstinência sexual. São profissionais altamente competentes e responsáveis por seu trabalho seja ele qual for. Não suportam brigas, mas quando irados são péssimos adversários.
 
 
Os filhos de Ossaim são dados ao estudo humano, sua tendência é sempre conhecer muito bem aqueles que os cercam. O lado negativo dos filhos de Ossaim: são feiticeiros, são verdadeiros bruxos dados à criação de poções mágicas para fazer sumir, fazer aparecer, pós-mágicos para toda espécie de coisas. São extremistas, capazes de acabar com a própria vida se for preciso. São traiçoeiros, são enganadores, articuladores, misteriosos, capazes de qualquer maldade.
Contudo sua presença é sempre muito desejada, pois possuem muito axé. Porém deve se lidar com os filhos de Ossaim com muito cuidado, pois eles têm uma leve impressão de estar sempre vigiando, passa às vezes uma forte carga negativa através do olhar. As pessoas com certeza têm a maior facilidade de absorver a negatividade e acabam caindo como mosca no mel, pois a força negativa dos filhos de Ossaim está concentrada no olhar. São vingativos, às vezes até mesmo covardes, pois trazem o inimigo para o seu habitat natural com a imposição para destruí-lo.

OS FILHOS DE IANSÃ

Os filhos de Iansã são pessoas que chamam a atenção por sua postura física alongada e imponente. Alegres, fortes e muito carismáticos, atraem as pessoas como abelhas ao mel. Para eles, não ser o centro das atenções é o fim. Sentem grande necessidade de serem paparicados, elogiados e conseguem isso com facilidade, principalmente porque são pessoas agradáveis de conviver. Às vezes, são temperamentais e por qualquer coisa brigam e explodem. Como não temem perder suas amizades, falam o que desejam, sem pensar nas conseqüências. Seus amigos mais íntimos aprendem a conviver com seu gênio e se divertem, afinal, por insistir em muitas coisas é que consegue benefícios para si e para os outros.
Seu espírito aventureiro faz com que quem se apaixone por um regido de Iansã, viva constantemente com medo de perde-la. 
 
 
Apesar de não se entregar à traição quando está apaixonada, não resiste em fazer jogos de sedução com terceiros, o que faz com que a pessoa amada se sinta desvalorizada. Para conviver com um regido por Iansã, é preciso ter nervos fortes e saber ser dura (o), pois eles não gostam de pessoas meladas que se mostrem dependentes de seu amor. Precisam sentir que podem perder essa pessoa, por isso é importante fingir que não liga para qualquer tipo de joguinhos de sedução. Demoram a formar família e, quando o fazem, não deixam que o casamento tire sua liberdade. O problema é que, diante das crises, fazem verdadeiras tempestades e podem passar dias sem falar com quem ama, até sua intensa raiva passar.Não são muito dados ao diálogo.
 
 
Sua grande força e energia podem ser percebidas no trabalho. Fazem tudo com muita dedicação e sempre com o objetivo de alcançar um cargo melhor, de preferência de comando. Seu atrevimento faz com que os chefes fiquem sempre atentos ao que fazem e, como não são bobos, acabam mostrando seus talentos nas horas que ninguém espera. Seu jeito impulsivo também faz com que perca boas oportunidades, mas como não tem medo do amanhã, acabam fazendo o universo trabalhar a seu favor.
 
 
Como seus sentimentos são sempre intensos, parecem uns vulcões a explodir, podem sofrer com graves alergias e problemas no aparelho respiratório; isso porque, emocionalmente, não conseguem lidar bem com o mundo. É como se tivessem sempre à frente de seu tempo. Devem procurar relaxar, fazendo mais viagens sempre junto à natureza e buscar expandir o lado espiritual e lembrar sempre de que não conseguem comandar o mundo.
 
 
Os filhos de Iansã são pessoas agitadas, ciumentas, irrequietas, autoritárias, são dóceis e intempestivas a um só tempo. São audaciosos, alegres, líderes, vaidosos, sendo ainda irritáveis e vingativos; perseguem seus desejos, são impacientes e ficam logo com raiva, são diretos no que querem, e não escondem sentimentos de ninguém. Seduzem com muita facilidade através de sua sensualidade e charme, costumar ser inconstantes no amor, porém quando se apaixonam, vão até o final. 
 
 
São pessoas de atitudes repentinas, sejam de ira, felicidade e de vontade de celebrar a vida sem qualquer motivo aparente. Abrem-se totalmente em seus relacionamentos, mas exigem lealdade. As mudanças súbitas de temperamento podem estar relacionadas ao surgimento de qualquer obstáculo ou alguma coisa que impeça a realização de seus desejos imediatos.
 
 
Uma grande ofensa é a agressão de qualquer espécie aos seus filhos. O agressor terá um adversário até a morte. São pessoas propensas a dar grandes guinadas em suas próprias vidas, a qualquer momento, sem se importar com ninguém. Não gostam de se prender a ninguém, pois são livres como o vento, a mais pura representação de seu Orixá. Os filhos de Iansã devem vigiar os rins e a vesícula biliar, pois podem vir a sofrer com problemas nestes órgãos.

OS FILHOS DE OGUM

Os filhos de Ogum têm forte tendência as lideranças, lutam bravamente até a vitória. Às vezes são egoístas e encrenqueiros, gostam de comprar brigas de amigos.

 

Com temperamento quente, irritam-se facilmente. São pessoas inteligentes, alegres e gostam de compartilhar as alegrias. Assim como o seu Orixá são mulherengos, festeiros e entrosados. Quando põem uma coisa na cabeça. Ninguém tira. Gastam aqui o que ganham ali. Geralmente são de estaturas médias para alto, fortes e de musculatura definida.
 
 
Os filhos de Ogum têm um comportamento às vezes briguento, mas com um grande senso de honra. A ligação desse Orixá com os caminhos fazem com que seus filhos gostem de viajar muito e não consigam se fixar num mesmo lugar por muito tempo. São persistentes quanto a seus objetivos e uma vez que tenham um em vista, dificilmente algo ou alguém conseguirá faze-los desistir de seguir o caminho escolhido. A natural expansividade também o leva a ser um líder nato. O tipo físico atribuído aos filhos de Ogum é o atlético, musculoso, com muita energia, por isso se interessam por praticar esportes no qual gastam energia. São do tipo que dão valor à liberdade sem fixar-se aos valores comuns da sociedade (valores materiais).
 
 
As pessoas de Ogum pelas próprias características desse Orixá são sempre valentes, impetuosos, destemidos, corajosos, objetivos, sentem um gosto por mudanças de lugares, por conquistas e assuntos ligados ao domínio de ferramentas e tecnologia.
 
 
São grandes negociantes, amante fiel e bem dedicado à família, são também verdadeiros guardiões de seu próprio patrimônio, geralmente são pessoas bonitas, talentosas e inteligentes.
Os filhos e protegidos de Ogum recebem dele esse gosto pela liberdade e a coragem para enfrentar as maiores batalhas da vida.
 
 
Quando o assunto é o coração, os filhos de Ogum mostram-se pessoas bastante egoístas. Se estiverem apaixonadas, fazem de tudo para conquistar quem deseja sem se preocupar se está magoando alguém ou não. Adoram tomar a iniciativa na hora da conquista e sabem como usar o charme para atrair quem deseja. Como não desistem facilmente, é difícil alguém escapar de sua rede.Após ganhar o coração da pessoa amada, faz de tudo para que ela seja feliz ao seu lado. Entrega-se por inteiro e ama quase que cegamente. Sua fidelidade é grande e só é capaz de trair se sentir que a pessoa amada não está sendo sincera com seus sentimentos. Possessivas, não escondem seu ciúme e são capazes de armar grandes barracos quando seu sangue ferve.
 
