A ENTREGA DO DEKÁ – ODÚ IGÊ

IMPORTANTES CONCEITOS DE ÉTICA, MORAL E RESPONSABILIDADES 
A entrega do deká, é o ápice da iniciação no Candomblé. Após os sete anos de iniciação, o até então Iaô deverá fazer sua obrigação correspondente e, se tiver em seu destino a função de abrir uma nova Casa, receberá então seu deká (na Nação Ketu, constituindo-se de uma bandeja com os atinentes elementos) ou sua Cuia (na Nação Jeje, sendo a própria cabaça – Àkérègbè, cortada acima do meio em forma de vasilha com tampa, transformando-se em igbaxé, para colocar-se os símbolos). 
Apesar desta diferenciação étnica, face ao acentuado sincretismo e integração entres as diversas Nações, tal nomenclatura e procedimentos não são tão rígidos, observando-se diversificação em várias Casas. 
Com a obrigação de sete anos (odú igê), o Iaô  passa à categoria de ebômi.
O recebimento da cuia, habilita o portador a abrir seu próprio Candomblé, embora não obrigue o novo ebômi a abandonar seu atual Barracão. A cuia, portanto, contém os elementos simbólicos e necessários à abertura de um novo Candomblé, tais como uma tesoura, uma navalha, búzios, contas, folhas, uma faca, um ecodidé, etc. 
A entrega do deká e/ou a exclusiva obrigação de sete anos, são muito esperados pelos filhos-de-Santo, posto que garantem grande elevação na hierarquia do Candomblé. Contudo, devemos ressaltar a importância e as responsabilidades que este passo requer. 
Entre os vários deveres intrínsecos, destaca-se a tarefa de zelar pelo Culto, pela Religião, mantendo seus conceitos, preceitos, e corrigindo deformidades que denigrem o Candomblé.
Ao contrário do que muitos supõem, o Candomblé não é uma religião aética ou amoral. Desde os mais remotos tempos na África, já consideravam-se importantes conceitos de moral, ética, tabus (ewós – interdições) e até uma espécie de mandamentos yorubanos. 
Segundo a tradição yorubá, a origem dos deveres morais provém da Divindade Suprema (Olorum ou Olodumare). Olodumare colocou nos Homens o Ifá Àyà (O Oráculo do Coração ou Oráculo Interior), o que seria sua orientação ética e moral inatas. Uma pessoa seria boa ou má conforme ela corresponde ou desobedece ao seu Oráculo Interior, à sua consciência. 
A busca pela boa conduta seguindo à consciência e às leis superiores, confere ao Candomblé seu “status” de religião, a medida que liga o Homem a Deus (“religare”), proporcionando a melhora do indivíduo. 
A concepção de OMOLÚWABI (“filho do bom caráter”), expressa o princípio yorubano de que o cidadão deve respeitar aos mais velhos, ter lealdade para com os pais e para com a tradição, honestidade, hospitalidade, coragem, devoção, paciência, verdade, assistência aos necessitados e desejo irresistível ao trabalho, a fim de manter ilibado seu nome e o de sua família (entenda-se inclusive a de Santo). 
O mais importante valor do povo Yoruba é o caráter, que é o maior atributo do homem. A palavra iwà vem do verbo wà – Existir, Ser. 
Odùnrin náa ní ìwà, Aquele homem tem um bom caráter.  
O indivíduo qué ìwà pèlé não entra em choque com nenhuma força humana e supernatural, vive em plena harmonia com todas as forças do universo. E este fato tem um forte peso no julgamento divino e define o bem estar na terra e o nosso lugar futuro após a nossa morte ou renascimento. 
Olódùmaré o Deus supremo e conhecido como Olúmònokàn, “aquele que conhece todos os corações”, que tudo sabe e tudo vê, e o seu julgamento é correto e absoluto.
Ìwà nikàn l’ ó sòro o – “Caráter é tudo o que é necessário.”
Eni l’ orí rere tí kò n’ iwà, ìwà l’ o máa b’ orí rè jé.
“Uma pessoa de bom orí, que não tenha caráter, irá arruinar o seu destino.” 
Havia também entre os povos Bantos, um conjunto de normas que proibia, entre outras coisas, provocar o aborto, injuriar, cometer adultério, praticar incesto, tudo visando resguardar a moralidade da família. 
Alguns provérbios bem revelam isto: 
Ebí jàre òle – O homem indolente é o único responsável por sua fome. 
Ìsé kó gbékún – Choro não é resposta para pobreza. 
Àìfágbá féníkan, kò jé ayé é ó gún – Faltar com respeito à autoridade é a origem dos conflitos do mundo. 
Ìwà nikàn l’ó sòro o – O caráter é tudo o que é necessário. 
Reza a tradição que Olofin, chamou a todos os homens ao pé de uma montanha para ensinar-lhes as leis, já que não as conheciam. Chamou pobres e ricos, grandes e pequenos, mulheres e homens, alertando-os se quisessem compartilhar com eles suas aldeias que tinha no céu. E deu-lhes seus MANDAMENTOS: 
  • “Não roubarás nada dos outros 
  • Não matarás a quem não tenha lhe causado dano, nem os animais que não precises para teu sustento 
  • Não comerá a carne do ser humano 
  • Viverás em paz com teus irmãos 
  • Não desejarás nada de seus amigos, nem mulher; o que desejares deverás obter de teu esforço 
  • Não amaldiçoarás o meu nome. Respeitarás pai e mãe. Não pedirás mais do que posso dar-te e te conformarás com teu destino no mundo. 
  • Não temerás a morte, nem tampouco a buscarás por tuas próprias mãos. Transmitirás meu mandamento a teus filhos e filhos de teus filhos.
  • E por último, que minhas leis sejam respeitadas, se não o fizeres conhecerás meu castigo.” 
O filho-de-santo, então deve ser orientado, desde sua tenra iniciação, a respeitar estes conceitos, a fim de manter a honra de seu nome e evitar que algo o desabone, bem assim o de seu egbé (sociedade). 
Para bem utilizar o deká, é fundamental ser um omolúwabi. 
A transmissão destes conceitos, se dá através da tradição oral, dos provérbios, orikis, itãns, canções e, principalmente, por via da aplicação prática. 
Não basta possuir o título de ebômi para merecer respeito. É necessário angariar respeito pelos seus gestos e atos. Ao contrário,  o respeito será apenas formalidade hierárquica. 
É uma falha do zelador não reconhecer a conexão entre a moralidade e a religião. Isto o leva a entender que tudo se resolve através de ebós. No entanto, grande parte das vezes, o consulente está descumprindo normas religiosas, tais como aquelas acima elencadas, e assim desagradando aos Orixás. Nestes casos, antes de qualquer coisa, deverá corrigir sua conduta para, posteriormente, avaliar-se o cabimento de algum ebó de apaziguamento. 
 
