Dia do Orunkó (dia de dar o novo nome)

O Orunkó significa em Yorubá “nome”, sendo que no Brasil tem o mesmo sentido, porém ele é mais usado para descrever o nome do Orixá. Não podemos confundir com a dígina  que é usada na Nação Angola, que seria o novo nome do iniciado, na Nação ketu, não tem dígina, apenas o Orunkó do nosso Orixá. E esse tem uma enorme importância, o Iyawô só nasce a partir do dia do nome, onde o orixá pronúncia seu segredo em alto e bom som, porém o iniciado deve mantê-lo em sigilo, pois ele diz a essência de seu orixá, e de sua vida.

 

Quando uma pessoa se inicia no culto dos Orixás, passa por certos fundamentos (obrigações, e resguardo) que vai variar de nação e de casas de santo. após a feitura de seu orixá, a grande manifestação, com a participação de adeptos, e praticantes é o dia de dar o nome, o dia do Orunkó  ou seja: o nome pelo qual o noviço (a) será ser chamado (a).

 

A partir daí, na maioria das vezes isso não acontece principalmente nas casas de Ketu, poucos tem o conhecimento do novo nome que o Iyawô tem, seu nome é gritado bem alto, todos ouvem, mas não se liga no que está sendo declarado publicamente, passado o momento da festa somente a pessoa, a mãe ou pai de santo, mãe pequena, e uma ekede principal da casa ou uma egbome com cargo na casa é que sabem o nome desse orixá.

Em outras nações o iniciado (a) passará ser chamado pelo seu nome o nome que ele deu em publico, é lógico de que não vou entrar em discussão sobre a validade ou não desse ato, para quem não revela ou para quem revela o (s) nome (s) dado (s), pois existem prós e contras. Alguns nomes são comuns, outros nem tanto, alguns trazem mensagens que são verdadeiros mistérios que devem ser preservados, alguns significam situações que é bom que fique restritos somente a poucos e que sejam pessoas de confiança. Exemplos de nomes dados por iyawos: Iyatunde, (a mãe que retornou), Babatunde (o pai que retornou) Odé Akinkanju (Caçador bravo) e muitos outros.

Já vi duas ou três maneiras de “tirar o Orunkó , e isso vai de axé para axé. O sentido é o mesmo. Nosso Orunkó é eternizado em um axé, pois ele é citado em muitas obrigações, e quando temos casa aberta ele se torna ainda mais importante, pois tanto ele quanto o Orunkó de nossos antepassados são citados, como uma forma de demonstrar que os atos e ensinamentos que estão sendo passados têm fundamento, tem hierarquia, que não viemos do nada e também tem a função de agradecer aqueles que tanto se dedicaram para que hoje possamos desfrutar dessa religião tão mágica e especial.

O Iyawô  deve saber o que significa o seu Orunkó, e assim ele pode entender melhor seu próprio destino. Outra coisa que acontece são os “apelidos” que são usados dentro da casa de santo, por exemplo: Quem é de Ogun, chamamos de Ogunssy, quem é de Oxum, Oxunssy… Essa terminação, ssy, vem de “sì” – que significa “adorar” em yorubá, ou seja, quando chamamos alguém de Oxunssy, na verdade estamos chamando de Adorador de Oxum, iniciado a Oxum, ou seja, é uma forma carinhosa, não confunda com Orunkó.

Zumbi dos Palmares

Quem foi Zumbi 

Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver.
Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue a um padre católico, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, voltou para viver no quilombo.
No ano de 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após um batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.
Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.

Alguns autores levantam a possibilidade de que Zumbi não tenha sido o verdadeiro herói do Quilombo dos Palmares e sim Ganga-Zumba: “Os escravos que se recusavam a fugir das fazendas e ir para os quilombos eram capturados e convertidos em cativos dos quilombos. A luta de Palmares não era contra a iniquidade desumanizadora da escravidão. Era apenas recusa da escravidão própria, mas não da escravidão alheia.

De acordo com José Murilo de Carvalho, em “Cidadania no Brasil” (pag 48), “os quilombos mantinham relações com a sociedade que os cercavam, e esta sociedade era escravista. No próprio Quilombo dos Palmares havia escravos. Não existiam linhas geográficas separando a escravidão da liberdade”.

