Exú 7 Buracos

 

Muita gente confunde o Exu Sete Buracos com o Exu Sete Covas, mas uma entidade não tem nada a ver com a outra.

 

Enquanto o Sete Covas ampara os espíritos dos mortos, o Sete Buracos ajuda os vivos a saírem do buraco financeiro.

 

Mas, atenção: um olho no peixe e outro no gato ao lidar com o Sete Buracos!

 

Porque assim como esse compadre ajuda a desatolar as pessoas da desgraça financeira, ele também pode ajudar a enterrá-las naquele mesmo lodaçal.

 

Uma coisa é algum negócio ir mal de vez em quando, o que é absolutamente normal. Outra, bem diferente, é tudo estar virado na breca durante todo tempo.

 

Nesses casos há grandes possibilidades do Sete Buracos estar agindo na contramão.

Exú das Matas

Exu das Matas  chefiado por Exu Rei das Matas. Comanda todos os Exus que trabalham no verde ou locais que tenham árvores (à não ser de cemitérios, pois pertence a outro reino). Líder de falange, trabalha tanto para Oxóssi como para Ossâim. Tem seu ponto de força firmado em matas fechadas ou à beira de lago circulado por verde. Quando ele está incorporado observa tudo a sua volta, costuma falar mais do que ouve pois já observou a pessoa que irá conversar. 

É muito evidente o seu extinto de caçador, mostra-se muito ágil quando incorporado lembrando jovens índios caçadores, porém ao falar nos passa a impressão de ser um velho sábio, assim como um grande Pajé. Exu das Matas é conhecedor dos mistérios das ervas, raízes, sementes, folhas, flores e frutos. Costuma ensinar o preparo dos banhos, chás, pós, óleos para a cura da alma e do corpo. 

Exige dos seus filhos o estudo religioso, a disciplina e o respeito com o próximo, pois costuma dizer que nada adianta a entidade ter o conhecimento se o cavalo esta despreparado como ser humano e como médium para auxiliar. Não admite traição e mentiras. Agora, não se esqueça de pedir licença quando adentrar a Mata de Oxossi, pois ela tem um Guardão. 

Laroiê, Exu das Matas! Ê Mogibá! Eu te saúdo, Exu das Matas! 

Ao Poder Exu Caveira: Um Brinde a Morte!

Pelo seu sorriso que encanta e acalenta o final de todos os ciclos.
Pelo seu toque, que cria condições para que tudo possa renascer.
Pela doçura do medo que desperta em todos aqueles que se iludem com o ato de viver.
Pela oportunidade que ecoa da escuridão do seu manto ébano.
Neste momento, presente e sublime, erguemos o cálice da consciência, brindando a morte!

Pela morte de todos os nossos vícios: emocionais, mentais, espirituais, condicionais, sociais e materiais. Sejam eles de ordem química ou energética.

Um brinde!

Pela morte de tudo aquilo que atenta contra a nossa vida e a de nossos semelhantes: as magias negras, os bruxedos, as feitiçarias, as maldições, as amarrações, os envultamentos, os cruzamentos, as fofocas, as dissimulações, as traições e as maledicências.

Um brinde!

Pela morte de todos os processos religiosos, espirituais e mediúnicos que são distorcidos, engessados e manipulados contra a humanidade.

Um brinde!

Pela morte de toda violência, física e espiritual que é propagada pelo mundo.

Um brinde!

Pela morte dos desajustados, desequilibrados, insanos, corruptos, manipuladores e enganadores, que usam do caminho espiritual e religioso para lubridiar, atormentar, tomar e corromper aqueles que buscam ajuda e conforto espiritual.

Um brinde!

Pela morte de todos os impulsos, reações e reatividades, daqueles que atentam contra a vida ainda no ventre materno.

Um brinde!

Pela morte da covardia, da ignorância e do ódio gerado e colhido dentro do seio familiar.

Um brinde!

E após o sétimo brinde, ofertado ao poder de Exu Caveira, que a morte possa se instalar e se propagar em nossas vidas, paralisando os nossos bloqueios, os ressentimentos, as amarguras, as frustrações, as depressões e as inquietações.

Fazendo com que a nossa sombra interior seja lapidada, afinando o nosso ego, gastando o nosso orgulho e ceifando a vaidade desenfreada.

Que o Senhor da Morte reine absoluto em nossos caminhos, nos mostrando o verdadeiro sentido da Vida!

Fonte: por Vander Augusto

Exú 7 Porteiras (Guardião 7 Porteiras)

 É o encarregado de guardar tudo o que está fechado por meio de caminhos , portas , chaves , segredos.

Pertence a terceira linha negativa da Umbanda , comandada pelo Ogum de Lei .

Esse Exú da o poder ao seu Médium , o que invoca para abrir os caminhos das pessoas que o procuram . Exú Chefe de Falange .
O sentido é figurado , pois pela condição de confiança que ele faz passar as pessoas que estão junto ao seu protegido , essa faz as vontades do médium , permitindo , autorizando , fazendo , confidenciando .

É muito soturno , fala pouco , porem sempre a verdade , ele sempre diz que fala a verdade para seu consulente , e não fala o que seu consulente quer ouvir , mesmo se a verdade for digamos , ruim para o consulente , também faz as pessoas falarem muito com ele .
Tem a característica de incorporar sempre próximo a uma porta . Domina as 7 fronteiras , ou seja , ele pode abrir ou fechar suas portas , caminhos , destinos , etc …
Ele é um dos 7 guardiões que toma conta dos 7 portais astrais , de um mundo para o outro ou de um astral para o outro .

Características :

– Bebida : Bebidas finas e marafos .
– Fuma : Charuto .
– Guia : Vermelha e Preta .
– Lugar : Ambientes fechados , na encruzilhada de terra ou mata .
– Vela : Pretas , vermelha e preta .
Canto cantado ao Exú 7 Porteiras

Cadê a chave
Do seu 7 Porteiras (2x)
Ele precisa passar
Ele é seu 7 Porteiras (2x)
Cheguei , cheguei pra trabalhar
Cheguei , cheguei pra ajudar .
Eu não como ,eu não bebo,eu não durmo
Enquanto esses filhos não curar (2x)
Vou a brir a porteira
Vou abrir pra ele passar
Seu 7 Porteira é curador
Por isso veio pra nos ajudar . (2x)

Laroyê 7 Porteiras !!!