 
Costumam se sair muito bem em profissões que envolvam raciocínio rápido (como as militares) ou então energia física (como os esportes).Também se destacam na área de administração, comércio e engenharia.
Sua ambição é grande, e para chegar onde deseja, traça planos bem objetivos. Como não gostam de ficar parados, costumam de vez em quando arrumar mais um emprego e isso é também uma maneira de melhorar sua conta bancária, já que gosta de gastar.
 
Por serem bastante esquentados, perdem a cabeça e jogam tudo para o alto num gesto impulsivo. Isso faz com que mude de emprego com facilidade. Com o tempo amadurece e aprende a controlar essa energia intempestiva. Assim facilmente alcança cargos importantes, já que impressionam pela capacidade de resolver os problemas mais complexos.
Por serem ansiosos e tensos, os regidos por Ogum, tem como pontos fracos a cabeça, o fígado e o estômago. Doenças como enxaquecas e gastrite são sinais de que precisam controlar o estresse. Uma maneira saudável é fazer caminhadas sozinhos ou esportes coletivos. Dormir bem também é importante para ficar cada vez melhor, pois uma boa noite de sono é capaz de transformar seu humor.

OS FILHOS DE OMULU

 Os filhos de Omulu são insatisfeitos, nada está completamente bom para eles. Enxergam primeiro sempre o lado ruim. São de uma teimosia sem limites. Com a resposta sempre na ponta da língua, não levam desaforo para casa. São muito discretos, sem grandes ambições e muitos dados ao trabalho. Às vezes são pessoas doces. Têm forte tendência a doenças de pele, rosto e pernas. Gostam de tudo certo, no lugar, de ordem e, principalmente, de maneira planejada.
 
 
São pessoas de estatura pequena ou média e de pouca beleza exterior. Os filhos de Omulu são tensos, sábios e tristes. Costumam ser consultados para decisões importantes e, não raro, vivem solitários. Ocupam importantes cargos públicos e burocráticos, mas sentem que o bom humor não é seu forte.
 
 
Os filhos de Omulu têm o dom de curar, revelando-se grandes médicos e dedicando a vida à caridade, mas devem ter o cuidado especial com a saúde, visto que são propensos a sofrer com doenças de pele e problemas nas pernas e colunas. São sempre inclinados a socorrerem os fracos e os doentes. Gostam de lugares noturnos e de viver isoladamente. De um modo geral são de caráter doentio. São vias de regra da casa, de sonhos enfadonhos, são sinceros e não recuam nas decisões que tomam. Geralmente de algum defeito físico, tem algum sinal aparente.
 
 
Os filhos de Omulu são pessoas sérias, muito misteriosas e um tanto discretas. Costumam ter poucos amigos, porém conhecem muita gente pelos relacionamentos profissionais que estabelece ao longo de suas vidas. Muitos consideram que os filhos de Omulu aparentam ter mais idade do que verdadeiramente possui, isso porque, além de serem pessoas bastante caseiras, são tímidas e introspectivas. Vivem em seu mundo. Tudo o que traz algo de oculto e místico atrai os filhos de Omulu. Gostam de estudar coisas misteriosas, meditação, banhos de cheiro, enfim, tudo o que mexa com as forças do universo, faz parte de sua vida. São admirados pelo seu grande poder de decisão. Diante de um problema não se deixam abalar. Analisam tudo muito bem e mesmo quando todos dizem que não vai dar, eles encontram a solução.
 
 
Os regidos por Omulu levam suas vidas amorosas com discrição. Não gostam de pular de galho em galho. Geralmente namoram pouco tempo e se casam. Não acreditam em alma gêmea, e sim em companheirismo e cumplicidade. Para eles, ter uma pessoa disposta a viver tudo ao seu lado com respeito e tolerância vale mais do que viver uma louca paixão. Isso não quer dizer que não sejam românticos, mas preferem se dedicar carinhosamente para a pessoa escolhida a fantasiar alguém e uma relação que talvez nunca vá se concretizar. Não gastam seus tempos preocupados com traição ou ciúme. Confia em quem ama e ponto final. Se por algum motivo forem traídos, darão uma chance para explicações, mas dificilmente perdoarão o fato. Por mais felizes que estejam com seu relacionamento, existem momentos em que sentem profunda tristeza e precisam ficar sós. Isso passa a impressão à pessoa amada de que não está feliz ao seu lado, porém essa crise vem porque se envolvem com os problemas do mundo e não podendo ajudar acabam sofrendo.
 
 
É no trabalho que se realizam por completo. Gostam de estar fazendo algo, de planejar novos caminhos, de criar novas soluções, por isso devem trabalhar na área de administração, engenharia, economia e política, fazem os filhos de Omulu se destacar. São ambiciosos e tudo o que fazem é pensando no dinheiro que poderá ganhar, no conforto que desejam ter. Não costumam confiar muito em colegas de trabalho, por isso mantém uma relação fria e distante com eles. Quando tem posição de comando, essa situação se intensifica e os filhos de Omulu podem trabalhar quase isolados. Apesar disso, quando trabalham em equipe, surpreendem pela facilidade com que passam seus conhecimentos e pelo verdadeiro desejo de ajudar. 
 
 
 
Não são egoístas e confiam demais em seu talento.
Os filhos de Omulu, apesar de parecerem pessoas distantes, seguras de si e uns tanto insensíveis, guardam uma tempestade de sentimentos que, muitas vezes, não conseguem colocar para fora. Reprimem-se tanto que podem acabar sofrendo por depressão. Precisam buscar meios de liberar essa tensão e esportes como artes marciais são umas boas. Fazer teatro também pode ajudar, pois fará com que trabalhem todos os tipos de sentimentos. Os sentimentos fortes de amor e solidariedade podem se transformar em energia de cura através de suas mãos. Não devem ter medo de soltar seus sentimentos num trabalho assim e verão sua luz brilhar.

OS FILHOS DE NANÃ

Os filhos de Nanã são pessoas cheias de dignidade e nobreza de coração. Chegam a incomodar muita gente que não entende como alguém pode ser tão gentil até com quem procura lhe fazer o mal. São assim porque são espiritualmente elevadas, apesar de serem um pouco autoritárias. Acreditam que, às vezes, apenas tendo pulso forte e forme é que podem fazer com que os problemas se resolvam sem maiores danos. A seriedade com que vêem a vida faz com que sejam introvertidas e demorem a fazer amizades. Porém na intimidade se mostram pessoas alegres e muito divertidas. Viver ao lado dessas pessoas é privilégio.  
 
As pessoas regidas por Nanã têm uma vida amorosa cheia de romantismo. São consideradas amantes inesquecíveis por saberem ser afetuosas e dedicadas mesmo quando o romance passa por uma crise. Sabem o que deve ser dito da melhor forma possível, o que facilita harmonizar qualquer relacionamento. Não desconfiam da pessoa amada e fazem questão que ela também guarde a mesma confiança em seus atos. Sua sinceridade, às vezes, é cortante, mais jamais tem a intenção de humilhar quem ama. São pessoas que buscam relações duradouras e possuem grande talento para comandar uma família, pois tem um senso de responsabilidade invejável. Quando a relação sai dos trilhos por qualquer motivo, procuram sempre o caminho mais justo para resolver as pendências e nunca deixam de olhar seu lado e de admitir onde é que pode estar errando.
 