Segundo alguns estudiosos Ganga Zumba teria sido assassinado, e os negros de Palmares elevaram Zumbi a categoria de chefe:
“Depois de feitas as pazes em 1678, os negros mataram o rei Ganga-Zumba, envenenando-o, e Zumbi assumiu o governo e o comando-em-chefe do Quilombo”. Seu governo também teria sido caracterizado pelo despotismo:
“Se algum escravo fugia dos Palmares, eram enviados negros no seu encalço e, se capturado, era executado pela ‘severa justiça’ do quilombo.

Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.”

Como utilizar o anil em limpeza espiritual

“Ambiente limpo não é o que mais se limpa e sim o que menos se suja.”

Chico Xavier: A cada nove, de dez pessoas que desencarnam, infelizmente, por falta de cultura espiritual, cinco ficam na escuridão. Essas almas ficam no Planeta Terra para sugar de nós, reencarnados, nosso tônus vital (ectoplasma) e muitas vezes, terminam vampirizando pessoas que lhes eram queridas e o desligamento fica insuportável e difícil!

Em nossos momentos de depressão, de tristezas, habitando em lugares de conflito constante, ou quando são pessoas  de Virgem, Capricórnio e Libra, facilmente,  viramos alvo desses desencarnados com mais facilidade… Eles se fixam nos batentes das portas, nas costas (altura do pescoço) e nos locais gelados como os banheiros, por exemplo, especialmente, naqueles famosos quartinhos no fundo da casa entulhados de coisas velhas sem serventia nenhuma para os viventes dessa casa.

Faz-se necessário dizer, que não é o anil e sim o azul do anil, que exorciza espíritos do umbral (local onde ficam os espíritos que não evoluíram). Para cada balde de água (2 litros em média), coloque uma colher (sopa) de anil em pó e feche seu umbigo (plexo solar) com um esparadrapo por 72 horas. É por esse chacra que os espíritos nos enxergam e nos acessam.

Para “limpar” o ambiente, siga os passos abaixo:

01 –  Antes de mais nada, faça uma faxina completa, inclusive com a retirada de tudo o que não tem mais serventia, objetos trincados, roupas poídas, panos de chão velhos, roupas sem uso e todo e qualquer tipo de material que não tenha mais uso, ou estejam trincados.

02 – Pegue um pano e molhe-o no líquido preparado com água e anil.

03 –  Torça bem e passe nos azulejos, no chão e nos batentes das portas, pois é exatamente aí que ficam as energias negativas.
04 –  No quarto dia, abra o plexo solar (umbigo).
05 –  Do quinto dia em diante, volte a equilibrar o plexo solar por 30 dias. Feche-o pela manhã e abra-o para dormir, fazendo o Salmo 66 em voz alta, por 30 dias consecutivos, acendendo velas de força lilá e incenso de violeta.
Quando Fazer: Faça as segundas, quartas e sextas-feiras.
Na Limpeza, pode ser utilizado o anil em pedra, ou o líquido, que já é de fácil acesso em qualquer supermercado.

 Para a limpeza corporal:

Misturar em 01 litro de água mineral:
  • 01 colher de anil ,
  • 21 gostas de essência de anis. Tome um banho normal, seque-se e em seguida, derrame o preparado por todo o corpo. Faça o Salmo 23 e mantenha-se em isolamentos espiritual por, pelo menos, 20 minutos.
Quando sentir que é necessário, essa limpeza pode ser repetida a cada três meses.
Muita sorte a  todos!