Exú Cigano

Este, como seu nome indica, se manifesta sob a aparência de um cigano. Quando vivia foi um cigano árabe, que veio como escravo ao Brasil junto com um contingente que provinha da África Oriental. Seu nome em vida era Hassam. 
Por ser o primeiro cigano que se iniciou no culto afro-brasileiro que ele conheceu no cativeiro junto com os demais escravos, obteve o privilégio de ser o comandante dos demais ciganos que se iniciaram, de onde passou a ser chefe do povo cigano. Logo, quando começa a manifestar-se, primeiro na macumba primitiva, logo depois na Umbanda e por último como “Exu de Alto” se dá a conhecer como “Cigano L’erú” que significa: “O cigano que foi escravo”, dando a entender que foi um dos que chegaram primeiro.
 
Sua vestimenta é composta de panos coloridos, turbante e bombacha no estilo árabe. Sendo um dos poucos ciganos (homens) que se apresentam desta maneira, já que a maioria vem com chapéu de feltro ou lenço de cabeça, calça, camisa e jaleco, pois são ciganos muito mais novos no tempo.
 
Os outros Exus que se manifestam como ciganos, quase nunca se chamam “ciganos”, por que de uma maneira geral são Almas de Ciganos que se iniciaram no culto, e chegam com a representação de algum outro Exu do Alto Comando, por exemplo: Exu Corcunda Cigano.
 
Alguns de seus caminhos são ramos de onde podem chegar os distintos ciganos:
 
Exu Cigano do Oriente – O que vem da África Oriental, Arábia e outros países asiáticos.
 
Exu Cigano do Circo – O que trabalha – como indica seu nome – nos circos e também em todos os lugares onde fazem espetáculos públicos.
 
Exu Cigano do Pandeiro – É ele que vem com um pandeiro na mão, bom dançarino, tem um estilo turco.
 
Exu Cigano Caló – É ele que representa a os ciganos que vieram ao Brasil desde Portugal, Espanha e França.
 
Exu Cigano da Praça – Aquele que se dedica a buscar oportunidades nas praças, feiras e parques, fazendo negócios.
 
Exu Cigano Romanó – Quando se apresenta como um cigano que vem de algum dos países de Europa oriental.
 
Exu Cigano do Violino – Que é a passagem na qual ele sabe tocar violino, sendo um cigano rumano.
 
Exu Cigano da Lira – Que faz alusão aos conceitos: 
  • a) que provém de uma cidade africana chamada Lira e que fora a princípio um ponto de encontro entre várias raças para comerciar; 
  • b) que é hábil compondo canções, cantado e tocando instrumentos variados.
Exu Cigano Giramundo – Que não deve se confundir com “Exu Giramundo-cigano”, pois Cigano giramundo é uma passagem de Exu Cigano o que mostra sob a faceta de trota-mundos, andarilho, em sua carruagem viajando de povo em povo. Sem dúvida, Giramundo-cigano é a representação de Exu Giramundo através de uma passagem como cigano.
 

Exu Cigano do Garito – O que trabalha nas casas de jogo clandestino. Devemos ressaltar, que “garito” é uma palavra cigana.

Há, todavia, muitos sub-ramos derivados das primeiras passagens e também outras passagens. Devemos deixar claro que, na Kimbanda, não há algum lugar para ciganos (homens) com nomes próprios, pois temos ouvido por aí que chegam: cigano-andrés, cigano-sandro, cigano-marco, etc. Na Kimbanda só chega Exu Cigano- “de tal parte”, os espíritos de ciganos homens que venham com nomes próprios, NÃO SÃO EXUS DE LEI, não devem ser admitidos nas giras, porque não pertencem à nossa religião. Os ciganos que entraram na nossa religião quando viviam, têm até o momento, somente um dos caminhos: 
a) Chegar representando a Exu Cigano ou Pombagira Cigana e um grupo; 
b) Chegar representando qualquer Exu dos altos comandos e ter ao final a denominação: “cigano”.

Exu Angola – Que pertence ao povo das Almas do Cativeiro.

Exu Cobra Preta – Pertence ao povo das Cobras que trabalha dentro do Reino das Matas.

Exu Come-Fogo – Ronda nas cercanias dos crematórios e pertence ao povo do forno.

Exu Coquinho dos Infernos – Que integra o grupo do Povo dos Infernos (dentro do Reino da Lira)

Exu da Estrada – Que trabalha nas rotas e estradas (povo do Cruzeiro da Rua)

Exu da Lama – Tem a incumbência onde há incêndios e faz parte do Povo do Forno.
 
Exu Dalva – Pertence ao Povo do Cruzeiro do Espaço. Gosta de trabalhar quando está amanhecendo e recebe as oferendas em terrenos abertos.
 
Exu do Ar – Trabalha sob o comando de Exu dos Ventos.
 
Exu Formiga – Pertence ao Povo das Campinas, mora perto dos formigueiros onde procura um de seus alimentos prediletos: as formigas.
 
Exu Gato – Prefere trabalhar nas encruzilhadas dos montes.
 
Exu Gererê – Trabalha dentro do mar, pertence ao povo dos pescadores, de fato, seu nome significa “red” em linguagem banto.
 
Exu Hora-Grande – Outro tipo de nome que se usa para referir-se a Exu Meia-Noite.
 
Exu Kolobô – Que trabalha nos cemitérios e ataca condolências, pertence ao povo das mirongas.
 
Exu Lalu – Trabalha nas encruzilhadas da praia sob as ordens de Exu Mirim.
 
Exu Limpa-Trilhos – Trabalha nas vias de trem abrindo os caminhos, pertence ao povo da Encruzilhada de Trilhos e seu chefe direto é o Exu Marabô.
 
Exu Mangue – Vive nos mangues.
 
Exu do Pantanal – pertence ao povo do Lodo.
 
Exu Pinga-Fogo – Que pertence ao povo dos Fornos ou do Fogo (povo do fogo material)
 
Exu Relâmpago – Trabalha no povo da Encruzilhada do Espaço (pontos cardinais), sob as ordens de Seu Sete Gargalhadas.
 
Exu Sete Horas – Que pertence ao povo do Cruzeiro do Espaço.
 
Exu Tira-Tôco – Trabalha nos montes de Eucaliptos a beiradas do mar. Pertence ao povo da mata da praia.
 
Exu Tranca-Gira – Trabalha nos cruzeiros sob as ordens de Exu Tranca Tudo.
 
Pombagira da Terra – Trabalha nos cemitérios.
 
Pombagira Rosária – Trabalha nos mercados e feiras.
 
Pombagira Sete Folhas – Pertence ao povo das árvores e trabalha na entrada dos montes.

