Exu Gererê

Exu Gererê  é um Exú pouco conhecido, apresenta-se sempre com uma armadura, carregando um tridente e uma espada, porém confundido com Exu Ganga, que por sua vez, é por demais conhecido dentro das giras Umbandistas e Quimbandistas, e é este Exu, elemento desta forte e perigosa linha da Quimbanda.
Os espíritos que são os componentes desta linha são exímios entendidos na pratica da magia, seja astral, seja natural ou qualquer outra forma ou modalidade a eles requisitados. Sua atuação principal é dentro da magia vodu, muito conhecida a nível superficial, sendo esta modalidade da magia, ensinada a pouquíssimos iniciados, haja vista sua complexidade, sua extrema e perigosíssima eficiência, que em mãos erradas podem resultar grandes e as vezes irreversíveis conseqüências, tanto ao operador quanto a infeliz vítima. 
Deixo claro que a magia vodu pode ser amplamente requisitada e usada para fins maléficos, na qual obtém resultados rápidos e por demais eficientes, contudo a magia vodu também, e deveria assim ser, utilizada para fins benéficos e virtuosos. Os espíritos que se apresentam dentro desta linha são denominados vulgarmente de “Gangas”. Este fato é existente pelo pouco conhecimento que se tem que o chefe desta linha é Exu Gererê. São os elementos desta linha:
Exús
Exu Quebra Galho
Exu Sete Cruzes
Exu Gira Mundo
Exu dos Cemitérios
Exu da Capa Preta
Exu Curador
Exu Ganga

 

Ciganos dançando com a natureza

Para facilitar a interação Terra/Céu, os ciganos dançam descalços.
Há uma variedade de danças: do lenço, do punhal, da fogueira etc.
O que se pode verificar, porém, é que a cigana, embora tenha movimentos aparentemente sensuais,ela é pudica, e jamais veremos além de seus tornozelos nos seus rodopios e meneios.
Para evitar acidentes durante o bailado e coreografias,as ciganas usam sobre-saias até em número de sete.
Daí, ciganas estereotipadas como as das novelas e filmes nada têm a ver com a realidade.
Na dança, o cigano procura desenvolver uma relação telúrica, conectar-se com a natureza e deixar fluir para a superfície física do ser, todos os sentimentos mais íntimos.
Assim, nota-se perfeitamente o sinal de êxtase de uma cigana ao rodopiar e fazer seus movimentos gentis, ao sacudir seu pandeiro ou ao som do atrito das castanholas.
Para os ciganos, dançar é celebrar a vida e se ligar a Deus.

Pretos Velhos

 
A noite chega e o barulho que se escuta é o ranger das correntes que aprisionam os negros escravos após mais um dia de trabalho árduo nas fazendas. 
Nas senzalas onde são jogados os negros ainda acorrentados uns aos outros deixam que seus pensamentos os transportem até a Mãe África e relembram da época em que corriam livres matas adentro em busca da caça para alimentar sua tribo, sentiam o calor do sol em seus corpos, trazendo ânimo e vitalidade nas águas doces dos rios e cachoeiras, banhavam-se com alegria e disposição e à noite sentavam-se ao redor da fogueira e olhando o céu estrelado conversavam sobre o que cada um fez durante aquele dia tão proveitoso e planejavam as novas aventuras do dia seguinte. 
Antes de dormirem, agradeciam as suas divindades a proteção de mais um bom dia e o negro sonhava dentro da senzala em situação tão adversa e agora a única liberdade que ele tem é sonhar com o passado e ter a esperança que no futuro alguns deles ou seus descendentes possam novamente ser livres para correrem mata adentro, sentir o calor em seu corpo sem o chicote em sua carne, banhar-se nas cachoeiras e rios, sentarem-se ao redor da fogueira, dançar, cantar, amar e cultuar livremente suas divindades.
Esses negros escravos que tanto sofreram no passado e não se revoltaram contra Deus e nem contra os deuses que cultuavam. Séculos se passaram e hoje esses espíritos de luz vêm nos visitar, vem nos ensinar a humildade, a paciência e a esperança em nossos desafios. Essas entidades de tanta luz e amor escutam com paciência nossos pedidos de socorro, enxugam nossas lágrimas e com suas rezas e conselhos, aliviam o nosso coração angustiado.