 
No trabalho, como buscam sempre ter estabilidade na vida, não gostam de se arriscar em empregos onde possam ganhar muito dinheiro em pouco tempo, pois sabe que estará sempre arriscando seus talentos em situações onde as falsidades podem falar mais alto. Tudo o que faz é com grande paciência e mesmo que lhe digam que o barco está afundando não se desespera. Coloca suas idéias no lugar e traça a melhor estratégia para organizar tudo e deixar as coisas no eixo. Tem grande talento para medicina e psicologia, mas como se dá bem com as crianças pode se destacar como professor (a). Fazer fortuna não é seu sonho, mas gostam de luxo e conforto, precisam de uma profissão que lhes garanta bons rendimentos. Trabalham muito bem em equipe, mas sentem-se melhor trabalhando sozinhos.
 
 
Na saúde costumam sofrer de grande cansaço nos pés e de problemas estomacais. Precisa descansar mais o corpo e a mente para não se prejudicar no dia a dia. Apesar de serem calmos, possuem as mentes sempre ocupadas e vivem cercados por preocupações suas e dos outros. Fazer exercícios de relaxamento é indispensável para conquistar o tão desejado equilíbrio. Melhorar a alimentação com comidas mais leves, principalmente à noite, é fundamental. O autoritarismo, às vezes, cria situações que podem mexer com seu equilíbrio sem necessidade. A paciência ainda é o melhor caminho para as pessoas de Nanã crescerem em dignidade e nobreza, além de que a paciência é uma das grandes virtudes nos filhos de Nanã que realizam tudo devagar e a seu tempo, característica de quem tem consciência da eternidade.
 
 
Os filhos de Nanã são carinhosos até demais e gostam de saber de tudo da vida dos que os cercam, mesmo que estes não queiram contar. Não são muitos bem humorados, além de serem chegados a um dramalhão. Agem como se muito mais velhos fossem. O perdão é seu forte e costumam ser procurados para conselhos mais sérios. Gostam muito de crianças, de educa-las, assim como são grandes avós. Tem fortes tendências a desenvolver precocemente doenças típicas de idosos.
 
 
Normalmente são de estatura baixa e vivem por muito tempo. Os filhos de Nanã são pessoas extremamente calmas, são lentas nos cumprimentos de suas tarefas, julgando haver tempo para tudo, como se o dia fosse durar uma eternidade, e chegam a irritar. Agem com benevolência, dignidade e gentileza.
As pessoas de Nanã parecem ter a eternidade a sua frente para acabar os seus afazeres. São pessoas que no modo de agir até fisicamente aparentam mais idade. Podem apresentar precocemente problemas de idade como tendência a viver no passado, viver de recordações, apresentar infecções reumáticas e problemas nas articulações em geral. 
 
 
As pessoas de Nanã podem ser teimosas e ranzinzas, daquelas que guardam por longo tempo um rancor ou adiam uma decisão, porém agem com segurança e majestade. Suas reações bem equilibradas são a pertinência de suas decisões, as mantém sempre no caminho da sabedoria e da justiça. Embora se atribua a Nanã um caráter implacável, seus filhos têm grande capacidade de perdoar principalmente as pessoas que amam.

OS FILHOS DE OBALUAIÊ

Os protegidos de Obaluaiê são pessoas perfeccionistas que buscam dar o melhor de si em tudo o que fazem. Quando apostam suas fichas num projeto não desistem de vê-lo realizado, leve o tempo que for preciso. Aliás, paciência é o que não falta a essas pessoas. Sua aparência de fragilidade e seu olhar triste escondem uma pessoa de grande inteligência e capacidade para alcançar grande sucesso. São muito preocupados com tudo o que acontece no mundo, o que faz com que caiam numa profunda tristeza, sem muitas explicações para os outros.
Ter os amigos ao seu lado é de extrema importância, pois é com eles que consegue se realizar como pessoa produtiva e importante. Introspectivos, pensativos, são seus filhos. Reservados, observadores, pesquisadores, modestos, simples, porém muito misteriosos. 
 
 
Normalmente são pessoas que falam pouco e que tem muito poucos amigos, porém amigos sinceros e verdadeiros e amigos para sempre. São lentos, calmos, estudiosos, mas com certeza uma forte parte envolvendo a feitiçaria, a alquimia, são pessoas literalmente eremitas. A solidão para eles é fundamental para o seu crescimento e importante, porque da solidão é que eles tiram a solução para os problemas difíceis daqueles que o cercam. Com certeza, talvez a qualidade mais introvertida deste Orixá é o silêncio. Seus filhos são alegres e gozadores, brincalhões, amigos sinceros e apesar de inconstantes, são amantes fervorosos e entusiasmados.
Muitas vezes são até atirados quando não conseguem agradar, quando não conseguem atingir seus objetivos, porém esse comportamento envolve muito os filhos jovens que são iniciados para esse Orixá deixando o lado sombrio para a vaidade maior, mesmo com o tempo de feitura, mesmo com o tempo de iniciação, eles acabam se ajustando ao próprio comportamento, ao próprio arquétipo desses filhos.
 
 
Com certeza não existe ninguém totalmente bom, nem ninguém totalmente mau, porém o lado negativo dos filhos de Obaluaiê é que são pessoas medrosas, inseguras, indecisas, nervosas e agressivas. Os filhos de Obaluaiê têm fortes tendências ao suicídio, devido acreditarem que a vida é sempre contra eles. São fatalistas, dramáticos, exagerados nos dramas. Secam as pessoas somente com o olhar. Com certeza são pessoas com defeitos que se destacam, mas são irresponsáveis, aparentam desleixo, esquecimento, mas são, com certeza atentos e sempre prontos para cumprir suas promessas.

São pessoas que abrem mão da sua própria vida em prol dos outros. São pessoas capazes de muitas vezes provocar verdadeiras guerras envolvendo várias e várias pessoas para defender muitas vezes somente uma e o negativo dos filhos deste Orixá é cair na antipatia das pessoas, pois não medem sacrifícios, não medem esforços, não medem recursos para atingir seu objetivo de vingança, mas na síntese são pessoas boas e seu elemento básico é a proteção, é a saúde.

Os filhos de Obaluaiê são pessoas que não se sentem satisfeitas se a vida corre tranqüila. Podem atingir situação financeira boa e um belo dia joga tudo para o alto, por conta de sua mania de perseguição. Em certos casos, são capazes de proporcionar o bem estar dos outros, esquecendo os seus próprios interesses e necessidades. São pessoas masoquistas, pessimistas, com tendências a autodestruição e solitárias. Costumam se manter à parte do seu círculo de amizades. Isso quer dizer que são pessoas que vêem em si mesmas uma série de defeitos e sofrimentos – que normalmente são exagerados – e mostram esses defeitos e sofrimentos em suas atitudes.

Apesar de serem pessoas doces e sinceras, quando estão amando, não costumam demonstrar seus sentimentos, tem grandes dificuldades em se entregarem. Parecem manter sempre um pé atrás com a pessoa amada, como se ela pudesse lhe trair a qualquer momento. Procuram dar provas de sua dedicação e fidelidade no dia a dia, com coisas práticas. Não são chegados a datas românticas, nem a declarações de amor, não que sejam frios, mas preservam seus momentos íntimos e só se entregam quando suas intuições lhe dão a certeza de que encontrou uma pessoa que lhe ama de verdade.

