Cigana Maria Rosa

A Maria Rosa, é sensível, se apresenta ligada às artes e à beleza, e uma de suas especialidades é trabalhar com aromas. Já tem o nome de flor (Rosa) porque adora perfumes e aprecia a beleza e a harmonia. A responsabilidade de Maria Rosa é levar até Luciana as informações referentes ao plano espiritual para que ela possa sempre manter seu elo com o cosmos sem se deixar levar pela vaidade ou ganância, uma vez que dotada de qualidades para pensar só em si mesma, ela possa em alguns momentos, se trancar em si mesma e esquecer de praticar a caridade ao próximo. Podemos então deduzir que, os mentores são espíritos responsáveis pelo equilíbrio energético de cada um, por isso uma pessoa pode ter só um, outro terá vários, porque de acordo com cada ponto a ser tratado, muitas vezes será necessário espíritos com perfis diferentes e especializados em cada situação para ajudar a pessoa a conseguir trilhar sua evolução.

Cigano Carlos Zenon

 Descreveu-se como um homem de 34 anos, pele morena clara, cabelos na altura da base do pescoço. 

Usando como trajes, uma camisa branca e uma calça marrom avermelhada, com uma faixa na cintura e botas.

Enigmático e envolvente, contou-me um pouco sobre uma de suas encarnações.

Pertencente a uma tribo de ciganos de Malaga, e como bom andaluz, amava a música e a dança, que dominava como poucos.tinha um grave problema: o fraco por mulheres, envolvia-se com as senhoras das mais diversas culturas, e naturalmente isso acarretava desentendimentos com sua família, que já havia acertado, sua futura esposa, uma jovem pertencente a uma tribo de Cadiz.

Mesmo sendo dedicado à cultura de seu povo, havia em Carlos a necessidade de ser livre, inclusive dos costumes, que não questionava, mas não conseguia cumprir fielmente.

Seus envolvimentos amorosos e seus conceitos sobre amar e ser feliz, fizeram com que fosse afastando-se cada vez mais de sua comunidade.

Carlos não interessava-se pelo cotidiano prático, trabalhava como ferreiro e sonhava com poesias. Sua alma refinada e demasiado sonhadora, não encontrava ressonância tão pouco aprovação entre seu povo.

Decidiu então, aceitar seu destino, como esperavam que o fizesse. Abandonou sua intensa vida amorosa e seu ócio contemplativo, para dedicar-se com afinco ao trabalho e as responsabilidades que o esperavam como um futuro chefe de família. 

Casou-se, amou sua esposa, da forma que lhe foi possível, mas seu coração o inspirava a seguir, seguir sozinho, seguir sem rumo, sem amarras. Foi então que decidiu abandonar a esposa, família e tribo, em busca não sabia do que.

Partiu levando nada além da roupa do corpo, e as maldições lançadas pela esposa ferida de dor. 

Após percorrer cidades e países próximos, consegue partir para o Brasil, na condição de voluntário e ferreiro, livrou-se de ser enviado como degredado.

Trabalhava duro, muito exaustivamente, mas estava feliz, omitia sua origem cigana, pois falava razoavelmente, o espanhol, o português e o italiano.

Carlos era carismático, fez amigos entre párias e privilegiados, os quais encantava com sua alegria, música e dança.

Conheceu, encantou e amou muitas mulheres, até que encontra aquela que julgou ser a razão de toda a sua busca, Eleonora.

Casou-se segundo as tradições católicas da moça, com a qual teve um casal de filhos. 

Mas morreu aos 34 anos, devido a uma queda de seu cavalo, em um de seus passeios solitários pelos campos, aonde cantava e orava para aqueles que abandonou o perdoassem e fossem tão felizes como ele era.

Esse É CARLOS, O CIGANO que encantou por completo.

Costumes das mulheres ciganas

 O povo cigano une diversas culturas. Mesmo apresentando semelhanças, homens e mulheres de diferentes lugares e condições sociais vivenciam desafios igualmente diferentes. Nesse sentido, a situação da mulher cigana não pode ser simplesmente classificada dentro de estereótipos já tão conhecidos. Dentro de uma cultura que parece muito machista aos não ciganos, é preciso avançar com respeito. Quem é a mulher cigana? Ou melhor, quem são as mulheres ciganas? São perguntas que não nos atrevemos a responder.