Os 16 Títulos mais conhecidos de Exu

  • Exu Iangui – O Senhor da Pedra Vermelha “Laterita”
  • Exu Agbá – O Grande Senhor dos Ancestrais
  • Exu Igbá Ketá Igba – A Terceira Cabaça
  • Exu Okotô – O Senhor do Caracol
  • Exu Obá Babá Exu – O Rei e Pai de todos os Exus
  • Exu Odara – O Senhor Dos Bons Pedidos, da Felicidade
  • Exu Ojisé – O Mensageiro dos Orixás
  • Exu Eleru – O Senhor das Obrigações e Rituais
  • Exu Enu Gbarijo – O Senhor da Boca Coletiva
  • Exu Elegbara – O Senhor do Poder Mágico
  • Exu Bara – O Senhor do Corpo
  • Exu Onã – O Senhor dos Caminhos
  • Exu Olobé – O Senhor da Faca
  • Exu Elegbó – O Senhor dos Ebos e Oferendas
  • Exu Alafia – O Senhor da Satisfação Pessoal
  • Exu Odussô – O Vigia dos Odus

EXU BARRA

Exus Guardiões, os exus do mar, como por exemplo os senhores: Exu da Barra, Exu do Mar, Exu Pirata, Exu Marinheiro, Exu Capitão dos Mares, Exu Maré, Exu das Ondas entre tantos outros.
 

Os Exús desta linha trabalham numa área onde há poucos exús, pois trabalham debaixo do fundo do mar, nas cavernas submarinas, no fundo do mar onde nem a luz do sol alcança, em canais e braços de mar, e na barra também. A barra por exemplo é uma barreira natural do mar, onde formam-se as ondas. É lá que reside o Grande Exu da Barra, um tenente da falange de Tranca-Ruas, estes exús vibram na corrente masculina, mas tem muita ligação com Iemanjá e são seus enviados, é incorreto confundirmos estes Exus com Marinheiros, apesar de se apresentarem as vezes juntos, pois o campo de trabalho é outro, estes exus tem como objetivo principal o equilíbrio marinho dos mares e oceanos.

 

Estes exus são de grande valia para nós, apesarem de nãos serem tão conhecidos, mas são fundamentais para a vida humana.

 

Dentro desta linha alguns exus da falange do Senhor Exu do Lodo também se apresentam. Mas o que sabemos irmãos é que o mar esconde muitos mistérios e naquela vastidão imensa Exu também tem seus comandados ao lado da grande Mãe Iemanjá. Prova da existência destes exus são os tritões que fazem parte da mitologia de várias culturas.

Mojubá e Laroiê!

Mojubá é a saudação para Exú, o mensageiro, o que comunica aos homens a vontade dos Orixás e, a estes, leva o pedido dos homens.

Alguns dão o significado da palavra Mojubá como sendo “Apresentando meu humilde respeito”, no entanto, a palavra é comumente utilizada como um título, uma louvação que significa respeito e reconhecimento da grandeza e magnitude da entidade EXU.

Muitos acham que MOJUBÁ significa “REI” ou ainda que Mojubá seja uma saudação, como um comprimento que se faz a quem se tem respeito, a palavra também é utilizada para dizer que a pessoa é respeitada, portanto também faz analogia com outra palavra: “grande”.

Usamos esta saudação para Exu e Pomba Gira onde dizemos: Exu Mojubá ou Exu é Mojubá. Pode se entender por: “Exu eu te saúdo” ou “Exu é Grande, te reverencio”…

No dialeto Yorubá, podemos entender que Mojubá significa “meus respeitos”, sendo escrito da seguinte forma:

Mo jubá = meus respeitos

Laroiê é uma palavra que significa “pessoa muito comunicativa”

Laroiê Exu! = Mensageiro, Exu!

Exu é Mojubá = Exu a vós meus respeitos!

Exú Pimenta

Exú bastante emergente no movimento atual de Umbanda, suas falanges crescem a cada dia, aumentando e solidificando seu poder de abrangência e atuação. De personalidade forte e irreverente, possui uma língua deveras afiada, sempre pronto a salpicar-nos as verdades que teimamos em esconder. Carismático e sedutor, contudo, suas palavras tem o poder de atingir-nos sem machucar, de conscientizar-nos sem nos reduzir a auto-estima. Em resumo, ele tem o dom de falar na lata o que não queremos ouvir e a gente ainda agradece.

 

Viveu na Europa entre 1420 e 1480 mais ou menos, estabelecendo-se em Portugal, muito embora, acredito, não tenha nascido nesse país. Enriqueceu como comerciante, usando de seu raciocínio rápido e habilidades retóricas. Passou, assim, a fazer parte da nobreza, frequentando a corte, período em que constituiu carmas relativos ao uso desvirtuado do dinheiro e do poder adquiridos. Segundo ele: “Errei, penei, aprendi, compreendi, me transformei e venci. Hoje trabalho, sem reclamar, ajudando idiotas como aquele que eu fui”

 

Sr Pimenta é um Exú ligado, essencialmente, ao elemento fogo. Os outros Exús costumam chama-lo de “O Ardido”. Essa ligação com a energia ígnea, dizem, associa-o ao Orixá Xangô, mas pessoalmente desconheço se essa afirmação é procedente. Um de seus parceiros inseparáveis é o Sr Exú Pinga Fogo, a quem atribui o destino daqueles trevosos vencidos que, orgulhosos, rejeitam suas ofertas de paz. Também se associa aos demais Exús do fogo, como Sr Exú Brasa, Sr Exú Bara, entre outros.

Para realizar seu ofício de guardião, utiliza-se de armas diversas, a exemplo dos muitos e afiados punhais que carrega ocultos por trás de seu fraque bordô. Quando em demanda, apresenta-se acompanhado de enormes cães negros, nada amigáveis, semelhantes a rottweilers, mas de olhos vermelhos como o fogo.

Duas coisas irritam sobremaneira Sr Exú Pimenta: falta de respeito com os Exús por parte de nós encarnados e espíritos trevosos que utilizam o nome Exú para arriarem em terreiros. Não gosta de brincadeiras e pode se tornar verbalmente muito agressivo se defrontado com algum tipo de desrespeito. Quanto aos falsos Exús, costuma ser implacável e demonstra prazer ao derrubá-los.

 

Não obstante essa personalidade forte, e suas alterações de humor a depender do teor dos trabalhos que realiza, Sr Pimenta é, de maneira geral, um espírito muito alegre e irreverente. Tanto que quando chega no Terreiro, através da incorporação, a primeira coisa que faz é, invariavelmente, abrir um longo sorriso.