Olóòkun ou Olokun

Na Mitologia Ioruba: Olóòkun ou Olokun – No Benin é considerado como do sexo masculino e em Ifé como sendo do sexo feminino, divindade do mar. Proprietário/a (Olo) dos Oceanos (Okun).
Olokun é o Orixá Senhor do mar, é andrógino, metade homem e metade-peixe, de caráter compulsivo, misterioso e violento. Tem a capacidade de transformar. É assustador quando irritado. Na natureza é simbolizado pelo mar profundo e é o verdadeiro dono das profundezas do presente, onde ninguém jamais esteve. 
Representa os segredos do fundo do mar, como ninguém sabe o que está no fundo do mar, apenas Olokun. Também representa a riqueza do fundo do mar e da saúde. Olokun é um dos Orixás mais perigoso e poderoso do culto aos Orixás.
Diz-se que ele foi acorrentado ao fundo do oceano, quando ele tentou matar a humanidade com o dilúvio. Sempre retratado com escudo. Seu culto é na cidade de Lagos, Benin e Ile Ifé. Seu nome vem do ioruba Olokun (Olo: proprietário – Okun: Mar). Representa a riqueza dos fundos marinhos e a saúde. 
Todos os Babalaôs devem cultuá-lo e sempre deve ser assentado com suas 18 ninfas que são suas esposas, as 9 Olossás e as 9 Olonas. Elas são ninfas da água, representa os rios, córregos, lagoas, cachoeiras, nascentes, lagoas, extensões marinhos e de águas pluviais.
No Brasil é cultuada como mãe de Iemanjá e dona do mar (Olokun). 
É cultuada nas casas de candomblé tradicionais, mas não toma parte nas festas, não são entoados cânticos no “xirê”, assim como acontece com outros orixás (Orunmila, Oduduwa). São assentados mas não são “iniciados” iawos para estes orixás.
Com a vinda de sacerdotes africanos para o Brasil, hoje tenta-se resgatar o culto, porém sem identificação pelos fiéis. Talvez por não se ter conhecimento e sincretismo. É homenageada durante a Festa de Iemanjá. 
OLOKUN, orixá de grande importância, ainda pouco conhecido no Brasil, porém muito difundido e cultuado em Cuba e na Nigéria.
As crenças, em geral, são fundamentadas em algo original ou histórico; na África existem inúmeras. Diz-se que Olodumaré vagava pelo espaço, quando somente havia pedras e fogo. Em função do vapor produzido pelas chamas, grande quantidade de nuvens se acumulou no espaço, precipitando sob a forma de chuva. Onde o fogo havia queimado mais, o terreno ficou mais profundo, dando origem aos grandes oceanos que cercam a terra. Neste momento, nascem todas as Iemanjás do mar, desde Ocuté até Olokun, que é a mais alta representação dos orixás, depois de Oduduwa.
Quando o mundo se formou, existia maior quantidade de água do que de terra e, por isso, Olokun ocupa o segundo lugar no panteão yorubá. Esta divindade, também, é conhecida pelo nome de AAGANA-EKUN IJÁ MOAJÉ, que significa “a profundidade dos oceanos, mãe dos peixes e dos caracóis do mundo”. Ninguém sabe o que há no fundo do mar, isto é tratado no signo Iroso Meji (4-4 Meji), um dos signos do meridilogun; daí vindo a reza: OMI TUTO, ANA TUTO, TUTO ILÊ, TUTO ARIKU BABAWA (água fresca em minha vida, água fresca em minha casa, água fresca para todos os espíritos bons desta vida).
Com Olokun vivem dois espíritos: Samugagawa, que simboliza a vida e Acaro, que simboliza a morte. Ambos estão representados nas ferramentas de Olokun.
Este orixá não fala diretamente por sua boca, mas se comunica através de Iemanjá, já que esta foi o primeiro caminho que veio à terra e que, também, se denominou YEMBÓ. 
Gostaria de chamar-lhes a atenção quando digo “caminho de orixá”, pois muitos interpretam mal o que isto significa. 
Por exemplo, Iemanjá possui oito caminhos: 
  1. -  YEMBÓ, 
  2. -  OLOKUN, 
  3. -  MAYELEWÓ, 
  4. -  ASHABÁ, 
  5. -  OCUTÉ, 
  6. -  OCOTÓ, 
  7. -  IBU-ARU 
  8. -  IBU AYEE. 
Estes caminhos estão representados nos sete mares que rodeiam a terra e nas sete reencarnações deste orixá em sua trajetória. 
As ferramentas de OLOKUN são assentadas dentro de um porrão grande, com cerca de sessenta centímetros de altura (significando a superfície e a profundeza do mar). Elas são feitas de chumbo, já que este metal não sofre oxidação pela ação do salitre do mar e é mais barato. Entre as ferramentas, há uma boneca, medindo aproximadamente vinte centímetros, em cujos braços está a representação dos dois espíritos de que falei anteriormente: o da vida e o da morte. No braço direito se pendura um cobra, representado ACARO e no braço esquerdo uma máscara, representando SAMUGAGAWA.

As demais ferramentas são:

 

  •  uma lua cheia, simbolizando a procriação deste orixá;
  •  uma meia lua, representado a alegria contagiante deste orixá na vida;
  •  um sol, indicando que o poder deste orixá é tão grande que tem domínio   sobre aquele;
  •  um timão de barco, significando a boa mãe que é, conduzindo os humanos  pelo caminho correto;
  •  um par de remos, que é a balança entre o bem e o mal do que realizamos   na vida;
  •  uma pequena sereia, a beleza misteriosa;
  •  sete pulseiras ou aros, denotando a procriação de seus sete filhos preferidos: Oyá, Elewara, Ogum, Oxóssi, Asawano, OrishaokóRISHAOKÓ e SHANGO. O nascimento de todos os sete orixás está descrito nos signos desde de Okana até Odi.