 

A mulher cigana se casa cedo, em geral antes dos 20 anos. Os filhos são muito bem-vindos, já que a família é o valor mais importante para o cigano, seja ele de qualquer condição social. Os casamentos ainda são acertados entre as famílias, mas hoje existe uma flexibilidade maior no sentido de ouvir os noivos, saber se eles desejam a união. Há ciganas que se casam por volta dos 14 anos. Tranquilamente, elas explicam que dentro da comunidade cigana o casamento acertado não tem nada de estranho, é cultural. Elas contam que as ciganas   em sua maioria são donas de casa.

“Tem muitas mulheres com pouco estudo, não têm experiência quase nenhuma. Muitas são costureiras, fazem bordado, mas é somente para a família. Ninguém também se interessa, acham que as ciganas vão roubar. As pessoas nem se interessam, porque as pessoas olham para eles de outro jeito, diferente de quem não é cigano”.

A educação é uma questão delicada para a mulher cigana. Mas há grandes diferenças entre os grupos itinerantes e as comunidades que fixaram residência. A cigana nômade tem muito mais dificuldade de acesso à educação e aos serviços de saúde do que as mulheres que vivem nas cidades, onde a convivência com os não ciganos é mais próxima. Já se encontram ciganas com formação universitária, que avaliam que a educação não interfere no orgulho que elas têm de pertencer ao povo cigano. Mas algumas vezes essa caminhada tem um preço. Existem até ciganas que já rompeu com a família para continuar os estudos. Ciganas registradas no Brasil,  que foram nômades e passaram por diversos países sul-americanos. Apesar de estarem distanciadas da comunidade cigana, elas trabalham na tentativa de diminuir os estereótipos que envolvem o povo cigano, e que apresentam a mulher apenas como alguém que lê a mão, dança de forma sedutora e com olhares de mistério. Elas destacam que o analfabetismo entre as mulheres pode se relacionar de forma direta com a violação dos direitos.

Quase ninguém sabe que muitas mulheres ciganas foram esterilizadas forçadamente no leste europeu e na Espanha, recentemente elas apareceram e falaram sobre essas questões. E elas foram, entre outros motivos, porque não sabiam ler. Os médicos no leste europeu faziam as ciganas firmar um papel que dizia que elas queriam ser esterilizadas, e elas assinavam. É uma coisa simples, uma questão pragmática do que é ter seus direitos violados por nem saber ler”.

A primeira cigana brasileira a se graduar em 1976 foi Mirian Stanescon ela é advogada e confirma que não foi fácil seguir estudando, e segue trabalhando desde então pelo resgate da cidadadania do povo cigano. Mirian integra o Conselho de Promoção da Igualdade Racial e aponta que a situação das ciganas nômades é realmente mais complicada no que diz respeito à educação e aos serviços de saúde. Mirian explica que um dos costumes ciganos é que a mulher não seja tocada por outro homem que não seja o seu marido.

“A mulher cigana às vezes não vai a um ginecologista. Não estou falando dos ciganos que já estão sedentarizados não. Aqueles ciganos mais arraigados, mais tradicionais, eles ficam meio assim de deixar a mulher ir a um ginecologista homem. O ideal é que quando uma cigana visita um hospital, que tenha uma ginecologista mulher, ela ficaria mais à vontade e o marido não teria aquela história de que a mulher foi tocada por outro homem. Aí as pessoas falam que é cafona, é careta, mas é uma tradição do povo cigano que a mulher não seja tocada por outro homem, e há que respeitar, não é verdade?”.

Mas essa não é a única questão relacionada com a saúde que afeta as mulheres ciganas. A doença vem como uma humilhação para a mulher cigana, sendo que muitas vezes elas abandonam o tratamento assim que experimentam uma pequena melhora. As ciganas analfabetas chegam a fugir do hospital sem esperar a alta. Além disso, como a cultura cigana é bastante permissiva ao homem, ela conta que estão acontecendo casos em que os maridos passam doenças sexualmente transmissíveis para suas esposas.

“Elas não conhecem métodos contraceptivos, não usam camisinha. Estão acontecendo algumas coisas ruins, principalmente nos acampamentos, porque alguns ciganos dão um pulinho fora e alguns ciganos já andaram infectando suas esposas pelo HIV e com moléstias sexualmente transmissíveis”.