Como sempre dá provas de fidelidade e confiança, não gostam de ter de cobrar a pessoa amada. Caso essa venha lhe trair a confiança, não tomam nenhuma atitude precipitada. Primeiro esperam que ela venha lhe contar e só depois pensam em perdoar, caso contrário, terminam tudo e guardam grande ressentimento, que pode demorar a ir embora. Sofrer por um grande amor pode fazer com que isolem seu coração de um novo relacionamento por anos, o que é péssimo.

No setor trabalho, os filhos de Obaluaiê não são apenas pessoas de inteligência privilegiada como também são muito ambiciosas. Mas não se dão bem em profissões que busque apenas ganhar dinheiro. Realizam-se quando podem ajudar os outros como médico dentista ou veterinário, por exemplo. Profissões que exijam concentração, análise como pesquisas cientificas ou ligadas a terapias naturais fazem com que alcancem o sucesso. São sempre muito preocupados com o dia de amanhã, procuram economizar quase tudo o que ganham. Apesar de fazerem questão de viver com conforto, não abrem mão de garantir uma poupança para um socorro imediato.
Os filhos de Obaluaiê costumam ter a saúde prejudicada por doenças psicossomáticas, ou seja, de fundo emocional. Quanto mais sofre pelos outros mais se entristecem com o mundo, mais criam doenças para si mesmos. Precisam lutar também para não caírem em depressão. Devem buscar fazer meditação, aumentar a fé, estar ao lado de crianças e pessoas alegres. Se estiverem com o espírito fortalecido, dificilmente cairão doentes.

Os filhos de Obaluaiê guardam um forte mistério no coração, como se pudesse prever o que vai acontecer às pessoas. Procuram então ajudá-las o máximo possível, mas lembrando-se de que as pessoas só passam por aquilo que lhes é necessário para crescer.

Os filhos de Obaluaiê são pessoas extremamente pessimistas e teimosas e adoram exibir seus sofrimentos. São deprimidos e depressivos, são capazes de desanimar o mais otimista dos seres; acham que nada pode dar certo, que nada está bom. Às vezes são doces, mas geralmente possuem manias de velho, são rabugentos, gostam de dar ordem e são do tipo que não levam desaforo para casa e se sentirem ofendidos respondem no mesmo ato.
Não importa a quem pense que só eles sofrem, mas ninguém os compreende, são perversos e adoram irritar as outras pessoas. São lentos, exigentes, reclamões, reclamam muito, são deprimidos, amargos e vingativos, é difícil relacionar-se com eles. Parece que eles são pessoas que possuem muitos defeitos e poucas qualidades, mas eles têm várias qualidades que podem compensar qualquer defeito, pois são extremamente prestativos e trabalhadores.
A pedra ideal para andar sempre junto é a turmalina negra.

 

OS FILHOS DE IEMANJÁ

Os regidos por Iemanjá são pessoas emotivas, que dão grande valor à família e aos amigos. Muito gentis, tratam todas as pessoas sempre com a mesma educação e carinho. Não possuem aparência de fortes, mas são dominadores e possuem uma garra enorme. Também são protetores e ninguém se equivale a eles quando o assunto é ajudar um amigo ou dar abrigo a alguém indefeso. 
 
Lutam pelas coisas justas e não ficam em ambientes onde sentem que as aparências falam mais alto do que a essência das pessoas. Seu maior pecado é a vaidade, em nome da beleza são capazes de tudo. Precisam se sentir belos e especiais do momento em que acordam, ao momento em que vão dormir.
Quando o assunto é amor, são pessoas uns tanto instáveis. Seu humor muda de acordo com as marés e, da mesma maneira que um dia chora de saudade, faz escândalo por amor, no outro pode levantar e não tocar no nome da pessoa amada, como se ela nunca tivesse existido.
 
Gosta de dominar a relação, o que acaba por sufocar quem ama. Geralmente, seus relacionamentos são marcados por discussões, momentos de tensão e, ao mesmo tempo, muito carinho e companheirismo. O que pode se transformar numa dor de cabeça para você é sua necessidade de receber atenção e carinho. Quando a pessoa amada é meio distante ou não se liga muito ao romantismo, você se torna mais pegajoso (a) e passa a exigir de seu amor até aquilo que ele nunca poderá dar. Se por qualquer motivo, for traído, torna-se uma pessoa cheia de raiva e vingativa. Enquanto não ver o outro comendo o pão que o diabo amassou, não se sente feliz.
 
Trabalhar com um regido de Iemanjá é bom porque é uma pessoa amorosa e ambiciosa. Batalha pelo que deseja e respeita muito a opinião do outro. Aliás, possui um respeito tão grande pela chefia e seus superiores que chega a ser  reconhecido por isso. Costuma se dar bem em empregos onde possa lidar com crianças ou idosos, porque é muito paciente e doce. Também faz sucesso em empregos onde possa colocar a criatividade para funcionar como arquiteto, cantor, artista plástico, publicidade. Quando o importante do trabalho é que ele seja feito por equipe, você sempre bem lembrado, afinal poucos são os que conseguem reunir as pessoas em torno de um ideal comum. Pau para toda obra, não nega ajuda, chegando algumas vezes a assumir a responsabilidade dos outros.
 
Costumam ter boa saúde, mesmo porque não se deixam abater por gripes ou doenças comuns que pegamos em algumas estações. Deveria se exercitar mais, até porque tem facilidade em engordar, mas são preguiçosos demais, só fazem exercício quando um médico manda ou quando alguns amigos os incentivam a acompanha-los. Como guardam tensão, e de vez em quando explodem com grande raiva, precisam ter mais carinho com seu fígado, buscando praticar meditação e ler mais livros que aumentem a espiritualidade. 
 
Os filhos de Iemanjá são pessoas muito voluntariosas e que tomam os problemas dos outros como se fossem seus. São pessoas fortes, vigorosas e decididas. Gostam de viver em ambientes confortáveis e com certo luxo e requinte.
Os filhos de Iemanjá põem a prova suas amizades que tratam com carinho maternal, mas são incapazes de guardar mágoa, por isso não são merecedores de traição. Eles costumam exagerar em seu afeto, exagerar em seu amparo, em sua proteção e fazem uso às vezes de chantagens emocionais e afetivas. São pessoas que dão grande importância aos filhos, mantém com eles os conceitos de respeito e hierarquia sempre muito claro em seus traços pessoais.
 
Sempre nas grandes famílias há um filho de Iemanjá pronto a se envolver com os problemas de todos porque gostam. Gostam tanto disso que podem se revelar um excelente psicólogo e responsável familiar.
Filhas, muitas vezes, abrem mão de sua vida pessoal, sentimental, sexual, amorosa, para cuidar de uma velha mãe doente, para cuidar dos sobrinhos e encaminha-los, por muitas vezes se satisfazem somente com estas tarefas que fazem dos filhos de Iemanjá, pessoas ricas. Ricas de sentimento, ricas de caridade, ricas de fé.
 
Fisicamente, os filhos de Iemanjá tendem a obesidade ou com certeza  a uma certa desarmonia do corpo. As mulheres, por exemplo, acabam ficando com os seios avantajados e as nádegas contidas e preferem cabelos compridos.
São extrovertidas e sempre sabem de tudo mesmo que não saibam, não se deixam perder no caminho da incerteza.
 
Entre as filhas de Iemanjá, todas são queridas numa casa de axé, mas normalmente se destacam muito pela parte culinária, pelo carinho com a alimentação dos filhos, pelo cuidado. Normalmente são pessoas que recebem cargos nas casas as quais são iniciadas.
 
