Laguidibá

Algumas pessoas também conhece como Hunjegbe. Trata-se do colar conhecido como “a joia da nação”, pertencendo exclusivamente a Nação Jeje, embora, devido a mesclas outras nações às vezes fazem uso do mesmo. O Hunjeve é um colar pessoal, entregue ao vodúnsi quando completa seu ciclo de 7 anos, onde se tornará um Etemi (mais velho), embora alguns defendam que o Hunjeve deve ser entregue na iniciação. Quando a pessoa morre seu hunjeve é enterrado junto a ela depois que todos os preceitos forem realizados.

Vale ressaltar que o hunjeve é pessoal, sendo que não deve ser tocado muito menos usado por quem não seja seu dono. Para cada pessoa há um tamanho específico, assim como a quantidade de contas utilizadas, evidênciando a propriedade do colar. O Hunjeve é o simbolo da ligação vodun x vodunsi.
 
 
O Laguidibá é um outro colar também importante dentro da liturgia, confeccionado com chifre de búfalo, na cor preta, pertence aos voduns da família de Sakpata, embora vodúnsis de outras famílias também o usem, geralmente depois que ganham cargo.

Os fios de conta

Os fios de conta usados pelas vodúnsis, em geral trata-se de colares simples, com uma única “perna” com as contas nas cores correspondentes ao vodum. O colar do(a) zelador(a) pode ser mais trabalhado, porém nada que fuja ao tradicional.

Abaixo as cores das contas referentes aos principais Voduns do Jeje:

  • Legba: Vermelho e transparente, podendo ser multicolorida;

 

  • Ogun: Verde e vermelho, verde musgo ou azul turquesa;

 

  • Agué: Verde e branco rajado ou verde e amarelo (alguns usam verde, amarelo e vermelho ou multicolorido);

 

  • Odé: Verde ou azul turquesa;

 

  • Azansú e demais voduns da família Sakpata: Roxo (ou bordô), preto e branco (varia segundo a escolha do vodun, notando-se uma maior presença do branco para Avimaje);

 

  • Loko: Branco rajado de verde;

 

  • Sogbo/Badé/Akarumbé: Branco leitoso e vermelho, bordô e branco ou terracota e branco;

 

  • Oyá: vermelho, podendo ser também marron terracota;

 

  • Kposu: Bordô e branco ou laranja rajado de preto;

 

  • Averekete: Branca rajada de vermelho e azul, ou contas intercaladas nestas cores;

 

  • Nanã: Lilás ou branca rajada de azul marinho;

 

  • Aziri Tolá: Amarelo leitoso;

 

  • Aziri Togbosi: Miçangas brancas ou pérolas, podendo ser branco rajado de azul claro;

 

  • Yemanjá: Miçangas brancas ou transparentes e azul;

 

  • Oxun: Amarelo ouro ou amarelo cristal;
 
  • Gbèsén (Bessém): Amarelo cristal ou amarelo cristal e verde cristal;

 

  • Frekwen (Kwenkwen): verde cristal podendo ser também a mesma de Bessém;

 

  • Dan Jikún (Ojikún): vermelho cristal ou vermelho cristal e transparente;

 

  • Ewá: vermelho e rosa;

 

  • Lissá: Branco leitoso;

 

  • Aido Wedo: cores do arco-íris intercaladas 1 conta de cada cor na sequência;

 

  • Dangbalah Wedo: cores do arco-íris 3 contas de cada cor na sequência.

Histórias dos Malandros nos Morros

Zé no morro

Os barões da ralé

Waldir: a elegância em pessoa
Ele fez fama na Lapa, circulou pela Praça Onze e bateu ponto no Estácio. Brigou de navalha, andou de viés, carregou no trejeito. De terno branco de linho, chapéu de veludo e sapato couro de cobra, o malandro carioca atendia por nomes que impunham respeito – Madame Satã, Camisa Preta, Sete Coroas e João Cobra. Todos viraram sinônimo de bandidagem no Centro do Rio nos anos 10 e 20 do século passado. Com o surgimento das primeiras favelas, os malandros logo descobriram um novo território livre para impor suas leis.
Um dos primeiros jornalistas a subir os morros do Rio e escrever sobre seus personagens, Benjamim Costallat disse certa vez que “a Favela (atual Providência) era uma cidade dentro da cidade, onde a lei é a do mais forte e a do mais valente e a navalha liquida os casos”. Estava se referindo à Zé da Barra, nordestino bom de briga – e de lábia – que mandava e desmandava na Favela.
Aos poucos, no entanto, o termo foi sendo suavizado e virou sinônimo de manemolência, lábia e esperteza. Foi esse malandro sangue bom que fez a festa nos morros do Rio nos anos 50, 60 e 70 – a maioria deles ligada às escolas de samba.

Charme pelos becos

Os nomes variavam mas a fama de espertos e mulherengos era a mesma. Alguns viraram lenda e são quase heróis nas histórias contadas até hoje. Poucos ainda continuam na ativa arrastando charme e desfilando elegância pelos becos das favelas. Como Waldir Carolino, de 74 anos.
“Me considero um cidadão esperto, que sabe viver a vida”, resume seu Waldir, fundador e presidente do Bloco Unidos do Cantagalo de 1963 até 1983.
“Sempre fiz questão de andar na linha. Quando entrava na quadra o pessoal logo falava: ‘lá vem o presidente!’ Até hoje só compro sapato por encomenda e terno sob medida”, brinca seu Waldir, que – como diz o poeta Chico Buarque, “hoje tem mulher e filho e tralha e tal” – é sócio da própria esposa num quiosque de flores em Copacabana.
Dono de quiosque de flores em Copacabana, Waldir sempre fez questão de andar na linha

Sapato de couro de cobra

“Eu vivi de perto a época de ouro do Waldir no Cantagalo e ficava lá ouvindo ele contar as suas histórias. Esse aproveitou bem a vida. A gente brincava que ele era o último malandro”, conta Eidibal Neves, de 63 anos, amigo de infância e também fundador e compositor de sambas clássicos do bloco do Cantagalo.
No Salgueiro, berço do samba na Tijuca, Zona Norte carioca, os malandros faziam o tipo granfino. Filho de Casemiro Calça Larga, outra figura lendária dos morros do Rio, seu Jorge Casemiro, de 70 anos, não pensa duas vezes na hora de citar o ban-ban-ban da favela na década de 60.
“Jorge Louro, esse era o cara! Um negão forte, bonito, se vestia só de linho, chapéu de veludo e sapato couro de cobra. Dançava muito e tinha as cabrochas dele espalhadas pelo morro todo. Era malandrão mesmo, mas no bom sentido”, frisa seu Jorge. “E modéstia à parte eu também sempre andei na linha. Para ir no samba até hoje só se for de blusão de linho e calça branca. E comigo é tudo sob medida. Faço questão.”