Fundamental também, é entender que apesar de alguém sofrer injustiças, não deve fazer justiça com as próprias mãos.  
Fí ìjà fún Olórun já fí owó l’éran – Entregue nas mãos de Olorun para que ele o defenda.
O mal não se combate com o mal. Ao contrário do que se pensa e do que muitos praticam, não se deve pedir a nenhuma Divindade vingança. Nem mesmo agradar Exú para que este faça mal a terceiros. 
Exú é o guardião, é o instrumento do equilíbrio da justiça. É o princípio da comunicação, da ordem, do equilíbrio e da harmonia universal. Aí também a energia criadora de Exú. De tempos em tempos, compete a Exú inspecionar o trabalho das pessoas e Divindades, relatando a Olodumare. A Exú cabe aplicar o que couber aos transgressores. Contrariar a isto, será subverter-se à ordem desperdiçando axé e comprometendo-se a si próprio, posto que um erro não justifica outros. 
Alertamos no sentido de que todos os envolvidos em trabalhos maléficos (inclusive os de vingança), estarão sujeitos a pagar pelo mal, tanto os que requisitam, quanto os que executam. 
Nestes casos, deve-se consultar o jogo de búzios e verificar o que é mais recomendável, se trabalhos de proteção, afastamento, oferendas, fortalecimento, etc., jamais realizar ebós para o mal. 
O guardião da moral do Candomblé, é Oxalá. Seu próprio nome primordial assim o define: Obàtálá – O Rei cuja roupa é branca, ou o Rei que possui honra. A ética e a moral, infelizmente tão esquecidas no Candomblé, são zeladas na brancura de Oxalá e podem ser assim resumidas: 
O caráter (ìwà), é o maior dos valores morais e o maior atributo do Homem. Quem tem bom caráter não colide com nenhuma força humana ou sobrenatural, vivendo em perfeita harmonia com o mundo. 
A bondade (oore), considerada uma grande virtude, sobretudo quando gera hospitalidade e generosidade. Para o povo yorubá, fazer o bem é a grande realização diária. 
A paciência (sùúrú), é entendida como o fator primordial para evitar precipitações que decorram na perca de caráter. A paciência é o primeiro filho de Olodumare e o pai do caráter. 
A promessa (Ìbúra), é igualmente um dos mais importantes itens, sobretudo porque desde a iniciação, a pessoa cria vínculos de promessas à Casa  e a sua Divindade. 
O respeito (Òwò), a que todos devem entre si, sobretudo aos mais velhos pela sua antiguidade e experiência. 
Ser verdadeiro (Olóòtòo), é uma virtde essencial de uma comunidade. 
Ser justo e sincero (Olóòdodo). 
Fazer caridade (Ìféni). 
Respeitar os tabús (Èwò), é também de grande importância. Não se deve transgredir as determinações do que deve ser feito, evitado, comido, vestido conforme a vontade das Divindades, sob pena de gerar as chamadas kizilas. 
A literatura de Ifá, é a maior fonte deste valores. 
Deve-se conhecer, praticar e orientar aos consulentes  quanto às normas de conduta morais e éticas, tanto para cumprir a função religiosa inerente ao Candomblé, quanto para agradar às Divindades e para a melhora da Sociedade. 
A consulta a qualquer oráculo, opelê ifá, búzios, alobassá, orobô, inhame (íyan), obi, etc., não deve ser vista como a solução para todos os problemas, mas o meio pelo qual se vê, ou se previne do que está errado, buscando meios de tentar reverter ou amenizar. Importante entendermos por “errado” também as condutas incompatíveis com a ética e a moral das Divindades, e consequentemente da Religião. 
Os preceitos éticos e morais devem também nortear os vodunsis quando estes se prestarem a consultar um oráculo para atender a um consulente. Diante disto, não se deve faltar com a verdade; deve-se Ter precaução com o que se diz e como se diz; deve-se agir com bondade objetivando a caridade; e sobretudo deve-se Ter fé, para que a intuição seja norteadora da consulta junto às divindades. 
OBS: O deká só entregue a quem tem cargo de sacerdote, todos os demais que completam sete anos passam pelas obrigações de sete anos e ponto final, não deveriam receber deká nenhum, poderiam receber cargo na Casa e ficar lá , mas nunca com deká. Deká não é sinônimo de sete anos, isso é fundamental que compreendamos na nossa religião. 
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Os Efeitos de uma Amarração Amorosa

Trata-se um processo místico por via do qual se invocam entidades espirituais que vão atuar na vida de uma certa pessoa, de forma a influenciá-la a ficar com alguém que encomendou esse trabalho.
Uma amarração de verdade é realizada com recurso de entidades das trevas ou ligada às trevas. Por isso quem alega realizar amarrações apenas pelo bem, com anjos e magia branca, ou está mentindo para não assustar, ou não entende nada do que está falando.
O que existe são magias brancas para auxiliar a união de casais que já se amam ou reaproximar casais que foram desfeitos por magias de separação (desfazer trabalho. Os anjos e as entidades de luz não forçam ninguém a ficar com ninguém, não mudam os rumos de vida das pessoas por causa de nenhuma encomenda feita e paga com dinheiro ou oferenda. Por isso, dizer que através de magia branca, um anjo ou um santo faz uma amarração, é como pedir carne numa peixaria, não faz sentido.
Um santo pode até “torcer” para que uma pessoa fique com outra, e ele pode até fazer uma “forcinha” para que isso aconteça desse jeito. Mas um santo não se vende a troco de dinheiro e não causa tormento a ninguém.
Um santo respeita a vontade de Deus. Uma amarração faz uma pessoa ficar com outra ou faz ela voltar ou faz ela desejar e não conseguir deixar de pensar nessa outra pessoa. Por isso, como mais abaixo é explicado, o trabalho de amarração acaba abrindo uma porta para que a pessoa que encomendou a amarração entre por essa porta e acabe conquistando vitoriosamente a vida da outra pessoa.
Uma amarração produz esse resultado de união porque as entidades espirituais que vão abordar a pessoa amarrada vão causar certos efeitos na vida dela.
Você pergunta: – que efeitos produz uma amarração?
Que efeitos tem o espírito que está operando invisivelmente uma amarração na vida de uma pessoa?
Os espíritos provocarão fundamentalmente 5 tipos de efeitos na vida da pessoa que estão querendo amarrar a quem encomendou o trabalho de magia.
Os 5 efeitos de uma amarração são : Como é que uma amarração consegue produzir esse resultado de união?
1-Os espíritos vão murmurar a todo o tempo o nome de quem pediu a amarração, ao espírito da pessoa amarrada, numa tortura invisível. Se a pessoa for teimosa, ela pode até resistir um certo tempo á tentação de estar com a pessoa que mandou fazer a amarração, mas ela vai sentir os efeitos da magia.
2- Os espíritos vão embebedar a pessoa amarrada com forte e ardente luxúria, como terrível desejo sexual, abrindo essa pessoa a uma irresistível sede de ter sexo.
3- Os espíritos vão amansar a pessoa, quebrando-lhe o espírito de forma a que a vontade da pessoa vá lentamente vergando e ela fique frouxa e mansa. Podem fazê-lo com constantes acontecimentos desmoralizadores e que vão aos poucos abatendo a pessoa. Nesse caso, a pessoa vê todas as portas bloqueadas na sua vida e parece que nada dá certo, que a sorte abandonou a vida dessa pessoa amarrada.
4- Os espíritos vão causar aborrecimentos, infelicidades, perdas, dores, problemas e todo o tipo de contratempos á pessoa amarrada. A pessoa vai sofrer imenso enquanto não estiver com a pessoa que encomendou a amarração, e quando estiver com ela tudo vai acalmar e estar bem. Mas de cada vez que se afastar, essa pessoa amarrada vai sofrer os infernos. E cada vez que se recusar a falar ou voltar, essa pessoa amarrada vai sofrer tormentos. Por isso se costuma dizer numa amarração: « que fulano tal não coma se não estiver ao meu lado; que fulano tal não durma se não estiver ao meu lado; que fulano tal sofra todos os mais cruéis tormentos se não estiver ao meu lado; que fulano tal não tenha nenhuma felicidade se não estiver ao meu lado, etc.
5- Os espíritos podem mesmo infiltrar-se nos sonhos da pessoa amarrada, atormentando-a com constantes visões da pessoa que encomendou a amarração, ou com sonhos eróticos com essa pessoa, ou com pesadelos sem fim, gerando grande instabilidade mental e espiritual.
Ao fazê-lo, estão torturando e quebrado o espírito da pessoa amarrada para que ela fique fraca e ceda aos desejos da pessoa que fez o trabalho. Ao realizar todos estes 5 tipos de efeitos na vida da pessoa amarrada, o trabalho de amarração acaba abrindo uma porta para que a pessoa que encomendou a amarração entre por essa porta e acabe conquistando vitoriosamente a vida da outra pessoa.
Por essas e outras questões… NÃO FAÇA AMARRAÇÃO! Não se amarre a espíritos trevosos, mentirosos e gananciosos.
Amar é querer bem a pessoa que se ama, mesmo que para o bem dela seja viver longe de você… pense nisso!
“…mas Livrai nos de todos os males… Amém!