Em andanças pelos acampamentos, tem sido constatado também muitos casos de consumo excessivo de álcool e depressão entre as mulheres ciganas. Uma certa tristeza e um incorformismo são vistos, e têm origem em razões culturais e sociais. A televisão apresenta uma realidade muito diferente do que é vivenciado entre os ciganos itinerantes, que se percebem sem escolaridade e sem condições de adquirir os produtos mostrados a todo momento na tela da TV. Aliás, esse é um problema social que não atinge apenas à parcela mais pobre do povo cigano, mas se coloca também para grande parte da população brasileira. Mas os conflitos culturais também têm se mostrado com mais força. Conta-se o caso de uma jovem cigana que queria ir ao cinema de minissaia e foi rechaçada pelos pais e pela comunidade.

“E a menina saiu de calça jeans, de minissaia não podia, porque segundo as nossas regras, mulher cigana não mostra as pernas. Esse conflito vai começar a acontecer. Aquela menina de 14 anos, que já disse que não vai casar tão cedo porque ela quer terminar os estudos, ela já queria usar a minissaia. Isso vai ser normal acontecer, e acontece com os ciganos acampados, porque os ciganos não acampados, que estão em suas casas e já estão estudando, eles são mais amenos”.

O mundo cigano se mostra assim, como um universo com muitas facetas, onde tradição e modernidade se encaram todo o tempo. Os ciganos seguem trilhando seus caminhos e desafios, pedindo respeito por seus costumes. Como essas tradições irão permanecer dentro das comunidades, é algo que apenas o tempo dirá.

Malandro é Malandro!

MALANDRO É MALANDRO !!

Malandro é aquele que brinca com a vida
Malandro é aquele que samba no pé
Malandro é o cara que sai na madruga
Volta pra casa e engana a mulher
 Malandro de fato é quem impõe o respeito
Malandro é aquele que faz o que quer
Malandro é aquele que vai lá a lapa
fumar um cigarro sambando no pé.
 
Descrença no ser humano foi o que me restou
Mas de mané nada ficou,
 Ser  Malandro foi o que restou
Esta é minha armadura
isto a vida me ensinou
Malandro é malandro e Mané é mané.

Um dia uma mulher me falou,

Quem nasceu pra ser malandro, nunca chega a ser Doutor.
Provei pra ela que isso é mentira.
Eu me chamo Zé malandro
sou Doutor da Boêmia.

Malandro amigo do peito!

Malandro amigo do peito sujeito de fé
tinhoso, manhoso, sabe o que quer
na terra do malmequer
margarida mexeu com seu peito uma linda mulher
e o zé que não é nenhum zé qualquer
se acendeu de paixão e saiu do chão
malandro sempre alinhado num linho do bom
uma loira gelada para dar o tom
simpatia, papo bom
na lapa reduto de bambas e sambas maneiros
José estava sempre com seus companheiros
navalha no bolso, lenço no pescoço
vivendo sem pressa, deixando a vida levar
no tempo, no laço, nos braços do vento
querendo o melhor a todos ao redor
o amor e a harmonia é o seu enredo
mulato formoso dos olhos verdinhos
da cor lá do mar
o teu sobrenome até dá pra rimar
pra quem não conhece vou apresentar
JOSÉ RIBAMAR
lá no morro ele é respeitado e no samba também
malandro do bem onde ele chegar
um rabo de saia
não pode faltar…

Pombo Gira Maria Quitéria

 Esta pomba-gira de fé é da mesma banda de Maria Padilha, é uma entidade muito forte que comanda uma falange muito grande de mulheres… pomba-gira Maria Navalhada é sua subordinada. Ela acompanha sete exus e se apresenta sempre quando bem incorporada como uma mulher forte e sem rodeios… ao contrário do que muitos pensam estas entidades apesar de serem muito sensuais… não costumam se insinuar a ninguém… a sensualidade faz parte da sua maneira de viver e é assim que elas se aproximam dos seus filhos de fé! 

 Maria Quitéria aceita seus pedidos e oferendas nas encruzilhadas e cruzeiros… toma champanhe em taça, gosta de cigarrilhas longos, bijuterias, perfumes, velas vermelhas e toalha vermelha e preta… Suas oferendas tem que sempre estarem impecáveis… assim é esta exigente entidade.

A força energética de Maria Quitéria tem maior intensidade em trabalhos a serem executados com as Almas principalmente em Cemitérios e Montes, sendo quase sempre mensageira de Orixás como Iansã, Obá, e as vezes Ogum.