Cargos como de Iarrunçó ou Mãe Criadeira, cargos que vai lidar diretamente com aconselhamentos que depende da sabedoria sentimental de quem os criam, por isso as filhas de Iemanjá são muito respeitadas e muito queridas nas casas de axé.
 
Os filhos de Iemanjá, de predominância feminina, costumam ser protetores ao extremo. São mulheres bonitas, tendem à obesidade e costumam portar seios volumosos, fortes, cheias de sensualidade, pouca região glútea, longas madeixas e julgam-se os mais sábios.
 
São o arquétipo da mãe que dirige o lar com eficiência. São pessoas generosas e dadas a amizades, sem realizar planos futuros. Com muita meticulosidade, porém se prendem às necessidades do dia a dia. Gostam de dar ordens e são obstinadas, decididas, ansiosas, não conseguem guardar segredos, são voluntariosos e tomam pra si os problemas alheios. São prestativos, gostam de participar de tudo.
Curtem o luxo e a riqueza, gostam do conforto e de uma vida calma, até mesmo o jeito de falar e agir, são calmos, porém, acaso a segurança de sua prole esteja ameaçada, podem se tornar feras, principalmente mulheres muito serenas. São possessivas e gostam de influenciar a vida dos que estão por perto (entes queridos). Gostam de estar em bando, dissertando sobre tudo e sobre todos. São francos, alegres, desconfianças sempre no coração, tem equilíbrio emocional, são sábios, competentes.
 
Gostam do trabalho e se dedicam inteiramente as famílias.
Os filhos de Iemanjá costumam apresentar problemas no ventre, aparelho urinário, genital e deficiência circulatórios.

OS FILHOS DE EWÁ

São pessoas de beleza exótica, diferenciam-se das demais justamente por isso, possuem tendências a duplicidade, em algumas ocasiões, pode ser bastante simpática em outras são extremamente arrogantes. Às vezes aparentam ser bem mais velhas outras vezes   parecem meninas, moças ingênuas e puras. Apegas à riqueza, gostam de ostentar roupas bonitas e vistosas, sempre acompanham a moda. Adoram elogios e galanteios. São pessoas altamente influenciáveis que agem conforme o ambiente e as pessoas que a cercam, assim podem ser contidas, podem ser damas de alta sociedade quando o ambiente requisitar, podem ser mulheres populares, falantes e alegres em lugares menos sofisticados.
 
São pessoas vivas e atentas, mas sua atenção está canalizada para determinadas pessoas ou ocasiões, os que as levam com certeza a se desligar do resto das coisas. Isso aponta certa distração e dificuldade de concentração, especialmente em atividades escolares.
As filhas de Ewá são notadas pela beleza do rosto, nota-se logo pelos traços singelos, bem lapidados, bem trabalhados, normalmente tem o corpo esbelto e o andar silencioso. Os olhos costumam ser pequenos, lembrando um olhar de cobra, ou um olhar de pássaro. O nariz costuma ser pequenino e cheio de graça. As mãos pequeninas. Se forem brancas terão na sua pele a aparência de veludo, se forem morenas terão um brilho próprio. Por mais que tentem não conseguem deixar os cabelos crescerem.
As filhas de Ewá são preguiçosas e faladeiras, tendem muitas vezes a serem chamadas de arrogantes. Seu jeito pode não agradar muito as pessoas. A maioria delas são namoradeiras, se apaixonando muito fácil, são fofoqueiras, malcriadas, se julgam tão auto-suficientes que não pedem ajuda a ninguém, preferem antes ajudar. Gostam de estudar, e detestam receber ordens. Em alguns momentos preferem se isolar, ficando sós com seus próprios pensamentos. São muitos determinados, são calmos, mas quando necessário torna-se briguentas. Não conte segredos a elas, pois não conseguem guardar nem os seus.
 
As filhas de Ewá são agitadas e são pessoas com saúdes debilitadas, com tendência a problemas respiratórios e intestinais. Por outro lado, são leais, carinhosos e alegres.
 
Profissionalmente se dão muito bem nos setores de Assistência social, professores, enfermeiras, médicas (principalmente pediatria), donas de casa, freiras, rezadeiras, curandeiras, feiticeiras, psicólogas, cabeleireiras, maquiadoras, jornalistas e escritoras.

 

Personalidade dos fihos do ORIXÁ EXÚ

OS FILHOS DE EXÚ (ORIXÁ)

A  personalidade dos filhos de Exu são contraditórios: o sim pode ser o não, é sensual, amante apreciado e com grande atração sexual. Adoram os prazeres da vida, são desordeiros e amorais, fazem tudo dependendo de seus interesses. São mentirosos, manhosos, astuciosos, mal pagadores, comem e bebem muito, entretanto os filhos de Exu são pessoas cheias de vitalidade, dinâmicas, gostam de brincadeiras e de falar mentiras, isso faz com que as pessoas tomem um caminho errado, são alegres, serviçais, prestativos e afáveis quando lhe convém. Causam tumulto nos ambientes em que se encontram, sejam festas, reuniões, etc. tomam atitudes insolentes e são mal-educados. 
 
Gostam de resolver problemas quando sabem que serão bem recompensados embora pareçam desligados e despreocupados. Estão sempre atentos, fiscalizam tudo e se intrometem aonde não deve. São provocadores e uns tremendo leva e traz. No entanto, não recusam ajuda aos amigos nem a quem lhes pede, e resolvem tanto os problemas financeiros quanto os amorosos.

Segundo os estudiosos, a marca da personalidade dos filhos de Exú é essa oscilação entre o bem e o mal. São capazes de serem bons conselheiros, principalmente se houver uma recompensa para suas ações. Alguns estudos revelam  que os filhos de Exu são do tipo que carregam fardos (pesos), como se nessa vida sofressem pelos erros cometidos em vidas passadas. Os filhos de Exú entram e saem ilesos de qualquer confusão, a tempo de se divertir, observando as conseqüências.

OXUMARÊ

Oxumarê  é o Arco Íris, sinal de bons tempos, de bonança. É o Orixá da riqueza, do dinheiro, chamando carinhosamente de “ o banqueiro dos Orixás”. É a cobra sagrada Dan. Orixá da prosperidade, da fartura, do lucro.

O homem, que vive atrás do dinheiro, que trabalha para ganhar seu sustento, não pode imaginas, às vezes, que tem esta força da Natureza diariamente ao seu lado. Oxumarê  esta presente praticamente em todos os momentos de nossa vida, pois tudo gira em torno do dinheiro.
 
Oxumarê está presente nas negociações, no pagamento de contas, no recebimento de um prêmio, na compra, nos negócios envolvendo gastos, lucros e despesas. Está presente nos bancos, nas financeiras, enfim, nos lugares onde se manuseia dinheiro.
 
Oxumarê é o perde/ganha do homem. É a felicidade de receber uma quantia e a tristeza de perder outra. É o elemento das grandes negociações, da aposta. Seu encanto está no tilintar das moedas.
 
É também o Orixá das prosperidades, da fartura, da abundância. É por isso que aqueles regidos por Oxumarê sempre estão bem e vida. Para eles o dinheiro não e problema. Gastam e ganham demais e estão sempre com os bolsos cheios.
 
Oxumarê é aquele que sabe fazer negócios. Quando se vai fechar um contrato, fazer uma compra, uma proposta, vender algo invocamos Oxumarê para nos orientar, pois ele é o Orixá que sabe negociar. É ele que sabe pechinchar, tratar, comprar e vender.
 
Oxumarê também é a beleza das cores. É o arco-íris, que vai colorir o céu, anunciando coisas boas. É o fenômeno  que vai gerar o colorido do céus. É a beleza da cor, a hipnose da cobra, a felicidade do lucro.
 