Pequeno Dicionário em Iorubá

A
ABADÔ———————————-MILHO
ABAN-MALU—————————VACA
ABAN———————————–PRATO
ABASSA——————————–TERREIRO DE ANGOLA
ABATÁ———————————CHINELO/SAPATO
ABÉBÉ———————————LEQUE DAS YABAS
ABI×———————————QUEM NÃO É INICIADO
ABÔ————————————-AMACI COM EJÉ
ABUKÓ———————————CABRITO/CABRA
ACOCI———————————-DINHEIRO
ACOFARI——————————-ATO DE RASPAR O IYAWÔ
ADAGA———————————ESPADA DOS ABORÓS
ADARUBÓW————————–VELHO/A
ADÊ————————————–COROA
ADÈ————————————–HOMOSSEXUAL
ADIÉ————————————GALINHA
ADJORY——————————-AJUNTÓ
AFÉFÉ———————————-VENTANIA/VENTO
AFOFY———————————MAU CHEIRO
AFEXO———————————MESMO QUE ITÁ
ÁGA————————————–CADEIRA
ÀGAMBÊ——————————POBREZA/SEM DINHEIRO
AGBÀDÁ——————————–É IGUAL BÀDÁ E KAFTÁ
AGBAMODA—————————FOLHA DA FORTUNA
AGBÁ———————————–VELHO/A
AGÔ YA——————————–LICENÇA CONCÊDIDA
AGÔ————————————-LICENÇA
AGUEDÉ——————————-BANANA
AGUNJE——————————-GARFO
AGUTAN——————————–CARNEIRO
AIYE————————————-TERRA
ÀJÁ—————————————CACHORRO
AJÁPÀ———————————-CÁGADO/TARTARUGA
AJEUNMAN—————————-AGRADECIMENTO
AJEUN———————————–OFERECENDO COMIDA
AKÀRÁ OMAN———————-PÃO
AKÀRÁ——————————–ACARAJÉ
AKÈTE———————————–CAMA
AKIKO———————————GALO/FRANGO
ALAGIBÉ——————————-BARRACÃO TERREIRO
ALAKÔRÔ—————————–TIPO DE UMA CORÔA / QUALIDADE DE OGUN
ALÁ————————————–PANO/COBERTURA
ALÉ————————————–NOITE
ALFANGE——————————ESPADA DAS YABAS
ALIB×——————————–POLÍCIA
AMACI———————————-ERVAS MACERADAS NA AGUÁ
AMADÊ———————————FILHO/CRIANÇA
AMAPÔ———————————VAGINA
APÁ————————————–LADO
APOLÓ———————————SAPO
APOTI———————————–BANQUINHO
ARA————————————–CORPO
ARÊRÊ———————————BRIGA/DISCUSSÃO
ARIOKÔ——————————–PESSOAL IRRACIONAL
ÀRÓ————————————–DOENÇA
ÀRÚN———————————–DOENÇA
ASÉ————————————–FORÇA
ASESE———————————–ATO FUNEBRE= AXÊXÊ
ASÓ DUNDUN————————ROUPA SUJA
ASÓ————————————–ROUPA
ATÁ————————————–PIMENTA
ATARÊ———————————-PIMENTA DA COSTA
ATIM————————————PEMBA PREPARADA
AURÊ———————————–CABRA/CABRITA
AYA————————————–ESPOSA
B
BA MI O—————————-ME AJUDE
BÁ MI SÉ É————————ME AJUDE
BABÁ KEKERÊ——————PAI PEQUENO
BABALAWÔ———————-SACERDOTE DE IFÁ
BABÁLORISÁ——————–PAI DE ORISÁ
BABÁ——————————-PAI
BACULANDÊ———————SEXO(ATO)
BÀDÁ——————————-VESTE AFRICANA(EBOMIS)
BAGÉ——————————-MESTRUAÇÃO
BAKO——————————-SEXO(ATO)
BALÉ/BALÍ————————CEMITÉRIO
BAMIRÊ—————————-CONVITE P/ CAFÉ(LANCHE)
BAMIREDÍ————————-AGRADECIMENTO
BANTÉ—————————–APETRECHO DA ROUPA DE XANGO
BARÁ——————————-EXÚ
BÊNI———————————SIM/ESTÁ CERTO
BERO LÓ————————–DANE-SE
BIY———————————–NASCER/NASCIDO
BONOTÓI————————-SILÊNCIO/CALE-SE
BORÍ——————————–COMIDA À CABEÇA
BUBURU—————————MAU
C
CANIKÊ——————————PÃO DURO/MÃO DE VACA
CÊLÉ———————————-LOUCO
CHAINAN—————————-FÓSFORO
CHERRIN—————————-O MESMO QUE DAMINOJÚ
COLORY—————————–PERTUBADO/LOUCO
D
DAMINOJU————————–VENHA AQUI
DÀRA———————————BOM
DEBURU—————————–PIPOCA
DEKÁ———————————-TRANSMISSÃO DE DIREITOS
DEVÓL——————————–LENÇOL
DICISA——————————–ESTEIRA
DIDÊ———————————–FICAR DE PÉ
DILONGA—————————-CANECA DE ÀGATA
DILONGÁ—————————-PRATO DE ÀGATA
DOBALÊ——————————REFERÊNCIA DE ORISA MASC.
DUNDUN—————————–PRETO/SUJO/ESCURO
E
EBITA————————————PODEROSO
EBÔ————————————–CANJICA
EBÓ————————————–LIMPEZA DE CORPO
EBÔMI———————————PESSOAS COM DEKÁ ARRIADO
ECURU———————————BOLINHO DE FAR. (EGUN)
EDÍ————————————–NÁDEGAS
ÉDU—————————————CARVÃO
EDUN-ARÁ——————————PEDRA DE RAIO
EFUM———————————–FARINHA
ÈGBÉ————————————-SOCIEDADE/COMUNIDADE
EGÍ—————————————-LIMPEZA/LIMPO
ÊGUI————————————-CARVÃO
EGÚN———————————–ALMA
EJÁ—————————————PEIXE
EJÉ—————————————SANGUE
EJÍ—————————————–LIMPO/LIMPEZA
EKÓ————————————-ACAÇA
ÈKÚ—————————————PREA
ELEDÁ———————————ANJO DA GUARDA
ELEGBÓ———————————SENHOR DO EBÓ
ELEGUN———————————INICIADO NO CULTO
ELEYÉ————————————PASSÁRO
ENIM———————————–ESTEIRA
ENUN————————————-BOCA
EPÁ————————————ESPADA
EPE ENUN——————————-LÍNGUÁ
ÊPÔ FUNFUN————————AZEITE DE OLIVA
ÊPÔ————————————-AZEITE DE DENDÊ
ER×———————————-CARNE
ERAN-PETERÉ————————CARNE FRESCA