Exu Pimenta: especializado na elaboração da química e dos filtros de amor. Dá o verdadeiro segredo do pó que transforma metais. É reconhecido quando incorpora por um forte cheiro de pimenta que exala.

Reino de Exú na Quimbanda (Kimbanda)

O culto da  Kimbanda tem sete reinos, sendo sua organização remanescente das organizações tribais em reinos na África Banto. Cada Reino é composto por nove povos de Exu, sendo que cada povo é comandado por um Exú-Chefe. Essas classificações são lugares e energias aonde pertence ou moram estes exús de Umbanda, mas também conhecido e cultuado no Candomblé. 
1) Reino das Encruzilhadas – Que sendo chefiado por Exu Rei das Sete Encruzilhadas e Pombo gira Rainha das Sete Encruzilhadas, governa todas as passagens dos Exús que ali trabalham. Sua função principal é abrir os caminhos para os outros Guias chegarem e também para os filhos e fregueses.
2) Reino dos Cruzeiros – Chefiado pelo Exu Rei dos Sete Cruzeiros e Pombo gira Rainha dos Sete Cruzeiros, governa todas as passagens dos Exús que trabalham nos cruzeiros (não confundir com encruzilhada). 
3) Reino das Matas – Chefiado pelo Exu Rei das Matas e Pombo gira Rainha das Matas. Governa todos os Exús que trabalham nas matas ou locais que tenham árvores a exceção do Cemitério, que pertence a outro reino. 
4) Reino da Kalunga Pequena (Cemitério) Governado pelo Exu Rei das Sete Calungas ou Kalungas e Pombo gira Rainha das Sete Kalungas. Esses Exús também são chamados pelo nome de Rei e Rainha dos Cemitérios. Geralmente quando se diz “calunga” nas giras de Kimbanda é para nomear ao cemitério. Trabalham neste reino todos os Exu que moram dentro dos cemitérios exclusivamente.
5) Reino das Almas – Chefiado por Exu Rei das Almas Omulu e Pombo gira Rainha das Almas. Eles também são conhecidos por Rei e Rainha da Lomba, porque governam todos os Exús que trabalham em locais altos. Porém, os Exús deste reino também trabalham em hospitais, morgues, etc. 
6) Reino da Lira – Os chefes deste reino são muito mais conhecidos por seus nomes sincréticos: Exu Lúcifer e Maria Padilha, sendo na verdade seus nomes kimbandeiros Exu Rei das Sete Liras e Rainha do Candomblé (ou Rainha das Marias). Seus apelidos kimbandeiros mostram justamente sua afinidade pela dança, a música e a arte (lira e candomblé). Dentro do reino da Lira, que também às vezes é chamado “reino do candomblé” não pelo culto africanista aos orixás, senão por ser essa palavra o sinônimo de dança e música ritual. Trabalham aqui todos os Exús que tem que ver com a arte, a música, poesia, boemia, artes ciganas, malandragem, etc. 
7) Reino da Praia – Governado por Exu Rei da Praia e Rainha da Praia. Dentro dele encontram-se todos os Exús que trabalham nas praias, perto d’agua o ainda dentro dela, podendo ser salgada ou doce.

Exú Capa Preta

Exú Capa Preta

Se trata de uma entidade que quando vida era um padre da Igreja católica, em uma época remota, mais antiga, algumas pesquisas relatam que pode ser encontrado parte da biografia desta entidade em uma antiga colônia, hoje denominada Pensilvânia.
Foi um Bruxo com profundos conhecimentos sobre os mistérios da Magia, da Alquimia, da quimbanda e dos poderes dos feitiços praticados com os elementos através da magologia.
Conseguiu transpassar a barreira do tempo de sua própria existência através da prática da Magia e hoje incorpora em um médium para dar consultas e resolver problemas espirituais utilizando o seu conhecimento milenar, sua magia e seu poder de Exu.
Quem recorre a esta poderosa entidade, para solucionar os seus problemas, seja ele de ordem física ou espiritual, jamais sai sem solução