O Sacrifício

O sacrifício na realidade não é sinônimo de assassinato relacionado que está a rituais sagrados, visando no Candomblé ampliar, acumular e distribuir a força vital e sagrada que é o axé. 
Boa parte das religiões utilizava sacrifícios em seus rituais, mas na maioria das vezes com sentido expiatório, não se aplicando essa noção ao Candomblé, por um motivo aparentemente simples. Entre os cristãos, por exemplo, a extinção dos sacrifícios em termos reais justifica-se pela morte de Jesus Cristo que teria morrido para salvar a humanidade e o mais importante sacrifício a que o mundo assistiu. Ocorre que Jesus morreu pelos cristãos e não pelo Candomblé, isso significa na realidade que os ritos processados em outras doutrinas religiosas não fazem nenhum sentido para os Orixás, da mesma forma que os rituais do Candomblé fogem à compreensão da Igreja Católica; em outras palavras o Candomblé só se explica pelo próprio Candomblé. Na realidade, os processos, os sacrifícios existentes dentro do Candomblé, não adianta recorrer a Bíblia Sagrada para justificar ou muito menos condenar a prática da religião dos Orixás.
O sangue é de importância vital para os Orixás, pois está ligada a concepção, a fertilidade, o nascimento e a todas as etapas da vida. Sem sangue não há axé. Ninguém nasce sem sangue. Quando deixar de haver sacrifícios, o Candomblé com certeza deixará de existir. Não se derrama o sangue dos animais por maldade, por crueldade, muito menos para fazer mal a alguém.
O sacrifício é a condição para que a vida continue e não apenas no Candomblé, todos se alimentam seja de carne, seja de vegetal e um boi só pode ser comido em bifes, ou seja, em partes e depois de morto. Uma alface ao ser desconectada de sua raiz também é morta. Por que não se pode atribuir o significado religioso a um ato essencial para sobrevivência humana? Será mesmo que a condenação do Candomblé se deve ao sacrifício? Não seria essa uma forma da sociedade camuflar preconceitos e  até mais profundos? O ritual macabro não está nos Candomblés e sim nos matadouros onde os animais são submetidos a inúmeras crueldades e morrem com muito sofrimento. Imagine o animal ainda vivo vendo a sua pele arrancada, isso é um exemplo, do que ocorre nos matadouros e é por isso que a carne que será consumida pelos iniciados deve ser sacralizada por meio de rituais específicos. A carne de um animal que morreu com sofrimento não faz bem a ninguém.
Os judeus, os muçulmanos, por exemplo, só consomem carne de animais abatidos de acordo com seus preceitos. Por que o Candomblé não pode fazer o mesmo? É um absurdo acusar o Candomblé de fazer sacrifícios humanos como tem feito alguns segmentos religiosos opostos ao Candomblé. São sacrificados sim: bois, bodes, galinhas, patos, galos, gansos, pombos, e muitos outros animais que dependem do ritual o qual o Orixá pede e que depois serve de alimento a comunidade, mas nunca seres humanos, pois o Orixá vive do homem e através do homem.
Todo homem sacrifica não necessariamente no sentido religioso e mata para sobreviver. Que mal pode haver oferecer aos deuses as partes em que os homens não consomem. Na Bíblia Sagrada, numa das passagens mais marcantes, Abel “imolou” (sacrificou) um carneiro, para Deus e o mesmo foi aceito. No fundo, se estava repetindo um ato já praticado, provavelmente advindo dos africanos. Após sacrificar o animal, cujo sangue é derramado em local determinado, são retirados os “axés”, que são as vísceras principais (moela, rim, pulmão, coração…) que serão fritas ou cozidas, colocadas num oberó (prato de barro|) e oferecidas como complemento, e a carne será consumida pelas pessoas.
A forma como são utilizados o sangue e as demais vísceras dos animais tem uma causa e um objetivo nobre, o de produzir uma energia: o axé, já tantas vezes mencionado, que irá cumprir uma função de maior ou menor importância, beneficiando o alvo de qualquer religião: o ser humano.
O sangue é um forte elemento portador de energia. Dentro de uma ótica-cristã-judaica, o sangue era o principal elemento catalizador de ofertas e oferendas a Deus. A aplicação do sangue de Cristo para salvar vidas aparece de diversas maneiras nas Escrituras Hebraicas: os numerosos sacrifícios de sangue, especialmente os oferecidos no dia da Expiação, eram para a típica expiação de pecados, apontando para a verdadeira remoção de pecados por meio do sacrifício de Cristo. 
Um ebó pode ser definido como um ato de se fazer uma oferenda do reino animal, vegetal ou mineral, de comidas, bebidas e qualquer objeto, a uma divindade ou entidade espiritual. É um ato mágico-religioso que se utiliza das forças naturais existentes nesses elementos para um determinado fim. Por esse motivo, costuma-se dizer que a oferenda revela-se como a maior fonte de comunicação entre todas as forças do universo. 