“Salve exú de banda, salve exu mulher, salve pomba-gira Maria Navalhada, salve sua rainha Maria Quitéria e toda a sua cambada

 

Caminhos

 

Maria Quitéria das 7 Encruzilhadas

Maria Quitéria da Calunga

Maria Quitéria das Almas

Maria Quitéria da Campina

Maria Quitéria do Cruzeiro

Maria Quitéria da Figueira

Maria Quitéria dos Infernos

Maria Quitéria das Sete Catacumbas

 

Características

 

Arma                      Navalha
Bebida                    Champanhes, Licores
Fuma                      Cigarros, Cigarrilhas longas
Lugar                      Cemitérios e Montes
Nome Cabalístico Lamia
Vela                         Vermelha, Preta

Exú do Lodo

 O Exu do Lodo é uma falange de Exus ligados as Almas, ao Orixá Omulu, mas  que poucos sabem é que ele está intimamente ligado a Nanã e a Iemanjá, pois sua energia telúrica se funde coma energia aquosa.

Os espíritos desta linha se apresentam curvos e com dificuldades pois sua energia é pesada e todos usam aparência de velhos, velhos feiticeiros. A maioria dos espíritos desta linha foram, Padres, Bispos, Bruxos, Magos e Feiticeiros.

São grandes curadores e tem um grande poder de alquimia, são protetores dos cientistas e dos alquimistas.É difícil achar médiuns que entrem em contato com esta energia pois é bem pesada e requer muito dos seus médiuns.

Exu do Lodo é um dos sentinelas das almas, enviado direto de Omulu que trabalha na transmutação de energias, transformando o chumbo em ouro, o lado negativo em positivo. Motivo de usar muito a cor preta que representa a transformação.

Ligado também aos Orixás das Águas, Yemanjá, Oxum e Nanã. Trabalha com as coisas que estão estagnadas, manipula as energias paradas, os processos sem andamento, sem horizontes. Promove grande limpeza e descarrego tirando as pessoas das doenças, principalmente as de pele, e das misérias. Possui grande poder mágico pois trabalha no encontro das águas com a terra e as pedras onde se forma o lodo, tirando destes elementos todo subsídio.

 

Pontos Cantados

 

Na praia deserta eu vi Exu

Então o meu corpo tremeu todo. (bis)

Acendi minha vela o meu charuto

Arrie minha marafo

Saravei Exu do Lodo (bis)

 

Lenda

 

Diz a lenda, que uma vez estabelecida a Kimbanda, Exú Rei e sua esposa, decidiram andar pelo mundo para verificar o trabalho que realizavam seus súditos (ou seja, os Exus) e dessa maneira, comprovar se eles eram fiéis no cumprimento as regras ou não. Para fazer isso, disfarçaram-se, ocultando seu ricos adornos para poderem passar despercebidos.

 

Em uma ocasião, Pomba Gira Rainha caminhando por uma trilha, defrontou-se com um enorme pântano, sujo e podre, o que lhe impediu de continuar sua ronda. (Não se esqueça que os Exus nunca voltam para trás, eles não caminham sobre os seus próprios passos).

 

Enquanto decidia como fazer para atravessa-lo, apareceu a sua frente um homem de estatura média, com o perfil de um ermitão, bastante despenteado e aparentando ser anti social. Apesar de sua imagem sombria, coberta por uma enorme capa escura, parecia não coexistir com aquele lugar.

 

Ela se assustou bastante a principio, mas ficou lisonjeada com o gesto educado daquele homem, que rapidamente retirou a sua capa e jogou sobre o lago que ela pudesse passar, podia ver nos olhos dele um interminável desolação.

 

A Rainha caminhou por sobre a longa capa e seguiu seu caminho sem olhar para trás. Atônito, fascinado pela beleza desta estranha mulher que nunca tinha visto, mas ele estava certo, nunca se esqueça de, pela primeira vez tinha sido no amor. Ele não sabia quem era ELA. Ela não pode imaginar a sua ansiedade: não foi fácil ser o guardião daquele lugar. Nenhuma mulher gostaria de acompanha-lo no seu esforço. Como recompensaria sua educação e respeito ? de que maneira poderia melhorar a sua vida?

 

Após a conclusão da sua viagem, chegou ao palácio e disse ao seu marido o que ela tinha descoberto. “Existe um ser nobre – lhe digo – que cuida de um pantanal imundo. Quando uma pessoa chega a esse charco pestilento, do nada ele vem e te ajuda a pessoa a superar obstáculos tremendos. Eu vi a tristeza em seus olhos para ter uma local como aquele para atendimento, mas, no entanto, faz o seu trabalho com cuidado e sem soluçar. Sua figura, curva, malcheirosa e bruto, mas é humilde e cortes.