                                            Lábia e jogo de cintura

Jorge Casimiro, filho de Calça Larga
Autor da tese de doutorado “Malandros, marginais e vagabundos”, o sociólogo Michel Misse estudou a evolução da palavra ‘malandro’ ao longo do século 20 e diz que a transformação mais radical aconteceu na década de 50.

“Foi quando o malandro deixou de ser bandido e virou o cara esperto, cheio de lábia e com jogo de cintura. Esse era o malandro estilizado que inspirou Walt Disney a criar o Zé Carioca. O Bando da Lua que tocava com a Carmem Miranda também só se vestia de chapéu e camisa listrada”, explica.

Mas bem antes o fenômeno da suavização do malandro já era detectado por Noel Rosa. Em entrevista à revista O Debate, em 1935, o compositor já havia dado uma pista sobre o paradeiro desse novo malandro do bem: “O morro do Castelo foi abaixo e a polícia ‘espantou’ os malandros inveterados e ‘escrachou as cabrochas’. Mas o malandro não desapareceu. Transformou-se, simplesmente, com a sua cabrocha, para tapear a polícia. Ele já está de gravata e chapéu de palha e ela usa meias de seda”.

Nos anos 60, o malandro sofre nova transformação e de novo desce para o asfalto. Michel Misse explica: “Todo mundo podia ser malandro, o comerciante, o político, o cara esperto na esquina. E aí surge o nome marginal para substituir o malandro”, diz. “Mas a grande novidade nos últimos anos foi o surgimento da palavra vagabundo nos anos 80, que é uma mistura de malandro com marginal”, diz.

Ai de quem não respeitasse

Desde os tempos de Brancura do Estácio que a malandragem na favela esteve próxima ao mundo do samba. No Morro da Babilônia, no Leme, Zona Sul carioca, quem reinava nas noites de baile dos anos 60 era um passista famoso conhecido apenas por Ieié.
“Só dava ele no baile do Lair e no Seu Justino. Esse era um cara da noite, super dançarino e vivia cercado de mulher. Quase sempre uma loira! Aquele era malandro. E figuraço”, conta João Carlos Filho, de 57 anos, o Joãozinho, do bloco Aventureiros do Leme.
Outra característica marcante do malandro da favela era o jeito de se vestir. Em entrevista ao Favela tem Memória meses antes de sua morte, aos 83 anos, Dona Maria falou sobre como era a malandragem no Morro do Cantagalo dos anos 50: “Os malandros do morro pareciam até doutor, só andavam na linha e eram extremamente educados com os moradores. Só a presença deles já era sinal de respeito. E ai de quem não respeitasse”.
Na Cidade de Deus, conjunto habitacional construído nos anos 60 na Zona Oeste do Rio, o malandro era um sujeito que não chamava a atenção. “O Caetano não era extrovertido, fazia mais o tipo misterioso. Ele foi diretor de bateria da escola de samba e era super querido. Mas também tinha seus inimigos”, lembra Vera Regina Barros.

                       Farra, mulher e bebida

Dicró: boemia e samba
Com a morte de Bezerra da Silva e Moreira da Silva, um dos poucos malandros que permanecem acima de qualquer suspeita – e ele faz questão de assumir isso – é o sambista Carlos Roberto Oliveira, de 58 anos, o Dicró, nascido e criado na Baixada Fluminense mas freqüentador assíduo da Praia de Ramos (Zona Norte) desde os anos 60. Fala aí Dicró:
“Malandro é o cara que está de bem com a vida, que leva tudo na gozação e que não rouba ninguém. Porque malandro na prisão vai aproveitar a vida como?”, brinca Dicró, que gravou em 1995, junto com Bezerra da Silva e Moreira da Silva, o disco “Os Três Malandros”, uma sátira à pompa dos tenores Plácido Domingo, José Carreras e Luciano Pavarotti. “Sempre fui boêmio e sambista. Até em velório a gente dá um jeito de se divertir”, brinca.

E para fechar esse papo de malandragem, nada como as palavras de Cartola, um bamba do samba de favela: “Malandro é quem gosta de briga, farra, mulher e bebida. Isso é natural. Ladrão, maconheiro ou jogador é bandido. Disso eu tenho vergonha”. E ponto final.

A Volta do Malandro (Chico Buarque)

Eis o malandro na praça outra vez
Caminhando na ponta dos pés
Como quem pisa nos corações
Que rolaram nos cabarés
Entre deusas e bofetões
Entre dados e coronéis
Entre parangolés e patrões
O malandro anda assim de viés
Deixa balançar a maré
E a poeira assentar no chão
Deixa a praça virar um salão
Que o malandro é o barão da ralé

Homenagem ao malandro (Chico Buarque)

Eu fui fazer um samba em homenagem
À nata da malandragem
Que conheço de outros carnavais
Eu fui à Lapa e perdi a viagem
Que aquela tal malandragem
Não existe mais
Agora já não é normal
O que dá de malandro regular, profissional
Malandro com aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro com contrato, com gravata e capital
Que nunca se dá mal
Mas o malandro pra valer
- não espalha
Aposentou a navalha
Tem mulher e filho e tralha e tal
Dizem as más línguas que ele até trabalha
Mora lá longe e chacoalha
Num trem da Central