Os Caveiras

Conforme me foi pedido por alguns Irmãos de Fé vou compartilhar conhecimentos sobre o Exú Tatá Caveira, entidade muito divulgada no grupo dos Caveiras.
Pra início de conversa, lembramos que o Exú Caveira é o Chefe da Linha das Caveiras, ou esqueletos, linha muito importante dentro da Quimbanda Tradicional, composta por espíritos que se apresentam sempre em forma de esqueletos e algumas das vezes apenas com aparência esquálida, ou militares.
Outra coisa: Exú Caveira não é o Caveira mais jovem como muitos equivocados afirmam, e o Tatá caveira não é o mais velho, erro comum que deve ser desmistificado.
PARAR E PENSAR:
“Na internet você encontra sites com “lendas” absurdas sobre o Exú Caveira, ou Tatá Caveira, são fábulas para iludir a imaginação dos menos esclarecidos, não dê crédito.”
“Ser Exú não significa que numa vida passada ele estava envolvido com Magia, seja Branca ou Negra, ou envolvido com o mal, afirmar que o Caveira é originário do Egito é um grande erro.”
“Em geral, os Caveiras são espíritos de militares do passado, que morreram em batalha, outros podem ser “nomeados” Caveiras por um superior, e assumir os atributos para desempenhar funções importantes dentro do plano astral.”
“Cada entidade é um ser à parte, cada um tem sua própria história de sua última encarnação antes de se tornar um Guardião da Poderosa Quimbanda.”
“Exú incorporado não senta em cadeiras ou similares, somente os Caveiras sentam.”
“Às vezes um Exú ou Pomba Gira não é espírito desencarnado, nunca nasceu na Terra e nunca morreu, são algo que não se pode explicar para os profanos.”
“É engraçado ver alguns pseudo-médiuns lendo lendas na Internet, e depois em suas giras mistificando e afirmando tudo aquilo que leram, é lamentável.”
“Cada Exú ou Pomba Gira tem sua história, que é bem pessoal e só transmite à seu médium, pois se trata de um segredo, fundamento pessoal que guarda toda a força da entidade, bem como cada Exú ou Pomba Gira tem seu nome verdadeiro, o qual só revela ao seu médium.”
Vamos falar então sobre os Caveiras no geral, pois são bem semelhantes em personalidade e atributos, oferendas, obrigações, etc…
Os Caveiras são exímios e poderosos guerreiros, versados nas artimanhas e estratégias da guerra, conhecem todos os meios e modos de se vencer uma demanda, seja espiritual ou material.
Alguns através da vidência apresentam-se na forma de esqueletos, outros apenas com aparência esquálida, ou seja, magros, e muitos deles se apresentam com uniformes militares, sempre envoltos em luz muito branca.
Os que se apresentam na forma de esqueletos, em especial o Exú Caveira e o Tatá Caveira, mostram-se na vidência cobertos com um manto de luz negra, parecendo tecido, mas na verdade se trata mesmo de luz, negra, vapores fluídicos, ou como desejar interpretar.
A aparência dos ossos difere de qualquer coisa que já se viu no mundo material, o brilho do esqueleto tem uma luz que é impossível descrever através de palavras, através da vidência é possível contemplar e tentar explicar, mas sempre ficará vago.
O grande diferencial dos Caveiras em geral é a sua grande força, suas manifestações sempre são acompanhadas de fenômenos que não se pode explicar.
Os Caveiras são Exús que podem se apresentar aos videntes a qualquer hora do dia ou da noite, bem como podem incorporar em seus médiuns a qualquer hora, até mesmo debaixo do sol escaldante.
São muito sábios, engraçados, tem manias, gostam de falar coisas engraçadas, mas não dizem palavrões e jamais ameaçam quem quer que seja.
São muito amigos de seus filhos-de-fé, atenciosos e divertidos, sempre estão rindo, são grandes trabalhadores.
Possuem o dom de curar doenças com extrema facilidade, e de adoecer a quem desejar, além de exímios guerreiros, são capazes de levar à loucura qualquer inimigo, regem com facilidade a psique humana, sendo capazes de desequilibrar quem quer que seja com grande facilidade, e também é claro, curar qualquer pessoa com problemas mentais.
Os Caveiras tem uma particularidade interessante em sua manifestação, conseguem por brincadeira sempre que solicitados, a “estalar” qualquer osso do corpo físico do médium, até mesmo os ossos do crânio que são imóveis, este fenômeno é uma das provas que garante uma incorporação verdadeira.
Caveiras são Exús fascinantes, gostam de dar conselhos, possuem um timbre de voz bem característico, engraçado e às vezes meio assustador, aquela voz com estilo meio caipira, meio esqueleto, difícil também de explicar.
Adoram crianças e em algumas casas são aguardados com grande expectativa pelas crianças, justamente por serem muito divertidos e um tanto excêntricos digamos assim.
O Exú Caveira em especial tem apenas um diferencial, se apresenta para os videntes com tamanho acima do normal, como um gigante, já o Tatá Caveira é alto, acima dos padrões humanos, mas nem tanto, os demais integrantes da Linha das Caveiras possuem estatura humana normal. 
Caveiras gostam de caminhar na rua, mostrar que realmente estão presentes, cada incorporação deles é um momento cheio de surpresas, pois eles sempre tem truques para mostrar aos seus consulentes.
Eles adoram mostrar-se, afirmar sua presença, provar que estão “ali mesmo” através de seus truques, digamos assim.
Então para os que são adeptos das famosas “provas de Exú” não percam seu tempo tentando por a prova um Caveira, não se preocupem, eles por si mesmo fazem coisas que assombram, sem a necessidade de outras pessoas pedirem, são capazes de comer coisas que fariam uma cabra vomitar, com absoluta certeza.
Sempre aconselho a quem for consultar com um Caveira: jamais duvide, preste muita atenção e verá coisas que eles fazem e será taxado como doido se contar para os incrédulos.
Os Caveiras regem em geral os Cemitérios, sendo a morada de qualquer Caveira a primeira sepultura preta à esquerda da cruz mestra, ou cruzeiro.
Os Caveiras também podem receber suas oferendas em encruzilhadas, matas, praias, rios, trilhas, pedreiras, etc…
Em geral o local da entrega depende muito do pedido a ser feito, bem como da forma de trabalho a ser realizado, mas o básico seria o cemitério, em seu local de maior vibração como disse acima.
Falei do Exú Caveira, Tatá Caveira, mas não falei dos outros, citarei alguns dos membros da Linha das Caveiras:

Exú Caveira ( Chefe)
Tatá Caveira
João Caveira ( secretário de Exú Omulú Chefe da Linha das Almas )
Pomba Gira Rosa Caveira
Exú Caveirinha
Exú Caveira Meia-Noite
Exú Catacumba

Suas cores votivas são o preto e o branco apenas, seja para indumentária, guias ou velas.
Só trabalham de pés descalços.
Apreciam charutos de boa qualidade, bebem Cachaça de boa qualidade.
Sobre seu ponto riscado há algo bem interessante… vou explicar:
O ponto riscado de Exú ou Pomba Gira é pessoal, ou seja, cada Exú ou Pomba Gira tem o seu, tal qual a nossa assinatura, é algo bem pessoal e intransferível, mas os Caveiras em geral usam o mesmo ponto riscado, não importa em qual cidade ou médium eles vibrem.

O ponto riscado dos Caveiras é universal, pois representa a todos sem distinção, enfim representa a verdadeira natureza de todos nós humanos, que carregamos dentro de nós mesmos e que nos torna iguais: A CAVEIRA E DOIS OSSOS CRUZADOS EM BAIXO, semelhante a bandeira dos Piratas.

ARQUÉTIPO:

Pessoas regidas por membros da Linha dos Caveiras são pessoas que não levam desaforo pra casa, falam o que pensam, intrépidos, não temem ninguém, gostam dos assuntos místicos, não são magricelas mas mantém o peso nos padrões normais, nunca ficando obesos.
Possuem um defeito que é comum a todo médium dos Caveiras, nunca possuem uma boa dentição, sempre ficam desdentados, usando próteses simples ou completas, curioso isso, mas é o mais comum quando se trata de seus médiuns.
São muito divertidos, trabalhadores, mas adoram dormir, e se fosse possível a todos, trabalhariam somente à noite, pois é o momento em que estão mais ativos.
Muitos se tornam militares, seguranças, policiais, ou com profissões relacionadas às armas, bem como alguns em seu lado negativo podem enveredar para o mundo do crime.
Os médiuns dos Caveiras são avessos aos vícios, dificilmente se vê um médium dos Caveiras envolvido com drogas ou entorpecentes, por conta da energia militar que carregam se tornam muito perfeccionistas e íntegros.
Médiuns dos Caveiras são bons chefes de família, bons pais e bons esposos, comilões sem nunca engordar, brincalhões, sentimentais, são o tipo de pessoa que gosta de ajudar os outros, são capazes de tirar a própria roupa no meio da neve e doar ao necessitado.
Geralmente nunca se tornam ricos, mas tem o suficiente para viver e se sustentar, gostam de automóveis mas geralmente seus carros ou motos são meio engraçados como eles, aquele tipo de carro que sempre dá problema, seja novo ou usado.
Enfim, ser médium de um Caveira de verdade é muito bom, e é sempre bom ter um filho no terreiro que seja do Caveira, é uma grande honra e com certeza sempre poderemos contar com ele para tudo que precisarmos.
Lembrem-se sempre para estar diante de um Caveira ou ser médium do mesmo, deve-se ser sempre humilde, pois estamos lidando com o símbolo universal da real natureza humana, e que todos nós bem “lá no fundo” de nosso corpo físico SOMOS CAVEIRAS.
Seu assentamento deve ser sempre nos fundos do quintal, em casa dedicada apenas aos Exús do Cemitério, onde o Caveira é o Líder maior.
Detalhes sobre assentamento não passarei nesta publicação, por se tratar de algo muito pessoal. 

