OS FILHOS DE IEMANJÁ

Os regidos por Iemanjá são pessoas emotivas, que dão grande valor à família e aos amigos. Muito gentis, tratam todas as pessoas sempre com a mesma educação e carinho. Não possuem aparência de fortes, mas são dominadores e possuem uma garra enorme. Também são protetores e ninguém se equivale a eles quando o assunto é ajudar um amigo ou dar abrigo a alguém indefeso. 
 
Lutam pelas coisas justas e não ficam em ambientes onde sentem que as aparências falam mais alto do que a essência das pessoas. Seu maior pecado é a vaidade, em nome da beleza são capazes de tudo. Precisam se sentir belos e especiais do momento em que acordam, ao momento em que vão dormir.
Quando o assunto é amor, são pessoas uns tanto instáveis. Seu humor muda de acordo com as marés e, da mesma maneira que um dia chora de saudade, faz escândalo por amor, no outro pode levantar e não tocar no nome da pessoa amada, como se ela nunca tivesse existido.
 
Gosta de dominar a relação, o que acaba por sufocar quem ama. Geralmente, seus relacionamentos são marcados por discussões, momentos de tensão e, ao mesmo tempo, muito carinho e companheirismo. O que pode se transformar numa dor de cabeça para você é sua necessidade de receber atenção e carinho. Quando a pessoa amada é meio distante ou não se liga muito ao romantismo, você se torna mais pegajoso (a) e passa a exigir de seu amor até aquilo que ele nunca poderá dar. Se por qualquer motivo, for traído, torna-se uma pessoa cheia de raiva e vingativa. Enquanto não ver o outro comendo o pão que o diabo amassou, não se sente feliz.
 
Trabalhar com um regido de Iemanjá é bom porque é uma pessoa amorosa e ambiciosa. Batalha pelo que deseja e respeita muito a opinião do outro. Aliás, possui um respeito tão grande pela chefia e seus superiores que chega a ser  reconhecido por isso. Costuma se dar bem em empregos onde possa lidar com crianças ou idosos, porque é muito paciente e doce. Também faz sucesso em empregos onde possa colocar a criatividade para funcionar como arquiteto, cantor, artista plástico, publicidade. Quando o importante do trabalho é que ele seja feito por equipe, você sempre bem lembrado, afinal poucos são os que conseguem reunir as pessoas em torno de um ideal comum. Pau para toda obra, não nega ajuda, chegando algumas vezes a assumir a responsabilidade dos outros.
 
Costumam ter boa saúde, mesmo porque não se deixam abater por gripes ou doenças comuns que pegamos em algumas estações. Deveria se exercitar mais, até porque tem facilidade em engordar, mas são preguiçosos demais, só fazem exercício quando um médico manda ou quando alguns amigos os incentivam a acompanha-los. Como guardam tensão, e de vez em quando explodem com grande raiva, precisam ter mais carinho com seu fígado, buscando praticar meditação e ler mais livros que aumentem a espiritualidade. 
 
Os filhos de Iemanjá são pessoas muito voluntariosas e que tomam os problemas dos outros como se fossem seus. São pessoas fortes, vigorosas e decididas. Gostam de viver em ambientes confortáveis e com certo luxo e requinte.
Os filhos de Iemanjá põem a prova suas amizades que tratam com carinho maternal, mas são incapazes de guardar mágoa, por isso não são merecedores de traição. Eles costumam exagerar em seu afeto, exagerar em seu amparo, em sua proteção e fazem uso às vezes de chantagens emocionais e afetivas. São pessoas que dão grande importância aos filhos, mantém com eles os conceitos de respeito e hierarquia sempre muito claro em seus traços pessoais.
 
Sempre nas grandes famílias há um filho de Iemanjá pronto a se envolver com os problemas de todos porque gostam. Gostam tanto disso que podem se revelar um excelente psicólogo e responsável familiar.
Filhas, muitas vezes, abrem mão de sua vida pessoal, sentimental, sexual, amorosa, para cuidar de uma velha mãe doente, para cuidar dos sobrinhos e encaminha-los, por muitas vezes se satisfazem somente com estas tarefas que fazem dos filhos de Iemanjá, pessoas ricas. Ricas de sentimento, ricas de caridade, ricas de fé.
 
Fisicamente, os filhos de Iemanjá tendem a obesidade ou com certeza  a uma certa desarmonia do corpo. As mulheres, por exemplo, acabam ficando com os seios avantajados e as nádegas contidas e preferem cabelos compridos.
São extrovertidas e sempre sabem de tudo mesmo que não saibam, não se deixam perder no caminho da incerteza.
 