Praça 11, Berço do Samba (Zé Ketti)

Favela do Camisa Preta
Do Sete Coroas
Cadê o teu samba, Favela?
Era criança na Praça Onze
Eu corria pra te ver desfilar
Favela, queremos teu samba
Teu samba era quente
Fazia meu povo vibrar
Até a lua, a lua cheia
Sorria, sorria
Milhões de estrelas brigavam
Por um lugar melhor
Queriam ver a Portela
Mangueira, Estácio de Sá
E a Favela com suas baianas tradicionais
Brilhava mais
Que a luz do antigo lampião a gás
Fragmentos de brilhantes
Como fogos de artifícios
Desprendiam lá do céu
E caíam como flores
Na cabeça das pastoras
E dos sambas de Noel
Correrias, empurrões
Gritarias e aplausos
E o sino da capela
Não parava de bater
Os malandros vinham ver
Meu samba estava certo, sim
Enquanto as cabrochas gingavam
No seu rebolado
No ritmo da batucada
De olho comprido, que nem bobinho
Eu terminava dormindo na calçada
De olho comprido, que nem bobinho
Eu acabava dormindo na calçada

Pombo Gira Rosa do Lodo

A história da Senhora Pomba gira Rosa do Lodo, a começar pelo relato de seus dias enquanto ser encarnado como Anne Marie, que viveu em meio a uma sociedade francesa capitalista, cruel e cheia de hipocrisia, e, depois, o resultado de suas ações terrenas na espiritualidade.

Por meio deste romance, é mostrada a atuação das Guardiãs do Amor nas esferas espirituais negativas e também desvendados os mistérios que a poucas Guardiãs foram concebidos por desejarem, por meio do amor, retribuir a oportunidade que tiveram de evoluir, ajudando, de todos os modos, no resgate cármico de muitos espíritos que caíram em seus negativismos e, assim, aliviando um pouco mais as suas culpas, para terem a oportunidade de ser servidores do grande Criador.

Conheça um pouco mais sobre o Mistério Pomba gira e veja como se beneficiar verdadeiramente do amor dessas Guardiãs que servem ao Alto do Altíssimo pela sua esquerda. Release: Nestas páginas, você conhecerá a história da Senhora Pomba gira Rosa do Lodo, a começar pelo relato de seus dias enquanto ser encarnado como Anne Marie, que viveu em meio a uma sociedade francesa capitalista, cruel e cheia de hipocrisia, e, depois, o resultado de suas ações terrenas na espiritualidade. Por meio deste romance, é mostrada a atuação das Guardiãs do Amor nas esferas espirituais negativas e também desvendados os mistérios que a poucas Guardiãs foram concebidos por desejarem, por meio do amor, retribuir a oportunidade que tiveram de evoluir, ajudando, de todos os modos, no resgate cármico de muitos espíritos que caíram em seus negativismos e, assim, aliviando um pouco mais as suas culpas, para terem a oportunidade de ser servidores do grande Criador.

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Parábola de Jesus no terreiro

jesus

Estava começando a escurecer, quando Jesus chegou num terreiro. O pessoal que entrava, o saudava e dizia:
“Boa Noite, Jesus! Entre e participe com a gente!”
Jesus entrou. Viu o povo reunido. A maioria era pobre. Alguns, não muitos, da classe média. Todo mundo dançando, alegre. Havia muita criança no meio. Viu como todos eles se abraçavam.
Viu como os brancos eram acolhidos pelos negros como irmãos. Jesus, ele também, foi sendo acolhido e abraçado. Estranhou, pois conheciam o nome dele. Eles o chamavam de Jesus, como se fosse um irmão e amigo de longa data. Gostou de ser acolhido assim. Viu também como a Mãe-de-santo recebia o abraço de todos e como ela retribuía acolhendo a todos. Viu como invocavam os orixás e como alguns vinham distribuindo passes para ajudar os aflitos, os doentes e os necessitados.
 
Jesus também entrou na fila e foi até a mãe-de-santo. Quando chegou a vez dele, abraçou-a e ela disse:
“A paz esteja com você, Jesus!”
Jesus respondeu:
“Com a senhora também!”
E acrescentou: “Posso fazer uma pergunta?”
E ela disse: “Pois não, Jesus!”
E ele: “Como é que a senhora me conhece? Como é que o pessoal sabe o meu nome?”
E ela falou: “Mas Jesus, aqui todo mundo conhece você. Você é muito amigo da gente. Sinta-se em casa no meio de nós!”
Jesus olhou para ela e disse: “Muito obrigado!”
E continuou: “Mãe, estou gostando! O Reino de Deus já está aqui no meio de vocês!”
Ela olhou para ele e disse: “Muito obrigado, Jesus!
Mas isto a gente já sabia. Ou melhor, já adivinhava! Obrigado por confirmar a gente. Você deve ter um orixá muito bom. Vamos dançar, para que ele venha nos ajudar!”
E Jesus entrou na dança. Dentro dele o coração pulava de alegria. Sentia uma felicidade imensa e dizia baixinho:
“Pai, eu te agradeço, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste ao povo humilde aqui do terreiro.
Sim, Pai, assim foi do teu agrado!”.
Dançou um tempão. No fim, comeu pipoca, cocada e batata assada com óleo de dendê, que o pessoal partilhava com ele.
E dentro dele, o coração repetia sem cessar:
“Sim, o Reino de Deus chegou! Pai, eu te agradeço! Assim foi do teu agrado!”