ERAN-POLU—————————CARNE SECA
ÊREFUN——————————-AREIA
ERÓ————————————–SEGREDO
ESÉ————————————–PÉ
ETUN———————————–GALINHA D`ANGOLA
EWA————————————–FEIJÃO
EWÉ————————————–FOLHA
ÊXI—————————————-CAVALO
F
FATOLU——————————–FALSO/TRAIDOR
FIBÔ————————————–ESCONDER
FILÁ————————————-GORRO DE CABEÇA
FUÁ————————————–DANÇA
FUNDANGA—————————POLVORA
FUNFUN——————————–BRANCO/CLARO/LIMPO
FURÁ————————————BOLINHO DE FAR. DE MILHO
FUXICO———————————FOFOCA/SEGREDO
G
GIBON×——————————PAI/MÃE CRIADEIRA
GINKA———————————–MOVIMENTO DO ORISA
I
IGBÁ——————————————SAUDAÇÃO/EU TE SAUDO
IBIPÂMIO———————————FOME
ID×————————————–COBRA
IDÉ—————————————-PULSEIRA
IDÓ—————————————BANHEIRO
IFÉ—————————————–AMOR
IGBÁ—————————————-ASSENTAMENTO DO ORISÁ
IGBÍ—————————————CARACOL
IGBÔ—————————————BOSQUE SAGRADO
IGÉ—————————————–ÁRVORE
IGÔ—————————————DIA
IGUI—————————————–PORQUINHO DA INDIA
IJÔ——————————————-DANÇA
IKAN—————————————-CONTREGUN
IKÁ—————————————-REFÊRENCIA DE ORIXÁ FEM.
IKOKO————————————-PANELA
IKU——————————————MORTE
IKUN—————————————-RATO
ILÁ—————————————GRITO DO ORISA
ILE KUN———————————-PORTA
ILÊ-AJEUN———————————COZINHA
ILÊ—————————————-CASA
ILÉKÉ—————————————FIO DE CONTAS
ILÉ—————————————POMBO
ILE—————————————-TERRA
ILU——————————————CIDADE
IN×————————————FOGO
INDACA————————————LÍNGUA
INHA————————————-FIO DE CONTA
INSSABA———————————-FOLHA
INTABA DUNGIRO——————-MACONHA
INTABA———————————-CIGARRO
IÓ—————————————–SAL
IPAKÓ————————————–NUCA
IRAÊ—————————————-ESTRELA
IRILÉ————————————POMBO
ISU——————————————INHAME
ITÁ——————————————-ATO DE FAZER O CARREGO DO IYAWÔ
IYÁ KEKERÊ——————————MÃE PEQUENA
IYALODÊ———————————-SENHORA DAMA
IYÁLORISÁ——————————-MÃE DE ORISÁ
ÌYÁ——————————————MÃE
IYAWO————————————-INICIADO NO CULTO COM MENOS DE SETE ANOS
IZALA————————————–FOME
IZO—————————————FOGO
J
JÉ——————————————–COMER
JOKÔ—————————————SENTAR/AJOELHAR
JUNTÓ————————————-SEGUNDO STO. DO ORI
JUREMA———————————–BEBIDA DE CABOCLO
K
KAFTÁ————————————-VESTE AFRICANA(EBOMIS)
KALÓ————————————–BANHO NO EFON
KAROKÊ MIM—————————SIM PODE ENTRAR
KAROKÊ———————————-POSSO ENTRAR
KAWÔ KABIECILÊ———————VENHA VER O REI DESCER SOBRE A TERRA
KELÊ—————————————GRAVATA DO INICIADO
KETE KETE——————————BURRO
KILEUI————————————O QUE É ISSO
KILORI————————————O QUE HÁ NA CABEÇA
KILOXÉ———————————–O QUE QUER
KIYWSI————————————ATENÇÃO
KUFAR————————————MORRER
M
MABÍNU——————————–PERDÃO
MAIONGA——————————BANHO(ANGOLA)
MALU————————————BOI
MARUÔ———————————FOLHA DE DENDEZEIRO
MATABULÊ—————————-PESSOA SURDA(ANGOLA)
MATIN———————————–PEQUENO/POBRE/SEM GRAÇA
MI—————————————–MEU
MITORÓ——————————–EKÓ DISSOLVIDO EM AMACI
MOGÉ———————————–O QUE É(FEM)
MOILA———————————–VELA
MOJÚBÀ——————————–SEJA BEM VINDO
MONA————————————MULHER
MONA-OCÓ—————————-SAPATÃO
MÒSÍ————————————-POBREZA
MUKUN×—————————-CABELO(ANGOLA)
MUTUMBÁ ASÉ———————-RESPOSTA DO MUTUMBÁ
MUTUMBÁ—————————–PEDIDO DE BENÇÃO
MUZENZA——————————DANÇA NO ANGOLA
N
NIBO————————————-ONDE
NITORIPE——————————PORQUE
O
OBALUAYE————————–REI E SENHOR DA TERRA
OBANLA——————————-GRANDE PAI
OBÁ————————————REI
OBÉ FARÁ—————————–TRIDENTE DE ESÚ
OBÉ FARIN—————————-NAVALHA
OBÉ TÔTÔ—————————–TESOURA
OBÉ————————————–FACA
OBÌNRIN——————————-MULHER
OBÓ————————————–NADEGAS
ODARA——————————–BONITO LINDO
ODÉ————————————-CAÇADOR/OSOOSI
ODIDÉ———————————PAPAGAIO
ODÓ————————————–PILÃO
ODÔ————————————-RIO
ODU————————————-DESTINO
ODÙNDUN—————————-FOLHA DA COSTA
OFÓ————————————–PERDA
OGBON———————————SABEDORIA
OGUÉ————————————CHIFRE
OIN—————————————MEL
OJÁ—————————————PANO DE CABEÇA
OJÔ————————————–CHUVA
ÒJÒ————————————–DANÇAR
OJO————————————–DIA
OJÒWÚ———————————CIUMENTO/A
OJU————————————–OLHO
OJURAN——————————-SONHO/VISÃO
OKAN———————————–CORAÇÃO
OKANI———————————–PÊNIS
OKÓ————————————MARIDO
OKU————————————CADÁVER
OKUM———————————–MAR
OKÙNRIN——————————HOMEN
OKUTÁ——————————–PEDRA
OLEGARÁ—————————–LADRÃO
OLOBÉ———————————SENHOR DA FACA
ÒLÓDUMARÉ———————–DEUS SUPREMO