Espero que agrade a todos médiuns sinceros e amorosos dos Caveiras, tirei isso tudo do fundo do meu coração, com amor e respeito, não querendo ofender ninguém e não desmerecendo o trabalho de ninguém.

SARAVÁ EXÚ CAVEIRA CHEFE DA LINHA DAS CAVEIRAS!

SARAVÁ TATÁ CAVEIRA!

SARAVÁ TODA A LINHA DAS CAVEIRAS!

Principais trabalhos que Exús e Pombo giras fazem por você

Todos esses casos são especialmente bons de serem resolvidos nessas ocasiões com a presença das Pombo giras na terra para receber as oferendas e encaminhar mais rapidamente os trabalhos e as demandas.
  • Aconselhamento espiritual
  • Arrumar namorado(a),  casamento,
  • Amarração amorosa especial
  • Afastar inimigos e rivais
  • Ganhar dinheiro extra
  • Melhora nos negócios e relações profissionais
  • Melhora no desempenho sexual
  • Cura de impotência ou falta de apetite sexual
  • Quebrar feitiço ou macumba feitos contra a pessoa

 

E muitos outros trabalhos podem ser feitos pelo povo da rua, a falange dos Exús e Pombo giras, pois são entidades muito poderosas e próximas dos seres humanos, tendo grande poder sobre nós, sobre nossas atitudes, principalmente aquelas relacionadas com o mundo material e carnal. O mundo do dinheiro, do sexo, dos prazeres carnais.

Principais trabalhos ou rituais com Exú e Pombo gira

 

 
1 – Ritual da Chama de Fogo da Pombo gira e do Exú
O “Ritual da Chama de Fogo da Pombo gira e do Exú” é um feitiço muito forte que trabalha a energia sexual dos pacientes, com sacrifício a Pombo giras e Exús para obtenção de sorte e para vencer demandas de ordem sexual e amorosa feito com a Pombo gira incorporada.
 
Este é um trabalho de manutenção da energia sexual, para que ela continue ativa, também para pessoas que precisam melhorar seu desempenho sexual ou querem simplesmente apimentar as relações amorosas.
 
Muito bom para homens que estão com problemas de impotência e precisam de manutenção nos trabalhos de ativação da sexualidade.
 
Ajuda a manter os trabalhos de “Amarração Amorosa” e “Ativação da Pombo gira e do Exú pessoal”
 
 
2 – Ritual de Quebra de Feitiço e Olho Gordo da Pombo gira e Exú
O “Ritual de Quebra de Feitiço e Olho Gordo” para quem quer manter os inimigos longe ao longo do ano. Este é um trabalho muito forte feito com a Pombo gira incorporada para vencer demandas e fazer a manutenção mensal  do “Fechamento de Corpo” e do equilíbrio financeiro do meus clientes.
 
Excelente para quem deseja manter afastado o olho gordo dos negócios e deseja crescer na profissão, ganhar mais dinheiro, manter o equilíbrio financeiro com o auxílio dos Exús e Pombo giras.
 
 
3 – Ritual de Ativação da Pombo gira e do Exú Pessoal
O “Ritual de Ativação da Pombo gira e do Exú Pessoal” é um ritual que canaliza a energia dos Exús e Pombo giras que cada pessoa carrega, pois cada pessoa tem um Exú e Pombo gira que nos protege dos males e faz a comunicação entre nós e os nossos orixás de cabeça.
 
Quando estas entidades não estão ativadas a energia sexual e a vida financeira começa a ficar estagnada, entre outros problemas que podem aparecer. Ativar o canal que nos liga a nossa entidades pessoais nos faz ficar mais fortes e resistentes contra macumbas e feitiços jogados contra nós.
 
Com este ritual direcionamos corretamente o elo com as entidades pessoais de cada pessoa, proporcionando harmonia na vida sexual e econômica através do sacrifício a Pombo giras e Exús onde todo o  trabalho é feito com a Pombo gira incorporada.

Exú Serpente

A Simbologia da Serpente
Desde os tempos mais remotos, a serpente desempenha um papel fundamental em todas as culturas. Associada, antes de tudo, à fonte original da vida, guarda em si grandes paradoxos, podendo significar a luz ou as trevas, o bem ou o mal, a sabedoria ou a paixão cega, a vida ou a morte.
 
Entre os símbolos primordiais, a serpente é aquele que mais fortemente encerra toda uma complexidade de arquétipos. Presente em todas as culturas, sua imagem mitológica assume sempre um papel fundamental, associada que está, antes de tudo, à essência primordial da natureza, à fonte original de vida, ao princípio organizador do caos, anterior à própria Criação.
 
A serpente guarda em si intrigantes paradoxos: se por um lado exprime uma ameaça (já que de seu veneno pode sobrevir a morte), por outro, resume no processo de renovação de sua pele todo o intrincado mistério da vida, que se atualiza em movimento rejuvenescente.
 
Diferentes cultos e cerimônias ritualísticas reverenciam esse réptil sorrateiro, atribuindo-lhe as mais díspares qualidades. As serpentes podem estar associadas a cultos solares ou lunares; a sociedades matriarcais ou patriarcais (quando assumem valores masculinos ou femininos); podem significar a luz ou as trevas; a vida ou a morte; o bem e o mal; a sabedoria ou seu oposto, a paixão cega; representar o falo (por seu corpo assemelhar-se ao bastão) ou mesmo a vulva (conforme se lhe parecem as escamas que a recobrem, bem como o formato de sua goela quando esta se abre para devorar sua presa). Tanto quanto as energias yin e yang expressam no taoísmo as polaridades negativa e positiva que estão por detrás de toda manifestação da natureza, os ofídios, miticamente, ocultam em si a síntese dessa dicotomia universal.
 