Em Cuba, existe a tradição de assentar OLOKUN para todos aqueles que irão fazer YEMANJÁ. OLOKUN só se assenta, ou seja, não se faz na cabeça de ninguém; aos filhos de OLOKUN se faz YEMANJÁ.

Deve-se trocar a água de OLOKUN a cada seis ou sete meses e o assentamento deve ser mantido em um lugar oculto, onde ninguém possa tocá-lo. OLOKUN assentado dentro de um porrão escuro simboliza a escuridão existente no fundo do mar.

AS ÁGUAS – ELIXIR ESPIRITUAL

A água é um dos elementos naturais mais receptivos, com uma energia altamente atratora e condutora, ela é utilizada principalmente pelos Guias Espirituais nos momentos onde há a necessidade de realizar grande limpeza, purificação e energização de nosso corpo astral e de nossa casa, afinal existem cargas e energias negativas, que somente esse elemento natural é capaz de desfazer, limpar e equilibrar.

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ÁGUA DO MAR

Ótima para descarrego e para energização, batida contra as rochas e as areias da praia, vibra energia, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas. A energia salina do mar “queima” as larvas e miasmas astrais, principalmente sob a vibração de Iemanjá. Podemos ir molhando os chakras à medida que vamos adentrando no mar, pedindo licença. No final, podemos dar um bom mergulho de cabeça, imaginando que estamos deixando todas as impurezas espirituais e recarregando nosso corpo de energias sutis. Ideal, se realizado em mar com ondas.

ÁGUA DA CACHOEIRA

Com a mesma função do banho de mar, só que executado em águas doces. A queda d’água provoca um excelente “choque” em nosso corpo, restituindo as energias, ao mesmo tempo em que limpamos toda a nossa alma, é água batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e nos livra de todas as impurezas. Ideal, se tomado em cachoeiras localizadas próximas de matas e sob o sol.

 

Água dos Rios e Lagoas

 

Tem também grande propriedade curadora e equilibradora. Se o rio tiver pouco movimento, quase parado, assim como a lagoa ou mangue, essa água tem uma energia decantadora e curadora.Se o rio for bem movimentado com corredeiras, a energia da água é energética, equilibradora e reparadora.

ÁGUA MINERAL 

Água da pureza, do equilíbrio, da harmonização e da paz. Envolve nossos chakras desobstruindo-os e equilibrando- os. Utilizada para a fixação de fluidos espirituais transmitido pelas Entidades de Luz. É uma água muito fácil de se encontrar, por isso aproveitem esse Axé.

 ÁGUA DE POÇO

É excelente nos casos de doenças, tanto no corpo espiritual como no corpo astral, pois tem uma grande energia transmutadora. Essa água está em contato com a terra, que é o agente mais poderoso de regeneração física absorvendo a energia ruim da área afetada, colocando em seu lugar uma energia boa. A cura se processa graças a uma troca de energia devido a interação entre os componentes físico, químico e energético que a terra oferece.

 ÁGUA DA CHUVA

 

É altamente energética e purificadora. É a água que entrou em estado de vaporização e absorve toda a energia do ar, quando novamente entra em outro estado de mudança e retorna ao estado liquido, caindo do céu sobre a terra. Por isso, é utilizada justamente nos momentos em que precisamos de mudança. A água da chuva é benéfica e pura, porém, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois atrai as vibrações negativas do local. sendo ótima também para banhos de descarrego e limpeza de ambientes.

A Inveja

A inveja é a arma dos incompetentes, está presente em nosso cotidiano, nos rondando e não dependa da crença para existir. Ser alvo de inveja ou cobiça nos incomoda muito e algumas vezes até nos faz sentir culpa por nossas conquistas.
Sempre haverá com alguém com inveja do seu carisma, do seu trabalho, de seus amigos e até dos seus bens. É um dos piores sentimentos do comportamento humano.
A pessoa invejosa tem aquela vontade frustada de querer algo que você possui e que ela não tem ou até mesmo querer que você não tenha nada daquilo que possui. 