A palavra Ebó significa sacrifício e vem de bo – alimentar; palavra usada somente para Orixá, coisas e animais, nunca para uma pessoa.
Na língua Iorubá não há diferentes nomes para definir o sacrifício de animais, plantas, de oferendas ou trabalhos determinados pelos Odu-Ifá. Tudo é conhecido por um só nome: ebó. Há uma tendência de se atribuir qualidades parecidas dos humanos aos Orixás, a quem as oferendas são feitas. Eles podem ouvir tocar, sentir nossas emoções, têm apetites, desejos e tabus semelhantes aos seres humanos. Para manter essa comunhão ofertam-se de forma regular as oferendas sob diversas formas, de acordo com a situação que se almeja.
Na realidade os maiores mitos na cultura africanista pregam à caça como Oxóssi que se fez Orixá e se fez lembrado, se fez responsável, se fez rei de Ketu por ser caçador, por ser Odé. Como outros Orixás, como Ogum que também caça que também mata, mas qualquer itan, qualquer estória que se pregue, que se professe dentro da cultura africanista, vai se achar no final  da estória a razão pela qual foi sacrificado o animal chega a ser mais nobre que outros sacrifícios que existem em outras seitas, em outros segmentos religiosos.
Lembrem-se de que Jesus foi condenado à morte por pessoas que viviam a sacrificá-lo, depois fazendo hipocritamente o sinal da cruz, adorando a sua imagem ensanguentada. O Candomblé não é contra a cultura, não é anti-Bíblica, mas com certeza contra a hipocrisia dos homens, que mataram Jesus. Nós não matamos aos nossos Orixás, nós os amamos com todos os seus defeitos e qualidades. Nós amamos Ogum, senhor das guerras, ainda que para fazer a guerra tenha que matar, pois não existe uma guerra sem mortes, não existe uma guerra sem derrotados. Nós amamos Iansã com o seu poder de guerra, mas Oyá jamais vai ter forças na sua adaga se não cortar, e assim amamos os Orixás cada um com sua essência, cada um com a sua base, cada um como são e nós não matamos os nossos Orixás.
Para o Candomblé tudo o que a natureza produz é sangue, pois o que define o sangue é a força que detém, ou seja, o Axé, e um sacrifício requer a utilização com vários tipos de sangue vindo das mais variadas fontes da natureza atribuindo vida e sentido ao Orixá, aos homens e a própria existência.
O elemento mais precioso do Ilê é a força que assegura a existência dinâmica. É transmitido, deve ser mantido e desenvolvido, como toda força pode aumentar ou diminuir, essa variação está relacionada com a atividade e conduta ritual. A conduta está determinada pela escrupulosa observação dos deveres e obrigações, de cada detentor de Axé, para consigo, seu Orixá e para o seu Ilê.
O desenvolvimento do axé individual e do grupo impulsiona o axé do Ilê. A força do axé é contida e transmitida através de certos elementos representativos dos reinos: animal, vegetal e mineral, quer sejam da água doce ou salgada – da terra, floresta – mato ou espaço urbano. Está contido nas substâncias naturais e essenciais de cada um dos seres animados ou não, simples ou complexos, que compõe o universo. Os elementos portadores de axé podem ser agrupados em três categorias:
1 – “Sangue” Vermelho;
2 – “Sangue” Branco;
3 – “Sangue” Preto;
1 – O “Sangue” Vermelho 
        No Reino Animal é representado pelo fluxo menstrual, pelo sangue dos animais, pelo sangue humano, portanto todas as pessoas são portadoras de axé.
        No Reino Vegetal o epô (azeite de dendê), ossún (pó vermelho), mel (sangue das flores), favas (sementes), vegetais, legumes, grãos, frutos (obi, orobô), raízes…
      No Reino Mineral os metais como bronze, cobre, areia, otás (pedras), barro, terra, são portadores de sangue vermelho.
O sangue vermelho está mais diretamente relacionado as coisas quentes, ao movimento e ao fogo, razão pela qual os Orixás exigem uma quantidade maior desses elementos, dominam exatamente esses aspectos da natureza como Exú, Xangô, Iansã.
2 – “Sangue” Branco – Associado à água e o ar.
       No Reino Animal vem simbolizado através do sêmen, a saliva, emí (hálito, sopro divino), plasma (em especial do igbin – espécie de caracol), inan (velas). O igbin sacrificado a Oxalá é um bom exemplo de animal de sangue branco.
       No Reino Vegetal – Favas (sementes), seiva, sumo, álcool, bebidas brancas extraídas das palmeiras e de outros vegetais, Yiérosùn (pó claro, extraído do Iròsún), pó utilizado pelos Babalaôs do Opelê-Ifá, Ori (espécie de banha vegetal), legumes, grãos, frutos, raízes…
        No Reino Mineral – O sal, efun (espécie de giz), a prata, o chumbo, otás (pedras), areia, barro, terra.
Todos esses elementos são portadores de axé e combinados reforçam, ampliam ou estabelecem a relação entre os homens e os deuses.
3 – “Sangue” Preto
        No Reino Animal – Cinzas de animais sacrificados.
   