Oroboro: alusão ao processo dinâmico e transformador da vida.
 
Uma das figuras mais intrigantes do simbolismo alquímico, presente milenarmente em diversas culturas, é a da cobra (ou dragão) que morde o próprio rabo e opera, num movimento circular e contínuo, todo o processo dinâmico e transformador da vida. “Meu fim é meu começo”, diz a cobra nesse ato mágico de devorar-se e cuspir-se, a representar a unidade indiferenciada da vida e seu caráter divino implícito na perfeição do círculo. À serpente devorando a própria cauda, os alquimistas chamaram oroboro. Tal palavra não consta da maioria dos dicionários e, em alguns livros da Grande Obra, aparece grafada como ouroboros, principalmente na língua inglesa.
 
Outras fontes, menos comumente, escrevem-na uróboro. Particularmente, prefiro o termo oroboro, visto não ter sido nunca tão oportuno em nossa língua nomearmos um símbolo cuja singularidade é a de não ter começo nem fim, por meio de palavra tão especial, que pode ser lida de trás para a frente sem prejuízo sequer de sua pronúncia, transmitindo a idéia de algo que se expressa ciclicamente.
 
Etimologicamente, o termo tem curiosa explicação: óros, em grego, significa “termo, limite”, podendo ser também “meta, regra ou definição”; borós se traduz por boca, ou voracidade. Oroboro, então, representa aquilo que se delimita ou se atinge pela boca, e também aquilo que se define por sua própria função. Órobos, em grego, ainda significa “planta”, mais especificamente a alfarroba (fruto da alfarrobeira), uma vagem de polpa doce e nutritiva indicada no tratamento das doenças inflamatórias digestivas. O dicionário Aurélio traz para órobo o significado de “cola”, palavra que, além de se referir a outro tipo de árvore (a Cola acuminata), também pode significar “cauda”, conforme certos regionalismos do Brasil. 
 
O mesmo termo é igualmente encontrado na língua espanhola a designar o rabo dos animais. Para orobó (só muda o acento), o Aurélio reserva o sinônimo coleira, em nova referência à aromática árvore acima citada, cujas sementes guardam extrato lenhoso de propriedades estimulantes, semelhantes à cafeína. Coincidentemente, coleira é o nome dado ao colar que cinge o pescoço dos animais, e o oroboro lembra sua forma. Além disso, nossas vísceras intestinais assemelham-se à serpente enrolada, e o aparelho digestivo como um todo (se tomado da boca ao ânus) bem desenha a serpente aprumada, prestes a dar seu bote, a devorar sua presa.
 
Multicolorida, venenosíssima e devoradora de outros ofídios, a cobra coral pertenceu aos magos, que receberam há muitos milênios a missão de revitalizar no plano material a tradição do arco íris sagrado.
 
É um símbolo mágico, que na Umbanda está representado pela hierarquia espiritual que atende pelo nome simbólico de: Caboclos e Exú Cobra Coral. Dizem os magos que quando a lei solta uma de suas serpentes mágicas, nem a própria lei consegue recolhê-la sem antes matá-la. Como a lei não mata nada, muito menos um de seus mistérios mágicos por excelência, a coral da lei, continua ativa.
 
É uma serpente (simbólica) que consegue anular a grande cobra negra sem ter que matá-la; apenas a devora e incorpora seu veneno nas suas listas negras, tornando-se assim, ainda mais poderosa. Todo aquele que tem uma coral à sua direita, esta sendo amparado pela lei.
E quem a tiver pela esquerda, pela lei está sendo vigiado. Este é um comentário simbólico.
 
A Serpente Dourada simboliza o saber puro, e tal como a coral, jamais foi recolhida à faixa celestial, pois a serpente dourada (o saber) é a única que consegue eliminar a serpente negra (a ignorância) sem sofrer qualquer contaminação.
 
A serpente está presente em toda a história conhecida pelo ser humano. Na bíblia, ela é a responsável por fazer Adão e Eva sucumbirem ao pecado. Analogicamente, é a responsável por impor a responsabilidade aos homens e ensinar-lhes que Deus lhes deu o livre arbítrio para escolher o caminho a prosseguir.
 
Falar sobre o Sr. Serpente é tarefa difícil. É muito raro encontrar médiuns que trabalhem com este Exú. Portanto, a descrição abaixo mostra somente sua atuação apenas comigo, pois não tenho nenhum material descritivo ou qualquer outro que reflita este Exú de outras maneiras.
 
Trabalhar com o Sr. Serpente é sempre um grande evento e sempre traz grandes lições.
Encruzilhadas, calunga, etc… não há campo em que este Exú não faça sua presença.
 
Conversar com ele é sempre um grande desafio, pois não tolera muita brincadeira. É como andar no fio da navalha, ao menor sinal de fraqueza do consulente é o suficiente para que a conversa fique muito séria e faça este Exú dar verdadeiras lições de vida. Ele muda o tom de uma conversa em apenas uma frase.
 
É médico por excelência, muito embora não diga se em alguma encarnação tenha sido médico formado ou não. Durante sessões de cura trabalha com água limpa e faz aplicações energéticas nos diversos pontos de energia distribuidos pelo corpo.
 
É mestre em apontar os erros e mostrar o caminho certo. Assim como um Preto-Velho, dificilmente fala abertamente qual é a resolução de um problema. Ele gosta de criar o ambiente favorável para a resolução destes e mesmo que o problema seja sério, nunca deixa transparecer. É normal os consulentes não entenderem o que este Exú está fazendo quando desempenha seu trabalho e pede que, para que haja a solução, sejam pacientes e procurem sempre o caminho certo.
 
É normal vê-lo explicando sobre a vida, a morte e a Umbanda neste meio. Quando perguntam a ele algo sobre espiritualismo tem sempre o maior prazer de explicar. Cobra como ninguém o estudo de seu médium e de outros médiuns que venham a trabalhar ao seu lado.
 
Apresenta-se (perispírito) como caucasiano, magro, alto, cabelos curtos e negros, olhos negros, vestido com roupas brancas simples, sem calçados, com uma capa preta por fora e branca por dentro com seu ponto riscado nela. Traz na cintura uma faixa preta e nesta um punhal de bronze muito bem entalhado e adornado com um rubi no cabo. Em sua mão direita sempre traz um tridente enorme. Manca do pé direito (diz que quando vivo alguém lhe deu um tiro no pé e traz consigo este particular). Mostra um leve sotaque nordestino.
 
