Mestre Zé Malandro e Maria Amalha (Maria Navalha)

O Mestre Zé Malandro, um mestre que nasceu, viveu e foi passado para a Jurema em Recife do Bairro da Encruzilha, tinha a sua amada Amalha a quem lhe sustentava Mestra Maria Amalha, e após a sua companhia passou a ser conhecida por Maria Navalhada, a quem andava com uma navalha e um punhal por baixo das saias, destinado a se defender ou mesmo para atacar os seus desafetos, muitas vezes por ciumes de seu amado Zé Malandro.

Segundo consta a história, Uma mulher com problemas na sua gestação foi aos pês do Mestre Zé Pelintra em Pernambuco e pediu que o seu sonho era ter um filho e se isso acontecer ele seria afilhado dele e o seu nome ia ser do filho quando a criança nasceu em Pernambuco, a mãe se mudou para o Rio de Janeiro, e essa criança é o Zé Pelintra da Lapa ou mesmo o Zé Malandro da Lapa, por causa dele que o Carioca recebe o titulo de malandro, boa vida, ele e o encantamento do Rio de Janeiro. Porem não é um Mestre de Jurema.

A Fundação da Umbanda e Quimbanda foi em 1908 pelo Médium Zélio de Moraes pela orientação de seu guia Caboclo da Sete Encruzilha.
Mais um motivo que nos prova se a Jurema Nasceu em 1532 na Pré História do Brasil o mestre viveu em sua maioria após 1700, mais teve e claro os mais antigos que essa data que são os mestres mais altos na jurema e que não desce mais e a sua ciência se perdeu.

A linha ferroviária foi inaugurada na vila do cabo, no dia 8 de fevereiro de 1858, , relata mais uma vez uma época que o mestre viveu sendo assim concluímos que se a Jurema nasceu com a colonização do Brasil em 1532 e a Umbanda e Quimbandas somente em 1908 então na Jurema não tem a presença de Exu e Pomba Gira (Pessoas de más índoles) de mais hoje temos algumas Jurema Traçadas com Quimbandas que louva a Exu na mesma sala de Jurema.

A própria evolução do homem faz unir certas culturas, depende da rama da jurema e dos princípios de cada um não e errado desde que se fala a verdade e ajuda as pessoas em nome de Deus.
O Reino do Jurema, ou Jurema de Caboclo ou Tupã, que foi o primeiro Reinado da Jurema Sagrada Catimbo, que os Pajés consagrava os seus discípulos índios, negros, europeus a quem lhe procurava abrigo e eles via a sua força espiritual, e esse médium que são chamados de Juremeiros saia das suas aldeia e aos poucos foi formandos novos Reinados que chegou ao número 12.

Quando se passa para jurema e louvado somente os Guardiões da Jurema, e encantados da Jurema Sagrada, jamais passa os dois na mesma sala, igualmente aos orixás.
Um Juremeiro geralmente tem o seu Padrinho Mestre de Jurema e um Babalorixá totalmente destintos.

Jurema é os Espíritos encantados, e os orixás são Divindades da Natureza, não teve corpos são Divindades dos elementos da Natureza é Africa.

Um mestre de Jurema em vida ele se ele foi consagrados por algum Juremeiro que se chama Padrinho Mestre, ou por algum índio ou o seu mestre o encantou no ato de sua passagem. Mais quando ele é um médium de Umbanda e passar e ter que voltar vem como Exu.

E na Jurema não tem Exu e sim guardiões tal como Morão do Mar, Canindé, Malunguinho etc…
Mais Maria Amalha ou Maria Navalhada não era a única mulher da vida do Zé Malandro, pelo o pseudônimo de Malandro já falava tudo que o cabra era, e Amalha se apaixonou e se prostituía para dar dinheiro para o seu amado.

Mas quem se atrevia atravessar em sua frente, para cortejar o Zé Malandro, ela deixava a sua marca com sua navalha, e Amalha ganhou o apelido e Navalha, Navalhada, Maria Navalhada.
Suas Cantiga mostra quem essa mestra esquerdeira era.

LÍRIO DA MESTRA


Eu Vou Beber Vou Farrear
Para A Polícia Me Levar
Eu Moro Em Casa Amarela
Lá Na Encruzilhada e a minha perdição,
E Quem Quiser Saber Meu Nome
Sou Eu Maria Navalha.

Aqui diz claramente, a mestra diz quem ela é da onde ela vem, Pois morava em Casa Amarela mais lá na Encruzilhada, era a sua perdição pois era la que morava o seu amor, Zé Malandro.

LÍRIO DA MESTRA

Eu A Procuro Mas Não Vejo
Cadê Maria Navalha?
Vai Pro Japão Jandaia
Mulher De Malandro Tem Nome
E Se Conhece Pela Saia
Nego Meu, Neguinho Meu,
Nego Meu, Neguinho Meu
Ele é Preto, é Maconheiro
É Vagabundo Mais É Meu.


 Aqui diz quem foi a sua perdição. Como tinha Amalha ou Navalhada, como tinhosa esparramada tinha a sua Irmã mais centrada e calma Amália.
Amália já e uma mestra que costa de chapéus, leques perfumes, joias, fala calmo e gosta de ajudar a quem a procura com situações amorosas, ao contrario de sua irmã que usa um turbante na cabeça e mais expansiva que foi a preocupação da Amália.

LÍRIO DA MESTRA

Oh ôôôôôô Anália
Cadê Maria Navalha
Ela É Moça Bonita
Que Se Veste Com Sete Saias.

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