    No Reino Vegetal – A cor verde, assim como o azul são variações da cor preta. O sumo escuro de certas plantas, o ilú (extraído do índigo), Wáji (pó azul), carvão vegetal, favas (sementes), vegetais legumes, grãos, frutos, raízes…
       No Reino Mineral – Carvão, ferro, osum, otás, areia, barro, terra.
A esses elementos relacionam-se mais diretamente aos Orixás da terra como Ogum, Oxóssi, Obaluaiê e muitos outros. 
O axé é uma força vital que pode ser acumulada, aumentada com o sacrifício, a utilização das mais variadas fontes de axé provenientes de todos os reinos d natureza e que fortalece o poder do Orixá e também do Candomblé. Uma casa de axé ao ser iniciada, ao ser fundamentada, ao ser fundada, o sangue é a base que dá segurança através dos assentamentos de portão, onde com certeza sacrificam-se frangos para os Exús responsáveis e sejam quais forem.
Aos Orixás de fora chamados conjunto de Tempo, Orixás que passam para os seguidores, para os membros, para a comunidade em si do axé, caminhos no sentido Ogum; fartura, prosperidade no sentido Oxóssi; literatura, cultura, sabedoria no sentido Ossaim e com certeza muita saúde no sentido geral a todos do axé nos caminhos de Omulu, Obaluaiê .
Meu Pai Bessém vem mostrando o eterno ciclo da vida, a eterna continuidade, deixando claro não só para o Babalorixá, mas para todos os membros dessa comunidade que o Candomblé é um círculo, um grande círculo da vida onde pessoas chegam, pessoas saem, pessoas vem, pessoas vão, pessoas que com certeza participam, mas também se vão, pessoas que convivem espiritualmente e materialmente dentro do axé e depois também se vão espiritualmente e materialmente no axé. 
Todas as forças, todo o segmento no ariaxé central, alimentando a terra, tornando a terra fértil, tornando aquele lote de terra, esse lote sagrado chamado casa  de axé, sala de candomblé, corte, pois os quatro cantos também fundamentados mostrando a grande esteira energética que é formada, que é montada numa casa de axé, numa sala de candomblé, onde Xirês acontecem, obrigações são presenteadas à sociedade, aonde apresentações sociais espiritualistas são consagradas a cultura africanista através do balé encantado dos Orixás, através do corte mágico de Ogum, através da adaga brilhante de Oyá, através do dengo, do charme, do chamego de Oxum, através da penumbra, através da lacuna que fica aberta entre a alegria e a tristeza nos caminhos de Obaluaiê, aonde Nanã enaltece a vida e a morte, aonde Xangô mostra a sua realeza, mostra que apesar da morte existir, a vida ainda é mais importante, aonde Oxalá com seus passos cansados e ambíguos vem dançando suavemente mostrando que não se tem pressa para nada, que aqui estamos, daqui iremos, mas daqui voltaremos e daqui com certeza iremos novamente e assim segue toda essa base que é construída através de sacrifícios de animais, oferendas anuais que são feitas no decorrer da necessidade, no decorrer do cotidiano de uma casa de axé, aonde muitas vezes professa-se de forma negativa, professa-se de forma errada mas ainda assim o Candomblé não pode ser mudado pelo sacrifício existente dentro do mesmo, mostrando que a cultura africanista desde que o mundo é mundo, é primordial para a convivência humana e que o sacrifício feito, praticado, oferecido ritualisticamente nas casas de Candomblé fazem parte da essência, da base lá do primeiro clarão de vida, no surgimento do mundo, lá do primeiro estrondo e que ecoou no deserto, que ecoou no vácuo mostrando assim que o mundo seria uma grande fonte de energia e com ela seria renovado cada elemento, renovado cada ser.