 

Usos e Costumes dos Ciganos

Ao longo do tempo, após sua chegada à Europa, os ciganos foram acusados de toda espécie de crime pelas populações sedentárias, que não entendiam como um povo poderia viver com tanta liberdade, sem apego a uma terra determinada.
Além disso, da admiração inicial, fomentada, principalmente pelos líderes religiosos, iniciando-se pelo Arcebispo de Paris, quem primeiro ligou os ciganos à bruxaria, os ciganos passaram a ser vistos como verdadeiros inimigos da fé cristã, que contra eles lançou um processo sistemático de perseguição e destruição.
As lendas que ligam os ciganos aos sofrimentos da Sagrada Família, da morte das crianças em Belém, da traição de Judas e do roubo do quarto cravo foram criadas com o fim específico de jogar contra esse povo a ira cristã, já que essas lendas não resistem à mais superficial análise histórica, tratada com a seriedade com que foi elaborada a pesquisa linguística que determinou a origem desse povo.
Assim, além dessas lendas infames e destinadas a desacreditar os ciganos, outras acusações foram sendo acrescentadas. Bruxaria, feitiçaria, canibalismo e outras barbaridades foram atribuídas aos ciganos, enquanto eram sistemática e metodicamente perseguidos.

Esse comportamento ainda hoje persiste. Os ciganos ainda são relacionados a tudo de ruim que possa acontecer numa comunidade e sua chegada muitas vezes é motivo de reações até violentas da parte de cidadãos menos esclarecidos.
Associam-nos ainda a roubos, desastres naturais, como ventanias e tempestades, além de toda sorte de trapaças e falsificações. Na raiz de tudo isso encontra-se o fato inegável de que ciganos e gadjos têm modos diferentes de encarar a vida. A ignorância é a principal causa desse tratamento dispensado
pelos sedentários aos ciganos, pois não conseguem compreender esse estilo de vida.

Vestir preto no culto aos Orixás

No candomblé dos anos 50, 60 e até 70, uma pessoa que chegava à porta de um candomblé vestida de preto, era sempre repudiada por aquela comunidade, e pedia-se para a pessoa se retirar. Quando a pessoa se negava a sair era entendido como uma afronta a Oxalá Pai de todas as cabeças por antecipação.
Vestir preto em uma saída de Iyawo é mesma coisa que dizer que o dono casa não sabe fazer o que esta fazendo.
Vestir preto em uma festa de 7 anos é a mesma coisa que dizer; não estou de acordo com esse titulo (oye).
Vestir preto em um funeral é desejar que aquela alma não tenha paz pela eternidade…
Vestir preto em um Ikomojade é desejar má sorte para criança
Vestir preto no dia a dia é afirmar-se intimo de Iyami Osorongá!
Vestir vermelho é dizer em alto e bom som! Não tenho medo das mães feiticeiras, por isso uso sua cor.
No itan de Bábà Ofuru, onde conta se que ele foi praguejado por Iyami, e é por isso que entre uma saia branca e outra é obrigado a usar um faixa preta de tecido. Para lembra-lo de sua vergonha!
Igual a Sango que usa um conta branca no pescoço para lembra-lo de um desrespeito a Oxalá!
Nos dias de hoje isso tudo esta sendo desrespeitado pelo mais novos, que acreditam estarem sendo desrespeitados pelos mais velhos.

7º. Itan:

rei_e_rainha_medieval

Exú provocou a guerra entre famílias. Um rei e sua família deixaram de prestar as homenagens devidas a Exú e este não se deu por vencido. Haveriam de pagar bem caro pela ofensa. Exú procurou a rainha que vivia enciumada porque o rei só se interessava pela esposa mais nova. Disse-lhe que faria então um feitiço para que ela voltasse a ser a preferida do marido. Deu a ela uma faca e disse que cortasse um fio de barba do rei para fazer o tal trabalho. Então Exú, foi a casa do príncipe herdeiro e disse que o pai queria vê-lo naquela noite. Que fosse ao palácio e levasse seus guerreiros.
Exú foi ao rei e disse-lhe que tomasse cuidado, porque a rainha planejava mata-lo naquela noite. O rei então se recolheu naquela noite, mas ficou acordado esperando e viu então a rainha entrar no quarto e dele se aproximar com a faca na mão, imaginou que ela pretendia mata-lo e engalfinhou-se com a faca na mão numa luta feroz.  O príncipe que chegava ao palácio com seus homens ouviu o barulho, os gritos e correu a câmara real com os soldados e viu o rei com a faca na mão. Faca que tirara da rainha na luta e pensou que o rei ia matar a rainha, a sua mãe. Invadiu o quarto com os soldados. Seguiu-se grande mortalidade. O preço fora pago e alto. Exú cantava, Exú dançava. Exú estava vingado.
Ensinamento: Esse itan revela que nem tudo é o que parece ser. Revela muitas vezes, que um cliente vai a mesa de jogo buscar muitas vezes, uma vingança, vai buscar uma cobrança por ciúme, a cobrança por negligência pessoal e muitas vezes não se dá a ele aquilo que ele foi buscar. Convencer de que na realidade as coisas podem ser diferentes se forem vistas de forma diferente e muitas vezes uma queimação, muitas vezes um feitiço, uma magia, por mais negra que seja possa ser mudada por um ebó de paz, aonde os conflitos são desfeitos, aonde os mal entendidos são esclarecidos, sem envolver tragédia, sem envolver dor, sem envolver lágrimas, evitando que Exú cante, que Exú dance, evitando vinganças de Exú.

Significado da Firmeza de anjo de Guarda.

Na Umbanda o Anjo da Guarda não é considerado um Guia ou Orixá, é um Espírito Celestial, iluminado, de essência pura. 
Pertence à dimensão celestial, dimensão esta de grande pureza e de grande atuação em todas as outras dimensões subsequentes. 
Portanto, a essência e a energia dos Anjos atingem a todos independente de religião, doutrina ou crença. 
 
Quando acendemos uma vela estamos ligando-nos espiritualmente ao Divino, a Entidade, Anjo da Guarda ou Orixá a quem estamos ofertando a vela. Este Espírito irá utilizar o elemento fogo para purificar nossos 7 Campos, 7 Chacras e 7 Corpos Espirituais, conectando e fortalecendo nosso elo com as Hostes Celestes.
 