OLÔFU———————————-GATO
OLOKUN——————————DEUS DO MAR
OLON×—————————–SENHOR DO CAMINHO
OLOROGUN—————————CONFUSÃO/ATRITO/FOFOCA
OLORUM——————————SENHOR DO CÉU
OLUWÁ——————————–SENHOR
OMIERÓ——————————–AMACI
OMIN DUNDUN———————-CAFÉ
OMIN————————————ÁGUA
OMO———————————–FILHO
OMOLU——————————- FILHO DO SENHOR
OMORISÁ——————————FILHO DE ORISÁ
ON×———————————-CAMINHO
ONIFÁ———————————-ADORADOR DE IFÁ
ONI————————————–HOJE
ONI————————————-REI/SENHOR
ONI-SEGUN————————–MÉDICO
OPÁ————————————–MÃO
ORIKÍ————————————SAUDAÇÃO A CABEÇA(REZA)
ORIN ———————————-CANTIGA
ORISÁ———————————–DIVINDADE DA NATUREZA
ORITÁ———————————ENCRUZA DE 3 PONTAS
ORO————————————FORÇA
ORÔ————————————RIQUEZA
ORUKÓ———————————NOME
ORUN———————————-SOL/ CÉU
ORUPIN———————————CABELO
OSÁ————————————-LAGOA
OSÍ—————————————DIREITO
OSÓ————————————-FEITIÇO/FEITICEIRO
OSUN————————————SEMENTE
OSUPÁ———————————LUA
OTÁ————————————PEDRA/BRIGA
OTIM————————————PINGA
OTINIMBÉ—————————–CERVEJA
OTUN————————————ESQUERDO
OUBERIM—————————–MULHER
OUFITILÉ—————————–OUVIDO
OWÓ————————————-DINHEIRO
OWÓ————————————MÃO
OWÒ————————————-MÃO
OWÙ————————————-CIUMES
OXÉ————————————-MACHADA DUPLA SÀNGÓ
P
PADÊ————————————COMIDA DE ESÚ
PALEÓ———————————-BANHO
PAÓ————————————–PALMAS RITMICAS
PEPEYÉ———————————PATO
PEREGUN——————————EWÉ LA OGUN
PETITI———————————–PEQUENO
POJU————————————-MAIS
POMBO-GIRA————————-EXÚ FÊMEA
R
RONCÓ———————————QUARTO DE CLAUSURA
S
SABAGI——————————–QUARTO QUE ANTECEDE O RNCÓ
SAKOTO——————————-ORGULHOSO
SÁORO———————————GUIZO P/ OS PÉS
SIBÍ————————————–COLHER
SIRRUN——————————–ATO FUNEBRE(TOMAR O OSU E DESPACHAR O SANTO)
SOKOTÓ——————————-CUECA/CALÇA/CALCINHA
T
TÁBULÁ NO EFON—————-DANE-SE
TATETO——————————TÍTULO DE ANGOLA
TÔLORÔ—————————–AMASSAR QUINAR
TÔTÔ FUN—————————PUTA QUE PARIL
TUTU———————————-FRESCA
U
UNJE———————————–COMIDA
UNTÓ———————————-ATO QUE ANTECEDE O ACOFARI
TRADUÇÕES DIVERSAS:
ADÊ——————————–CORÔA USADA PELAS IYABÁS
ABÉBÉ—————————–LEQUE USADO PELAS IYABÁS
ALFANGE————————ESPADA USADA PELAS IYABÁS
ADAGA—————————ESPADA USADA POR ABORÓS(ESPADA DE PEQUENO PORTE)
ERUKÊRÊ————————ABANO DE OXOSSI E LOGUN
IBIRIN—————————–INTUMENTO DE NANÃ
ERUESIN————————-RABO DE CAVALO USADO POR OYA
OFÁ——————————–ARCO E FLEXA(INSTRUMENTO DE CAÇA)
OS É——————————–MACHADO DE DOIS GUMES DE S ANGO
OGUÉ—————————–CHIFRES
OGÓ——————————-BASTÃO DE EXÚ COM FORMATO DE PÊNIS
OBÉ FARÁ———————–TRIDENTE DE EXÚ
OPÁ S ORÔ———————–CAJADO ONDE OS ÀLÚFON SE APOIA
S AS ARÁ————————–BASTÃO DE OMOLU(É A EXPANÇÃO E A CURA DAS DOENÇAS)
BUZIO (CAURI)—————————–CONCHA AFRICANA
CHORÃO————————-FIO DE CONTAS QUE SE USA NA FRENTE DO ADÊ
ES Í LOKUM————————CAVALO MARINHO
NUMERAÇÃO ORDINAL:
PRIMEIRO———————-IKINI
SEGUNDO———————-EKEJI
TERCEIRO———————EKETÁ
QUARTO————————EKERIN
QUINTO————————-EKARUN
SEXTO—————————EKEFÁ
SÉTIMO————————–EKEJE
OITAVO————————–EKEJÓ
NONO—————————–EKESÁN
DÉCIMO————————–EKEUÁ
PRONOMES:
EU———————————–EMI
TU———————————–IWO
ELE———————————-OUN
NÓS———————————AUÁ
VÓS———————————EUYIN
MEU/MINHA———————-MI
TEU/TUA————————–TIRÉ
SEU/DELE/DELA—————-TIRE
NOSSO—————————–TIWA
DELES/DELAS——————-TIWON
TRADUÇÃO – ANIMAIS:
ÀJÁ———————————-CACHORRO
AJAPÁ——————————CÁGADO/TARTARUGA
AGUTAN—————————CARNEIRO
ABUKO—————————–CABRITO
AURÊ——————————–CABRA
AKIKO——————————FRANGO/GALO
ADIÉ———————————GALINHA
APOLÓ——————————SAPO
ABABÓ——————————GALINHA VERMELHA/CARIJÓ
ETUN /KONKÉN——————GALINHA D’ANGOLA
EJÁ————————————PEIXE
EKU———————————–PREÁ
ELÉDI——————————–PORCO
EIKOICI——————————VEADO
GODÔPÉ—————————-CABRA/CABRITO
ILÉ————————————POMBO
IRILÉ———————————POMBO
ID×——————————–COBRA
IGBY———————————CARACOL
IGUI———————————-PORQUINHO DA INDIA
KONKÉN—————————-GALINHA D’ANGOLA
LEKE LEKE————————GARÇA
LABA LABA———————–BORBOLETA
MALU——————————-BOI
ABAN-MALU———————-VACA
ODIDÉ——————————PAPAGAIO
ODÁ———————————BODE CASTRADO
PEPÉYE—————————–PATO
ÊS Í———————————–CAVALO
ES Í OKUM————————-CAVALO MARINHO