Malandra Maria Preta

Essa é a linha dos malandros, com a coordenação de Maria Preta que representa nosso querido Zé Pilintra. Como todo mundo já sabe Zé Pilintra é Advogado, Baiano, Exú, resumindo é companheiro pra toda hora e assim também é Maria Preta.
Maria Preta não viveu numa época tão distante. Negra, moradora do Rio de Janeiro, acompanhada de uma cervejinha e um bom samba. Orgulha-se de ter sido integrante da escola de samba da Estação Primeira de Mangueira. Como boa benzedeira conhece muitos chás, ervas e rezas.
Maria Preta gosta de uma boa malandragem, ajuda a todos em qualquer ocasião. Para ela não tem tempo ruim. Não recusa trabalhos e adora ajudar os necessitados.

Pombo Gira Menina das 7 Porteiras

Mulher sedutora, andarilha da rua, jeito menino que fascina, menina que engana o luar…
Nascida em Maceió, Maria Madalena trocou a luxúria por uma vida simples ao lado de um grande amor, grande amor esse que ao longo do tempo se revelou um falso amor, uma pessoa de índole duvidosa, o que fez a mesma fugir e se embriagar na dita “vida fácil” que como a mesma diz nada tem de fácil; o tal homem ao descobrir que Mª Madalena havia fugido grávida resolveu ir atrás dela. A jovem sempre foi de pensamento firme, jamais voltando atrás de suas decisões, e não retornou para casa.
O homem doente de ciúmes e inconformado com tal situação resolveu  então matar Mª Madalena, que aos 17 anos morre bruscamente sendo esquartejada em sete pedaços, cabeça, tronco, braços, ventre (este com um bebê com 7 meses).
Cada  membro foi colocado em uma porteira de cemitério, ficando assim conhecida como “MENINA DAS SETE PORTEIRAS”.

Exú 7 Buracos

 

Muita gente confunde o Exu Sete Buracos com o Exu Sete Covas, mas uma entidade não tem nada a ver com a outra.

 

Enquanto o Sete Covas ampara os espíritos dos mortos, o Sete Buracos ajuda os vivos a saírem do buraco financeiro.

 

Mas, atenção: um olho no peixe e outro no gato ao lidar com o Sete Buracos!

 

Porque assim como esse compadre ajuda a desatolar as pessoas da desgraça financeira, ele também pode ajudar a enterrá-las naquele mesmo lodaçal.

 

Uma coisa é algum negócio ir mal de vez em quando, o que é absolutamente normal. Outra, bem diferente, é tudo estar virado na breca durante todo tempo.

 

Nesses casos há grandes possibilidades do Sete Buracos estar agindo na contramão.

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