Quando colocamos o copo de água junto a vela do anjo da guarda estamos compondo mais um elemento, do qual este Espírito Superior irá utilizar para nosso maior benefício. A água é elemento purificador e fonte de vida, sendo assim, ao possibilitarmos o elemento para o trabalho da entidade, anjo da guarda etc., estamos deixando fonte elemental para ser utilizado a nosso benefício, para realizar limpeza, purificação e energização de nosso corpo astral.

Rezar é simples.

“Meu Anjo da Guarda, que anda sempre comigo, ajuda-me a vencer, demanda dos inimigos.”

 

Malandros, Salve a Malandragem!

MALANDROOs malandros têm como principal característica de identificação, a malandragem, o amor pela noite, pela música, pelo jogo, pela boemia e uma atração pelas mulheres. Isso quer dizer que em vários lugares de culturas e características regionais completamente diferentes, sempre haverá um malandro. O malandro de Pernambuco, dança côco, xaxado, passa a noite inteira no forró; no Rio de Janeiro ele vive na Lapa, gosta de samba e passa suas noites na gafieira. Atitudes regionais bem diferentes, mas que marcam exatamente a figura do malandro.

No Rio de Janeiro aproximou-se do arquétipo do antigo malandro da Lapa, contado em histórias, músicas e peças de teatro. Alguns quando se manifestam se vestem a caráter. Terno e gravata brancos. Mas a maioria, gosta mesmo é de roupas leves, camisas de seda, e justificam o gosto lembrando que: “a seda, a navalha não corta”. Navalha esta que levavam no bolso, e quando brigavam, jogavam capoeira (rabos-de-arraia, pernadas), às vezes arrancavam os sapatos e prendiam a navalha entre os dedos do pé, visando atingir o inimigo. Bebem de tudo, da Cachaça ao Whisky, fumam na maioria das vezes cigarros, mas utilizam também o charuto.

São cordiais, alegres, dançam a maior parte do tempo quando se apresentam, usam chapéus ao estilo Panamá. Podem se envolver com qualquer tipo de assunto e têm capacidade espiritual bastante elevada para resolvê-los, podem curar, desamarrar, desmanchar, como podem proteger e abrir caminhos. Têm sempre grandes amigos entre os que os vão visitar em suas sessões ou festas. Existem também as manifestações femininas da malandragem.

Manifesta-se como características semelhantes aos malandros, dança, samba, bebe e fuma da mesma maneira. Apesar do aspecto, demonstram sempre muita feminilidade, são vaidosas, gostam de presentes bonitos, de flores principalmente vermelhas e vestem-se sempre muito bem. Ainda que tratado muitas vezes como Exu, os Malandros não são Exus. Essa idéia existe porque quando não desenvolvimento de pessoas são homenageados em festas ou sessões particulares, manifestam-se tranqüilamente nas sessões de Exu e parecem um deles.

Os Malandros são espíritos em evolução, que após um determinado tempo podem (caso o desejem) se tornarem Exus. Mas, desde o início trabalham dentro da linha dos Exus. Pode-se notar o apelo popular e a simplicidade das palavras e dos termos com os quais são compostos os pontos e cantigas dessas entidades. Assim é o malandro, simples, amigo, leal, verdadeiro. Se você pensa que pode enganá-lo, ele o desmascara sem a menor cerimônia na frente de todos. Apesar da figura do malandro, do jogador, do arruaceiro, detesta que façam mal ou enganem aos mais fracos. Salve a Malandragem!

Na Umbanda o malandro vem na linha dos Exus, com sua tradicional vestimenta: Calça Branca, sapato branco(ou branco e vermelho), seu terno branco, sua gravata vermelha, seu chapéu branco com uma fita vermelha ou chapéu de palha e finalmente sua bengala. Gosta muito de ser agradado com presentes, festas, ter sua roupa completa, é muito vaidoso, tem duas características marcantes: Uma é de ser muito brincalhão, gosta muito de dançar, gosta muito da presença de mulheres, gosta de elogiá-las ,etc… Outra é ficar mais sério, parado num canto assim como sua imagem, gosta de observar o movimento ao seu redor mas sem perder suas características.

Às vezes muda um pouco, pede uma outra roupa, um terno preto, calças e sapatos também pretos, gravata vermelha e às vezes até cartola. Em alguns terreiros ele usa até uma capa preta. E outra característica dele é continuar com a mesma roupa da direita, com um sapato de cor diferente, fuma cigarros, cigarilhas ou até charutos, bebe batidas, pinga de coquinho, marafo, conhaque e uísque, rabo-de-galo; é sempre muito brincalhão, extrovertido.

Seu ponto de força é na subida de morros, esquinas, encruzilhadas e até em cemitérios, pois eles trabalham muito com as almas… Salve a Malandragem!

6º. Itan:

Em outra estória, em outro itan, Exú com certeza come tudo e ganha o privilégio de comer primeiro. Exú era o filho caçula de Iemanjá e Orumilá, irmão de Ogum, Xangô e Oxóssi. Exú comia de tudo. Sua fome era incontrolável. Comeu todos os animais da aldeia em que vivia. Comeu de 4 pés, comeu de penas, comeu de cereais, as frutas, os inhames, as pimentas. Bebeu toda a cerveja, toda aguardente, todo o vinho. Ingeriu todo o azeite de dendê, mastigou todos os obis. Quanto mais comia, mais fome sentia. Primeiro comeu tudo do que mais gostava, depois começou a devorar árvores, pastos e já ameaçava engolir o próprio mar. Furioso Orumilá compreendeu que Exú não pararia e acabaria por comer até o céu. Orumilá pediu a Ogum que detivesse o irmão a todo custo, e para preservar a terra, os seres humanos e os próprios Orixás, Ogum teve que matar o próprio irmão. A morte, entretanto não aplacou a fome de Exú, que mesmo depois de morto podia se sentir sua presença devoradora, sua fome sem tamanho nos pastos, nos mares, nos poucos animis que restaram, todas as colheitas, até os peixes iam sendo consumidos. Os homens não tinham mais o que comer e todos os habitantes da aldeia adoeceram, e de fome, um a um foram morrendo. O sacerdote da aldeia consultou o Oráculo de Ifá e alertou Orumilá quanto ao maior dos riscos. Exú, mesmo em espírito estava pedindo a sua atenção. Era preciso aplacar a fome de Exú. Exú queria comer. Orumilá então obedeceu ao Oráculo e ordenou:
“– Doravante para que Exú não provoque mais catástrofes, sempre que fizeres oferendas aos Orixás, deverão em primeiro lugar, servir comida a ele, para haver paz e tranquilidade entre os homens é preciso dar de comer a Exú em primeiro lugar.”
 