O Sacrifício

O sacrifício na realidade não é sinônimo de assassinato relacionado que está a rituais sagrados, visando no Candomblé ampliar, acumular e distribuir a força vital e sagrada que é o axé. 
Boa parte das religiões utilizava sacrifícios em seus rituais, mas na maioria das vezes com sentido expiatório, não se aplicando essa noção ao Candomblé, por um motivo aparentemente simples. Entre os cristãos, por exemplo, a extinção dos sacrifícios em termos reais justifica-se pela morte de Jesus Cristo que teria morrido para salvar a humanidade e o mais importante sacrifício a que o mundo assistiu. Ocorre que Jesus morreu pelos cristãos e não pelo Candomblé, isso significa na realidade que os ritos processados em outras doutrinas religiosas não fazem nenhum sentido para os Orixás, da mesma forma que os rituais do Candomblé fogem à compreensão da Igreja Católica; em outras palavras o Candomblé só se explica pelo próprio Candomblé. Na realidade, os processos, os sacrifícios existentes dentro do Candomblé, não adianta recorrer a Bíblia Sagrada para justificar ou muito menos condenar a prática da religião dos Orixás.
O sangue é de importância vital para os Orixás, pois está ligada a concepção, a fertilidade, o nascimento e a todas as etapas da vida. Sem sangue não há axé. Ninguém nasce sem sangue. Quando deixar de haver sacrifícios, o Candomblé com certeza deixará de existir. Não se derrama o sangue dos animais por maldade, por crueldade, muito menos para fazer mal a alguém.
O sacrifício é a condição para que a vida continue e não apenas no Candomblé, todos se alimentam seja de carne, seja de vegetal e um boi só pode ser comido em bifes, ou seja, em partes e depois de morto. Uma alface ao ser desconectada de sua raiz também é morta. Por que não se pode atribuir o significado religioso a um ato essencial para sobrevivência humana? Será mesmo que a condenação do Candomblé se deve ao sacrifício? Não seria essa uma forma da sociedade camuflar preconceitos e  até mais profundos? O ritual macabro não está nos Candomblés e sim nos matadouros onde os animais são submetidos a inúmeras crueldades e morrem com muito sofrimento. Imagine o animal ainda vivo vendo a sua pele arrancada, isso é um exemplo, do que ocorre nos matadouros e é por isso que a carne que será consumida pelos iniciados deve ser sacralizada por meio de rituais específicos. A carne de um animal que morreu com sofrimento não faz bem a ninguém.
Os judeus, os muçulmanos, por exemplo, só consomem carne de animais abatidos de acordo com seus preceitos. Por que o Candomblé não pode fazer o mesmo? É um absurdo acusar o Candomblé de fazer sacrifícios humanos como tem feito alguns segmentos religiosos opostos ao Candomblé. São sacrificados sim: bois, bodes, galinhas, patos, galos, gansos, pombos, e muitos outros animais que dependem do ritual o qual o Orixá pede e que depois serve de alimento a comunidade, mas nunca seres humanos, pois o Orixá vive do homem e através do homem.
Todo homem sacrifica não necessariamente no sentido religioso e mata para sobreviver. Que mal pode haver oferecer aos deuses as partes em que os homens não consomem. Na Bíblia Sagrada, numa das passagens mais marcantes, Abel “imolou” (sacrificou) um carneiro, para Deus e o mesmo foi aceito. No fundo, se estava repetindo um ato já praticado, provavelmente advindo dos africanos. Após sacrificar o animal, cujo sangue é derramado em local determinado, são retirados os “axés”, que são as vísceras principais (moela, rim, pulmão, coração…) que serão fritas ou cozidas, colocadas num oberó (prato de barro|) e oferecidas como complemento, e a carne será consumida pelas pessoas.
A forma como são utilizados o sangue e as demais vísceras dos animais tem uma causa e um objetivo nobre, o de produzir uma energia: o axé, já tantas vezes mencionado, que irá cumprir uma função de maior ou menor importância, beneficiando o alvo de qualquer religião: o ser humano.
O sangue é um forte elemento portador de energia. Dentro de uma ótica-cristã-judaica, o sangue era o principal elemento catalizador de ofertas e oferendas a Deus. A aplicação do sangue de Cristo para salvar vidas aparece de diversas maneiras nas Escrituras Hebraicas: os numerosos sacrifícios de sangue, especialmente os oferecidos no dia da Expiação, eram para a típica expiação de pecados, apontando para a verdadeira remoção de pecados por meio do sacrifício de Cristo. 
Um ebó pode ser definido como um ato de se fazer uma oferenda do reino animal, vegetal ou mineral, de comidas, bebidas e qualquer objeto, a uma divindade ou entidade espiritual. É um ato mágico-religioso que se utiliza das forças naturais existentes nesses elementos para um determinado fim. Por esse motivo, costuma-se dizer que a oferenda revela-se como a maior fonte de comunicação entre todas as forças do universo. 
A palavra Ebó significa sacrifício e vem de bo – alimentar; palavra usada somente para Orixá, coisas e animais, nunca para uma pessoa.
Na língua Iorubá não há diferentes nomes para definir o sacrifício de animais, plantas, de oferendas ou trabalhos determinados pelos Odu-Ifá. Tudo é conhecido por um só nome: ebó. Há uma tendência de se atribuir qualidades parecidas dos humanos aos Orixás, a quem as oferendas são feitas. Eles podem ouvir tocar, sentir nossas emoções, têm apetites, desejos e tabus semelhantes aos seres humanos. Para manter essa comunhão ofertam-se de forma regular as oferendas sob diversas formas, de acordo com a situação que se almeja.
Na realidade os maiores mitos na cultura africanista pregam à caça como Oxóssi que se fez Orixá e se fez lembrado, se fez responsável, se fez rei de Ketu por ser caçador, por ser Odé. Como outros Orixás, como Ogum que também caça que também mata, mas qualquer itan, qualquer estória que se pregue, que se professe dentro da cultura africanista, vai se achar no final  da estória a razão pela qual foi sacrificado o animal chega a ser mais nobre que outros sacrifícios que existem em outras seitas, em outros segmentos religiosos.
Lembrem-se de que Jesus foi condenado à morte por pessoas que viviam a sacrificá-lo, depois fazendo hipocritamente o sinal da cruz, adorando a sua imagem ensanguentada. O Candomblé não é contra a cultura, não é anti-Bíblica, mas com certeza contra a hipocrisia dos homens, que mataram Jesus. Nós não matamos aos nossos Orixás, nós os amamos com todos os seus defeitos e qualidades. Nós amamos Ogum, senhor das guerras, ainda que para fazer a guerra tenha que matar, pois não existe uma guerra sem mortes, não existe uma guerra sem derrotados. Nós amamos Iansã com o seu poder de guerra, mas Oyá jamais vai ter forças na sua adaga se não cortar, e assim amamos os Orixás cada um com sua essência, cada um com a sua base, cada um como são e nós não matamos os nossos Orixás.
Para o Candomblé tudo o que a natureza produz é sangue, pois o que define o sangue é a força que detém, ou seja, o Axé, e um sacrifício requer a utilização com vários tipos de sangue vindo das mais variadas fontes da natureza atribuindo vida e sentido ao Orixá, aos homens e a própria existência.
O elemento mais precioso do Ilê é a força que assegura a existência dinâmica. É transmitido, deve ser mantido e desenvolvido, como toda força pode aumentar ou diminuir, essa variação está relacionada com a atividade e conduta ritual. A conduta está determinada pela escrupulosa observação dos deveres e obrigações, de cada detentor de Axé, para consigo, seu Orixá e para o seu Ilê.
O desenvolvimento do axé individual e do grupo impulsiona o axé do Ilê. A força do axé é contida e transmitida através de certos elementos representativos dos reinos: animal, vegetal e mineral, quer sejam da água doce ou salgada – da terra, floresta – mato ou espaço urbano. Está contido nas substâncias naturais e essenciais de cada um dos seres animados ou não, simples ou complexos, que compõe o universo. Os elementos portadores de axé podem ser agrupados em três categorias:
1 – “Sangue” Vermelho;
2 – “Sangue” Branco;
3 – “Sangue” Preto;
1 – O “Sangue” Vermelho 
        No Reino Animal é representado pelo fluxo menstrual, pelo sangue dos animais, pelo sangue humano, portanto todas as pessoas são portadoras de axé.
        No Reino Vegetal o epô (azeite de dendê), ossún (pó vermelho), mel (sangue das flores), favas (sementes), vegetais, legumes, grãos, frutos (obi, orobô), raízes…
      No Reino Mineral os metais como bronze, cobre, areia, otás (pedras), barro, terra, são portadores de sangue vermelho.
O sangue vermelho está mais diretamente relacionado as coisas quentes, ao movimento e ao fogo, razão pela qual os Orixás exigem uma quantidade maior desses elementos, dominam exatamente esses aspectos da natureza como Exú, Xangô, Iansã.
2 – “Sangue” Branco – Associado à água e o ar.
       No Reino Animal vem simbolizado através do sêmen, a saliva, emí (hálito, sopro divino), plasma (em especial do igbin – espécie de caracol), inan (velas). O igbin sacrificado a Oxalá é um bom exemplo de animal de sangue branco.
       No Reino Vegetal – Favas (sementes), seiva, sumo, álcool, bebidas brancas extraídas das palmeiras e de outros vegetais, Yiérosùn (pó claro, extraído do Iròsún), pó utilizado pelos Babalaôs do Opelê-Ifá, Ori (espécie de banha vegetal), legumes, grãos, frutos, raízes…
        No Reino Mineral – O sal, efun (espécie de giz), a prata, o chumbo, otás (pedras), areia, barro, terra.
Todos esses elementos são portadores de axé e combinados reforçam, ampliam ou estabelecem a relação entre os homens e os deuses.
3 – “Sangue” Preto
        No Reino Animal – Cinzas de animais sacrificados.
   