Entre as filhas de Iemanjá, todas são queridas numa casa de axé, mas normalmente se destacam muito pela parte culinária, pelo carinho com a alimentação dos filhos, pelo cuidado. Normalmente são pessoas que recebem cargos nas casas as quais são iniciadas.
 
Cargos como de Iarrunçó ou Mãe Criadeira, cargos que vai lidar diretamente com aconselhamentos que depende da sabedoria sentimental de quem os criam, por isso as filhas de Iemanjá são muito respeitadas e muito queridas nas casas de axé.
 
Os filhos de Iemanjá, de predominância feminina, costumam ser protetores ao extremo. São mulheres bonitas, tendem à obesidade e costumam portar seios volumosos, fortes, cheias de sensualidade, pouca região glútea, longas madeixas e julgam-se os mais sábios.
 
São o arquétipo da mãe que dirige o lar com eficiência. São pessoas generosas e dadas a amizades, sem realizar planos futuros. Com muita meticulosidade, porém se prendem às necessidades do dia a dia. Gostam de dar ordens e são obstinadas, decididas, ansiosas, não conseguem guardar segredos, são voluntariosos e tomam pra si os problemas alheios. São prestativos, gostam de participar de tudo.
Curtem o luxo e a riqueza, gostam do conforto e de uma vida calma, até mesmo o jeito de falar e agir, são calmos, porém, acaso a segurança de sua prole esteja ameaçada, podem se tornar feras, principalmente mulheres muito serenas. São possessivas e gostam de influenciar a vida dos que estão por perto (entes queridos). Gostam de estar em bando, dissertando sobre tudo e sobre todos. São francos, alegres, desconfianças sempre no coração, tem equilíbrio emocional, são sábios, competentes.
 
Gostam do trabalho e se dedicam inteiramente as famílias.
Os filhos de Iemanjá costumam apresentar problemas no ventre, aparelho urinário, genital e deficiência circulatórios.

Iemanjá

IEMANJÁ
 
Yemoja na Africa Iemanjá, cujo nome deriva de Yèyé omo ejá (“Mãe cujos filhos são peixes”), é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o rio Yemoja. As guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokutá, no início do século XIX. Evidentemente, não lhes foi possível levar o rio, mas, em contrapartida, transportaram consigo os objetos sagrados e os suportes do àse da divindade O rio Ògùn,

 que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Yemanjá.  Este rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido com Ogum, o deus do ferro e dos ferreiros, contrariamente à opinião de numerosos que escreveram sobre o assunto no fim do século passado.
O principal templo de Iemanjá está localizado em Ibará, um bairro de Abeokutá . Os fiéis desta divindade vão todos os anos buscar a água sagrada para lavar os axés, não no rio Ògùn, mas numa fonte de um dos seus afluentes, o rio Lakaxa. Essa água é recolhida em jarras, transportada numa procissão seguida por pessoas que carregam esculturas de madeira (ère) e um conjunto de tambores. O cortejo na volta vai saudar as pessoas importantes do bairro, começando por Olúbàrà, o rei de Ibará.
Yemanjá seria a filha de Olokun, Deus em Benin, ou deusa, em Ifé, do mar. Numa das histórias ela aparece casada pela primira vez com Orunmilá, o Senhor das Adivinhações, depois com Olofin, o Rei de Ifé. Com este último teve dez filhos, cujos nomes enigmáticos parecem corresponder a outros tantos Orixás.
Deusa das águas, mares e oceanos, esposa de Oxalá e mãe de todos os Orixás, é a manifestação da procriação, da restauração, das emoções e símbolo da fecundidade. Yemanjá: Ye-Omo-Yá_mãe de todos os peixes, que são seus filhos e estão contidos em suas estranhas de água. Está associada ao poder genitor, a interioridade, aos filhos contidos em si mesma. Seu adedé (leque) simboliza a cabeça mestra. Ela é muito bonita, vaidosa e dança com o obebé (espelhinho) e pulseiras. Em alguns mitos ela é considerada como sendo mulher de Oranyan, descendente de Odùdùwa, fundador místico de Oyo, de quem ela concebeu Sàngó (o Orixá patrono do trovão e ancestral divino da dinastia dos Alafins, reis de Oyo). Desta forma ela se vincula ao fogo, o fogo aparece como uma interação de água e ar. Na Nigéria ela é patrona da sociedade Geledes, sociedade feminina ligada ao culto das Yamis, as feiticeiras. No Rio de Janeiro, Santos e Porto Alegre, o culto a Yemanjá é muito intenso durante a última noite do ano, quando centenas de milhares de adeptos vão, cerca de meia noite, acender velas ao longo das praias e jogar flores e presente no mar.
No Novo Mundo Iemanjá é uma divindade muito popular. Principalmente no Brasil e em Cuba. Seu axé é assentado sobre pedras marinhas e conchas, guardadas numa porcelana azul. 
 