 
Ensinamento: Esse itan marca o ebó de tudo o que a boca come que é aplicado nos iniciados, é aplicado em orôs, em clientes, dependendo das circunstâncias, dependendo do estado de vida que ele se encontre, dependendo da pobreza que bate a sua porta. Esse ebó de tudo o que a boca come, é um ebó que rende homenagem a Exú, é aquele ebó tradicional que se coloca de tudo um pouco, desde açúcar, até o pó de café. Os itans, eles falam por nós, eles falam por cada estória, eles justificam cada gesto, justificam cada momento da nossa vida. Com os itans foi cultuado a história do Candomblé, com os itans foi criado momentos especiais que fazem parte do progresso individual de  cada ser humano.

Os 16 Títulos mais conhecidos de Exu

  • Exu Iangui – O Senhor da Pedra Vermelha “Laterita”
  • Exu Agbá – O Grande Senhor dos Ancestrais
  • Exu Igbá Ketá Igba – A Terceira Cabaça
  • Exu Okotô – O Senhor do Caracol
  • Exu Obá Babá Exu – O Rei e Pai de todos os Exus
  • Exu Odara – O Senhor Dos Bons Pedidos, da Felicidade
  • Exu Ojisé – O Mensageiro dos Orixás
  • Exu Eleru – O Senhor das Obrigações e Rituais
  • Exu Enu Gbarijo – O Senhor da Boca Coletiva
  • Exu Elegbara – O Senhor do Poder Mágico
  • Exu Bara – O Senhor do Corpo
  • Exu Onã – O Senhor dos Caminhos
  • Exu Olobé – O Senhor da Faca
  • Exu Elegbó – O Senhor dos Ebos e Oferendas
  • Exu Alafia – O Senhor da Satisfação Pessoal
  • Exu Odussô – O Vigia dos Odus

Significado das Frutas e Flores para os Ciganos

As flores e frutas sempre estiveram presentes na vida do homem acompanhando-o durante toda a história. Dessa forma, tem fascinado povos e nações durante séculos, seja pelo encanto e delicadeza ou pela sua eficácia na expansão de energia.
Para o Feng Shui, tanto as frutas quanto as plantas são consideradas “geradores de energia”. A sua presença, em qualquer local de uma residência, deixa o ambiente mais alegre, decorado, perfumado, bonito, agradável, romântico, próspero, suave e “limpa” o local das energias mais pesadas, pois, as flores e frutas têm a capacidade de absorver as energias negativas. Por isso, escolha aquelas que você mais gosta e não deixe de enfeitar o seu lar com elas.

Veja o significado que cada uma delas pode trazer para o ambiente:

 

FLORES

  • Tulipa – Beleza e prosperidade. A amarela significa amor com esperança, reconciliação, enquanto a vermelha remete à declaração de amor.
 
  • Rosa – Eterna paixão, romantismo. A amarela significa alegria, saúde e sucesso. A branca: pureza, paz, amor espiritual. Vermelha: admiração, desejo, paixão. Champanhe: admiração, recordação. Laranja: entusiasmo, encanto. 
 
  • Cor-de-rosa: amizade, gratidão, carinho.
 
  • Orquídea – Beleza, luxúria, perfeição, pureza espiritual.
 
  • Margarida – Inocência, amor leal.
 
  • Lisianthus – Sofisticação.
 
  • Lírio – Casamento, pureza, nobreza, proteção.
 
  • Girassol – Glória, dignidade.
 
  • Gérbera – Alegria, energia, amor nobre.
 
  • Cravo – Inocência, amor leal.
 
  • Bromélias – Inspiração, resistência.
 
  • Azaleia – Elegância, felicidade.
 
  • Copo de Leite – Inocência, pureza, sagrado, paz.
 
  • Flores do Campo – Equilíbrio, ponderação.
 
  • Amor-perfeito – Amor eterno.
 

FRUTAS

  • Melão: Simboliza o sol, energia vital e a prosperidade.
  • Laranja: Afasta as energias negativas
  • Melancia: Fartura e prosperidade
  • Romã: Espiritualidade, fertilidade.
  • Morango: Amor
  • Uva Verde: Saúde, prosperidade
  • Uva Rubi: Prosperidade
  • Uva Passa ou ameixa: Progresso, sucesso
  • Manga: Sexualidade e amor incondicional
  • Pêssego: Equilíbrio, harmonia
  • Maçã: Representa a mulher e o amor, portanto sempre que oferecer maçã  ofereça também a pera.
  • Pera: Boa saúde e prosperidade. Representa o homem. Portanto, sempre que oferecer uma pera, ofereça também a maçã.
 