    No Reino Vegetal – A cor verde, assim como o azul são variações da cor preta. O sumo escuro de certas plantas, o ilú (extraído do índigo), Wáji (pó azul), carvão vegetal, favas (sementes), vegetais legumes, grãos, frutos, raízes…
       No Reino Mineral – Carvão, ferro, osum, otás, areia, barro, terra.
A esses elementos relacionam-se mais diretamente aos Orixás da terra como Ogum, Oxóssi, Obaluaiê e muitos outros. 
O axé é uma força vital que pode ser acumulada, aumentada com o sacrifício, a utilização das mais variadas fontes de axé provenientes de todos os reinos d natureza e que fortalece o poder do Orixá e também do Candomblé. Uma casa de axé ao ser iniciada, ao ser fundamentada, ao ser fundada, o sangue é a base que dá segurança através dos assentamentos de portão, onde com certeza sacrificam-se frangos para os Exús responsáveis e sejam quais forem.
Aos Orixás de fora chamados conjunto de Tempo, Orixás que passam para os seguidores, para os membros, para a comunidade em si do axé, caminhos no sentido Ogum; fartura, prosperidade no sentido Oxóssi; literatura, cultura, sabedoria no sentido Ossaim e com certeza muita saúde no sentido geral a todos do axé nos caminhos de Omulu, Obaluaiê .
Meu Pai Bessém vem mostrando o eterno ciclo da vida, a eterna continuidade, deixando claro não só para o Babalorixá, mas para todos os membros dessa comunidade que o Candomblé é um círculo, um grande círculo da vida onde pessoas chegam, pessoas saem, pessoas vem, pessoas vão, pessoas que com certeza participam, mas também se vão, pessoas que convivem espiritualmente e materialmente dentro do axé e depois também se vão espiritualmente e materialmente no axé. 
Todas as forças, todo o segmento no ariaxé central, alimentando a terra, tornando a terra fértil, tornando aquele lote de terra, esse lote sagrado chamado casa  de axé, sala de candomblé, corte, pois os quatro cantos também fundamentados mostrando a grande esteira energética que é formada, que é montada numa casa de axé, numa sala de candomblé, onde Xirês acontecem, obrigações são presenteadas à sociedade, aonde apresentações sociais espiritualistas são consagradas a cultura africanista através do balé encantado dos Orixás, através do corte mágico de Ogum, através da adaga brilhante de Oyá, através do dengo, do charme, do chamego de Oxum, através da penumbra, através da lacuna que fica aberta entre a alegria e a tristeza nos caminhos de Obaluaiê, aonde Nanã enaltece a vida e a morte, aonde Xangô mostra a sua realeza, mostra que apesar da morte existir, a vida ainda é mais importante, aonde Oxalá com seus passos cansados e ambíguos vem dançando suavemente mostrando que não se tem pressa para nada, que aqui estamos, daqui iremos, mas daqui voltaremos e daqui com certeza iremos novamente e assim segue toda essa base que é construída através de sacrifícios de animais, oferendas anuais que são feitas no decorrer da necessidade, no decorrer do cotidiano de uma casa de axé, aonde muitas vezes professa-se de forma negativa, professa-se de forma errada mas ainda assim o Candomblé não pode ser mudado pelo sacrifício existente dentro do mesmo, mostrando que a cultura africanista desde que o mundo é mundo, é primordial para a convivência humana e que o sacrifício feito, praticado, oferecido ritualisticamente nas casas de Candomblé fazem parte da essência, da base lá do primeiro clarão de vida, no surgimento do mundo, lá do primeiro estrondo e que ecoou no deserto, que ecoou no vácuo mostrando assim que o mundo seria uma grande fonte de energia e com ela seria renovado cada elemento, renovado cada ser.

Ogam Suspenso e Ogam Confirmado

ogan

 

Pode ocorrer durante uma festa de Candomblé, alguém possa ser escolhido para ser Ogam, um cargo masculino de pessoa que não se manifesta com nenhuma divindade, e que somente galga o posto, mediante a escolha direta de um Orixá. Se for Iansã, ele será um Ogam de Iansã, independente do Orixá que ele possua. O Orixá o pegará pelo braço e dará um breve passeio pelo salão, apresentando-o a todos, com um cântico que costuma ser modificado conforme a casa.

“Jí olóyé Ióloyè

A ta taròde”

Suspendemos o titular

Que terá a riqueza do título

Uma cadeirinha formada com os braços, por dois Ogãns mais velhos, o conduzirá a uma cadeira, sentando-o após três tentativas obrigatórias. A partir daí será considerado um Ogam Suspenso, merecedor de honrarias, até que seja iniciado e tenha o seu Orixá assentado. Se for Ogum, fará as obrigações para este Orixá, juntamente com um ritual para o Orixá que o apontou.

 

Todo Ogam deve passar pelo ritual do bólónàn, para verificar a sua condição de ter apenas o santo assentado, ou se houver alguma manifestação, ser recolhido como adósù, o equivalente a Iyawo. A intenção é confirmar a impossibilidade de uma manifestação com o objetivo de evitar que no futuro ele venha a se aventurar como pai de santo, sendo este o momento de comprovação. Neste caso, não há necessidade das mesmas obrigações de um Iyawo, e varia de acordo com os preceitos de cada casa, como por exemplo, cortar os cabelos e raspar a cabeça, entre outros atos.

 

 

Alguns Ogãns, devido ao conhecimento que adquirem, passam a agir como zeladores de santo, fazendo coisas para os quais não foram destinados.

Sob o ponto de vista iniciático, os Ogãns se tornam fiéis à Casa que os iniciou, pelo fato de não poderem mais ser novamente confirmados em outra Casa, no caso de alguma futura insatisfação. É uma situação contrária a dos Adósù, que tem a liberdade de mudar de Candomblé diante de alguma divergência, e fazer suas obrigações com outros dirigentes. Aos Ogãns, é apenas dado o direito de serem homenageados por outros Candomblés, com algum título de reconhecimento pela sua competência religiosa.