Para os médiuns videntes é comum observar muitas serpentes passando pelo terreiro quando ele está chegando. Também vêem-se as serpentes durantes trabalhos de cura, mesmo que este Exú não esteja diretamente envolvido no trabalho.
 
É habilíssimo com quiumbas e tem uma paciência e amorosidade ímpar quando trata problemas relacionados a espíritos obsessores. Normalmente, durante uma sessão de desobsessão, o espírito obsessor será trazido para sua falange e trabalhará para ele durante sua evolução.
 
Acho até que o Sr. Serpente é muito criterioso com relação à outras entidades. Já tive a oportunidade de observá-lo dando broncas em algumas entidades por não cuidarem de correta maneira de seus médiuns.
 
Sr. Serpente, quando arria no terreiro para trabalhar sempre traz consigo sua Pomba-Gira de beleza inigualável. Ela veste vestido de baile verde-musgo e, segundo os videntes, é de uma beleza estonteante.
 
Quando lhe perguntaram sobre suas encarnações, mais precisamente a sua origem, a única coisa que respondeu foi:
 
- Fui eu quem deu a maçã!” – e deu uma gargalhada muito gostosa.
 
Uma coisa que muito me impressionou foi vê-lo em um procedimento cirúrgico espiritual de um consulente que tinha problema na coluna. Sua atuação foi rápida e indolor. Aplicou o método DO-IN através das mãos do consulente e, de quebra, retirou algumas pedras do rim deste. O consulente nunca mais teve problemas de coluna ou pedras nos rins. A operação não deve ter durado mais que 5 minutos.
 
Noutro trabalho, Sr. Serpente perguntou a um consulente:
 
“- Você confia em mim?”
“- Confio totalmente”, respondeu o consulente.
“- Este é seu maior erro. Você confia em quem não conhece. Por que confia em mim?”
“- Confio pelo simples fato do Sr. comparecer e trabalhar nesta casa”.
E eu, médium, imediatamente exclamei ao Exú:
“- Essa foi muito boa, meu pai. E agora??? Ele te pegou!!!”.
E o Exú respondeu aos dois:
“- Você também comparece nesta casa e não confio em você”.
 
Hilário mas com grande ensinamento.
 
Em um trabalho em que eu nem estava preparado, visitando a casa de alguns amigos, estes me relataram que ouviam constantemente na sala de casa um grande número de “pessoas” fazendo festa, o que me foi uma grande surpresa pois nunca me disseram nada a respeito. E por mais que pedissem para que deixassem o local eles nunca iam embora.
 
Senti a presença do Sr. Serpente e, mesmo sem incorporar, uma das pessoas relatou que estava vendo uma serpente enorme “espalhando” espíritos por toda a sala da casa. Não pude mais segurar somente a sua presença. Ele incorporou, limpou a casa e encaminhou cada um que ali estava aos seus devidos lugares. Depois deste evento a casa não apresentou mais problemas até hoje.
 
Certa vez, pensando no Sr. Serpente e tentando explicar Exú de uma maneira bem simples e que qualquer pessoa compreenda, pedi a ele que me desse uma simples e boa explicação. Mais que rápido ele escreveu:
 
“Exú é um anjo guerreiro que faz do território inimigo sua morada e seu campo de trabalho.”
 
Grande sábio, grande amigo. Descobri a pouco tempo que ele esteve comigo desde muito tempo e guia meus passos em todas as ocasiões.
 
Ódio e mais ódio…
 
Muitas coisas aconteceram nestes últimos tempos. Ciúmes, inveja e não sei mais o que exatamente. Só porque finalmente resolvi montar um terreiro próprio, por simplesmente não concordar com algumas questões aplicadas em outros terreiros. Ao invés de brigar ou maldizer, resolvi montar um…
 
Dentre os ataques, demandas, maldizeres, etc, o Sr. Serpente foi questionado a respeito da situação. Como fazer para proteger seu médium e seu filhos do terreiro…
 
Ele disse simplesmente:
 
“- Fale para o meu cavalo: quando ele sentir que está havendo demandas basta pensar assim:
 
- Falar de mim é fácil, difícil é ser como eu!”
 
Um dos filhos do terreiro pergunta ao Sr. Serpente:
 
“- Considerando que eu faço o meu trabalho caritativo, sempre tento fazer algo de bom para o meu próximo, levo minha vida de maneira a não prejudicar ninguém, assim mesmo muitos males me acontecem. Não há como estar livre desses males?”
 
“- Meu filho, ninguém neste plano está livre de certos acontecimentos que, infelizmente, muitos de vocês vêem como ‘males’.
 
- Ninguém pode ser colocado numa bolha de proteção e ficar imune aos acontecimentos da vida e os percalços que a própria vida lhes impõe.
 
- Problemas são simples obstáculos que a Lei Divina coloca em vosso caminho para que vocês tenham a possibilidade de transpô-los e assim galgar mais um degrau na escala evolutiva de cada um.
 
- Qualquer problema que não esteja diretamente relacionado ao seu aprendizado e consequente merecimento, o próprio Alto tomará as providências para que seja imediatamente retirado do vosso caminho.
 
- Querer estar totalmente livre dos ‘problemas’ infligidos a vocês é estacionar no tempo, visando unicamente o egoísmo e a preguiça.
 
- Fazer a caridade não quer dizer somente ‘marcar pontos na contabilidade divina’. Fazer a caridade é difícil e muitas vezes incompreendido. Mas com perseverança e parcimônia haverá de dar frutos dos quais você mesmo poderá provar seu sabor, mas sempre na hora certa.
 
- Considere, meu filho, que se você tem algum tipo de problema com alguma pessoa do meio espiritualista, não adianta ter a idéia de deixar este meio pensando que ‘se não fosse espiritualista essas coisas não me aconteceriam’. Mesmo estando longe do meio, a logística divina colocaria no seu caminho esta mesma pessoa com o mesmo problema, cedo ou tarde no seu conceito, no tempo certo no conceito divino. 
 
A diferença é que estando em alguma outra religião você sequer saberia o porque que certas coisas lhe acontecem e seria muito mais difícil solucionar ou pelo menos saber que você precisa passar por isso.
 
- Não é dando dinheiro a uma igreja que você compra a sua paz e muito menos a sua evolução.
 
- Não adianta mudar de religião para tentar se ver livre de problemas. A Lei Divina é aplicada ao indivíduo, e nunca a uma religião, credo, raça, classe social, etc.
 
- Caminhamos para o UNO e esse caminho chama-se evolução.”

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