Significado das Frutas para os ciganos:

 

Maçã:  Aparece em todos os rituais ciganos e é usada como base de perfumes, banhos, óleos e poções. Nas festas de casamento, as mesas com toalhas vermelhas e enfeites dourados também devem ser forradas com essa fruta, pois ela simboliza o amor e a paixão. 
Casamentos sem maçãs significam que o amor não durará para sempre.
Peras: São as frutas preferidas dos ciganos, junto com as maçãs. Entre os persas, acreditava-se que o seu sabor perdurava até depois da morte. Por isso a pêra também está ligada à imortalidade e à boa saúde, além, é claro, da prosperidade, pelo tom amarelo da fruta.
Melancia: Muito presente na decoração das festas, significa prosperidade (pela abundância de sementes) e fertilidade (pela cor vermelha do seu interior).
Morango: Mais uma fruta vermelha empregada em poções de amor. A cor vermelha e o sabor da fruta dão a energia necessária para conquistar o ser amado. É utilizada também para curar desilusões amorosas, em chás e poções.
Abacates: Os ciganos não têm dúvida em adoptar frutas de outros países, desde que sejam doces. É o caso do abacate, originário do México.
Uvas: Se um cigano lhe der um cacho de uvas rosadas bem doces, saiba que ele quer se aproximar de você e ser seu amigo – ou talvez algo mais do que isso. Para eles, uvas e amizade andam sempre junto. Como em outras culturas, elas também são sinónimo de prosperidade. Os ciganos afirmam, convictos, que o costume de comer doze uvas no reveillon – uma para cada mês – é uma tradição originada entre eles, assim como o hábito de ter frutas secas na mesa de Natal.
Figo: Outro estimulante sexual (aberto, assemelha-se ao órgão genital feminino). Usado também como remédio para combater a depressão, a ansiedade e a falta de memória.´
Romã: Uma fruta muito antiga. É empregada em chás e essências, como atrativo de dinheiro e felicidade. Em banhos ou talismãs, é garantia de fertilidade.
Damasco: É a fruta afrodisíaca por excelência, vinda dos países mediterrâneos. A sua cor, o laranja, traz vitalidade, fortalecendo a energia sexual. Os ciganos transformam os damascos em óleos aromatizantes, para envolver o casal apaixonado com o seu perfume.
Amoras e framboesas: Pela cor, significam paixões arrebatadoras. As folhas de framboesa são usadas sobre o corpo da mulher, para proporcionar um bom parto. Essas frutinhas também são utilizadas como ingredientes em poções afrodisíacas.
Cereja: É uma das frutas fundamentais na decoração das mesas de noivado e casamento, pois significa o amor. Em poções e banhos, tem a função de atrair um parceiro. Os ciganos afirmam que as cerejas são diuréticas e calmantes.

Melão: Pode significar prosperidade e um casamento rico pela frente. A fruta veio da Ásia e faz parte da cultura cigana há muito tempo, muitas vezes substituindo a pêra. É usada na magia cigana para garantir a união da família.

 

Amêndoas e castanhas: No ano-novo, as amêndoas são colocadas na carteira para atrair dinheiro. As castanhas são comidas para garantir o vigor sexual.
 
 
Sempre ofereça ao povo do oriente, pedindo amor, saúde, prosperidade, fartura.Porque o povo Cigano, adora riqueza e ouro.
OPTCHÁ!!

Cigana Iris

Iris nasceu na Índia, tem os cabelos negros lisos e compridos, de pele morena e olhos verdes, trabalha com as cores do arco-íris. E a sua cor preferida e cor de rosa, sendo a cor que atua, na sensibilidade e emoção de cada um de nós, despertando o sentimento mais, forte e puro,que é o amor.

 

Conta a lenda, que Íris tinha o poder de ler os pensamentos das pessoas, num simples olhar. Ajudava e curava apenas num toque das mãos.
Foi conhecida e adorada por toda Índia, pelo seu poder de cura, bondade e amor. Menina ainda, com os seus 16 anos de idade, tinha a responsabilidade de passar todo amor e esperança para aqueles que não os tinham.
Foi caçada por aqueles que não aceitava o seu dom espiritual, e quase queimada. Fugindo encontrou no caminho uma caravana cigana, onde recebeu abrigo, passou a viajar com os ciganos por sete anos, onde apreendeu seus costumes e rituais.
Até chegar ao Egito, e se encontrou espiritualmente, dando inicio a um novo caminho espiritual, e ao seu trabalho de caridades.
Teve como a segunda “mãe” o Egito, onde foi abraçada como “filha”, e lhe deram o nome de Íris, a grande sacerdotisa cigana. Que caminhou, sofreu, e aprendeu que os caminhos são feitos de fé, perseverança, esperança e amor.
Para quem quer lhe agradar, são oferecidos  flores do campo, rosas, champagne, água gasosa, frutas, pães e doces!
 

5º. Itan:

Em outra época, Exú ajudava Olodumare na criação do mundo, bem no princípio, durante a criação do universo. Olodumare reuniu os sábios do Orum para que o ajudassem no surgimento da vida e no nascimento dos povos sobre a face da terra, entretanto, cada um tinha uma ideia diferente para a criação e todos encontravam algum inconveniente nas ideias dos outros, nunca entrando num acordo, assim surgiram muitos obstáculos e problemas para executar a boa obra a que Olodumare se propunha.

 

Então, quando sábios e o próprio Olodumare se propunha e já acreditava que era impossível realizar tal tarefa. Exú veio em auxílio de Olodumare e disse que para obter sucesso em tão grandiosa obra era necessário sacrificar 101 pombos como ebó. Com o sangue dos pombos se purificariam das diversas anormalidades que perturbavam a vontade dos bons espíritos, daqueles que queriam uma construção, que queriam uma vida melhor. Ao ouvi-lo, Olodumare estremeceu, porque a vida dos pombos está muito ligada a sua própria vida. Mesmo assim, pouco depois sentenciou; assim seja pelo bem de meus filhos, e pela primeira vez então, sacrificaram-se pombos.

 

Exú foi guiando Olodumare por todos os lugares aonde se deveria verter o sangue dos pombos para que tudo fosse purificado e para que seu desejo de criar o mundo assim fosse cumprido. Quando Olodumare realizou tudo o que pretendia convocou Exú e lhe disse:

 

“– Muito me ajudastes e eu bendigo teus atos. Por toda a eternidade sempre será reconhecido. Exú será louvado sempre e antes do começo de qualquer empreitada, você será homenageado”.

 

Ensinamento: Nesse itan extrai-se literalmente o uso do ilé nos Boris, o uso do ilé nas obrigações. O ilé que acompanha a cabra, que acompanha o cabrito antes da galinha d’angola. Para louvar, para render homenagens, para limpar, para consagrar, para espalhar sobre o ori. O manto sagrado da criação do mundo, o manto sagrado da criação de uma nova vida, de um novo caminho sobre a cabeça a qual se está trabalhando.