Mitologia

Irmão gêmeo de Ewá e tendo com irmãos mais velhos Ossaim e Obaluaê  – todos filhos de Nana – Oxumarê sempre foi frágil, franzino, mas dotado de grande inteligência  e capacidade.
Um dia, viu-se frente à frente com Olokun pai de Iemanjá, que perguntou-lhe como poderia achar pedras brilhantes, preciosas.
Oxumarê pensou, pensou e respondeu ao Senhor do oceano:
– Meu rei, se quer as pedras preciosas, é preciso que faça um investimento e me dê seis mil búzios (moeda corrente na África antiga).
Respondeu Olokun
– Eu lhe dou!
E Oxumarê  apontou  para a própria casa de Olokun, o mar, explicando-lhe que nas partes rasas poderia encontrar o que procura. As pedras, nos pontos mais rasos do mar, brilhavam com a luz do sol.
Olokun ficou tão feliz que, além do pagamento dos seis mil búzios, ainda deu a Oxumarê a capacidade de transformar-se em serpente e poder, com a ponta do rabo, tocar a terra e com a cabeça tocar o céu.
Com tal poder, Oxumarê transformou-se em serpente, esticou-se até a terá de Olorun, no céu e com os seus mil búzios falou ao Criador:
– Pai, cheguei até o Senhor. Tive que esticar-me demais, para pedir-lhe ajuda, para fazer de mim aquele que tem capacidade de dobrar tudo o que tem.
E Olorun dobrou o número de búzios – de seis para doze mil.
Daí para frente, Oxumarê passou a ser consultado sobre os grandes negócios  dos Orixás. Principalmente Xangô, que fez dele seu consultor, seus grande conselheiro, aumentando sua riqueza de deus do trovão, ao mesmo tempo em que a  do próprio Oxumarê.
E este poder de se transformar em serpente e ir até o céu, originou uma saudação em forma de Orikí, muito bonito, que diz:
– Oxumarê ego bejirin fonná diwó.
“O Arco-íris  que se desloca com a chuva e guarda o fogo no punho.”

 Dados

Dia: terça-feira;

Data: 24 de Agosto;

Metal: ouro e prata mesclado;

Cor: amarelo mesclado com verde ou amarelo pintado com preto;

Partes do corpo: espinha dorsal, sistema nervoso e sistema neurovegetativo.

Comida: ovos cozidos com azeite de dendê, farinha de milho e camarão seco;

Símbolos: duas serpentes de ferro

Arquétipo: desconfiados e traídos, observadores, pessoas que desejam ser ricas, pacientes e perseverantes nos seus empreendimentos e que não medem  sacrifícios para atingir seus objetivos. Com sucesso tornam-se facilmente orgulhosos e pomposos, gostam de demonstrar sua grandeza recente, mas estendem a mão em socorro quando alguém precisa.

Jagum

Jagun Orixá Agbará Esé Egi Iroko

Segundo as lendas e itans, conta-se que Jagun, era Guerreiro dos Exércitos de Obatalá e que foi enviado às Terras de Omolú para lutar pela paz em nome de Oxalá. Por isso, ele é cultuado em algumas nações como “Qualidade de Omolú”, por ter passado vários anos em terras de Omolú.  Trata-se de um Orixá Funfun, pois o culto a Jagun nasceu no Ekiti Efon, por esse motivo Jagun é cultuado no Axé Efon como um Orixá separado de Omolú. Antes dele ter ido para as terras de Omolú já existia seu culto no Ekiti, onde era sua terra natal. Assim também conta seus itans que Jagun teve passagem não só nas terras de Omolú, mas também nas terras de Ifé (Terra de Ogun) e Elegibô (Terra de Osayan). Pela ordem do meridilogun, Jagun responde no Odú Ejionilê (oitavo Odu) Odú regido por Oxaguiã, Odú no qual também respondem outros Guerreiros Brancos como Ogunjá e Oxaguiã Ajagunãn. Pela ordem de chegada dos odus, o culto a Jagun nasceu no Odu Okaran.
 
Os filhos de Jagun, tem aparência jovem, são autoritários, arrogantes, guerreiros, justiceiros, briguentos e agitados, fortes na adversidade, costumam fazer tudo à sua maneira, ouvem conselhos dos outros, mas costumam seguir sua própria vontade…São pessoas trabalhadoras, gostam de tudo rápido, exigem asseio, limpeza; são pessoas impulsivas; pessoas de espírito livre; enjoam de tudo facilmente; são dados a paixões violentas e passageiras, são curiosos, adoram viajar. Possuem grande proteção espiritual, boas amizades e, quase sempre, caminhos abertos. Possuem comportamento delicado, são honestas, dedicadas e atenciosas. Vivem com grandes esperanças, estão sempre apaixonadas, são sonhadoras, sofrem e se desdobram para ajudar e defender os amigos. Quando são repudiados ou sofrem algum tipo de traição podem se tornar extremamente vingativas e amargas. Apesar de serem guerreiras e obstinadas, as pessoas de Jagun, às vezes se isolam preferindo ambientes calmos e tranquilos. A personalidade dos filhos de Jagun é um misto de características de Ogun, Omolú e Oxaguiã.
 
Jagun, é uma palavra Yorubá, e significa: Guerreiro, Soldado.
 
Jagun é um Orixá ambicioso, luta para conquistar posição alta sem ver de que maneira…Apesar de ser Orixá Funfun (branco), é considerado e cultuado como Santo de Guerra, “santo quente”, carrega uma lança prateada na mão e um facão ao adaga e muitas das vezes dependendo do caminho de Jagun ele usa até um ofá nas mãos,pois conta se um itan que Oxalá o nomeia como o guerreiro de todas as armas veste-se somente de branco. Usa contas brancas rajadas de preto e dependendo da qualidade, intercalada com contas brancas, gosta também de contas feitas de búzios e marfin. Jágun é Orixá jovem, quase chega ser um menino adolescente de Obatalá .. Ligado a Obatalá (Rei no pano branco ), tem caminhos com Ogunjá, Oxaguiã – Ajagunãn, e Ayrá. Tem caminhos também com Yemanjá e quase todas as Yabás, pois elas acalmam sua fúria. Quem traz Jagun ao barracão é Oxaguiã. Ele é considerado o “protetor” e “guardião” de Oxalufã. Carrega consigo o Odú Ejionilê. Por ser considerado Orixá Funfun (branco) não leva azeite de dendê, e sim azeite doce , banha de ori, adin e as vezes mel e de preferencia a banha de Ori, suas comidas são todas brancas, aceita pipocas feitas na areia, bolas de inhame cozido, bolas de arroz, acaçá, obi funfun (claro), come também do Ebô (canjica) de Oxalá, assim como seus bichos também devem ser todos brancos, por ser ligado ao rei do pano branco (Obatalá ).
 
Jagun dança com outros Orixás, acompanha na dança; Ogun e principalmente Oxaguiã e Oxalufã. A dança de Jagun é extremamente guerreira, começa com movimentos lentos, dança empunhando sua lança e adaga, seu momento de “êxtase” é quando salta e se sacode todo empunhando a lança de um lado para outro, tamanha é sua fúria guerreira nessa hora. Segundo as lendas, a lança prateada de Jagun, durante as batalhas e guerras, além de ser usada para proteção contra os males e feitiçarias e abrir os caminhos, deixava seus inimigos cegos após serem feridos por ela. Jagun, assim como Ogun, é um grande caçador, e por sinal foi ele quem ensinou seu irmão Oxóssi a caçar. Ele não deixa também de ser um guerreiro, assim é Jagun, um grande guerreiro mas também um grande caçador. E algumas de suas cantigas relatam isso.
Conta o itan de Ogi-Ogbé/Okaran que existiam três irmãos: Já, Jágun e Ajagunãn. 
 