Quando o invejoso se depara com alguém admirável, seu primeiro impulso é denegrir a imagem daquela pessoa, pois ele não suporta a ideia de que o invejado foi mais agraciado que ele.Ele está sempre preocupado com a vida alheia do que com a sua e não desfruta o que a vida lhe oferece.

A Inveja e a Cobiça

São sentimentos bem semelhantes, no dicionário do Aurélio, a inveja é o desgosto ou o pesar pelo bem ou a felicidade de outrem; desprezar diante do bem de alguém, é o desejo violento de possuir o bem alheio. E a cobiça é o desejo sôfrego, veemente, de possuir bens materiais; é avidez, é cupidez, é ambição desmedida de riqueza.
A inveja é um dos sentimentos mais destrutivos que existem e é um dos mais perigosos pecados capitais, é a tristeza frente ao sucesso do outro. Na verdade, esse sentimento é mais nocivo para quem sente, do que a quem é invejado, é uma enfermidade da alma.
Sentimento torpe e difícil de ser eliminado e que não deixa de ser um vício. A inveja é originada pelo medo, insegurança, orgulho e egoísmo.
Há uma passagem Bíblica que nos revela que por inveja e ciúme Caim matou Abel. E existem muitos com os mesmos sentimentos de Caim, espalhados pelo mundo, precedendo inclusive no mundo corporativo, por ser um espaço competitivo acaba proliferando a inveja.

A Inveja é sempre igual?

Existe a inveja autodestrutiva que é a mais nociva e a criativa, que é a mais moderada, a que encara o outro como um exemplo a ser seguido. Não que a inveja seja algo positivo, mas ela também pode ter o seu lado bom, como uma fonte de motivação onde surge um processo de superação dando estímulo para que a pessoa trabalhe com as suas potencialidades.
Há um pensamento árabe que diz: ” Há dois tipos de inveja: a boa e a condenável. A boa, consiste em, quando encontrares alguém superior a ti, desejares ser como ele: a condenável  consiste em desejar a sua queda”.
Será que “somos condenados viver na escuridão, porque a luz cega os invejosos”?

Esse sentimento mesquinho destruidor da paz tem um efeito devastador. O invejoso pensa: “já que não tenho o que o outro tem, então vou destruí-lo”. A inveja é a mãe do ódio, que causa a alegria com a desgraça do próximo.

Como desarmar um invejoso?

Uma dica é elogiá-lo, é uma atitude simples e eficiente, comente sobre seus pontos fortes, assim você estará neutralizando a pessoa invejosa.

E quando é você o invejoso?

Quando falamos em inveja, sempre mencionamos o fato de estar sendo invejado, o invejoso é sempre o outro, mas e quando a situação se inverte torna-se delicada, pois é um grande desafio eliminá-la. É difícil admitir que sentimos inveja, é algo que camuflamos debaixo de sete chaves, mas quando admitimos, sem culpa, é mais fácil de gerenciá-la. É bom observarmos em nós esse tipo de sentimento para não praticarmos inconscientemente ou conscientemente atos hostis.

Fique alerta quando a felicidade do outro causar desconforto, tristeza ou raiva, porque esses sentimentos vão sendo instalados em nós de forma gradativa. Não é bom compararmos obsessivamente a nossa vida com as conquistas e sucessos dos outros. Temos que crer em nosso potencial, nas nossas virtudes. E principalmente: seja você mesmo! O nosso autoconhecimento ainda é a melhor arma.
O invejoso sente-se inferiorizado mediante a vitória ou conquista do outro, não suportando as diferenças. Há uma frade de Vera Loyola que confirma: “O verdadeiro amigo não é aquele que é solidário na nossa desgraça, mas sim aquele que suporta o nosso sucesso”.
 Para os invejosos, não se deixe contaminar por energias de baixa vibração, pode até espelhar-se nos melhores, mas não supervalorizando-os demais. Bom mesmo é focar-se nos seus próprios objetivos e desejos, desapegando-se da ilusão que o ego impõe. Supere-se!
“Nós existimos não para sermos melhores que os outros, mas para sermos melhores que nós mesmos”.

O SIGNIFICADO DO QUELÊ

O  Quelê
Ele é o símbolo de aliança com o orixá. Suas contas e firmas tem todo um significado. Geralmente são 21 contas e 7 “pernas”. as 21 contas são referentes aos 21 dias que o yaô carregará e 7 “pernas” ou fios, fazem simbologia aos 7 anos que o yaô estará em estado de aprendizagem. O quelê também dizia os antigos protegia e acompanhava o resguardo desse filho e caso ele quebrasse algum fio ou estourasse, poderia ser porque o filho quebrou alguma ewó (quizila) ou alguma energia muito ruim pelo qual o yaô passou e foi protegido.