O sábado é o dia da semana que lhe é consagrado, juntamente com outras divindades femininas. Seus adeptos usam colares de contas de vidro transparentes e 
vestem-se, de preferência, de azul-claro.
 
Diz-se na Bahia que há sete Iemanjás: Iemowô, que na África é a mulher de Oxalá; Iamassê, mãe de Xangô; Euá (Yewa), rio que na África corre paralelo ao rio Ògùn e que frequentemente é confundido com Iemanjá em certas lendas; Olossá, a lagoa africana na qual deságuam os rios. Iemanjá Ogunté, casada com Ogum Alagbedé. Iemanjá Assabá, ela é manca e está sempre fiando algodão. Iemanjá Assessu, muito voluntariosa e respeitável, mensageira de Olokun. 

Lendas

Rainha do mar, direta, carinhosa e intolerante.
 
… indo para perto de seu pai
Yemanjá, conta uma das lendas, era “casada pela primeira vez com Orunmilá, senhor das adivinhações, depois com Olofin, rei de Ifé”, cansada de sua permanência em Ifé, fugiu em direção ao oeste. Outrora, Olokun lhe havia dado, por medida de precaução, uma garrafa contendo um preparo, pois não se sabia o que poderia acontecer amanhã, com a recomendação de quebrá-lo no chão em caso de extremo perigo. E assim Yemanjá foi instalar-se no entardecer da terra oeste. Olofin, Rei de Ifé, lançou seu exército à procura de sua mulher. Cercada, Yemanjá ao invés de se deixar prender e ser conduzida de volta a Ifé, quebrou a garrafa, segundo as instruções recebidas. O criou-se o rio na mesma hora levando-a para Okun (o oceano), lugar de residência de Olokun, seu pai.
 
… símbolo de maternidade fecunda
Ela é representada nas imagens com o aspecto de uma matrona, de seios volumosos, símbolo de maternidade fecunda e nutritiva. Esta particularidade de possuir seios mais que majestosos – ou somente um deles, segundo outra lenda – foi origem de desentendimentos com seu marido, embora ela já o houvesse honestamente prevenido antes do casamento que não toleraria a mínima alusão desagradável ou irônica a esse respeito. Tudo ia muito bem e o casal vivia feliz. Uma noite, porém, o marido havia se embriagado com vinho de palma e, não mais podendo controlar as suas palavras, fez comentários sobre seu seio volumoso. Tomada de cólera, Iemanjá bateu com o pé no chão e transformou-se num rio a fim de voltar para Olóòdun, como na lenda precedente.
 
… cuida de todas as cabeças
Para Yemonjá, Olodumare destinou os cuidados da casa de Osalá, assim como a criação dos filhos e de todos os afazeres domésticos.
Yemonjá trabalhava e reclamava de sua condição de menos favorecida, afinal, todos os outros deuses recebiam oferendas e homenagens e ela, vivia como escrava.
Durante muito tempo Yemonjá reclamou dessa condição e tanto falou, nos ouvidos de Osalá, que este enlouqueceu. O ori (cabeça) de Osalá não suportou os reclamos de Yemonjá.
Osalá ficou enfermo, Yemonjá deu-se conta do mal que fizera ao marido e, em poucos dias, utilizando-se de ori (banha vegetal), de omi-tutu (água fresca), de obi (fruta conhecida como noz-de-cola), eyelé-funfun (pombos brancos) e esò (frutas) deliciosas e doces, curou Osalá.
Osalá agradecido foi a Olodumare pedir para que deixasse a Iemanjá o poder de cuidar de todas as cabeças. Desde então Iemanjá recebe oferendas e é homenageada quando se faz o bori (ritual propiciatório à cabeça) e demais ritos à cabeça.
… Yemonja se apaixona
Orunmilá que tinha os segredos da noite precisava ser detido com seus feitiços desenfreados. Era um dos homens mais bonitos e encantadores, tinha todas as mulheres, mas não queria nenhuma e não amava nenhuma. Osalá queria tirar a maldade e os segredos de Orumila mas só havia um jeito de conseguir tal feito pedindo a mulher mais bonita que o encantasse e tirasse todos os segredos dele. 
 
Então o povo Orisá duvidou e Osalá chamou Yemonja, que não tinha filhos e família e nem um amor para seduzí-lo e conhecer os seus segredos. Então Osalá fez com ela um trato no qual ela só teria essas intençoes e que depois voltaria para reinar ao lado dele novamente. Yemonja foi e com o tempo eles se apaixonaram.
 
Yemonja e Orunmilá já nao conseguiam viver longe um do outro… ela conseguiu tirar todos os segredos e feitiços dele e eles tiveram muitos filhos Orisás…

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