 

Interessado no vizinho, Exú Rei queria convida-lo para uma celebração que iria fazer em sua casa para no final do mês. Sua intenção era premia-lo por sua abnegada dedicação à missão que lhe tinha sido encomendada e pelo respeito a sua esposa. E em sua busca, ordenou ao general de seu exército, Senhor Tranca Ruas.

 

Uma vez reunidos na Mansão Real, qual não seria a surpresa de Exu do Lodo ao notar que a esposa de seu soberano era a mulher que ele amou profundamente! E a dor, ao mesmo tempo, porque, em menos de uma fração de segundo deveria ser retirado de sua mente. Não podia sequer imaginar que, uma vez que ele sentindo-se atraído por ela.

 

Naquela noite, Exú Rei o condecorou e lhe deu a honra de se sentar-se à sua direita. E desde então ocupa este lugar, mantendo a base do trono de seu monarca.

 

Pomba Gira Rainha, em seguida, dá-lhe um lenço perfumado com seu aroma, e solicita que você guarde suas lágrimas, e depois, ao retornar para o seu local, jogue-o no meio do pântano. Ela lhe agradece pela respeito e ternura, e promete ajudá-lo a sair da solidão em que se encontra.

 

Naquela noite, enquanto voltava para o seu território, cabisbaixo, pensou: Como poderia ser feliz vivendo no lodo! nenhuma mulher queria juntar-se a mim em meu trabalho. Ao chegar, jogou o lenço sobre a lama e ficou a observar a lua que o cobria com a sua luz prateada. Saiam do lenço todas as suas lágrimas e espalharam-se por sobre o pântano, espalhadas como um colar de pérolas que desmanchava. Na manhã seguinte, ao observar o local onde ele tinha atirado o lenço tinha começado a crescer uma planta, e que as suas lágrimas dispersas, eram botões florais que começaram a pressagiar uma nova era. Era fim de inverno, e a primavera produzia milagres mesmo através da lama.

 

Foi a primeira vez reparou as flores. Considerou um presente de sua Sra. Rainha e pôs-se a aspirar a fragrância do seu amor. Era o mesmo perfume de sua soberana, o qual, cuidaria a cada primavera.

 

Depois de algum tempo, a história repetiu-se com outro protagonista. Uma mulher que circulava por aquele mesmo caminho, e de repente estava próxima ao charco. Solicito como sempre, Exú do Lodo saiu de seu esconderijo e ofereceu-lhe o casaco dele. Ao olha-la, descobriu em seus olhos a simpatia que ele tanto buscava, e sem pensar duas vezes, cortou algumas de suas flores e ofereceu-as a linda mulher. Ela as aceitou, por sua vez, lançou uma gargalhada. Era, Maria Molambo, que desde então, passa a ser sua parceira e ficou a viver ao seu lado.

 

A moral desta história nos permite compreender os sentimentos mais profundos.

Quantas vezes devemos renunciar a alguns sonhos, reconhecendo que não podemos alcançá-los! E, que afortunados somos se podemos faze-lo, nos livramos de tantas dores de cabeça, de tantos contratempos, e que ao final, nos aguardam outras flores que possuem uma fragrância que ao senti-la, queremos te-la sempre ao nosso lado

 

A Educação, a obediência, o respeito e a renuncia de Exú do Lodo foram premiadas. Não somente se tornou o braço direito de Exu Rei, como também de toda a Kimbanda. Mas ele poderia encontrar o amor e ponha um fim a seus dias de pessimismo.

 

Isso aconteceu, de acordo com as entidades próximo ao inicio da primavera. Portanto, a celebração ocorre a cada 21 de setembro em todos os templos que tem como protetores os Reis da Encruzilhada.

 

Esta noite a festa é especial. Exú Rei volta a cada ano para reafirmar a sua atribuição ao seu leal súdito e o destaca com uma banda. Permanece junto a algum tempo e, no momento de despachar, eles caminham juntos para a porta do Terreiro, onde a direita do monarca, e sempre ajoelhado, espera a chegada da Pomba Gira Rainha. Uma vez que Exú Rei deu o passe a sua companheira, Exú do Lodo a toma pelo braço e juntos ingressam no salão de baile. sob uma chuva de pétalas de flores que os filhos de santo soltam no ar no momento, Saravando a presença de sua rainha, e aplaudindo, em ambas as entidades a quem paga seu tributo nesse dia à noite.

 

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