O Branco

A cor branca no candomblé, é marcante, ela representa a paz, a mudança e principalmente a transformação. Pois segundo as lendas, ser iniciado no orixá, é ganhar um novo destino. Eu já vi casos de zeladores que quebram o branco, para que o filho possa trabalhar. Não é mais mistério para ninguém, pois eu mesmo já vi na rua, yaôs de roupa colorida e de quelê, se errado? não sei. A minha opinião é que o período de yaô é pequeno, então porque não se dedicar inteiramente? Caso o yaô trabalhe em um lugar que tenha uniforme ou algo assim, acho que o zelador tem que ter o bom senso, mas saindo dali, o yaô deve colocar a sua roupa branca, cobrir sua cabeça e colocar seus fios de conta sim. E hoje como tantas lojas de departamento, temos uma variedade enorme de roupas brancas, assim não tem como ficar mal vestido ou não encontrar roupa.

              Paó

 

Paó é a repetição de palmas coordenadas de 3 para 7 palmas em 3 vezes. Eu já ouvi vários significados, porém o que acho mais prudente, é que o paó é uma reverência ao orixá, usada para não só reverenciar,  mas afastar o mal e trazer uma energia positiva. É usado, antes de todas refeições, e quando vamos dar adobá para nossos mais velhos e nos axés da casa.

                           A Alimentação

Essa questão é outra importante, os condimentos como pimenta e seus derivados, alho e carne vermelha, são ewós (quizilas) do orixá. Assim como as frutas cítricas.  Durante o recolhimento a alimentação é bem especifica, e quando seguimos para continuar nosso preceito algumas coisas também se mantém. Por isso converse bem com seu zelador e liste aquilo que você pode ou não. Como eu digo ser do orixá é vestir a camisa. Então mesmo que algo não faça sentido para você, siga, pois temos uma cultura muito rica e com o tempo, começamos a entender.

O Banho

A higiene pessoal é à base de água e sabão da costa, ou em alguns casos, sabão de coco. E durante o período de yaô não tomamos banho de água corrente. É para muitos é sacrifício, para quando estamos alinhados com o orixá, entendemos que passar por isso é maravilhoso, nos damos conta que acabamos criando uma importância tão grande a coisas que conseguimos tranquilamente viver sem, é quando damos conta que o orixá quer nos ensinar exatamente isso. Que nós criamos tantas coisas que não precisamos, enquanto esquecemos das verdadeiras coisas que importam, que é o amor ao orixá e ao próximo.

A Postura do Yaô

 

Como já disse em outras postagens, o período de quelê, nos ensina muito, e humildade é a maior das lições. A postura do yaô deve ser sempre de cabeça baixa, não passar das 21h na rua, sempre calmo, sereno, falar baixo. Pois temos que entender que ele ou até mesmo nós, estamos dedicados e voltados ao orixá. Que humildade é essa se o yaô está de cabeça alta, falando besteira ou rindo alto, e o respeito pela aquela aliança que está em seu pescoço. Não é tortura nem muito menos escravidão, é DEDICAÇÃO. Tendo em vista que ninguém está ali obrigado.

Os lugares onde o yaô não deve ir

Durante esse período ficam vetados:

 

  • Matadouros : Pois neles, tiram-se elementos da natureza sem que haja nenhum ritual, nenhum pedido de licença a natureza.

 

  • Hospitais : Lá existe todo tipo de pessoas, e a presença forte de Ikú (a morte), e essas energias não são apropriadas a esse período
  • Cemitério : a mesma coisa que a anterior.

 

E também lugares onde haja muita movimentação de bebida, cigarro e bagunça.

Um conselho que posso dar, é que você aproveite ao máximo a época de quelê e mesmo os 7 anos de yaô, eles não voltam. Faça tudo para aprender para que um dia possa ensinar. Quem não é um bom yaô, nunca vai ser um bom egbomi ou um bom zelador. Essa vivência é importantíssima para o crescimento espiritual e material também, afinal quando estamos alinhados com o orixá, com o universo, tudo dá certo, mesmo que você passe por problemas, tenho certeza que o orixá traçará caminhos para você. E tenho certeza que sua vida fisicamente e espiritual
Mudará!
axé! A todos!

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