Eram três Guerreiros que pertenciam aos exércitos de Obatalá, lutavam e venciam todas as guerras e batalhas em nome de Oxalá e eram os Guardiões deste Orixá. Eram chamados de Guerreiros Brancos, por se vestirem somente com trajes brancos em homenagem a Obatalá. Eram considerados invencíveis, por sua bravura e coragem, nunca perderam uma batalha sequer. Sempre muito unidos, nunca se separavam. Mas um belo dia, os três irmãos guerreiros, foram guerrear contra a cidade de Oxum. Oxun com a grande sabedoria dos poderes de Iyami, foi avisada que seu reino seria atacado. Oxun ficou desesperada e foi até Ifá para saber o que faria. Orumila mandou ela fazer um ebó,  sacrificar oito Igbis à Oxalá e com o casco fizesse um pó e soprasse nas terras de Osogbo. Assim Oxun fez, quando os guerreiros chegaram para invadirem as terras, eles ficaram tontos e se perderam um do outro. Aí que Jagun foi para as terras de Omolú, Já para as terras de Ifé Ogun, e Ajagunã para as terras de Oxagyan. Mas mesmo assim, os três irmãos sempre estão juntos, respondem um pelo outro, eles continuam a ser Guerreiros Brancos, ou seja, são considerados Orixás Funfun, e sempre ligados a Obatalá, seus caminhos se cruzam…os três irmãos Guerreiros continuam nas batalhas, sempre guerreando pela Páz. 
 
Deram essa característica guerreira aos seus filhos. É por isso que o culto a Jagun foi assimilado ao de Omolú, sendo que depois disso conta o Itan que ele viveu alguns anos nas terras de Omolú e que lá encontrou uma linda mulher que também não era das terras, mas estava lá por outros motivos, e se apaixonou por ela, tiveram filhos e se amam até hoje, e essa linda mulher era Yewá . Lá, ele se juntou com o Orixá Osayn e passou a ser um grande curandeiro, e em tempos de guerra ele cuidava dos guerreiros feridos com as porções e ervas mágicas que Ossaim o ensinou. Jagun teve uma trajetória muito grande e bonita nas terras de Omolú, mas depois de anos retornou as terras do Ekiti-Efon, onde Oxun era rainha e Osagyan grande guerreiro e protetor do palácio e cidade de Oxun. Conta-se também que Jagun foi às terras de Osogbo, para destruir a cidade e buscar Oxun, pois Oxun tinha sua cidade onde era rainha Ekiti Efon, entao por ordem de Olooke ele fui buscá-la. Depois disso tudo ter acontecido, Jagun viveu anos nas terras de Omolu, Oxagyan trouxe Oxun de volta para Ekiti-Efon, por isso muitos acabaram se equivocando ao falar que foi Oxagyan quem deu as terras de Ekiti para Oxum, mas nao foi isso que aconteceu, ele apenas trouxe Oxun de volta a terra onde ela nasceu e era dona junto com Olooke seu pai. Orixá Olooke vendo o prejuízo que Jagun teve e o tempo que ficou em outras terras, por causa de seu pedido de buscar Oxum, intitulou Jagun Olu  (Guerreiro senhor ), para retribuir o tempo que Jagun ficou afastado de sua terra que tanto amava (Ekiti ). Orixá Jagun foi muito confundido com o culto à Omolu e Obaluaye, e foi por esse motivo que muitos de seus fundamentos se perderam, mas graças a Olorum, está sendo resgatado todos os preceitos e orôs..Jagun possui caminhos próprios, como Jagun Odé, Arawe, Agaba e outros….Jagun é um lindo Orixá de grande valor  e na verdade seu culto é separado de Obaluaye….
 

Aqui vamos relacionar alguns caminhos de Jagun …

Jagun Arawê, ligado a Ossayn e Oxaguian
 
Jagun Igbonan, ligado a Ayrá,Oya e Obá
 
Jagun Algbá, ligado a Exú, Oxaguian, Oxalufan e Oxun Yeye Ayalá
 
Jagun Odé, ligado a Odé Inlé, Ogun Jáe todos os caçadores
 
Jagun Agbá funfun, ligado a Oxalufan, Iyemanjá e Oxun
 
Jagun Seji Onan ou Ajoji, ligado a Exu e Ogun
 
Suas folhas: Akoko, algodão, saião, fortuna. folha de obi, folhas de iroko , folhas oguegue e todos folhas de Oxalá…

E ASSIM NASCEU O CANDOMBLÉ

E assim nasceu o Candomblé
OXUM A RAINHA DO CANDOMBLÉ

Oxum é conhecida como a mãe do candomblé, pois segundo uma lenda, ela que inventou o culto:

 

ASSIM NASCEU O CANDOMBLÉ

No começo não havia separação entre o Orum, o Céu dos orixás, e o Aiê, a Terra dos humanos.
Homens e divindades iam e vinham, coabitando e dividindo vidas e aventuras.
Conta-se que, quando o Orum fazia limite com o Aiê, um ser humano tocou o Orum com as mãos sujas.
O céu imaculado do Orixá fora conspurcado.
O branco imaculado de Obatalá se perdera.
Oxalá foi reclamar a Olorum.
Olorum, Senhor do Céu, Deus Supremo, irado com a sujeira, o desperdício e a displicência dos mortais, soprou enfurecido seu sopro divino e separou para sempre o Céu da Terra.
Assim, o Orum separou-se do mundo dos homens e nenhum homem poderia ir ao Orum e retornar de lá com vida. E os orixás também não podiam vir à Terra com seus corpos. Agora havia o mundo dos homens e o dos orixás, separados. Isoladas dos humanos habitantes do Aiê, as divindades entristeceram.
Os orixás tinham saudades de suas peripécias entre os humanos e andavam tristes e amuados.
Foram queixar-se com Olodumare, que acabou consentindo que os orixás pudessem vez por outra retornar à Terra.
Para isso, entretanto, teriam que tomar o corpo material de seus devotos.
Foi a condição imposta por Olodumare.
Oxum, que antes gostava de vir à Terra brincar com as mulheres, dividindo com elas sua formosura e vaidade, ensinando-lhes feitiços de adorável sedução e irresistível encanto, recebeu de Olorum um novo encargo: preparar os mortais para receberem em seus corpos os orixás.
Oxum fez oferendas a Exu para propiciar sua delicada missão.
De seu sucesso dependia a alegria dos seus irmãos e amigos orixás.
Veio ao Aiê e juntou as mulheres à sua volta, banhou seus corpos com ervas preciosas, cortou seus cabelos, raspou suas cabeças, pintou seus corpos.
Pintou suas cabeças com pintinhas brancas, como as pintas das penas da conquém, como as penas da galinha-d’angola. Vestiu-as com belíssimos panos e fartos laços, enfeitou-as com jóias e coroas.
O ori, a cabeça, ela adornou ainda com a pena ecodidé, pluma vermelha, rara e misteriosa do papagaio-da-costa. Nas mãos as fez levar abebés, espadas, cetros, e nos pulsos, dúzias de dourados indés.
O colo cobriu com voltas e voltas de coloridas contas e múltiplas fieiras de búzios, cerâmicas e corais.
Na cabeça pôs um cone feito de manteiga de ori, finas ervas e obi mascado, com todo condimento de que gostam os orixás.
Esse oxo atrairia o orixá ao ori da iniciada e o orixá não tinha como se enganar em seu retorno ao Aiê.
Finalmente as pequenas esposas estavam feitas, estavam prontas, e estavam odara.
As iaôs eram as noivas mais bonitas que a vaidade de Oxum conseguia imaginar. Estavam prontas para os deuses.
Os orixás agora tinham seus cavalos, podiam retornar com segurança ao Aiê, podiam cavalgar o corpo das devotas.
Os humanos faziam oferendas aos orixás, convidando-os à Terra, aos corpos das iaôs.
Então os orixás vinham e tomavam seus cavalos.
E, enquanto os homens tocavam seus tambores, vibrando os batás e agogôs, soando os xequerês e adjás, enquanto os homens cantavam e davam vivas e aplaudiam, convidando todos os humanos iniciados para a roda do xirê, os orixás dançavam e dançavam e dançavam.
Os orixás podiam de novo conviver com os mortais.
Os orixás estavam felizes.
Na roda das feitas, no corpo das iaôs,
eles dançavam e dançavam e dançavam.
Estava inventado o candomblé.
Que Oxalá nos abençoe sempre