 

O recolhimento tem a duração de tempo menor do que a de um Iyawo, o que demonstra ritos menos complexos. Em sua apresentação pública, será conduzido pelo próprio Orixá que o escolheu, que dirá o seu novo nome, terá sua cadeira exclusiva sendo chamado de Pai e todos lhe tomarão a benção. Passará a usar um boné branco, Filà ou Àketè, símbolo de sua posição, embora muitos não tenham o hábito de usá-lo. Terá um Oyè, um título especificando sua real função e será sempre uma pessoa a quem todos poderão recorrer para sugestões e ajuda, de acordo com sua competência e dignidade moral.

 

Alguns títulos que definem as reais funções de um Ogam:

  • Candomblé Ketu: Alágbé, Aràmefà, Apogan, Bàbá Egbé, Ajimudà, Sárépégbè, Asògún, Apótún, Sobalojú, Asógbá, Afikode, Ojú Oba, Elémòsó, Oji Ode, Balógun, Balè.
  • Candomblé Jeje: Pejigan, Bajigan, Hunto, Gan, Gainpe, Oganvi
  • Candomblé Angola: Tata Utala, Tata Kambondo, Kinsaba, Kivonda ou Kixikaramgome Pokó, entre outros.

O grupo de tocadores é dirigido pelo Alágbè, que se ocupa de tocar o maior dos três atabaques, comandando o ritmo e impondo uma variedade enorme de toques e efeitos como um autêntico regente. Os outros o acompanham, um deles utilizando o Agogô, uma campânula de ferro para fazer a marcação, sem qualquer forma de diálogo que não seja através do ritmo. Ao Alágbè compete “dar rum ao santo”, ou seja, homenagear o Orixá com cantigas que ressaltam seus atributos.

 

 

A expressão vem do Iorubá, Dáhún, responder (pronuncia-se darrum). Nos Candomblés Jeje, os Voduns costumam cantar alguns cânticos junto aos atabaques. Quando isto acontece, o Ogam responde com outros cânticos. Este ato de responder justificou a expressão Dáhún ao santo.

 

 

Os cânticos possuem a parte cantada pelo Alágbé, que é o solista, e a parte cantada pelo coro composto pelas pessoas que dançam na Roda. Às vezes cantigas suaves como as de Oxum, outras mais vibrantes como as de Xangô ou Iansã. Todos os momentos do Candomblé têm relação com a musicalidade sagrada.

 

 

Nos Candomblés da Nação Angola, os atabaques são denominados de Ngoma, e são percutidos com as mãos. Somente no ritual fúnebre do Sihun, são usadas varetas, talvez por influência jeje. Os toques são denominados de Cabula, Congo e Barravento.

A Importância da Galinha d’Angola no Culto aos Orixás

Naquele tempo a galinha d’angola era inteiramente preta e vivia só e infeliz dentro da mata. Para resolver seus problemas de solidão, foi consultar o adivinho de Obatalá para que lhe indicasse um ebó que lhe permitisse conseguir uma companheira como todos os demais bichos possuíam. Chegando à casa do adivinho, o pobre animal não foi por ele recebido porque, sendo completamente preto, não poderia entrar numa casa onde o Orixá do Branco era cultuado, pois a cor preta era considerada como uma grande ofensa.
Desolado, o bicho que apesar de viver só era muito rico, reuniu uma grande quantidade de alimentos e saiu sem rumo, na esperança de encontrar em outro lugar qualquer, alguém que lhe fizesse companhia.
Depois de muito caminhar encontrou, numa clareira, um velho muito estropiado que gemendo, estendeu-lhe as mãos dizendo:
– “DÁ-ME UM POUCO DE COMIDA E DE ÁGUA, POIS ESTOU EXAUSTO E JÁ NÃO POSSO CONSEGUIR ALIMENTO PARA MINHA PRÓPRIA SOBREVIVÊNCIA”.
Condoído, Etú serviu de seu próprio alimento ao velho e saciou-lhe a sede com a água que trazia dentro de uma cabaça.
Logo que acabou de comer, o pobre velho, de tão enfraquecido, caiu em sono profundo e, ao despertar muitas horas depois, deparou com Etú que preocupado, velava por seu sono.
Já refeito, o velho perguntou:
– “que fazes sozinho no interior desta floresta? não sabes que ela é sagrada e que só os iniciados podem adentrá-la?”.
– “ando sem destino. nasci só e sempre vivi só. minha aparência é muito repugnante e minha feiura impede que as pessoas permitam que me aproxime delas”. Replicou a ave.
– “tua feiura exterior nada é, comparada com tua beleza interior. aproxima-te mais e, como recompensa pela tua bondade, modificarei um pouco a tua aparência”.
Ordenou o velho.
Pegando pó de efun o velho, que outro não era que o próprio OBATALÁ, soprou sobre o corpo de Etú deixando-o, a partir de então, todo pintalgado. Reunindo alguns elementos sagrados, modelou um cone que colocou no alto de sua cabeça dizendo:
– “A PARTIR DE HOJE, SERÁS O ANIMAL MAIS IMPORTANTE NA RELIGIÃO DOS ORIXÁS, NADA PODERÁ SER FEITO SEM A TUA COLABORAÇÃO E, COMO SINAL DESTA IMPORTÂNCIA, SERÁS O ÚNICO DENTRE OS SERES VIVOS A PORTAR O OXÚ, SÍMBOLO DA ALIANÇA FORMALIZADA ENTRE O INICIADO E SEU ORIXÁ. POSSUIRÁS, ALEM DISTO, TANTAS FÊMEAS QUANTAS QUISERES E TUA PROLE SERÁ NUMEROSA E SE ESPALHARÁ SOBRE A TERRA”.
Por este motivo a galinha d’angola possui o corpo coberto de pintas e carrega sobre a cabeça uma crista cônica, assemelhando-se ao neófito durante o ritual da iniciação. Sua presença em todas as cerimônias iniciáticas é indispensável e todos os Orixás a exigem em seus rituais.

Porque Vestir Roupa Branca Nas Sexta-feira?

Na cidade Ilé-Ifé existe um templo muito antigo, onde todas as sextas-feiras as pessoas se trajam de branco e vão Orar para Ifá, pedindo harmonia para suas vidas e paz no planeta.

 

Isso, pelo fato da “sexta feira” ser considerado o dia, mais terrível da semana, extremamente pesado e mais agitado comparado aos outros dias.

 

Porque?

 

É sabido que é na sexta feira que os tratados de guerra são fechados, geralmente é quando são assinadas as declarações de falência financeira, rescisões de contratos (prejuízos – perdas), também é o dia que mais ocorre todo tipo de conflitos e fatalidades como: brigas, traições, separações conjugais, internação em hospitais, acidentes e maior número de mortes no mundo.

 

Por outro lado, é também o dia de folia com bebedeiras, libertinagem, embriaguez, maior uso de drogas, vandalismo, abuso sexual, confusões, traições conjugais, inimizades.

 

Portanto, à sexta feira é o dia em que mais ocorre perdas, roubos, prisões, intrigas, provocações, fofocas, discussões, acidentes e muitas outras fatalidades com avultosos números de óbitos no mundo inteiro.

 

Agora fica bem esclarecido que os reais motivos de nos trajarmos com roupas brancas nas sextas-feiras é na finalidade de entrarmos em sintonia com a luz e a pureza de Ifá e Obatalá.

 

Dessa forma, nos manteremos neutros e isolados dessas possíveis fatalidades, fermentadas pelas forças malignas, chamadas de AJOGUN.

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