 

Malandras e Malandrinhas

Maria Navalha

As malandras surgiram a partir dos anos 50, com o surgimentos de uma

entidade, que ninguém conhecia, chamada Maria Navalha.

Dona Navalha surgiu num terreiro de Umbanda Omolocô (Umbanda traçada

com Candomblé – Independente da Nação sendo ela, Ketu, Djeje Mahin, Angola)

e como até hoje, os Malandros infelizmente são tratados como Exus , ela foi

e ainda é em alguns lugares considerada ou tratada como Pombagira, pois

muitos terreiros, não fazem gira de Exu separada da de Malandros.

Ela incorporou numa jovem que estava a pouco tempo na religião, tinha características de malandro, ainda que com feminilidade, mais era encantadora,

uma entidade diferente, e que atraiu a curiosidade das pessoas da religião na

época.

Desde então alguns anos se passaram, e ela continua a brilhar nos terreiros de Umbanda, com todo seu charme e beleza exótica, depois conforme os anos foram passando surgiram outras Malandras, todas ligadas aos seus campos de atuação (trabalho).

Normalmente as Malandras fazem par com os Malandros de seus Médiuns, exemplo: Malandra do Morro e Malandro do Morro. Mas isso não é necessariamente uma regra, pode acontecer de serem de diferentes locais, isso depende da evolução do médium, da afinidade do mesmo com as entidades de luz e de como irão trabalhar, para evolução de si mesmos e do próprio médium.

 

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 Coisas de Malandra:

Cores : Vermelha, Branca e Preta
Guia: Vermelha e Branca
Indumentária: Roupas nessas cores ; Vermelha, Branca preta, muito raro o tom dourado.
Chapéis: Chapéu Panamá, com Fita vermelha, ou preta, também podem usar chapéu branco (sem fitas), podem usar lenços em seus chapéus ou para enfeitar seus cabelos antes de colocar o chapéu, podem colocar rosas ou cravos vermelhos ou branco no chapéu.

Algumas qualidades de malandra gostam de chapéu preto e outras gostam de cartola baixa. Raramente gostam de cartola alta, quando gostam são nas cores tradicionais (Branca e Vermelha)

Algumas usam Calça branca, vermelha ou estampada com estas cores.

Já outras usam Saias, com estampa vermelha e branca, saia branca, saia vermelha, saia com dados, naipes ou cartas de baralho.

Gostam de Blusa listrada (Vermelha e Branca), ou nas cores Preta, Vermelha, Branca. Também gostam de Roupas de seda (como algumas qualidades de Malandro). Também raramente, algumas Malandras, gostam de uma camisa branca (De botões) por cima da camisa listrada.

Flores: Rosas vermelhas, rosas brancas, cravos vermelhos e brancos, também gostam de flor de chuvisco.

Fumo: Cigarros de palha, Cigarros de filtro vermelho ou Cigarros com sabor. Existem ainda as raras exceções de Malandras que fumam Charuto.

Bebida: Cerveja Branca, Cerveja Preta, Batida, Pinga de Coquinho, Conhaque e raramente Whisky ou cachaça (pinga).

Objetos: Dados, Navalha, Punhal, Baralho.

Pontos de força: Lapa, Cabaré, Morro, Esquinas, Encruzilhada, Cais do Porto, Cruzeiro das Almas, Calunga (Pois como nossos amigos Malandros, trabalham também com as almas)

São boas amigas, trabalham ajudando as pessoas a largas vícios (Drogas e Álcool) também trabalham desmanchando magia negra, trabalham para assuntos financeiros, e as vezes até tiram seus protegidos e protegidas de enrascadas, também trabalham para amor

 

 

Malandragem

 

São gentis, simpáticas, as vezes sérias, sempre muito bem vestidas, elegantes, e bem arrumadas, são vaidosas, gostam de receber presentes e adoram perfumes e batons (Principalmente na cor vermelha)

As vezes surgem nomes de entidade, se denominando Malandra, mais nem sempre são, pois como é uma linha nova, existem pessoas que inventam de má fé, nomes que não existem.

 

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 Alguns nomes de Malandras e Malandrinhas.

Malandra Maria Navalha e sua Falange:

-Maria Rosa Navalha

- Maria Navalha do Cabaré

- Maria Navalha da Lapa

- Maria Navalha da Calunga

- Maria Navalha das Almas

- Maria Navalha da Estrada

- Maria Navalha do Cais

E outras Malandras…

- Malandra 7 Navalhadas

- Malandra 7 Navalhas

- Malandra Maria 7 Navalhas

- Malandra do Cabaré

- Malandra Rosa do Cabaré ou Rosa Malandra do Cabaré

- Malandrinha do Cabaré

- Malandra Maria do Baralho e Malandra do Baralho

- Malandra do Morro ou Malandrinha do Morro

- Malandra da Lapa ou Malandrinha da Lapa ; Malandra do Cabaré da Lapa

- Malandra Rosa da Lapa

- Malandra das Rosas Vermelhas dos Arcos da Lapa

- Malandra da Rosa Vermelha ; Malandra Rosa Vermelha ( Sendo ela da Lapa, Cabaré)

-Malandrinha das Rosas Vermelhas ; Malandrinha da Rosa Vermelha

- Malandra das Almas ou Malandrinha das Almas

- Malandra das 7 Encruzilhadas

- Malandra Maria do Cais ; Malandrinha do Cais ; Malandra da Beira do Cais

- Malandra 7 Saias do Cabaré

- Malandra da Estrada ; Malandrinha da Estrada

- Malandra da Bahia ; Malandrinha da Bahia

- Malandra Maria da Boêmia

- Malandra dos Arcos da Lapa

Salve as nossas Amadas Malandras na Umbanda, Salve a Malandragem!
Que Deus possa sempre Iluminar sempre essas falanges que tanto nos quer Bem!

 

 

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