Oxumarê

Em relação a Oxumarê, qualquer definição mais rígida é difícil e arriscada. Não se pode nem dizer que seja um Orixá masculino ou feminino, pois ele é as duas coisas ao mesmo tempo; metade do ano é macho, a outra metade é fêmea. Por isso mesmo a dualidade é o conceito básico associado a seus mitos e a seu arquétipo.
Essa dualidade onipresente faz com que Oxumarê carregue todos os opostos e todos os antônimos básicos dentro de si: bem e mal, dia e noite, macho e fêmea, doce e amargo, etc.
Nos seis meses em que é uma divindade masculina, é representado pelo arco-íris, sendo atribuído a Oxumarê o poder de regular as chuvas e as secas, já que, enquanto o arco-íris brilha, não pode chover. Ao mesmo tempo, a própria existência do arco-íris é a prova de que a água está sendo levada para os céus em forma de vapor, onde se aglutinará em forma de nuvem, passará por nova transformação química recuperando o estado líquido e voltará à terra sob essa forma, recomeçando tudo de novo: a evaporação da água, novas nuvens, novas chuvas, etc.
Nos seis meses subseqüentes, o Orixá assume forma feminina e se aproxima de todos os opostos do que representou no semestre anterior. É então, uma cobra, obrigado a se arrastar agilmente tanto na terra como na água, deixando as alturas para viver sempre junto ao chão, perdendo em transcendência e ganhando em materialismo. Sob essa forma, segundo alguns mitos, Oxumarê encarna sua figura mais negativa, provocando tudo que é mau e perigoso.
Não podemos nos esquecer de que tanto na África, como especialmente no Brasil, a população negra, foi continuamente assediada pela colonização branca. Uma das formas mais utilizadas por jesuítas para convencer os negros, era a repressão física, mas para alguns, não bastava o medo de apanhar. Eles queriam a crença verdadeira e, para isso, tentaram explicar e codificar a religião do Orixás segundo pontos de vista cristãos, adaptando divindades, introduzindo a noção de que os Orixás, seriam santos como os da Igreja Católica. Essa busca objetiva do sincretismo sem dúvida foi esbarrar em Oxumarê e na cobra – e não há animal mais peçonhento, perigoso e pecador do que ela na mitologia católica.
Por isso, não seria difícil para um jesuíta que acreditasse sinceramente nos símbolos de sua visão teológica. Reconhecer na cobra mais um sinal da presença dos símbolos católicos na religião do Orixás e nele reconhecer uma figura que só poderia trazer o mal.
Na verdade, o que se pode abstrair de contradições como as que apresenta Oxumarê é que este é o Orixá do movimento, da ação, da eterna transformação, do contínuo oscilar entre um caminho e outro que norteia a vida humana. É o Orixá da tese e da antítese. Por isso, seu domínio se estende a todos os movimentos regulares, que não podem parar, como a alternância entre chuva e bom tempo, dia e noite, positivo e negativo. Conta-se sobre ele que, como cobra, pode ser bastante agressivo e violento, o que o leva a morder a própria cauda. Isso gera um movimento moto-contínuo pois, enquanto não largar o próprio rabo, não parará de girar, sem controle. Esse movimento representa a rotação da Terra, seu translado em torno do Sol, sempre repetitivo- todos os movimentos dos planetas e astros do universo, regulados pela força da gravidade e por princípios que fazem esses processos parecerem imutáveis, eternos, ou pelo menos muito duradouros se comparados com o tempo de vida médio da criatura humana sobre a terra, não só em termos de espécie, mas principalmente em termos da existência de uma só pessoa. Se essa ação terminasse de repente, o universo como o entendemos deixaria de existir, sendo substituído imediatamente pelo caos. Esse mesmo conceito justifica um preceito tradicional do Candomblé que diz que é necessário alimentar e cuidar de Oxumarê muito bem pois, se ele perder suas forças e morrer, a conseqüência será nada menos que o fim da vida no mundo.
Seu domínio se estende a todos os movimentos regulares que não podem parar, como a alternância entre o dia e a noite, o bom e o mal tempo (chuvas) e entre o bem e o mal (positivo e negativo).
Enquanto o arco-íris traz a boa notícia do fim da tempestade, da volta do sol, da possibilidade de movimentação livre e confortável, a cobra é particularmente perigosa para uma civilização das selvas, já que ela está em seu habitat característico, podendo realizar rápidas incertas.
Pierre Verger acrescenta que Oxumarê está associado ao misterioso, a tudo que implica o conceito de determinação além dos poderes dos homens, do destino, enfim: É o senhor de tudo o que é alongado. O cordão umbilical, que está sob seu controle, é enterrado geralmente com a placenta, sob uma palmeira que se torna propriedade do recém-nascido, cuja saúde dependerá da boa conservação dessa árvore.

Oxumarê

 

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Imagem

Oxumarê, filho mais novo e preferido de Nanã, irmão de Omulu. É uma entidade branca muito antiga, participou da criação do mundo enrolando-se ao redor da terra, reunindo a matéria e dando forma ao Mundo. Sustenta o Universo, controla e põe os astros e o oceano em movimento. Rastejando pelo Mundo, desenhou seus vales e rios. É a grande cobra que morde a cauda, representando a continuidade do movimento e do ciclo vital. A cobra é dele e é por isso que no Candomblé não se mata cobra. Sua essência é o movimento, a fertilidade, a continuidade da vida.
A comunicação entre o céu e a terra é garantida por Oxumarê. Leva a água dos mares, para o céu, para que a chuva possa formar-se – é o arco-íris, a grande cobra colorida. Assegura comunicação entre o mundo sobrenatural, os antepassados e os homens e por isso à associa do ao cordão umbilical.
Oxumarê é um Orixá bastante cultuado no Brasil, apesar de existirem muitas confusões a respeito dele, principalmente nos sincretismos e nos cultos mais afastados do Candomblé tradicional africano como a Umbanda. A confusão começa a partir do próprio nome, já que parte dele também é igual ao nome do Orixá feminino Oxum, a senhora da água doce. Algumas correntes da Umbanda, inclusive, costumam dizer que Oxumarê é uma das diferentes formas e tipos de Oxum, mas no Candomblé tradicional tal associação é absolutamente rejeitada. São divindades distintas, inclusive quanto aos cultos e à origem

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